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Tag: Mianmar


17:55 · 12.12.2017 / atualizado às 17:55 · 12.12.2017 por
cientistas descobriram, em Myanmar, vários carrapatos aprisionados em diversos pedaços de âmbar (uma espécie de resina fóssil), associados a restos dos grandes répteis Foto: NPR

A partir da descoberta de um fóssil de carrapato preservado em âmbar, um grupo internacional de cientistas mostrou pela primeira vez que esses parasitas já se alimentavam do sangue de dinossauros há quase 100 milhões de anos.

O estudo, publicado nesta terça-feira (12), na revista Nature Communications, também revela uma nova espécie extinta de carrapato, batizada de Deinocroton draculi, em alusão ao vampiro Drácula. Os cientistas descobriram, em Mianmar, vários carrapatos aprisionados em diversos pedaços de âmbar – uma espécie de resina fóssil – datados em 99 milhões de anos.

Um deles estava agarrado a uma pena de dinossauro. Segundo os autores do estudo, raramente são encontrados parasitas associados aos fósseis de seus hospedeiros e a descoberta é a primeira evidência direta da relação entre carrapatos e dinossauros.

Sem ‘Jurassic Park’

Embora o contexto da pesquisa lembre bastante o filme Jurassic Park, os cientistas afirmam que é praticamente impossível reconstruir dinossauros a partir de eventuais restos de DNA desses animais no fóssil de um carrapato do período Cretáceo (145 milhões a 66 milhões de anos atrás).

Na obra ficcional, dirigida por Steven Spielberg em 1993, os cientistas extraem o DNA de dinossauros de fósseis de mosquitos preservados em âmbar e, a partir daí, conseguem clonar os lagartos gigantes e trazê-los de volta à Terra. Os pesquisadores porém, explicam que embora seja comum encontrar fósseis em âmbar, é praticamente inviável extrair dessas amostras DNA em condições de ser utilizado – e o processo de clonagem seria ainda mais difícil. Todas as tentativas feitas até hoje de extrair DNA de espécimes em âmbar foram um fracasso, por causa da curta vida útil dessa molécula.

“Os carrapatos são infames organismos parasitários sugadores de sangue, que têm um impacto tremendo na saúde de humanos, de gado de bichos de estimação e de animais selvagens. Mas até agora estava faltando uma clara evidência do papel desses parasitas no passado remoto”, disse o autor principal do estudo, Enrique Peñalver, do Instituto de Pesquisa de Geologia e Mineração da Espanha.

Penas de dinossauros

Segundo Peñalver, o âmbar do Cretáceo fornece aos cientistas uma janela para o mundo dos dinossauros emplumados. Parte desse grupo de dinossauros mais tarde evoluiria para dar origem às aves modernas. A pena de dinossauro encontrado no âmbar com o carrapato, segundo os cientistas, tem estrutura semelhante à das penas dos pássaros.

Com informações: Estadão Conteúdo

21:28 · 08.06.2014 / atualizado às 21:46 · 08.06.2014 por
Foto: WWF
O pássaro-alfaiate-cambojano foi a única espécie de ave descoberta pelos pesquisadores do WWF. Entre os grupos de vertebrados catalogados estão três mamíferos, 21 anfíbios, 24 peixes e 28 répteis Foto: WWF

Cientistas identificaram 367 novas espécies na região do Grande Mekong desde 2012, de acordo com um relatório da ONG WWF.

Contudo, por conta do desenvolvimento insustentável quase todas os animais podem entrar no grupo de espécies ameaçadas de extinção.

O especialista da WWF Thomas Gray explica que o sudeste da Ásia é a região que tem a maior proporção de mamíferos terrestres ameaçados do mundo.

Uma das novas espécies descobertas – um gigante esquilo voador –  foi encontrado em um mercado de carne selvagem em Laos.

“Isto destaca a situação que muitas espécies estão enfrentando na região”, declara Gray. De acordo com o relatório da WWF, o comércio ilícito de animais selvagens gera 16 bilhões de dólares por ano.

As 367 espécies foram registradas em 2012 e 2013 na região do Grande Mekong, da qual fazem parte Tailândia, Camboja, Mianmar, Vietnã, Laos e a província chinesa de Yunnan. Dominada por plantas, que somam 290 novas espécies, a relação inclui ainda 24 peixes, 21 anfíbios, 28 répteis, uma ave e três mamíferos.

Os pesquisadores encontraram um morcego com nariz carnudo no Parque Nacional da Ilha de Cat Ba, no norte do Vietnã, próximo a Baía Ha Long, declarada Patrimônio Mundial pela Unesco.

Entre as outras espécies identificadas estão uma lagartixa voadora, um lagarto que tem as cores do arco-íris, uma cobra d’água cujas cores lembram a máscara do Zorro e um pequeno peixe que tem os órgãos sexuais localizados atrás da boca.

A região do Grande Mekong é uma das cinco reservas de biodiversidade mais ameaçadas do mundo, segundo a WWF.

Com informações: France Press