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Tag: Júpiter


22:18 · 10.07.2017 / atualizado às 22:18 · 10.07.2017 por
Tormenta se parece com um nódulo vermelho amontoado sobre a superfície do planeta, tem sido observada desde 1830 e calcula-se que exista há 350 anos Foto: Reprodução/Youtube

Uma nave não-tripulada da Nasa tem previsto voar sobre uma enorme tormenta em Júpiter durante viagem que poderá dar nova luz sobre as forças que movem a Grande Mancha Vermelha do planeta.

A aproximação da nave Juno, que monitora a tormenta de 16.000 km de amplitude, está programada para 01H55 GMT de terça-feira (22H55 desta segunda-feira em Brasília). “A misteriosa Grande Mancha Vermelha de Júpiter é provavelmente a face mais conhecida de Júpiter”, afirmou Scott Bolton, principal pesquisador de Juno no Southwest Research Institute de San Antonio, no Texas. “Esta tempestade monumental fez estragos durante séculos no maior planeta do Sistema Solar”, acrescentou. A tormenta se parece com um nódulo vermelho amontoado sobre a superfície do planeta. Tem sido observada desde 1830 e talvez exista há 350 anos, afirmou a agência espacial americana.

Juno, que no início deste mês completou o seu primeiro ano em órbita do gigante gasoso, oferecerá “a primeira imagem que a humanidade terá deste fenômeno gigantesco”, disse a Nasa em um comunicado. A nave estará equipada com instrumentos que podem atravessar nuvens para medir até onde vão as raízes desta tempestade e os cientistas esperam conhecer mais sobre o funcionamento dela.

A nave espacial partiu de Cabo Canaveral em agosto de 2011 em uma missão para estudar as origens, estruturas, atmosfera e magnetosfera de Júpiter.

Com informações: AFP

17:18 · 16.03.2017 / atualizado às 17:19 · 16.03.2017 por
Concepção artística da missão “Europa Clipper”, um dos projetos que deve ser beneficiado com a nova proposta orçamentária feita por Donald Trump para a Nasa. A missão vai explorar o satélite Europa, de Júpiter Imagem: Nasa

O projeto de orçamento da Nasa apresentado nesta quinta-feira (16) pelo presidente americano, Donald Trump, privilegia a exploração do espaço profundo, mas reduz os fundos dedicados às ciências da Terra e ao estudo do clima.

O texto confirma o apoio do governo Trump às alianças entre a agência espacial americana e o setor privado, iniciadas pela administração do seu antecessor, Barack Obama, “como a base do desenvolvimento do setor comercial espacial americano”.

O orçamento de 2018, de 19,1 bilhões de dólares, 0,8% menor que o de 2017, elimina o projeto apoiado pelo governo de Obama de capturar um asteroide e colocá-lo numa órbita perto da Lua, para estudá-lo em profundidade. O projeto aumenta, principalmente, os recursos dedicados às ciências planetárias e à astrofísica, que passam de US$ 1,5 bilhão para quase US$ 2 bilhões.

A Casa Branca propõe, ainda, a aceleração de um projeto de exploração robótica de uma lua de Júpiter chamada Europa, que contém um vasto oceano de água sob uma grossa camada de gelo onde pode existir vida. A Nasa trabalha atualmente no desenvolvimento de uma sonda, “Europa Clipper”, cujo lançamento está previsto para a década de 2020. O objetivo é sobrevoar a lua de Júpiter para cartografar sua superfície e buscar possíveis sinais de vida no oceano. O projeto de Trump destina US$ 1,8 bilhão de dólares – o que representa uma redução de US$ 200 milhões – para o desenvolvimento de pesquisas sobre as ciências da Terra, que incluem quatro missões relacionadas com o estudo do clima. Uma delas é a do Observatory-3, um satélite que pode medir e monitorar as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Para o diretor interino da Nasa, Robert Lightfoot, o projeto de orçamento é “em geral positivo” para a agência. “Como com qualquer orçamento, temos aspirações que ultrapassam nossas possibilidades, mas este projeto de orçamento nos proporciona recursos consideráveis para realizar nossa missão”, acrescentou em um comunicado. No entanto, a publicação do projeto de orçamento é apenas o começo de uma longa batalha com o Congresso, que tem a última palavra.

Com informações: AFP

23:10 · 26.09.2016 / atualizado às 23:50 · 27.09.2016 por
Imagem: PBS
Concepção artística mostra colunas de vapor de água sobre a superfície de gelo de Europa, uma das luas de Júpiter, sob a qual há um oceano Imagem: PBS

Astrônomos da Nasa revelaram nesta segunda-feira (26) que detectaram colunas de vapor de água sobre a superfície de gelo de Europa, uma das luas de Júpiter, sob a qual há um oceano.

Essas observações, feitas com a ajuda de emissões de raios ultravioleta do telescópio espacial Hubble, aumentam a possibilidade de coletar amostras de água e gelo sem a necessidade de colocar um robô sobre a superfície da Europa e fazer perfurações. “O oceano da Europa é considerado um dos lugares mais promissores no sistema solar onde potencialmente pode existir vida”, disse Geoff Yoder, diretor interino da Nasa para a Ciência.

“Essas colunas de vapor, se sua existência for confirmada, poderiam oferecer outro meio para obter amostras de água que se encontra debaixo do gelo”, acrescentou. Aparentemente, as colunas alcançavam cerca de 200 km de altitude, deixando cair materiais sobre a superfície da lua.

Durante as dez observações da passagem de Europa diante de Júpiter, efetuadas em um período de 15 meses, em três ocasiões foi possível perceber o que poderiam ser gêisers, detalharam os cientistas, entre eles William Sparks, um astrônomo do Space Telescope Science Institute, em Baltimore.

Apesar de que não puderam afirmar com exatidão que realmente se trata de colunas de vapor de água, os astrônomos consideram tal possibilidade “substancial”.

Em 2012, outra equipe científica dirigida por Lorenz Roth, do Southwest Research Institute, em San Antonio, detectou vapor de água saindo da superfície da Europa, na região do polo sul, alcançando 160 km no espaço.

As duas equipes usaram o mesmo instrumento do Hubble para fazer suas observações, um espectrógrafo, mas aplicaram métodos totalmente diferentes e chegaram à mesma conclusão. Se a existência dessas colunas de vapor de água for confirmada, Europa será a segunda lua no sistema solar conhecida por contar com esses fenômenos.

Em 2005, emissões como estas foram detectadas, pela sonda Cassini da Nasa, na superfície da Encélado, uma das luas de Saturno. Europa contém um vasto oceano, com o dobro de água de todos os oceanos terrestres reunidos, que se encontra sob uma crosta de gelo extremamente fria e muito dura, cuja espessura é desconhecida.

Esta última observação será publicada na próxima edição da revista Astrophysical Journal.

Com informações: AFP

07:47 · 21.05.2016 / atualizado às 22:14 · 20.05.2016 por
Foto: Nasa
Pesquisa mostra que é possível que exista hidrogênio e oxigênio suficientes para a formação de vida por lá. Já era sabido que Europa tem outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre Foto: Nasa

A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) já havia afirmado que Europa, uma das luas de Júpiter, era o lugar mais provável de ter vida fora da Terra. Agora, um estudo comprova que a química dos oceanos do satélite é muito parecida com a da Terra.

A pesquisa mostra que é possível que exista hidrogênio e oxigênio suficientes para a formação de vida por lá, ainda que não exista atividade vulcânica na lua de Júpiter. Já era sabido que Europa tem outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre.

“A Europa é recoberta por uma camada de gelo relativamente fina, possui um oceano [líquido sob o gelo] em contato com rochas no fundo, é geologicamente ativa e bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao se misturar com a água, uma energia ideal para a vida”, afirmou Robert Pappalardo, cientista da Nasa em 2013.

O estudo, publicado pelo periódico Geophysical Research Letters, descobriu que a produção de oxigênio tanto na Terra quanto em Europa é cerca de dez vezes maior do que a produção de hidrogênio.

Na Terra, nossos oceanos produzem hidrogênio e calor quando a água salgada do mar penetra nas fissuras da crosta terrestre e reage com os minerais. O objetivo dos cientistas agora é saber se essa reação também acontece no satélite de Júpiter.

Europa também possui fissuras em sua crosta e elas são cinco vezes maiores do que as da Terra: cerca de 25 quilômetros de profundidade. Já o oxigênio pode ser criado quando moléculas congeladas da água se desprendem da superfície do oceano e voltam às profundezas do mar, onde está o hidrogênio.

Missão em 2020

A ESA (Agência Espacial Europeia) assinou um contrato de 350 milhões de euros com a Airbus Defence and Space para construir Juice, uma sonda que vai estudar Júpiter e suas luas congeladas em 2020.

Segundo Elizabeth Robinson, chefe do setor financeiro da Nasa, o ambiente com muita radiação que predomina em volta de Júpiter e a distância da Terra serão os grandes desafios para este projeto.

Quando a Nasa enviou a sonda Galileu para Júpiter, em 1989, foram necessários seis anos para que a sonda chegasse ao quinto planeta do Sistema Solar.

Outras sondas da Nasa já passaram perto de Europa, especialmente a Galileu, mas nenhuma se concentrou especificamente na lua, que é uma das dezenas que orbitam Júpiter.

Com informações: UOL

16:45 · 27.05.2015 / atualizado às 16:50 · 27.05.2015 por
Imagem: The Positive
Concepção artística de sonda orbitando Europa, um dos satélites naturais do planeta Júpiter. A lua jupiteriana possui um oceano líquido abaixo de uma espessa crosta de gelo, que poderia abrigar alguma forma de vida Imagem: The Positive

A Nasa acaba de anunciar os nove instrumentos que devem voar na espaçonave destinada a explorar Europa, a lua de Júpiter com maior potencial para abrigar vida.

Vista de longe, ela é apenas uma bola de gelo — nada mais que um pequeno ponto de luz, observado pela primeira vez por Galileu Galilei em 1610. Contudo, os sobrevoos realizados pelas Voyagers, em 1979 e 1980, e mais tarde pela sonda Galileo, nos anos 1990, revelaram a presença de um oceano global de água líquida sob a superfície congelada, além de muitos mistérios intrigantes.

O segredo para a persistência de água em estado líquido é o poderoso efeito de maré exercido pelo planeta gigante, conforme a lua gira em torno dele. “Em Europa, esse oceano deve ter existido por bilhões de anos”, disse John Grunsfeld, vice-administrador científico da Nasa. “Estou muito empolgado”, acrescentou.

A maioria dos cientistas acredita que foi num ambiente muito parecido com o que existe em Europa, em fontes hidrotermais no leito oceânico, que a vida surgiu na Terra.

“Caso encontremos indicações de seres vivos em Europa, é um sinal de que há vida em toda parte na galáxia”, afirma Jim Green, diretor de ciência planetária da agência espacial americana.

Cronograma

A missão deve partir no início da próxima década — o ano exato ainda não foi especificado, assim como o tempo de viagem até Júpiter, que depende do veículo lançador e da trajetória escolhidos para a viagem.

Não há orçamento fechado, mas estima-se um custo de US$ 2 bilhões, sem contar o preço do lançamento. Após entrar em órbita do planeta gigante, a sonda deve realizar 45 sobrevoos de Europa, ao longo de dois anos e meio.

Com isso, fará um mapeamento detalhado de cerca de 90% da superfície, com resolução capaz de identificar estruturas de 50 metros. E, em locais específicos, a resolução será ainda maior — espera-se que alguns sobrevoos atinjam uma distância de meros 25 km da superfície.

Habitabilidade

Segundo Curt Niebur, cientista do programa de Europa no Quartel-General da Nasa, o objetivo principal da missão é caracterizar o ambiente da lua e identificá-lo como habitável, ou seja, capaz de permitir a existência de vida.

Cinco perguntas deverão ser respondidas:

– Quão profundo e salgado é o oceano?
– Quão espessa é a crosta de gelo?
– Quão ativa é a crosta de gelo?
– O que é o material marrom na superfície?
– Onde estão as plumas e o que há nelas?

A agência espacial recebeu 33 propostas de instrumentos e selecionou 9 delas para a missão.

Confira a lista:

PIMS – Instrumento de Plasma e Sondagem Magnética

ICEMAG – Caracterização do Interior de Europa usando Magnetometria

MISE – Espectrômetro de Mapeamento de Imagens para Europa

EIS – Sistema de Imageamento de Europa

REASON – Radar para Estudo e Sondagem de Europa: Oceano até perto da Superfície

E-THEMIS – Sistema de Imageamento de Emissão Térmica de Europa

MASPEX – Espectrômetro de Massa para Exploração Planetária/Europa

UVS – Espectrógrafo Ultravioleta/Europa

SUDA – Analisador de Massa de Poeira Superficial

Com informações: Salvador Nogueira/Blog Mensageiro Sideral

19:35 · 12.03.2015 / atualizado às 19:47 · 12.03.2015 por
Foto: Astronoo
Segundo estudo, existe um oceano salgado, capaz, portanto, de conduzir eletricidade, abaixo da superfície da lua. Ele se contrapõe à atração magnética de Júpiter Foto: Astronoo

Cientistas que utilizam o Telescópio Espacial Hubble confirmaram que a lua Ganímedes, na órbita de Júpiter, possui um oceano por baixo de uma crosta superficial de gelo, elevando a probabilidade da presença de vida, afirmou a Nasa nesta quinta-feira (12).

A descoberta resolve um mistério relacionado à maior Lua do sistema solar após a nave Galileo, já aposentada, ter fornecido pistas sobre a existência de um oceano abaixo da superfície de Ganímedes enquanto cumpria uma missão exploratória ao redor de Júpiter e de suas luas, entre 1995 e 2003.

Assim como a Terra, Ganímedes possui um núcleo de ferro fundido que gera um campo magnético, embora o campo magnético de Ganímedes seja amalgamado ao campo magnético de Júpiter. Isso dá origem a uma interessante dinâmica visual, com a formação de duas faixas de auroras brilhantes nos pólos norte e sul de Ganímedes.

O campo magnético de Júpiter se altera com sua rotação, agitando as auroras de Ganímedes. Cientistas mediram tais movimentos e descobriram que os efeitos visuais se mostravam mais restritos do que deveriam.

Modelos computadorizados

Usando modelos gerados por computador, eles chegaram à conclusão de que um oceano salgado, capaz, portanto, de conduzir eletricidade, abaixo da superfície da Lua se contrapunha à atração magnética de Júpiter.

Os cientistas testaram mais de 100 modelos computadorizados para observar se qualquer outro elemento poderia ter impacto sobre a aurora de Ganímedes. Eles também reprocessaram sete horas de observações ultravioletas do Hubble e analisaram dados sobre ambos os cinturões de aurora da Lua.

O diretor associado da Nasa, Jim Green, classificou a descoberta como “uma demonstração surpreendente”. “Eles desenvolveram uma nova abordagem para se observar a parte interna de um corpo planetário com um telescópio”, disse Green.

Água quente em Encélado

Ganímedes se junta agora a uma crescente lista de luas localizadas nas partes mais afastadas do sistema solar que possuem uma camada de água abaixo da superfície.

Na quarta-feira (11), cientistas disseram que uma lua de Saturno, a Encélado, possui correntes quentes de água abaixo de sua superfície gélida. É a primeira vez que tal característica é descoberta fora da Terra, segundo um grupo de pesquisadores que formularam a teoria com a análise de pequenos destroços de rocha lançados ao espaço pelos gêiseres.

A descoberta acrescenta a “atrativa” possibilidade que Encélado, onde também há uma grande atividade geológica, “possa conter um ambiente adequado para organismos vivos”, segundo um artigo publicado pela revista “Nature”.

Entre outros corpos ricos em água no Sistema Solar  estão Europa e Calisto, luas de Júpiter.

Com informações: AFP/Galileu

17:14 · 15.05.2014 / atualizado às 17:37 · 15.05.2014 por
Mancha de Júpiter perdeu 6.400 km de diâmetro nos últimos 35 anos Foto: Nasa
Mancha de Júpiter perdeu 6.400 km de diâmetro nos últimos 35 anos, de acordo com imagens feitas pelo telescópio Hubble Foto: Nasa

A marca registrada de Júpiter – uma mancha vermelha maior que a Terra – está encolhendo, mostraram imagens do Telescópio Espacial Hubble divulgadas nesta quinta-feira (15).

A chamada “Grande Mancha Vermelha” é uma violenta tempestade, que no final dos anos 1880 teve seu tamanho estimado em cerca de 40 mil quilômetros de diâmetro, grande o suficiente para acomodar três Terras lado a lado.

A tempestade, a maior do Sistema Solar, tem a aparência de uma profunda esfera vermelha cercada por camadas de amarelo pálido, laranja e branco. Os ventos em seu interior foram calculados em centenas de quilômetros por hora, disseram astrônomos da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Quando a sonda espacial Voyager, da Nasa, a sobrevoou em 1979 e 1980, as manchas tinham diminuído para cerca de 22.500 quilômetros de diâmetro.

Agora, novas imagens tiradas pelo Hubble em órbita da Terra mostram que a mancha vermelha de Júpiter está menor do que nunca, medindo pouco menos de 16.100 quilômetros de diâmetro, além de parecer mais circular na forma.

Os cientistas não sabem ao certo por que a Grande Mancha Vermelha está encolhendo cerca de mil quilômetros por ano.

“É visível que redemoinhos minúsculos estão se juntando à tempestade… estes podem ser responsáveis pela mudança acelerada ao alterar a dinâmica interna (da tempestade)”, disse Amy Simon, astrônoma do Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa, em Greenbelt, Maryland, em um comunicado.

Com informações: Reuters

17:17 · 06.01.2014 / atualizado às 17:24 · 06.01.2014 por
Reprodução artística de uma pluma de água (similar a um gêiser terrestre) em Europa, lua de Júpiter Imagem: SouthWest Research Institute
Reprodução artística de uma pluma de água (em estrutura similar a um gêiser terrestre) em Europa, lua de Júpiter Imagem: SouthWest Research Institute

O Telescópio Espacial Hubble identificou possíveis plumas de água sendo lançadas do polo sul de Europa.  Os jatos se parecem com o gigantesco gêiser de água visto na lua Encélado, de Saturno.

Plumas em Europa poderiam ser ainda mais empolgantes por oferecerem a possibilidade de revelar um habitat subterrâneo que poderia até mesmo abrigar vida extraterrestre. “Se isso for verdade, pode ser a maior notícia do Sistema Solar externo desde a descoberta da pluma de Encélado”, declara Robert Pappalardo, cientista planetário do Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, na Califórnia (Estados Unidos), que não se envolveu na pesquisa.

O trabalho, publicado em 12 de dezembro na Science, vem com várias ressalvas. Ainda que trabalhos teóricos anteriores tenham sugerido que poderiam existir plumas em Europa, indícios intrigantes delas não deram em nada. Dessa vez, o Hubble encontrou as possíveis plumas em uma única observação. E se forem mesmo reais, essas plumas podem não estar conectadas ao profundo oceano subterrâneo da lua.

“Essa é a primeira vez que descobrimos uma coisa assim, e precisamos voltar e olhar de novo”, explica Joachim Saur, cientista planetário da Universidade de Colônia na Alemanha, e um dos membros da equipe. Saur e seus colegas já tinham procurado plumas em Europa no passado, mas sem sucesso. Em 2012, a equipe decidiu tentar de novo.

Usando uma câmera ultravioleta do Hubble, eles observaram Europa uma vez em novembro e uma em dezembro daquele ano. O estudo de novembro não encontrou nada, mas a exposição de 2,7 horas em dezembro identificou bolhas de hidrogênio e oxigênio perto do polo sul de Europa.

Seu tamanho, forma e composição química são melhor explicados por duas plumas de vapor d’água com aproximadamente 200 quilômetros de altura, explica Lorenz Roth, o líder da equipe e cientista planetário do Instituto de Pesquisa Southwest em San Antonio, no Texas.

Esse valor tem muitas vezes a altura das possíveis plumas de Europa calculadas por alguns teóricos. Isso significaria que jatos de Europa chegam mais alto que as erupções vulcânicas em Io, uma das luas de Júpiter, mas não tão alto quanto a pluma gigantesca de Encélado.

Missões futuras

A descoberta poderia encorajar missões futuras. Em 2022, a Agência Espacial Europeia planeja lançar uma sonda que exploraria Europa, além de Júpiter e suas outras luas. E Pappalardo lidera uma equipe da Nasa que está planejando uma possível sonda norte-americana para Europa.

Com informações: Nature e Scientific American

23:07 · 07.11.2013 / atualizado às 23:08 · 07.11.2013 por
Asteroide que orbita entre Marte e Júpiter se comporta de forma exótica e apresenta caudas similares às de um cometa Foto: Nasa
Asteroide que orbita entre Marte e Júpiter se comporta de forma exótica e apresenta caudas similares às de um cometa Foto: Nasa

Um estranho asteroide que parece ter múltiplas caudas giratórias foi detectado pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa, entre Marte e Júpiter, anunciaram astrônomos nesta quinta-feira (7).

Ao invés de se parecer com um pequeno ponto de luz, como a maioria dos asteroides, este tem meia dúzia de caudas parecidas com as dos cometas, similares aos raios de uma roda, reportaram os cientistas no periódico Astrophysical Journal Letters.

“É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide. Ficamos assombrados quando o vimos”, disse o principal pesquisador, David Jewitt, professor do Departamento de Ciências da Terra e do Espaço na Universidade da Califórnia em Los Angeles.

“Surpreendentemente, as estruturas de sua cauda mudam dramaticamente em apenas 13 dias à medida que libera poeira”, acrescentou. O objeto foi denominado P/2013 P5, e os astrônomos acreditam que ele esteja cuspindo poeira por pelo menos cinco meses. O asteroide pode ter girado tão rápido que começou a se desintegrar, explicaram.

Suas múltiplas caudas foram descobertas em imagens captadas pelo telescópio Hubble em 10 de setembro passado, depois de ter sido detectado pela primeira vez por um telescópio no Havaí. Jewitt explicou que o objeto pode ter se originado da colisão de um asteroide 200 milhões de anos atrás.

“Na astronomia, onde você encontra um, acaba encontrando mais um montão. É um objeto surpreendente e quase com certeza será o primeiro de muitos outros”, prosseguiu.

Informações: Portal Terra

09:27 · 15.10.2013 / atualizado às 09:27 · 15.10.2013 por
Diamantes que chovem em Júpiter e Saturno podem chegar até a 1 centímetro de diâmetro Foto: Flickr
Diamantes que chovem em Júpiter e Saturno podem chegar até a 1 centímetro de diâmetro Foto: Flickr

Uma descoberta que pode animar a embrionária indústria da mineração espacial. Pesquisadores da Sociedade Americana de Astronomia descobriram que nas exóticas atmosferas de Saturno e Júpiter pode chover até mil toneladas de diamante por ano.

O fenômeno ocorre devido a transformação do carbono contido no abundante gás metano de suas camadas de ar em grafite e diamante, a partir de poderosos raios gerados pela imensa atividade atmosférica dos gigantes gasosos. As partículas de diamante que chovem na superfície dos dois planetas (provavelmente formada de hidrogênio líquido ou metálico) podem chegar, de acordo com os cálculos, a 1 centímetro de diâmetro.

Segundo Kevin Baines, da Universidade de Winsconsin-Madison e do Laboratório de Propulsão da Nasa,  “à medida que vai caindo, esse carbono entra em choque com a pressão atmosférica desses planetas, e se transforma primeiro em pedaços de grafite e, em seguida, em diamantes. Dependendo das condições, esses granizos de diamante podem inclusive derreter.  Seriam diamantes grande o suficiente para se colocar em um anel”.

Os cientistas analisaram as últimas temperaturas e pré-condições de pressão no interior dos planetas, além de novos dados sobre como o carbono se comporta em diferentes condições. “Parece válida a ideia de que há uma profunda variação dentro das atmosferas de Júpiter e ainda mais de Saturno, nas quais o carbono poderia se estabilizar como diamante”, disse o professor Raymond Jeanloz, um dos responsáveis pela descoberta de que havia diamantes em Urano e Netuno.