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Tag: Lua


17:16 · 16.01.2018 / atualizado às 17:16 · 16.01.2018 por
Para o jornalista Nicolas Chevassus-au-Louis, as “fake news”, procedem de uma mesma retórica apoiada em “versões alternativas” para explicar “inconsistências teóricas”. Um caso é a aparente imunidade da Antártida ao aquecimento global Foto: Marine Bio

A internet contribuiu também para propagar notícias científicas falsas, como dizer que a Terra é plana, que os americanos jamais pisaram na Lua e que o homem não é responsável pelas mudanças climáticas, alertam os cientistas.

O perigo destas teorias cientificamente invalidadas é que às vezes são aceitas por parte do grande público, como acontece com as “fake news” em geral. Um estudo recente na França mostrou que 79% dos cidadãos acreditam em ao menos uma teoria da conspiração. Por exemplo, 16% pensam que o homem não chegou à Lua e 9% acham “possível” que nosso planeta seja plano.

No âmbito climático, “enfrentamos uma vontade deliberada de manipular a opinião pública e os que decidem”, disse a climatologista Valérie Masson-Delmotte, convidada recentemente a participar de um colóquio em Paris.

Aqueles que Masson-Delmotte, membro do grupo de especialistas da ONU sobre o clima (IPCC), chama de “comerciantes da dúvida” buscam essencialmente, segundo ela, limitar a regulação ambiental. Mas as motivações dos propagadores das notícias falsas não são só econômicas: podem ser religiosas, ideológicas ou às vezes mais pessoais, como a busca de visibilidade.

Retórica comum

Para o jornalista especializado Nicolas Chevassus-au-Louis, as notícias falsas, científicas ou não, “procedem de uma mesma retórica”: “Se começa suscitando uma dúvida. O método mais eficaz consiste em ressaltar as supostas incoerências da versão oficial, aferrar-se a um detalhe e insistir ao máximo sobre ele”, explica.

Por exemplo, uma pergunta recorrente é: “Você não acha estranho que a Antártida não pareça estar derretendo?”. Depois se apresentam “versões alternativas”, como a ideia de que as mudanças climáticas poderiam estar ligadas à atividade solar e não à do homem, como foi estabelecido cientificamente. Com testemunhos de personalidades e publicações apresentadas como científicas, tenta-se convencer finalmente sobre a veracidade da versão alternativa, segundo Chevassus-au-Louis.

Fatos X opinião

Discernir entre uma informação rigorosa e verificável e uma opinião pode ser, além disso, mais difícil para o público quando se trata de temas científicos.

“Todos temos uma responsabilidade, o ensino, os meios, os pesquisadores e os organismos, por não termos conseguido mostrar essa diferença”, explica Masson-Delmotte.

Paralelamente, os especialistas ressaltam que a ciência esbarra em outras dificuldades para chegar ao grande público. No ano passado, “33% dos artigos sobre clima na imprensa anglo-saxã mais populares na internet continham informações falsas”, embora não fossem mal intencionadas, afirma o climatologista Emmanuel Vincent.

Masson-Delmotte explica que a internet aumentou a discrepância entre os ritmos da atualidade e o conhecimento científico. Por exemplo, quando vários furacões afetaram o Atlântico em setembro passado, os meios se perguntaram se estes fenômenos extremos estavam ligados ao aquecimento global, uma resposta impossível de se dar imediatamente, para os especialistas.

Estes resultados científicos estiveram disponíveis vários meses depois, “mas só obtiveram um lugar muito limitado nos meios”, lamenta Masson-Delmotte.

Com informações: AFP

17:22 · 11.12.2017 / atualizado às 17:22 · 11.12.2017 por
A última vez em que os EUA enviaram uma missão tripulada para fora da órbita terrestre foi em 1972, no programa Apolo 17 Foto: Nasa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (11) uma diretriz que ordena à Nasa, a agência espacial norte-americana, a iniciar um programa para enviar “novamente astronautas americanos à Lua e, eventualmente, a Marte”, informou a Casa Branca.

A última vez em que os EUA enviaram uma missão tripulada para fora da órbita terrestre foi em 1972, no programa Apolo 17, na qual dois de seus astronautas, Eugene Cernan e Harrison Schmitt, fizeram três caminhadas sobre a superfície lunar. O porta-voz Hogan Gidley ressaltou que a nova diretriz de Trump “modificará a política de voos espaciais tripulados do país para ajudar os EUA a se transformarem na principal força na indústria espacial, a obterem novos conhecimentos do espaço e a desenvolverem uma tecnologia incrível”.

Em outubro, o vice-presidente norte-americano Mike Pence comentou sobre o interesse de Washington de “enviar astronautas americanos à Lua, não apenas para deixar para trás pegadas e bandeiras, mas para construir as bases necessárias para enviar americanos a Marte e além”. Pence preside o Conselho Nacional Espacial, um órgão do Escritório Executivo do presidente Trump, desenvolvido para potencializar as ambições espaciais norte-americanas.

Com informações: Agência Brasil

20:49 · 29.09.2017 / atualizado às 20:56 · 29.09.2017 por
Concepção artística de como a estação espacial russo-americana atuaria em volta do satélite natural da Terra, servindo de base para missões futuras pelo Sistema Solar Imagem: Above Top Secret

A agência espacial russa, Roscosmos, anunciou ter assinado um acordo com a Nasa para cooperar no projeto norte-americano de construção de uma estação orbital em torno da Lua, dentro do programa “Deep Space Gateway” (Portal do Espaço Profundo).

O projeto busca construir uma estação na órbita lunar que sirva como ponto de conexão entre a superfície do satélite terrestre, missões a outros planetas e a Terra. Essa estação é considerada um ponto-chave em um programa mais ambicioso de voos para Marte e para o resto do Sistema Solar.

O acordo foi assinado em Adelaide (Austrália), durante o 68º congresso internacional de astronáutica. A Nasa anunciou há alguns meses que estava trabalhando em um projeto chamado “Deep Space Gateway” para enviar astronautas à órbita lunar graças aos novos foguetes desenvolvidos pela agência espacial norte-americana. A Rússia quer, por sua vez, abrir uma base científica na Lua e espera realizar seus primeiros voos lunares antes de 2031. “Os dois sócios têm a intenção de desenvolver normas técnicas internacionais que serão utilizadas no futuro, incluindo a criação de uma estação orbital em volta da Lua. A Roscosmos e a Nasa já entraram em acordo sobre as normas da futura estação”, disse a agência russa.

Os foguetes russos Angara e Proton-M poderiam ser utilizados paralelamente ao americano SLS para “criar a infraestrutura da estação lunar”, segundo a Roscosmos. Esses foguetes seriam utilizados para transportar as cargas. A agência russa indicou que a criação desta estação orbital começará em meados de 2020.

“Cinco países, no mínimo, estão trabalhando para desenvolver suas próprias naves espaciais tripuladas. Para evitar problemas em termos de cooperação técnica, as normas (e sistemas de acoplagem) devem ser unificadas” declarou Igor Komarov, diretor da agência espacial russa. “Os elementos futuros da estação – bem como os padrões para sistemas de suporte de vida – serão criados usando designs russos”, acrescentou.

‘Orgulho’

A Nasa se declarou “orgulhosa de ver um interesse internacional crescente sobre o deslocamento para a órbita lunar como próxima etapa do desenvolvimento da exploração espacial”, mas acrescentou que o projeto ainda está em um estado de “formulação de conceitos”. Segundo a agência, o acordo com a Roscosmos servirá de base para “uma arquitetura de exploração financeiramente acessível e viável”. O espaço é um dos poucos setores de cooperação bilateral não afetado pelas tensões entre os Estados Unidos e a Rússia. Ambos os países cooperam na Estação Espacial Internacional (ISS), cujo módulo principal foi fabricado pela Rússia, o único país capaz de enviar astronautas ao espaço desde o fim do programa de ônibus espaciais da Nasa.

A Lua também desperta interesse na Agência Espacial Europeia. Seu diretor-geral, o alemão Jan Woerner, defende a criação de uma “aldeia lunar” desde a sua nomeação, em 2015.

Com informações: AFP

17:13 · 28.08.2017 / atualizado às 17:15 · 28.08.2017 por
Acordo será firmado possivelmente em outubro e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua Foto: CNSA

A China e a Rússia vão assinar acordo para ampliar a cooperação espacial, que incluirá a possibilidade de missões tripuladas conjuntas à Lua. O único país do mundo a conquistar tal feito até hoje foram os Estados Unidos, com seis missões ao satélite natural da Terra, entre os anos de 1969 e 1972.

O acordo será firmado possivelmente em outubro próximo e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua e novas missões não tripuladas ao espaço. Além disso, será incluído o desenvolvimento de materiais especiais, a cooperação em satélites, a gestão da sucata espacial e a tele-observação da Terra, acrescentou o jornal, porta-voz do Partido Comunista da China.

O texto lembra que este não será o primeiro acordo espacial entre Pequim e Moscou, mas o primeiro que cobre um período de cinco anos, o que permitirá estabelecer objetivos mais ambiciosos. Devido a problemas orçamentários, a Rússia não pôde manter o nível de ambição da antiga União Soviética no setor espacial, enquanto a China tem orçamento amplo, ainda que secreto, mas menos experiência.

O programa espacial chinês é ambicioso: nos próximos meses está previsto o lançamento de uma missão que trará à Terra amostras da Lua, e em 2018 do primeiro módulo da sua estação espacial própria, que espera concluir em 2022.

A China prevê enviar, em 2020, uma missão à Marte com um veículo robô para pesquisas científicas. No ano passado, inaugurou o maior radiotelescópio do mundo, com meio quilômetro de diâmetro.

Com informações: Agência Brasil

16:49 · 24.07.2017 / atualizado às 16:54 · 24.07.2017 por
Cientistas americanos dizem ter encontrado vestígios de água em quase todos os grandes depósitos vulcânicos mapeados na superfície lunar Foto: US News

A partir de dados coletados por satélite, pesquisadores da Universidade Brown, nos Estados Unidos, afirmam que há água presa no interior de depósitos vulcânicos lunares. Os cientistas usaram espectrômetros para analisar a luz refletida pela superfície da Lua.

Com isso, os pesquisadores conseguiram ter uma ideia da composição do solo e da radiação emitida conforme a área é aquecida, dados que posteriormente foram cruzados com as informações obtidas do material lunar coletado pelas missões Apollo (1969-1972).

Com os detalhados resultados em mãos, os cientistas americanos dizem ter encontrado vestígios de água em quase todos os grandes depósitos vulcânicos mapeados na superfície lunar. A partir de 2008, cientistas começaram a encontrar evidências de vestígios de água na Lua.

A possível presença de água na Lua é importante para o melhor entendimento da formação lunar. Uma futura exploração lunar também poderia ser impactada pela descoberta, com a possibilidade de extração de água do solo. A pesquisa foi publicada na revista científica “Nature Geoscience”, nesta segunda (24).

Com informações: Folhapress

16:51 · 10.02.2017 / atualizado às 16:51 · 10.02.2017 por
A Lua passará pela penumbra da Terra e não ficará totalmente obscura como em um eclipse total. Só uma parte do satélite natural ficará coberta Foto: Youtube

Dois fenômenos astronômicos notáveis poderão ser observados no Ceará e em todo o Brasil.

Na noite desta sexta-feira (10), um eclipse lunar penumbral será visível a olho nu, por pouco mais de 4 horas. O fenômeno começará às 19h34, no horário em Fortaleza e terá seu auge por volta da 21h44.

A Lua passará pela penumbra da Terra e não ficará totalmente obscura como em um eclipse total. Só uma parte do satélite natural ficará coberta e para um observador menos atento não é tão fácil distinguir a diferença no brilho refletido pelo astro.A sombra projetada pela Terra, responsável pelos eclipses, tem duas partes denominadas, respectivamente, umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada, como ocorrerá nesta noite. Com exceção da Oceania, países de todos os continentes poderão observar o eclipse penumbral.

No Hemisfério Norte, o fenômeno astronômico coincide com um cultural, a chamada ‘Lua de Neve’, como é conhecida a primeira fase cheia do astro no mês de fevereiro e está relacionado a esse ser um dos períodos em que comumente há maior ocorrência de tempestades de neve naquela metade do nosso planeta. Nesta semana, nevascas cancelaram quase 3 mil voos nos Estados Unidos, por exemplo.

O outro fenômeno previsto para ocorrer neste fim de semana é a passagem do cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova, no sábado (11). O corpo celeste composto por rocha, gelo e gás, chegará em seu ponto mais próximo, a cerca de 12,4 milhões de quilômetros da Terra, distância mais de 32 vezes superior a que nos separa da Lua.

Os astrônomos recomendam o uso de binóculos e telescópios simples para observá-lo. O astro aparecerá próximo à constelação de Hércules, movendo-se a 22,8 km/s, o que equivale a 82.270 km/h.

O cometa, que mede cerca de 1,6 km de diâmetro tem seu maior ponto de aproximação com a Terra a cada cinco anos. Ele foi batizado em homenagem aos três astrônomos que o descobriram em 1948, um japonês, um tcheco e um eslovaco.

 

22:37 · 10.01.2017 / atualizado às 22:37 · 10.01.2017 por
Foto: Nasa
A composição dos dois corpos celestes é quase idêntica – uma improbabilidade que há muito tempo intriga os defensores da hipótese da colisão única entre dois protoplanetas Foto: Nasa

A Lua, companheira do nosso planeta há cerca de 4,5 bilhões de anos, pode ter sido formada pelo impacto de uma série de pequenos corpos com uma Terra embrionária, afirmaram pesquisadores.

Isso explicaria uma grande inconsistência na teoria dominante, segundo a qual a Lua é resultado de uma única e gigantesca colisão entre a Terra e um corpo celeste do tamanho de Marte. Segundo esta hipótese, cerca de um quinto do material da Lua teria vindo da Terra, e o resto do segundo corpo.  No entanto, a composição da Terra e da Lua são quase idênticas – uma improbabilidade que há muito tempo intriga os defensores da hipótese do impacto único. “O cenário de múltiplos impactos é uma forma mais ‘natural’ de explicar a formação da Lua”, disse Raluca Rufu, do Instituto Weizmann de Ciências, em Rehovot, Israel, coautor do novo estudo, publicado na revista científica “Nature Geoscience”. Tais impactos múltiplos teriam escavado mais material da Terra do que um único impacto, o que significa que os satélites resultantes se assemelhariam mais à composição do nosso planeta, disseram os autores do estudo.

Simulações

Rufu e uma equipe criaram quase mil simulações de computador de colisões entre uma proto-Terra e planetas embrionários chamados planetesimais, menores do que Marte. Teriam sido necessárias cerca de 20 dessas colisões para formar a Lua, concluíram os pesquisadores. Cada colisão teria formado um disco de detritos ao redor da proto-Terra, que se aglomerariam para formar um pequeno satélite natural, segundo os autores. Estes pequenos satélites eventualmente se fundiriam, formando a Lua, acrescentaram.

“Nas primeiras etapas do Sistema Solar, os impactos eram muito abundantes, por isso é mais natural que vários deles tenham formado a Lua, em vez de um em especial”, disse Rufu. Acredita-se que nosso Sistema Solar se formou há 4,567 bilhões de anos, seguido pela Lua, cerca de 100 milhões de anos mais tarde.

Teoria dominante

A teoria principal da formação da Lua foi proposta em meados da década de 1970. Nos anos 1980, foram feitas as primeiras sugestões de que o satélite teria sido resultado de várias colisões.

O novo estudo “reavivou o cenário até agora em grande parte descartado de que uma série de impactos menores e mais comuns, em vez de um único golpe gigante, formaram a Lua”, escreveu Gareth Collins, do Imperial College London, em um comentário publicado pela revista.

“Construir a Lua desta maneira leva muitos milhões de anos, o que implica que a formação da Lua se sobrepôs a uma parcela considerável do crescimento da Terra”, acrescentou.

Com informações: G1

07:46 · 29.11.2016 / atualizado às 20:04 · 28.11.2016 por
Foto: Nasa
Grupo pretende enviar pelo menos dois experimentos para avaliar os danos causados a colônias de bactérias no ambiente inóspito do espaço na órbita da Lua Foto: Nasa

Um time de cientistas de instituições de ponta do Brasil, com parceria da iniciativa privada, pretende lançar até 2020 a primeira missão do país à Lua: um nanossatélite com experimentos científicos. Batizado de Garatéa-L, ele terá o objetivo de realizar pesquisas para estudar características da vida no espaço.

Os brasileiros pretendem aproveitar um dos nichos mais promissores da exploração espacial. Enquanto os dispositivos tradicionais são geringonças que ultrapassam as três toneladas, os nanossatélites chamados cubesats são mais compactos, mais baratos e têm menos de 8 kg. “O fato de eles serem pequenos não os torna menos poderosos. Muitas empresas eram céticas sobre essa ideia, mas hoje a área recebe bastante investimento. Os bons resultados atraíram as maiores fabricantes do mundo”, diz Lucas Fonseca, engenheiro espacial da empresa privada Airvantis, parceira do projeto, e gerente do Garatéa-L.

O projeto reúne pesquisadores dos centros de excelência em espaço do Brasil: o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), a USP, o LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), o Instituto Mauá de Tecnologia e a PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). A missão custará R$ 35 milhões e a captação de verbas ainda não teve início. O financiamento é o principal obstáculo. “É mais fácil fazer ciência de ponta na Lua do que conseguir as verbas necessárias”, diz o líder da missão.

Nos mais de 50 anos do programa espacial brasileiro, não faltaram planos para explorar o espaço profundo, mas as iniciativas geralmente esbarravam na falta de recursos. A equipe decidiu então buscar fontes alternativas de financiamento, além de pleitear verbas de agências de fomento.

A ideia é criar uma combinação com investimentos privados, tanto através de patrocínio como também de negociação de royalties e direitos de uso do conhecimento gerado e até de eventuais patentes.

Busca vida

O nome da missão vem do tupi-guarani –garatéa significa busca vida. O “L” foi acrescentado para indicar a missão lunar.

O cientista principal da missão, Douglas Galante, apressa-se em explicar que não se trata de uma tentativa de buscar vida no satélite.

“Já sabemos que a Lua é um ambiente muito hostil à vida. O que nós tentamos fazer agora é usar um satélite na Lua para testar os limites da vida em ambiente hostil”, diz o pesquisador do LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncroton) em Campinas.

Quando estamos na Terra, seu campo magnético serve como um escudo contra a perigosa radiação que vem do espaço. Fora do planeta, essa defesa contra os efeitos nocivos dos raios cósmicos já não existe. E são precisamente os efeitos disso que os pesquisadores querem analisar.

Embora os detalhes das atribuições do Garatéa-L ainda não estejam fechados, o grupo pretende enviar pelo menos dois experimentos para avaliar os danos causados a colônias de bactérias no ambiente inóspito do espaço.

Estão previstos também experimentos com tecidos humanos. É possível que os dados coletados sejam úteis para auxiliar na preparação de missões tripuladas de longa duração, como uma eventual viagem a Marte.

Previsto para ocorrer até 2020, o lançamento será uma parceria das agências espaciais europeia e do Reino Unido com duas empresas britânicas, dentro de sua primeira missão comercial de espaço profundo –a Pathfinder.

O material será posto em órbita pelo foguete indiano PSLV-C11, o mesmo que enviou a missão Chandrayaan-1 para a Lua, em 2008.

Com informações: Giuliana Miranda/ Folhapress

18:14 · 15.12.2014 / atualizado às 18:18 · 15.12.2014 por
Foto: Reuters
Projeto rivalizaria com a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um laboratório orbital que envolve 15 nações, incluindo a Rússia e os Estados Unidos Foto: Reuters

A agência espacial russa Roscosmos está cogitando construir sua própria estação espacial, disse nesta segunda-feira (15) o chefe da entidade, segundo a agência estatal de notícias RIA, o que enfatiza como as tensões internacionais estão afetando a cooperação espacial.

O projeto rivalizaria com a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um laboratório orbital que envolve 15 nações, incluindo a Rússia e os Estados Unidos. Moscou já questionou o futuro da ISS no longo prazo por conta da degradação dos laços com Washington como resultado da crise na Ucrânia.

“Confirmo que estamos cogitando tal opção. Este é um caminho de desenvolvimento possível”, disse Oleg Ostapenko, chefe da Roscosmos, quando indagado se a Rússia tem planos para desenvolver sua própria estação orbital.

Ele disse que a estrutura poderia se tornar uma parte essencial das missões russas à Lua.

Financiamento dificultado

Não está claro como o projeto seria financiado, já que muitos acreditam que a Rússia irá entrar em recessão no ano que vem e a crise econômica está sendo agravada pelas sanções ocidentais, uma reação à postura russa no conflito ucraniano.

Washington quer manter a ISS, que vale 100 bilhões de dólares, em funcionamento pelo menos até 2024, quatro anos além do prazo anterior, mas em maio um funcionário do governo russo afirmou que Moscou rejeitaria o pedido norte-americano para prolongar suas operações.

Com informações: Reuters

23:20 · 01.10.2014 / atualizado às 23:24 · 01.10.2014 por
Foto: Wikimedia Commons
Bacia lunar escura, vista da Terra, produz a imagem de uma figura humana, também conhecida como “homem na Lua” Foto: Wikimedia Commons

Uma bacia lunar escura que, vista da Terra, produz a imagem de uma figura humana, também conhecida como “homem na Lua”, foi criada por um jato de lava e não pela colisão de um asteroide, afirmaram astrônomos nesta quarta-feira (1).

Chamada de Oceanus Procellarum – o “oceano das tormentas”, como é conhecida pelos observadores dos céus -, a vasta bacia tem quase 3.000 quilômetros de diâmetro. Até agora, a principal teoria para explicar este traço extraordinário é que ele teria surgido quando uma rocha espacial maciça colidiu com a Lua nas origens do satélite natural da Terra.

Mas um estudo publicado na revista científica Nature oferece evidências de que uma erupção vulcânica teria criado a mancha que cobre um quinto da face visível da Lua. Segundo o artigo, ao analisar dados de uma missão da Nasa, astrônomos descobriram remanescências de antigas fendas na crosta lunar, que no passado formaram um “sistema de bombeamento de magma”.

Este sistema inundou a região com lava há entre 3 e 4 bilhões de anos. Com o tempo, a lava se solidificou para criar a rocha basáltica escura atualmente visível da Terra. As fendas ficaram evidentes depois de uma missão de 2012, denominada GRAIL, que enviou duas sondas, uma seguindo a outra ao redor da Lua.

À medida que a nave principal sobrevoava uma região com crosta mais fina ou mais espessa, o empuxo gravitacional sobre ela mudava e esta alterava por um curto período sua distância em relação à sonda que a seguia. Ao medir o movimento sanfona, os cientistas conseguiram mapear diferenças na crosta lunar.

Esse mapa mostrou que a margem da região Procellarum tem a forma de um polígono, com extremidades que se unem em um ângulo de 120 graus. Esta é a assinatura da contração por material fundido e que se resfriou, enquanto o impacto de um asteroide teria criado uma cratera circular ou elíptica.

Ainda não está claro, no entanto, porque a erupção de lava aconteceu, afirmou Maria Zuber, professora de Geofísica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Com informações: AFP