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Categoria: Eventos científicos


21:54 · 25.03.2018 / atualizado às 21:54 · 25.03.2018 por
Logomarca da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que ocorrerá no dia 18 de maio Foto: OBA.org

A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) está com inscrições abertas até o próximo sábado (31).

Escolas interessadas em inscrever alunos, públicas ou privadas, devem cadastrar-se pela internet. O evento, que ocorre em 18 de maio, é divido em quatro níveis: três para alunos do ensino fundamental e um para estudantes do ensino médio.

Segundo a organização, trata-se da maior olimpíada científica do Brasil. Desde que surgiu, há 21 anos, contabiliza 8,5 milhões de participantes. Anualmente, 40 mil medalhas são distribuídas para estudantes de todo o país. “O objetivo é levar a maior quantidade de informações sobre as ciências espaciais para a sala de aula, despertando o interesse nos jovens”, diz João Batista Garcia Canalle, professor de astronomia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador nacional do evento.

A prova é composta por dez questões, sendo sete de astronomia e três de astronáutica, a maioria delas de raciocínio lógico. Os melhores classificados na OBA vão representar o país, no próximo ano, na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica.

Com informações: Agência Brasil

11:37 · 24.03.2018 / atualizado às 11:39 · 24.03.2018 por
O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, está entre os principais cartões-postais brasileiros que terá sua iluminação desligada neste sábado (24), das 20h30 às 21h30, na chamada Hora do Planeta Foto: Américo Vermelho/WWF Brasil

As luzes de diversos monumentos em várias partes do País ficarão apagadas por uma hora neste sábado (24), das 20h30 às 21h30, em celebração à Hora do Planeta, uma iniciativa mundial promovida pela organização não governamental (ONG) WWF.

O ato simbólico ocorre desde 2007, com o objetivo de chamar a atenção para a importância de se preservar o meio ambiente e conscientizar a sociedade sobre as mudanças climáticas. De acordo com o WWF, na campanha deste ano, mais de 600 monumentos terão suas luzes apagadas em 145 cidades brasileiras. A expectativa é que mais de 250 mil pessoas participem do movimento.

Em Brasília, um dos monumentos que ficarão às escuras será o Congresso Nacional. O Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, que estão entre os principais cartões-postais do Rio de Janeiro e do Brasil, também terão suas luzes apagadas. Em São Paulo, um dos monumentos a terem a luz desligada é a Fonte Multimídia, no Ibirapuera.

Estão previstas atividades como pedaladas, limpeza de praias, caminhadas, observação de estrelas e palestras e outras ações de conscientização sobre temas como o despejo adequado de lixo. Pessoas e empresas que queiram participar ou se informar sobre as atividades previstas para o evento podem fazê-lo por meio do site do WWF-Brasil. Segundo a ONG, mais de 3 mil monumentos de diversas partes do mundo já se inscreveram para participar do Hora do Planeta 2018, reforçando ainda mais a mensagem ambientalista proposta pela campanha.

Com informações: Agência Brasil

10:21 · 09.11.2017 / atualizado às 10:25 · 09.11.2017 por
Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, é preciso recuperar os 12,4% de floresta original que restam desse bioma, onde vivem 72% da população brasileira, em 17 estados, incluindo o Ceará Foto: Fabiane de Paula

A Fundação SOS Mata Atlântica participa da 23ª Conferência das Partes de Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, para apresentar o seu trabalho de restauração florestal, no Brasil.

A ONG será destaque nesta quinta-feira (9), às 14h (horário em Fortaleza), com a palestra “Iniciativas para a restauração florestal na Mata Atlântica e contribuição para o NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) Brasileira – além do acordo climático”. O diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, e o gerente de restauração florestal da ONG, Rafael Bitante Fernandes, apresentarão a palestra. Nela, serão abordados os projetos desenvolvidos para colaborar com o cumprimento da meta ambiental definida para o Brasil no Acordo de Paris: restauração e reflorestamento de 12 milhões de hectares de florestas.

Em 30 anos de história, a Fundação SOS Mata Atlântica já viabilizou o plantio de 40 milhões de mudas nativas, em cerca de 550 municípios de nove estados do bioma. “Esse espaço que teremos na COP é uma ótima oportunidade para mostrar que é preciso recuperar os 12,4% de floresta original que restam da Mata Atlântica, onde vivem 72% da população brasileira, em 17 estados”, diz Mario Mantovani.

O Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – HEINEKEN Brasil é um bom exemplo do trabalho de recuperação florestal da ONG. A antiga fazenda de café, localizada em Itu, interior de São Paulo, tinha 49 hectares de floresta em 2007 e, hoje, conta com 386 hectares restaurados. O Centro completa 10 anos neste mês e comemora o retorno de duas nascentes de água, a volta de animais raros, além do aumento de 156,7% no número de espécies de aves avistadas no local. Além disso, o local possui um viveiro com capacidade para produzir em torno de 700 mil mudas de 110 espécies nativas da Mata Atlântica por ano.

Apoio empresarial

Para atingir a marca de 40 milhões de árvores plantadas, a Fundação SOS Mata Atlântica teve o importante apoio de cerca de 650 empresas de diversos setores e também contou com a mobilização pública.

Para o gerente de recuperação florestal da Fundação SOS Mata Atlântica, a conscientização de grandes empresas é essencial para uma sociedade mais atuante e que consiga amenizar os impactos ambientais causados ao longo dos anos. “Priorizamos o plantio em Áreas de Preservação Permanente, como topos de morro e matas ciliares, pois elas não poderão ser retiradas no futuro”, afirma Fernandes. O projeto de recuperação de matas ciliares às margens da usina hidrelétrica de Promissão é outra frente importante de restauração florestal em andamento. Até agora já foram plantadas 1,2 milhão de mudas, com o apoio de empresas como Via Fácil Sem Parar, Bradesco Seguros, Bradesco Cartões e AES Tietê – responsável pela usina de Promissão.

Esse total corresponde a uma área equivalente a 497 campos de futebol. A ação, iniciada em 2014, prevê o plantio de 3 milhões de árvores nativas na área em 8 anos.

Com informações: Fundação SOS Mata Atlântica

10:55 · 06.12.2013 / atualizado às 18:33 · 06.12.2013 por
O brasileiro Marco Aurelio Gorrasi (foto) é um dos 22 selecionados do projeto promovido por uma empresa fabricante de desodorantes e capitaneado pelo ex-astronauta Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua Foto: Divulgação
O brasileiro Marco Aurelio Gorrasi (foto) é um dos 22 selecionados do projeto promovido por uma empresa fabricante de desodorantes e capitaneado pelo ex-astronauta Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua Foto: Divulgação

O analista de marketing Marco Aurelio Gorrasi, 25 anos, foi um dos 22 selecionados de uma promoção da marca de desodorantes Axe para realizar uma viagem espacial no fim do ano que vem ou no começo de 2015. Com isso, o paulista se tornará, possivelmente, o segundo astronauta brasileiro – caso nenhum outro pague para fazer uma viagem privada antes dele.

O prêmio foi anunciado nesta sexta-feira (6), em Orlando, nos Estados Unidos. Lá, os finalistas do projeto AXE Apollo Space Academy (A.A.S.A.) estavam escalados para realizar uma série de atividades que usualmente fazem parte do treinamento de astronautas, como um voo parabólico, em que experimentariam um ambiente com gravidade zero, um simulador de força G extrema e um voo supersônico. Gorassi enfrentou diversos testes para vencer a disputa com outros 100 concorrentes.

O projeto foi lançado mundialmente em janeiro de 2013 pelo astronauta Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua. A primeira fase da campanha ocorreu entre 10 de janeiro e 29 de abril, quando os candidatos deveriam se inscreveram no site do programa para, posteriormente, angariar votos nas redes sociais. “O Brasil liderou a quantidade de interações na primeira fase, com quase dois milhões de votos. Estamos muito felizes com este resultado, que superou nossas expectativas”, afirma Rafael Lopes, gerente de marketing de AXE no país.

Apenas os oito brasileiros mais votados passaram à segunda fase: Jackson Savitraz (75.690 votos), Julio Cesar (72.667), Marco Aurelio (68.303), Jose Luiz (42.659), Jonathan Kreia (38.176), Caetano Julio Neto (27.690), Anthony Matheus (26.864) e Marcos de Larah (26.475). Eles foram, então, submetidos a cinco provas de resistência em um desafio nacional. As provas incluíam atividades como caminhar sobre um colchão inflável após ter sido virado para todos os lados durante um minuto e meio em um giroscópio, prova em cama elástica, labirinto com venda nos olhos e parede de escalada.

“Eu tive que sair da empresa porque eu já tinha pedido férias, então eu não podia pedir outras. Eu falei que ganhei a promoção, tentei explicar para eles, mas eles, infelizmente, falaram: ‘não, você acabou de tirar férias, se você quiser (viajar), você vai ter que se desligar da empresa”, relata. Sobre os testes com gravidade zero, Marco Aurelio conta que “a pressão é muito forte em cima do corpo. Você sente seu sangue descer e subir bem rápido. Foi bem forte para você segurar a pressão. Parece que sua cabeça está explodindo”.

10:16 · 11.10.2013 / atualizado às 10:16 · 11.10.2013 por
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez nesta sexta-feira (11) um apelo para a eliminação progressiva até 2020 dos termômetros e aparelhos de medição da tensão que contenham mercúrio, devido aos efeitos graves na saúde pública. Em comunicado divulgado em Genebra, na Suíça, a OMS diz que o apelo é feito em conjunto com a organização Health Care without Harm.

A operação, chamada Cuidados de Saúde sem Mercúrio até 2010, foi lançada para marcar a assinatura da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio nessa quinta-feira.

Preocupação

O mercúrio e os seus diferentes componentes são “uma preocupação para a saúde pública mundial e têm vários efeitos graves”, lembrou a OMS, citando uma série de problemas neurológicos, principalmente nos jovens. O mercúrio pode também ter efeitos nefastos nos rins e no sistema digestivo, acrescentou a organização.

A Convenção de Minimata autoriza a utilização de mercúrio nos termômetros apenas até o ano 2020, embora aceite algumas exceções até 2030, informou a OMS, acrescentando que as consequências do mercúrio para a saúde pública “são tão graves que tornam muito importante respeitar o prazo de 2020 fixado pela convenção”.

“A assinatura da Convenção de Minimata sobre o mercúrio é um grande passo para a proteção definitiva das consequências devastadoras do mercúrio para a saúde”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Segundo ela, o mercúrio é uma das 10 substâncias químicas que mais preocupam em relação à saúde pública. A convenção orienta os países sobre as medidas que devem ser adotadas para eliminar as formas mais nocivas de utilização do produto.

A OMS pretende ainda eliminar progressivamente os desinfetantes e produtos cosméticos que clareiam a pele e que são feitos à base de mercúrio. Além disso, quer elaborar um conjunto de medidas para eliminar a utilização do metal nos tratamentos dentários.

A Convenção de Minamata foi assinada em Kumamoto (Japão) e ficará aberta para adesões até 9 de outubro do próximo ano.

Com informações da Agência Brasil

11:28 · 27.09.2013 / atualizado às 11:30 · 27.09.2013 por
Vista aérea de uma usina termelétrica a carvão, nos arredores de Zhengzhou, na província de Henan, China. Foto: Agência Reuters
Vista aérea de uma usina termelétrica a carvão, nos arredores de Zhengzhou, na província de Henan, China. Foto: Agência Reuters

A temperatura da Terra poderá subir entre 0,3 e 4,8 ºC ainda no Século XXI, conforme informações de relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), nesta sexta-feira (27). O encontro acontece em Estocolmo, na Suíça e é organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Além desse dado alarmante, o 5° relatório de avaliação divulgado no painel afirma que o nível do mar pode subir até 81 centímetros, com fortes danos na maior parte das regiões costeiras do globo terrestre.

O relatório considera que a influência humana seja a principal causa do aquecimento global, observado desde o início do século XX. Os especialistas calculam que essa possibilidade esteja em 95% correta. Em 2007, esse mesmo relatório apontava 90%.

Em mensagem gravada, apresentada no início da entrevista, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse: “O aquecimento é real. Agora temos de agir”.

Com informações da Agência Brasil

08:19 · 22.07.2013 / atualizado às 08:43 · 22.07.2013 por
Produção de artigos e publicações científicas decorrentes de pesquisas realizadas por estudiosos brasileiros corresponde a 2,7% do total no planeta, mas país ainda peca  na questão da inovação Foto: André Lima
Produção de artigos e publicações científicas decorrentes de pesquisas realizadas por estudiosos brasileiros corresponde a 2,7% do total no planeta, mas País ainda peca na questão da inovação, segundo presidente da SBPC Foto: André Lima

O Brasil é responsável por 2,7% da produção científica mundial, mas ainda ocupa a 58ª colocação entre os países mais inovadores do mundo, destacou a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, durante abertura da 65ª reunião anual da entidade na capital de Pernambuco.

O encontro deve reunir, até sexta-feira (26), mais de 23 mil pessoas entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, gestores do setor e estudantes, com o tema central Ciência para o Novo Brasil. “O novo Brasil, que já é a sétima economia do mundo, tem ainda que vencer grandes desafios para estar realmente inserido na economia basilar pelo conhecimento”, destacou na noite de domingo (21).

De acordo com Helena Nader, aumentar o investimento em educação é um dos fatores necessários para superar os obstáculos referentes ao crescimento da ciência no país. “As manifestações de rua, que vêm ocorrendo nas principais cidades brasileiras, têm em suas pautas de reivindicações a melhoria da educação. O Brasil ainda está em débito com seus cidadãos, no que se refere ao ensino de qualidade, desde a pré-escola ao ensino superior.”

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, defendeu a expansão dos sistemas de pesquisa de dentro das universidades para os setores industriais e de serviços. “Precisamos que as empresas invistam mais em atividades de pesquisa e desenvolvimento. Afinal, esse investimento vai aumentar a produtividade das próprias empresas.”

Linguista e arqueóloga homenageadas

Nesta edição da SBPC foram homenageados o linguista Luiz Antonio Marcuschi e a arqueóloga Niéde Guidón. A entidade homenageia anualmente profissionais que deram contribuições significativas para o desenvolvimento da ciência brasileira.

Com a reunião, também ocorrem a SBPC Jovem, a SBPC Cultural, a ExpoT&C, além da SBPC Mirim. Entre as atrações está o Circo da Ciência – projeto que faz parte da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC). O circo vai apresentar experimentos de física, projetos de ilusão de ótica e a maquete de uma hidrelétrica em funcionamento.

A reunião da SBPC, promovida desde 1948, conta a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. Esta é a quinta vez que a cidade do Recife sedia o encontro, voltado para difundir os avanços da ciência e debater políticas públicas para a área.

Com informações: Agência Brasil

08:49 · 16.07.2013 / atualizado às 13:26 · 16.07.2013 por
Estudantes do IFCE-Juazeiro do Norte tiveram dois trabalhos na área da produção de biodiesel e um no da reutilização da água destacados em feira científica nacional; dois deles serão expostos no exterior Foto: IFCE/Divulgação
Estudantes do IFCE-Juazeiro do Norte tiveram dois trabalhos na área da produção de biodiesel e um no da reutilização da água destacados em feira científica nacional; dois deles serão expostos no exterior Foto: IFCE/Divulgação

Que o Ceará é uma referência na pesquisa do chamado biodiesel, combustível produzido a partir de fontes não-fósseis e renováveis, não é novidade. Um dos pioneiros nesse campo foi o pesquisador Expedito Parente, morto em 2011.

Mas dois projetos desenvolvidos pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), no campus Juazeiro do Norte, mostram que o Estado deve continuar na vanguarda dos combustíveis ecologicamente corretos.

O projeto “Reciclagem de óleo comestível usado para a produção de biodiesel, glicerina e sabão”, por exemplo, foi credenciado para participar de feira científica em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Os estudantes irão para a Milset (sigla inglesa que significa “Movimento para atividades de lazer em Ciência e Tecnologia”) Expo-Sciences International 2013, que acontecerá em setembro deste ano, custeados pela Petrobras e pelo próprio IFCE.

O trabalho, que apresenta alternativas para o reaproveitamento do óleo de cozinha, foi desenvolvido pelos alunos Cícero Paulo dos Santos, Alanna Lucena e Maria Jéssica da Silva e exposto na etapa nacional da prestigiada feira, que este ano aconteceu em Fortaleza.

Biodiesel de pequi

Outro projeto juazeirense ligado ao desenvolvimento de biodiesel e outros produtos também se destacou e representará o Ceará na Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit), que acontecerá em Recife, no mês seguinte.

Os estudantes Jennifer Marques, Leonardo Lima e Thiago Tavares desenvolveram o projeto “Potencialidades do Pequi”, com o objetivo de mostrar a importância do fruto para a região e a possibilidade de utilizá-lo para fabricar biocombustível, glicerina, sabão e briquete.

Juazeiro também se destaca na reutilização da água

Mas não foi só na criação de alternativas combustíveis que os estudantes de Juazeiro do Norte se destacaram. A pesquisa sobre reutilização da água também foi qualificada para representar o Brasil no exterior. O projeto “Água Renovada” está apto a participar da Milset América-Latina 2014, na Colômbia.

Os alunos Júnior Nicácio, Laleska de Oliveira e Larissa Gonçalves criaram uma técnica que envolve o uso de energia solar, processos de evaporação e condensação. “Para um estado como o nosso, que enfrenta períodos de seca, a relevância é muito grande”, diz o professor Ricardo Ferreira da Fonseca, que orientou os três projetos-destaque na etapa nacional da Milset.

Com informações: Departamento de Comunicação Social do IFCE

15:02 · 03.12.2012 / atualizado às 18:22 · 03.12.2012 por
O consultor especial da ONU, Felipe Bottini, defende expansão da política de créditos de carbono como alternativa sustentável para neutralizar emissões de gases geradores de efeito estufa Imagem: InformaMidia / Divulgação

O mundo não vai acabar em 21 de dezembro de 2012, mas ele pode ficar muito hostil caso os nossos líderes não cheguem a um acordo na 18ª Conferências das Partes da Organização das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, a COP-18.

O encontro, iniciado em 26 de novembro, segue até a próxima sexta-feira (07), em Doha, no Catar. Ano passado, a COP foi realizada em Copenhague e muito pouco de produtivo ficou de legado. Nem mesmo a Rio+20 realizada no início deste ano teve sucesso e para desespero dos ambientalistas (e demais pessoas sensatas) a COP-18 também não deve avançar muito.

De acordo com  Felipe Bottini, especialista em sustentabilidade  e consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), “espera-se que a agenda do AWG- KP, que trata do Procolo de Quioto,  seja finalizada com a renovação do compromisso da Europa para o segundo período de Quioto e as metas desse segundo período de compromisso”.

Ainda segundo Bottini, “entre os destaques da negociação estão a discussão sobre poder-se carregar créditos de carbono do primeiro para o segundo período e de que forma. Outro aspecto importante é a vigência. Cinco ou oito anos até que seja substitiuído por outro compromisso que se diz mais ambicioso”.

O que já aconteceu em Doha

Antes mesmo de começar a COP-18, o noticiário internacional já refletia as preocupações por mais um provável fracasso dos líderes mundiais em chegar a um acordo sobre o clima e a participação humana nessas mudanças climáticas.

O principal entrave, para variar, é a postura dos Estados Unidos, cujas metas de redução na emissão de gases geradores do efeito estufa estão bem abaixo do esperado. A ONU defende metas bem mais ambiciosas, principalmente após a divulgação de pesquisas recentes. 

O que dizem os últimos dados

Uma dessas pesquisas usadas como base para as discussões na COP-18 aponta para a possibilidade de aumento de até 4ºC na temperatura média global, a mais até o fim do século XXI. Outro estudo, revelou que a mudança climática pode alterar o fluxo de água dentro das árvores, com sérias consequências para o ciclo de vida de várias espécies vegetais.

Além disso, um relatório da própria ONU alertou para o derretimento recorde do permafrost em diversas regiões glaciais do planeta (especialmente o Ártico), também com graves consequências para os ecossistemas locais. 2012 é também um dos anos mais quentes, desde que a temperatura global começou a ser estimada.

Já para os países-insulares o maior temor é a elevação do nível do mar, por conta, justamente, do derretimento de calotas polares. Alguns desses países poderiam simplesmente sumir do mapa, como é o caso de Kiribati, cujo presidente pretende mudar toda população para áreas em outros países, caso o mar engula seu território.

Brics e o clima

 

Já o discurso oficial do governo brasileiro é o de tentar garantir em Doha que as metas ambientais, definidas na COP-18, sejam fixadas e cobradas já a partir de janeiro de 2013. Na contramão disso, no entanto, China, Índia e Brasil emitiram mais CO2 em 2011, de acordo com outra pesquisa divulgada recentemente.

90 países bem longe das metas

Além deles, dos quase 200 países participantes da conferência, cerca de 90 deles foram avaliados como muito distantes da implementação de práticas sustentáveis em geração de energia.

A falta de iniciativa de muitos desses governos em buscar reduzir suas emissões de gases geradores do efeito estufa, levou um grupo de cerca de 400 jovens a realizar uma série de protestos em Doha.

O que é o protocolo de Quioto e o que são os créditos de carbono

Para quem ainda não está muito inteirado sobre o tema, o protocolo de Quioto, definiu, em 1997, metas de redução de emissão de gases geradores de efeito estufa   entre os países assinantes, com vistas a 2015. A maior ausência do tratado é a dos Estados Unidos, um  dos maiores poluidores globais.

Já os créditos de carbono são um mecanismo que permite a países desenvolvidos negociarem a neutralização de suas emissões de dióxido de carbono (entre outros gases poluentes) através da compra de projetos de sustentabilidade de países em desenvolvimento. Por exemplo, um país rico que emita “x” toneladas de carbono pode financiar o reflorestamento de “x” m² de mata nativa de um país pobre que seja proporcionalmente capaz de absorver os gases emitidos.

Para acompanhar as principais decisões da COP-18, sugerimos acompanhar o perfil: @neutralizeCO2

00:19 · 26.11.2012 / atualizado às 03:35 · 26.11.2012 por
O professor José Clerton Martins é um dos pioneiros no estudo sobre o ócio e a saúde humana no Ceará Imagem: Unifor / Divulgação

Se você faz o tipo workaholic (viciado em trabalho) saiba que estudos comprovando a importância do ócio na saúde mental humana têm avançado em todo o mundo.

O primeiro pesquisador a se debruçar sobre o tema foi o sociólogo italiano Domenico De Masi, formulador da teoria do ócio criativo, na década de 1990. De acordo com esse conceito, a produtividade cresce na medida em que há equilíbrio dessa vida profissional com os momentos de lazer e relaxamento.

Aqui no Brasil, mais precisamente no nosso Ceará, também existem cientistas comprometidos com essa linha de pesquisa. O maior destaque é do Laboratório de Estudos sobre Ócio, Trabalho e Tempo Livre (Otium) do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP) da Universidade de Fortaleza.

As pesquisas nessa área renderam um convite ao  professor universitário cearense José Clerton de Oliveira Martins, por parte da Universidade de Aveiro, em Portugal, para a implantação de um Núcleo de Estudos sobre o Ócio. O docente, aliás, já leciona como professor visitante na instituição lusitana desde agosto de 2011.

“O núcleo trata de investigar a elaboração, a apreensão e os usos do ócio, do lazer e do tempo livre nas culturas contemporâneas. Ele se denomina como Grupo de Estudos Culturais sobre o Ócio e já nasce filiado à Asociación Iberoamericana de Estudios del Ocio, cujo núcleo fundador a Unifor integra a partir do Otium do PPGP. A receptividade foi total. As discussões extrapolam o limite da sala de aula. Além disso, o assunto vai ser tema central da III Conferência Internacional de Estudos Culturais – o ócio, o lazer e o tempo livre nas culturas contemporâneas, nos dias 28 e 29 de janeiro de 2013. Receberemos investigadores de vários países”, comemorou o pesquisador.

A proposta da criação do Núcleo de Estudos sobre Ócio na universidade portuguesa contou com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, prestigiada instituição de ciência de Portugal. José Clerton possui pós-doutorado pela Universidade de Deusto, doutorado em Psicologia e mestrado em Recursos Humanos e Organizações pela Universidade de Barcelona, Espanha.