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Tag: Nasa


11:55 · 13.01.2018 / atualizado às 11:57 · 13.01.2018 por
Escavações pouco profundas feitas em 2013 pelo rover Curiosity já haviam revelado a presença de gelo no solo marciano Foto: Nasa

Cientistas detectaram geleiras enterradas em Marte, que oferecem novos indícios sobre a quantidade de água acessível que o planeta tem e onde esta se encontra.

Embora se saiba há algum tempo que existe gelo em Marte, estudar melhor sua profundidade e localização poderia ser vital para futuras missões com humanos, indicou o estudo publicado na revista norte-americana Science.

“Basicamente, os astronautas poderiam ir lá com um balde e uma pá e obter toda a água que necessitam”, disse um dos autores da pesquisa, Shane Byrne, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade de Arizona, em Tucson.

A erosão deixou expostos oito locais de gelo, com profundidades de um a 100 metros abaixo da superfície, afirmou. Estas escarpas subterrâneas parecem “ser gelo quase puro”, indicou o artigo, baseado em dados recolhidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, lançada em 2005.

“Este tipo de gelo está mais estendido do que se pensava anteriormente”, disse Colin Dundas, geólogo do Serviço Geológico de Estados Unidos, em Flagstaff, Arizona. O gelo mostra faixas e variações de cor que sugerem que se formou camada por camada, talvez conforme a neve se acumulou ao longo do tempo.

Os pesquisadores acreditam que o gelo se formou há relativamente pouco tempo, pois os locais parecem ser lisos na superfície, e não marcados por crateras que teriam se formado com o impacto de detritos celestes no planeta ao longo do tempo.

Os buracos e precipícios estão todos perto dos polos, que mergulham em uma escuridão gélida durante o inverno marciano e não seriam um local adequado para um acampamento humano de longo prazo.

No entanto, se fosse possível perfurar e analisar uma amostra de uma das geleiras, os pesquisadores poderiam aprender muito sobre a história climática de Marte e o potencial de vida no planeta vizinho.

A Nasa planeja enviar os primeiros exploradores a Marte na década de 2030.

Com informações: AFP

17:22 · 11.12.2017 / atualizado às 17:22 · 11.12.2017 por
A última vez em que os EUA enviaram uma missão tripulada para fora da órbita terrestre foi em 1972, no programa Apolo 17 Foto: Nasa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (11) uma diretriz que ordena à Nasa, a agência espacial norte-americana, a iniciar um programa para enviar “novamente astronautas americanos à Lua e, eventualmente, a Marte”, informou a Casa Branca.

A última vez em que os EUA enviaram uma missão tripulada para fora da órbita terrestre foi em 1972, no programa Apolo 17, na qual dois de seus astronautas, Eugene Cernan e Harrison Schmitt, fizeram três caminhadas sobre a superfície lunar. O porta-voz Hogan Gidley ressaltou que a nova diretriz de Trump “modificará a política de voos espaciais tripulados do país para ajudar os EUA a se transformarem na principal força na indústria espacial, a obterem novos conhecimentos do espaço e a desenvolverem uma tecnologia incrível”.

Em outubro, o vice-presidente norte-americano Mike Pence comentou sobre o interesse de Washington de “enviar astronautas americanos à Lua, não apenas para deixar para trás pegadas e bandeiras, mas para construir as bases necessárias para enviar americanos a Marte e além”. Pence preside o Conselho Nacional Espacial, um órgão do Escritório Executivo do presidente Trump, desenvolvido para potencializar as ambições espaciais norte-americanas.

Com informações: Agência Brasil

17:38 · 07.12.2017 / atualizado às 17:38 · 07.12.2017 por
Concepção artística de um buraco negro, tipo de corpo celeste hiper-massivo que já existia desde o primeiro bilhão de anos do Universo Imagem: Dark Horizons

Um grupo de cientistas descobriu o mais distante buraco negro já registrado até hoje. O objeto, cuja massa é 800 milhões de vezes maior que a do Sol, está a 13 bilhões de anos-luz da Terra.

A distância é tão grande que o buraco negro pode ser considerado uma relíquia do cosmos primitivo: os sinais que ele emite viajam na velocidade da luz e levam 13 bilhões de anos para chegar à Terra e o Universo teve origem há cerca de 13,7 bilhões de anos. Com isso, o buraco negro é observado atualmente com o aspecto que possuía 690 milhões de anos após o Big Bang. De acordo com os autores do estudo, publicado nesta quinta-feira 7, na revista científica Nature, é surpreendente que um buraco negro já tivesse um tamanho tão descomunal quando o Universo ainda tinha apenas 5% de sua idade atual.

“Esse buraco negro cresceu muito mais do que nós esperávamos em apenas 690 milhões de anos depois do Big Bang. Isso desafia todas as nossas teorias sobre a formação de buracos negros”, disse um dos autores do estudo, Daniel Stern, do Laboratório de Propulsão de Foguetes da Nasa, em Pasadena, na Califórnia (Estados Unidos). Os astrônomos combinaram dados do telescópio espacial Wide-field Infrared Survey Explorer (Wise), da Nasa, com observações feitas a partir da Terra para identificar potenciais objetos distantes. Depois, passaram a acompanhar o objeto com os telescópios Magalhães, do Observatório de Las Campanas, no Chile.

O autor principal da pesquisa, Eduardo Bañados, da Carnegie Institution for Science, em Pasadena, na Califórnia (Estados Unidos), liderou o trabalho de identificação de candidatos entre as centenas de milhões de objetos descobertos pelo Wise, a fim de selecionar quais deles valeria à pena acompanhar com os telescópios Magalhães.

Para que um buraco negro tenha se tornado tão gigantesco no universo primitivo, os astrônomos especulam que ele deve ter encontrado condições especiais que permitiram um crescimento tão rápido. Tais condições, porém, permanecem misteriosas.

O buraco negro descoberto, que está no centro de uma galáxia, devorando avidamente todo o material em seu entorno, está no interior de um quasar e por isso pode ser observado.

Quasares

Os quasares são objetos astronômicos extremamente distantes que possuem o brilho de uma galáxia com bilhões de estrelas, mas que têm dimensões aparentemente pequenas e que são formados por material que está em processo de ser “engolido” por um buraco negro.

À medida que esse material acelera sua queda em direção ao buraco negro, ele esquenta, emitindo uma quantidade de luz tão extraordinária que afasta o material que cai atrás dele. Pela imensa distância em que os quasares se encontram, a luz emitida por eles leva bilhões de anos para chegar à Terra e, por isso, permitem que os cientistas olhem para o passado e estudem o Universo primitivo. De acordo com os autores da pesquisa, esse quasar é especialmente interessante, porque revela eventos de uma época na qual o Universo era extremamente jovem.

“Os quasares estão entre os objetos celestes mais brilhantes e mais distantes e são cruciais para compreendermos o Universo primitivo”, disse outro dos autores do estudo, Bram Venemans, do Instituto de Astronomia Max Planck, na Alemanha.

Origens do Universo

O Universo teve origem em uma “sopa” extremamente quente de partículas que rapidamente se espalharam, em um período conhecido como “inflação”.

Cerca de 400 mil anos após o Big Bang essas partículas esfriaram e formaram gás hidrogênio. Mas o Universo permaneceu escuro, sem nenhuma fonte luminosa, até que a gravidade condensasse a matéria, formando as primeiras estrelas e galáxias.

A energia liberada por essas estrelas primitivas fez com que o hidrogênio, que havia se tornado neutro, perdesse um elétron, isto é, voltasse a ser ionizado. O gás permaneceu nesse estado desde então. Uma vez que o Universo foi reionizado, os fótons puderam viajar livremente pelo espaço. Nesse ponto, o Universo se tornou transparente para a luz.

Grande parte do hidrogênio em torno do novo quasar descoberto é neutro. Isso significa que o quasar não é apenas o mais distante já registrado, mas é também um exemplo do que podia ser visto antes da reionização do Universo. “Essa foi a última grande transição do Universo e é uma das atuais fronteiras da astrofísica”, disse Bañados.

A distância do quasar é determinada pela unidade que os cientistas chamam de “redshift” (“desvio para o vermelho”, em inglês), que mede o quanto a expansão do Universo estende o comprimento de onda da luz emitida por um corpo celeste distante antes que essa luz chegue à Terra. Quanto maior é o redshift de um objeto, maior é a distância.

O novo quasar tem redshift de 7.54, com base na detecção de emissões de carbono ionizado da galáxia que abriga o imenso buraco negro. Isso significa que a luz emitida pelo quasar levou mais de 13 bilhões de anos para chegar à Terra.

Os cientistas estimam que o céu contenha entre 20 e 100 quasares tão brilhantes e tão distantes como o que foi descoberto.

Com informações: Estadão Conteúdo

20:49 · 29.09.2017 / atualizado às 20:56 · 29.09.2017 por
Concepção artística de como a estação espacial russo-americana atuaria em volta do satélite natural da Terra, servindo de base para missões futuras pelo Sistema Solar Imagem: Above Top Secret

A agência espacial russa, Roscosmos, anunciou ter assinado um acordo com a Nasa para cooperar no projeto norte-americano de construção de uma estação orbital em torno da Lua, dentro do programa “Deep Space Gateway” (Portal do Espaço Profundo).

O projeto busca construir uma estação na órbita lunar que sirva como ponto de conexão entre a superfície do satélite terrestre, missões a outros planetas e a Terra. Essa estação é considerada um ponto-chave em um programa mais ambicioso de voos para Marte e para o resto do Sistema Solar.

O acordo foi assinado em Adelaide (Austrália), durante o 68º congresso internacional de astronáutica. A Nasa anunciou há alguns meses que estava trabalhando em um projeto chamado “Deep Space Gateway” para enviar astronautas à órbita lunar graças aos novos foguetes desenvolvidos pela agência espacial norte-americana. A Rússia quer, por sua vez, abrir uma base científica na Lua e espera realizar seus primeiros voos lunares antes de 2031. “Os dois sócios têm a intenção de desenvolver normas técnicas internacionais que serão utilizadas no futuro, incluindo a criação de uma estação orbital em volta da Lua. A Roscosmos e a Nasa já entraram em acordo sobre as normas da futura estação”, disse a agência russa.

Os foguetes russos Angara e Proton-M poderiam ser utilizados paralelamente ao americano SLS para “criar a infraestrutura da estação lunar”, segundo a Roscosmos. Esses foguetes seriam utilizados para transportar as cargas. A agência russa indicou que a criação desta estação orbital começará em meados de 2020.

“Cinco países, no mínimo, estão trabalhando para desenvolver suas próprias naves espaciais tripuladas. Para evitar problemas em termos de cooperação técnica, as normas (e sistemas de acoplagem) devem ser unificadas” declarou Igor Komarov, diretor da agência espacial russa. “Os elementos futuros da estação – bem como os padrões para sistemas de suporte de vida – serão criados usando designs russos”, acrescentou.

‘Orgulho’

A Nasa se declarou “orgulhosa de ver um interesse internacional crescente sobre o deslocamento para a órbita lunar como próxima etapa do desenvolvimento da exploração espacial”, mas acrescentou que o projeto ainda está em um estado de “formulação de conceitos”. Segundo a agência, o acordo com a Roscosmos servirá de base para “uma arquitetura de exploração financeiramente acessível e viável”. O espaço é um dos poucos setores de cooperação bilateral não afetado pelas tensões entre os Estados Unidos e a Rússia. Ambos os países cooperam na Estação Espacial Internacional (ISS), cujo módulo principal foi fabricado pela Rússia, o único país capaz de enviar astronautas ao espaço desde o fim do programa de ônibus espaciais da Nasa.

A Lua também desperta interesse na Agência Espacial Europeia. Seu diretor-geral, o alemão Jan Woerner, defende a criação de uma “aldeia lunar” desde a sua nomeação, em 2015.

Com informações: AFP

21:04 · 19.09.2017 / atualizado às 21:04 · 19.09.2017 por
Programa é financiado pela Nasa, que espera enviar os primeiros astronautas ao Planeta Vermelho na década de 2030 Foto: Universidade do Havaí

Seis pessoas saíram de uma cúpula isolada no Havaí onde passaram os últimos oito meses em uma missão simulada para Marte, vivendo em instalações muito pequenas, comendo alimentos secos e tentando se relacionar bem.

O experimento, realizado pela Universidade do Havaí, foi o quinto desse tipo destinado a ajudar os cientistas a resolverem os conflitos interpessoais que podem surgir entre os astronautas que embarcam em uma missão longa no espaço profundo. Os voluntários, quatro homens e duas mulheres, saíram da cúpula no domingo, ansiosos para saborear frutas frescas, jantares caseiros e a sensação de ar fresco no rosto.

“Uma das coisas que senti falta de casa foi a culinária portuguesa”, disse o membro da equipe Brian Ramos, em um vídeo transmitido pela CBS News.

O programa é financiado pela Nasa, que espera enviar os primeiros astronautas ao Planeta Vermelho na década de 2030.

A capacidade da eventual equipe de se dar bem, assim como sua mistura de personalidades, serão essenciais para que a missão seja proveitosa, disse Kim Binsted, que lidera a pesquisa para a Universidade do Havaí. “Ter alguma variedade é uma coisa boa”, disse ela no vídeo transmitido pela CBS. “É como se estivéssemos tentando montar uma caixa de ferramentas para ir a Marte: não colocamos apenas martelos, mesmo que sejam os melhores martelos no sistema solar”.

Binsted disse que, embora os conflitos sejam inevitáveis, a última tripulação se saiu bem em suas tarefas fundamentais.

Os cientistas monitoraram as interações da equipe para detectar sinais de conflitos emocionais, e lhes deram dispositivos de realidade virtual para ajudar a lidar com o estresse.

Para tornar o experimento mais realista, os membros da tripulação tinham que utilizar trajes espaciais sempre que saíam da cúpula, localizada em um lugar remoto de Mauna Loa.

Eles também podiam enviar e-mails para amigos e familiares, mas com um atraso de 20 minutos.

Está previsto que outra missão de oito meses comece em janeiro de 2018.

Com informações: AFP

22:18 · 10.07.2017 / atualizado às 22:18 · 10.07.2017 por
Tormenta se parece com um nódulo vermelho amontoado sobre a superfície do planeta, tem sido observada desde 1830 e calcula-se que exista há 350 anos Foto: Reprodução/Youtube

Uma nave não-tripulada da Nasa tem previsto voar sobre uma enorme tormenta em Júpiter durante viagem que poderá dar nova luz sobre as forças que movem a Grande Mancha Vermelha do planeta.

A aproximação da nave Juno, que monitora a tormenta de 16.000 km de amplitude, está programada para 01H55 GMT de terça-feira (22H55 desta segunda-feira em Brasília). “A misteriosa Grande Mancha Vermelha de Júpiter é provavelmente a face mais conhecida de Júpiter”, afirmou Scott Bolton, principal pesquisador de Juno no Southwest Research Institute de San Antonio, no Texas. “Esta tempestade monumental fez estragos durante séculos no maior planeta do Sistema Solar”, acrescentou. A tormenta se parece com um nódulo vermelho amontoado sobre a superfície do planeta. Tem sido observada desde 1830 e talvez exista há 350 anos, afirmou a agência espacial americana.

Juno, que no início deste mês completou o seu primeiro ano em órbita do gigante gasoso, oferecerá “a primeira imagem que a humanidade terá deste fenômeno gigantesco”, disse a Nasa em um comunicado. A nave estará equipada com instrumentos que podem atravessar nuvens para medir até onde vão as raízes desta tempestade e os cientistas esperam conhecer mais sobre o funcionamento dela.

A nave espacial partiu de Cabo Canaveral em agosto de 2011 em uma missão para estudar as origens, estruturas, atmosfera e magnetosfera de Júpiter.

Com informações: AFP

16:41 · 19.06.2017 / atualizado às 16:41 · 19.06.2017 por
Concepção artística de um sistema planetário detectado pelo telescópio espacial Kepler Imagem: Nasa

A Nasa divulgou, nesta segunda-feira (19), uma lista de 219 novos candidatos a planeta descobertos pelo telescópio espacial Kepler. Dez deles têm tamanhos parecidos com a Terra e orbitam as zonas habitáveis de suas estrelas.

O telescópio espacial Kepler busca por planetas em nossa galáxia ao detectar pequenas oscilações no brilho das estrelas que ocorrem quando um planeta passa em frente a ela. Segundo a agência espacial americana, este é o catálogo mais detalhado dos candidatos a planetas identificados nos primeiros quatro anos de coleta de dados pelo Kepler. Ao todo, 4.034 candidatos a planeta já foram identificados pelo Kepler, dos quais 2.335 foram confirmados como exoplanetas.

“O conjunto de dados do Kepler é único, pois só ele contêm uma população desses análogos da Terra – planetas com quase o mesmo tamanho e que têm órbitas parecidas com a da Terra”, diz Mario Perez, cientista do programa Kepler na Divisão de Astrofísica da Nasa. “Entender sua frequência na galáxia vai ajudar no planejamento de futuras missões da Nasa para procurar diretamente outra Terra.”

“Esse catálogo cuidadosamente elaborado é o fundamento para responder de forma direta uma das perguntas mais cativantes da astronomia: quantos planetas como a nossa Terra existem na galáxia?”, diz a cientista Susan Thompson, pesquisadora do projeto Kepler e principal autora do estudo que resultou no catálogo.

Com informações: G1

17:18 · 16.03.2017 / atualizado às 17:19 · 16.03.2017 por
Concepção artística da missão “Europa Clipper”, um dos projetos que deve ser beneficiado com a nova proposta orçamentária feita por Donald Trump para a Nasa. A missão vai explorar o satélite Europa, de Júpiter Imagem: Nasa

O projeto de orçamento da Nasa apresentado nesta quinta-feira (16) pelo presidente americano, Donald Trump, privilegia a exploração do espaço profundo, mas reduz os fundos dedicados às ciências da Terra e ao estudo do clima.

O texto confirma o apoio do governo Trump às alianças entre a agência espacial americana e o setor privado, iniciadas pela administração do seu antecessor, Barack Obama, “como a base do desenvolvimento do setor comercial espacial americano”.

O orçamento de 2018, de 19,1 bilhões de dólares, 0,8% menor que o de 2017, elimina o projeto apoiado pelo governo de Obama de capturar um asteroide e colocá-lo numa órbita perto da Lua, para estudá-lo em profundidade. O projeto aumenta, principalmente, os recursos dedicados às ciências planetárias e à astrofísica, que passam de US$ 1,5 bilhão para quase US$ 2 bilhões.

A Casa Branca propõe, ainda, a aceleração de um projeto de exploração robótica de uma lua de Júpiter chamada Europa, que contém um vasto oceano de água sob uma grossa camada de gelo onde pode existir vida. A Nasa trabalha atualmente no desenvolvimento de uma sonda, “Europa Clipper”, cujo lançamento está previsto para a década de 2020. O objetivo é sobrevoar a lua de Júpiter para cartografar sua superfície e buscar possíveis sinais de vida no oceano. O projeto de Trump destina US$ 1,8 bilhão de dólares – o que representa uma redução de US$ 200 milhões – para o desenvolvimento de pesquisas sobre as ciências da Terra, que incluem quatro missões relacionadas com o estudo do clima. Uma delas é a do Observatory-3, um satélite que pode medir e monitorar as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Para o diretor interino da Nasa, Robert Lightfoot, o projeto de orçamento é “em geral positivo” para a agência. “Como com qualquer orçamento, temos aspirações que ultrapassam nossas possibilidades, mas este projeto de orçamento nos proporciona recursos consideráveis para realizar nossa missão”, acrescentou em um comunicado. No entanto, a publicação do projeto de orçamento é apenas o começo de uma longa batalha com o Congresso, que tem a última palavra.

Com informações: AFP

19:18 · 20.02.2017 / atualizado às 20:26 · 20.02.2017 por
Foto: Nasa

Cientistas da Nasa descobriram micro-organismos vivos presos dentro de cristais por até 60.000 anos em uma mina no México.

Esses micróbios antigos aparentemente evoluíram para poder sobreviver com uma dieta à base de sulfito, manganês e óxido de cobre, disse Penelope Boston, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, neste fim de semana em uma conferência da Associação Americana para o Avanço da Ciência.

“Isso tem efeitos profundos sobre como tentamos entender a história evolutiva da vida microbiana neste planeta”, disse. Os micro-organismos foram descobertos na mina de Naica, no estado de Chihuahua, no norte do México. A mina é famosa por seus enormes cristais, alguns com até 15 metros.

A descoberta ainda não foi publicada em uma revista científica revisada por pares, mas levou os cientistas a acreditarem que organismos vivos também podem ter sobrevivido em ambientes extremos de outros planetas e luas do nosso sistema solar.

Segundo Boston, cerca de 100 tipos diferentes de microrganismos – a maioria deles bactérias – foram encontrados presos em cristais de Naica por períodos que variam de 10.000 a 60.000 anos, e 90% deles nunca tinham sido observados antes.

Preocupação

A descoberta destes micro-organismos ultra-resistentes foi uma surpresa para os pesquisadores, mas também uma fonte de preocupação para os astrobiólogos que pensam em recolher amostras em missões espaciais no sistema solar.

As condições extremas sob as quais esses micróbios sobreviveram levantam a possibilidade de que naves espaciais de exploração tragam acidentalmente para a Terra organismos extraterrestres perigosos. Os astrobiólogos também se preocupam com o risco de que organismos da Terra possam contaminar outros planetas no curso de missões de exploração, por exemplo em Marte, onde já existem vários robôs dos Estados Unidos.

A Nasa esteriliza suas espaçonaves e equipamentos antes de lançá-los no espaço. Sempre há, porém, o risco de que micro-organismos ultrarresistentes sobrevivam. “Como podemos garantir que as missões de detecção de vida vão detectar a verdadeira vida de Marte, ou a vida de mundos gelados, em vez da nossa vida?”, perguntou Boston. As preocupações não são novas. Durante as missões Apollo dos anos 60 e 70, os astronautas que retornaram da lua foram colocados em quarentena.

Os micro-organismos encontrados na mina de Naica não são os mais antigos já descobertos. Alguns anos atrás, cientistas encontraram micróbios vivos presos em gelo e sal havia 500.000 anos.

Com informações: AFP

23:10 · 26.09.2016 / atualizado às 23:50 · 27.09.2016 por
Imagem: PBS
Concepção artística mostra colunas de vapor de água sobre a superfície de gelo de Europa, uma das luas de Júpiter, sob a qual há um oceano Imagem: PBS

Astrônomos da Nasa revelaram nesta segunda-feira (26) que detectaram colunas de vapor de água sobre a superfície de gelo de Europa, uma das luas de Júpiter, sob a qual há um oceano.

Essas observações, feitas com a ajuda de emissões de raios ultravioleta do telescópio espacial Hubble, aumentam a possibilidade de coletar amostras de água e gelo sem a necessidade de colocar um robô sobre a superfície da Europa e fazer perfurações. “O oceano da Europa é considerado um dos lugares mais promissores no sistema solar onde potencialmente pode existir vida”, disse Geoff Yoder, diretor interino da Nasa para a Ciência.

“Essas colunas de vapor, se sua existência for confirmada, poderiam oferecer outro meio para obter amostras de água que se encontra debaixo do gelo”, acrescentou. Aparentemente, as colunas alcançavam cerca de 200 km de altitude, deixando cair materiais sobre a superfície da lua.

Durante as dez observações da passagem de Europa diante de Júpiter, efetuadas em um período de 15 meses, em três ocasiões foi possível perceber o que poderiam ser gêisers, detalharam os cientistas, entre eles William Sparks, um astrônomo do Space Telescope Science Institute, em Baltimore.

Apesar de que não puderam afirmar com exatidão que realmente se trata de colunas de vapor de água, os astrônomos consideram tal possibilidade “substancial”.

Em 2012, outra equipe científica dirigida por Lorenz Roth, do Southwest Research Institute, em San Antonio, detectou vapor de água saindo da superfície da Europa, na região do polo sul, alcançando 160 km no espaço.

As duas equipes usaram o mesmo instrumento do Hubble para fazer suas observações, um espectrógrafo, mas aplicaram métodos totalmente diferentes e chegaram à mesma conclusão. Se a existência dessas colunas de vapor de água for confirmada, Europa será a segunda lua no sistema solar conhecida por contar com esses fenômenos.

Em 2005, emissões como estas foram detectadas, pela sonda Cassini da Nasa, na superfície da Encélado, uma das luas de Saturno. Europa contém um vasto oceano, com o dobro de água de todos os oceanos terrestres reunidos, que se encontra sob uma crosta de gelo extremamente fria e muito dura, cuja espessura é desconhecida.

Esta última observação será publicada na próxima edição da revista Astrophysical Journal.

Com informações: AFP