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Tag: cometas


07:00 · 21.04.2016 / atualizado às 12:21 · 21.04.2016 por
Chuva de meteoros líridas acontece anualmente entre os dias 16 e 25 de abril. Em 2016, o ápice do fenômeno será na madrugada de quinta para sexta-feira Foto: The Telegraph
Chuva de meteoros Líridas acontece anualmente entre os dias 16 e 25 de abril. Em 2016, o ápice do fenômeno será na madrugada de quinta para sexta-feira (22) Foto: The Telegraph

Se você gosta de acordar muito cedo ou de dormir muito tarde, as madrugadas de quinta para sexta-feira e de sexta-feira para sábado (dias 22 a 23 de abril) serão uma boa oportunidade para ficar de olho no céu.

Especialmente, se você mora longe da cidade ou vive em uma região pouco iluminada, terá a oportunidade de assistir a primeira de nove grandes chuvas de meteoros observáveis em 2016, nos céus do Brasil. Aliás, as Líridas (restos de fragmentos do cometa Thatcher C/1861 G1) poderão ser vistas melhor nas regiões mais ao Norte do País, incluindo o Ceará.

O melhor horário para observá-las é a partir das 2h da madrugada e o fenômeno segue até pouco antes do amanhecer. Mas não será tão fácil assim ver a chuva dos meteoros Líridas, que são assim chamados porque quando foram nomeados cientificamente tinham como radiante a constelação de Lira.

Bem, o primeiro problema é justamente porque as líridas agora têm como radiante (ponto de onde os meteoros parecem se originar, do ponto de vista de um observador na Terra) a constelação de Hércules, que fica mais próxima da linha do horizonte, mais precisamente a cerca de 30 graus dela. Uma boa referência é a estrela Vega, uma das mais brilhantes do céu.

Isso quer dizer, que os meteoros aparecerão em um ponto relativamente baixo do céu e a visualização pode ser atrapalhada por prédios, árvores ou serras, por exemplo.

Outra dificuldade será porque neste ano, a chuva de meteoros Líridas coincide com a Lua Cheia, que com sua grande luminosidade dificulta a visão dos meteoros.

Fora isso, se você estiver em Fortaleza, assim como este blogueiro que lhe escreve, terá ainda que enfrentar a poluição luminosa da cidade.

Mesmo assim, quem puder ir a um lugar mais afastado e menos iluminado pode ver até 18 meteoros por hora. O professor de Astronomia João Romário Fernandes Filho, recomenda que o observador “procure acomodar-se confortavelmente numa cadeira reclinável ou num colchonete ao chão, virado para a direção correta, e prepare-se para observar este espetáculo celeste, com um binóculos à mão ou simplesmente com os olhos bem atentos”.

Chuva de líridas especialmente intensas foram registradas em 1922, na Grécia; em 1945, no Japão; e em 1982, nos Estados Unidos.

Nessas ocasiões e países, foram observados cerca de 100 meteoros por hora.

Cometa

O cometa Thatcher C/1861 G1, que deixou os tais fragmentos, teve sua aproximação mais recente com a Terra justamente no ano de 1861, daí seu nome. Contudo, a chuva de meteoros Líridas é registrada desde o ano de 687 a.C, por antigos astrônomos chineses.

A próxima vez em que ele passará pelo chamado Sistema Solar interior (onde ficam os oito planetas, incluindo a Terra, e o planeta-anão Plutão) será no ano 2.276.

Os fragmentos, alguns do tamanho de um grão de areia, chocam-se com a nossa atmosfera a cerca de 100 km de altitude e com velocidades que podem chegar a quase 200 mil km/h.

Outras chuvas de meteoro em 2016

Caso você não possa observar o fenômeno nessa madrugada, ainda não precisa ficar frustrado.

Primeiramente, porque a passagem da Terra pela região do espaço onde orbitam os fragmentos do cometa Thatcher segue pelo menos até o dia 25 deste mês. Aliás, todo ano ela ocorre entre os dias 16 e 25 de abril. Em segundo lugar, porque ainda em 2016 ocorrerão outras oito chuvas de meteoro.

O especialista em Astronomia, pela Universidade Cruzeiro do Sul (SP), explica que isso acontece exatamente porque “como a Terra completa uma volta em torno do Sol a cada 365 dias, todos os anos nós atravessamos rastros deixados por uma série de cometas mais ou menos na mesma data”.

Ele acrescenta que apesar das principais chuvas de meteoros serem batizadas com nomes que fazem referência às constelações, os meteoros não têm origem nelas, já que tais agrupamentos de estrelas ficam, muitas vezes, distantes centenas ou milhares de anos-luz da Terra.

Depois das Líridas, a próxima chuva de meteoros acontece daqui a menos de 15 dias. No dia 4 de maio, é a vez da chuva de meteoros Eta Aquarídeas.

Em 28 de julho, vem a Delta Aquarídeas. No dia 12 de agosto, é hora de observar as Perseídas. Já em 21 de outubro tem as Orionídeas.

Duas chuvas por mês

Os meses de novembro e dezembro são especialmente fartos de chuvas de meteoros, tendo duas cada.

Nos dias 2 e 17 de novembro, você poderá observar as chuvas das Taurídeas do Sul e das Leonídeas, respectivamente.

Por sua vez, nos dias 13 e 22 de dezembro, poderá ver as Geminídeas e as Ursídeas.

20:53 · 14.11.2014 / atualizado às 21:09 · 14.11.2014 por
Foto: ESA
O Philae está estacionado à sombra de um penhasco a 1km do local planejado e recebe cerca de 90 minutos de iluminação a cada rotação de 12 horas do cometa Foto: ESA

O veículo Philae, estabilizado na superfície de um cometa, está recebendo pouca luz em seus painéis solares, o que pode comprometer a duração da sua bateria – e afetar a missão da Agência Espacial Europeia (ESA).

Cientistas que trabalham no projeto espacial analisam como movimentar o robô para que receba mais luz. O Philae – que fez duas tentativas de aterrissar no cometa antes de lograr a missão – está estacionado à sombra de um penhasco a 1km do local planejado e recebe cerca de 90 minutos de iluminação a cada rotação de 12 horas do cometa.

Isto é insuficiente para recarregar o sistema de baterias a partir do momento em que a carga principal do veículo se esgote. O Philae se destacou da sonda Rosetta na terça-feira (11). O chefe de operações da Agência Espacial Europeia em Damstadt (Alemanha), Paolo Ferri, disse que o descarregamento pode ocorrer até a  tarde de sábado (15).

“Depende das atividades, claro. Quanto mais atividades fizermos com o módulo, mais energia consumiremos, e menos tempo teremos”, disse Ferri. O Philae fez o pouso inédito na superfície do cometa 67P na quarta-feira (12) após uma viagem de dez anos. O módulo saltou duas vezes ao aterrissar – o primeiro dos saltos atingiu 1km de altura.

Sobre dois pés

As primeiras imagens enviadas mostram o terreno irregular do cometa. Fotos tiradas pelo Philae mostram o veículo pressionado contra o que parece ser um muro.

A telemetria indica que ele está em um declive ou talvez até mesmo de lado. O que se sabe com certeza é que um dos seus três pés não está em contato com a superfície.

Os cientistas estudam opções como usar algumas das peças móveis do robô para executar um novo salto e tirar o aparelho das sombras. Mas provavelmente não há tempo suficiente para planejar e executar essa estratégia.

A prioridade, agora, é usar o Philae para obter o maior número de informações possíveis sobre o cometa. Neste quesito, pesquisadores estão muito satisfeitos com o desempenho da missão. A decepção seria não poder usar a broca da sonda para recolher material sob a superfície do cometa a fim de fazer análises químicas em laboratórios.

Este foi um dos principais objetivos da missão. Mas a operação fica dificultada com a sonda tão delicadamente posicionada em apenas dois pés. Forças rotacionais de perfuração poderiam desestabilizar o Philae. “Queremos perfurar, mas não queremos perfurar e perceber que, como consequência, a missão acabou”, disse um dos pesquisadores da missão, Jean-Pierre Bibring.

Controladores vão analisar o que pode ser feito para apoiar o terceiro pé na superfície. Se isso não for possível, a perfuração poderia ser realizada no fim da janela da bateria primária. Neste momento, cientistas terão pouco a perder.

“Esta é uma decisão operacional muito típica”, disse Paolo Ferri. “Primeiro, você obtém tudo o que puder. As coisas arriscadas ficam apenas para o final.”

Missão histórica

Independente do que acontecer nas próximas horas, a missão Rosetta/Philae, da ESA, já tem lugar garantido na história.

Os dados do Philae – e aqueles enviados pela Rosetta, que continua a observá-lo à distância – podem transformar o que sabemos sobre os cometas e permitir aos pesquisadores testar várias hipóteses sobre a formação do Sistema Solar e as origens da vida.

Uma teoria sustenta que os cometas foram responsáveis pela distribuição de água aos planetas. Outra ideia é que eles poderiam ter “semeado” a Terra com a química necessária para dar o pontapé inicial na biologia.

“Estes dois dias têm sido absolutamente magníficos”, disse o gerente de missão da agência europeia, Fred Jansen. “Quando assumi esse trabalho, há um ano e meio, nunca imaginei que este seria o impacto.”

Com informações: BBC Brasil

23:57 · 17.10.2014 / atualizado às 00:00 · 18.10.2014 por
Imagem: Nasa
Representação artística do cometa C/2013 A1, também chamado “Siding Spring”, que tem um núcleo de 1,6 km de diâmetro e é tão pouco sólido quanto um monte de talco Imagem: Nasa

Um cometa está prestes a passar muito perto de Marte, em um encontro que acontece uma vez a cada milhão de anos e que será abundantemente fotografado e documentado, informou a Nasa.

O cometa C/2013 A1, também chamado “Siding Spring”, tem um núcleo de 1,6 km de diâmetro e é tão pouco sólido quanto um monte de talco. O astro passará à toda velocidade a apenas 139.500 km do planeta vermelho.

Se fosse passar tão perto do nosso planeta, a distância equivaleria a um terço daquela entre a Lua e a Terra. “Siding Spring” passará pelo ponto mais próximo de Marte às 15h27 (hora em Fortaleza)  de domingo (19), informou a agência espacial norte-americana.

Embora voe no espaço a uma velocidade vertiginosa de 202.000 km/h, o pequeno cometa tem poucas probabilidades de se chocar com a superfície marciana. Mas, de qualquer modo, os cientistas têm acompanhado com muito entusiasmo sua trajetória e seu rastro.

“Veremos meteoros na atmosfera de Marte? Os cometas são imprevisíveis”, declarou Jim Green, diretor da divisão de ciências planetárias na sede da Nasa, em Washington. “Penso que é improvável que se destrua”, explicou Green a jornalistas. “Mas nos interessa saber se manterá sua estrutura ou não”, prosseguiu.

Prevenção a acidentes com sondas

A Nasa pôs suas naves que orbitam Marte o mais distante possível do local por onde passará o Siding Spring, para evitar que sofram danos dos vestígios que o cometa soltar ao passar com toda a velocidade.

Embora as naves Mars Reconnaissance Orbiter, Mars Odyssey e MAVEN tenham sido reposicionadas para ficar a salvo da poeira estelar, espera-se que capturem um tesouro de dados sobre o cometa que fará a alegria dos cientistas.

Enquanto isso, em solo marciano, as sondas Curiosity e Opportunity apontarão suas câmeras para o céu avermelhado e enviarão à Terra fotos da passagem do cometa, que devem chegar nas próximas semanas ou meses. O cometa foi descoberto por Robert McNaught no observatório australiano “Siding Spring”, em janeiro de 2013.

Acredita-se que tenha se originado há 1 bilhão de anos na Nuvem de Oort, uma região distante no espaço, de onde partem cometas que “permanecem inalterados desde os primeiros dias do Sistema Solar”, acrescentou a Nasa.

O cometa viajou mais de um milhão de anos para fazer esta primeira parada em Marte e só voltará dentro de outro milhão de anos, assim que completar uma volta ao redor do sol.

Com informações: AFP

23:24 · 06.08.2014 / atualizado às 18:13 · 07.08.2014 por
Foto: ESA
As informações iniciais da sonda espacial Rosetta indicam que a superfície do cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko esteja coberta de poeira estelar, com temperaturas de -70ºC negativos Foto: ESA

A sonda europeia Rosetta entrou nesta quarta-feira (6) na órbita de um cometa, depois de ter passado quase uma década no seu encalço.

A nave se aproximou do 67P/ Churyumov-Gerasimenko para investigar a estrutura e composição do astro.

Uma das teorias sobre o início da vida na Terra postula que os primeiros ingredientes da chamada “sopa orgânica” vieram de um cometa.

Os 11 instrumentos da Rosetta devem observar o cometa por mais de um ano, buscando indícios da presença de água, carbono e outros elementos fundamentais para a vida.

Se tudo correr bem, até novembro, cientistas esperam ter escolhido um ponto de pouso para enviar a nave Philae à superfície do cometa.

Até hoje, cientistas foram capazes de fazer sondas cruzarem o caminho de cometas, possibilitando apenas observações fugazes.

As dificuldades técnicas de por a Rosetta em órbita ao redor do 67P são consideráveis.

O cometa viaja a 55 mil km/h. Para entrar na sua órbita, a nave precisa estar em frente ao astro a uma velocidade diferente apenas 3,6 km/h menor, permitindo a aproximação até ficarem lado a lado.

O feito é inédito e dificultado pelo fato de os sinais de rádio enviados da Terra para comandar a sonda levarem mais de 22 minutos para serem recebidos.

“Temos que dar pequenos passos para nos aproximar, porque não sabemos exatamente como o cometa estará se comportando nem como a nave vai se comportar ao seu redor”, afirmou Matt Taylor, um dos cientistas do projeto.

Ele diz que o comando da missão tem uma ideia “grosseira” de como voar ao redor do cometa, mas que só vão saber realmente quando se aproximarem de fato.

Frio como a Antártida

Informações iniciais indicam que a superfície do cometa esteja coberta de poeira estelar, com temperaturas de -70ºC negativos, temperatura similar à do extremo sul da Antártida, no inverno.

Cometas são considerados alguns dos corpos celestes mais antigos do sistema solar. A missão Rosetta, batizada em homenagem à pedra que possibilitou a tradução dos hieróglifos egípcios, foi planejada na década de 90.

A sonda foi lançada em março de 2004 e desde então ela já orbitou o sol cinco vezes, ganhando velocidade “surfando” a gravidade da Terra e de Marte.

Para atravessar a parte mais gelada de sua rota, a sonda foi desligada em 2012 e somente reativada em 1º de janeiro deste ano.

Com informações: BBC Brasil

12:38 · 15.03.2014 / atualizado às 17:52 · 14.03.2014 por
Observatório Sonear, localizado em Oliveira (MG), é pioneiro em identificação de cometas no Brasil Foto: Divulgação
Observatório SONEAR, localizado em Oliveira (MG), é pioneiro em identificação de cometas no Brasil Foto: Divulgação

Astrônomos do Observatório SONEAR (na sigla inglesa Southern Observatory for Near Earth Asteroids Research), em Minas Gerais, acabam de ter a descoberta de um cometa confirmada pela União Astronômica Internacional.

O C/2014 E2 JACQUES é o segundo cometa descoberto pela equipe liderada pelo astrônomo amador Cristóvão Jacques este ano. Aliás, essas são as duas únicas descobertas desse tipo de corpo celeste no país.

Na análise da imagens, produzidas em Oliveira (MG),  foi possível até mesmo identificar uma coma (atmosfera tênue fruto da evaporação de material volátil), fato confirmado depois por outros astrônomos espalhados pelo mundo.

De acordo com o jornalista e blogueiro Salvador Nogueira, “um novo cometa descoberto pelo mesmo grupo em tão pouco tempo denota dois fatos: primeiro, o da eficiência incontestável do sistema de buscas implementado pelo SONEAR. Segundo, o da pouca concorrência que esses astrônomos estão encontrando no hemisfério Sul”.

Ainda segundo Nogueira, “igualmente notável é o fato de que o SONEAR é um observatório com 100% de financiamento privado. Pesquisa científica de altíssima qualidade movida a empreendedorismo e a ousadia.”

Com informações: Blog Mensageiro Sideral

 

17:18 · 25.02.2014 / atualizado às 17:42 · 25.02.2014 por
Foto: Nasa
Contribuição de asteroides para o acúmulo de água no planeta pode ter sido superior a 50% Foto: Nasa

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um modelo mais preciso para determinar a origem da água e da vida na Terra.

Em vez de ter vindo de cometas, hipótese mais aceita até agora, a maior parte da água no planeta teria vindo de asteroides.

Assinam o trabalho cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Guaratinguetá, em colaboração com colegas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e do Instituto de Astrobiologia da agência espacial norte-americana (Nasa).

De acordo com Othon Cabo Winter (Unesp), coordenador do estudo, até recentemente se acreditava que os cometas, ao colidir com a Terra durante a formação do Sistema Solar, haviam trazido a maior parte da água existente hoje no planeta.

Simulações computacionais da quantidade de água que esses objetos celestes de gelo podem ter fornecido para a Terra – baseadas no índice de deutério (o hidrogênio mais pesado) na água deles – negam essa hipótese.

“Pelas simulações, a contribuição dos cometas no fornecimento de água para a Terra seria de, no máximo, 30%. Mais do que isso é pouco provável”, disse o pesquisador.

Origem da pesquisa

No início dos anos 2000, estudos internacionais sugeriram que, além dos cometas, outros objetos planetesimais (que deram origem aos planetas), como asteroides carbonáceos – o tipo mais abundante de asteroides no Sistema Solar –, também poderiam ter água e fornecê-la para a Terra por meio da interação com planetas e embriões planetários durante a formação do Sistema Solar.

A hipótese foi confirmada nos últimos anos por observações de asteroides feitas a partir da Terra e de meteoritos (pedaços de asteroides) que entraram na atmosfera terrestre. Outras possíveis fontes de água da Terra, também propostas nos últimos anos, são grãos de silicato (poeira) da nebulosa solar (nuvem de gás e poeira), que encapsularam moléculas de água durante a formação do Sistema Solar.

Essa “nova” fonte, no entanto, ainda não tinha sido validada e incluída nos modelos de distribuição de água por meio de corpos celestes primordiais, como os asteroides e os cometas. “Incluímos esses grãos de silicato da nebulosa solar, com os cometas e asteroides, no modelo que desenvolvemos e avaliamos qual a contribuição de cada uma dessas fontes para a quantidade de água que chegou à Terra”, detalhou Winter.

O pesquisador e seus colaboradores conseguiram estimar a contribuição de cada um desses objetos celestes com base nesse “certificado de origem”, o índice de deutério da água encontrada na Terra. Além disso, conseguiram determinar qual o volume de água que cada uma dessas fontes forneceu e em que momento fizeram isso durante a formação do planeta.

“A maior parte veio dos asteroides, que deram uma contribuição de mais de 50%. Uma pequena parcela veio da nebulosa solar, com 20% de participação, e os 30% restantes dos cometas”, detalhou Winter.

Com informações: Agência Fapesp / Zero Hora

23:07 · 07.11.2013 / atualizado às 23:08 · 07.11.2013 por
Asteroide que orbita entre Marte e Júpiter se comporta de forma exótica e apresenta caudas similares às de um cometa Foto: Nasa
Asteroide que orbita entre Marte e Júpiter se comporta de forma exótica e apresenta caudas similares às de um cometa Foto: Nasa

Um estranho asteroide que parece ter múltiplas caudas giratórias foi detectado pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa, entre Marte e Júpiter, anunciaram astrônomos nesta quinta-feira (7).

Ao invés de se parecer com um pequeno ponto de luz, como a maioria dos asteroides, este tem meia dúzia de caudas parecidas com as dos cometas, similares aos raios de uma roda, reportaram os cientistas no periódico Astrophysical Journal Letters.

“É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide. Ficamos assombrados quando o vimos”, disse o principal pesquisador, David Jewitt, professor do Departamento de Ciências da Terra e do Espaço na Universidade da Califórnia em Los Angeles.

“Surpreendentemente, as estruturas de sua cauda mudam dramaticamente em apenas 13 dias à medida que libera poeira”, acrescentou. O objeto foi denominado P/2013 P5, e os astrônomos acreditam que ele esteja cuspindo poeira por pelo menos cinco meses. O asteroide pode ter girado tão rápido que começou a se desintegrar, explicaram.

Suas múltiplas caudas foram descobertas em imagens captadas pelo telescópio Hubble em 10 de setembro passado, depois de ter sido detectado pela primeira vez por um telescópio no Havaí. Jewitt explicou que o objeto pode ter se originado da colisão de um asteroide 200 milhões de anos atrás.

“Na astronomia, onde você encontra um, acaba encontrando mais um montão. É um objeto surpreendente e quase com certeza será o primeiro de muitos outros”, prosseguiu.

Informações: Portal Terra

14:25 · 11.08.2013 / atualizado às 14:34 · 11.08.2013 por
Uma das mais intensas chuvas de meteoros Perseidas foi registrada em 2006 Foto: Nasa / Arquivo
Uma das mais intensas chuvas de meteoros Perseidas foi registrada em 2006 Foto: Nasa / Arquivo

A madrugada seguinte ao domingo de Dia dos Pais, trará um presente para aqueles que gostam de astronomia e não precisem acordar cedo na segunda-feira (12). Trata-se do ápice da chuva de meteoros Perseidas, fenômeno que começou na última quinta-feira (8) e segue até a próxima quarta-feira (14).

Quem quiser acompanhar, deve ficar de olho no céu a partir das 3h30, na direção Norte. Contudo, segundo Marcelo Bruckmann, do Laboratório de Astronomia da Pontifícia Universitária Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), “as latitudes no Hemisfério Sul não nos privilegiam em acompanhar porque, infelizmente, a constelação acaba ficando muito próxima do horizonte”.

Bruckmann recomenda, no entanto, para quem mesmo assim quiser tentar ver a chuva “não usar binóculo, muito menos telescópio, já que o olho humano é o melhor instrumento para ver as estrelas cadentes. Interessante também é usar uma cadeira reclinada quase que horizontalmente. Já que os meteoros cruzam o céu, é melhor não focar no horizonte, e sim olhar para cima”.

Já o Clube de Astronomia de Fortaleza orienta em seu blog que o observador “encontre um local seguro com uma vista do céu aberto e sem luzes brilhantes por perto, como postes de iluminação ou faróis de carro. Os melhores locais são no interior do Estado, em sítios ou fazendas nos arredores dos pequenos municípios. Espere em média cerca 60 meteoros por hora, ou 1 por minuto. Previsões para a Europa e norte da Ásia estimam até 100 meteoros por hora durante o pico em condições perfeitas.”

Porque as chuvas de meteoros Perseidas se repetem anualmente

Os meteoros Perseidas se originam de pequenas partículas de poeira que orbitam o sol em uma região do espaço interplanetário, formando uma nuvem. A Terra atravessa essa região todos os anos, entre 17 de julho e 24 de agosto. Explicação similar se aplica às outras chuvas de meteoro anuais. As de maior visibilidade no Hemisfério Sul e suas respectivas datas de início são: Orionídeas (21/10); Leônidas (17/11); e  Geminídeas (13/12).

Quando atingem a atmosfera da Terra, a 59 quilômetros por segundo, essas partículas são vaporizadas devido ao atrito com o ar e deixam para trás rastros de luz. Os meteoros podem surgir em qualquer lugar do céu, mas parecem irradiar de um ponto na constelação de Perseu, chamado radiante, na fronteira com a constelação de Cassiopeia. As partículas de poeira que criam meteoros Perseidas surgiram do cometa conhecido como 109P/Swift-Tuttle.

Este objeto orbita o Sol uma vez a cada 130 anos e sua última passagem pelo interior do sistema solar foi durante o seu retorno em 1992. O núcleo deste cometa tem cerca de 26 km de diâmetro, enorme em comparação aos outros cometas, geralmente muito menores, com núcleos de apenas alguns quilômetros de diâmetro. Como resultado, o cometa Swift-Tuttle produz um grande número de meteoros.

Embora a maioria dos meteoros se desintegrem na alta atmosfera da Terra, formando brevemente plasma super-aquecido (moléculas de gás ionizadas) em altitudes entre 85 e 115 quilômetros, algumas partículas maiores conseguem sobreviver até a menos de 20 quilômetros da superfície.

Com informações: Portal Terra e Clube de Astronomia de Fortaleza

16:33 · 07.03.2013 / atualizado às 16:52 · 07.03.2013 por
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Cometa Pan-Starrs será melhor observável na próxima terça-feira (12) Imagem: Associated Press

Começou oficialmente a temporada de cometas, que pode ser uma das maiores do século. O primeiro show astronômico é do cometa Pan-Starrs que já pode ser observado cerca de uma ou duas horas depois do pôr-do-sol.  

De acordo com o Observatório Astronômico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), quem quiser observá-lo terá de olhar para oeste,  próximo à Lua Nova, por volta das 20h. Segundo Marcelo Emílio Bruckmann, técnico do observatório, com um pequeno instrumento, como um binóculo, já é possível observar o Pan-Starrs.

Em locais com pouca poluição luminosa (regiões mais afastadas das grandes cidades), existe a possibilidade de ele ser visto a olho nu. Ele vai estar bem próximo do horizonte. O Pan-Starrs deve permanecer visível até o dia 15, mas o melhor dia para observá-lo será a próxima terça-feira (12). Outro cometa que está cruzando o céu brasileiro é o Lemmon, mas esse será bem mais difícil de observar.

Fim do ano aguarda o “cometa do século”

Mas se o Pann-Starrs já está chamando atenção dos amantes, a grande expectativa é pela passagem do Ison. “Talvez este seja o cometa de séculos. Estão comentando que a visibilidade dele pode ser tal que possa ser visto durante o dia. Eu acho muito auspicioso ainda afirmar. É preciso ter algumas referências mais confiáveis sobre isso”, diz Bruckmann.

De que é formado um cometa

Os cometas são compostos de rochas, poeira, gelo, e gases congelados como monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, e amônia.

O núcleo dos cometas varia em dimensões de 100 metros a mais de 40 quilômetros. O choque mais espetacular registrado recentemente no Sistema Solar foi o do Shoemaker-Levy 9, que se chocou contra Júpiter em 1994. Mas apesar do alto poder destrutivo, até segunda ordem, nós terráqueos não temos muito que nos preocupar com eles e podemos desfrutar do espetáculo visual que eles vaõ proporcional.

21:20 · 05.10.2012 / atualizado às 00:48 · 06.10.2012 por
Fragmentos do asteroide Itokawa serão enviados do Japão para 11 equipes ao redor do mundo. Maior número de fragmentos foi para Universidade de Manchester, no Reino Unido Imagem: Jaxa

Os cientistas e engenheiros japoneses integrantes da equipe que enviou e trouxe do espaço a sonda Hayabusa anunciaram nesta quinta-feira (04) que cerca de 70 pequenos fragmentos de um asteroide serão encaminhados a apenas 11 equipes de pesquisadores ao redor do mundo.

A Hayabusa  coletou fragmentos de um asteroide de cerca de 500 metros, nomeado como Itokawa, e mandou de volta à Terra uma cápsula com esse material em 2010. A Universidade de Manchester, por exemplo, recebeu sete grãos. O laboratório daquela instituição possui um dos mais sensíveis aparelhos de detecção dos gases raros xenônio e criptônio.

Liderada por Henner Busemann e com pesquisadores da Alemanha, Suécia e Suíça, a equipe de Manchester espera descobrir através de quais processos a superfície desse asteroide foi modificada e se partes desse asteroide caíram na Terra. Muitos compostos químicos inorgânicos (e até orgânicos) encontrados em nosso planeta podem ter origem nesses corpos celestes.

“Contudo, esses grãos são únicos porque nós sabemos de qual dos milhões de asteroides eles vieram e eles não foram expostos ao ambiente da Terra. Estamos aprendendo muito sobre como os asteroides se formam e evoluem”,  explicou Busemann.

Além da Hayabusa, repetiram a proeza de colher pedaços de outros astros, apenas as missões Apollo e Luna, que trouxeram fragmentos da Lua e, mais recentemente, a Stardust que conseguiu amostras do cometa Wild 2.

O estudo de fragmentos de corpos celestes diferentes pretende entender melhor os primórdios do Sistema Solar, na época da formação dos planetas, há cerca de 4,5 bilhões de anos e pode ajudar a compreender também como a vida surgiu e foi afetada nesse processo.

O caso mais famoso de influência de asteroides e cometas sobre a vida na Terra foi a  extinção de dinossauros e de outros grupos há 65 milhões de anos, devido o provável choque com um asteroide de cerca de 10 km de diâmetro.

Muitos evolucionistas acreditam que sem aquelas extinções, o grupo dos mamíferos não teria se diversificado e ocupado tantos nichos de forma dominante e, por tabela, a nossa própria espécie talvez não tivesse se desenvolvido.