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Tag: Califórnia


19:28 · 17.12.2017 / atualizado às 19:39 · 17.12.2017 por
Foram estudados incidentes apontados por militares dos EUA Foto: US Air Force

O Pentágono admitiu ter financiado um programa secreto bilionário para investigar aparições de objetos voadores não identificados (óvnis).

O programa foi encerrado em 2012, de acordo com o Departamento de Defesa, mas reportagem do jornal “The New York Times” relatou que ele ainda está em execução. Os funcionários continuam a estudar incidentes apontados por militares dos Estados Unidos, em paralelo às suas atividades regulares no Pentágono.

O chamado Programa de Identificação Avançada de Ameaças de Aviação operou de 2007 a 2012 e recebeu 12 milhões de dólares por ano de financiamento, escondido no gigantesco orçamento do Pentágono, disse o Times, citando participantes e registros do programa.

O programa forneceu documentos que descrevem as aparições de aparatos voadores não identificados que pareciam se mover rapidamente, sem sinais visíveis de propulsão, ou sem meios aparentes de se erguer, afirmou o Times.

Funcionários do programa também examinaram vídeos dos encontros de aeronaves militares norte-americanas com objetos desconhecidos. Um deles, divulgado em agosto, mostra um objeto oval branco do tamanho de um avião sendo seguido por dois jatos da Marinha de um porta-aviões da costa da Califórnia em 2004, acrescentou a reportagem. O Departamento de Defesa disse em nota que o programa foi encerrado.

“O Programa de Identificação Avançada de Ameaças de Aviação foi concluído em 2012. Determinou-se que havia outra questões mais prioritárias que mereciam financiamento e foi com a melhor das intenções que o Departamento fez essa mudança”, afirmou.

“O Departamento de Defesa leva muito a sério todas as ameaças e ameças em potencial ao nosso povo, nossos ativos e nossa missão, e toma ações quando qualquer informação verossímil aparece”.

Com informações: AFP

20:43 · 12.07.2016 / atualizado às 23:22 · 12.07.2016 por
Foto: Inquisitr
Infraestrutura antiga, riscos sobre o abastecimento de água e de incêndios destrutivos são alguns dos pontos fracos que precisam ser resolvidos na perspectiva de um terremoto de até oito graus de magnitude na escala Richter Foto: Inquisitr

Além do sol, das palmeiras e de Hollywood, há uma grande certeza na Califórnia: a de que um violento terremoto vai ocorrer em algum momento.

Um relatório recente afirma que este estado do sudoeste dos Estados Unidos não está preparado para o ‘Big One’ (o grande), e as autoridades locais e as principais empresas têm de enfrentar essa realidade para “evitar que o desastre inevitável se transforme em uma catástrofe”.

Infraestrutura antiga, riscos sobre o abastecimento de água e de incêndios destrutivos são alguns dos pontos fracos que devem ser resolvidos na perspectiva de um terremoto de até oito graus de magnitude na escala Richter ao que a Califórnia está exposta, indicou um grupo de empresários e políticos no relatório.

O calcanhar de Aquiles do estado, segundo o documento, é o Cajon Pass, uma estreita passagem montanhosa onde a impressionante falha geológica de San Andreas passa debaixo de vias vitais como estradas, trechos ferroviários, aquedutos, oleodutos, gasodutos e cabos de alta tensão da rede elétrica.

Um sismo provocado por movimentos de placas da falha de San Andreas cortaria quase toda a passagem para o sul do estado, impedindo o fornecimento de ajuda humanitária a cerca de 20 milhões de pessoas e complicando o trabalho de reconstrução, afirmam os especialistas. As rupturas de oleodutos poderiam gerar explosões e incêndios que seriam difíceis de controlar.

“Quando o terremoto ocorrer, todos os aquedutos se romperão ao mesmo tempo”, explicou a sismóloga Lucy Jones, assessora da comissão de Redução de Riscos de Desastres do sul da Califórnia, que produziu o relatório. A única maneira de remediar isto, segundo Jones, é buscar fontes de água alternativas, incluindo aquíferos poluídos debaixo da região de Los Angeles que poderiam ser tratados, embora a um custo muito alto. “A melhor defesa contra um aqueduto partido é não precisar de um aqueduto”, afirmou Jones.

Instalar válvulas automáticas de interrupção nos gasodutos e oleodutos próximos à falha de San Andreas também poderia evitar incêndios, indica o relatório. A energia solar poderia servir para manter a comunicação com o resto do mundo quando o ‘Big One’ tiver cortado o abastecimento de eletricidade.

‘Todos juntos nessa’

Muitos edifícios e casas no sul da Califórnia correm o risco de desabar.  Estas localidades deveriam seguir o exemplo de Los Angeles e exigir a modernização das suas estruturas, recomendam os especialistas.

Além disso, as normas de construção devem ser atualizadas para garantir também que as estruturas possam continuar funcionando após um grande terremoto. “Hoje estamos incorporando uma grande vulnerabilidade econômica nas construções”, comentou Jones. “Não vamos matar pessoas com estes edifícios, mas não poderemos usá-los depois, e isso é grave”.

“Por um custo 1-2% maior poderíamos, muito provavelmente, construir edifícios que continuem sendo utilizáveis”, garantiu. Segundo simulações da Agência geológica americana (USGS), um terremoto de 7,8 graus de magnitude na ponta sul da falha de San Andreas causaria um tremor de cerca de dois minutos, mataria ao menos 1.800 pessoas, deixaria cerca de 53.000 feridos e geraria danos materiais no valor de 213 bilhões de dólares.

O maior terremoto já registrado na Califórnia foi o de Fort Tejon em 1857, que provocou uma ruptura de 360 km na falha de San Andreas. Os cientistas dizem que, desde então, a pressão e a energia sísmicas aumentaram de maneira dramática ao longo da falha, que marca o limite entre duas placas tectônicas, uma da América do Norte e outra do Pacífico.

“É inevitável que ocorra um grande terremoto porque a pressão tem que ser aliviada”, afirmou Robert Graves, sismólogo da USGS. Dada a certeza de que o desastre ocorrerá, a Califórnia deve agir em relação às suas vulnerabilidades para limitar os danos, indicou Graves.

“Se todos os edifícios do meu bairro desmoronam e os sistemas de abastecimento de água e eletricidade não funcionam, não importa se a minha casa está intacta. Estamos todos juntos nessa”, completou.

Com informações: AFP

21:28 · 14.07.2014 / atualizado às 18:09 · 14.07.2014 por
Foto: Associated Press
Em 1994, o terremoto de Northridge (EUA) de magnitude 6,7 matou 57 pessoas e deixou mais de 5 mil feridos Foto: Associated Press

A Califórnia, nos Estados Unidos, registra mais de 30 mil tremores anualmente. Mas a maioria deles são tão pequenos que mal conseguem ser sentidos. Uma série de tremores, no entanto, têm chamado a atenção dos especialistas em 2014.

Neste ano, o território da Grande Los Angeles tremeu com uma frequência não observada desde 1994. Os últimos seis meses registraram intensa atividade sísmica com terremotos que ultrapassaram a marca dos 4.0 graus na escala Richter.

Em 1994, o terremoto de Northridge de magnitude 6.7 matou 57 pessoas e deixou mais de 5 mil feridos. Desde então, raramente foram observados tremores maiores que 4.0. O que essa nova série de tremores significa? A verdade é que os cientistas estão divididos sobre o que pode acontecer no curto prazo.

De acordo com o instituto de pesquisa U.S. Geological Survey, há maior probabilidade de um grande terremoto acontecer ainda neste ano. “De modo geral, quando há tremores frequentes, há maior probabilidade de tremores ainda maiores”, diz a sismóloga Lucy Jones

The Big One

De acordo com os especialistas, um terremoto de escalas catastróficas está por vir. Trata-se do chamado The Big One, um terremoto de escala 8 ou superior que seria capaz de matar até 20 mil pessoas.

O que explica a chegada do Big One é a falha de San Andreas, uma área geologicamente instável causada pelo afastamento de duas placas tectônicas. Com 1300 quilômetros de extensão, essa falha se localiza bem no estado da Califórnia.

Um estudo de cientistas da Universidade de Stanford e do MIT, publicado em maio, afirma que se o Big One atingir a falha de San Andreas próximo de Palm Springs, é provável que as ondas sísimicas atinjam o coração de Los Angeles.

Doug Smith, um veterano jornalista de dados do jornal Los Angeles Times, esteve presente em grandes terremotos do passado, inclusive o de Northridge, cujo epicentro foi próximo de uma universidade às 4h30 da manhã.

Após o tremor, materiais tóxicos do laboratório da universidade vazaram. “Com certeza, teríamos centenas de milhares de mortos, caso o terremoto tivesse ocorrido algumas horas mais tarde. Seria um desastre”, analisa Smith.

Inadequação das construções

Além da imprevisibilidade dos terremotos, há um outro problema caso um terremoto de grande magnitude atinja a região de Los Angeles. Alguns edifícios, sobretudo os construídos antes de 1975, não estão preparados para aguentar um terremoto de grande escala.

“As melhores evidências que temos mostram que 5% dos edifícios de concreto podem desabar totalmente”, diz Smith. “Nós nunca podemos eliminar completamente o risco de um prédio desabar. Mas é possível reduzir o risco com técnicas de engenharia que adicionam componentes na estrutura dos prédios”, explica o engenheiro estrutural Dilip Khatri.

Segundo os sismólogos, o Big One é um fato certo. Todos dizem que vai acontecer mais dia menos dia. Mas ninguém consegue prever exatamente quando.

Com informações: Portal Terra