Diário Científico

Categoria: Nutrição


15:08 · 28.01.2013 / atualizado às 18:16 · 28.01.2013 por
A exótica combinação de chocolate amargo com pimenta ilustra dois alimentos com ação comprovadamente benéfica ao desempenho sexual. Nutricionistas lembram, no entanto, que não há propriedade mágica em nenhum dos chamados afrodisíacos Imagem: Blog Ando Experimentando

Que a vida sexual saudável depende entre outros fatores de uma boa alimentação não parece haver dúvidas, mas será que existem alimentos que realmente fazem diferença para o desempenho no sexo?

Mas será que os chamados alimentos afrodisíacos não são apenas uma questão cultural e até mítica? Para avaliar essa questão do ponto de vista científico, o Blog consultou a nutricionista Benilma Mendes, do Hapvida Saúde.  “Uma boa alimentação controla o peso e a saúde, o que proporciona bem-estar. E isso fará a libido ficar em ordem”, ressalta a profissional.

Apesar de não dar crédito às propriedades quase mágicas atribuídas pela tradição popular a certos alimentos, Benilma destaca alguns alimentos que regulam metabolismos ligados mais diretamente à libido (ver lista mais abaixo).

A nutricionista ressalta, por fim, que o consumo dos chamados alimentos afrodisíacos não deve ser feito apenas antes das relações sexuais: “é preciso ter uma dieta equilibrada todos os dias para que se tenha um efeito dentro do seu organismo”.

Lista de alimentos comprovadamente benéficos ao desempenho sexual

*Chocolate amargo: além de ser um poderoso estimulante, o consumo desse alimento causa liberação de feniletilamina, fazendo com que o corpo também libere endorfina numa quantidade semelhante à que é liberada durante o sexo. O conjunto dessas reações favorece a atração entre as pessoas. Outra substância presente no chocolate é a teobromina, que age no humor e dá sensação de prazer;

*Aveia: esse cereal estimula o aumento da testosterona no organismo, agindo diretamente no desejo sexual. Ele também traz diversos benefícios para a saúde, principalmente por ser uma fonte rica de fibras;

*Pimenta: o principal efeito é o aumento do ritmo cardíaco, que gera maior fluxo sanguíneo, palpitação e aumento da temperatura corporal;

*Aspargos: rico em folato e vitamina B, esse alimento aumenta os níveis de histamina no sangue, favorecendo a dilatação dos vasos sanguíneos e ajudando que a pessoa chegue ao orgasmo.

21:32 · 25.09.2012 / atualizado às 00:51 · 26.09.2012 por
Carne artificial em escala comercial é questão de tempo dizem pesquisadores norte-americanos e holandeses que trabalham em projetos paralelos, como o do hambúrguer artificial Imagem: Intercambia

A pesquisa com células-tronco pode resultar em mais que cura de doenças ou substituição de órgãos defeituosos. Pode também ajudar a tornar inútil a discussão ética entre onívoros e vegetarianos, incluindo vegan0s, pessoas que não consomem, além da carne, nem ovos, nem leites, nem quaisquer produtos de origem animal.

De quebra essas pesquisas ainda podem servir como aliada do meio-ambiente, principalmente no c0mbate ao aquecimento global. Como? É simples: o mesmo princípio que permite, através do uso de células-tronco, produzir células de quaisquer tecidos para o emprego na medicina, pode e já está sendo usado para produzir células musculares (carne) de animais usados na alimentação humana.

Ou seja, matar um animal para alimentar pessoas parece ser algo que está com os dias contados, independente ou não do crescimento da ideologia vegetariana-vegana. A própria indústria, com uma mãozinha da Ciência, pode oferecer, em poucos anos, carne a partir de células-tronco de bois, carneiros, porcos, frangos, peixes que continuarão vivos depois do processo!  Aliás, essa tecnologia já existe há mais de uma década.

Carne artificial e ecológica

Além da questão ética, a carne “artificial” pode ajudar a solucionar um problema ambiental.  É que um dos grandes geradores de gases de efeito estufa (cerca de 18% segundo a ONU) é justamente a criação de animais (questão muito grave em um país com mais gado que pessoas, como o Brasil).  

A problemática se dá quer pela derrubada das vegetações nativas para dar lugar a pastagens, quer pela produção de gases dos próprios animais, que chegam, artificialmente, a populações maiores do que teriam caso estivessem na condição selvagem. Para piorar, estimativas apontam para um aumento de 100% no consumo de carnes, nos próximos 40 anos.

Outro estudo, dessa vez publicado pela Universidade de Oxford (EUA), indica que a carne de laboratório produz entre 78% e 96% menos gases estufa, além de consumir 99% menos terras e entre 82% e 96% menos água do que a carne produzida de modo convencional. O problema é que ainda não há “carne de laboratório”  produzida em escala comercial.

Pesquisas nos EUA e Holanda

Entre os pesquisadores que estão tentando melhorar a técnica e resolver essa questão está Gabor Forgacs, da Universidade do Missouri (EUA). Gabor trabalha com desenvolvimento de tecidos e órgãos para transplante a partir do cultivo de células e viu que poderia usar técnicas similares para criar carne para consumo humano. Em 2011, ele foi o primeiro cientista dos Estados Unidos a produzir e consumir publicamente uma amostra de carne artificial.

Na Holanda, há outro grupo trabalhando para desenvolver carne artificial. O professor de medicina vascular Mark Post, da Universidade de Maastricht e sua equipe pretendem lançar um hambúrguer sintético no final deste ano. Mas, o primeiro produto que ele pretende desenvolver para produzir comercialmente não é carne, mas couro, que “é um produto similar de certa forma, mas não tão controverso e que não demanda a mesma legislação que a carne”, explica.

Dificuldades e preço salgado

Forgacs diz que é muito difícil criar um tecido similar a carne de verdade, tanto em aparência como em textura e sabor. “Uma ideia é criar algo como um ingrediente para produtos baseados em proteína animal – por exemplo, podemos criar algo que tenha a consistência de carne moída e que possa ser usado para fazer patês, almôndegas”, sugere.

Mas a priori, a carne de laboratório terá um preço elevado (entre R$ 250 e R$ 800 o quilo, em valores atuais), o que fará dela um produto de nicho. “Este não será um produto para o grande público no início, será para pessoas ecologicamente conscientes e também para aquelas que não comem carne por razões éticas”, aponta Forgacs.

Contudo, se a ideia pegar e acontecer o que alguns chamam de “libertação animal”, surge um novo problema que ainda foi pouco debatido, mesmo pelos defensores dessa corrente ideológica. O que fazer com a grande quantidade de animais criados para abate?

Devolvê-los ao ambiente natural? Mas qual se a maioria dos rebanhos se encontram longe das terras em que viviam as primeiras populações e estão espalhados pelo mundo? Fica a dúvida…

11:10 · 15.07.2012 / atualizado às 14:26 · 15.07.2012 por

Não é todo dia que nós jornalistas temos a oportunidade de fazer parte diretamente de uma pauta. Mas o repórter do grupo de comunicação britânico BBC, Michael Mosley, a última reportagem deve ter parecido um misto de ficção científica, tratamento médico e brincadeira de criança.

Mosley participou de uma reportagem-experimento em que teve de engolir uma microcâmera em forma de comprimido que transmite imagens ao vivo de dentro de seu sistema digestivo. Antes porém teve de passar pela desagradável experiência de beber quatro litros de laxante para facilitar e acelerar o trânsito da câmera-comprimido pelo organismo.

Uma vez engolida a microcâmera, foi possível para Mosley ver até mesmo restos de seu café da manhã no próprio estômago e disse que a experiência foi “mágica”. A pauta-vivência  fez parte de uma mostra no Museu de Ciência de Londres.

Confira vídeo da BBC Brasil que mostra como foi a reportagem inusitada do colega britânico! 

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04:05 · 25.04.2012 / atualizado às 04:05 · 25.04.2012 por
Ovelha transgênica Peng Peng produz gorduras polinsaturadas, boas para prevenir doenças e mau funcionamento do o coração humano Imagem: Reuters

Cientistas chineses deram mais um passo na produção de alimentos transgênicos voltados para a saúde humana.  A equipe do Instituto de Genômica de Pequim, comandada pelo pesquisador Du Yutao, modificaram um embrião de ovelha introduzindo o gene do verme Caenorhabdtis elegans que produz a chamada gordura boa.

Presente em nozes, peixes e alguns tipos de verduras, a gordura polinsaturada também é produzida por vermes nematódeos (como o utilizado na pesquisa chinesa). Na alimentação humana, ela auxilia no combate a doenças cardiovasculares, prevenindo risco de ataques cardíacos. A ovelha modificada geneticamente, apelidada de Peng Peng, nasceu no último dia 26 de março, pesando 5,74 kg e segundo os cientistas vem crescendo com saúde desde então.

A técnica consistiu na inserção do gene ligado à produção de ácidos graxos em uma célula retirada da orelha de um carneiro, que em seguida foi fundida a um óvulo não fertilizado e implantada no útero de uma ovelha. O governo chinês vem incentivando a pesquisa em alimentos geneticamente modificados tanto para aumentar a produtividade quanto a qualidade dos produtos agropecuários. Vale lembrar que a China, apesar de ser a segunda maior economia, ter a maior população e a terceira maior área, possui apenas 7% da terra arável do mundo.

“O governo chinês encoraja projetos de transgênicos, mas precisamos ter métodos e resultados melhores para provar que plantas e animais transgênicos são inofensivos e seguros para o consumo. Isso é crucial”, disse Du. No mundo, apesar da grande quantidade de alimentos transgênicos de origem vegetal, ainda é tímida a produção animal transgênica. Uma das pesquisas mais avançadas envolvendo animais é a da empresa norte-americana AquaBounty com o salmão do Atlântico.

00:05 · 27.03.2012 / atualizado às 00:06 · 27.03.2012 por

Você sabia que nem toda gordura faz mal à saúde?

Pois existe um grupo de gorduras, conhecidas como ômega 3, que não só não prejudica, como ajuda no funcionamento do corpo humano.

O Diário do Nordeste Online, através da TV DN, entrevistou um dos maiores especialistas do País, nesse tipo de composto nutricional.

O farmacêutico paulista Henry Okigami, especialista em farmácia hospitalar, fitoterapia e homeoterapia, visitou Fortaleza na semana passada e passou nos estúdios da nossa webtv para dar também outras dicas sobre alimentação saudável.

Confira entrevista na íntegra

Okigami ressalta que os principais benefícios do consumo do ômega 3 são “para o coração, para o cérebro e para a criança que está em desenvolvimento no útero da mãe.”

Ele destaca ainda que estudos vem demonstrando que o consumo desse tipo de gordura “é associado à perda de peso e à diminuição de risco de morte cardíaca, por exemplo. Então é uma gordura especial que nós sabemos hoje que precisamos ingerir em maior quantidade e armazenar em nosso corpo”.

Outra vantagem do consumo do ômega 3, de acordo com o especialista é o “controle da inflamação. Pessoas que consomem ômega 3 têm menos problemas com inflamação e tem estudos até mostrando benefícios em doenças reumáticas, como a artrite”.

Onde encontrá-lo

Mas o que pode ser feito para aumentar o consumo desse composto? De acordo com o farmacêutico, o ômega 3 está muito concentrado nos vegetais e nos peixes de origem marinha, principalmente os de regiões onde a água é fria e os que vivem em uma zona mais profunda.”

Para Okigami, o problema é que o brasileiro está culturalmente pouco habituado a consumir peixe na quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 12 quilos por ano, ou pouco mais de 30 gramas por dia.

Colesterol bom e ruim

No entanto, o especialista não recomenda que se deixe de comer carne vermelha, apenas que seja feito um equilíbrio entre o consumo de gorduras saturadas e insaturadas, bem como se busque controlar a proporção dos chamados bom e mau colesterol (HDL e LDL, respectivamente).

“O colesterol é considerado o vilão da doença cardíaca. Só que o mais importante quanto ao colesterol é o que nós produzimos. Nós podemos ter dois tipos de colesterol, o que nós ingerimos e o que nós produzimos no nosso corpo. O mais perigoso é o que nós produzimos”, alerta Okigami.

O farmacêutico destaca que entre os principais riscos da alta concentração do colesterol ruim está a “arteriosclerose, que pode culminar inclusive num infarto.”

Porque estamos engordando tanto?

Henry Okigami também abordou na entrevista à TV DN, o problema da epidemia de obesidade. Para ele, a mistura de fatores biológicos da nossa espécie e fatores culturais estão associados ao aumento no número de pessoas acima do peso. Estima-se que 300 milhões, no mundo, estejam obesas.

“O ser humano foi selecionado para ingerir alimento na medida em que encontra. Antigamente, por exemplo, a gente não encontrava alimento fácil como hoje. Você vai em qualquer lugar e tem um docinho para você consumir e é um carboidrato que é facilmente absorvido e está bem disponível”, explica.

A falta de exercícios também agrava o problema, de acordo com o especialista. “Antigamente para gente comer tinha que correr, cavucar, subir numa árvore e hoje não. Hoje você levanta do sofá vai na prateleira do seu armário e pega alguma coisa para comer.”

Suplementos: separando o joio e o trigo

Outro tema polêmico, abordado pelo farmacêutico, foi a questão dos medicamentos naturais e dos suplementos nutricionais. Para Okigami ainda há muito preconceito por parte da comunidade científica e falta de informação entre o público leigo, mas o importante é ficar atento à origem desse tipo de produto.

“Todo medicamento, todo suplemento tem de ter registro, se você olha o número dele e não tem registro já tem que ficar com o pé atrás. O suplemento tem que ter também o responsável técnico por trás e a empresa tem que ter um SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) para orientar você”, orienta Okigami.

O especialista destacou, por fim, a importância de evitar o excesso de medicação e manter uma alimentação natural. “A minha sugestão é optar por coisa mais naturais. Eu, por exemplo, tento não usar medicamentos, ao máximo. Só uso quando não tenho como não usar. Eu prefiro usar suplementos e controlar a dieta.

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