Diário Científico

Categoria: Robótica


20:05 · 08.09.2014 / atualizado às 20:10 · 08.09.2014 por
Foto: Reuters
O robô Scorpio 4 foi construído por nove estudantes poloneses Foto: Reuters

Rovers (jipes-robôs) construídos por estudantes de quatro países participaram de  uma competição científica, em Checiny, na Polônia, para preparar missões com destino a Marte.

O ‘European Rover Challenge 2014’ foi organizado pela Mars Society Polska,  associação que almeja participar de uma missão ao Planeta Vermelho. Os veículos, que se enfrentam em um terreno de areia vermelha que reproduz  o solo marciano, tem que superar várias provas, incluind operações simuladas para resgatar astronautas feridos ou recolher e analisar de amostras de sinais de vida.

Os aparelhos foram construídos por estudantes de escolas politécnicas na Polônia, Índia, Colômbia e Egito. Nosso robô Scorpio 4 está pronto para uma missão”, disse Szymon Dzwonczyk, de 21 anos, um estudante polonês que fez parte de uma equipe com outros oito colegas .

Com informações: El Heraldo

 

23:40 · 18.08.2014 / atualizado às 18:28 · 18.08.2014 por
Foto: Reuters
Cientistas se inspiraram em exemplos da biologia, como células ou animais. Com a pesquisa, eles esperam desenvolver ferramentas e até estruturas que consigam se montar sozinhas Foto: Reuters

Pesquisadores nos Estados Unidos construíram um “enxame” de mil pequenos robôs que atendem a comandos e se movem até formarem uma figura.

Cada um dos robôs recebe uma figura da forma pedida, e todos trabalham juntos para formá-la. “Cada robô é idêntico e nós demos a todos eles exatamente o mesmo programa”, afirmou Michael Rubenstein, o principal autor do estudo que foi publicado na revista especializada Science.

“A única coisa que eles usam para continuar, para tomar decisões, é saber o que o vizinho está fazendo”, acrescentou. Os robôs têm mais ou menos o tamanho de um sushi, três centímetros de diâmetro, e são cilíndricos.

Rubenstein e os outros pesquisadores da Universidade de Harvard apelidaram os pequenos aparelhos de “Kilobots”. No total, foram construídos 1.024 deles, o mesmo número de bytes em um kilobyte.

Cada “Kilobot” tem três pequenas pernas retas. Esse tipo de modelo de perna foi escolhido por ser mais barato do que rodinhas.

Recorde

A arena onde eles formam as figuras programadas é um grande pedaço de madeira, que tem o tamanho parecido ao de uma mesa de sinuca oficial.

Foram colocadas barreiras nas pontas da mesa para impedir que os robôs saíssem da área. Eles precisam de 12 horas para completar a tarefa, mas este é o maior número de robôs já criados e trabalhando desta forma.

Os cientistas se inspiraram em exemplos da biologia, como células formando órgãos, ou animais como peixes, abelhas, aves e formigas atuando juntos.

Com a pesquisa, eles esperam desenvolver ferramentas e até estruturas que consigam se montar sozinhas.

Luzes piscando

No começo da experiência, os robôs são colocados juntos em um lado.

Cada robô tem um sensor, que se comunica com uma luz infravermelha acima da área onde eles foram colocados.

Esta luz envia um comando: “vão”. Quando isto acontece, todos os robôs começam a executar o programa que receberam.

Primeiro, tem início uma seleção aleatória. Os primeiros robôs avançam lentamente pela mesa e piscam seus sensores infravermelhos para transmitir a informação para outros Kilobots próximos.

Quatro robôs “sementes” são colocados em posições-chave, para ajudar os demais a executar a tarefa.

Vida prática

Os Kilobots estão atraindo atenção do mercado desde que foram lançados, em 2012. Todo o código envolvido no projeto é aberto, e há uma empresa vendendo os robôs por US$ 100. As aplicações práticas para eles vão muito além de criar formas em uma mesa.

“Estamos vendo cada vez mais robôs trabalhando juntos, não importa se são centenas de robôs cooperando para fazer uma operação de limpeza ambiental, em uma resposta rápida após um desastre ou em milhões de carros sendo conduzidos sem motoristas por nossas estradas”, disse Rodhika Nagpal, que coordena o laboratório onde o projeto é testado.

Com informações: BBC / G1

18:35 · 09.06.2014 / atualizado às 18:36 · 09.06.2014 por
Foto: Reuters
O Pepper — com quem, segundo as duas empresas, as pessoas poderão comunicar “como fazem com os amigos e família” — está equipado com a mais recente tecnologia de reconhecimento de voz, de leitura de gestos e de emoções através da análise de expressão e tons de voz Foto: Reuters

A empresa japonesa Softbank apresentou na semana passada a sua mais recente novidade em robótica, o Pepper, o primeiro robô pessoal que lê emoções, através da análise de ações humanas. O seu lançamento está previsto para fevereiro do próximo ano, no Japão, por cerca de 198 mil ienes (pouco mais de R$ 4.238).

Com cerca de 1,2 metros de altura e 28 quilos de peso, o Pepper é um produto que resulta da parceria da SoftBank e Aldebaran, empresa francesa considerada líder mundial em robôs humanoides, e vai estar acessível, pela primeira vez, ao público em duas lojas da empresa, onde poderá ser feito o primeiro contato com protótipos.

O Pepper — com quem, segundo as duas empresas, as pessoas poderão comunicar “como fazem com os amigos e família” — está equipado com a mais recente tecnologia de reconhecimento de voz, de leitura de gestos e de emoções através da análise de expressão e tons de voz. Estas leituras são feitas por sensores e funções de reconhecimento de emoções.

O robô pode ainda adquirir vários tipos de informação e sincronizar-se com bases de dados em nuvem através da ligação à Internet. Tem uma autonomia de 12 horas. Além da tecnologia que compõe o Pepper, a SoftBank promete um robô que sabe contar piadas, dança e entretém os humanos com várias atividades.

Até a sua comercialização, a empresa prevê integrar mais aplicações no robô para desenvolver as suas capacidades, que deverão ser apresentadas em setembro, durante o Tech Festival, em Tóquio.

Com informações: Público

14:00 · 25.01.2013 / atualizado às 00:20 · 25.01.2013 por
Entrega dos certificados do projeto Grail MoonKAM, da NASA e da Sally Ride Science, aos estudantes Jennifer Marques e Moézyo de Lima, do IFCE de Juazeiro do Norte, pelo professor Valmir Morais Imagem: IFCE/Divulgação

Onze estudantes do Instituto Federal do Ceará (IFCE), sob a coordenação do Núcleo de Astronomia , do campus de Juazeiro do Norte, brilharam em um dos mais importantes projetos da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês) e da Sally Ride Science.

Eles integraram o projeto GRAIL MOONKAM, focado em estudantes do Ensino Médio, sendo os únicos no mundo que participaram do projeto fora dos Estados Unidos. O trabalho em terras cearenses foi coordenado por Gonçalo Queiroz e Valmir Martins de Morais, ambos bolsistas da Funcap.

Utilizando 738 códigos de acesso, eles operaram as câmeras de duas sondas gêmeas (da missão GRAIL) que estavam em órbita da Lua. De acordo com o professor Valmir Morais, que é também o coordenador do Núcleo de Astronomia do IFCE-Juazeiro do Norte, “os estudantes fizeram o rastreamento dessas naves,  acessaram mapas  topográficos da Lua, que mostraram as diferentes regiões  e suas  características, selecionaram alvos de interesse científico, reuniram informações de latitude e longitude e as enviaram de forma online para o centro de controle da missão no Jet Propulsion Laboratory da Nasa”.

Usando computadores comuns e 768 senhas de acesso estudantes de Ensino Médio, do IFCE-Juazeiro do Norte, controlaram câmeras e outras funções das sondas gêmeas GRAIL Imagem: Valmir Morais

Morais explica ainda que  o GRAIL MOONKAM “é um projeto educacional e científico da Nasa coordenado por Sally Ride, a primeira astronauta dos Estados Unidos  a ir ao espaço, falecida em 2012. O projeto era voltado exclusivamente para a comunidade estudantil norte-americana de Ensino Médio”.

Duas  sondas da missão GRAIL  foram lançadas no dia 10 de setembro de 2011, a bordo de um foguete Delta II, com o propósito de estudar a gravidade lunar, e levaram, cada uma, quatro câmeras fotográficas especiais com o único objetivo de serem controladas pelos estudantes, para captarem imagens da superfície da Lua”.

Estudantes ressaltam experiência

Os estudantes do IFCE de Juazeiro do Norte que participaram do projeto foram: Yade Farias Nunes, Rayanne Sales Alcantara Primo, Emília Aymê da Cruz, Victon Vinicius Ribeiro Barbosa, Jennifer de Oliveira Marques, Richelle Moreira Marques, Moézyo de Lima Pereira, Wendell Soares Martins, Jamilly Temoteo da Silva, Rebbeca Meier Muniz Vieira e José Roberto dos Santos Júnior.

Dez dos onze estudantes cearenses certificados pela Nasa, no campus do IFCE-Juazeiro do Norte Imagem: Valmir Morais

Para Jamilly Temoteo, de 16 anos, “o projeto nos proporcionou um conhecimento científico notável e a responsabilidade por estarmos à sua frente como únicos representantes do Brasil e do mundo, sem contarmos os Estados Unidos. Cada imagem proporcionou  um conhecimento indispensável. Nós pudemos, como alunos brasileiros, ser apresentados ao incrível universo que nos rodeia!”

Já Aymê da Cruz, de 17 anos, destaca que “foi notável a nossa inclusão, tendo em vista a importância do projeto perante a comunidade estudantil do Brasil e do mundo. Para mim, o projeto teve um interessante papel de despertar a curiosidade em desvendar a imensidão do universo que nos rodeia e no qual somos tão pequenos considerando uma escala infinita”.

Curiosidades da missão GRAIL e da participação cearense

As sondas gêmeas voaram em formação, a uma altitude que variava de 17 a 34 quilômetros acima da superfície lunar. Em 17 de dezembro de 2012, elas colidiram em uma montanha no polo norte lunar.

A versão cearense do projeto foi desenvolvida no Núcleo de Astronomia do IFCE-Juazeiro do Norte, entre os dias 22 a 30 de novembro, mas somente na quarta-feira (23), os estudantes receberão os certificados, enviados pela Sally Ride Science/ NASA.

Todas as atividades do Núcleo de Astronomia do IFCE são realizadas com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP. 

00:31 · 23.10.2012 / atualizado às 01:01 · 23.10.2012 por
Estrutura brilhante encontrada em Marte tem origem desconhecida, mas pode ser apenas vestígio da própria sonda Curiosity Imagem: Nasa /Divulgação

Com 76 dias de missão, o robô Curiosity da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) continua fazendo descobertas (ou pelo menos achando pistas interessantes) em Marte.

Depois de ter achado evidências sobre o leito seco de um antigo rio marciano e de encontrar uma rocha de composição vulcânica similar às rochas da Terra, agora o braço robótico do rover encontrou  e está estudando partículas brilhantes, que num primeiro momento julgou-se pertencerem aos restos da própria sonda, mas cuja origem permanece incerta.

“Devemos investigar mais essas pequenas partículas brilhantes”, afirmou em teleconferência o diretor do projeto Curiosity do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, Richard Cook, junto com John Grotzinger, cientista do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). “Não podemos descartar que sejam algo feito pelo homem, mas não acho que sejam”, declarou Grotzinger.

Nas próximas semanas os coordenadores da missão na Terra darão ordens à câmera de alta resolução ChemCam para que se aproxime das novas partículas e envie os dados à Terra.  Em paralelo, o robô começou a utilizar o instrumento para analisar quimicamente os minerais (CheMin), no qual introduziu um fragmento de rocha do tamanho de uma aspirina.

Durante os dois anos que durará a missão, a Curiosity utilizará os dez instrumentos que leva a bordo para comprovar se na área de estudo existiram condições ambientais favoráveis para a vida microbiana ou mesmo se ainda há alguma micro-organismo sobrevivendo na superfície ou no subsolo marciano.

Pedra similar às da Terra

No dia 12 , o Curiosity encontrou em Marte uma pedra que se parece mais com algumas rochas vulcânicas terrestres que com outras amostras achadas no planeta até o momento.

Rocha em formato piramidal lembra mineral feldspato, comum no Havaí e rico em sódio e potássio Imagem: Nasa / Divulgação

 A pedra, do tamanho de uma bola de futebol, mas em forma piramidal, recebeu o nome de ‘Jake Matjevic’, tem características em comum com pedras vulcânicas de regiões como o Havaí, formadas debaixo da crosta terrestre com grande pressão e presença de água, tendo em sua composição muito mais sódio e potássio que magnésio e ferro e com um conteúdo elevado de elementos que coincidem com o mineral feldspato.

“Esta pedra corresponde bem em sua composição química com um tipo raro, mas bem conhecido de rocha ígnea achada em muitas regiões vulcânicas da Terra. Ao contar com apenas uma pedra marciana deste tipo é difícil saber se ela se formou mediante os mesmos procedimentos, mas é um ponto razoável para iniciar uma reflexão sobre sua origem”, disse o pesquisador Edward Stolper, também do CalTech.

Leito seco de rio

No mês passado, mais precisamente no dia 27, o Curiosity enviou imagens que de acordo com os pesquisadores que acompanham a missão tratam-se de evidência de um leito seco de um rio.

Os cientistas responsáveis pela missão não tripulada a Marte disseram que o tamanho e a forma arredondada dos pequenos fragmentos de rocha indicam claramente que essas pedras foram arrastadas e erodidas por água em forma líquida. As rochas foram formadas, provavelmente há bilhões de anos.

23:33 · 29.05.2012 / atualizado às 01:16 · 30.05.2012 por
Dmitry Itskov apresentou à imprensa russa e mundial, um androide inspirado no próprio cientista Imagem: Russia 2045

Talvez seja muito cedo para dar crédito a isso, mas um grupo de cientistas russos pretende dar o maior passo já dado até hoje em direção ao conceito de imortalidade.

Intitulado Russia 2045, o grupo estuda transferir a consciência de seres humanos para supercomputadores integrados a corpos robóticos, similares aos avatares retratados no filme campeão de bilheteria.

De acordo com o cronograma do projeto, o primeiro passo será “popularizar” os robôs parecidos com seres humanos até 2015; posteriormente até 2020, o Russia 2045 quer que esses robôs possam ser controlados através de vibrações cerebrais humanas. Já em 2030, os pesquisadores pretendem iniciar as experiências com a transferência de consciência de pessoas à beira da morte para robôs e concluir esse processo em 2035.

O nome Russia 2045 vem do fato de que o projeto ainda prevê que esses robôs com consciência humana sejam utilizados na exploração espacial. O primeiro robô criado pelos cientistas russos foi uma cópia do fundador do grupo Dmitry Itskov, que move os braços e usa circuitos de inteligência artificial para “reconhecer” rostos.

Confira vídeo, em russo

 

Mind upload, a imortalidade transumana

O conceito científico de imortalidade não é exatamente novo e tanto pode envolver  a busca pela “imortalidade” biológica (o organismo não morre de causas naturais, mas pode morrer por lesão física) quanto o mind upload, ou seja a transferência ou integração da consciência para um computador, dentro da ideia de transumanismo.

O pioneiro dessa teoria foi o  biogerontologista norte-americano George M. Martin, que a formulou em 1971. Na atualidade, um dos maiores entusiastas do mind upload é o também norte-americano Raymond Kurzweil, inventor e futurista. No entanto, esse conceito foi inspirado em teorias futuristas ainda mais antigas, tais como a inteligência artificial, tema popularizado pelo escritor de ficção científica  bielorrusso-americano, Isaac Asimov.

De acordo, com esses pensadores, até o final do século XXI a humanidade deve conseguir a singularidade tecnológica, um ritmo de avanço tão rápido que permitirá entre outras conquistas, a “imortalidade” , a  conquista do espaço e a inteligência artificial.

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