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Tag: OMS


18:03 · 03.01.2018 / atualizado às 18:06 · 03.01.2018 por
As novas substâncias regulamentadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) geram uma imunidade maior e requerem menos doses Foto: Tiny Step

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a primeira vacina contra a febre tifoide que pode ser ampliada em crianças maiores de 6 meses.

A informação foi divulgada pelo organismo nesta quarta-feira (3). As vacinas conjugadas contra a febre tifoide (TCV, na sigla em inglês) são inovadoras por gerarem uma imunidade maior do que as mais antigas, requerem menos doses e podem ser administradas em crianças pequenas por meio de programas rotineiros de imunização.

Outras vacinas também foram aprovadas internacionalmente para serem usadas em humanas, mas só a partir dos dois anos. O aval da OMS faz com que a vacina possa ser adquirida pelas demais agências da ONU, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Gavi, a Aliança Mundial para Vacinas.

A decisão foi tomada depois de o grupo de especialistas de assessoria estratégica sobre imunização, que aconselha a OMS, ter recomendado em outubro de 2017 a TCV para uso rotineiro em crianças maiores de seis meses em países onde a febre tifoide é endêmica.

O grupo de especialistas recomendou, além disso, a introdução da vacina conjugada de maneira prioritária em países com as taxas mais elevadas de febre tifoide ou de resistência antibiótica à bactéria Salmonella Typhi, que causa a doença.

O uso da vacina também deve ajudar a conter o uso frequente de antibióticos contra a doença e, portanto, auxiliar a reduzir o “alarmante aumento” da resistência da bactéria aos medicamentos.

Pouco depois da recomendação do grupo de especialistas, o conselho da Gavi aprovou um financiamento de US$ 85 milhões para adotar o uso da TCV a partir de 2019. A febre tifoide é uma infecção grave, às vezes mortal, contraída através da água ou alimentos contaminados. Entre os sintomas da doença estão febre, cansaço, dor de cabeça, de estômago, diarreia e resfriados.

Para milhões de pessoas em países pobres, a doença é uma realidade diária. A cada ano são registrados entre 11 milhões e 20 milhões de casos, além de cerca de 161 mil mortes.

Com informações: Agência Brasil

23:38 · 18.05.2015 / atualizado às 23:47 · 18.05.2015 por
 Um dos medicamentos incluídos é o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte Foto: Info Farmácia
Um dos medicamentos incluídos é o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte Foto: Info Farmácia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou neste mês a inclusão de 16 novos medicamentos para tratar o câncer na Lista-Modelo de Medicamentos Essenciais para Adultos (EML) e Crianças (eMLC).

Agora a organização considera como prioritários para o tratamento oncológico um total 46 fármacos, que devem ser oferecidos no sistema público de todos os países. Os novos fármacos foram sugeridos à organização por um estudo feito por 90 médicos espalhados pelo mundo.

Um dos colíderes da força-tarefa do estudo, Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas do Brasil, ressaltou que esta foi a maior inclusão de medicamentos desde a criação da lista, em 1977. “Ficamos muito contentes que a OMS aprovou 16 das 22 drogas que sugerimos. Elas têm impacto significativo na sobrevida e, muitas vezes, na qualidade de vida dos pacientes”, informou Lopes.

“Ela inclui alguns medicamentos que já são genéricos, mas também de alguns de alto custo, como o trastuzumab, o imatinib e o rituximab, que são usados para tratamento de câncer de mama, mieloide crônica e linfoma, respectivamente”, disse.

SUS

O oncologista lembrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vários dos medicamentos recém incluídos na lista, mas alguns são restritos a tratamentos específicos.

Ele citou, como exemplo, o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento adjuvante, que é posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte. “A lista da OMS agora também inclui a droga para o tratamento de pacientes com a doença mais avançada, metastática, para que elas vivam melhor e por mais tempo. Essa é uma das novidades da lista deste ano”, declarou.

Lopes comemorou também o fato de a OMS ter sinalizado que a atualização da lista-modelo passará a ser anual ou bienal. “A última revisão ocorreu há mais de uma década, mas conseguimos chegar a um acordo de que essas revisões devem ser periódicas e não só quando há pressão muito grande de pacientes e médicos”, disse.

Com informações: Agência Brasil

23:10 · 11.08.2014 / atualizado às 23:16 · 11.08.2014 por
Foto: Reuters
Utilização de medicamentos experimentais suscita intenso debate ético Foto: Reuters

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez hoje (11) reunião para discutir a ética do uso de medicamentos experimentais, no momento em que o mundo luta para conter a rápida propagação do vírus ebola.

Não existe atualmente qualquer tratamento ou vacina contra o ebola, um dos vírus mais letais conhecidos, e com o número de mortos próximo de 1.000 pessoas. Na última semana, a doença foi considerada pela OMS  “emergência de saúde pública de caráter mundial”.

A utilização de medicamentos experimentais suscita intenso debate ético. Por isso, especialistas de todo o mundo encontraram-se nesta segunda-feira para a elaboração de diretrizes sobre o uso de medicamentos não autorizados em situações de emergência, como é o caso do surto de ebola.

Dois norte-americanos e um padre espanhol, infectados com o vírus quando cuidavam de doentes na África, estão sendo tratados com o medicamento experimental ZMapp, que mostrou resultados promissores.

O remédio, da empresa norte-americana Mapp Pharmaceuticals, está em fase inicial de desenvolvimento e só foi testado em macacos, além de ser escasso.

Questões a responder

“É ético utilizar medicamentos não autorizados para tratar as pessoas? Em caso afirmativo, que critérios devem cumprir e em que condições, bem como quem deve ser tratado” são as questões a responder, disse Marie-Paule Kieny, assistente do diretor-geral da OMS, anfitrião do encontro.

O ebola causa febre e, nos casos mais graves, hemorragias intensas, podendo ser fatal em até 90% dos casos, segundo a OMS. De acordo com os últimos dados da organização, desde fevereiro, o vírus infectou mais de 1.700 pessoas, sendo que mais de 900 morreram em Serra Leoa, na Guiné-Conacri, Libéria e Nigéria.

Descoberto há quatro décadas, o vírus é transmitido por contato direto com o sangue e outros fluidos corporais ou tecidos de pessoas ou animais infectados. No último sábado (9), a OMS informou que uma vacina preventiva contra o ebola deverá passar à fase de testes clínicos em setembro e poderá estar disponível em 2015.

O ZMapp parece ter sido eficaz no tratamento de dois trabalhadores norte-americanos repatriados – o médico Kent Brantly e a voluntária Nancy Writebol – e está agora sendo administrado ao padre católico Miguel Pajares, infectado na Libéria e levado para a Espanha.

Fontes da família do religioso confirmaram nesse domingo (10) que os médicos começaram o tratamento com o ZMapp e que o estado do doente é “estável”. As mesmas fontes disseram que aguardam o efeito do soro experimental “com esperança”.

Com informações: Agência Brasil / Agência Lusa

16:29 · 28.05.2014 / atualizado às 16:32 · 28.05.2014 por
Equipes de saúde percorrem as comunidades da capital Conacri alertando a população sobre os cuidados para prevenir a contaminação pelo vírus ebola Foto: Associated Press
Equipes de saúde percorrem as comunidades da capital Conacri alertando a população sobre os cuidados para prevenir a contaminação pelo vírus ebola Foto: Associated Press

A capital da Guiné, Conacri, registrou os primeiros novos casos de ebola em mais de um mês, enquanto outras áreas anteriormente não afetadas também tiveram casos confirmados na semana passada, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A propagação do surto, que teve início há dois meses, e que as autoridades da Guiné haviam dito estar sob controle, pode complicar ainda mais a luta contra o vírus em uma área que já sofre com a precariedade os sistemas de saúde e fronteiras porosas. “A situação é grave”, disse Pierre Formenty, especialista da OMS, que retornou recentemente da Guiné.

“Não houve declínio. Na verdade, é porque não estamos conseguindo detectar todo o surto, que estamos com a impressão de que houve uma queda”, disse ele. A OMS informou sobre dois novos casos, incluindo uma morte, entre 25 e 27 de maio em Conacri. Eles foram os primeiros a serem detectados desde 26 de abril.

O risco das viagens internacionais

Um surto na capital representa a maior ameaça de uma epidemia, porque a cidade é o centro das viagens internacionais na Guiné.

Télimélé e Boffa – dois distritos ao norte de Conacri- tiveram casos confirmados por testes de laboratório, disse a OMS. Doze casos, incluindo quatro mortes, foram relatadas entre 23 e 26 de maio, enquanto casos suspeitos de ebola foram detectados nos distritos adjacentes de Boke e Dubreka.

Aboubacar Sidiki Diakité, que comanda os esforços do governo para conter a disseminação do vírus, disse que as origens de todos os novos focos foram rastreadas até os casos em Conacri.

“O problema é que existem famílias que se recusam a dar informações. Elas escondem seus doentes para tentar tratá-los através de métodos tradicionais”, disse.

O surto inicial- a primeira aparição da febre fatal na África Ocidental – se espalhou a partir de uma região remota da Guiné para a capital e para a Libéria.

A OMS documentou um total de 281 casos clínicos de ebola, incluindo 185 mortes na Guiné desde que o primeiro foco do vírus foi identificado em março.

Com informações: Reuters

19:08 · 12.04.2012 / atualizado às 19:52 · 12.04.2012 por
Anencefalia pode ser diagnosticada na 12ª semana de gravidez e consiste na ausência total ou parcial do cérebro e na ausência de calota craniana. Imagem: How Stuff Works

Na semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu  pela permissão da interrupção da gravidez de fetos anencéfalos, uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que o Brasil é o 4º país com mais casos de anencefalia.

A  liderança é do País de Gales. Aqui há um caso de anencefalia (total ou parcial) para cada 700 nascimentos; lá é de até um para cada 150.

Fatores genéticos e ambientais podem influenciar, mas especula-se que o diabetes  e uma dieta pobre em ácido fólico sejam algumas das principais causas.

Mas o que é a anencefalia? 

A anencefalia ocorre por defeito no fechamento do tubo neural, que dá origem ao sistema nervoso, entre o 21º e o 26º dia de gestação.

Uma vez que a calota craniana não se forma, o cérebro em formação fica exposto ao líquido amniótico na placenta da mãe e é corroído total ou parcialmente.

Em geral, anencéfalos já nascem mortos, ou vivem entre poucas horas e alguns dias. Tudo depende de quão formado está o tronco cerebral, estrutura que mantém funções vitais básicas como os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a respiração.

Por vezes, a anencefalia é confundida com a merocrania onde há uma membrana que protege um resquício de cérebro. O caso mais famoso é da garota Marcela de Jesus Ferreira, que viveu 1 ano e oito meses Imagem: Anencéfalos.com

Uma má formação semelhante e muitas vezes confundida com anencefalia é a merocrania, na qual o indivíduo nasce com resquícios de cérebro e uma membrana que os protege.

Contudo, a merocrania é ainda mais rara (embora ligeiramente menos grave) e são relatados menos de uma centena de casos em todo o mundo. O mais famoso caso de merocrania conhecido é o de Marcela de Jesus Ferreira, que viveu cerca de 1 ano e 8 meses.

De acordo com o professor de genética médica da Universidade de São Paulo (USP), Thomaz Gollop,  “a anencefalia é incompatível com a vida e corresponde à morte cerebral”.

O diagnóstico dessa má formação pode ser feito já  a partir da 12ª semana de gestação e é geralmente repetido na 14ª semana para confirmação. Outro detalhe, é que o eletroencefalograma de um bebê anencefálo é praticamente igual ao de uma pessoa com morte cerebral.

Esse aliás, é o principal argumento de cientistas e magistrados para rebater alegações de que a interrupção da gravidez, nesses casos, se configure como aborto ou infanticídio, já que na prática o indivíduo está tecnicamente morto.

Antes mesmo da decisão do STF a favor da permissão para que as mulheres grávidas de anencéfalos possam antecipar o parto, tomada na tarde desta quinta-feira (12) já foram concedidos, desde 1989, cerca de 5 mil alvarás judiciais no Brasil permitindo a prática.

Brasil é nono em casos de demência

Outro problema relacionado à saúde mental e neurológica do brasileiro é a demência. De acordo com o mesmo relatório da OMS, o País é o nono em número de casos desse tipo de  degeneração. Quem lidera a lista é a China.

No total, são 35 milhões de casos de demência no mundo, metade dos quais são registrados em países de baixo ou médio Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). E esse é um problema que tende a se agravar, pois as previsões da ONU não são nada otimistas. Calcula-se que até 2050, serão registrados até 115 milhões de casos de demência, o triplo dos casos atuais.

De acordo com o professor da Unesp, José Bertolote, “os primeiros sinais de demência são uma perda de memória. A vítima esquece onde colocou as coisas e o que deve fazer. Então a doença começa desta forma. Numa situação destas, a pessoa deve se preocupar e procurar ajuda ou uma forma de certificar o diagnóstico”.