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Tag: Elon Musk


18:23 · 04.06.2018 / atualizado às 18:23 · 04.06.2018 por
A viagem seria feita a bordo da cápsula Dragon, levada ao Espaço no foguete mais potente da SpaceX, o Falcon Heavy, que fez o seu primeiro teste há quatro meses Imagem: SpaceX

A SpaceX não enviará turistas ao redor da Lua este ano, como havia anunciado previamente e, no mínimo, atrasará o projeto até meados de 2019, informou a imprensa norte-americana nesta segunda-feira (4).

A empresa com sede na Califórnia “não publicou um novo calendário para o voo, adiado até meados no ano que vem, e, provavelmente, até mais tarde”, noticiou o Wall Steet Journal, que também disse que as razões do atraso não estão claras, embora aponte para problemas técnicos e as “dúvidas” que despertam o interesse do mercado nessas viagens.

Os turistas viajariam a bordo da cápsula Dragon, levada ao Espaço no foguete mais potente da SpaceX, o Falcon Heavy, que fez o seu primeiro teste há quatro meses.

James Gleeson, porta-voz da empresa, assegurou que ainda querem realizar esses voos e que “há um interesse crescente de muitos clientes”.

O fundador da SpaceX, Elon Musk, afirmou em fevereiro de 2017 que dois cidadãos haviam feito um “depósito importante” para voar ao redor da Lua.

Com informações: AFP

19:54 · 07.02.2018 / atualizado às 19:54 · 07.02.2018 por

Depois de lançar o Tesla Roadster vermelho de Elon Musk como carga de teste para o foguete Falcon Heavy na terça-feira (6), a SpaceX transmitiu as primeiras horas da viagem inédita.

No vídeo acima, é possível ver diversos ângulos do carro e do “motorista”, um boneco vestido de astronauta apelidado de Starman em homenagem à música de David Bowie, que estaria tocando no rádio se o som pudesse se propagar no espaço.

As imagens cobrem mais de quatro horas e foram transmitidas ao vivo. No lugar de uma tela multímidia há a frase: “Don’t panic” (não se desespere), citada no “Guia do mochileiro das galáxias”. Em uma das placas eletrônicas do carro, Musk mandou gravar “Feito na Terra por humanos”, caso algum alienígena trombe com o carro por aí.

Mais do que uma jogada do empresário Elon Musk, que criou a Tesla, colocar o esportivo elétrico dentro de um foguete serviu para mostrar a capacidade da sou outra empresa, a SpaceX, de fazer viagens espaciais. O teste real foi do foguete jumbo Falcon Heavy, que se tornou o veículo espacial mais poderoso a ser lançado dos Estados Unidos desde os foguetes Saturn 5, da Nasa, que transportaram astronautas para a lua 45 anos atrás.

No entanto, o mais impressionante é que dois dos três foguetes usados como propulsores voltaram ao solo e pousaram intactos, prontos para uma próxima. O terceiro deles errou o alvo e se desintegrou no mar.

O Tesla Roadster foi impulsionado uma última vez, para escapar da órbita de Marte e dar uma volta como previsto no esquema divulgado por Musk.

Trajetória

A SpaceX ainda não confirmou se a trajetória está correta e quais as chances de ele colidir com qualquer outro objeto no espaço no meio do caminho. A ideia inicial era deixar o carro na órbita de Marte por anos.

O Falcon Heavy é projetado para transportar cargas úteis de muito maior peso do que um carro esportivo, com a SpaceX vangloriando sua capacidade de colocar cerca de 70 toneladas em órbita terrestre por um custo de US$ 90 milhões por lançamento.

A expectativa é de que a SpaceX, com sede na Califórnia, vai ganhar vantagem em relação às companhias de foguetes comerciais rivais que buscam contratos importantes com a Nasa, as Forças Armadas dos EUA, empresas de satélites e até mesmo com turistas espaciais pagantes.

O esportivo foi o primeiro modelo da Tesla e ganhará um “upgrade” em 2020, que o colocará como o carro mais rápido do mundo em aceleração. De acordo com o anúncio feito em novembro passado, ele será capaz de ir de 0 a 96 km/h em 1,9 segundo.

Essa marca supera o próprio Tesla Model S P100D, o híbrido Porsche 918 Spyder e o Bugatti Chiron – todos com desempenho acima de 2 segundos.

O novo Tesla Roadster ainda é conversível e tem outra característica impressionante: uma carga de bateria dura cerca de 1.000 km.

Com informações: Auto Esporte/Globo.com

22:45 · 28.09.2016 / atualizado às 22:45 · 28.09.2016 por
Foto: AFP
Subindo no palco sob um grande globo de Marte no Congresso Internacional de Astronáutica, Elon Musk mostrou sua visão de um foguete gigante que poderá levar homens e mulheres para o Planeta Vermelho “em nossa existência” Foto: AFP

O diretor da empresa aeroespacial SpaceX, Elon Musk, revelou seu ambicioso plano para enviar humanos em um grande foguete com cabines, a um custo mínimo de US$ 100 mil por pessoa.

Subindo no palco sob um grande globo de Marte no Congresso Internacional de Astronáutica, Musk mostrou sua visão de um foguete gigante que poderá levar homens e mulheres para o Planeta Vermelho “em nossa existência”.

“Nós precisamos partir dessas missões exploratórias iniciais para realmente construir uma cidade”, disse a uma multidão no centro de exposições com capacidade para milhares de pessoas, em Guadalajara. Musk exibiu um vídeo futurista, representando seu conceito de um sistema de transporte interplanetário baseado na reutilização de foguetes, em um propulsor em Marte e 1.000 espaçonaves em órbita, carregando 100 pessoas cada.

A espaçonave teria restaurantes, cabines, jogos de gravidade zero e filmes. “Tem que ser divertido, ou excitante. Não pode ser apertado, ou chato”, afirmou. O primeiro voo seria caro, mas o objetivo é “tornar isso acessível para quase qualquer pessoa que queira ir”, diminuindo o preço da entrada a cada vez até atingir os US$ 100 mil, disse Musk. Milhões de toneladas de carga também seriam necessárias para decolar a bordo do poderoso foguete, descrito por ele como uma “versão em escala do foguete Falcon 9”, sistema atual da empresa que pode pousar verticalmente.

O empresário americano-canadense nascido na África do Sul disse que o plano exige uma “parceria público-privada enorme” para estabelecer uma civilização humana autossustentável em Marte. A SpaceX disse que seu plano é enviar a cápsula de carga não tripulada Dragon para Marte em 2018, criando um caminho para uma missão humana que deixaria a Terra em 2024 e chegaria ao Planeta Vermelho no ano seguinte.

O foguete levaria uma nave espacial em órbita, que seria deixada lá, e pousaria de volta na Terra para pegar um tanque de combustível. Imediatamente, retornaria com a nova carga para a nave a fim de abastecer até sua viagem a Marte, descreveu Musk.

Uma vez em Marte, os seres humanos teriam de criar uma fábrica para produzir o propulsor, usando os recursos do planeta, como o metano, de modo a abastecer a nave espacial. Com isso, poderiam voltar para a Terra.

‘Objetivos agressivos’

Para os especialistas, porém, chegar a Marte – a uma distância média de 225 milhões de quilômetros da Terra – e viver lá exigiria uma verdadeira proeza de engenharia e um investimento enorme.

Antes da apresentação de Musk, John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial na Universidade George Washington, disse que é improvável que Musk consiga cumprir o plano de chegar no planeta até 2025. Logsdon lembrou que o empresário já havia sido otimista anteriormente sobre seus foguetes. “Primeiro que tudo é caro. Estamos falando de muitos bilhões de dólares e a SpaceX não tem essa quantidade de dinheiro”, alegou. Já o astronauta aposentado Leroy Chiao apontou que Musk “acumulou um grupo de peritos técnicos e operacionais, e que a SpaceX está gerando receitas a partir de lançamentos de foguetes”.

A agência espacial americana, a Nasa, que também pesquisa os efeitos no corpo humano de um voo espacial prolongado, anunciou seus próprios planos de enviar missões tripuladas a Marte na década de 2030.

Corrida espacial comercial

A SpaceX não é a única empresa que sonha com enviar pessoas a Marte.

Fundada pelo diretor da Amazon, Jeff Bezos, a Blue Origin revelou este mês seus planos de construir um foguete chamado New Glenn para enviar humanos ao espaço. Mas o empresário assegurou que ir ao Planeta Vermelho pode levar décadas.

“Queremos que milhões de pessoas vivam e trabalhem no espaço em algumas décadas, se assim desejarem”, declarou o presidente da Blue Origin, Rob Meyerson. Autora de um foguete que já realizou aterrissagens verticais, essa companhia está concentrada em achar uma forma de levar as pessoas ao espaço continuamente e a um menor custo.

A Blue Origin compete com a empresa espacial Virgin Galactic, do milionário britânico Richard Branson, na corrida para fazer viagens turísticas ao espaço. Ao ser questionado, em Guadalajara, se Marte está dentro de seus objetivos, o diretor-executivo da Virgin Galactic, George Whitesides, afirmou: “minha visão e a de Richard é que vamos estar muito focados no planeta Terra em um futuro próximo”.

Enquanto a Virgin Galactic apresentou neste mês uma nova nave espacial com asas, a SpaceX e a Blue Origin lançaram foguetes que podem aterrissar verticalmente, uma conquista-chave que poderá reduzir os custos das viagens ao espaço, pois os foguetes seriam reutilizáveis.

A SpaceX desenhou o poderoso foguete Falcon Heavy, que poderia levar ao espaço a nave tripulada Dragon. No final deste ano, a empresa espera lançar o foguete de 70 metros de comprimento, que tem um impulso equivalente a 18 Boeing 747 juntos.

A SpaceX sofreu um revés em 1º de setembro, quando seu foguete Falcon 9 explodiu durante um lançamento de teste na Flórida.

Com informações: AFP