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Tag: ESA


17:42 · 29.03.2018 / atualizado às 17:42 · 29.03.2018 por
Infográfico em inglês, produzido pelo jornal britânico “The Sun” mostra algumas das principais cidades do mundo que se encontram na área que pode ser atingida por destroços da Tiangong-1. Fortaleza também corre risco Imagem: The Sun

A estação espacial chinesa Tiangong-1 deverá cair na Terra nos próximos dias, de acordo com a Agência Espacial Chinesa.

Nesta quinta-feira, 29, o instituto Fraunhofer FHR, situado na região de Bonn (Alemanha), divulgou imagens de radar da Tiangong-1 em seus últimos momentos. Segundo os alemães, quando a imagem foi produzida, a estação estava a 270 quilômetros de altitude.

Especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), afirmam que é impossível prever com certeza o local da reentrada na atmosfera, mas dizem que os riscos de uma queda em uma área habitada são muito remotos. Embora a estação possa se desintegrar completamente, há possibilidade de que pedaços grandes sobrevivam e caiam na Terra.

Segundo as autoridades chinesas, a queda deverá ocorrer entre a manhã do dia 30 de março e a manhã do dia 2 de abril – mas a data mais provável é o dia 1 de abril, domingo de Páscoa. A Agência Espacial Chinesa também informou que, se a meteorologia permitir, será possível observar seu mergulho sobre o planeta, antes que ela se incendeie e se desintegre com o calor da fricção produzida pela reentrada na atmosfera.

Atualmente fora de controle, a estação orbita em altitude média de 215 quilômetros e completa uma volta em torno da Terra a cada 88 minutos. A previsão é que ela caia entre os paralelos 43 norte e 43 sul – o que significa que ela pode cair em praticamente qualquer lugar da América do Sul (incluindo Fortaleza e as demais cidades cearenses), da África, da Oceania, ou em amplas áreas da Ásia e da América do Norte, no sul da Europa ou nos oceanos. O mais provável, dizem especialistas, é que o módulo caia no mar.

A Estação Chinesa Tiangong-1 – o nome significa “Palácio Celestial” em mandarim – foi lançada em 2011 com o objetivo de aperfeiçoar tecnologias de acoplamento de naves espaciais. Com seu lançamento, a China se tornou o terceiro país a ter uma estação espacial em órbita, depois dos Estados Unidos e da Rússia.

Com 12 metros de comprimento, 3 metros de largura e aproximadamente 8,5 toneladas, a Tiangong-1 teve suas instalações utilizadas pela última vez para uma missão tripulada em junho de 2013.

Depois de várias missões de pesquisas, o módulo chinês deveria ter sido derrubado de forma segura em 2013, mas continuou em operação até o ano de 2016. Já naquele ano, o governo da China admitiu ter perdido o controle e informou que não havia mais como conter sua reentrada na atmosfera, de acordo com informações da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Segundo a AEB, não é possível determinar com exatidão a data da reentrada da estação na atmosfera por causa de inúmeras incertezas, sendo a principal delas o efeito do atrito atmosférico na trajetória atual do módulo.

Em 2016, após a perda de controle da Tiangong-1, os especialistas chineses previram que a estação provavelmente queimaria na atmosfera no fim de 2017. Mais tarde, porém, os cientistas da agência europeia comunicaram que o módulo deveria se espatifar na Terra entre março e abril de 2018.

Com informações: AFP

18:51 · 23.12.2016 / atualizado às 18:51 · 23.12.2016 por
Concepção artística de 'rio' de ferro líquido que 'corre' a 3 mil km de profundidade e foi detectado a partir de observações do campo magnético da Terra em satélites espaciais da ESA Imagem: ESA/BBC
Concepção artística de ‘rio’ de ferro líquido que ‘corre’ a 3 mil km de profundidade e foi detectado a partir de observações do campo magnético da Terra em satélites espaciais da ESA Imagem: ESA/BBC

Cientistas dizem ter descoberto um rio de ferro líquido no centro da Terra, correndo debaixo do Estado americano do Alasca e da região russa da Sibéria.

Essa massa ambulante de metal foi detectada graças aos satélites europeus Swarm –um trio que está mapeando o campo magnético da Terra para entender seu funcionamento. O campo protege toda a vida do planeta contra a radiação espacial.

Para os cientistas, a existência do rio de ferro líquido é a melhor explicação para uma concentração de forças no campo magnético terrestre que os satélites registraram no Hemisfério Norte.

“É uma corrente de ferro líquido que se move cerca de 50 km por ano”, explica Chris Finlay, da Universidade Técnica da Dinamarca.

“É um líquido metálico muito denso e é preciso uma quantidade enorme de energia para movê-lo. É provavelmente o movimento mais rápido que temos no manto terrestre” disse ele à BBC.

Finlay explica que a corrente de metal líquido é como o jet stream na atmosfera da Terra –a corrente de ar em altas altitudes usada por aviões para voar mais rápido. O rio de metal porém, está a 3 mil metros de profundidade.

Os cientistas acreditam que o rio tenha 420 km de largura e percorra quase metade da circunferência da Terra. O comportamento dessa massa metálica será crítico para a geração e manutenção do campo magnético terrestre.

“É possível que a corrente tenha funcionado por centenas de milhões de anos”, diz Phil Livermore, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e um dos autores do estudo detalhando a descoberta, publicado na revista científica Nature Geoscience.

Rainer Hollerbach, outro cientistas envolvido no projeto, acredita que o líquido se move graças à força da flutuabilidade ou por conta de mudanças no campo magnético do núcleo terrestre.

Vendo, do espaço, o interior terrestre

Lançados em novembro de 2013 pela ESA (Agência Espacial Europeia), o satélites Swarm estão fornecendo acesso sem precedentes à estrutura e ao comportamento do campo magnético terrestre.

Com instrumentos altamente sensíveis, os satélites estão gradualmente analisando os vários componentes do campo, do sinal dominante vindo do movimento do ferro no núcleo externo à quase imperceptível contribuição feita pelas correntes oceânicas.

Os cientistas esperam que os dados do satélite ajudem a explicar a razão pela qual o campo magnético da Terra tem enfraquecido nos últimos séculos. Alguns cientistas especulam que o planeta pode estar próximo de um inversão de polaridade, em que o sul se tornará norte e o norte se tornará sul. Isso ocorre a cada centenas de milhares de anos.

Com informações: BBC Brasil

20:30 · 05.09.2016 / atualizado às 20:40 · 05.09.2016 por
Imagens: ESA
Após 10 anos de viagem como passageiro da sonda Rosetta, Philae havia conseguido um marco histórico ao pousar no cometa 67P Churiumov-Guerasimenko em 12 de novembro de 2014 Imagens: ESA

A sonda espacial Rosetta captou uma imagem de seu robô Philae parado em uma fenda escura na superfície do cometa 67P, anunciou nesta segunda-feira (5) a Agência Espacial Europeia (ESA).

A 2,7 km de distância em sua aproximação ao cometa, a menos de um mês de concluir sua missão, a câmera de alta resolução Osiris da Rosetta conseguiu localizar Philae, que não dá sinais de vida desde junho de 2015.

“Mal posso acreditar o que vejo com meus próprios olhos Osiris! Finalmente consegui esta imagem de Philae, em 2 de setembro, a 2,7 km de distância do 67P”, tuitou a Rosetta. Após 10 anos de viagem como passageiro da sonda Rosetta, Philae havia conseguido um marco histórico ao pousar no cometa 67P Churiumov-Guerasimenko em 12 de novembro de 2014.

No entanto, a manobra foi muito abrupta e Philae quicou duas vezes na superfície ante de ficar imobilizado sobre o corpo celeste, de forma irregular e 4 quilômetros de diâmetro. O imprevisto fez com que Philae ficasse parado em uma zona de relevo acidentado e pouca exposição à luz solar.

O robô esgotou suas baterias ao enviar à Rosetta o resultado de 60 horas de observações, e depois adormeceu. Em junho de 2015 voltou a despertar, mas desde 9 de julho daquele ano não deu sinais de vida. Mais de um ano depois, Rosetta se prepara para encerrar, por sua vez, a sua missão, ao também pousar sobre o cometa em 30 de setembro.

Na reta final

A imagem obtida nesta aproximação final “mostra a orientação de Philae, explicando porque estabelecer as comunicações foi tão difícil”, indicou a ESA.

“Faltando apenas um mês para o fim da missão Rosetta, estamos felizes de ter localizado Philae e de poder observá-lo com tantos detalhes”, disse Cecilia Tubiana, integrante da equipe que monitora o trabalho da câmera Osiris e a primeira pessoa a advertir para a presença do robô inerte em imagens recebidas no domingo pela ESA.

“Estávamos começando a pensar que Philae ficaria perdido para sempre. É incrível que tenhamos captado no último minuto”, disse Patrick Martin, diretor de missão da agência espacial. O cometa atualmente se afasta do Sol e continuará fazendo isso em sua órbita elíptica até 850 milhões de quilômetros de distância. Antes de pousar no cometa, Rosetta continuará capturando imagens de alta resolução e em tempo real e fará medições científicas.

Os cientistas na Terra terão a oportunidade de reunir mais dados que apenas um encontro próximo pode fornecer. Uma vez em contato com a superfície do cometa, cessarão as comunicações e as operações da Rosetta.

O encontro com o cometa colocará fim a uma aventura sem precedentes na história da conquista espacial, que forneceu dados capazes de melhorar nossos conhecimentos sobre o surgimento da vida na Terra.

Projetada há mais de 20 anos, a missão buscava compreender melhor o Sistema Solar desde seu nascimento, já que se considera que os cometas são vestígios de sua matéria primitiva.

Com informações: AFP

11:59 · 31.03.2015 / atualizado às 23:15 · 30.03.2015 por
Imagem: Nasa
Concepção artística da sonda Solar Probe Plus, da Nasa, que pretende chegar a apenas 6 milhões de km do Sol, distância quase 25 vezes menor que separa a Terra do astro-rei  Imagem: Nasa

As missões espaciais Solar Orbiter e Solar Probe Plus, provavelmente as mais audaciosas em desenvolvimento, serão enviadas para entrar na órbita de Mercúrio com o objetivo de estudar o Sol.

De lá, a temperatura na superfície frontal desses satélites vai ultrapassar as centenas de graus. Seria possível dizer que essas missões são, literalmente, “missões para o Inferno”. Projetar um sistema seguro para proteger as naves para resistirem a temperaturas tão altas é algo que tem dado trabalho aos engenheiros. Eles precisam de algo que funcione como um “escudo de calor”. Para o Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), a solução é usar titânio. Já no Solar Probe Plus, da Nasa, o material deverá ser composto por carbono.

Os instrumentos dos dois satélites terão de se esconder por trás dessas barreiras para fazer as medições que os cientistas esperam na tentativa de desvendar alguns dos maiores e mais duradouros mistérios do Sol.

Objetivos

Os satélites Solar Orbiter e Solar Proble Plus querem “entrar no fogo” para valer – para observar a atividade solar de perto e provar diretamente os efeitos das partículas e dos campos magnéticos que as contêm.

“Nós queremos obter três medidas”, afirmou Tim Horbury, o principal investigador do Solar Orbiter. “Com o Solar Orbiter, queremos obter uma medida remota, queremos ver o que está acontecendo no Sol com nossos telescópios e depois queremos obter uma segunda medida, para sentir o que está saindo dele.”

“A terceira medida viria do próprio Solar Probe, que avançaria um pouco o campo de visão muito rápido de vez em quando só para dar uma ideia do que estaria acontecendo lá também”, disse.

O Solar Probe chegará até a 43 milhões de quilômetros do Sol –  mais perto de Mercúrio, que gira em torno do Sol a uma distância que varia de 46 milhões a 70 milhões de quilômetros.

Já o Solar Probe Plus é quem vai fazer o verdadeiro trabalho “infernal” quando correr pela superfície solar a meros 6 milhões de quilômetros de distância.

E “correr” é a palavra certa porque a expectativa é que ele alcance velocidades de 200 quilômetros por segundo em partes da órbita.

Diferenças

Ficando mais distante, o Solar Orbiter consegue liberar telescópios. E as imagens captadas por eles provavelmente serão espetaculares, revelando características do Sol com uma resolução nunca conseguida antes.

Chegando bem próximo do Sol, o Solar Probe Plus poderá conseguir dados notáveis, mas olhar diretamente para o Sol é algo que está realmente fora de questão. A pouco mais de 6 milhões de quilômetros, a temperatura da superfície deve atingir 1.300 graus Celsius. O Solar Probe Plus não pode nem sequer se dar ao luxo de ter pequenos buracos em seu escudo revestido com cerâmica e carbono.

Já o Solar Orbiter, de 1.800 quilos, pode. “Temos alguns orifícios de passagem”, diz Dan Wild, um dos engenheiros térmicos da Airbus. “Esses são apenas grandes cilindros feitos de titânio e revestidos de preto para o controle da luz, para que a gente não pegue muito reflexo.”

“E na frente dos cilindros há portas. Nós podemos fechar essas portas e isso significa que não vamos perder a nave espacial se alguma coisa der errado”, afirmou.

As duas missões serão enviadas ao espaço em 2018.

Com informações: BBC

20:03 · 16.01.2015 / atualizado às 20:13 · 16.01.2015 por
Imagem: Beagle 2
Concepção artística da missão Beagle 2, da Agência Espacial Europeia (ESA), pousada na superfície marciana. Missão conseguiu aterrissar com sucesso, mas não conseguiu cumprir demais objetivos e nem sequer enviar sinais de seu êxito à base na Terra Imagem: Beagle 2

A nave espacial britânica “Beagle 2”, que já chegou a ser apelidada de “fracasso heroico”, foi localizada em Marte, 11 anos depois de ter desaparecido em uma expedição de busca de vida extraterrestre.

A previsão era que a Beagle 2, parte da missão Expresso Marte, da Agência Espacial Europeia (ESA), pousasse em Marte no dia de Natal de 2003, mas ela desapareceu em 19 de dezembro daquele ano. Depois disso, nada se sabia sobre a nave.

Mas, em um anúncio feito durante uma concorrida entrevista coletiva nesta sexta-feira na Royal Society, instituição científica de Londres, peritos espaciais disseram que a pequena sonda foi localizada na superfície do “Planeta Vermelho”.

“A Beagle 2 não está mais perdida”, disse David Parker, diretor-presidente da Agência Espacial da Grã-Bretanha. Ele afirmou que os cientistas agora têm uma “boa evidência” de que a nave espacial aterrissou com sucesso em Marte na data prevista – 25 de dezembro de 2003 -, mas foi implementada somente parcialmente.

“Esta descoberta mostra que a entrada, a descida e sequência de pouso da Beagle 2 funcionou e ela tocou com sucesso Marte no dia de Natal 2003”, disse a agência espacial da Grã-Bretanha em um comunicado.

Com informações: Reuters Brasil

20:53 · 14.11.2014 / atualizado às 21:09 · 14.11.2014 por
Foto: ESA
O Philae está estacionado à sombra de um penhasco a 1km do local planejado e recebe cerca de 90 minutos de iluminação a cada rotação de 12 horas do cometa Foto: ESA

O veículo Philae, estabilizado na superfície de um cometa, está recebendo pouca luz em seus painéis solares, o que pode comprometer a duração da sua bateria – e afetar a missão da Agência Espacial Europeia (ESA).

Cientistas que trabalham no projeto espacial analisam como movimentar o robô para que receba mais luz. O Philae – que fez duas tentativas de aterrissar no cometa antes de lograr a missão – está estacionado à sombra de um penhasco a 1km do local planejado e recebe cerca de 90 minutos de iluminação a cada rotação de 12 horas do cometa.

Isto é insuficiente para recarregar o sistema de baterias a partir do momento em que a carga principal do veículo se esgote. O Philae se destacou da sonda Rosetta na terça-feira (11). O chefe de operações da Agência Espacial Europeia em Damstadt (Alemanha), Paolo Ferri, disse que o descarregamento pode ocorrer até a  tarde de sábado (15).

“Depende das atividades, claro. Quanto mais atividades fizermos com o módulo, mais energia consumiremos, e menos tempo teremos”, disse Ferri. O Philae fez o pouso inédito na superfície do cometa 67P na quarta-feira (12) após uma viagem de dez anos. O módulo saltou duas vezes ao aterrissar – o primeiro dos saltos atingiu 1km de altura.

Sobre dois pés

As primeiras imagens enviadas mostram o terreno irregular do cometa. Fotos tiradas pelo Philae mostram o veículo pressionado contra o que parece ser um muro.

A telemetria indica que ele está em um declive ou talvez até mesmo de lado. O que se sabe com certeza é que um dos seus três pés não está em contato com a superfície.

Os cientistas estudam opções como usar algumas das peças móveis do robô para executar um novo salto e tirar o aparelho das sombras. Mas provavelmente não há tempo suficiente para planejar e executar essa estratégia.

A prioridade, agora, é usar o Philae para obter o maior número de informações possíveis sobre o cometa. Neste quesito, pesquisadores estão muito satisfeitos com o desempenho da missão. A decepção seria não poder usar a broca da sonda para recolher material sob a superfície do cometa a fim de fazer análises químicas em laboratórios.

Este foi um dos principais objetivos da missão. Mas a operação fica dificultada com a sonda tão delicadamente posicionada em apenas dois pés. Forças rotacionais de perfuração poderiam desestabilizar o Philae. “Queremos perfurar, mas não queremos perfurar e perceber que, como consequência, a missão acabou”, disse um dos pesquisadores da missão, Jean-Pierre Bibring.

Controladores vão analisar o que pode ser feito para apoiar o terceiro pé na superfície. Se isso não for possível, a perfuração poderia ser realizada no fim da janela da bateria primária. Neste momento, cientistas terão pouco a perder.

“Esta é uma decisão operacional muito típica”, disse Paolo Ferri. “Primeiro, você obtém tudo o que puder. As coisas arriscadas ficam apenas para o final.”

Missão histórica

Independente do que acontecer nas próximas horas, a missão Rosetta/Philae, da ESA, já tem lugar garantido na história.

Os dados do Philae – e aqueles enviados pela Rosetta, que continua a observá-lo à distância – podem transformar o que sabemos sobre os cometas e permitir aos pesquisadores testar várias hipóteses sobre a formação do Sistema Solar e as origens da vida.

Uma teoria sustenta que os cometas foram responsáveis pela distribuição de água aos planetas. Outra ideia é que eles poderiam ter “semeado” a Terra com a química necessária para dar o pontapé inicial na biologia.

“Estes dois dias têm sido absolutamente magníficos”, disse o gerente de missão da agência europeia, Fred Jansen. “Quando assumi esse trabalho, há um ano e meio, nunca imaginei que este seria o impacto.”

Com informações: BBC Brasil

18:31 · 05.11.2014 / atualizado às 19:13 · 05.11.2014 por
Foto: ESA
Robô Philae será ejetado da espaçonave Rosetta em direção ao cometa 67P/Churyumov, que tem 4 km de largura, na manhã do dia 12 Foto: ESA

Está marcada para o próximo dia 12 de novembro uma missão que pode ser um feito inédito para o homem no espaço.

Nesta data, a agência espacial da Europa tentará pousar um robô em um cometa. Se conseguir, será a primeira vez que uma sonda aterrissará nestes corpos congelados.

O robô Philae será ejetado da espaçonave Rosetta em direção ao cometa 67P/Churyumov, que tem 4 km de largura, na manhã do dia 12. O local escolhido para o pouso é uma das extremidades do cometa, que tem a forma parecida com a de um pato de brinquedo.

A espaçonave estará a 509 milhões de quilômetros da Terra neste momento. Será o ponto alto de uma missão que começou há quase uma década.

Experimentos

Espera-se que descida da sonda até o cometa, que estarão a 20 km de distância um do outro, leve em torno de sete horas.

Meia hora depois, os cientistas saberão se a missão foi bem-sucedida ou não. Existe o risco da sonda simplesmente “quicar” na superfície do cometa, que tem muito pouca gravidade.

Para evitar isso, serão usados parafusos e arpões para que o robô seja capaz de se fixar. Se o robô conseguir aterrissar na superfície do cometa, será dado início da uma série de experimentos para analisar sua composição e estrutura.

Os dados e imagens coletados serão enviados para a espaçonave, de onde serão retransmitidos para a Terra. Cientistas acreditam que cometas contém matéria ainda intacta da formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos.

Com informações: BBC Brasil

23:24 · 06.08.2014 / atualizado às 18:13 · 07.08.2014 por
Foto: ESA
As informações iniciais da sonda espacial Rosetta indicam que a superfície do cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko esteja coberta de poeira estelar, com temperaturas de -70ºC negativos Foto: ESA

A sonda europeia Rosetta entrou nesta quarta-feira (6) na órbita de um cometa, depois de ter passado quase uma década no seu encalço.

A nave se aproximou do 67P/ Churyumov-Gerasimenko para investigar a estrutura e composição do astro.

Uma das teorias sobre o início da vida na Terra postula que os primeiros ingredientes da chamada “sopa orgânica” vieram de um cometa.

Os 11 instrumentos da Rosetta devem observar o cometa por mais de um ano, buscando indícios da presença de água, carbono e outros elementos fundamentais para a vida.

Se tudo correr bem, até novembro, cientistas esperam ter escolhido um ponto de pouso para enviar a nave Philae à superfície do cometa.

Até hoje, cientistas foram capazes de fazer sondas cruzarem o caminho de cometas, possibilitando apenas observações fugazes.

As dificuldades técnicas de por a Rosetta em órbita ao redor do 67P são consideráveis.

O cometa viaja a 55 mil km/h. Para entrar na sua órbita, a nave precisa estar em frente ao astro a uma velocidade diferente apenas 3,6 km/h menor, permitindo a aproximação até ficarem lado a lado.

O feito é inédito e dificultado pelo fato de os sinais de rádio enviados da Terra para comandar a sonda levarem mais de 22 minutos para serem recebidos.

“Temos que dar pequenos passos para nos aproximar, porque não sabemos exatamente como o cometa estará se comportando nem como a nave vai se comportar ao seu redor”, afirmou Matt Taylor, um dos cientistas do projeto.

Ele diz que o comando da missão tem uma ideia “grosseira” de como voar ao redor do cometa, mas que só vão saber realmente quando se aproximarem de fato.

Frio como a Antártida

Informações iniciais indicam que a superfície do cometa esteja coberta de poeira estelar, com temperaturas de -70ºC negativos, temperatura similar à do extremo sul da Antártida, no inverno.

Cometas são considerados alguns dos corpos celestes mais antigos do sistema solar. A missão Rosetta, batizada em homenagem à pedra que possibilitou a tradução dos hieróglifos egípcios, foi planejada na década de 90.

A sonda foi lançada em março de 2004 e desde então ela já orbitou o sol cinco vezes, ganhando velocidade “surfando” a gravidade da Terra e de Marte.

Para atravessar a parte mais gelada de sua rota, a sonda foi desligada em 2012 e somente reativada em 1º de janeiro deste ano.

Com informações: BBC Brasil

13:37 · 24.03.2013 / atualizado às 23:33 · 09.04.2013 por
Essa é a aparência que o Universo tinha com 380 mil anos de idade, momento mais afastado no tempo que a humanidade já conseguiu registrar Imagem: ESA
Essa é a aparência que o Universo tinha com 380 mil anos de idade, momento mais afastado no tempo que a humanidade já conseguiu registrar Imagem: ESA

Se tem uma característica realmente interessante da luz é a de servir como uma espécie de máquina do tempo em miniatura.

E graças a essa propriedade dela, cientistas europeus conseguiram fotografar como estava o Universo quando ele tinha apenas 380 mil anos de idade. Estima-se que ele tenha atualmente 13,8 bilhões de anos. Essa idade, aliás, foi revisada em cerca de 800 milhões de anos a mais, após a análise dos dados obtidos pelo satélite Planck, o mesmo que fez a fotografia.

O artefato foi lançado em 2009 exatamente para realizar a busca da primeira luz emitida depois do Big Bang. “Ousamos olhar o Big Bang de muito perto, o que permite uma compreensão da formação do Universo vinte vezes melhor do que antes”, comemorou o diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Jean-Jacques Dordain, ao apresentar os primeiros resultados do Planck, em coletiva de imprensa em Paris.

Salvo algumas anomalias que farão com que os cientistas teóricos tenham trabalho por semanas, os dados do Planck corroboram de maneira espetacular a hipótese de um modelo de universo relativamente simples, plano e em expansão, afirmou a ESA. As imagens permitiram igualmente aos cientistas um maior conhecimento da chamada “receita cósmica”, os diferentes componentes da formação do universo.

No momento em que o Universo tinha a aparência registrada na foto, a temperatura média dela estava em torno dos 3.000°C. Alguns milhares de anos antes desse momento, ele tinha uma temperatura tão alta que nenhuma luz podia sair dele. O Planck captou, pois, o traço fóssil dos primeiros fótons (partículas elementares da luz) que surgiram do Cosmos e que viajaram durante mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós.

Essa irradiação fóssil é agora muito fria, com -270°C, ou o mesmo que três graus menos frio que o “zero absoluto”, temperatura em que cessam os movimentos moleculares. A irradiação, embora invisível para nós, pode ser detectada na gama das ondas de rádio. A radiação de fundo cosmológica (CMB) apresenta ínfimas flutuações de temperatura que correspondem a regiões de densidade levemente diferente e portam em si o germe de todas as estrelas e das galáxias que nós conhecemos.

Para poder medir essas ínfimas flutuações, com uma precisão de cerca de um milionésimo, e eliminar todas os sinais parasitários emitidos pela Via Láctea e outras galáxias, o instrumento de alta frequência HFI do satélite Planck deve ser esfriado até um décimo de grau acima do zero absoluto. Essa proeza tecnológica, feita na ausência de gravidade e no vácuo, “não tem equivalente e nenhum artefacto espacial poderá ultrapassá-la por muito tempo”, concluiu Jean-Jacques Dordain.

23:03 · 09.01.2013 / atualizado às 02:43 · 10.01.2013 por
Astronautas permaneceram isolados durante 520 dias simulando viagem à Marte, na Rússia Imagem: ESA

Uma viagem tripulada para Marte, no médio prazo, parece cada vez menos improvável, mas os astronautas que forem escolhidos ou se candidatarem para a missão terão de enfrentar muitos desafios. Entre eles a própria saúde do sono.

Um experimento russo, o Mars 500, simulou os efeitos de uma missão de 520 dias, tempo que incluiria ida, estadia e volta à Marte. As descobertas indicam que uma viagem tão longa necessitaria de um equipamento que reproduzisse minimamente as condições que os astronautas teriam na Terra, tais como luminosidade, exercícios e alimentação.

O estudo foi patrocinado pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) começou em 3 de junho de 2010, quando seis astronautas voluntários foram isolados em uma cápsula de de 550 m³ e terminou em abril do ano passado, mas os dados só foram divulgados nesta semana. Foram simulados mais de 90 cenários para avaliar impactos psicológicos e fisiológicos nos participantes.

A missão foi dividida em três fases: 250 dias de ida, 30 dias de permanência em Marte e outros 240 de retorno. Foram analisados os padrões das atividades de descanso da tripulação, além de performance e respostas psicológicas a períodos longos de perda de sono, fadiga, estresse, mudança de humor e até discussões entre os astronautas durante a missão.Os pesquisadores descobriram que a maior parte da tripulação teve um ou mais distúrbios na qualidade do sono. A pesquisa pode ser usada para melhor a saúde das pessoas na Terra.

“Como uma sociedade global, precisamos reavaliar como vemos o sono e como ele se relaciona à nossa saúde geral e a habilidade de levar uma vida produtiva. Seja um astronauta sendo desafiado a chegar a outro planeta ou um bebê aprendendo a caminhar, o corpo humano necessita de sono assim como de comida e água”, afirma David F. Dinges, um dos autores da pesquisa.