Diário Científico

Categoria: Prêmios Científicos


21:54 · 25.03.2018 / atualizado às 21:54 · 25.03.2018 por
Logomarca da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que ocorrerá no dia 18 de maio Foto: OBA.org

A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) está com inscrições abertas até o próximo sábado (31).

Escolas interessadas em inscrever alunos, públicas ou privadas, devem cadastrar-se pela internet. O evento, que ocorre em 18 de maio, é divido em quatro níveis: três para alunos do ensino fundamental e um para estudantes do ensino médio.

Segundo a organização, trata-se da maior olimpíada científica do Brasil. Desde que surgiu, há 21 anos, contabiliza 8,5 milhões de participantes. Anualmente, 40 mil medalhas são distribuídas para estudantes de todo o país. “O objetivo é levar a maior quantidade de informações sobre as ciências espaciais para a sala de aula, despertando o interesse nos jovens”, diz João Batista Garcia Canalle, professor de astronomia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador nacional do evento.

A prova é composta por dez questões, sendo sete de astronomia e três de astronáutica, a maioria delas de raciocínio lógico. Os melhores classificados na OBA vão representar o país, no próximo ano, na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica.

Com informações: Agência Brasil

16:31 · 14.08.2017 / atualizado às 16:31 · 14.08.2017 por
O coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, o físico João Batista Garcia Canalle, supervisiona os estudos da equipe brasileira que vai tentar superar o desempenho da edição anterior da competição, quando ficou com três bronzes. Foto: Agência Brasil

Três estudantes cearenses, um paraense e um paulista vão representar o Brasil na 11ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), que acontecerá em Phuket, na Tailândia, em dezembro.

Nathan Luiz Bezerra Martins, Pedro Pompeu de Sousa Brasil Carneiro e Vinicius Azevedo dos Santos representarão o Estado, enquanto Bruno Gorresen Mello competirá pelo Pará e João Vitor Guerreiro Dias representará São Paulo. Na edição anterior, realizada na Índia, o Brasil obteve três medalhas de bronze, sendo uma delas inédita na competição em equipe, além de três menções honrosas.

Outros cinco estudantes: Bruno Caixeta Piazza, Danilo Bissoli Apendino, Fernando Ribeiro de Senna, Henrique Barbosa de Oliveira e Miriam Harumi Koga (todos de São Paulo) integram a seleção brasileira que disputará a 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), no Chile, em outubro. No ano passado, o evento ocorreu na Argentina e os brasileiros conquistaram o 1º lugar no quadro geral de medalhas, com duas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

Os alunos foram selecionados depois de mais de um ano de provas e preparação. A primeira etapa, ‘online’, aconteceu após a 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), no ano passado, e envolveu mais de 3 mil estudantes do ensino médio de escolas públicas e privadas de todo o Brasil, dos quais 100 se classificaram para uma etapa presencial em março deste ano, em Barra do Piraí (RJ). Desses, foram escolhidos 30, que passaram por provas e assistiram palestras no município de Vinhedo (SP).

Agora, os jovens selecionados se acham em processo final de treinamento, disse o coordenador nacional da OBA, o físico João Batista Garcia Canalle, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Até viajarem, as equipes terão mais um encontro presencial em Vinhedo, onde está localizado o Observatório Abrahão de Moraes, da Universidade de São Paulo (USP), e também estudarão à distância.

“No observatório, eles fazem toda uma revisão de manuseio de telescópio e de observação do céu do evento, através do planetário que simula o céu do dia, hora e local da olimpíada. No caso da Olimpíada Latino-Americana, os alunos também constroem e lançam foguetes, porque tem uma prova desse tipo. Tem provas de análise de dados, a gente vai fazer também com eles”, disse Canalle.

Expectativa

O coordenador da OBA acredita que este ano, o Brasil “vai surpreender nos resultados das duas olimpíadas internacionais, porque modificamos o sistema de seleção”. Até o ano passado, os dez estudantes que representavam o Brasil na IOAA e na OLAA eram selecionados em março e dali até a viagem, não tinham um outro grande compromisso com a organização da OBA “exceto continuar estudando” por conta própria, salientou Canalle.

Este ano, 100 estudantes fizeram uma prova em março, dos quais foram tirados 30. “E, semanalmente, eles tinham que fazer uma lista de exercícios, que não existia até então. Aplicamos várias provas, calculamos uma média. Publicamos essas notas e, em seguida, continuamos dando mais listas de exercícios para eles, que tinham que nos mandar até a meia-noite de domingo”. Foram quase 20 listas de testes sucessivos nos dois primeiros treinamentos. Na semana retrasada, foram selecionados os dez estudantes que representarão o Brasil nos certames internacionais.

Com informações: Agência Brasil

18:12 · 26.01.2015 / atualizado às 18:25 · 26.01.2015 por
Foto: Reuters
O balão voará a uma altitude de pelo menos 4.500 metros exigindo que os pilotos usem máscaras de oxigênio. Eles ficarão em uma espécie de cápsula cuja temperatura será de cerca de 10°C Foto: Reuters

Uma equipe internacional de balonismo alçou voo na manhã de domingo (25), no Japão, com o objetivo de quebrar recordes.

O balão cheio de gás hélio partiu da localidade de Saga após adiamento no início do ano causado por condições climáticas desfavoráveis.

O voo está sendo monitorado por pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona que estão estudando os efeitos da fadiga sobre a capacidade cognitiva. Os pilotos tiveram de estar fisicamente aptos para aguentar os dias dentro de uma espécie de cápsula, dormindo pouco e com oxigênio limitado.

Troy Bradley, de Albuquerque, nos Estados Unidos, e Leonid Tiukhtyaev, da Rússia, pretendem chegar à América do Norte e quebrar o recorde de 8.381 quilômetros percorridos.

Eles também pretendem ultrapassar a barreira de 137 horas de duração de voo, alcançada em 1978, quando Ben Abruzzo, Maxie Anderson e Larry Newman fizeram a primeira viagem transatlântica de balão.

A previsão é que a equipe volte ao solo em pouco mais de seis dias, mas ainda não se sabe onde a dupla pousará. O tempo limite de voo são dez dias. “Isso vai nos manter na beirada de nossos assentos para esta missão”, disse Letitia Hill, diretora de mídias sociais para o controle da equipe, explicando que a indefinição exige atenção da equipe.

Ela assistiu ao lançamento no Museu Internacional de Balões Anderson-Abruzzo, de Albuquerque, no estado norte-americano do Novo México.

Condições hostis

O balão de Bradley e Tiukhtyaev – batizado de Two Eagles – é equipado com um sistema de navegação de alta tecnologia e itens de necessidades básicas, como um kit de primeiros socorros e equipamentos para se comunicar com o centro de comando.

Ele voará a uma altitude de pelo menos 4.500 metros, na troposfera, exigindo que os pilotos usem máscaras de oxigênio. Eles ficarão em uma espécie de cápsula cuja temperatura será de cerca de 10 graus Celsius.

Com informações: Reuters/Agência O Globo/Yahoo

10:06 · 08.10.2013 / atualizado às 10:12 · 08.10.2013 por
nobel
Englert e Higgs formularam a teoria do bóson apelidado de “Partícula de Deus”. Premiação, no entanto, é polêmica por ter deixado de fora outros pesquisadores que contribuíram para a confirmação da teoria Foto: Reprodução da web / Nobel Prize

Os cientistas que teorizaram o bóson de Higgs, a partícula elementar que confere massa a outras partículas, são os vencedores do Prêmio Nobel de Física deste ano. O escocês Peter Higgs e o belga François Englert dividirão o total de US$ 1,25 milhão concedido pela honraria.

Apelidado de “partícula de Deus”, o bóson de Higgs teve sua existência confirmada em julho do ano passado por experimentos no LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, na fronteira da Suíça com a França. A descoberta era o que faltava para completar o Modelo Padrão, a teoria física que descreve quais são as partículas elementares que compõem a matéria e a energia, o por meio de quais forças elas interagem.

O bóson de Higgs normalmente não é detectável em sua forma de partícula. Ele é responsável pela criação de um “campo” que permeia todo o espaço. As partículas que possuem mais massa são aquelas que mais interagem com esse campo. O efeito dessa interação é que passa a ser necessário usar mais energia para mover uma partícula maciça. Uma analogia comumente usada é que o bóson de Higgs torna o espaço mais viscoso para um objeto com muita massa, e sua movimentação é mais trabalhosa, como se fosse um nadador fosse tirado da água e colocado para nadar na lama.

Os fundamentos dessa teoria foram lançados na década de 1960. A tentativa de Englert era a de usar o conceito de campos -como o campo elétrico e o magnético- para descrever também a maneira com que as partículas adquirem massa. Assim como a força eletromagnética é explicada pela interação com os fótons (partícula da luz), a massa seria explicada pela interação das partículas com uma outra partícula e outro campo.

Englert lançou essa ideia, mas Higgs foi o primeiro a falar sobre propriedades dessa partícula, por isso o bóson acabou ganhando seu nome. A diferença entre o campo de Higgs e um campo elétrico é que o primeiro não está circunscrito a um determinado espaço, mas permeia todo o Universo -é um campos escalar, na linguagem dos físicos.

A indicação para o Nobel, neste caso, foi complicada porque Englert e Higgs não foram os únicos a participarem da descoberta. Robert Brout, morto em 2011, também deu contribuições a teoria. E uma segunda geração de físicos – os ianques Dick Hagen e Gerry Guralnik e o britânico Tom Kibble- também tiveram contribuições importantes.

A academia da Fundação Nobel que concede o prêmio atrasou o anúncio em mais de uma hora pois a comissão que escolhe os nomes ainda estava reunida na manhã desta terça-feira (8) em Estocolmo.

Com informações: Folhapress

08:11 · 07.10.2013 / atualizado às 08:11 · 07.10.2013 por
James Rothman, Randy Schekman e Thomas Suedhof foram os vencedores do prêmio em 2013
James Rothman, Randy Schekman e Thomas Suedhof foram os vencedores do prêmio em 2013. Foto: Agência Reuters

Os norte-americanos James E. Rothman e Randy W. Schekman e o alemão Thomas C. Südhof são os vencedores do Prêmio Nobel da Medicina 2013, anunciou nesta segunda-feira (7) o júri. Os três foram distinguidos por descobertas sobre as células e o seu sistema de transporte.

Segundo o Comitê do Nobel, os cientistas, que trabalham em universidades norte-americanas, recebem o prêmio pelas descobertas sobre o mecanismo de transporte para o interior da célula, que permite que “as moléculas sejam conduzidas no momento exato para o local certo dentro da célula”.

As descobertas tiveram impacto importante na compreensão de como as moléculas são colocadas dentro e fora da célula e têm implicações no trabalho sobre várias doenças, incluindo distúrbios neurológicos e imunológicos, bem como o diabetes.

Cada célula funciona como uma fábrica que produz e exporta moléculas. “Por exemplo, a insulina é produzida e liberada no sangue e sinais químicos [neurotransmissores] são enviados de uma célula nervosa para outra. Essas moléculas são transportadas por meio da célula em pequenos pacotes chamados vacuolos”, explicou o comitê.

Os vencedores vão dividir o prêmio de 8 milhões de coroas suecas (925 mil euros), que será entregue em cerimônia no dia 10 de dezembro, em Estocolmo.

Fonte: Agência Brasil

12:34 · 18.09.2013 / atualizado às 14:27 · 18.09.2013 por
Entidades ligadas à pesquisa sobre a prevenção e cura da Aids têm perspectivas positivas em relação ao avanço da pesquisa sobre o HIV e estão dispostas a financiar novos estudos Foto: Reuters
Entidades ligadas à pesquisa sobre a prevenção e cura da Aids têm perspectivas positivas em relação ao avanço da pesquisa sobre o HIV e estão dispostas a financiar novos estudos Foto: Reuters

Essa é uma boa notícia para quem acabou de terminar pós-graduação (mestrado ou doutorado) ou residência médica e quer pesquisar sobre mecanismos de combate ao vírus HIV e à Aids.  O programa internacional de bolsas “Ideias Criativas e Inovadoras em Pesquisa sobre HIV” está com inscrições abertas (inclusive para o Brasil) e recebe propostas inovadoras de cientistas sem experiência prévia em pesquisa sobre HIV.

Trata-se de uma iniciativa conjunta dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, dos Centros para Pesquisa sobre Aids e da Sociedade Internacional de Aids. O foco é responder a perguntas essenciais na pesquisa sobre o HIV, incluindo as questões emergentes em relação à sobrevivência a longo prazo com a infecção pelo vírus, à prevenção de sua transmissão e a pesquisas sobre a cura.

O processo de candidatura possui duas fases: a de Proposta Conceitual (aberta a todos os candidatos elegíveis) e de Proposta Completa (somente para os candidatos aprovados na fase de Proposta Conceitual). As propostas conceituais são aceitas até 16 de outubro de 2013 e submetidas através do site do Canadian National Institute of Health. Podem concorrer pesquisadores em início de carreira que tenham concluído após 16 de outubro de 2003 e possuam um vínculo de professor ou pesquisador em uma instituição acadêmica ou instituto de pesquisa sem fins lucrativos.

Os candidatos não devem ter participado de pesquisas sobre o HIV ou SIV (Vírus da Imunodeficiência Símia). Os prêmios serão financiados por um a dois anos, até US$ 150 mil (pouco mais de R$ 300 mil) por ano. Os fundos podem ser usados para salário, apoio técnico, material de laboratório, equipamentos e viagens para conferências científicas ou outras atividades de formação diretamente relacionadas com o projeto de pesquisa proposto.

Fundos adicionais são fornecidos para cada beneficiário e seu mentor afiliado para participar de conferências e de uma pré-conferência do Creative and Novel Ideas in HIV Research (CNIHR), convocada pela Sociedade Internacional da Aids durante o período do prêmio. Os premiados serão selecionados até abril de 2014.

Com informações: Universidade Federal do Ceará / Ministério da Saúde

14:00 · 25.01.2013 / atualizado às 00:20 · 25.01.2013 por
Entrega dos certificados do projeto Grail MoonKAM, da NASA e da Sally Ride Science, aos estudantes Jennifer Marques e Moézyo de Lima, do IFCE de Juazeiro do Norte, pelo professor Valmir Morais Imagem: IFCE/Divulgação

Onze estudantes do Instituto Federal do Ceará (IFCE), sob a coordenação do Núcleo de Astronomia , do campus de Juazeiro do Norte, brilharam em um dos mais importantes projetos da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês) e da Sally Ride Science.

Eles integraram o projeto GRAIL MOONKAM, focado em estudantes do Ensino Médio, sendo os únicos no mundo que participaram do projeto fora dos Estados Unidos. O trabalho em terras cearenses foi coordenado por Gonçalo Queiroz e Valmir Martins de Morais, ambos bolsistas da Funcap.

Utilizando 738 códigos de acesso, eles operaram as câmeras de duas sondas gêmeas (da missão GRAIL) que estavam em órbita da Lua. De acordo com o professor Valmir Morais, que é também o coordenador do Núcleo de Astronomia do IFCE-Juazeiro do Norte, “os estudantes fizeram o rastreamento dessas naves,  acessaram mapas  topográficos da Lua, que mostraram as diferentes regiões  e suas  características, selecionaram alvos de interesse científico, reuniram informações de latitude e longitude e as enviaram de forma online para o centro de controle da missão no Jet Propulsion Laboratory da Nasa”.

Usando computadores comuns e 768 senhas de acesso estudantes de Ensino Médio, do IFCE-Juazeiro do Norte, controlaram câmeras e outras funções das sondas gêmeas GRAIL Imagem: Valmir Morais

Morais explica ainda que  o GRAIL MOONKAM “é um projeto educacional e científico da Nasa coordenado por Sally Ride, a primeira astronauta dos Estados Unidos  a ir ao espaço, falecida em 2012. O projeto era voltado exclusivamente para a comunidade estudantil norte-americana de Ensino Médio”.

Duas  sondas da missão GRAIL  foram lançadas no dia 10 de setembro de 2011, a bordo de um foguete Delta II, com o propósito de estudar a gravidade lunar, e levaram, cada uma, quatro câmeras fotográficas especiais com o único objetivo de serem controladas pelos estudantes, para captarem imagens da superfície da Lua”.

Estudantes ressaltam experiência

Os estudantes do IFCE de Juazeiro do Norte que participaram do projeto foram: Yade Farias Nunes, Rayanne Sales Alcantara Primo, Emília Aymê da Cruz, Victon Vinicius Ribeiro Barbosa, Jennifer de Oliveira Marques, Richelle Moreira Marques, Moézyo de Lima Pereira, Wendell Soares Martins, Jamilly Temoteo da Silva, Rebbeca Meier Muniz Vieira e José Roberto dos Santos Júnior.

Dez dos onze estudantes cearenses certificados pela Nasa, no campus do IFCE-Juazeiro do Norte Imagem: Valmir Morais

Para Jamilly Temoteo, de 16 anos, “o projeto nos proporcionou um conhecimento científico notável e a responsabilidade por estarmos à sua frente como únicos representantes do Brasil e do mundo, sem contarmos os Estados Unidos. Cada imagem proporcionou  um conhecimento indispensável. Nós pudemos, como alunos brasileiros, ser apresentados ao incrível universo que nos rodeia!”

Já Aymê da Cruz, de 17 anos, destaca que “foi notável a nossa inclusão, tendo em vista a importância do projeto perante a comunidade estudantil do Brasil e do mundo. Para mim, o projeto teve um interessante papel de despertar a curiosidade em desvendar a imensidão do universo que nos rodeia e no qual somos tão pequenos considerando uma escala infinita”.

Curiosidades da missão GRAIL e da participação cearense

As sondas gêmeas voaram em formação, a uma altitude que variava de 17 a 34 quilômetros acima da superfície lunar. Em 17 de dezembro de 2012, elas colidiram em uma montanha no polo norte lunar.

A versão cearense do projeto foi desenvolvida no Núcleo de Astronomia do IFCE-Juazeiro do Norte, entre os dias 22 a 30 de novembro, mas somente na quarta-feira (23), os estudantes receberão os certificados, enviados pela Sally Ride Science/ NASA.

Todas as atividades do Núcleo de Astronomia do IFCE são realizadas com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP. 

16:17 · 06.12.2012 / atualizado às 19:35 · 06.12.2012 por
Tecnologias relacionadas ao aço são objeto do Virtual Steelmaking Challenge, cuja etapa latino-americana foi conquistada por estudantes e profissionais cearenses, nas categorias "Estudantil" e "Industrial", respectivamente Imagem: Voest Alpine

Alunos do Curso de Engenharia Metalúrgica da Universidade Federal do Ceará (UFC) venceram a edição regional do 7º torneio Virtual Steelmaking Challenge, desafio de siderurgia promovido pela World Steel Association.

Os destaques vão para os três primeiros lugares da categoria “Estudantil”, da América Latina, todos conquistados por equipes da UFC. Os campeões latino-americanos são Lucas Lopes de Castro e Francisco Leonardo Martins de Sousa, ambos membros do PET-Engenharia Metalúrgica.

Além deles, os campeões na categoria “Industrial” são Francisco Diego Araruna da Silva e Alex Maia do Nascimento, aluno egresso e ex-professor do curso de Engenharia Metalúrgica da UFC, respectivamente. Ambos trabalham na Gerdau Aços Brasil.

A dupla norte-americana campeã também inclui um aluno da UFC, Thiago Ivo de Sousa Menezes, que participa, atualmente, do programa de intercâmbio “Ciência Sem Fronteiras”, no Canadá.

Como funciona o desafio

O Steelmaking Challenge é dividido em duas etapas e consiste em simular a produção de aço, atendendo às especificações do torneio, ao menor custo total.

Durante a primeira etapa do desafio são selecionados os campeões das categorias “Estudantil” e “Industrial” das regiões: América do Norte, América Latina, Europa-Comunidade dos Estados Independentes, Oriente Médio-Índia-África e Leste Asiático-Oceania.

Os campeões regionais participarão da grande final em fevereiro de 2013, na Bélgica.

Com Informações: Universidade Federal do Ceará

18:52 · 15.10.2012 / atualizado às 21:59 · 15.10.2012 por

Um paraquedista austríaco, Felix Baumgartner bateu três recordes que interessam ao mesmo tempo ao mundo dos esportes e da Ciência. Ele realizou na tarde de domingo (14), o salto de paraquedas de maior altitude, distância vertical e velocidade da história.

Confira vídeo

Baumgartner subiu a bordo de uma cápsula elevada por um balão meteorológico e saltou de uma altitude de 39,045 km, acima da cidade norte-americana de Roswell (a mesma famosa por uma suposta queda de discos voadores em 1947). A essa distância do solo, o paraquedista teve de recorrer a um aparato digno de missão espacial, afinal ele estava na estratosfera, pouco acima da camada de ozônio. Só a subida levou 2h36min.

Quem coordendou o projeto em terra, foi o coronel Joe Kittinger, que monitorou via rádio diferentes informações da cápsula, como temperatura externa, interna e velocidade de subida. Ao chegar em 16 mil metros, a missão testou os últimos procedimentos de segurança do salto. Do lado de fora a temperatura era de -60°C.

Ao chegar no ponto do salto foi feita a despressurização da cabine, para equilibrar a pressão interna com a pressão externa. Caso não fosse feito esse procedimento, a capsula explodiria quando a porta fosse aberta. Além disso, Baumgartner teve de usar um traje que manteve a pressão e o fornecimento de oxigênio.

Após chegar ao ponto do salto, ele ainda aguardou 4 minutos e 19 segundos depois, para saltar e levou cerca de 9min20s para aterrissar. Durante a queda livre, o austríaco conseguiu ultrapassar a velocidade do som e chegou a atingir 1342,8km/h, novo recorde também nesse quesito. Além disso, ele percorreu a maior distância vertical: 36.529 metros. A diferença entre a altitude e a distância vertical foi causada pela curvatura da Terra.

22:07 · 02.10.2012 / atualizado às 01:21 · 03.10.2012 por
Cultura do feijão de corda sofre com ameaça do inseto conhecido popularmente como gorgulho (do gênero Callosobruchus), mas além de alto valor nutritivo já apresentou alguns resultados positivos contra o câncer de mama Imagem: Seeds of India

A Ciência feita no Ceará tem mais um motivo para se orgulhar! E olha que foi com a ajuda de um velho conhecido, o feijão de corda (ou Vigna unguiculata, como manda a classificação científica).

É que o pesquisador Francisco de Assis Paiva Campos, do Departmento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi um dos 16 contemplados na edição especial de outubro da revista britânica Proteomics, dedicada inteiramente aos cientistas brasileiros. O professor Campos aparece na revista com o artigo “Mudança proteômica global em larvas de Callosobruchus Maculatus em seguida à ingestão de inibidor de proteinase cisteínica”.

Mas não se assuste com o título, trata-se simplesmente de um estudo sobre a utilização da engenharia genética a fim de aumentar a concentração de proteína no feijão de corda para inibir o desenvolvimento das larvas de um inseto muito conhecido do cearense, o gorgulho (justamente o tal Callosobruchus Maculatus). “A publicação desse trabalho evidencia o pioneirismo do nosso departamento no estudo das interações inseto-planta”, ressalta Campos.

” Nosso estudo mostrou, no entanto, que o inseto é capaz de se adaptar a uma dieta rica em inibidores de proteinases digestivas através da síntese de proteinases digestivas e outras enzimas que não são suscetíveis de serem inibidas pelos inibidores de proteinases cisteínicas”, explica o pesquisador. Isso abre um novo desafio na busca por uma forma orgânica (ou geneticamente  modificada) de combater à maior praga relacionada a essa cultura.

A propósito do feijão-de-corda, um estudo feito por cientistas da Universidade de Brasília (UnB) e divulgado em abril do ano passado, mostrou que uma molécula encontrada no grão, a BTCI, causa fragmentação genética e altera organelas citoplasmáticas das células ligadas ao câncer de mama, doença que afeta 49 em cada 100 mil pessoas.

Curiosidade: vários nomes para o nosso feijão de corda

Além do nome científico e do nome mais popular no Ceará, o feijão de corda, da família das fabáceas (ou leguminosas) e da classe das magnoliopsidas (dicotiledôneas), recebe dezenas de nome pelo Brasil a fora. Confira alguns deles:

– boca-preta
– ervilha-de-vaca
– favalinha
– feijão-alfanje
– feijão-besugo
– feijão-careta
– feijão-carita
– feijão-carito
– feijão-caupi (oriundo do tupi)
– feijão-chicote
– feijão-chícharo
– feijão-chinês
– feijão-congo
– feijão-da-china
– feijão-de-boi
– feijão-de-corda
– feijão-de-frade
– feijão-de-macáçar
– feijão-de-olho-preto
– feijão-de-vaca
– feijão-de-vara
– feijão-frade
– feijão-frade-comprido
– feijão-galego
– feijão-gurutuba
– feijão-lagartixa
– feijão-mancanha
– feijão-mineiro
– feijão-miúdo
– feijão-miúdo-da-china
– feijão-vinha
– feijãozinho-da-índia
– mebauene
– mucunha
– mulato-gelato

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