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Tag: Oumuamua


17:52 · 15.12.2017 / atualizado às 17:52 · 15.12.2017 por
Concepção artística do Oumuamua, asteroide que tem formato compatível com o que uma nave precisaria ter para percorrer o espaço interestelar, segundo pesquisadores Foto: Los Angeles Times

O misterioso Oumuamua, um objeto em forma de cigarro vindo de outro sistema estelar e que foi detectado recentemente, “não emite sinais artificiais”, segundo as primeiras observações de cientistas à procura de vida inteligente fora da Terra, frustrando astrobiólogos.

O objeto rochoso, cujo nome significa “mensageiro” na língua havaiana, foi detectado em 19 de outubro com o telescópio Pan-STARRS1, situado no Havaí, que rastreia os objetos que se aproximam da Terra. Em um estudo publicado na revista científica Nature em 21 de novembro, uma equipe de pesquisadores considerou que se tratava de um asteroide de 400 metros de comprimento e 40 de largura.

Sua forma não tem precedentes na longa lista de asteroides e cometas que se formaram em nosso Sistema Solar, segundo esses pesquisadores, que concluíram que esse asteroide era de natureza interestelar. Pesquisadores chegaram a especular que pudesse se tratar de um objeto artificial, dado o seu formato, compatível com o que se espera de uma nave capaz de cruzar o espaço interestelar.

Segundo os astrônomos, esse objeto incomum cruzou a Via Láctea durante milhões de anos, antes de chegar ao nosso Sistema Solar. O programa Breakthrough Listen, destinado à busca de vida tecnológica extraterrestre no Universo, focou seu poderoso radiotelescópio de Green Bank (Virgínia Ocidental) sobre Oumuamua.

“Não descobriram sinais artificiais vindos desse objeto até agora (…), mas a vigilância e a análise de dados continua”, explicou Breakthrough Listen em comunicado.

Com informações: AFP

22:33 · 21.11.2017 / atualizado às 22:36 · 21.11.2017 por
O Oumuamua tem 400m de comprimento, o que representa aproximadamente dez vezes a sua largura, uma forma nunca observada em corpos celestes do Sistema Solar Foto: Los Angeles Times

Um misterioso objeto rochoso e alongado detectado em outubro provém de outro sistema solar, uma observação sem precedentes que foi confirmada pelos astrônomos. Esta detecção abre uma nova janela sobre a formação de outros mundos estelares em nossa galáxia, a Via Láctea, segundo estes cientistas, cujo trabalho foi publicado pela revista britânica Nature.

O asteroide, batizado de Oumuamua (mensageiro em havaiano), tem 400 metros de comprimento, o que representa aproximadamente dez vezes a sua largura. Esta forma incomum não tem precedentes entre os cerca de 750.000 asteroides e cometas observados até agora em nosso sistema solar, onde se formaram, de acordo com estes pesquisadores.

Os cientistas concluíram com certeza a natureza extra estelar deste asteroide, porque a análise dos dados coletados mostra que sua órbita não pode ter origem dentro do nosso sistema solar.

Os astrônomos acreditam que um asteroide interestelar similar a Oumuamua passa dentro do sistema solar aproximadamente uma vez por ano.

Mas é algo difícil de rastrear, e não tinha sido detectado até agora. Faz relativamente pouco tempo que os telescópios que monitoram estes objetos são potentes o suficiente para poder descobri-los.

Segundo os astrônomos, este objeto viajou sozinho através da Via Láctea durante centenas de milhões de anos, antes de passar por nosso sistema solar e continuar seu caminho.

Visitante estranho

“Durante décadas pensamos que tais objetos de outro mundo poderiam se encontrar perto do nosso sistema solar, e agora, pela primeira vez, temos evidência direta de que existem”, disse Thomas Zurbuchen, responsável adjunto das missões científicas da Nasa, que financiou esta última pesquisa. “Esta descoberta abre uma nova janela para estudar a formação de sistemas solares além do nosso”, considerou.

“É um visitante estranho procedente de um sistema estelar muito distante que tem uma forma que nunca tínhamos visto em nossos arredores cósmicos”, acrescentou Paul Chodas, diretor do Centro para o Estudo de Objetos Próximos à Terra do Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena, Califórnia. Oumuamua foi descoberto em 19 de outubro com o telescópio Pan-STARRS1 situado no Havaí, que rastreia objetos próximos ao nosso planeta.

Imediatamente depois de sua descoberta, outros telescópios de todo o mundo, entre eles o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu Austral (ESO), no norte do Chile, começaram a observar o asteroide para determinar suas características.

Uma equipe de astrônomos dirigida por Karen Meech, do Instituto de Astronomia do Havaí, constatou que a potência do brilho do objeto varia até dez vezes na medida em que completa uma volta sobre si mesmo a cada 7,3 horas.

Nenhum asteroide ou cometa em nosso sistema solar experimenta essa magnitude na variação de seu brilho ou essa proporção entre o comprimento e a largura, ressaltam os especialistas.

Nem água nem gelo

Estas propriedades sugerem que o Oumuamua é denso e é formado por rochas e possivelmente também por metais.

Mas não tem nem água nem gelo, e sua superfície ficou avermelhada pelos efeitos das radiações cósmicas durante centenas de milhões de anos.

Telescópios terrestres de alta potência continuam monitorando o asteroide enquanto este desaparece rapidamente à medida que se afasta da Terra.

Dois telescópios espaciais da Nasa, o Hubble e o Spitzer, o seguem esta semana. Na segunda-feira (20), o objeto estava viajando a uma velocidade de 38,3 km por segundo e estava a cerca de 200 milhões de km da Terra.

O Oumuamua passou a órbita de Marte em 1 de novembro e passará perto de Júpiter em maio de 2018. Depois continuará sua rota além de Saturno, em janeiro de 2019, e sairá do nosso sistema solar para se dirigir à constelação de Pegasus.

As observações com os grandes telescópios terrestres continuarão até que o asteroide se torne praticamente indetectável, depois de meados de dezembro.

Com informações: AFP