Busca

Tag: Câncer


21:00 · 01.06.2016 / atualizado às 13:06 · 06.06.2016 por
Foto: Genetic Literacy Project
Vacina induziu o sistema imunológico a responder fortemente contra tumores em camundongos e em três pacientes humanos com melanoma avançado. Foto: Genetic Literacy Project

Testes já foram feitos com sucesso em camundongos e em três humanos

Cientistas da Alemanha e da Holanda descreveram uma nova estratégia de vacinação contra o câncer capaz de atacar os tumores, colocando em ação mecanismos do sistema imunológico que normalmente são acionados contra infecções virais.

O estudo publicado na última terça-feira na revista Nature Communications mostra que a vacina induziu o sistema imunológico a responder fortemente contra tumores em camundongos e em três pacientes humanos com melanoma avançado.

Segundo os autores, a estratégia é um grande passo para o futuro desenvolvimento de uma vacina universal para tratamento imunoterápico de câncer.

A vacina tem por base nanopartículas de RNA tumoral, isto é, os cientistas injetaram nos pacientes moléculas de RNA do tumor criadas em laboratório e envoltas em uma membrana de gordura. Depois de entrar nas células, as nanopartículas liberam o RNA tumoral, que funciona como um antígeno, ou seja, disparam o mecanismo que defende o corpo humano de invasões virais, redirecionando-o para identificar e atacar as células tumorais.

As nanopartículas carregam o RNA tumoral diretamente para os glóbulos brancos que protegem o corpo de micróbios invasores, acionando as células T, que induzem células tumorais à autodestruição.

Com informações: Agência Estado

22:12 · 31.05.2015 / atualizado às 22:12 · 31.05.2015 por
Foto: Wright State Physicians
O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais Foto: Wright State Physicians

A imunoterapia, que utiliza a energia do sistema imunológico para atacar o câncer, é mais potente contra o melanoma quando dois agentes são combinados, mas os efeitos colaterais são mais fortes em alguns pacientes – disseram cientistas neste domingo (31).

Os resultados de um ensaio clínico de fase III comparando a ação terapêutica da nivolumab (Opdivo), isoladamente ou em combinação com ipilimumab (Yervoy) mostram que a ação conjunta de ambas as terapias foi “significativamente mais eficaz do que o ipilimumab sozinho”, de acordo com resultados apresentado neste domingo durante a conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago (Illinois, norte dos Estados Unidos). O Opdivo bloqueia uma proteína PD-1 que evita que o sistema imunológico localize e destrua as células cancerosas.

O Yervoy, a primeira imunoterapia desenvolvida contra o melanoma, desbloqueia a proteína CTL-4 encontrada nas células do sistema imunológico, o que lhes permite atacar o câncer. Ambas as moléculas são fabricadas pela farmacêutica norte americana Bristol-Meyers Squibb, que financiou o estudo.

Depois de nove meses de tratamento, o nivolumab mais do que duplicou o período médio sem progressão do melanoma em comparação com ipilimumab, para 6,9 meses versus 2,9 meses. Mas quando ambos os tratamentos são combinados, este período aumentou para cerca de 11,5 meses.

A taxa de resposta para o tratamento foi também mais alta entre os pacientes que receberam a imunoterapia combinada. O número de efeitos colaterais importantes foi mais alto entre os pacientes que receberam o tratamento nivolumab-ipilimumab combinado. Alguns tiveram parar o tratamento duplo.

Até agora, o ipilimumab e o nivolumab foram aprovados pela Food and Drug Administration (FDA , por sua sigla em inglês), apenas para tratar separadamente melanomas metastáticos inoperáveis ou avançados que não respondem aos tratamentos convencionais.

O que é o melanoma

O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal e genitais.

Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração.

É, portanto, um câncer com grande letalidade, entre 50% e 70%.

Com informações: AFP/Blog Minha Vida

23:38 · 18.05.2015 / atualizado às 23:47 · 18.05.2015 por
 Um dos medicamentos incluídos é o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte Foto: Info Farmácia
Um dos medicamentos incluídos é o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte Foto: Info Farmácia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou neste mês a inclusão de 16 novos medicamentos para tratar o câncer na Lista-Modelo de Medicamentos Essenciais para Adultos (EML) e Crianças (eMLC).

Agora a organização considera como prioritários para o tratamento oncológico um total 46 fármacos, que devem ser oferecidos no sistema público de todos os países. Os novos fármacos foram sugeridos à organização por um estudo feito por 90 médicos espalhados pelo mundo.

Um dos colíderes da força-tarefa do estudo, Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas do Brasil, ressaltou que esta foi a maior inclusão de medicamentos desde a criação da lista, em 1977. “Ficamos muito contentes que a OMS aprovou 16 das 22 drogas que sugerimos. Elas têm impacto significativo na sobrevida e, muitas vezes, na qualidade de vida dos pacientes”, informou Lopes.

“Ela inclui alguns medicamentos que já são genéricos, mas também de alguns de alto custo, como o trastuzumab, o imatinib e o rituximab, que são usados para tratamento de câncer de mama, mieloide crônica e linfoma, respectivamente”, disse.

SUS

O oncologista lembrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vários dos medicamentos recém incluídos na lista, mas alguns são restritos a tratamentos específicos.

Ele citou, como exemplo, o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento adjuvante, que é posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte. “A lista da OMS agora também inclui a droga para o tratamento de pacientes com a doença mais avançada, metastática, para que elas vivam melhor e por mais tempo. Essa é uma das novidades da lista deste ano”, declarou.

Lopes comemorou também o fato de a OMS ter sinalizado que a atualização da lista-modelo passará a ser anual ou bienal. “A última revisão ocorreu há mais de uma década, mas conseguimos chegar a um acordo de que essas revisões devem ser periódicas e não só quando há pressão muito grande de pacientes e médicos”, disse.

Com informações: Agência Brasil

18:14 · 25.04.2015 / atualizado às 18:18 · 25.04.2015 por
Imagem: John  Dubinski
De acordo com cosmólogos, essas partículas teóricas (aqui representadas artisticamente) sem luz, impregnam o universo e mantém as galáxias juntas Imagem: John Dubinski

No começo deste ano, a Dra. Sabine Hossenfelder, física teórica de Estocolmo, na Suécia, fez a sugestão surpreendente de que a matéria escura pode causar câncer. De acordo com cosmólogos, essas partículas teóricas, sem luz, impregnam o universo e mantém as galáxias juntas.

Embora ainda necessite ser detectada diretamente, presume-se que a matéria escura exista porque nós podemos ver os efeitos de sua gravidade. À medida que suas partículas invisíveis passam por nossos corpos, elas podem provocar mutações no DNA, assegura a teoria, somando-se em uma escala muito baixa ao índice total de câncer.

Foi perturbador ver dois reinos aparentemente diferentes, cosmologia e oncologia, de repente serem justapostos. Porém, esse foi apenas o começo. Logo após Hossenfelder ter puxado o assunto em ensaio publicado na internet, Michael Rampino, professor da Universidade de Nova York, acrescentou geologia e paleontologia ao cenário. Em artigo para a Real Sociedade Astronômica, ele propôs que a matéria escura é responsável pelas extinções em massa que periodicamente varreram a Terra, incluindo a que matou os dinossauros.

A ideia é baseada em especulações de outros cientistas segundos os quais a Via Láctea é fatiada horizontalmente pelo centro por um disco fino de matéria escura. À medida que o Sol, viajando pela galáxia, sobe e desce através desse plano escuro, ele gera ecos gravitacionais capazes de deslocar cometas distantes de suas órbitas, enviando-os em rota de colisão com a Terra. Uma versão anterior dessa hipótese foi apresentada no ano passado pelos físicos Lisa Randall e Matthew Reece, de Harvard. Porém, Rampino acrescentou outro toque: durante a viagem galáctica da Terra, a matéria escura se acumula em seu núcleo. Ali, as partículas se autodestroem, gerando calor suficiente para provocar erupções vulcânicas mortais. Atacados por cima e por baixo, os dinossauros sucumbiram.

É surpreendente ver algo tão abstrato quanto a matéria escura ganhar tanta solidez, ao menos na mente humana. A ideia foi criada no começo da década de 1930 como um mecanismo teórico – um meio de explicar observações que de outra forma não fariam sentido. As galáxias parecem estar girando tão rápido que elas deveriam ter se separado há muito tempo, arremessando as estrelas como se fossem fagulhas de fogos de artifício. Simplesmente não existe gravidade suficiente para manter uma galáxia unida, a não ser que ela esconda uma quantidade enorme de matéria invisível – partículas que não emitem nem absorvem luz.

Alguns independentes propõem alternativas, tentando ajustar as equações da gravidade para explicar o que parece ser massa desaparecida. Porém, para a maioria dos cosmólogos, a ideia da matéria invisível se enraizou tanto que é quase impossível viver sem ela.

Superabundância

Supostamente cinco vezes mais abundante do que as coisas vistas, a matéria escura é um componente crucial da teoria por trás da lente gravitacional, segundo a qual grandes massas como as galáxias podem curvar raios de luz e fazer as estrelas aparecerem em partes inesperadas do céu.

Essa foi a explicação para a observação espetacular de uma “Cruz de Einstein” informada no mês passado. Funcionando como lentes enormes, um conglomerado de galáxias defletiu a luz de uma supernova em quatro imagens – uma miragem cosmológica. A luz de cada reflexo tomou um caminho diferente, gerando relances de quatro momentos diferentes da explosão.

Entretanto, nem sequer um conglomerado galáctico exerce gravidade suficiente para curvar a luz tão gravemente a menos que se defenda que a maior parte de sua massa seja formada pela hipotética matéria escura. Na verdade, os astrônomos têm tanta certeza de que a matéria escura existe que adotaram a lente gravitacional como ferramenta para mapear sua extensão.

Trocando em miúdos, a matéria escura é utilizada para explicar a lente gravitacional, e esta é tida como outro indício da existência da matéria escura.

Tentativas de detecção

Embora sua identidade continue desconhecida, a maioria dos teóricos aposta que a matéria escura seja formada por partículas maciças fracamente interagentes – conhecidas pela sigla inglesa, Wimp. Se elas realmente existirem, pode ser possível ter um vislumbre delas quando interagirem com matéria comum.

Baseados nessa esperança, cientistas construíram detectores subterrâneos numa tentativa de medir o impacto das partículas à medida que voam pela Terra e, ocasionalmente, colidem com átomos de xenônio, argônio ou alguma outra substância. Porém, até agora não aconteceram choques. Segundo as estimativas de Hossenfelder, entre dez a alguns milhares de vezes por ano as Wimps podem atingir alguns dos nossos átomos, incluindo os que compõem o DNA. A energia seria forte o bastante para quebrar os elos moleculares e provocar mutações.

Quando se trata de câncer, essa é uma ameaça insignificante. Dois colegas de Hossenfelder, Katherine Freese e Christopher Savage, estimaram que os raios cósmicos cortando o corpo humano causem mais dano por segundo do que a matéria escura numa vida inteira.

Todavia, o efeito da matéria escura ainda é forte a ponto de cientistas cogitarem usar moléculas de DNA ou RNA como detectores de Wimps.

Com informações: The New York Times/UOL Ciência

09:30 · 03.01.2015 / atualizado às 09:43 · 03.01.2015 por
Foto: ESA
Talvez o feito científico mais notável de 2014 (e até do século XXI) tenha sido o pouso do robô Philae, da Agência Espacial Europeia, no cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, em 12 de novembro. Foi a primeira vez que um objeto construído pela Humanidade pousou em um cometa  Foto: ESA

Em 2014, o blog mudou de nome. Embora, sem desviar o olhar das pesquisas e descobertas científicas feitas no Ceará, nossa cobertura nacional e internacional foi amplificada no ano que passou.

Daí resolvemos mudar de Ceará Científico para Diário Científico, valorizando também o espaço que nos é concedido naquele que é o jornal de maior circulação do Estado, o Diário do Nordeste, que em 2014 também ampliou sua atuação em plataformas digitais.

Mas o ano que se encerrou na última quarta-feira, não foi de mudanças apenas em nosso blog, a Ciência também trouxe transformações, principalmente em nosso conhecimento sobre o espaço, sobre a saúde humana, sobre as origens da vida, sobre o mundo das partículas subatômicas.

Para relembrar as mais importantes descobertas e notícias científicas de 2014, o Diário Científico selecionou um post de cada mês, avaliado como o mais relevante publicado neste blog. Confira!

Janeiro

Nanopartículas transportadoras de proteína mostram eficácia contra câncer em metástase

Cientistas na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram nanopartículas que permanecem na corrente sanguínea e matam células do câncer ao ter contato com elas. A equipe de Cornell criou nanopartículas que transportam a proteína Trail (que também significa “trilha”), que tem a capacidade de matar o câncer e já era utilizada em tratamentos experimentais, além de outras proteínas “grudentas”.

Fevereiro

Brasil lançou 80 veículos espaciais em 10 anos; confira entrevista com diretor do CLA

Pouca gente sabe, mas em média o Brasil lançou um foguete ao espaço a cada 46 dias entre 2003 e 2013. O feito fica ainda mais impressionante quando se considera um investimento para o setor aeroespacial que representa apenas pouco mais de 0,01% do Orçamento da União e que no dia 22 de agosto de 2003, uma explosão na principal base de lançamento de foguetes do país matou 21 dos mais brilhantes cientistas brasileiros.

Março

Brasil participa de descoberta de anéis de corpo celeste conhecido como centauro

Uma observação feita por astrônomos de vários países, incluindo pesquisadores do Brasil, permitiu a descoberta de anéis em um corpo celeste do sistema solar do tipo centauro, pequenos objetos que orbitam ao redor do Sol atravessando as órbitas dos planetas. O objeto, denominado Chariklo, está situado entre as órbitas de Saturno e Urano, e tem dois anéis, distantes cerca de 9 quilômetros um do outro.

Abril

Encontrado primeiro exoplaneta habitável do tamanho da Terra

Cientistas descobriram o primeiro planeta fora do Sistema Solar de tamanho semelhante ao da Terra e onde pode existir água em estado líquido, o que o torna habitável. A descoberta reforça a possibilidade de encontrar planetas similares à Terra.  “O que torna esta descoberta algo particularmente interessante é que este planeta, batizado de Kepler-186f, tem o tamanho terrestre”, destaca Elisa Quintana, astrônoma.

Maio

 Mosquitos da dengue podem transmitir nova doença: a febre chikungunya

Os mosquitos Aedes aegypti e A. albopictus – os mesmos que transmitem a dengue – são eficazes em transmitir a febre chikungunya. Os resultados para o Rio de Janeiro foram especialmente preocupantes: quase 90% dos mosquitos eram capazes de transmitir a doença sete dias após infectados. Em alguns casos os mosquitos já tinham uma carga suficiente na saliva apenas dois dias depois de receberem os vírus.

Junho

Projeto Andar de Novo é alvo de polêmica nas redes sociais

Críticos de Miguel Nicolelis, líder do projeto Andar de Novo, comemoraram o que teria sido um fracasso. Em vez do show de um paraplégico equipado com uma veste robótica, que andaria e chutaria uma bola só com a força do pensamento, o pontapé inicial do Mundial ganhou menos de três segundos de televisão. Esperança de um primeiro Prêmio Nobel verde-amarelo, Nicolelis culpou a Fifa pela exibição relâmpago de seu experimento na TV.

Julho

Pesquisadores encontram terceira população de ave ameaçada de extinção no Ceará

A equipe do Projeto Periquito Cara-Suja, parte do Programa de Conservação de Aves Ameaçadas da Aquasis, descobriu uma pequena população de periquitos-cara-suja, ave em perigo crítico de extinção, na região da Serra Azul no município de Ibaretama (CE). Ao todo foram identificados cinco indivíduos da espécie Pyrrhura griseipectus residindo em um ninho localizado em uma pequena cavidade no alto de um paredão.

Agosto

Sonda europeia é a primeira da História a entrar na órbita de um cometa

A sonda europeia Rosetta entrou  na órbita de um cometa, depois de ter passado quase uma década no seu encalço. A nave se aproximou do 67P/ Churyumov-Gerasimenko para investigar a estrutura e composição do astro. Uma das teorias sobre o início da vida na Terra postula que os primeiros ingredientes da chamada “sopa orgânica” vieram de um cometa. Os instrumentos da Rosetta devem observar o cometa por mais de um ano.

Setembro

Índia põe sonda em órbita de Marte na primeira tentativa; feito é inédito para um país asiático

A Índia se tornou o primeiro país asiático a colocar um satélite em órbita de Marte. Com a chegada da MOM (Mars Orbiter Mission), também batizada Mangalyaan (“nave marciana” em sânscrito), o segundo país mais populoso do mundo venceu uma corrida particular contra seus rivais Japão e China. Ambos já haviam tentado estabelecer um orbitador ao redor do “Planeta vermelho” antes, mas fracassaram.

Outubro

Quatro estados nordestinos avistam clarão no céu; detrito do cometa Halley pode ser responsável

Moradores de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte surpreenderam-se com um clarão repentino no céu no dia 15 daquele mês. O fenômeno que assustou muita gente e dominou as redes sociais na região chama-se bólido ou fireball (bola de fogo), segundo a Sociedade Astronômica do Recife. Segundo os astrônomos, a luminosidade é oriunda de aquecimento resultante do atrito com gases da atmosfera.

Novembro

Após pouso histórico em cometa, robô Philae pode ficar sem energia a qualquer momento

O veículo Philae, estabilizado na superfície de um cometa, está recebendo pouca luz em seus painéis solares, o que comprometeu a duração da sua bateria – e afetou a histórica missão da Agência Espacial Europeia (ESA). Cientistas que trabalham no projeto espacial analisam como movimentar o robô para que receba mais luz. O Philae está estacionado à sombra de um penhasco a 1km do local planejado.

Dezembro

Robô da Nasa acha moléculas orgânicas, possíveis sinais de vida, em Marte

A presença de metano na atmosfera de Marte e de elementos químicos orgânicos no solo do planeta vermelho são as mais recentes e provocantes descobertas do veículo explorador Curiosity, da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), na busca de pistas sobre a possibilidade de vida extraterrestre. Os cientistas disseram que o Curiosity captou irrupções esporádicas de metano, um gás que tem fortes conexões com a vida.

20:48 · 15.01.2014 / atualizado às 21:05 · 15.01.2014 por
Imagem: Helplink
Sistema não tem um “efeito dominó” no sistema imunológico e não danifica outras células sanguíneas ou o revestimento dos vasos sanguíneos Imagem: Helplink

Cientistas na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram nanopartículas que permanecem na corrente sanguínea e matam células do câncer ao ter contato com elas.

A equipe de Cornell criou nanopartículas que transportam a proteína Trail (que também significa “trilha”), que tem a capacidade de matar o câncer e já era utilizada em tratamentos experimentais, além de outras proteínas “grudentas”.

“Estas células cancerosas circulantes estão condenadas”, disse Michael King, professor de engenharia biomédica Cornell e autor sênior do estudo. “Cerca de 90% das mortes por câncer estão relacionados a metástases, mas agora nós encontramos uma maneira de enviar um exército de glóbulos brancos que causam apoptose (morte da célula cancerosa) obliterando-os da corrente sanguínea”, acrescentou.

King explicou ainda que “quando cercado por essas células, torna-se quase impossível para a célula cancerosa escapar . Quando estas pequenas esferas eram injetadas no sangue, se agarravam aos leucócitos, ou células brancas”. Testes mostraram que na corrente sanguínea, os leucócitos “esbarravam” com as células cancerígenas que se desprendiam do tumor principal e viajavam pelo organismo.

Mas as células de câncer morriam em contato com a proteína Trail, grudada nas células brancas. “Os resultados na verdade são extraordinários, em sangue humano e em camundongos. Após duas horas de fluxo sanguíneo, elas (as células do tumor) desintegraram-se literalmente.” King acredita que as nanopartículas poderão ser usadas antes da cirurgia ou da radioterapia, que podem resultar em células se desprendendo do tumor principal.

O tratamento também poderia ser usado em pacientes com tumores muito agressivos, para prevenir que eles se espalhem. No entanto, ainda é necessário realizar diversos testes de segurança em camundongos e animais maiores para que aconteça um teste clínico em humanos.”Há muito trabalho a fazer. Ainda é preciso fazer muitas descobertas antes de que isto possa beneficiar os pacientes”, afirmou King.

Até agora, os dados indicam que o sistema não tem um “efeito dominó” no sistema imunológico e não danifica outras células sanguíneas ou o revestimento dos vasos sanguíneos.

Com informações: Blog Câncer e Saúde

22:28 · 27.03.2013 / atualizado às 01:45 · 28.03.2013 por

Um conjunto de 13 artigos assinados por pesquisadores de mais de 160 grupos espalhados pelo mundo apresenta uma análise em larga escala de alterações genéticas ligadas ao câncer.

O resultado é a descoberta de mais de 70 novas alterações em regiões do genoma cuja presença indica uma probabilidade maior de desenvolver tumores de próstata, mama e ovário.

Além de ajudar a desvendar como essas “trocas de letras” do DNA contribuem para o aparecimento da doença, o objetivo do trabalho é mudar a forma como o câncer é rastreado na população, personalizando a indicação de exames que procuram sinais precoces da doença, como mamografias.

Hoje já se sabe que 30% dos cânceres têm um componente hereditário. Quando os médicos suspeitam, pelo histórico familiar, por exemplo, que uma pessoa carrega uma predisposição ao câncer, é possível realizar testes genéticos para confirmar isso e tomar precauções.

Exames

Já há no mercado, na rede privada e em centros de pesquisa também de instituições públicas, testes que procuram no genoma dos pacientes essas alterações nas “letras químicas” que indicam doenças. No entanto, eles só buscam um pequeno número de mudanças bem conhecidas e associadas ao risco.

Entre elas estão as alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, fortemente ligadas a câncer de mama e ovários. Segundo José Cláudio Casali, oncogeneticista do Hospital Erasto Gaertner e professor da PUC do Paraná, em 70% dos casos de câncer de mama em que há suspeita de componente hereditário não se consegue achar a mutação associada.

O conhecimento de mais indicadores deve reduzir essa incerteza. Com um resultado em mãos, o paciente pode tomar precauções. “Não é porque está escrito no DNA que o câncer está no seu destino”, diz Casali. Entre as possíveis providências estão o uso de remédios para prevenir um tumor, cirurgias, como a retirada de ovários ou mama, o aumento de frequência de exames de detecção precoce e mudanças no estilo de vida.

“Hoje já está estabelecido o conceito de tratamento personalizado para o câncer, mas fala-se pouco em prevenção personalizada”, completa Casali. As alterações genéticas mais procuradas nos testes disponíveis hoje na rede privada de saúde são raras. O que os pesquisadores estavam procurando eram trocas de letras mais comuns na população. Isoladamente, cada uma indica um risco só um pouco aumentado.

Em conjunto, segundo uma das pesquisas, assinada por Douglas Easton, da Universidade de Cambridge, e colegas, as alterações colocam 1% das mulheres com um risco até quatro vezes maior de ter câncer de mama do que a população em geral. Em um futuro próximo, essas informações podem melhorar a programação de mamografias e exames de próstata periódicos, por exemplo, de acordo com o perfil de risco de cada um.

“Mesmo com o rastreamento, hoje você pode, por um lado, deixar casos passarem e, por outro, fazer exames em excesso”, afirmou Vilma Regina Martins, diretora do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital A.C. Camargo.

15:07 · 20.11.2012 / atualizado às 23:41 · 20.11.2012 por
Veneno da cascavel ajudou cientistas do Instituto Butantã a desenvolver droga eficaz no combate ao câncer de pele Imagem: Reprodução da TV / Rede Globo

Mais uma vez o Instituto Butantan mostra que mesmo os animais considerados mais peçonhentos podem ser úteis para a saúde humana.

Dessa vez, eles observaram que uma toxina presente no veneno da cascavel (nome popular de várias espécies dos gêneros Crotalus e Sistrurus) foi eficaz no combate às células tumorais envolvidas no desenvolvimento do câncer de pele.

A substância, conhecida como crotamina, ajudou a controlar a doença em ratos de laboratório. O mesmo composto é usado pela serpente na paralisação de suas presas.

A toxina entra rápido nas células. E, em testes de laboratório com camundongos, os pesquisadores perceberam que a crotamina prefere as células que se dividem rápido, como as do melanoma – conhecido como câncer de pele.

” A melanoma é um câncer que cresce muito rápido, um câncer muito agressivo e um câncer que produz bastante metástase”, diz Irina Kerkis, diretora do Laboratório de Genética do Instituto Butantan. Através das imagens feitas com microscópio, as manchas de cor mais forte são as células onde a crotamina entrou. Todas elas são cancerígenas.

Resultados empolgam cientistas

Os camundongos que tem câncer de pele e receberam o tratamento com a toxina durante 21 dias sobreviveram. Os outros, sem tratamento, morreram. depois de mais 40 dias de observação, os camundongos tratados ou tiveram uma redução drástica do tumor ou ficaram curados. “A crotamina, praticamente contorna todos os problemas que surjam quando se trata do desenvolvimento de uma droga anti-cancerígena”, afirma a diretora.

Os resultados são tão bons, que os pesquisadores já começaram a investigar o tratamento com a toxina em outros tipos de câncer, mais agressivos, como o de mama e o de pulmão. A crotamina quase não dá alergia e não afeta as células normais do organismo. Os pesquisadores já estudam a possibilidade de criar esta toxina de forma sintética, ou seja, fazer em laboratório. Se eles conseguirem, não vai ser mais necessário usar o veneno da cascavel.

Imagem: Pesquisa Fapesp

Saliva do carrapato também pode ajudar

Um outro animal peçonhento também está na mira dos pesquisadores do Instituto Butantã. A partir da glândula que produz a saliva do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense), eles desenvolveram em laboratório a Amblyomin-x, uma proteína que mata células cancerígenas. A pesquisa também está na fase de testes em animais.

Com Informações: Jornal Hoje

12:45 · 22.11.2011 / atualizado às 16:26 · 24.11.2011 por
Trypanosoma Cruzi, espécie de protista que causa a Doença de Chagas e mata até 14 mil pessoas no Brasil por ano, pode ser esperança no tratamento do câncer

A Editoria Nacional do Diário do Nordeste traz como destaque, na edição desta terça-feira (22/11), os primeiros resultados da pesquisa que desenvolveu uma vacina contra o câncer, utilizando cepas geneticamente modificadas do Trypanosoma Cruzi (sim, a mesma espécie de protista que transmite a Doença de Chagas).

A ideia por trás da vacina é introduzir no corpo humano versões transgênicas desses micro-organismos. Esses tripanossomos modificados não transmitem a doença e ainda produzem  o antígeno NY-ESO-1, que tem características de células tumorais. O sistema imunológico humano ao iniciar o combate ao protista não-patogênico entraria em contato com esse antígeno e, em caso de um futuro desenvolvimento de células de câncer, reconheceria as mesmas como invasoras e também entraria em combate contra elas, antes mesmo de a doença ser diagnosticada.

A pesquisa, realizada por cientistas do Centro de Pesquisas René Rachou (Cpqrr-Fiocruz), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Ludwig, em Nova York, foi publicada na revista científica norte-americana PNAS.

Mas o principal desafio da equipe vai ser vencer a resistência à ideia de se usar (mesm0 que modificada geneticamente) como vacina uma espécie que só no Brasil causa 14 mil mortes por ano.