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11:25 · 11.08.2018 / atualizado às 11:38 · 11.08.2018 por
A chuva de meteoros é causada pelas Perseidas, partículas deixadas pelo cometa Swift-Tuttle, que a Terra cruza a cada ano Foto: Universities Space Research Association

A tradicional chuva de estrelas cadentes (meteoros) do mês de agosto atingirá seu auge na noite deste domingo (12) e madrugada da segunda-feira, um espetáculo celeste realçado este ano por um céu escuro de lua nova.

O auge do fenômeno “deverá ocorrer por volta das 02h GMT de segunda-feira (23h de domingo em Fortaleza) com uma ou duas estrelas cadentes por minuto”, explicou Florent Deleflie, astrônomo do Observatório de Paris. No Ceará, a previsão de tempo firme com poucas nuvens deve indicar boa condição de visibilidade.

“Assim que cair a noite de domingo, os observadores poderão esperar ver dezenas de meteoros por hora”, apontou a Royal Astronomical Society (RAS) em um comunicado. As previsões auguram um 2018 “na média” para as Perseidas – melhor que o ano passado mas não tão bom como 2016, que foi excepcional.

A chuva de meteoros é causada pelas Perseidas, um campo de partículas deixadas pelo cometa Swift-Tuttle, que a Terra cruza a cada ano entre meados de julho e meados de agosto. Ao entrar em nosso planeta, essas partículas chocam com as moléculas da atmosfera. A colisão violenta produz luz. Cada partícula se transforma então em uma “estrela cadente”. Embora o número esperado de estrelas cadentes não seja excepcional, as condições de observação serão “perfeitas”, segundo a Royal Astronomical Society. Porque “lua nova é sinônimo de céu mais escuro”.

Como observar

Para admirar o fenômeno não é necessário nenhum instrumento, mas os especialistas recomendam se afastar das luzes da cidade, privilegiar regiões litorâneas ou de serra e ter paciência, uma vez que a visão leva pelo menos 10 minutos para se acostumar à escuridão. Florent Deleflie anima os observadores a “manter os olhos no céu porque alguns fenômenos muito furtivos ou algumas estrelas cadentes muito pequenas só são visíveis quando se olha permanentemente a abóbada celeste”.

“Se as nuvens tornarem a observação impossível este fim de semana, saibam que a chuva de estrelas cadentes durará ainda alguns dias, embora com uma atividade reduzida”, disse a Royal Astronomical Society.

Com informações: AFP

18:04 · 21.09.2017 / atualizado às 18:04 · 21.09.2017 por
Antiviral de “três cabeças” proporcionou uma proteção melhor do que a de todos os anticorpos testados até hoje, neutralizando 99% de mais de 200 cepas diferentes de HIV-1 Foto: Wikipedia

Pesquisadores do grupo farmacêutico francês Sanofi e dos Institutos da Saúde norte-americanos (NIH) desenvolveram um antiviral triplo que foi apresentado como extremamente promissor para a prevenção e o tratamento do vírus da Aids.

O tratamento, cujos detalhes foram publicados na revista americana Science, permitiu proteger macacos do vírus da imunodeficiência símia (SIV) e de cepas do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Este antiviral de “três cabeças” proporcionou uma proteção melhor do que a de todos os anticorpos testados até hoje, neutralizando 99% de mais de 200 cepas diferentes de HIV-1, detalharam os pesquisadores. O novo agente também foi testado em células humanas em laboratório. Estes anticorpos foram produzidos por meio de engenharia genética para detectar e neutralizar múltiplos alvos infecciosos simultaneamente.

“Diferentemente dos anticorpos naturais, este antiviral triplo ataca vários objetivos infecciosos em uma só molécula”, explicou Gary Nabel, cientista da Sanofi e autor principal deste artigo.

“Este enfoque tem o potencial de melhorar a proteção contra o HIV e é também uma base para novos tratamentos contra o câncer e doenças autoimunes e infecciosas”, disse o pesquisador. A diversidade genética do HIV no mundo é a maior dificuldade para produzir anticorpos capazes de combater a pandemia de forma eficaz.

Está previsto que um ensaio clínico de fase 1 comece em 2018 no Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), parte dos NIH. Os testes serão feitos em voluntários saudáveis e em pessoas infectadas com o HIV, e deverão determinar a segurança e eficácia desta nova molécula.

Com informações: AFP

12:45 · 08.10.2016 / atualizado às 22:49 · 07.10.2016 por
Foto: Bored Panda
Encontrado por seus donos andando pelas ruas, Nutmeg foi levado a um veterinário, em 1990, e o profissional estimou sua idade em cinco anos. Embora, seja difícil comprovar a idade do animal, se ele tiver mesmo a idade estimada, ela seria cinco anos mais avançada que a do recorde anterior Foto: Bored Panda

Não é oficial— afinal, medir a idade de todos os gatos do mundo não seria uma tarefa fácil. Mas é bem provável que um gato britânico de 31 anos de idade seja o bichano mais velho vivo no mundo.

Nutmeg nasceu na rua no final da década de 1980. Na época, tão distante, o Muro de Berlim ainda estava de pé. Em março de 1990, ele foi passear no quintal de Liz e Ian Finlay, e se tornou amigo de Spice, gato doméstico do casal. Sua beleza esguia e cinzenta logo conquistou os três, e ele foi acolhido.

Seus donos o levaram a um veterinário para tratar um abscesso no pescoço, e o profissional estimou sua idade em cinco anos. Desde então, sua vida foi só alegria. O muro caiu, junto com a União Soviética, a internet dominou o mundo, as torres gêmeas foram atacadas pela Al-Qaeda e o Orkut nasceu e morreu. Nutmeg, porém, ainda está lá, em toda sua indiferença peluda.

Agora, os donos estão em busca dos documentos necessários para atestar a idade avançada do felino matusalém. Mesmo que não seja possível comprovar a estimativa de cinco anos do veterinário na época, é provável que o médico tenha registrado que o bichano já era adulto em sua primeira consulta — ou seja, que já tinha dois anos. A hipótese lhe daria 28 anos, mais do que o suficiente para bater o atual campeão, Corduroy, de 26.

Segundo os donos, o único segredo para a longevidade do peludo é muita preguiça e carinho. “Só sobraram três dentes na boca dele, mas ele gosta tanto de frango que fica esperando parado na porta da geladeira quando quer comer”, contou Liz Finlay ao jornal britânico Mirror. “Ele tinha uma linda pelagem marrom quando o adotamos, agora ele está cinza. Mas está muito bem para a idade.”

Com informações: Galileu/Mirror

23:25 · 29.09.2016 / atualizado às 23:25 · 29.09.2016 por
Foto: The New York Times
A organização e a defesa de territórios são importantes motivos de conflitos. A combinação desses fatores leva, por exemplo, a uma forma embrionária de guerra entre chimpanzés, nossos “primos” Foto: The New York Times

Guerra, assassinato e outras formas de agressão letal são parte importante do legado evolutivo da espécie humana, numa proporção muito maior do que ocorre com outros animais planeta afora.

A conclusão, aparentemente desanimadora, vem de um monumental estudo comparativo conduzido por pesquisadores espanhóis, mas há também uma boa notícia: a taxa de mortes violentas pode variar muito de acordo com a época e a cultura, e os tempos atuais são os mais pacíficos de todos.

Publicado na “Nature”, o levantamento coordenado por José María Gómez, da Universidade de Granada, apresenta uma visão das “raízes filogenéticas da violência letal humana”, conforme diz o título do trabalho. Trocando em miúdos, os pesquisadores tentaram investigar até que ponto a filogenia do Homo sapiens -ou seja, o parentesco do homem com outros seres vivos- influenciou o padrão de interações violentas entre membros da nossa espécie que resultam em mortes.

Ou seja, estamos falando apenas da chamada violência letal intraespecífica: não contam, por exemplo, os casos de morte por predação nos quais um animal de determinada espécie mata um membro de outra para comê-lo, que caracteriza a chamada violência interespecífica.

Milhões de mortes

O primeiro passo foi criar um banco de dados gigantesco: informações sobre mais de 4 milhões de mortes em 1.024 diferentes espécies de mamíferos como o ser humano.

O primeiro resultado importante é que, embora mortes violentas tenham sido registradas em 40% dessas espécies, a taxa costuma ser relativamente baixa, numa média 3 para cada 1.000 mortes (0,3%). Baleias e morcegos são especialmente pacíficos, ao menos nesse sentido. O problema é que a taxa vai aumentando progressivamente conforme o parentesco fica mais próximo dos primatas, o subgrupo que inclui os macacos e a humanidade. Entre essas criaturas, a média da violência letal fica em torno de 2% -seis vezes superior à dos mamíferos como um todo.

De fato, embora existam exceções, espécies de parentesco mais próximo tendem a ter comportamento violento mais parecido, o que, segundo os cientistas, corrobora a ideia de que há um componente evolutivo influenciando esse fator. Dois elementos acabam colaborando para o aumento da violência letal em certos grupos de mamíferos ao longo de sua trajetória evolutiva: a vida em grandes grupos e a territorialidade (ou seja, o hábito de tomar posse de um território específico).

A organização em bandos, por um lado, facilita a agressão grupal contra inimigos, que é quase sempre mais mortífera do que brigas na base do mano a mano, enquanto a defesa de territórios é um importante motivo de conflitos. A combinação desses fatores leva a uma forma embrionária de guerra entre chimpanzés, nossos “primos”.

Guerra e paz

O passo seguinte foi examinar os dados sobre a espécie humana moderna, presentes em cerca de 600 estudos que vão do Paleolítico (a popular Idade da Pedra Lascada) aos dias de hoje.

Tais dados muitas vezes não têm a mesma qualidade: nos últimos séculos, basta compilar certidões de óbito mundo afora, enquanto no caso da Pré-história é preciso procurar marcas de violência em esqueletos antigos (e nem sempre um assassinato vai deixar vestígios no esqueleto do defunto).

Feitas essas ressalvas, os dados sugerem que durante dezenas de milhares de anos as mortes violentas ficaram estáveis, na casa dos 2% ou pouco acima dela -ou seja, nossa espécie estava se comportando mais ou menos da maneira esperada, como qualquer outro grande primata. A coisa, porém, encrespou para valer a partir da Idade do Ferro (pouco mais de 3.000 anos atrás), possivelmente por conta do surgimento de Estados e impérios que desenvolveram classes de guerreiros e conquistadores, cujo papel de elite dependia justamente da habilidade de cortar a cabeça alheia.

Nos últimos 500 anos, porém, fortaleceu-se uma tendência lenta, segura e gradual de queda da proporção de mortes violentas, em parte porque os Estados modernos passaram a controlar cada vez mais os conflitos entre cidadãos, em parte porque os conflitos entre Estados foram se tornando mais raros.

A taxa atual está abaixo da média dos mamíferos, aliás -apesar de conflitos étnicos e religiosos e do terrorismo. Em média, a paz está vencendo, ao menos por enquanto.

Com informações: Reinaldo José Lopes/Folhapress

11:54 · 30.07.2016 / atualizado às 12:01 · 30.07.2016 por

chuva de-meteorite-Além de inspirar poetas, filósofos e cientistas ao longo dos séculos, o simples olhar para a infinitude do nosso céu é capaz de mudar a perspectiva de qualquer um sobre nossa condição neste universo. Quando somamos a isto fenômenos um tanto raros, essas conclusões se tornam mais claras. E este fim de semana está proporcionando momentos assim, com a chuva de meteoritos que pode ser vista nas madrugadas.

A entrada das Delta Aquarídeas na nossa atmosfera ocorre anualmente entre julho e agosto, com pico previsto para os próximos dias, com até 20 meteoritos observados por hora. Quem vive abaixo do equador terá uma vista privilegiada. Ou seja, quem está no Nordeste do Brasil terá melhores condições de visualização. O período de lua minguante também contribui para tornar a visão do fenômeno ainda melhor, já que haverá menos luz no céu.

O melhor horário para observar a chuva é durante a madrugada, principalmente entre 2h e 3h da manhã. Olhe para o norte. A queda dos meteoros Delta Aquarídeas está associada com a passagem do cometa 96P/Machholz, descoberto por um astrônomo amador em 1986.

23:15 · 13.07.2016 / atualizado às 23:29 · 13.07.2016 por

Aproveitando a febre recente do mais novo lançamento da franquia, professor Paulo Jubilut postou algumas comparações em sua página no Facebook

Se você não vive em uma bolha social, provavelmente já deve ter ouvido falar no mais novo lançamento da franquia Pokémon, o “Pokémon Go”, um jogo eletrônico disponível para as plataformas iOS e Android, que permite que você capture os monstrinhos da série em cenários existentes no mundo real.

Aproveitando o embalo da nova febre mundial, o popular professor de biologia Paulo Jubilut postou em sua página no Facebook algumas comparações que permitem verificar de qual animal de nosso planeta veio a inspiração para alguns dos monstrinhos presentes na franquia, e que muitos tentarão capturar daqui em diante.

Confira:

11:48 · 28.06.2016 / atualizado às 22:53 · 27.06.2016 por
Foto: Nasa
Em fotografia feita no último dia 21, sonda registrou Júpiter e suas quatro maiores luas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto Foto: Nasa

Cinco anos após seu lançamento, a sonda Juno funciona bem e deve entrar na órbita de Júpiter no próximo dia 5 de julho, como estava previsto, para explorar os mistérios do maior planeta do sistema solar, informou a Nasa.

A sonda de quatro toneladas, movida por energia solar, se encontra atualmente a menos de 14 milhões de quilômetros de seu destino, e efetuará uma série de voos a apenas 4.667 km da espessa camada nublada do gigante planeta gasoso, durante uma missão científica que durará 16 meses.

Os voos da Juno superarão o recorde de aproximação de 43.000 km de Júpiter, estabelecido pela sonda americana Pioneer 11, em 1974. Durante os voos, os instrumentos da sonda penetrarão na espessa camada nublada de Júpiter para estudar as origens do planeta, suas estruturas, atmosfera e magnetosfera.

Com informações: AFP

17:05 · 17.07.2014 / atualizado às 17:13 · 17.07.2014 por

Cientistas de muitas especialidades foram enviados ao distrito autônomo de Yamalo-Nenetsky, na Sibéria Ocidental (Rússia), para estudar as causas de uma cratera gigante descoberta na região.

Imagens do buraco foram postadas na internet na semana passada e o autor do vídeo (que, aliás, viralizou), um cinegrafista amador, disse que o tamanho é enorme e que “podem pousar vários helicópteros Mi-8 sem riscos de colisão entre eles”.

A cratera está localizada a 30 quilômetros da localidade de Bovanenko, que concentra as maiores reservas de gás condensado da Terra. Os pesquisadores que estão analisando o buraco estão divididos: uns acreditam que tenha surgido em razão de fenômenos naturais relacionados justamente a essa composição físico-química.

Outros, porém, não descartam a possibilidade de ter se formado após a possível queda de um meteorito. Vale lembrar que a Rússia é o país de maior área da Terra e foi atingido em fevereiro de 2013 por um corpo celeste como esse, mais precisamente na região de Chelyabinsk.

Com informações: Diário da Rússia

23:01 · 19.05.2014 / atualizado às 17:26 · 19.05.2014 por
Foto: Reuters
Apenas o osso do fêmur da nova espécie encontrada media quase o dobro do tamanho de uma criança humana, cerca de dois metros de altura Foto: Reuters

Ossos fossilizados de um dinossauro que se acredita ser a maior criatura que já andou na Terra foram desenterrados na Argentina, dizem paleontólogos.

Ao medir o comprimento e a circunferência do maior fêmur (osso da coxa) encontrado, os cientistas estimaram que o dinossauro tinha 40 metros de comprimento e 20 metros de altura – quando esticava o pescoço.

Com 77 toneladas, seria tão pesado quanto 14 elefantes africanos e sete toneladas mais pesado do que o recordista anterior, o Argentinosaurus, também encontrado na Patagônia.

Os cientistas acreditam que é uma nova espécie de titanossauro – enormes herbívoros que datam do período Cretáceo.

Descoberto por agricultor

Um trabalhador agrícola local tropeçou sobre seus restos no deserto perto de La Flecha, cerca de 250 quilômetros a oeste de Trelew, Patagônia.

Os fósseis foram escavados em seguida, por uma equipe do Museu de Paleontologia Egidio Feruglio, liderada por José Luis Carballido e Diego Pol.

Eles desenterraram os esqueletos parciais de sete dinossauros – cerca de 150 ossos no total – tudo em ‘condição notável’. Uma equipe de filmagem da unidade de História Natural da BBC capturou o momento em que os cientistas perceberam exatamente o quão grande era a sua descoberta.

“Dado o tamanho desses ossos, o novo dinossauro é o maior animal conhecido que andou na Terra”, disseram os pesquisadores. “Com o seu pescoço esticado, ele tinha cerca de 20 metros de altura – o equivalente a um edifício de sete andares”, acrescentaram.

Este herbívoro gigante viveu nas florestas da Patagônia argentina entre 95 e 100 milhões de anos atrás, acreditam os cientistas, com base na idade das rochas em que foram encontrados os ossos.

Mas, apesar de sua magnitude, ele ainda não tem um nome. “Ele terá um nome que descreva sua magnificência e em homenagem à região e aos proprietários rurais”, disseram os cientistas.

Houve muitos candidatos anteriores ao título de “maior dinossauro do mundo”. O mais recente pretendente ao trono foi o Argentinosaurus, um tipo similar de saurópode.

Originalmente, pensou-se que ele pesava 100 toneladas, mais tarde, porém, a estimativa foi revisada para cerca de 70 toneladas.

Com informações: BBC Brasil

13:31 · 24.04.2013 / atualizado às 16:36 · 24.04.2013 por
Nick Bostrom acredita que perda de controle sobre tecnologias como a engenharia genética, inteligência artificial e nanotecnologia podem ser maiores ameaças à vida humana que guerras nucleares, pandemias ou choques de asteroides Imagem: BBC Brasil
Nick Bostrom acredita que perda de controle sobre tecnologias como a engenharia genética, inteligência artificial e nanotecnologia podem ser maiores ameaças à vida humana que guerras nucleares, pandemias ou choques de asteroides Imagem: BBC Brasil

A tecnologia pode trazer dois destinos extremos para a civilização, avalia o Instituto do Futuro da Humanidade, ligado à Universidade de Oxford. Um deles é o controle total sobre a biologia humana, o outro é exatamente o contrário: a extinção da espécie humana devido justamente à perda de controle sobre esses avanços tecnológicos.

As maiores ameaças de acordo com a equipe de pesquisadores, podem vir da nanotecnologia, inteligência artificial e engenharia genética. O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade. Para ele, “as ameaças existentes são comparáveis a uma arma perigosa nas mãos de uma criança pois o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências”.Experimentos tecnológicos estariam avançando para dentro do território do não intencional e do imprevisível. Segundo Bostrom, “a nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Governos futuros terão um grande desafio ao controlar e restringir usos inapropriados. Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou maquinal possa interagir com o mundo externo. ”

Já o pesquisador norte-americano Daniel Dewey alerta para  uma “explosão de inteligência”, em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável. “A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores. Isso pode gerar um efeito em cadeia, de modo que, mesmo começando com escassos recursos, você pode criar projetos com potencial de afetar todo o mundo”, afirma o especialista em super inteligência maquinal que trabalhou anteriormente na Google.

Para Martin Rees, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia Britânica “este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade”. Mas por outro lado, o instituto avaliou que a humanidade está menos propensa a ser exterminada por pandemias ou desastres naturais, incluindo colisões com asteroides. Além disso, mesmo uma guerra nuclear pode ser um risco menor que as ameaças por trás das novas tecnologias.

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