Busca

Tag: Marte


19:54 · 07.02.2018 / atualizado às 19:54 · 07.02.2018 por

Depois de lançar o Tesla Roadster vermelho de Elon Musk como carga de teste para o foguete Falcon Heavy na terça-feira (6), a SpaceX transmitiu as primeiras horas da viagem inédita.

No vídeo acima, é possível ver diversos ângulos do carro e do “motorista”, um boneco vestido de astronauta apelidado de Starman em homenagem à música de David Bowie, que estaria tocando no rádio se o som pudesse se propagar no espaço.

As imagens cobrem mais de quatro horas e foram transmitidas ao vivo. No lugar de uma tela multímidia há a frase: “Don’t panic” (não se desespere), citada no “Guia do mochileiro das galáxias”. Em uma das placas eletrônicas do carro, Musk mandou gravar “Feito na Terra por humanos”, caso algum alienígena trombe com o carro por aí.

Mais do que uma jogada do empresário Elon Musk, que criou a Tesla, colocar o esportivo elétrico dentro de um foguete serviu para mostrar a capacidade da sou outra empresa, a SpaceX, de fazer viagens espaciais. O teste real foi do foguete jumbo Falcon Heavy, que se tornou o veículo espacial mais poderoso a ser lançado dos Estados Unidos desde os foguetes Saturn 5, da Nasa, que transportaram astronautas para a lua 45 anos atrás.

No entanto, o mais impressionante é que dois dos três foguetes usados como propulsores voltaram ao solo e pousaram intactos, prontos para uma próxima. O terceiro deles errou o alvo e se desintegrou no mar.

O Tesla Roadster foi impulsionado uma última vez, para escapar da órbita de Marte e dar uma volta como previsto no esquema divulgado por Musk.

Trajetória

A SpaceX ainda não confirmou se a trajetória está correta e quais as chances de ele colidir com qualquer outro objeto no espaço no meio do caminho. A ideia inicial era deixar o carro na órbita de Marte por anos.

O Falcon Heavy é projetado para transportar cargas úteis de muito maior peso do que um carro esportivo, com a SpaceX vangloriando sua capacidade de colocar cerca de 70 toneladas em órbita terrestre por um custo de US$ 90 milhões por lançamento.

A expectativa é de que a SpaceX, com sede na Califórnia, vai ganhar vantagem em relação às companhias de foguetes comerciais rivais que buscam contratos importantes com a Nasa, as Forças Armadas dos EUA, empresas de satélites e até mesmo com turistas espaciais pagantes.

O esportivo foi o primeiro modelo da Tesla e ganhará um “upgrade” em 2020, que o colocará como o carro mais rápido do mundo em aceleração. De acordo com o anúncio feito em novembro passado, ele será capaz de ir de 0 a 96 km/h em 1,9 segundo.

Essa marca supera o próprio Tesla Model S P100D, o híbrido Porsche 918 Spyder e o Bugatti Chiron – todos com desempenho acima de 2 segundos.

O novo Tesla Roadster ainda é conversível e tem outra característica impressionante: uma carga de bateria dura cerca de 1.000 km.

Com informações: Auto Esporte/Globo.com

11:55 · 13.01.2018 / atualizado às 11:57 · 13.01.2018 por
Escavações pouco profundas feitas em 2013 pelo rover Curiosity já haviam revelado a presença de gelo no solo marciano Foto: Nasa

Cientistas detectaram geleiras enterradas em Marte, que oferecem novos indícios sobre a quantidade de água acessível que o planeta tem e onde esta se encontra.

Embora se saiba há algum tempo que existe gelo em Marte, estudar melhor sua profundidade e localização poderia ser vital para futuras missões com humanos, indicou o estudo publicado na revista norte-americana Science.

“Basicamente, os astronautas poderiam ir lá com um balde e uma pá e obter toda a água que necessitam”, disse um dos autores da pesquisa, Shane Byrne, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade de Arizona, em Tucson.

A erosão deixou expostos oito locais de gelo, com profundidades de um a 100 metros abaixo da superfície, afirmou. Estas escarpas subterrâneas parecem “ser gelo quase puro”, indicou o artigo, baseado em dados recolhidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, lançada em 2005.

“Este tipo de gelo está mais estendido do que se pensava anteriormente”, disse Colin Dundas, geólogo do Serviço Geológico de Estados Unidos, em Flagstaff, Arizona. O gelo mostra faixas e variações de cor que sugerem que se formou camada por camada, talvez conforme a neve se acumulou ao longo do tempo.

Os pesquisadores acreditam que o gelo se formou há relativamente pouco tempo, pois os locais parecem ser lisos na superfície, e não marcados por crateras que teriam se formado com o impacto de detritos celestes no planeta ao longo do tempo.

Os buracos e precipícios estão todos perto dos polos, que mergulham em uma escuridão gélida durante o inverno marciano e não seriam um local adequado para um acampamento humano de longo prazo.

No entanto, se fosse possível perfurar e analisar uma amostra de uma das geleiras, os pesquisadores poderiam aprender muito sobre a história climática de Marte e o potencial de vida no planeta vizinho.

A Nasa planeja enviar os primeiros exploradores a Marte na década de 2030.

Com informações: AFP

17:22 · 11.12.2017 / atualizado às 17:22 · 11.12.2017 por
A última vez em que os EUA enviaram uma missão tripulada para fora da órbita terrestre foi em 1972, no programa Apolo 17 Foto: Nasa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (11) uma diretriz que ordena à Nasa, a agência espacial norte-americana, a iniciar um programa para enviar “novamente astronautas americanos à Lua e, eventualmente, a Marte”, informou a Casa Branca.

A última vez em que os EUA enviaram uma missão tripulada para fora da órbita terrestre foi em 1972, no programa Apolo 17, na qual dois de seus astronautas, Eugene Cernan e Harrison Schmitt, fizeram três caminhadas sobre a superfície lunar. O porta-voz Hogan Gidley ressaltou que a nova diretriz de Trump “modificará a política de voos espaciais tripulados do país para ajudar os EUA a se transformarem na principal força na indústria espacial, a obterem novos conhecimentos do espaço e a desenvolverem uma tecnologia incrível”.

Em outubro, o vice-presidente norte-americano Mike Pence comentou sobre o interesse de Washington de “enviar astronautas americanos à Lua, não apenas para deixar para trás pegadas e bandeiras, mas para construir as bases necessárias para enviar americanos a Marte e além”. Pence preside o Conselho Nacional Espacial, um órgão do Escritório Executivo do presidente Trump, desenvolvido para potencializar as ambições espaciais norte-americanas.

Com informações: Agência Brasil

21:04 · 19.09.2017 / atualizado às 21:04 · 19.09.2017 por
Programa é financiado pela Nasa, que espera enviar os primeiros astronautas ao Planeta Vermelho na década de 2030 Foto: Universidade do Havaí

Seis pessoas saíram de uma cúpula isolada no Havaí onde passaram os últimos oito meses em uma missão simulada para Marte, vivendo em instalações muito pequenas, comendo alimentos secos e tentando se relacionar bem.

O experimento, realizado pela Universidade do Havaí, foi o quinto desse tipo destinado a ajudar os cientistas a resolverem os conflitos interpessoais que podem surgir entre os astronautas que embarcam em uma missão longa no espaço profundo. Os voluntários, quatro homens e duas mulheres, saíram da cúpula no domingo, ansiosos para saborear frutas frescas, jantares caseiros e a sensação de ar fresco no rosto.

“Uma das coisas que senti falta de casa foi a culinária portuguesa”, disse o membro da equipe Brian Ramos, em um vídeo transmitido pela CBS News.

O programa é financiado pela Nasa, que espera enviar os primeiros astronautas ao Planeta Vermelho na década de 2030.

A capacidade da eventual equipe de se dar bem, assim como sua mistura de personalidades, serão essenciais para que a missão seja proveitosa, disse Kim Binsted, que lidera a pesquisa para a Universidade do Havaí. “Ter alguma variedade é uma coisa boa”, disse ela no vídeo transmitido pela CBS. “É como se estivéssemos tentando montar uma caixa de ferramentas para ir a Marte: não colocamos apenas martelos, mesmo que sejam os melhores martelos no sistema solar”.

Binsted disse que, embora os conflitos sejam inevitáveis, a última tripulação se saiu bem em suas tarefas fundamentais.

Os cientistas monitoraram as interações da equipe para detectar sinais de conflitos emocionais, e lhes deram dispositivos de realidade virtual para ajudar a lidar com o estresse.

Para tornar o experimento mais realista, os membros da tripulação tinham que utilizar trajes espaciais sempre que saíam da cúpula, localizada em um lugar remoto de Mauna Loa.

Eles também podiam enviar e-mails para amigos e familiares, mas com um atraso de 20 minutos.

Está previsto que outra missão de oito meses comece em janeiro de 2018.

Com informações: AFP

17:13 · 28.08.2017 / atualizado às 17:15 · 28.08.2017 por
Acordo será firmado possivelmente em outubro e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua Foto: CNSA

A China e a Rússia vão assinar acordo para ampliar a cooperação espacial, que incluirá a possibilidade de missões tripuladas conjuntas à Lua. O único país do mundo a conquistar tal feito até hoje foram os Estados Unidos, com seis missões ao satélite natural da Terra, entre os anos de 1969 e 1972.

O acordo será firmado possivelmente em outubro próximo e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua e novas missões não tripuladas ao espaço. Além disso, será incluído o desenvolvimento de materiais especiais, a cooperação em satélites, a gestão da sucata espacial e a tele-observação da Terra, acrescentou o jornal, porta-voz do Partido Comunista da China.

O texto lembra que este não será o primeiro acordo espacial entre Pequim e Moscou, mas o primeiro que cobre um período de cinco anos, o que permitirá estabelecer objetivos mais ambiciosos. Devido a problemas orçamentários, a Rússia não pôde manter o nível de ambição da antiga União Soviética no setor espacial, enquanto a China tem orçamento amplo, ainda que secreto, mas menos experiência.

O programa espacial chinês é ambicioso: nos próximos meses está previsto o lançamento de uma missão que trará à Terra amostras da Lua, e em 2018 do primeiro módulo da sua estação espacial própria, que espera concluir em 2022.

A China prevê enviar, em 2020, uma missão à Marte com um veículo robô para pesquisas científicas. No ano passado, inaugurou o maior radiotelescópio do mundo, com meio quilômetro de diâmetro.

Com informações: Agência Brasil

19:18 · 20.02.2017 / atualizado às 20:26 · 20.02.2017 por
Foto: Nasa

Cientistas da Nasa descobriram micro-organismos vivos presos dentro de cristais por até 60.000 anos em uma mina no México.

Esses micróbios antigos aparentemente evoluíram para poder sobreviver com uma dieta à base de sulfito, manganês e óxido de cobre, disse Penelope Boston, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, neste fim de semana em uma conferência da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

“Isso tem efeitos profundos sobre como tentamos entender a história evolutiva da vida microbiana neste planeta”, disse. Os micro-organismos foram descobertos na mina de Naica, no estado de Chihuahua, no norte do México. A mina é famosa por seus enormes cristais, alguns com até 15 metros.

A descoberta ainda não foi publicada em uma revista científica revisada por pares, mas levou os cientistas a acreditarem que organismos vivos também podem ter sobrevivido em ambientes extremos de outros planetas e luas do nosso sistema solar.

Segundo Boston, cerca de 100 tipos diferentes de microrganismos – a maioria deles bactérias – foram encontrados presos em cristais de Naica por períodos que variam de 10.000 a 60.000 anos, e 90% deles nunca tinham sido observados antes.

Preocupação

A descoberta destes micro-organismos ultra-resistentes foi uma surpresa para os pesquisadores, mas também uma fonte de preocupação para os astrobiólogos que pensam em recolher amostras em missões espaciais no sistema solar.

As condições extremas sob as quais esses micróbios sobreviveram levantam a possibilidade de que naves espaciais de exploração tragam acidentalmente para a Terra organismos extraterrestres perigosos. Os astrobiólogos também se preocupam com o risco de que organismos da Terra possam contaminar outros planetas no curso de missões de exploração, por exemplo em Marte, onde já existem vários robôs dos Estados Unidos.

A Nasa esteriliza suas espaçonaves e equipamentos antes de lançá-los no espaço. Sempre há, porém, o risco de que micro-organismos ultrarresistentes sobrevivam. “Como podemos garantir que as missões de detecção de vida vão detectar a verdadeira vida de Marte, ou a vida de mundos gelados, em vez da nossa vida?”, perguntou Boston. As preocupações não são novas. Durante as missões Apollo dos anos 60 e 70, os astronautas que retornaram da lua foram colocados em quarentena.

Os micro-organismos encontrados na mina de Naica não são os mais antigos já descobertos. Alguns anos atrás, cientistas encontraram micróbios vivos presos em gelo e sal havia 500.000 anos.

Com informações: AFP

22:45 · 28.09.2016 / atualizado às 22:45 · 28.09.2016 por
Foto: AFP
Subindo no palco sob um grande globo de Marte no Congresso Internacional de Astronáutica, Elon Musk mostrou sua visão de um foguete gigante que poderá levar homens e mulheres para o Planeta Vermelho “em nossa existência” Foto: AFP

O diretor da empresa aeroespacial SpaceX, Elon Musk, revelou seu ambicioso plano para enviar humanos em um grande foguete com cabines, a um custo mínimo de US$ 100 mil por pessoa.

Subindo no palco sob um grande globo de Marte no Congresso Internacional de Astronáutica, Musk mostrou sua visão de um foguete gigante que poderá levar homens e mulheres para o Planeta Vermelho “em nossa existência”.

“Nós precisamos partir dessas missões exploratórias iniciais para realmente construir uma cidade”, disse a uma multidão no centro de exposições com capacidade para milhares de pessoas, em Guadalajara. Musk exibiu um vídeo futurista, representando seu conceito de um sistema de transporte interplanetário baseado na reutilização de foguetes, em um propulsor em Marte e 1.000 espaçonaves em órbita, carregando 100 pessoas cada.

A espaçonave teria restaurantes, cabines, jogos de gravidade zero e filmes. “Tem que ser divertido, ou excitante. Não pode ser apertado, ou chato”, afirmou. O primeiro voo seria caro, mas o objetivo é “tornar isso acessível para quase qualquer pessoa que queira ir”, diminuindo o preço da entrada a cada vez até atingir os US$ 100 mil, disse Musk. Milhões de toneladas de carga também seriam necessárias para decolar a bordo do poderoso foguete, descrito por ele como uma “versão em escala do foguete Falcon 9”, sistema atual da empresa que pode pousar verticalmente.

O empresário americano-canadense nascido na África do Sul disse que o plano exige uma “parceria público-privada enorme” para estabelecer uma civilização humana autossustentável em Marte. A SpaceX disse que seu plano é enviar a cápsula de carga não tripulada Dragon para Marte em 2018, criando um caminho para uma missão humana que deixaria a Terra em 2024 e chegaria ao Planeta Vermelho no ano seguinte.

O foguete levaria uma nave espacial em órbita, que seria deixada lá, e pousaria de volta na Terra para pegar um tanque de combustível. Imediatamente, retornaria com a nova carga para a nave a fim de abastecer até sua viagem a Marte, descreveu Musk.

Uma vez em Marte, os seres humanos teriam de criar uma fábrica para produzir o propulsor, usando os recursos do planeta, como o metano, de modo a abastecer a nave espacial. Com isso, poderiam voltar para a Terra.

‘Objetivos agressivos’

Para os especialistas, porém, chegar a Marte – a uma distância média de 225 milhões de quilômetros da Terra – e viver lá exigiria uma verdadeira proeza de engenharia e um investimento enorme.

Antes da apresentação de Musk, John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial na Universidade George Washington, disse que é improvável que Musk consiga cumprir o plano de chegar no planeta até 2025. Logsdon lembrou que o empresário já havia sido otimista anteriormente sobre seus foguetes. “Primeiro que tudo é caro. Estamos falando de muitos bilhões de dólares e a SpaceX não tem essa quantidade de dinheiro”, alegou. Já o astronauta aposentado Leroy Chiao apontou que Musk “acumulou um grupo de peritos técnicos e operacionais, e que a SpaceX está gerando receitas a partir de lançamentos de foguetes”.

A agência espacial americana, a Nasa, que também pesquisa os efeitos no corpo humano de um voo espacial prolongado, anunciou seus próprios planos de enviar missões tripuladas a Marte na década de 2030.

Corrida espacial comercial

A SpaceX não é a única empresa que sonha com enviar pessoas a Marte.

Fundada pelo diretor da Amazon, Jeff Bezos, a Blue Origin revelou este mês seus planos de construir um foguete chamado New Glenn para enviar humanos ao espaço. Mas o empresário assegurou que ir ao Planeta Vermelho pode levar décadas.

“Queremos que milhões de pessoas vivam e trabalhem no espaço em algumas décadas, se assim desejarem”, declarou o presidente da Blue Origin, Rob Meyerson. Autora de um foguete que já realizou aterrissagens verticais, essa companhia está concentrada em achar uma forma de levar as pessoas ao espaço continuamente e a um menor custo.

A Blue Origin compete com a empresa espacial Virgin Galactic, do milionário britânico Richard Branson, na corrida para fazer viagens turísticas ao espaço. Ao ser questionado, em Guadalajara, se Marte está dentro de seus objetivos, o diretor-executivo da Virgin Galactic, George Whitesides, afirmou: “minha visão e a de Richard é que vamos estar muito focados no planeta Terra em um futuro próximo”.

Enquanto a Virgin Galactic apresentou neste mês uma nova nave espacial com asas, a SpaceX e a Blue Origin lançaram foguetes que podem aterrissar verticalmente, uma conquista-chave que poderá reduzir os custos das viagens ao espaço, pois os foguetes seriam reutilizáveis.

A SpaceX desenhou o poderoso foguete Falcon Heavy, que poderia levar ao espaço a nave tripulada Dragon. No final deste ano, a empresa espera lançar o foguete de 70 metros de comprimento, que tem um impulso equivalente a 18 Boeing 747 juntos.

A SpaceX sofreu um revés em 1º de setembro, quando seu foguete Falcon 9 explodiu durante um lançamento de teste na Flórida.

Com informações: AFP

16:56 · 30.06.2016 / atualizado às 16:56 · 30.06.2016 por
Foto: NASA/Bill Ingalls)
Teste aconteceu nas instalações da Orbital ATK em Promontory, no estado norte-americano do Utah Foto: NASA/Bill Ingalls)

O mais poderoso foguete já construído tem mais um “apoio de peso”: o lançamento de um novo propulsor para o Space Launch System (SLS) foi testado com sucesso nos Estados Unidos, em mais uma etapa concluída rumo ao “Planeta Vermelho”.

O teste aconteceu nas instalações da Orbital ATK em Promontory, no estado norte-americano do Utah. Este foi o segundo teste realizado e o último deste equipamento antes de acontecer o primeiro teste de voo do SLS com a nave Orion da Nasa, previsto para o final de 2018.

Apenas dois minutos de experiência permitiram à Nasa obter dados essenciais relativos a 82 pontos e objetivos relacionados a este propulsor, elementos indispensáveis para que o equipamento espacial consiga certificação oficial para o voo. Segundo a agência, as temperaturas no interior do propulsor podem chegar a mais de 3.315 graus Celsius.

“Este teste final de qualificação do propulsor ajuda-nos a entender em que ponto estamos no desenvolvimento do SLS, que será vital para o avanço na exploração humana do espaço e para abrir novas fronteiras para a ciência em geral e paras as missões no espaço profundo em particular”, explica William Gerstenmaier, um dos administradores do centro Human Exploration and Operations Mission Directorate da, localizado em Washington.

Missões futuras

Segundo a Nasa, após terminadas as experiências, dois propulsores do gênero e quatro motores RS-25 darão energia ao SLS em várias missões espaciais.

Este conjunto de equipamentos espaciais acompanharão o foguetão principal apenas durante os dois primeiros minutos do seu voo, representando cerca de 75% do poder de aceleração que a nave Orion precisará para “libertar-se” do campo gravitacional da Terra.

O projeto SLS e o voo da Orion agendado para 2018 são vistos pela Nasa como uma etapa decisiva nos avanços de exploração do espaço profundo rumo a Marte.

Com informações: SapoTek

22:10 · 06.06.2016 / atualizado às 22:10 · 06.06.2016 por
Concepção artística de uma futura colônia humana no "Planeta Vermelho" Foto: Mars One/Brian Versteeg
Concepção artística de uma futura colônia humana no “Planeta Vermelho” Imagem: Mars One/Brian Versteeg

Os 100 candidatos pré-selecionados para estabelecer uma colônia humana em Marte participarão de uma série de provas na terceira fase do processo de seleção, anunciaram nesta segunda-feira (6) os organizadores do projeto.

A brasileira Sandra Silva, uma professora de 52 anos, que vive em Porto Velho (RO), é uma das cem finalistas no processo seletivo do polêmico projeto Mars One, da ONG holandesa homônima, que pretende começar uma colônia terráquea no planeta vermelho a partir de 2025.

Cerca de 200.000 aspirantes de 140 países se inscreveram para o projeto, criado pela fundação holandesa homônima, que será parcialmente financiado por um ‘reality show’ televisivo sobre o empreendimento. As primeiras fases de seleção reduziram o número de candidatos para 100.

Após a terceira fase de testes, que durará cinco dias, sobrarão 40 potenciais astronautas amadores, dos quais 24 serão posteriormente escolhidos para participar de viagens só de ida ao Planeta Vermelho, previstas para acontecer a partir de 2026.

Os testes, 90% dos quais são usados pela agência espacial americana (Nasa), serão realizados em equipes, afirmou Norbert Kraft, diretor médico do Mars One e membro do comitê de seleção.

“Será a primeira vez que todos os candidatos se encontrarão pessoalmente e demonstrarão suas capacidades como uma equipe”, disse Kraft.

Critérios

A seleção será feita com base em vários critérios: tomada de decisões, atitude diante dos problemas, estado de ânimo, motivação, aspecto psicológico, normas sociais, comportamento durante e fora das provas.

Os candidatos deverão “se agrupar em equipes com as pessoas com as quais eles acreditam que podem trabalhar bem”, segundo um comunicado dos organizadores. Como eles não retornarão para a Terra, os astronautas devem ser capazes de viver em pequenos grupos, procurando água, produzindo oxigênio e cultivando alimentos.

A Nasa está trabalhando atualmente em três missões com robôs em Marte junto com a Agência Espacial Europeia. A agência americana não planeja, no entanto, realizar missões tripuladas ao Planeta Vermelho até 2030.

Com informações: AFP/BBC

11:52 · 30.05.2016 / atualizado às 01:21 · 30.05.2016 por
Foto: Nasa
Aproximação motivou a Nasa a fazer um registro fotográfico com o telescópio espacial Hubble em que é possível ver as calotas polares norte e sul e nuvens especialmente na região conhecida como Syrtis Major Planitia, uma grande planície próxima a um antigo vulcão marciana Foto: Nasa

Você que quer esperar o momento exato da maior aproximação de Marte em relação à Terra, nos últimos 11 anos, anote!  Nesta segunda-feira (30), às 18h36 no horário de Brasília, o “Planeta Vermelho” estará a “apenas” 75,3 milhões de quilômetros do “Planeta Azul”.

O professor de Astronomia, João Romário Fernandes Filho, explica que “a distância entre dois planetas é algo que varia muito ao longo do tempo. Apesar de orbitarem em torno de um mesmo centro de massa, eles avançam em velocidades diferentes. Isso origina configurações orbitais tão diferentes entre os planetas e a estrela que a Terra e Marte podem estar tanto a mais de 400 milhões de quilômetros quanto a menos de 55 milhões de quilômetros um  do outro!”

Ele acrescenta que Marte se apresentará com um brilho vermelho-alaranjado e que o planeta “vai se impor com grande beleza no nascente, pouco após o pôr do Sol, permanecendo visível durante toda a noite, como um inconfundível rubi celeste”. Se você tiver binóculos ou um telescópio simples, então, poderá ver ainda mais detalhes de Marte.  “Basta apontar para ele e tentar distinguir algumas nuances superficiais, como diferenças de tonalidades avermelhadas, evidências de terrenos com diferentes idades, ou até pequenas manchas brancas, que são as calotas polares marcianas”, orienta.

O especialista em Astronomia pela Universidade Cruzeiro do Sul (SP) adverte, no entanto, que não se deve esperar  “ver Marte nem remotamente parecido com uma Lua vermelha. Mesmo que nosso vizinho sideral seja mais do que duas vezes maior do que nosso satélite natural, a distância daqui até lá ainda será quase duzentas vezes maior do que a que nos separa da Lua!”.

Marte entrou no último dia 22, no que os astrônomos classificam como “oposição”, o que significa dizer que está alinhado com o Sol e com a Terra e que “nasce” no leste, aproximadamente no mesmo momento em que a nossa “Estrela-mãe” se põe no oeste.

A aproximação motivou a Nasa a fazer um registro fotográfico com o telescópio espacial Hubble em que é possível ver as calotas polares norte e sul e nuvens especialmente na região conhecida como Syrtis Major Planitia.

Descobertas

A aproximação do “Planeta Vermelho” com a Terra, porém não é a única coisa que está atiçando a curiosidade de astrônomos, astrogeólogos, astrobiólogos e admiradores da ciência, de um modo geral. Duas grandes descobertas sobre o passado marciano também animaram a comunidade científica nos últimos dias.

Na última quinta-feira (26), astrogeólogos da Universidade do Texas (EUA), com base em dados da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) e das antigas sondas Viking (que foram os primeiros artefatos humanos a pousar com sucesso em outro planeta, em 1976) chegaram à conclusão que Marte está saindo de uma era glacial que começou há cerca de 375 mil anos, pouco antes de nossos parentes neandertais surgirem na Terra e enfrentarem alguns longos períodos de glaciação pelas bandas de cá. A mesma pesquisa revelou que em seu auge a calota de gelo acumulou mais de 87 mil quilômetros cúbicos de gelo, volume três vezes maior que o esperado.

No dia seguinte, pesquisadores do Centro de Astrobiologia de Madri (Espanha) e da Universidade de Cornell (EUA), anunciaram ter encontrado evidências de que tsunamis atingiram as costas de antigos oceanos que banharam a superfície marciana há cerca de 3,4 bilhões de anos, período em que a vida bacteriana aqui na Terra dava seus primeiros passos. A pesquisa reforçou a hipótese de que no primeiro bilhão de anos da existência de Marte, os ecossistemas locais eram bem mais propícios à vida, que pode ainda resistir, especialmente no subsolo marciano.

Então, essa será a melhor oportunidade para ver o nosso planeta vizinho e aguçar ainda mais a curiosidade para novas descobertas sobre Marte. A próxima grande aproximação só acontecerá em julho de 2018, quando o Planeta Vermelho ficará ainda mais próximo de nós, a “apenas” 57,6 milhões de quilômetros!