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Tag: MCTIC


09:41 · 02.12.2017 / atualizado às 09:42 · 02.12.2017 por
Composição mostra o satélite sino-brasileiro CBERS 4A que deve ser lançado à órbita da Terra entre 2018 e 2019, segundo a AEB Imagem: AEB

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, disse que a parceria do Brasil com a China na área espacial é sólida e “não haverá nenhum atraso” no cronograma do novo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, o CBERS 4A por falta de recursos – ainda que haja atrasos relacionados a questões jurídicas. Segundo ele, o satélite será lançado até o fim de 2018 ou, “na pior das hipóteses”, no início de 2019.

“É muito mais fácil ser pessimista do que otimista”, disse Coelho, rebatendo as previsões mais negativas de funcionários do próprio Inpe. “Eu escolhi esse caminho difícil de ser otimista. Mas não é um otimismo irresponsável; estou em contato constante com o meu ministério e tenho pessoas ao meu lado que me garantem que isso vai acontecer.”

A AEB é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e repassa recursos ao Inpe para projetos do programa espacial. O MCTIC afirmou que os valores do orçamento de 2018 ainda estão sendo negociados, e a pasta segue atuando para que o governo libere mais recursos para o setor, inclusive neste ano.

Com informações: Estadão Conteúdo

23:50 · 20.07.2016 / atualizado às 23:50 · 20.07.2016 por
Foto: DocPlayer
Atraso na produção de iodo e gálio-68 pode ter cancelado ou atrasado cerca de 300 exames Foto: DocPlayer

Responsável pela produção de 95% dos radiofármacos usados nos hospitais e clínicas do País, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) suspendeu parcialmente a entrega desses produtos após funcionários do órgão decretarem greve, na última segunda-feira (18).

Cerca de 340 exames ou procedimentos que usam esse tipo de insumo, a maioria para diagnóstico ou monitoramento de câncer, foram cancelados ou adiados. O Ipen está localizado dentro da Universidade de São Paulo (USP) e é vinculado ao governo do Estado, mas gerido e financiado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Segundo o superintendente do instituto, José Carlos Bressiani, a paralisação teve como motivo um erro no projeto de lei que definia os reajustes salariais e demais regras de remuneração de servidores públicos. No texto, aprovado pelo Senado na semana passada, não foi incluído o reajuste e as gratificações para as carreiras de técnico e auxiliar técnico do Ipen.

“Temos cerca de 300 técnicos e parte deles está na área de produção, onde a maioria dos funcionários aderiu à paralisação. Estamos tentando honrar a entrega dos produtos convocando funcionários em férias ou servidores de outros setores, mas estamos tendo alguns atrasos”, diz Bressiani.

Sem a inclusão da previsão das gratificações no projeto de lei, os funcionários do Ipen teriam uma redução de cerca de 30% em suas remunerações, porcentual do salário correspondente a esse benefício.

Prejudicados

De acordo com o superintendente, uma das áreas mais prejudicadas pela greve foi a de produção do radiofármaco flúor-18, necessário para a realização do exame PET-CT, procedimento que faz um rastreamento completo do corpo do paciente com o objetivo de investigar o tamanho e o estágio de tumores, além de possíveis metástases.

Seis hospitais que haviam feito encomendas do insumo para a realização do exame anteontem só receberam o material ontem. Pelo menos 37 exames tiveram de ser cancelados por causa do atraso. O atraso na produção de iodo e gálio-68 pode ter cancelado ou atrasado outros 300 exames. A principal dificuldade de substituição do fornecedor desses produtos é que quase a totalidade da produção no País é feita pelo Ipen, sem possibilidade de importação dos itens, pois os radiofármacos perdem eficácia rapidamente, tendo de ser utilizados poucas horas após a produção.

A suspensão do fornecimento do gálio-68 impediu que a gerente Luciana Souza, de 34 anos, passasse por um PET-CT ontem no Hospital Sírio-Libanês, outra unidade que confirmou ter cancelado exames por causa da greve do Ipen. No caso de Luciana, o resultado do teste é fundamental para a realização da cirurgia de retirada de um tumor, agendada para o próximo sábado. “Sem passar pelo exame, não posso fazer a operação. É uma angústia”, diz ela.

O superintendente do Ipen diz que a força-tarefa com servidores que não aderiram à greve continuará, mas que o fornecimento só deverá ser normalizado após o fim da paralisação. Na manhã de hoje, os funcionários do Ipen deverão fazer uma nova assembleia para decidir se mantêm a greve.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações informou que detectou a ausência dos cargos de técnico e auxiliar técnico do Ipen no Projeto de Lei 33/2016 e que já solicitou ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão “a correção da matéria. Além disso, o MCTIC mantém diálogo com a categoria para solucionar o problema o quanto antes”, informou o órgão, em nota.

Crise

Além de enfrentar a greve dos técnicos, o Ipen passa por uma crise orçamentária que poderá levar à suspensão completa das atividades. O instituto só tem dinheiro para operar até o fim de agosto, de acordo com Bressiani. O orçamento do Ipen para 2016 é de aproximadamente R$ 100 milhões, R$ 50 milhões a menos do que o necessário. Cerca de 6 mil pessoas usam os produtos fabricados pelo órgão diariamente.

Com informações: Agência Estado

18:48 · 06.07.2016 / atualizado às 18:49 · 06.07.2016 por
Meta do ministério, segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações(MCTIC), Jailson de Andrade, é que até 2019, o volume de recursos destinado para ciência, tecnologia e inovação seja de 2% do PIB Foto: ASCOM -MCTIC
Meta do ministério, segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento
do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações(MCTIC), Jailson de Andrade, é que
até 2019, o volume de recursos destinado para ciência, tecnologia e inovação seja de 2% do PIB
Foto: ASCOM -MCTIC

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Jailson de Andrade, disse nesta quarta-feira (6) que o Brasil precisará aumentar o investimento em ciência se quiser se destacar internacionalmente nessa área.

“O atual orçamento do MCTIC está no mesmo nível de 2001”, disse Andrade durante debate na 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Porto Seguro (BA). A meta do ministério, estabelecida na Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia, é que até 2019, o volume de recursos destinado para ciência, tecnologia e inovação seja de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor é o mínimo necessário para que o Brasil possa competir com os grandes players mundiais, segundo o ministério.

Dados da pasta relativos a 2013 mostram que o Brasil investe o equivalente a 1,66% do PIB em ciência e tecnologia, o que coloca o país em 70º lugar no Global Innovation Index(Índice Global de Inovação). Lançada em maio, a Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia foca em 11 áreas: aeroespacial e defesa; água; alimentos; biomas e bioeconomia; ciências e tecnologias sociais; clima; economia e sociedade digital; energia; nuclear; saúde; e tecnologias convergentes e habilitadoras.

Doutores

O número de títulos de mestrado e doutorado cresceu 379% e 486%, respectivamente, entre 1996 e 2014, no Brasíl, revela estudo divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) na 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Porto Seguro, na Bahia.

O estudo revela ainda que os títulos de pós-graduação triplicaram no mesmo período com a criação de novos cursos. Segundo o diretor do CGEE, Antônio Galvão, a pulverização dos programas de mestrado e doutorado criou as condições necessárias para o desenvolvimento de outras regiões do país. Quanto maior o conhecimento, maior o potencial de geração de riquezas para o país, afirmou Galvão, ao detalhar o estudo.

“Quando se muda isso, muda-se a qualidade dos empregos das pessoas, porque eles [pós-graduados, mestres e doutores] vão fazer tarefas mais complexas, ter atividades e empreendimentos de maior densidade técnico-científica, que remuneram melhor, que pagam melhores salários. Todo o processo de desenvolvimento real é baseado em conhecimento. Este é o grande segredo, e é o que a pesquisa está mostrando”, afirmou.

O estudo mostra o mercado de trabalho de mestres e doutores em um período de seis anos. De acordo com os dados da pesquisa, de 2009 a 2014, o total de mestres empregados foi 66% e o de doutores, 75%, bem acima da taxa de ocupação da população, que está em 53%, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Mesmo com o avanço, o Brasil aparece como antepenúltimo em um ranking de 37 países. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, no Brasil são apenas 7,6 doutores para cada grupo de 100 mil habitantes. Apenas o México (4,2) e o Chile (3,4) tiveram desempenho inferior ao do Brasil nesta lista.

Com informações: Agência Brasil