Diário Científico

Categoria: Oportunidades em Ciências


16:31 · 14.08.2017 / atualizado às 16:31 · 14.08.2017 por
O coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, o físico João Batista Garcia Canalle, supervisiona os estudos da equipe brasileira que vai tentar superar o desempenho da edição anterior da competição, quando ficou com três bronzes. Foto: Agência Brasil

Três estudantes cearenses, um paraense e um paulista vão representar o Brasil na 11ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), que acontecerá em Phuket, na Tailândia, em dezembro.

Nathan Luiz Bezerra Martins, Pedro Pompeu de Sousa Brasil Carneiro e Vinicius Azevedo dos Santos representarão o Estado, enquanto Bruno Gorresen Mello competirá pelo Pará e João Vitor Guerreiro Dias representará São Paulo. Na edição anterior, realizada na Índia, o Brasil obteve três medalhas de bronze, sendo uma delas inédita na competição em equipe, além de três menções honrosas.

Outros cinco estudantes: Bruno Caixeta Piazza, Danilo Bissoli Apendino, Fernando Ribeiro de Senna, Henrique Barbosa de Oliveira e Miriam Harumi Koga (todos de São Paulo) integram a seleção brasileira que disputará a 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), no Chile, em outubro. No ano passado, o evento ocorreu na Argentina e os brasileiros conquistaram o 1º lugar no quadro geral de medalhas, com duas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

Os alunos foram selecionados depois de mais de um ano de provas e preparação. A primeira etapa, ‘online’, aconteceu após a 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), no ano passado, e envolveu mais de 3 mil estudantes do ensino médio de escolas públicas e privadas de todo o Brasil, dos quais 100 se classificaram para uma etapa presencial em março deste ano, em Barra do Piraí (RJ). Desses, foram escolhidos 30, que passaram por provas e assistiram palestras no município de Vinhedo (SP).

Agora, os jovens selecionados se acham em processo final de treinamento, disse o coordenador nacional da OBA, o físico João Batista Garcia Canalle, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Até viajarem, as equipes terão mais um encontro presencial em Vinhedo, onde está localizado o Observatório Abrahão de Moraes, da Universidade de São Paulo (USP), e também estudarão à distância.

“No observatório, eles fazem toda uma revisão de manuseio de telescópio e de observação do céu do evento, através do planetário que simula o céu do dia, hora e local da olimpíada. No caso da Olimpíada Latino-Americana, os alunos também constroem e lançam foguetes, porque tem uma prova desse tipo. Tem provas de análise de dados, a gente vai fazer também com eles”, disse Canalle.

Expectativa

O coordenador da OBA acredita que este ano, o Brasil “vai surpreender nos resultados das duas olimpíadas internacionais, porque modificamos o sistema de seleção”. Até o ano passado, os dez estudantes que representavam o Brasil na IOAA e na OLAA eram selecionados em março e dali até a viagem, não tinham um outro grande compromisso com a organização da OBA “exceto continuar estudando” por conta própria, salientou Canalle.

Este ano, 100 estudantes fizeram uma prova em março, dos quais foram tirados 30. “E, semanalmente, eles tinham que fazer uma lista de exercícios, que não existia até então. Aplicamos várias provas, calculamos uma média. Publicamos essas notas e, em seguida, continuamos dando mais listas de exercícios para eles, que tinham que nos mandar até a meia-noite de domingo”. Foram quase 20 listas de testes sucessivos nos dois primeiros treinamentos. Na semana retrasada, foram selecionados os dez estudantes que representarão o Brasil nos certames internacionais.

Com informações: Agência Brasil

12:34 · 18.09.2013 / atualizado às 14:27 · 18.09.2013 por
Entidades ligadas à pesquisa sobre a prevenção e cura da Aids têm perspectivas positivas em relação ao avanço da pesquisa sobre o HIV e estão dispostas a financiar novos estudos Foto: Reuters
Entidades ligadas à pesquisa sobre a prevenção e cura da Aids têm perspectivas positivas em relação ao avanço da pesquisa sobre o HIV e estão dispostas a financiar novos estudos Foto: Reuters

Essa é uma boa notícia para quem acabou de terminar pós-graduação (mestrado ou doutorado) ou residência médica e quer pesquisar sobre mecanismos de combate ao vírus HIV e à Aids.  O programa internacional de bolsas “Ideias Criativas e Inovadoras em Pesquisa sobre HIV” está com inscrições abertas (inclusive para o Brasil) e recebe propostas inovadoras de cientistas sem experiência prévia em pesquisa sobre HIV.

Trata-se de uma iniciativa conjunta dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, dos Centros para Pesquisa sobre Aids e da Sociedade Internacional de Aids. O foco é responder a perguntas essenciais na pesquisa sobre o HIV, incluindo as questões emergentes em relação à sobrevivência a longo prazo com a infecção pelo vírus, à prevenção de sua transmissão e a pesquisas sobre a cura.

O processo de candidatura possui duas fases: a de Proposta Conceitual (aberta a todos os candidatos elegíveis) e de Proposta Completa (somente para os candidatos aprovados na fase de Proposta Conceitual). As propostas conceituais são aceitas até 16 de outubro de 2013 e submetidas através do site do Canadian National Institute of Health. Podem concorrer pesquisadores em início de carreira que tenham concluído após 16 de outubro de 2003 e possuam um vínculo de professor ou pesquisador em uma instituição acadêmica ou instituto de pesquisa sem fins lucrativos.

Os candidatos não devem ter participado de pesquisas sobre o HIV ou SIV (Vírus da Imunodeficiência Símia). Os prêmios serão financiados por um a dois anos, até US$ 150 mil (pouco mais de R$ 300 mil) por ano. Os fundos podem ser usados para salário, apoio técnico, material de laboratório, equipamentos e viagens para conferências científicas ou outras atividades de formação diretamente relacionadas com o projeto de pesquisa proposto.

Fundos adicionais são fornecidos para cada beneficiário e seu mentor afiliado para participar de conferências e de uma pré-conferência do Creative and Novel Ideas in HIV Research (CNIHR), convocada pela Sociedade Internacional da Aids durante o período do prêmio. Os premiados serão selecionados até abril de 2014.

Com informações: Universidade Federal do Ceará / Ministério da Saúde

08:19 · 22.07.2013 / atualizado às 08:43 · 22.07.2013 por
Produção de artigos e publicações científicas decorrentes de pesquisas realizadas por estudiosos brasileiros corresponde a 2,7% do total no planeta, mas país ainda peca  na questão da inovação Foto: André Lima
Produção de artigos e publicações científicas decorrentes de pesquisas realizadas por estudiosos brasileiros corresponde a 2,7% do total no planeta, mas País ainda peca na questão da inovação, segundo presidente da SBPC Foto: André Lima

O Brasil é responsável por 2,7% da produção científica mundial, mas ainda ocupa a 58ª colocação entre os países mais inovadores do mundo, destacou a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, durante abertura da 65ª reunião anual da entidade na capital de Pernambuco.

O encontro deve reunir, até sexta-feira (26), mais de 23 mil pessoas entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, gestores do setor e estudantes, com o tema central Ciência para o Novo Brasil. “O novo Brasil, que já é a sétima economia do mundo, tem ainda que vencer grandes desafios para estar realmente inserido na economia basilar pelo conhecimento”, destacou na noite de domingo (21).

De acordo com Helena Nader, aumentar o investimento em educação é um dos fatores necessários para superar os obstáculos referentes ao crescimento da ciência no país. “As manifestações de rua, que vêm ocorrendo nas principais cidades brasileiras, têm em suas pautas de reivindicações a melhoria da educação. O Brasil ainda está em débito com seus cidadãos, no que se refere ao ensino de qualidade, desde a pré-escola ao ensino superior.”

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, defendeu a expansão dos sistemas de pesquisa de dentro das universidades para os setores industriais e de serviços. “Precisamos que as empresas invistam mais em atividades de pesquisa e desenvolvimento. Afinal, esse investimento vai aumentar a produtividade das próprias empresas.”

Linguista e arqueóloga homenageadas

Nesta edição da SBPC foram homenageados o linguista Luiz Antonio Marcuschi e a arqueóloga Niéde Guidón. A entidade homenageia anualmente profissionais que deram contribuições significativas para o desenvolvimento da ciência brasileira.

Com a reunião, também ocorrem a SBPC Jovem, a SBPC Cultural, a ExpoT&C, além da SBPC Mirim. Entre as atrações está o Circo da Ciência – projeto que faz parte da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC). O circo vai apresentar experimentos de física, projetos de ilusão de ótica e a maquete de uma hidrelétrica em funcionamento.

A reunião da SBPC, promovida desde 1948, conta a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. Esta é a quinta vez que a cidade do Recife sedia o encontro, voltado para difundir os avanços da ciência e debater políticas públicas para a área.

Com informações: Agência Brasil

12:19 · 22.11.2011 / atualizado às 14:53 · 25.11.2011 por
Até 20 cotas de bolsas estão disponíveis para alunos e orientadores da Unifor no Programa Ciência Sem Fronteiras, que mantém parceria com 331 universidades, em 31 países

O Ceará e o Brasil entraram definitivamente em processo de expansão da produção científica. Somente de 2007 para 2010, o número de artigos científicos subiu 56,71%, passando de 670 para 1.050.

Como parte desses esforços para tornar o País competitivo internacionalmente,  muitas universidades brasileiras, incluindo a Universidade de Fortaleza (Unifor), estão aderindo ao Programa Ciência Sem Fronteiras, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Mas como a prioridade do nosso blog é a Ciência que se produz aqui em terras alencarinas, vamos falar do exemplo da Unifor, que está com inscrições abertas, até o dia 16 de dezembro, para a concessão de 20 cotas de bolsas, na modalidade Graduação Sanduíche no Exterior.

Quem for aprovado poderá estagiar de seis meses a um ano, em uma de 331 universidades parceiras do “Ciência sem Fronteiras”, localizadas em 31 países ,de todos os continentes. Os alunos deverão ficar, de seis a nove meses, em atividades acadêmicas e, o restante do período de estágio, em laboratórios de pesquisa, empresas ou centros de Pesquisa e Desenvolvimento.

As inscrições devem ser feitas nos Núcleos de Pesquisa de cada Centro de Ciências da Unifor, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 18h.

Quem ficou interessado deve saber antes se preenche aos seguintes requisitos:

No caso dos discentes

– Ser brasileiro ou estrangeiro com situação regular no Brasil;
– Comprovar desempenho acadêmico mediante apresentação de histórico escolas atualizado;
– Estar engajado em programas de iniciação científica com ou sem bolsa;
– Possuir conhecimento mínimo suficiente do idioma do país escolhido;
– Ter anuência do orientador e da instituição de destino;
– Possuir Currículo Lattes atualizado com todas as informações acadêmicas.

No caso dos orientadores

– Ser o proponente e responsável pelo encaminhamento da proposta;
– Ser o responsável pela indicação do candidato à bolsa;
– Ser o responsável pela obtenção do aceite do aluno na Instituição estrangeira.

Fique por dentro do “Ciência sem Fronteiras“!

O programa busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.

Prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.

No âmbito do CNPq serão atendidos 3.890 estudantes brasileiros ainda em 2011, 6.140 em 2012, 10.230 em 2013 e 14.740 em 2014.

Fonte: CNPq

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