Diário Científico

Categoria: Futurologia


15:02 · 22.02.2018 / atualizado às 15:05 · 22.02.2018 por
Exame, baseado em algoritmos, pode ser realizado em poucos minutos e permite observar as diversas camadas da retina, identificar alterações causadas por doenças que podem causar perda de visão Foto: Healing The Eye

Por Gabriel Alves

É possível que, em breve, o leitor possa ser atendido por um androide médico, tal qual no filme “Star Wars”, ou ter seu tratamento decidido por um poderoso algoritmo na nuvem.

A “consulta” seria barata e rápida e estaria baseada em uma tecnologia que já deixou de ser embrionária -a inteligência artificial baseada em deep learning, uma espécie de aprendizado de programa de computador por conta própria.

Equipamentos médicos com finalidade diagnóstica já são vendidos com programas baseados em algoritmos que podem ajudar, por exemplo, um ortopedista a detectar alguma anormalidade em um raio-X ou e em outros exames de imagem, como aqueles que mapeiam a retina em busca de degenerações.

Foi justamente com exames como esses que cientistas dos EUA, China e Alemanha mostraram que a máquina -na verdade um programa de computador- pode se igualar e até superar o homem quando o assunto é saber quem é doente e quem não é. Um algoritmo desenvolvido pelos pesquisadores foi treinado com um gigantesco banco de imagens de exames -mais especificamente, tomografias de coerência óptica.

Esse exame, que é realizado em poucos minutos, permite observar as diversas camadas da retina e identificar alterações causadas por doenças que podem causar perda de visão, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), e outras provocadas pelo diabetes, como a retinopatia diabética ou o edema macular diabético. De modo simplificado, o programa aprendeu, por conta própria, a “ler” alguns aspectos das imagens que julgou importantes para a definição do diagnóstico. Foi fundamental nesse processo a não interferência de um “raciocínio humano”, o que permitiu que o algoritmo encontrasse os melhores caminhos para chegar a um veredito sobre cada paciente.

O resultado do treinamento com mais de 200 mil imagens foi surpreendente: o programa chegou a superar experts em retina na taxa de diagnósticos corretos, errando apenas 6,6% dos casos em um dos testes.

Redução de custo de tratamento

Segundo estimativas, ao menos 1 milhão de pessoas no Brasil, entre diabéticos e idosos, têm risco elevado de apresentar doenças degenerativas da retina.

Em muitos casos, porém, por causa da distância dos centros de diagnóstico e pela desinformação, essas pessoas podem perder a visão. Hoje em dia, muitas desses casos seriam tratáveis com injeções intraoculares mensais, por exemplo, explica o professor titular de oftalmologia da UFG Marcos Ávila, que já foi presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Talvez a principal vantagem de ter uma inteligência artificial assinalando os diagnósticos é o custo do exame, que tende a cair. Provavelmente o paciente não precisaria mais passar por dois ou três especialistas até ter o diagnóstico final, argumentam os autores do estudo. Na opinião de Rubens Belfort Jr., professor titular de oftalmologia da Unifesp, é notório também o de qualidade.

“Mesmo em países ricos a qualidade da análise nem sempre é boa, seja por despreparo, falta de tempo ou até mesmo por desleixo. Assim, com um processo mais inteligente, não só haveria redução de custos do exame e da interpretação mas também de tratamentos ineficazes ou desnecessários dessas doenças de retina ou de qualquer outra que possa ser diagnosticadas via exame de imagem, como tomografia, ressonância magnética e raio-X.”

Máquina X Homem

Paulo Schor, que também é professor de oftalmologia da Unifesp, lembra que já houve outros avanços importantes na área.

Com uma simples imagem do fundo de olho, um outro programa consegue identificar inúmeros fatores de risco cardiovascular, como idade, se a pessoa fuma, se tem pressão arterial elevada e se a pessoa já sofreu algum evento cardiovascular grave. Tudo isso com razoável acurácia.

O professor afirma que é muito provável que cada vez mais as máquinas se encarreguem de selecionar aqueles que têm alguma chance de estarem doentes, deixando para os médicos a filtragem final, que descartariam os casos que não são graves e tratando os demais. Já Kang Zhang, autor do estudo e pesquisador na Universidade Médica de Guangzhou (China) e da Universidade da Califórnia em San Diego, é mais otimista.

Para ele, no futuro espera-se que a inteligência artificial seja capaz de fazer um diagnóstico completo, encaminhar pacientes e até mesmo decidir qual tratamento é o mais adequado. Seria necessário, porém, uma espécie de “período de adaptação”, com inteligência artificial e médicos humanos trabalhando lado a lado, diz o pesquisador à reportagem.

Acompanhamento automatizado

Para Ávila, um outro possível ganho é automatizar o acompanhamento de pacientes de alto risco ou que estão em tratamento.

O único trabalho para o paciente seria ter de ir até uma clínica e realizar o exame periodicamente, desafogando, assim, os consultórios médicos. Belfort explica que o Brasil ainda engatinha na área. “Precisamos ainda de uma base de dados confiável, de um número enorme de exames”. E esses exames de imagem têm de estar bem rotulados, ou seja, tanto a quantidade quanto a precisão de informações associadas a eles são fundamentais para um bom desempenho da inteligência artificial.

“É possível que, no futuro, médicos briguem com a máquina. Ambos vão ter que aprender onde estão errando; vai ter que haver ‘diálogo'”, diz Belfort. “Não pode haver competição. Todos estão buscando a inteligência artificial, mas a inteligência natural não pode ficar de lado.” Para Zhang, que também é oftalmologista, não dá para fugir do futuro: “Penso que a chegada dos sistemas de diagnósticos baseados em inteligência artificial é inevitável. A nós, médicos, resta trabalhar e interagir com a IA para fazer o futuro da medicina mais custo-efetivo e, além disso, prover um melhor cuidado.”

Com informações: Folhapress

21:04 · 19.09.2017 / atualizado às 21:04 · 19.09.2017 por
Programa é financiado pela Nasa, que espera enviar os primeiros astronautas ao Planeta Vermelho na década de 2030 Foto: Universidade do Havaí

Seis pessoas saíram de uma cúpula isolada no Havaí onde passaram os últimos oito meses em uma missão simulada para Marte, vivendo em instalações muito pequenas, comendo alimentos secos e tentando se relacionar bem.

O experimento, realizado pela Universidade do Havaí, foi o quinto desse tipo destinado a ajudar os cientistas a resolverem os conflitos interpessoais que podem surgir entre os astronautas que embarcam em uma missão longa no espaço profundo. Os voluntários, quatro homens e duas mulheres, saíram da cúpula no domingo, ansiosos para saborear frutas frescas, jantares caseiros e a sensação de ar fresco no rosto.

“Uma das coisas que senti falta de casa foi a culinária portuguesa”, disse o membro da equipe Brian Ramos, em um vídeo transmitido pela CBS News.

O programa é financiado pela Nasa, que espera enviar os primeiros astronautas ao Planeta Vermelho na década de 2030.

A capacidade da eventual equipe de se dar bem, assim como sua mistura de personalidades, serão essenciais para que a missão seja proveitosa, disse Kim Binsted, que lidera a pesquisa para a Universidade do Havaí. “Ter alguma variedade é uma coisa boa”, disse ela no vídeo transmitido pela CBS. “É como se estivéssemos tentando montar uma caixa de ferramentas para ir a Marte: não colocamos apenas martelos, mesmo que sejam os melhores martelos no sistema solar”.

Binsted disse que, embora os conflitos sejam inevitáveis, a última tripulação se saiu bem em suas tarefas fundamentais.

Os cientistas monitoraram as interações da equipe para detectar sinais de conflitos emocionais, e lhes deram dispositivos de realidade virtual para ajudar a lidar com o estresse.

Para tornar o experimento mais realista, os membros da tripulação tinham que utilizar trajes espaciais sempre que saíam da cúpula, localizada em um lugar remoto de Mauna Loa.

Eles também podiam enviar e-mails para amigos e familiares, mas com um atraso de 20 minutos.

Está previsto que outra missão de oito meses comece em janeiro de 2018.

Com informações: AFP

16:13 · 11.09.2017 / atualizado às 16:18 · 11.09.2017 por
Nova tecnologia pode ser usada como uma fonte de luz quântica ou utilizada como uma ligação ótica para dispositivos de computação quântica, conectando-os à nova internet. O material é compatível com as atuais fibras ópticas Foto: Nasa

Uma internet capaz de atender as exigências da computação quântica é um dos principais desafios dos cientistas no futuro, mas uma equipe da Australia National University (ANU) deu um importante passo adiante com uma descoberta publicada nesta segunda-feira (11) pela revista científica Nature Physics.

O grupo, comandado pelo professor associado da ANU Matthew Sellars, provou que um cristal reforçado com érbio é especialmente indicado para tornar possível uma rede global de comunicações que se aproveite das estranhas propriedades da mecânica quântica. A criação de um computador quântico – até o momento só existem protótipos – é um dos desafios enfrentados por cientistas, representantes da indústria e dos governos. A base desse novo equipamento é a física quântica, que estuda as partículas subatômicas, cujas propriedades são muito diferentes das da física clássica.

“Os esforços para construir um computador quântico foram descritos, com frequência, como a ‘corrida espacial do século XXI’, mas os computadores atuais não foram cientes de seu potencial até termos a internet”, indicou Sellars, chefe de programas no Centro para Computação Quântica e Tecnologia da Informação da ANU. O especialista indicou que, no estudo publicado agora, foi possível provar que um cristal potencializado com érbio é o material perfeito para criar os componentes essenciais da internet quântica, que libertará “todo o potencial dos futuros computadores quânticos”.

Resultado genial

Apesar de a equipe ter tido a ideia há uma década, muitos dos colegas disseram que um conceito tão simples não poderia funcionar, explicou o líder da investigação. “Vendo esse resultado, é genial saber que nosso enfoque era o correto”, afirmou Sellars.

O estudo mostra como melhorar de maneira significativa o tempo de armazenamento de uma memória quântica compatível com as telecomunicações, um desafio crucial para os pesquisadores de todo o mundo. “Uma memória quântica compatível com as telecomunicações é um componente vital para uma internet quântica prática”, disse a pesquisadora Rose Ahlefeldt, que também participou do projeto.

As memórias permitem armazenar e sincronizar informações quânticas, operações necessárias para a comunicação quântica de longa distância. Por enquanto, os cientistas estão usando memórias que não funcionam no comprimento de onda correta. Por isso é preciso usar complicados métodos de conversão, “num processo que pode ser ineficaz e que significa ter que fazer três coisas muito difíceis em vez de uma só”, explicou Ahlefeldt.

Propriedades únicas

O érbio tem algumas propriedades quânticas únicas que o permitem operar na mesma banda que as atuais redes de fibra ótica, o que elimina a necessidade do processo de conversão. Os íons do érbio contidos em um cristal podem armazenar informação quântica durante mais de um minuto, ou seja 10 mil vezes mais do que outras tentativas e um tempo suficiente para que um dia seja possível circular esse tipo de dado através de uma rede global.

Essa nova tecnologia, disse Sellars, também pode ser usada como uma fonte de luz quântica ou utilizada como uma ligação ótica para dispositivos de computação quântica, conectando-os à nova internet. O material é compatível com as atuais fibras ópticas e, além disso, sua versatilidade indica que ele será capaz de se conectar com muitos tipos de computadores quânticos, incluindo os qubits (quantum bits, bits quânticos) de silício que são usados no centro de computação da universidade australiana e os que estão sendo desenvolvidos pela Google e IBM.

Sellars falou que o resultado é “emocionante” porque permite “pegar grande parte do trabalho teórico que demonstramos e convertê-lo em dispositivos práticos para uma instalação quântica em escala real”.

Com informações: Agência Brasil

21:27 · 03.11.2016 / atualizado às 21:27 · 03.11.2016 por
Foto: The Washington Post/Reuters/Xinhua
Mundo se dirige, de hoje a 2100, para temperaturas de +2,9 a +3,4°C em relação aos níveis pré-industriais, o que implicaria consequências devastadoras, com impactos em atividades humanas como a agricultura Foto: The Washington Post/Reuters/Xinhua

O planeta deve reduzir “de forma urgente e radical” suas emissões de gases de efeito estufa se quiser evitar uma “tragédia humana”, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (3), às vésperas da entrada em vigor do acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

“Se não começamos a adotar medidas adicionais a partir de agora, a partir da conferência de Marrakesh (no Marrocos), terminaremos chorando ante uma tragédia humana evitável”, declarou Erik Solheim, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que publicou seu relatório anual sobre a ação climática global.

Nesse novo balanço, o Pnuma se alarma ante o aumento ininterrupto das emissões de gases do efeito estufa. Apesar dos compromissos voluntários adotados em Paris, o mundo se dirige, de hoje a 2100, para temperaturas de +2,9 a +3,4°C em relação aos níveis pré-industriais, o que implicaria consequências devastadoras, com impactos em atividades humanas como a agricultura, adverte o relatório.

Para limitar o aumento a +2°C, seria necessário emitir menos de 42 gigatoneladas do equivalente de CO2 (gás carbônico) na atmosfera em 2030 (contra 52,7 em 2014). Se todos os países cumprirem suas promessas assumidas nas negociações climáticas, entre 54 e 56 Gt seriam emitidos em 2030, ou seja, entre 12 e 14 Gt acima do desejável, segundo o Pnuma. A ONU elogia a diminuição observada na emissão dos gases do efeito estufa resultantes de energias fósseis e da indústria, mas afirma que é muito cedo para saber se essa tendência vai se confirmar.

Com o acordo de Paris “avançamos na boa direção. Mas ainda não é suficiente se queremos ter a possibilidade de evitar uma desregulação do clima”, destaca Solheim.

Esforços redobrados

O relatório convida a redobrar esforços imediatamente, sem esperar até 2020, ano em que os Estados começarão a aplicar os compromissos assumidos.

Para acelerar o movimento, o Pnuma insiste no papel das cidades, empresas, cidadãos, nos setores da agricultura, dos transportes e sobre as medidas de eficácia energética.

A comunidade internacional se comprometeu a lutar contra as mudanças climáticas através do acordo de Paris, adotado em 2015. A 22ª Conferência da ONU sobre o Clima, que será aberta na segunda-feira (7) em Marrakesh, deve começar a determinar as numerosas disposições destinadas a implementar e reforçar o pacto mundial.

Com informações: AFP

19:12 · 11.11.2014 / atualizado às 19:17 · 11.11.2014 por
Foto: Nasa
A asa possui um design diferenciado e curioso, com pontas que lembram muito um sistema de molas. Os pesquisadores apelidaram essa tecnologia peculiar de Adaptive Compliant Trailing Edge (ACTE) Foto: Nasa

De acordo com um comunicado publicado no site oficial da própria agência, a Nasa  realizou, no fim do mês passado, os primeiros testes de um sistema que promete revolucionar o cenário da aviação.

Em parceria com o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea dos Estados Unidos, o instituto desenvolveu uma nova tecnologia que visa substituir os flaps, aquelas peças móveis localizadas na asa dos aviões e que mudam de posição de acordo com a necessidade do piloto.

A NASA propõe substituir essas peças por uma asa cuja superfície é flexível, sendo capaz de mudar de formato livremente durante o voo. A asa possui um design diferenciado e curioso, com pontas que lembram muito um sistema de molas. Os pesquisadores apelidaram essa tecnologia peculiar de Adaptive Compliant Trailing Edge (ACTE).

A expectativa é que o sistema consiga melhorar a aerodinâmica dos aviões, permitindo que eles viagem com mais velocidade e menos combustível. Além disso, asas fabricadas com a tecnologia são mais leves.

A NASA pretende fazer mais testes do ACTE antes de divulgar mais informações sobre a tecnologia, testando diferentes ângulos da asa durante uma viagem.

Com informações: TecMundo

22:14 · 27.10.2014 / atualizado às 22:31 · 27.10.2014 por
Foto: HypeScience
Página do cosmólogo possui mais de 1,6 milhão de seguidores e seu post inaugural, mais de dez mil compartilhamentos e 100 mil curtidas Foto: HypeScience

No dia 7 de outubro, o astrofísico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking, de 72 anos, abriu uma conta no Facebook.

Ninguém sabia, porém, o real objetivo de sua página até a última sexta-feira (24), quando o professor da Universidade de Cambridge publicou o seu primeiro comentário: “Eu sempre me perguntei sobre o que faz o Universo existir. Tempo e espaço podem ser um eterno mistério, mas isso não impediu minha busca. Nossas conexões entre um e outro cresceram infinitamente e agora que tenho a chance, estou ansioso para compartilhar essa jornada com você. Seja curioso, sei que sempre serei. Bem-vindo e obrigada por visitar minha página no Facebook”.

A vontade de explicar sobre seus trabalhos, pesquisas e questionamentos na rede social parece ter agradado o público: a página possui mais de 1,6 milhão de seguidores e seu post inaugural, mais de dez mil compartilhamentos e 100 mil curtidas.

Por enquanto, a conta não teve muitas atualizações – só duas, além da de estreia. Mas para quem é fã do intelectual, vale a pena ficar de olho nas novidades que seus posts tem a revelar.

Com informações: Isabella Carrera / Portal Revista Época

17:10 · 14.01.2014 / atualizado às 17:16 · 14.01.2014 por
Nave SpaceShip Two atingiu maior altitude em seu terceiro voo-teste: 21,6 km. Objetivo é alcançar 100 km até o fim do ano e iniciar operações comerciais na sequência. Turistas devem pagar  quase R$ 600 mil por viagem Foto: Mark Grenberger
Nave SpaceShip Two atingiu maior altitude em seu terceiro voo-teste: 21,6 km. Objetivo é alcançar 100 km até o fim do ano e iniciar operações comerciais na sequência. Turistas devem pagar quase R$ 600 mil por viagem Foto: Mark Grenberger

A espaçonave comercial SpaceShipTwo, produzida pela empresa Virgin Galactic, concluiu com êxito seu terceiro voo teste. A máquina subiu para 21,6 km de altitude (na estratosfera) pela primeira vez.

A nave, que conta com espaço para para seis passageiros e dois pilotos, pretende fazer até o final deste ano, o primeiro voo comercial suborbital do mundo, a um custo de cerca de R$ 590 mil cada passagem. Celebridades como Katy Perry e Justin Bieber já teriam, inclusive, reservado seus lugares.

O voo, que partiu do Mojave Air and Space Porto no deserto californiano (EUA),  foi pilotado pelo comandante Dave Mackay. Nesta empreitada foram testados o sistema de controle de reação espacial e o sistema de reentrada na atmosfera, bem como um revestimento de proteção térmica instalado recentemente.

Para alcançar a altitude, o SpaceShipTwo foi levado pelo WhiteKnightTwo ao nível de 14km de altitude, antes da liberação do foguete. No entanto, para a conclusão do objetivo do projeto ainda falta um longo caminho a ser percorrido: a linha de Kármán, que geralmente representa o limite entre a atmosfera terrestre e o espaço exterior, está localizada a aproximadamente 100 km de altitude. Esse foi o terceiro voo teste de motor da SpaceShipTwo.

Com informações: O Globo

16:54 · 27.12.2013 / atualizado às 17:11 · 27.12.2013 por
Reconstrução artística do Arqueoptérix, grupo de animais pré-históricos tido por muitos paleontólogos como as primeiras aves verdadeiras, em que pese compartilhar muitas características com dinossauros emplumados que habitavam a Terra há cerca de 150 milhões de anos  Foto: Trex Feathers
Reconstrução artística do Arqueoptérix, grupo de animais pré-históricos tido por muitos paleontólogos como as primeiras aves verdadeiras, em que pese compartilhar muitas características com dinossauros emplumados que habitavam a Terra há cerca de 150 milhões de anos Foto: Trex Feathers

Um bioquímico britânico supõe que as propriedades genéticas das aves contemporâneas poderiam ser a chave para a volta dos dinossauros, que foram extintos há 65 milhões de anos.

Alison Woollard, da Universidade de Oxford, acredita que seria possível reconstruir o genoma de dinossauros alterado o DNA das aves. “Nós sabemos que as aves são descendentes diretas dos dinossauros, de acordo com o que foi demonstrado por uma série de achados fósseis compreendendo evolução da linhagem de criaturas como Velociraptor e Tyrannosaurus rex para as aves voadoras de hoje”, disse.

De acordo com o pesquisador, no filme “Jurassic Park” cientistas extraíram DNA de mosquitos preservados em âmbar durante milhões de anos, contudo, como essa abordagem é impossível na realidade, porque o DNA não pode sobreviver mais de 6,3 milhões de anos, ele sugere “inverter a evolução”. A solução seria alterar os genes para orientar o nascimento de descendentes de aves rumo ao desenvolvimento gradual das características dos dinossauros.

Já para criaturas que existiram até  6,3 milhões de anos, podem ser usadas tecnologias de clonagem. Nesse sentido, o cientista citou o exemplo dos mamutes. Recentemente foram recuperados vários corpos de mamutes em bom estado de conservação no permafrost siberiano (na Rússia), o que tem incentivado cientistas sul-coreanos e russos a planejar um mecanismo que permita utilizar esses restos animais para a clonagem.

Com informações: Portal Terra

15:05 · 19.09.2013 / atualizado às 15:44 · 19.09.2013 por
Mares começarão a evaporar quando o Sol começar sua fase expansiva, causando colapso da vida na Terra entre 1,75 e 3,25 bilhões de anos no futuro Foto: Arquivo
Mares começarão a evaporar quando o Sol começar sua fase expansiva, causando colapso da vida na Terra entre 1,75 e 3,25 bilhões de anos no futuro Foto: Arquivo

O fim do mundo não está próximo! Pelo menos no que depender dos novos cálculos feitos pela universidade de East Anglia, no Reino Unido. Eles levaram em conta o ciclo do Sol e o histórico de estrelas similares, bem como das condições do próprio planeta Terra e a capacidade evolutiva dos seres vivos.

De acordo com o estudo, as condições que fazem com que o planeta Terra seja habitável durarão, pelo menos, outro 1,75 bilhão de anos, podendo se estender até 3,25 bilhões de anos. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (19). O responsável pelo estudo, Andrew Rushby, explicou que foi utilizado “o conceito de zona habitável para fazer estimativas”, ou seja, “a distância de um planeta em relação a sua estrela que faz com que as temperaturas sejam propícias para ter água líquida na superfície”.

“Usamos os modelos de evolução estelar para calcular o final da vida habitável de um planeta, determinando quando deixará de estar na zona habitável. Passado este ponto, a Terra estará na zona quente do sol, com temperaturas tão altas que os mares se evaporarão. Acontece um evento de extinção catastrófica e terminal para toda a vida”, disse Rushby. O responsável pela pesquisa acrescentou que “certamente, as condições dos seres humanos e de outras formas de vida complexas se tornarão impossíveis muito antes”.

Ainda segundo o pesquisador, “os humanos teriam dificuldades inclusive com um pequeno aumento na temperatura e, perto do final, somente os micróbios em alguns nichos ambientais seriam capazes de suportar o calor”, explicou.

Vida inteligente leva muito tempo para se desenvolver

A quantidade de tempo habitável de um planeta é relevante pois revela dados sobre a possibilidade de evolução da vida complexa, “que é a que provavelmente mais requeira de um período de condições de habitabilidade. A medição de habitabilidade é útil porque nos permite investigar a possibilidade de que outros planetas abriguem vida e para entender que a etapa da vida pode estar em outro lugar da galáxia”, segundo explicou Rushby.

Os astrônomos identificaram quase mil planetas fora do sistema solar, alguns dos quais foram analisados por estes especialistas, que estudaram a natureza evolutiva da habitabilidade planetária sobre o tempo astronômico e geológico.   “Comparamos a Terra com oito planetas que estão atualmente em sua fase habitável, incluindo Marte. Descobrimos que os planetas que orbitam estrelas de massa menor tendem a ter zonas de vida mais habitáveis”, acrescentou.

Rushby disse que ao olhar para o passado se pode constatar que em 4,5 bilhões de anos de existência da Terra só  “tivemos insetos há 400 milhões de anos, dinossauros há 300 milhões e plantas com flor há 130 milhões de anos. Anatomicamente, os seres humanos só existiram durante os últimos 200 mil anos, por isso que se vê que é preciso muitíssimo tempo para que se desenvolva a vida inteligente”, disse.

Pesquisar

Diário Científico

Jornalismo científico produzido no Ceará de olho nas grandes descobertas que a Ciência faz em qualquer lugar do mundo.
Posts Recentes

06h09mEstudo mostra que pintor Caravaggio morreu de infecção bacteriana por Staphylococcus

06h09mEquipe brasileira identifica fóssil de crocodilo que viveu há 85 milhões de anos, em MG

05h09mArarinha-azul, espécie que inspirou animação, está provavelmente extinta na natureza, revela estudo

09h09mEstudo aponta que instalar parques eólicos e solares poderia aumentar quantidade de chuva no Saara

05h09mBotsuana registra matança de 90 elefantes em menos de dois meses

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs