Diário Científico

Categoria: Sexologia


16:52 · 01.04.2015 / atualizado às 16:54 · 01.04.2015 por
Foto: Blog Dicas de Saúde
Espinafre é uma das hortaliças que apresenta alto teor de agrotóxicos. Toxicidade desses defensivos agrícolas, de acordo com pesquisa norte-americana, pode reduzir a qualidade do esperma humano  Foto: Blog Dicas de Saúde

Níveis mais altos de resíduos de pesticidas em frutas e hortaliças consumidas estão associados à qualidade inferior do esperma.

O estudo, conduzido em 155 homens com idades entre 18-55 anos, alunos de um centro de tratamento para infertilidade, foi publicado na revista especializada Human Reproduction. 338 amostras de sêmen destes homens foram analisadas entre 2007-2012.

O estudo descobriu que os homens que consomem mais frutas e vegetais carregadas de pesticidas têm uma contagem de esperma 49% mais baixa (86 milhões por ejaculação contra 171 milhões) em comparação aos homens que consumiam menores quantidades, assim como uma porcentagem de formas normais de espermatozoides 32% menor.

O consumo de frutas e vegetais dos participantes foi avaliado por questionário. O conteúdo de pesticidas não foi medido diretamente, mas estimado com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Teor de resíduos

Frutas e vegetais consumidos foram divididos em grupos de acordo com o teor de resíduos de pesticidas: baixo (ervilhas, feijão, uva e cebola), moderado ou alto (morangos, espinafre, pimentão, maçãs, peras, etc).

O fato de lavar e descascar os alimentos também foi levado em conta.
“Estes resultados sugerem que a exposição a pesticidas utilizados na produção agrícola para a alimentação pode ser suficiente para afetar a espermatogênese dos homens”, segundo os autores.

No entanto, eles admitem que o estudo tem algumas limitações e que “é necessário investigar mais”. Este tipo de estudo sobre casais que investigam infertilidade não permite chegar ao conjunto da população masculina sem observar se é possível fazer a mesma associação.

Além do pequeno número de participantes, a medida dos pesticidas não foi direta e a natureza dos produtos consumidos (“orgânica” ou “não orgânica”) não era conhecida, de acordo com os especialistas.

“Estes resultados não devem desencorajar o consumo de frutas e legumes”, alertou o professor de nutrição e epidemiologia da universidade de Harvard Jorge Chavarro, co-autor da pesquisa.

No entanto, o especialista sugere priorizar o consumo de produtos orgânicos ou evitar produtos conhecidos por conter grandes quantidades de resíduos, como o tomate.

Cautela com resultados

Estudos anteriores mostraram que profissionais expostos aos pesticidas tinham a qualidade do esperma afetada; mas até agora pouca pesquisa sobre os efeitos dos pesticidas nos alimentos foi feita.

“Este estudo pode gerar uma preocupação desnecessária”, afirmou Jackson Kirkman-Brown, do Centro de Fertilidade da Mulher em Birmingham, Inglaterra.

“Os homens que querem maximizar a qualidade do seu esperma deve continuar a ter uma dieta saudável e equilibrada” até que se saiba mais sobre o assunto, ressaltou o especialista ao centro Science e à imprensa britânica.

Com informações: AFP

18:20 · 16.08.2012 / atualizado às 21:43 · 16.08.2012 por
Substância atua inibindo proteína presente nos espermatozóides e pode resultar no desenvolvimento de uma pílula anti-concepcional masculina Imagem: CG Core

Esse pode ser mais um passo rumo a um planejamento familiar eficiente e a um melhor controle da vida sexual humana.

Pesquisadores de três universidades norte-americanas (Universidade de Harvard, Universidade de Washington e Faculdade de Medicina Baylor) anunciaram a descoberta de uma substância que pode se tornar a primeira pílula anti-concepcional masculina efetiva.

De acordo com experimentos feitos em ratos  machos, o composto JQ1 conseguiu torná-los temporariamente estéreis, sem afetar o desempenho sexual,  as taxas de testosterona ou o comportamento. Os animais também voltaram a se reproduzir normalmente assim que pararam de tomar a substância.

Os pesquisadores também não observaram efeitos colaterais nos filhotes nascidos após um período de uso do JQ1. Livre de hormônios, ao contrário da pílula feminina, a substância inibe uma proteína presente nos testículos tanto de ratos quanto de seres humanos, conhecida como BRDT e essencial para a fertilidade.  As cobaias usadas no experimento começaram a produzir menos espermatozóides e os que eram produzidos tinham problemas de locomoção. Vale lembrar que roedores e primatas (como nós) compartilham um ancestral comum que viveu entre 65 e 60 milhões de anos atrás, pouco depois da extinção dos dinossauros.

Confira áudio da entrevista (em inglês) com o pesquisador James Bradner

 

 

 

Os pesquisadores afirmaram à revista científica norte-americana Cell, que um medicamento como esse é necessário principalmente para casais que dependem exclusivamente de métodos contraceptivos masculinos, como a camisinha, por impossibilidade da mulher tomar a pílula anti-concepcional feminina.

02:47 · 12.06.2012 / atualizado às 20:52 · 04.07.2012 por
Ocitocina é um dos hormônios responsáveis pela estabilidade do amor, enquanto outros hormônios como a noradrenalina explicam o ímpeto das fases iniciais da paixão Imagem: Scientific American

No Dia dos Namorados, os amantes da Ciência tem pelo menos uma pergunta em mente: como o nosso corpo reage quando estamos amando?  A resposta não é simples, pois nossas reações diante de situações afetivas ou sexuais são causadas por diversos fatores hormonais, psicológicos e até culturais. Contudo, tal complexidade tem atraído cada vez mais interesse de pesquisadores que se dedicam a estudar a fisiologia do amor.

Aqui no Ceará, uma das principais referências nesse tipo de pesquisa é a endocrinologista e metabologista Natália Landim, do HapVida Saúde. Ela não hesita em apontar os benefícios do amor estável na saúde humana. ” Existem estudos indicando que as pessoas, quando estão em relacionamentos longos e satisfatórios, apresentam exames médicos com melhores níveis do que aquelas que vivem em solidão ou em relacionamentos conturbados”, compara.

Paixão e coquetel de hormônios

De acordo com a endocrinologista, as reações fisiológicas das pessoas apaixonadas, tais como batimentos cardíacos acelerados,  maior produção de suor, dificuldade de conciliar o sono, diminuição de apetite e rubor facial, são geralmente associadas a um verdadeiro coquetel de hormônios liberados na corrente sanguínea quando se está amando ou desejando sexualmente alguém.

“Dopamina, noradrenalina, feniletilamina e serotonina entre outras são as principais substâncias químicas relacionadas à paixão. Nos estágios iniciais, a quantia de serotonina presente no seu corpo é semelhante aos níveis de pessoas obsessivas e/ou compulsivas”, explica Natália. A médica destaca ainda que variações nos níveis de testosterona em homens e mulheres atuam de forma decisiva nesse processo amoroso.

“Esse hormônio vai em direções diferentes em homens e mulheres. Os homens apresentam diminuição nos níveis enquanto as mulheres tendem a ter aumento de testosterona na fase inicial da paixão. Esse equilíbrio hormonal ajuda na aproximação. Com menos testosterona, os homens ficam menos agressivos na hora de se apaixonar. Já as mulheres, com níveis mais altos do hormônio, tornam-se mais confiantes na hora da conquista”, exemplifica.

Paixão menor, amor maior

Outra substância fundamental no complexo sistema afetivo-sexual humano é a ocitocina. “É um hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado na neuro-hipófise com importante função no parto e na amamentação. Ela ajuda as pessoas a ficarem juntas por muito tempo. Quando o relacionamento está mais avançado, a oxitocina facilita a identificação com o outro e a criação de laços estreitos, semelhantes aos da relação entre mãe e filhos”, explica.

A endocrinologista afirma, porém, que  paradoxalmente “a mesma oxitocina anula parte dos efeitos da noradrenalina e feniletilamina, fazendo a paixão esmaecer. No entanto, a relação romântica torna-se mais estável, principalmente com a ajuda das endorfinas, causando relaxamento e bem-estar”.

Coração reage, mas não atua nos mecanismos da paixão

Talvez um dos mais antigos mitos relacionados à interação entre o corpo e os sentimentos humanos é o que associa o coração ao amor. Mas, na realidade, o órgão responsável pelo bombeamento do sangue para todas as partes do nosso organismo é muito mais reativo que atuante na fisiologia da paixão.

“Embora o coração possua seus próprios sistemas intrínsecos de controle e possa continuar a operar sem quaisquer influências nervosas, a eficácia da ação cardíaca pode ser muito modificada pelos impulsos reguladores do sistema nervoso central que efetivamente atuam na sistemática da paixão”, define Natália Landim.

22:32 · 30.04.2012 / atualizado às 22:57 · 01.05.2012 por
Conceitos estéticos que envolvem a apreciação de uma obra de arte, como esta pintura de Salvador Dalí, ou da pessoa amada estimulam a mesma região cerebral, o córtex medial orbitofrontal Imagem: Icollector

Apreciar obras de arte, paisagens bonitas e a pessoa amada são atividades que envolvem as mesmas regiões cerebrais. É o que aponta a pesquisa da equipe do cientista Semir Zeki, do Laboratório de Neurobiologia da College London, na Inglaterra.

De acordo com o estudo, além de envolverem as mesmas regiões, o córtex medial orbitofrontal (que compõe o chamado sistema límbico) e o núcleo caudado (ligado ao aprendizado e à memória), os apaixonados tendem a considerar a pessoa desejada bonita, independente de ela se encaixar ou não nos padrões estéticos socialmente reconhecidos como belos.

Contudo, como já era relativamente bem mapeada a zona cerebral responsável pelo sentimento de desejo e de amor, o foco da pesquisa de Zeki foi ver como as pessoas reagiam diante de obras de arte. As cobaias foram 21 pessoas de diferentes culturas que foram expostas a mais de 100 pinturas e composições musicais.

Na primeira etapa do experimento, os voluntários tinham de classificar as obras de bonitas, feias ou indiferentes.  Na segunda etapa, elas eram novamente expostas às peças artísticas, mas dessa vez com eletrodos que monitoraram sua atividade cerebral.

O resultado, é que houve insignificante reação do cérebro, quando as pessoas estavam diante de obras que julgavam indiferentes. Já quando estavam diante das obras que consideravam bonitas, elas acionavam as mesmas áreas que acionavam quando viam fotografias de pessoas amadas. O estudo será publicado na revista PLoS One.

01:10 · 29.04.2012 / atualizado às 02:14 · 06.06.2012 por
Prazer sexual feminino seria mais intenso a partir da estimulação do chamado "ponto G", supostamente localizado na entrada da vagina. No entanto, maior parte dos ginecologistas e sexólogos considera que pesquisas feitas são falhas e duvidam da existência da estrutura Imagem: Deviant Art

Polêmica no mundo da anatomia, ginecologia e sexologia! Uma das mais controversas teorias científicas, a da existência de uma zona extremamente erógena no corpo feminino, provocadora de orgasmos intensos, apelidada de “ponto G”, ganhou mais um defensor.

O pesquisador norte-americano Adam Ostrzenski, do Instituto de Ginecologia de São Petersburgo, na Flórida (EUA), afirma ter encontrado a localização exata do “ponto G” ao fazer a autópsia de uma mulher de 83 anos que morreu de traumatismo craniano. A descoberta foi publicada na revista médica “The Journal of Sexual Medicine”.

 De acordo com Ostrzenski, a misteriosa zona erógena consiste numa estrutura bem delineada localizada na parede “da frente” da vagina e comprimida em um “casulo” de cerca de 3,3 mm. Uma vez desencapsulado, o suposto “ponto G”  se estendeu para as dimensões de 8,1 mm de comprimento, por 3,6 mm de largura e 0,4 mm de altura.

O tecido pesquisado tinha consistência fibrosa e coloração azulada. “É o único tecido que apresenta essa cor. Não há outra estrutura similar ao ponto G. Nunca se tinha ido tão profundamente dentro da vagina como essa pesquisa. Essa estrutura mostrou ter potencial de se esticar, de ficar maior, quando estimulada”, explica o ginecologista.

Mas por que ponto G? 

As pesquisas sobre a suposta estrutura anatômica erógena vem alimentando controvérsias desde 1950. O primeiro a propor a existência de uma região provocadora de orgasmos na genitália feminina foi o cientista alemão Ernst Grafenberg, ao pesquisar o funcionamento da uretra e sua eventual ligação com o prazer sexual nas mulheres.

Em 1981, uma nova pesquisa se debruçou sobre a pesquisa de uma região na vagina que foi batizada de zona de Grafenberg e logo de “ponto G”. No entanto, diversas pesquisas já aconteceram de lá para cá, desmentindo ou minimizando a importância dessas estruturas anatômicas no orgasmo feminino.Entre os que minimizam os resultados da pesquisa de Ostrzenski, está o ginecologista brasileiro Gerson Lopes, presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Ele diz que “já é consenso médico é que a única parte sensível da vagina é o músculo localizado logo na entrada do genital, que pode ficar erétil quando a mulher fica excitada ou a partir da entrada do pênis, mas nunca definiram uma região anatomicamente e histologicamente na vagina. É muito mais fácil imaginar que seja o corpo clitoridiano abordado do que um ponto especial”.

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