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Tag: bebês


16:29 · 16.05.2018 / atualizado às 16:29 · 16.05.2018 por
Atualmente, a identificação do sexo do bebê pode ser feita pela análise de sangue, coletado a partir da punção das veias da gestante Foto: ShutterStock

Estudo coordenado pelo pesquisador Gustavo Barra publicado na revista Prenatal Diagnosis mostra ser possível identificar o sexo do bebê a partir de algumas gotas de sangue retirada da ponta de dedo da gestante.

Com o resultado do trabalho, realizado pelo Setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Sabin Medicina Diagnóstica, em Brasília, a equipe parte agora para a construção de kits de coleta que permitam o uso da descoberta na rotina dos laboratórios, semelhantes àqueles que são usados para identificação de taxas de glicose no sangue. “Será um conforto para as gestantes. Além de permitir que a amostra seja obtida mesmo em locais onde não haja profissionais especializados para fazer a coleta de sangue”, afirmou o coordenador.

Atualmente, a identificação do sexo do bebê pode ser feita pela análise de sangue, coletado a partir da punção das veias da gestante. Isso é possível porque o DNA da porção fetal da placenta percorre a circulação sanguínea da gestante antes de ser eliminado pelos rins, fígado e enzimas presentes no sangue. Quando é encontrado o cromossomo Y, há a indicação de que o feto é masculino.

O estudo mostrou que a identificação também é possível quando o sangue é retirado de vasos sanguíneos de diâmetros reduzidos, os capilares. Assim como ocorre com o teste tradicional, a punção no dedo pode ser feita a partir da 8ª semana de gestação. A pesquisa foi feita com 101 voluntárias.

O estudo revelou, no entanto, que o sucesso da técnica depende do preparo na área onde a punção será feita. “Em algumas análises, o cromossomo Y era encontrado, mas constatávamos depois que se tratava de um feto feminino.” Pesquisadores então identificaram que o erro ocorria porque na ponta dos dedos das gestantes havia também o DNA de outras pessoas. “A contaminação poderia ocorrer de diversas formas. Seja num aperto de mão, seja pegando objetos que acabaram de ser tocados por um outro homem”, conta Barra.

A solução encontrada foi limpar a área onde seria feita a punção com hipoclorito de sódio, mesma substância usada para fazer a higienização de água. Barra conta que, depois da publicação do trabalho, a equipe já foi procurada por empresas dos Estados Unidos e da América Latina interessadas em parcerias para o desenvolvimento de kits de diagnóstico.

Não há ainda prazo para que o produto entre no mercado. Mas Barra estima que o processo não deverá ser demorado.

Com informações: Estadão Conteúdo

18:03 · 03.01.2018 / atualizado às 18:06 · 03.01.2018 por
As novas substâncias regulamentadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) geram uma imunidade maior e requerem menos doses Foto: Tiny Step

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a primeira vacina contra a febre tifoide que pode ser ampliada em crianças maiores de 6 meses.

A informação foi divulgada pelo organismo nesta quarta-feira (3). As vacinas conjugadas contra a febre tifoide (TCV, na sigla em inglês) são inovadoras por gerarem uma imunidade maior do que as mais antigas, requerem menos doses e podem ser administradas em crianças pequenas por meio de programas rotineiros de imunização.

Outras vacinas também foram aprovadas internacionalmente para serem usadas em humanas, mas só a partir dos dois anos. O aval da OMS faz com que a vacina possa ser adquirida pelas demais agências da ONU, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Gavi, a Aliança Mundial para Vacinas.

A decisão foi tomada depois de o grupo de especialistas de assessoria estratégica sobre imunização, que aconselha a OMS, ter recomendado em outubro de 2017 a TCV para uso rotineiro em crianças maiores de seis meses em países onde a febre tifoide é endêmica.

O grupo de especialistas recomendou, além disso, a introdução da vacina conjugada de maneira prioritária em países com as taxas mais elevadas de febre tifoide ou de resistência antibiótica à bactéria Salmonella Typhi, que causa a doença.

O uso da vacina também deve ajudar a conter o uso frequente de antibióticos contra a doença e, portanto, auxiliar a reduzir o “alarmante aumento” da resistência da bactéria aos medicamentos.

Pouco depois da recomendação do grupo de especialistas, o conselho da Gavi aprovou um financiamento de US$ 85 milhões para adotar o uso da TCV a partir de 2019. A febre tifoide é uma infecção grave, às vezes mortal, contraída através da água ou alimentos contaminados. Entre os sintomas da doença estão febre, cansaço, dor de cabeça, de estômago, diarreia e resfriados.

Para milhões de pessoas em países pobres, a doença é uma realidade diária. A cada ano são registrados entre 11 milhões e 20 milhões de casos, além de cerca de 161 mil mortes.

Com informações: Agência Brasil