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Categoria: Erros científicos


17:42 · 29.03.2018 / atualizado às 17:42 · 29.03.2018 por
Infográfico em inglês, produzido pelo jornal britânico “The Sun” mostra algumas das principais cidades do mundo que se encontram na área que pode ser atingida por destroços da Tiangong-1. Fortaleza também corre risco Imagem: The Sun

A estação espacial chinesa Tiangong-1 deverá cair na Terra nos próximos dias, de acordo com a Agência Espacial Chinesa.

Nesta quinta-feira, 29, o instituto Fraunhofer FHR, situado na região de Bonn (Alemanha), divulgou imagens de radar da Tiangong-1 em seus últimos momentos. Segundo os alemães, quando a imagem foi produzida, a estação estava a 270 quilômetros de altitude.

Especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), afirmam que é impossível prever com certeza o local da reentrada na atmosfera, mas dizem que os riscos de uma queda em uma área habitada são muito remotos. Embora a estação possa se desintegrar completamente, há possibilidade de que pedaços grandes sobrevivam e caiam na Terra.

Segundo as autoridades chinesas, a queda deverá ocorrer entre a manhã do dia 30 de março e a manhã do dia 2 de abril – mas a data mais provável é o dia 1 de abril, domingo de Páscoa. A Agência Espacial Chinesa também informou que, se a meteorologia permitir, será possível observar seu mergulho sobre o planeta, antes que ela se incendeie e se desintegre com o calor da fricção produzida pela reentrada na atmosfera.

Atualmente fora de controle, a estação orbita em altitude média de 215 quilômetros e completa uma volta em torno da Terra a cada 88 minutos. A previsão é que ela caia entre os paralelos 43 norte e 43 sul – o que significa que ela pode cair em praticamente qualquer lugar da América do Sul (incluindo Fortaleza e as demais cidades cearenses), da África, da Oceania, ou em amplas áreas da Ásia e da América do Norte, no sul da Europa ou nos oceanos. O mais provável, dizem especialistas, é que o módulo caia no mar.

A Estação Chinesa Tiangong-1 – o nome significa “Palácio Celestial” em mandarim – foi lançada em 2011 com o objetivo de aperfeiçoar tecnologias de acoplamento de naves espaciais. Com seu lançamento, a China se tornou o terceiro país a ter uma estação espacial em órbita, depois dos Estados Unidos e da Rússia.

Com 12 metros de comprimento, 3 metros de largura e aproximadamente 8,5 toneladas, a Tiangong-1 teve suas instalações utilizadas pela última vez para uma missão tripulada em junho de 2013.

Depois de várias missões de pesquisas, o módulo chinês deveria ter sido derrubado de forma segura em 2013, mas continuou em operação até o ano de 2016. Já naquele ano, o governo da China admitiu ter perdido o controle e informou que não havia mais como conter sua reentrada na atmosfera, de acordo com informações da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Segundo a AEB, não é possível determinar com exatidão a data da reentrada da estação na atmosfera por causa de inúmeras incertezas, sendo a principal delas o efeito do atrito atmosférico na trajetória atual do módulo.

Em 2016, após a perda de controle da Tiangong-1, os especialistas chineses previram que a estação provavelmente queimaria na atmosfera no fim de 2017. Mais tarde, porém, os cientistas da agência europeia comunicaram que o módulo deveria se espatifar na Terra entre março e abril de 2018.

Com informações: AFP

08:53 · 28.01.2018 / atualizado às 11:25 · 27.01.2018 por
O Geopark Araripe faz parte de uma rede global de geoparques ligada à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) Foto: Crato.org

Mais de quatro anos após uma apreensão de quase 3 mil fósseis furtados da Bacia do Araripe, localizada na região Nordeste, incluindo parte do território cearense, cientistas paulistas e nordestinos disputam o material.

Os fósseis, com idades de 100 milhões a 120 milhões de anos, foram retirados da região do Cariri, que inclui partes do Ceará, Pernambuco e Piauí. A Bacia do Araripe é uma das maiores e mais importantes jazidas do Período Cretáceo no Brasil e no mundo. Em 2014, quando a Justiça Federal decidiu que os fósseis recuperados pela Polícia Federal na França, em Minas Gerais e no interior de São Paulo fossem cedidos à Universidade de São Paulo (USP), que deveria armazená-los adequadamente e, principalmente, estudá-los.

A decisão foi cumprida e, de acordo com a pesquisadora responsável pelo material, Juliana Leme, professora de Paleontologia do Instituto de Geociências da USP, os fósseis – furtados para serem vendidos por altos valores a museus privados no exterior – estão proporcionando conhecimento científico há mais de um ano.

Na universidade paulista, eles têm sido utilizados em aulas, pesquisas de mestrado e doutorado e na divulgação científica: a instituição inaugurou recentemente uma exposição (mais informações nesta página) com mais de 50 peças importantes do acervo apreendido. De acordo com Juliana, os abundantes fósseis são “um tesouro científico brasileiro.”

“O material enviado à USP é belíssimo, com muitas peças raras. Vários fósseis estão em um grau incomum de preservação. É um alívio que isso não tenha ido parar em coleções particulares fora do País”, afirma.

Protesto cearense

Apesar do aparente final feliz, a escolha da USP como depositária dos fósseis causou protestos.

O paleontólogo Álamo Saraiva, professor da Universidade Regional do Cariri (Urca), discorda da decisão judicial e entrou com um recurso para que os fósseis sejam enviados de volta à região de origem.

“Por sorte, pudemos contar com a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência, que têm feito um trabalho tão bom que até nos surpreende. Mas ainda temos um grande problema aqui no Cariri: além de ter de lidar com os traficantes de fósseis, somos vítimas do ‘fogo amigo’”, diz Saraiva, que é curador do Museu de Paleontologia da Urca, em Santana do Cariri, no Ceará, referindo-se aos cientistas do Sudeste.

Saraiva explica que, para os pesquisadores nordestinos, a presença dos fósseis no Ceará é fundamental para o desenvolvimento sustentável da região, que abriga o Geopark Araripe, parte de uma rede global de geoparques ligada à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Criados em áreas do mundo onde há patrimônio geológico importante, os geoparques envolvem ciência, conservação ambiental e do patrimônio cultural, educação, geoturismo e desenvolvimento econômico.

“Vivemos dos fósseis, que têm valor de patrimônio cultural. Eles perdem esse valor quando saem daqui e vão parar em gavetas em universidades de São Paulo e do Rio, embora ainda mantenham o valor científico”, declarou Saraiva.

‘Cumprimento de decisão’

Juliana, por outro lado, argumenta que a USP está apenas cumprindo uma decisão judicial, segundo a qual o Instituto de Geociências da USP foi escolhido como destino das peças “por ter totais condições de dar a elas o tratamento e uso científico adequado”.

A pesquisadora também alega que a USP investiu recursos e trabalho no material, já que a universidade recebeu os fósseis lacrados em outubro de 2014, acompanhados de laudos técnicos. O processo para retirar o lacre, identificar, acondicionar e guardar peça por peça durou um ano. Apenas no fim de 2015 o material foi liberado para pesquisa.

Nos dois anos seguintes, a coleção proporcionou pelo menos oito pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado, de acordo com Juliana. No fim de 2016 foi lançado o edital para a exposição e, um ano depois, ela foi aberta ao público. “Não é verdade, absolutamente, que esse material ficou engavetado”, defende. Saraiva, porém, contesta o investimento feito pela USP. “Se a USP tivesse injetado muitos recursos no material apreendido, eu até aceitaria que a coleção ficasse em São Paulo. Mas o que requer mais investimento é a preparação dos fósseis e esse material já estava perfeitamente preparado”, disse.

A preparação dos fósseis é um processo de alta complexidade técnica, no qual os especialistas retiram minuciosamente, no laboratório, o excesso de sedimentos incrustados nas peças, para que as características dos fósseis fiquem visíveis, permitindo seu estudo.

Contrabando

Segundo Saraiva, pela alta qualidade da preparação dos fósseis apreendidos, é possível até mesmo identificar o paleontólogo que fez o serviço: o alemão Michael Schwickert, considerado um dos principais contrabandistas de fósseis do Araripe há pelo menos 20 anos.

De acordo com a PF, ele está entre as 13 pessoas que integravam a quadrilha desbaratada. “Basta olhar para o material para constatar que a preparação primorosa foi feita por ele”.

Com informações: Estadão Conteúdo

17:33 · 22.01.2018 / atualizado às 17:33 · 22.01.2018 por
O incêndio na embarcação decorreu da colisão com um cargueiro chinês a 300 km ao leste de Xangai Foto: The Guardian

A maré negra provocada pelo naufrágio de um petroleiro no mar da China oriental triplicou seu tamanho em apenas quatro dias e cobre agora mais de 300 km² – informa Pequim.

Imagens feitas por satélite permitiram detectar três camadas de hidrocarbonetos que medem 332 km² no total, indicou no domingo (21) à noite a agência chinesa responsável pelos oceanos, em um comunicado. Na quarta-feira passada (17), essa agência havia informado que a maré negra se espalhava por 101 km².

O “Sanchi”, que transportava 136 mil toneladas de condensado – hidrocarbonetos leves -, afundou em 14 de janeiro após arder por uma semana. O incêndio na embarcação decorreu da colisão com um cargueiro chinês a 300 km ao leste da cidade de Xangai.

Perdas humanas e risco ambiental

No acidente, 32 marinheiros – 30 iranianos e dois bengalis – morreram na catástrofe. O barco está agora a 115 metros de profundidade no mar.

Ainda não se sabe a quantidade de agentes poluentes em seu interior. Além de sua carga, o “Sanchi”, de bandeira panamenha, pode levar a bordo até mil toneladas de diesel pesado para o funcionamento de suas máquinas.

A maré negra se desloca para o norte, devido aos ventos e às correntes marinhas e pode ameaçar o litoral de Coreia do Sul e Japão, anunciou a Administração de Oceanos na semana passada.

Com informações: AFP

17:16 · 16.01.2018 / atualizado às 17:16 · 16.01.2018 por
Para o jornalista Nicolas Chevassus-au-Louis, as “fake news”, procedem de uma mesma retórica apoiada em “versões alternativas” para explicar “inconsistências teóricas”. Um caso é a aparente imunidade da Antártida ao aquecimento global Foto: Marine Bio

A internet contribuiu também para propagar notícias científicas falsas, como dizer que a Terra é plana, que os americanos jamais pisaram na Lua e que o homem não é responsável pelas mudanças climáticas, alertam os cientistas.

O perigo destas teorias cientificamente invalidadas é que às vezes são aceitas por parte do grande público, como acontece com as “fake news” em geral. Um estudo recente na França mostrou que 79% dos cidadãos acreditam em ao menos uma teoria da conspiração. Por exemplo, 16% pensam que o homem não chegou à Lua e 9% acham “possível” que nosso planeta seja plano.

No âmbito climático, “enfrentamos uma vontade deliberada de manipular a opinião pública e os que decidem”, disse a climatologista Valérie Masson-Delmotte, convidada recentemente a participar de um colóquio em Paris.

Aqueles que Masson-Delmotte, membro do grupo de especialistas da ONU sobre o clima (IPCC), chama de “comerciantes da dúvida” buscam essencialmente, segundo ela, limitar a regulação ambiental. Mas as motivações dos propagadores das notícias falsas não são só econômicas: podem ser religiosas, ideológicas ou às vezes mais pessoais, como a busca de visibilidade.

Retórica comum

Para o jornalista especializado Nicolas Chevassus-au-Louis, as notícias falsas, científicas ou não, “procedem de uma mesma retórica”: “Se começa suscitando uma dúvida. O método mais eficaz consiste em ressaltar as supostas incoerências da versão oficial, aferrar-se a um detalhe e insistir ao máximo sobre ele”, explica.

Por exemplo, uma pergunta recorrente é: “Você não acha estranho que a Antártida não pareça estar derretendo?”. Depois se apresentam “versões alternativas”, como a ideia de que as mudanças climáticas poderiam estar ligadas à atividade solar e não à do homem, como foi estabelecido cientificamente. Com testemunhos de personalidades e publicações apresentadas como científicas, tenta-se convencer finalmente sobre a veracidade da versão alternativa, segundo Chevassus-au-Louis.

Fatos X opinião

Discernir entre uma informação rigorosa e verificável e uma opinião pode ser, além disso, mais difícil para o público quando se trata de temas científicos.

“Todos temos uma responsabilidade, o ensino, os meios, os pesquisadores e os organismos, por não termos conseguido mostrar essa diferença”, explica Masson-Delmotte.

Paralelamente, os especialistas ressaltam que a ciência esbarra em outras dificuldades para chegar ao grande público. No ano passado, “33% dos artigos sobre clima na imprensa anglo-saxã mais populares na internet continham informações falsas”, embora não fossem mal intencionadas, afirma o climatologista Emmanuel Vincent.

Masson-Delmotte explica que a internet aumentou a discrepância entre os ritmos da atualidade e o conhecimento científico. Por exemplo, quando vários furacões afetaram o Atlântico em setembro passado, os meios se perguntaram se estes fenômenos extremos estavam ligados ao aquecimento global, uma resposta impossível de se dar imediatamente, para os especialistas.

Estes resultados científicos estiveram disponíveis vários meses depois, “mas só obtiveram um lugar muito limitado nos meios”, lamenta Masson-Delmotte.

Com informações: AFP

18:29 · 15.01.2017 / atualizado às 18:29 · 15.01.2017 por
Foto: SBS
O foguete SS-520 Nº 4, de mais de 9 metros de altura, carregava um minissatélite de observação da superfície da terra. Depois de abortar a operação, Jaxa indicou que o foguete havia caído na área marítima planejada Foto: SBS

A agência de exploração espacial japonesa (Jaxa) lançou neste domingo (15) um foguete experimental destinado a colocar satélites em órbita, mas pouco depois anunciou que a missão havia falhado.

“O experimento fracassou”, declarou Hiroto Habu, responsável pelo programa dentro da Jaxa, em coletiva de imprensa três horas após o lançamento. “Vamos examinar as causas dos problemas e decidir que medidas tomar” no futuro, acrescentou, salientando, porém, que poderia aprender muito com essa tentativa.

Depois de ser adiado várias vezes devido ao mau tempo, o foguete lançador decolou no domingo pouco depois das 8h30 local (20h30 de sábado no horário em Fortaleza) a partir de uma base no sudoeste do arquipélago. O foguete SS-520 Nº 4, de mais de 9 metros de altura, carregava um minissatélite de observação da superfície da terra. Depois de abortar a operação, Jaxa indicou que o foguete havia caído “na área marítima planejada”.

O fracasso ocorre após o bom desempenho durante uma dúzia de anos de modelos maiores de foguetes de fabricação japonesa (H-2A, H-2B). O minifoguete de baixo custo é considerado o menor do mundo capaz de um satélite pôr em órbita. O lançamento do foguete de 52 centímetros de diâmetro e menos de 10 metros de altura aconteceu no Centro Espacial de Uchinoura, na cidade de Kagoshima, mas minutos depois se decidiu não ativar a segunda etapa do voo, por não se receber informações do foguete.

O foguete de três estágios é uma versão melhorada do modelo de dois estágios SS-520 da Jaxa, e seu lançamento custa a décima parte de um convencional. A produção e custo de lançamento deste novo veículo, um projeto liderado pela Jaxa mas no qual empresas privadas como a Canon estiveram envolvidas, se estima em cerca de 500 milhões de ienes (US$ 4,3 milhões), segundo a agência “Kyodo”. Com um tamanho cinco vezes menor que um convencional, o foguete é projetado para pôr em órbita satélites de até 4 quilos a uma altitude de até 2.000 quilômetros.

A agência espacial japonesa tinha previsto realizar um primeiro lançamento na quarta-feira passada, mas então teve que ser adiado por questões climatológicas.

Com informações: G1

19:38 · 05.05.2015 / atualizado às 19:40 · 05.05.2015 por
Foto: Roscosmos
O Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia perdeu o controle do cargueiro, lançado na base de Baikonur, no Cazaquistão, depois que ele ficou situado em uma órbita errada e deixou de enviar dados à Terra Foto: Roscosmos

O cargueiro russo Progress M-27M, que saiu de sua órbita após ser lançado há uma semana com destino à Estação Espacial Internacional (ISS), cairá na Terra na próxima sexta-feira (8), mas o local da colisão é incerto.

“Até 24 horas antes, o lugar da queda do cargueiro fora de controle só poderá ser determinado com uma grande margem de erro”, informou nesta terça-feira (5) uma fonte do setor aeroespacial à agência estatal de notícias russa “RIA Novosti”.

Além disso, a fonte tranquilizou sobre o potencial perigo representado pela queda do cargueiro de fabricação russa, que sofreu sua primeira avaria em quatro décadas. “Todos os fragmentos que podem representar uma ameaça não chegarão (à Terra), já que se desintegrarão nas camadas densas da atmosfera”, disse.

Segundo os prognósticos do Comando Americano de Defesa Aeroespacial (Norad, na sigla em inglês), a nave espacial russa cairá em nosso planeta na sexta-feira e em águas do oceano Pacífico, perto do litoral americano, por volta das 13h30 GMT de sexta-feira (10h30 de Brasília).

A corporação espacial Energuia, fabricante dos cargueiros, previu desde o primeiro momento que a Progress cairia entre 5 e 7 de maio, mas insistiu que ela não representa risco, já que a maioria de suas partes serão queimadas ao entrarem em contato com a atmosfera.

As naves Progress, usadas há 35 anos, estão entre os grandes orgulhos da indústria aeroespacial russa, com um histórico praticamente imaculado: até agora só tinham sofrido um acidente, em agosto de 2011, por uma falha do foguete portador.

Perda de controle

O Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia perdeu o controle do cargueiro, lançado na base de Baikonur, no Cazaquistão, depois que ele ficou situado em uma órbita errada e deixou de enviar dados à Terra, já que algumas de suas antenas não foram ativadas.

Todas as tentativas de retomar o controle da nave automática, que deveria levar à Estação Espacial Internacional cerca de 2,5 toneladas de provisões – combustível, oxigênio, alimentos, equipamentos científicos -, foram até agora infrutíferos.

Com informações: EFE / UOL Ciência

21:41 · 19.02.2015 / atualizado às 21:41 · 19.02.2015 por
Foto: Nasa
Os trajes espaciais que serão usados pelos astronautas Barry Wilmore e Terry Virts (foto) em suas missões fora da Estação Espacial Internacional estão sendo trabalhados, mas os engenheiros estão preocupados com um recorrente problema em um pedaço do equipamento Foto: Nasa

Com três complicadas caminhadas espaciais planejadas para os próximos dias, a NASA está correndo contra o tempo para evitar que se repita o problema registrado em 2013 com um um traje espacial, quando água entrou perigosamente no capacete de um astronauta.

Os trajes espaciais que serão usados pelos astronautas Barry Wilmore e Terry Virts em suas missões fora da Estação Espacial Internacional estão sendo trabalhados, anunciou a NASA, mas os engenheiros estão preocupados com um recorrente problema em um pedaço do equipamento conhecido como separador da bomba de ventilação, parte do sistema de controle de temperatura.

“Esta é a mesma preocupação que tivemos em 2013 quando houve o problema da água no capacete”, disse Kenneth Todd, gerente de operação e integração da Estação Espacial Internacional, em uma coletiva de imprensa. A Nasa foi alertada do problema quando os astronautas estavam fazendo a manutenção do traje espacial em dezembro e descobriam que a bomba de ventilação não acelerava como esperado.

Um novo filtro da bomba de ventilação que estava a bordo da estação espacial foi instalada como uma substituição “e está funcionando sem problemas desde então”, disse Todd. Um novo traje espacial foi enviado para a estação e será usado por Wilmore durante a caminhada
espacial. O outro traje, com a parte substituída, será usada por Virts. Seu filtro da bomba de ventilação mostrou alguns sinais de corrosão.

O problema está relacionado ao caso da água no capacete que quase afogou o astronauta italiano Luca Parmitano durante uma caminhada espacial em julho de 2013 – ele correu de volta para a estação espacial e rapidamente se recuperou – mas não se espera que aconteça o mesmo vazamento de água, disse Todd. “A água no capacete teve uma origem totalmente diferente da que causou o problema”, explicou.

A decisão de se as caminhadas – conhecidas como atividades extra veiculares – poderão ou não começar nesta sexta-feira (20) como o planejado depende de como serão os futuros testes, e deve ser anunciada nesta quinta-feira. As caminhadas espaciais estão programadas para 20 e 24 de fevereiro e 1º de março, e com cerca de duas horas de duração.

Os astronautas vão preparar cabos e engrenagens para instalar novas estações de acoplamento na estação espacial. As novas estações de acoplamento serão utilizadas futuramente por tripulações de astronautas de Cabo Canaveral, Flórida, quando as primeiras cápsulas comerciais estiverem prontas para transportar pessoas a partir de em 2017.

Com informações: AFP

20:03 · 16.01.2015 / atualizado às 20:13 · 16.01.2015 por
Imagem: Beagle 2
Concepção artística da missão Beagle 2, da Agência Espacial Europeia (ESA), pousada na superfície marciana. Missão conseguiu aterrissar com sucesso, mas não conseguiu cumprir demais objetivos e nem sequer enviar sinais de seu êxito à base na Terra Imagem: Beagle 2

A nave espacial britânica “Beagle 2”, que já chegou a ser apelidada de “fracasso heroico”, foi localizada em Marte, 11 anos depois de ter desaparecido em uma expedição de busca de vida extraterrestre.

A previsão era que a Beagle 2, parte da missão Expresso Marte, da Agência Espacial Europeia (ESA), pousasse em Marte no dia de Natal de 2003, mas ela desapareceu em 19 de dezembro daquele ano. Depois disso, nada se sabia sobre a nave.

Mas, em um anúncio feito durante uma concorrida entrevista coletiva nesta sexta-feira na Royal Society, instituição científica de Londres, peritos espaciais disseram que a pequena sonda foi localizada na superfície do “Planeta Vermelho”.

“A Beagle 2 não está mais perdida”, disse David Parker, diretor-presidente da Agência Espacial da Grã-Bretanha. Ele afirmou que os cientistas agora têm uma “boa evidência” de que a nave espacial aterrissou com sucesso em Marte na data prevista – 25 de dezembro de 2003 -, mas foi implementada somente parcialmente.

“Esta descoberta mostra que a entrada, a descida e sequência de pouso da Beagle 2 funcionou e ela tocou com sucesso Marte no dia de Natal 2003”, disse a agência espacial da Grã-Bretanha em um comunicado.

Com informações: Reuters Brasil

23:10 · 11.08.2014 / atualizado às 23:16 · 11.08.2014 por
Foto: Reuters
Utilização de medicamentos experimentais suscita intenso debate ético Foto: Reuters

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez hoje (11) reunião para discutir a ética do uso de medicamentos experimentais, no momento em que o mundo luta para conter a rápida propagação do vírus ebola.

Não existe atualmente qualquer tratamento ou vacina contra o ebola, um dos vírus mais letais conhecidos, e com o número de mortos próximo de 1.000 pessoas. Na última semana, a doença foi considerada pela OMS  “emergência de saúde pública de caráter mundial”.

A utilização de medicamentos experimentais suscita intenso debate ético. Por isso, especialistas de todo o mundo encontraram-se nesta segunda-feira para a elaboração de diretrizes sobre o uso de medicamentos não autorizados em situações de emergência, como é o caso do surto de ebola.

Dois norte-americanos e um padre espanhol, infectados com o vírus quando cuidavam de doentes na África, estão sendo tratados com o medicamento experimental ZMapp, que mostrou resultados promissores.

O remédio, da empresa norte-americana Mapp Pharmaceuticals, está em fase inicial de desenvolvimento e só foi testado em macacos, além de ser escasso.

Questões a responder

“É ético utilizar medicamentos não autorizados para tratar as pessoas? Em caso afirmativo, que critérios devem cumprir e em que condições, bem como quem deve ser tratado” são as questões a responder, disse Marie-Paule Kieny, assistente do diretor-geral da OMS, anfitrião do encontro.

O ebola causa febre e, nos casos mais graves, hemorragias intensas, podendo ser fatal em até 90% dos casos, segundo a OMS. De acordo com os últimos dados da organização, desde fevereiro, o vírus infectou mais de 1.700 pessoas, sendo que mais de 900 morreram em Serra Leoa, na Guiné-Conacri, Libéria e Nigéria.

Descoberto há quatro décadas, o vírus é transmitido por contato direto com o sangue e outros fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados. No último sábado (9), a OMS informou que uma vacina preventiva contra o ebola deverá passar à fase de testes clínicos em setembro e poderá estar disponível em 2015.

O ZMapp parece ter sido eficaz no tratamento de dois trabalhadores norte-americanos repatriados – o médico Kent Brantly e a voluntária Nancy Writebol – e está agora sendo administrado ao padre católico Miguel Pajares, infectado na Libéria e levado para a Espanha.

Fontes da família do religioso confirmaram nesse domingo (10) que os médicos começaram o tratamento com o ZMapp e que o estado do doente é “estável”. As mesmas fontes disseram que aguardam o efeito do soro experimental “com esperança”.

Com informações: Agência Brasil / Agência Lusa

21:02 · 21.07.2014 / atualizado às 18:09 · 21.07.2014 por
Foto: Agência Brasil
De acordo com Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, contra-almirante Marcos Silva Rodrigues, o valor máximo a ser aceito pelo governo para a nova estação será de R$ 254,3 milhões Foto: Agência Brasil

A Marinha lança na quarta-feira (23) uma nova tentativa de licitação para a reconstrução da Estação Comandante Ferraz, base do Brasil no continente Antártico.

De acordo com Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, contra-almirante Marcos Silva Rodrigues, o valor máximo a ser aceito pelo governo para a nova estação será de US$ 110,5 milhões (R$ 254,3 milhões).

Em fevereiro de 2014, a primeira tentativa de realizar a nova licitação da base brasileira fracassou por falta de interessados em realizar a obra. O edital anterior era uma licitação nacional com preço máximo de R$ 147 milhões. A estação brasileira anterior pegou fogo em fevereiro de 2012.

Mudanças no edital

De acordo com o comandante do projeto, após o fracasso da primeira tentativa, a Marinha conversou com as empresas e fez mudanças no edital, principalmente no aspecto dos custos de transporte e das bonificações referentes aos custos da construção.

O projeto também ficou mais caro, segundo Rodrigues, porque foi refeito o estudo sobre as fundações da estação. O novo levantamento mostrou que as estacas custariam muito mais do que o previsto no projeto anterior. Isso porque a previsão anterior era encontrar rochas para colocar as fundações a cerca de 15 metros de profundidade.

E os novos estudos, feitos após a licitação não ter encontrado interessados, mostraram que as rochas estavam a cerca de 100 metros de profundidade.
Outra preocupação das empresas que desistiram da concorrência anterior foi que os valores estavam em reais e não havia proteção para variações do dólar, moeda em que serão feitos parte dos pagamentos para a construção.

Interesse nacional e internacional

De acordo com o comandante, há empresas estrangeiras e nacionais que já se mostraram interessadas em participar da disputa. O edital prevê que o resultado da disputa saia em 45 dias após a publicação.

A obra deve começar ainda neste verão antártico, que inicia em outubro. A previsão é que a obra esteja entregue até março de 2016, mas o clima imprevisível na região pode atrasar a entrega, segundo o comandante.

A nova estação terá 147 mil metros quadrados, o mesmo tamanho da anterior que começou a ser construída em 1982 e pegou fogo em fevereiro de 2012, quando foi praticamente toda destruída.

O Brasil construiu uma estação provisória no local no ano seguinte para tentar manter as pesquisas que estavam em andamento no período do incêndio.

Com informações: Folhapress