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Tag: peixes


16:20 · 09.01.2018 / atualizado às 16:20 · 09.01.2018 por
Em decorrência do melhor descanso, os cientistas mostraram também que crianças com maior ingestão mensal desse tipo de alimento apresentaram melhor desempenho em testes de QI Foto:iStockphoto

Um artigo publicado no periódico científico “Scientific Reports” mostrou que se alimentar de peixes pode ser um dos fatores por trás de uma boa noite de sono.

O estudo de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, foi feito com crianças chinesas e apresentou uma correlação entre o consumo regular de peixes e um sono de boa qualidade, resultado atribuído à substância Ômega 3, presente nos peixes. Em decorrência do melhor descanso, os cientistas mostraram que essas crianças apresentaram melhor desempenho em testes de QI.

Já se conhecia a relação entre consumo de Ômega 3 e um bom desempenho cognitivo. O artigo mostra que essa associação seria mediada por boas noites de sono. Participaram do estudo 541 crianças chinesas de 9 a 11 anos. Os pesquisadores pediram a elas para descrever seus hábitos alimentares, incluindo a frequência com que consumiam peixes. Os pais das crianças, por sua vez, foram entrevistados acerca dos padrões de sono de seus filhos.

Os cientistas então aplicaram testes de QI quando os jovens completaram 12 anos. Eles encontraram uma ligação entre o consumo regular de peixe e uma melhor noite de sono e notas mais altas no teste de raciocínio. Segundo os pesquisadores, embora o estudo tenha sido feito com crianças, é razoável imaginar que as descobertas também valham para adultos.

De acordo com os autores do estudo, consumir peixe algumas vezes por mês já seria suficiente para melhorar as funções cerebrais.

Com informações: Folhapress

21:42 · 29.12.2016 / atualizado às 21:42 · 29.12.2016 por
Foto: Globo
Milhares desses peixes circularam pelo mar, bem próximo à areia. Segundo biólogos, trata-se da espécie cascuda. Banhistas usaram sacos plásticos, roupas e até cangas para recolher os peixes Foto: Globo

Além de aproveitar o sol e o mar, banhistas que estiveram nesta quinta-feira (29), na praia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, tiveram a chance de pescar sardinhas – até com as mãos. Isso porque um cardume com milhares desses peixes circulou pelo mar, bem próximo à areia.

Segundo biólogos, trata-se da espécie cascuda, cuja pesca é permitida nessa época do ano. Banhistas usaram sacos plásticos, roupas e até cangas para recolher os peixes. “Vou fritar hoje mesmo”, contou o estudante Tomás Lopes, enquanto transportava um saco plástico cheio de sardinhas.

O pescador José Cosme, que dispunha de uma tarrafa, recolheu vários quilos de sardinha. “Nunca vi nada igual”, contou à imprensa. Diversos tipos de aves também aproveitaram a facilidade para se alimentar, já que os peixes estavam em águas rasas. Desde o início desta semana, cardumes de sardinha estão sendo vistos nas águas da Barra da Tijuca. Na terça-feira, 27, banhistas já haviam tentado pescá-las.

Alimentação e proteção

Para biólogos, o objetivo das sardinhas pode ser buscar alimentação ou proteção. A ausência de chuva e vento deixou as águas cristalinas e facilitou a visualização das sardinhas. A pesca da sardinha-verdadeira é proibida nessa época, mas como não se trata desse espécie, a pesca é autorizada.

O calor no Rio, que chegou a bater recorde na terça-feira, com 42,3°C registrados pelo sistema municipal Alerta Rio, continuou ontem e vai permanecer amanhã. A máxima desta sexta-feira (30) deve chegar a 38°C, na zona norte.

Com informações: Estadão Conteúdo

23:42 · 03.05.2016 / atualizado às 23:42 · 03.05.2016 por
Consumo de peixes é o fator que mais expõe as pessoas ao mercúrio, devido o processo de bioacumulação e biomagnificação do metal. Isso faz com que os teores, mesmo na água, sendo baixos ao longo da cadeia alimentar, vão se ampliando e o homem, que está no topo da cadeia, é o que está mais exposto Foto: Photographer's Blog
Consumo de peixes é o fator que mais expõe as pessoas ao mercúrio, devido o processo de bioacumulação. Isso faz com que os teores do metal se ampliem ao longo da cadeia alimentar e o homem é o que está mais exposto Foto: Photographer’s Blog

Cientistas de várias universidades do país e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) participam, em Manaus, do III Workshop do projeto “Biomarcadores de toxidade de mercúrio aplicados ao setor hidrelétrico na Amazônia”.

Os estudos começaram em 2013 para verificar a presença do metal em peixes e no leite materno. As amostras foram coletadas na bacia do Rio Madeira, em Rondônia, na bacia do Rio Tocantins, em Goiás e Maranhão, e no Rio Negro, no Amazonas.

Segundo o coordenador da pesquisa, professor Luiz Fabrício Zara, da Universidade de Brasília (UnB), o objetivo é identificar substâncias que possam funcionar como indicadores da toxicidade do mercúrio e que seja aplicado ao setor hidrelétrico.

“Como já é de conhecimento, a expansão do setor hidrelétrico para a Amazônia já é uma realidade brasileira. A Amazônia brasileira é rica em mercúrio natural. Por isso, demanda pesquisas e estudos associados a mecanismos de vigilância ambiental, de modo que se possa ter um real desenvolvimento socioambiental”, afirma Zara.

Considerado inovador no mundo, o projeto utiliza a técnica chamada de metaloma, que consiste na separação das proteínas, do pescado e do leite materno, por exemplo, para depois verificar a qual proteína o mercúrio está ligado.

Esse metal está presente naturalmente no meio ambiente. Na Amazônia, ele apresenta níveis superiores em relação a outras regiões. A exposição a altos níveis desse metal, que é tóxico, é prejudicial à saúde e ao meio ambiente.

Consumo de peixes

O pesquisador Luiz Fabrício Zara esclareceu que o consumo de peixes é o fator que mais expõe as pessoas ao mercúrio.

“O peixe tem um processo de bioacumulação e biomagnificação do mercúrio. Então, os teores, mesmo na água, sendo baixos ao longo da cadeia alimentar, esses valores vão se ampliando e logo o homem, que está no topo da cadeia, é o que está mais exposto”, afirmou o pesquisador.

Luiz Zara destacou os resultados já obtidos pela pesquisa com os peixes mais consumidos nas regiões das hidrelétricas. “Já identificamos várias metaloproteínas, que seriam essas proteínas ligadas ao mercúrio, forte candidatas a biomarcadores da toxicidade, ou seja, quando altera a concentração de mercúrio no ambiente, altera a concentração dessa substância no pescado. Isso nos cria um índice de vigilância”, explicou o pesquisador .

Leite materno

Outra vertente dos estudos é a presença de mercúrio no leite materno. Há um processo natural de excreção do metal na amamentação, que é nocivo para as crianças, de acordo com a pesquisadora Tânia Machado da Silva, também da Universidade de Brasília.

“Uma criança em desenvolvimento pode ser muito mais afetada que um adulto com o sistema nervoso desenvolvido. Essa era a importância de se estudar o leite materno e não apenas o peixe, porque o leite materno também é uma fonte de exposição para as crianças”, acrescentou Tânia.

A pesquisadora informou que não foram identificados níveis de mercúrio nas mulheres em período de amamentação acima do que determina a Organização Mundial de Saúde.

Prosseguimento dos estudos

O projeto é patrocinado pela Energia Sustentável do Brasil, concessionária da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia.

O encerramento dos estudos está previsto para 2017. A ideia é que as conclusões sejam apresentadas em duas publicações: uma para o meio científico e outra para a sociedade, de modo que possa servir para adoção de políticas públicas de saúde.

Com informações: Agência Brasil

22:13 · 12.02.2015 / atualizado às 23:09 · 12.02.2015 por
Foto: AFP/Correio Popular
Animais são usados na medicina tradicional chinesa, que atribui a eles virtudes terapêuticas e afrodisíacas, servidos como alimento ou desidratados para ser vendidos como suvenires Foto: AFP/Correio Popular

Dezenove mil cavalos marinhos desidratados, um animal protegido pela convenção de Washington sobre as espécies ameaçadas de extinção, foram apreendidos no aeroporto parisiense de Roissy, anunciou a direção de alfândega da capital francesa.

Os animais, transportados desidratados, foram descobertos em uma remessa comercial proveniente de Madagascar e com destino a Hong Kong. Seu valor é estimado em cerca de 200.000 euros.

Dias antes, em 15 de janeiro, os serviços de alfândega, encarregados do controle de viajantes, os serviços de alfândega interceptaram 112 cavalos marinhos mortos nas malas de um casal procedente de Xangai.

Segundo suas declarações, os animais seriam usados no preparo de caldos para bebês. Os animais foram apreendidos e as pessoas envolvidas, receberam elevadas multas. Os cavalos marinhos são protegidos pela Convenção de Washington sobre o comércio internacional de espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção (CITES), pela destruição de seu habitat ou caça.

Os animais são usados na medicina tradicional chinesa, que atribui a eles virtudes terapêuticas e afrodisíacas, servidos como alimento ou desidratados para ser vendidos como suvenires.

A apreensão é a mais importante do tipo no aeroporto de Roissy desde 2005, quando 35.000 cavalos marinhos foram descobertos, procedentes da Guiné, com destino à China.

Com informações: AFP

19:10 · 30.09.2014 / atualizado às 19:18 · 30.09.2014 por
Foto: Blog Estudo Prático
Espécies de água doce, incluindo peixes, anfíbios e répteis como os crocodilianos, sofreram uma perda de 76%, em um percentual que representa o dobro do sofrido por espécies marinhas e terrestres Foto: Divulgação

Mais da metade dos animais selvagens que existiam na Terra há 40 anos desapareceu, e a maioria destas perdas ocorreu nas áreas tropicais da América Latina, segundo o último relatório “Planeta Vivo” do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

Sob o título “Espécies e Espaços, Pessoas e Lugares”, o relatório – a décima edição deste estudo bienal – recolhe as pesquisas realizadas sobre o destino de 10 mil espécies de vertebrados de 1970 a 2010. As espécies estão classificadas no Índice Planeta Vivo, um registro mantido pela Sociedade Zoológica de Londres. Além disso, o relatório mede o rastro ecológico da humanidade no planeta elaborado pela Global Footprint Network.

A principal conclusão do estudo é que as populações de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis decaiu em 52% desde 1970. As espécies de água doce sofreram uma perde de 76%, em um percentual que dobra as sofridas por espécies marinhas e terrestres. A maioria das perdas globais, por sua vez, provém das regiões tropicais da América Latina.

Rastro ecológico

Calcula-se que seria necessária uma Terra e meia para produzir os recursos necessários para equilibrar com o rastro ecológico da humanidade.

O relatório também destaca que o rastro ecológico é cinco vezes maior nos países desenvolvidos que nas nações em desenvolvimento, e lembram que se demonstrou que se podem elevar os níveis de vida da população e restringir ao mesmo tempo a exploração dos recursos naturais.

Os dez países com maior rastro ecológico são, na ordem, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Bélgica, Trinidad e Tobago, Cingapura, Estados Unidos, Bahrein e Suécia.

Com informações: EFE

21:37 · 27.08.2014 / atualizado às 21:52 · 27.08.2014 por
Foto: Segrest Farms
Espécimes jovens do peixe africano Polypterus senegalus foram criados na terra. A ideia era revelar como esses bichos mais terrestres se pareceriam e se locomoveriam, especialmente sob condições estressantes, que podem acabar levando a mudanças Foto: Segrest Farms

Para entender o que aconteceu há 400 milhões de anos, quando um grupo de peixes tentou, pela primeira vez, sair da água para depois evoluir para os vertebrados terrestres, cientistas observaram peixes similares aos seus primos mais velhos durante um ano.

O detalhe é que espécimes jovens do peixe africano Polypterus senegalus foram criados na terra. A ideia era revelar como esses bichos mais terrestres se pareceriam e se locomoveriam, especialmente sob condições estressantes, que podem acabar levando a mudanças anatômicas e comportamentais. E foi o que aconteceu.

Esse peixe, que é predominantemente aquático mas consegue absorver oxigênio do ar, passou a “andar” de maneira mais eficiente, usando suas barbatanas mais próximas do corpo, e a levantar mais a cabeça. O peitoral do animal também ficou mais alongado e forte, possivelmente para aguentar o peso da caminhada.

Os resultados, obtidos por uma equipe de cientistas da Universidade McGill, no Canadá, foram publicados na revista científica “Nature”. As alterações anatômicas tornaram o animal semelhante aos espécimes de fósseis. Por
isso, os autores afirmam que as mudanças observadas podem refletir o que de fato ocorreu no passado.

O estudo também demonstra como a plasticidade no desenvolvimento pode ter facilitado uma transição evolutiva em larga escala ao dar origem a novos traços anatômicos que mais tarde seriam “fixados” pela seleção natural.

Com informações: Folhapress

21:30 · 11.06.2014 / atualizado às 21:31 · 19.07.2014 por
Foto: Slate's Animal Blog
Medindo apenas 6 cm de comprimento, o Metaspriggina tinha algo em comum com os salmões modernos: a musculatura poderosa Foto: Slate’s Animal Blog

O nome científico da criatura é Metaspriggina, mas você também pode chamá-la de “vovó”, caso não tenha problemas em reconhecer seu parentesco com um peixinho de 505 milhões de anos.

Uma nova análise de fósseis do animal indica que ele é um dos mais primitivos vertebrados, grupo que inclui anfíbios, répteis, aves e, claro, mamíferos como o homem. Embora já fosse conhecido dos paleontólogos, o Metaspriggina tinha sido batizado a partir da análise de restos muito fragmentados, que não permitiam uma visão detalhada.

A coisa acaba de mudar de figura com a descoberta de cerca de cem novos espécimes do bicho, achados em sítios das montanhas Rochosas do Canadá. Um deles é o Burgess Shale, que se tornou conhecido mundialmente porque, em suas rochas, boa parte da fauna marinha de meio bilhão de anos atrás ficou “congelada” nas rochas, em excelente estado de preservação.

E, o que é mais importante, essa preservação inclui os tecidos moles do organismo, fato crucial no caso do Metaspriggina e de outros bichos cujo corpo era “molenga”. Isso vale inclusive para um protovertebrado como ele porque, em vez de ossos como os dos seres humanos, ele tinha cartilagens pelo corpo. No lugar de uma coluna vertebral, o peixe tinha notocorda, estrutura que ainda aparece nos embriões de vertebrados terrestres.

Os novos fósseis do vertebrado primitivo estão descritos na edição desta semana da revista científica britânica “Nature”. Os autores da pesquisa são Simon Conway Morris, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), e Jean-Bernard Caron, do Museu Real de Ontário (Canadá).

Características precursoras

Medindo apenas 6 cm de comprimento, o Metaspriggina não seria o mais suculento dos pratos caso fosse para a frigideira, mas tinha algo em comum com os filés de salmão ou tilápia que podem ser encontrados em qualquer supermercado: a musculatura poderosa.

A força muscular devia ser empregada basicamente para fugir, já que os maiores predadores dos mares nessa época eram invertebrados encouraçados com cerca de 1,5 m.

Os fósseis permitem visualizar outros detalhes importantes de sua anatomia: brânquias, fígado e talvez até o coração e seu conteúdo intestinal.

Quanto aos órgãos dos sentidos, é possível detectar estruturas que se tornariam típicas dos vertebrados: olhos do tipo câmera, com um cristalino e narinas.

A criatura também parece ter estruturas cartilaginosas que podem ter dado origem à mandíbula dos vertebrados posteriores.

Com informações: Folhapress

08:41 · 14.10.2013 / atualizado às 13:20 · 14.10.2013 por
Espécie de inseto pode representar todo um novo gênero desconhecido. Gênero é um nível de classificação dos seres vivos, inferior a família, que reúne muito espécies aparentadas entre si, compartilhando ancestrais comuns que viveram geralmente há menos de 2 milhões de anos Foto: Piotr Naskrecki
A espécie de inseto, batizada como Pseudophyllinae teleutini, pode representar todo um novo gênero desconhecido. Gênero é um nível de classificação dos seres vivos, inferior a família, que reúne muito espécies aparentadas entre si, compartilhando ancestrais comuns que viveram geralmente há menos de 2 milhões de anos Foto: Piotr Naskrecki

Um país vizinho do Brasil, mas ainda quase desconhecido dos brasileiros, abriga uma das maiores biodiversidades do mundo, o Suriname. Na última semana veio de lá uma das maiores descobertas de novas espécies da década. Uma expedição de 16 biólogos encontrou cerca de 60 novas espécies, incluindo anfíbios, répteis, peixes e insetos.

O achado foi realizado no sudeste surinamês, em uma das áreas florestais mais remotas daquele País. A maioria absoluta das novas espécies descobertas deve ser endêmica, ou seja, só habitam aquela região do planeta. Há inclusive uma espécie de inseto que deve representar todo um novo gênero, o que é relativamente raro.

A expedição aconteceu ao longo de 2012. Além de insetos, foram encontradas 6 novas espécies de rãs, 11 de peixes e uma de serpente. As descobertas foram feitos no alto da bacia do rio Palumeu, onde, por exemplo, se notificou a existência da rã cocoa, uma espécie de cor marrom que vive nas árvores e cuja forma arredondada de seus dedos facilita sua permanência em cima das árvores.

“Como outros anfíbios, sua pele quase permeável a torna muito sensível a mudanças ambientais, especialmente de água”, disse o diretor do projeto de exploração, Trond Larsen, ao apresentar os resultados. O cientista ressaltou que a descoberta desta nova espécie tem uma particular importância ao se levar em conta que, só nas três últimas décadas, 100 espécies de rãs desapareceram em todo o mundo.

Outro dos achados mais chamativos da expedição foi um pequeno besouro liliputiense de apenas 2,3 milímetros considerado, provavelmente, o segundo menor da América do Sul e que possui uma antena que lhe permite captar odores a longas distâncias. “Os besouros têm um papel fundamental na cadeia ecológica e ajudam a manter os ecossistemas”, explicou o cientista, após lembrar que esses insetos regulam a presença de parasitas e doenças, dispersam sementes e reciclam nutrientes que favorecem o crescimento da vegetação.

O país das florestas

O Suriname é um território que contém 25% de toda a superfície mundial de floresta pluvial e 95% de seu terreno é composto por florestas, segundo dados de Conservação Internacional. O estudo que levou ao achado biológico teve apoio da Fundação para a Conservação do Suriname, a Universidade Anton de Kom do Suriname, os Museus de Zoologia Comparada da Universidade de Harvard e de Ciências Naturais da Carolina do Norte, e o Instituto de Biodiversidade da Universidade do Kansas.

Com informações: Portal Terra

21:57 · 28.12.2012 / atualizado às 14:59 · 29.12.2012 por
Leptobrachium leucops é uma das 126 espécies descobertas no Mekong Imagem: Jodi JL Rowley

O ano de 2012 terminou com uma ótima notícia para biodiversidade do planeta. Bem, pelo menos a notícia ainda é boa.

É que uma equipe de pesquisadores ligados à WWF (sigla inglesa para Fundo Mundial para a Natureza) descobriu 126 novas espécies animais e vegetais no Sudeste Asiático, na região conhecida como Grande Mekong (Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia, Vietnã e um pedaço da China).

Entre as novas espécies encontradas estão um morcego vietnamita batizado de Murina beelzebub por causa de “sua aparência maligna”, um peixe cego,  uma víbora de olhos vermelhos e dois sapos curiosos: um que canta como pássaro e outro com olhos bicolores (Leptobrachium leucops, na foto acima)

No entanto, apesar do clima positivo da descoberta, boa parte das novas espécies já sofre ameaça de extinção. “Ainda que essas descobertas (datadas de 2011) reforcem o Mekong como uma região de biodiversidade incrível, muitas dessas novas espécies já estão lutando para conseguir sobreviver em habitats que estão encolhendo”, afirma Nick Cox, diretor da WWF na região.

Desde 1997, mais de 1,7 mil espécies foram identificadas pelos cientistas na região. Segundo Cox, o rio Mekong, que atravessa a área pesquisada, “contém biodiversidade aquática que só perde para o rio Amazonas e a caça ilegal é um dos maiores desafios para a sobrevivência de muitas das espécies no sudeste da Ásia”, conclui.

05:37 · 10.02.2012 / atualizado às 01:51 · 11.02.2012 por

No terceiro post da série sobre as espécies animais ameaçadas de extinção que vivem ou transitam pelo território cearense. Chegou a vez de conhecermos melhor anfíbios e peixes, os ancestrais mais antigos dos vertebrados terrestres.

Há duas espécies de anfíbios e sete de peixes, sendo um peixe ósseo e seis peixes cartilaginosos, que correm risco de desaparecer da Terra, caso não sejam devidamente conhecidos e preservados.

Alguns tem localização muito restrita, vivendo apenas em um Estado ou município, mas outros viajam milhares de quilômetros pelo mundo todo. Em comum, no entanto, os grupos e espécies que mostraremos a seguir precisam da ajuda humana para sobreviver, nem que seja deixando-os viver em paz em seus respectivos territórios.

Anfíbios, os primeiros vertebrados a se aventurarem na terra firme

O Ictiostega deve ter sido um dos primeiros anfíbios, tendo vivido há cerca de 375 milhões de anos Imagem: Encyclopedia Britannica

Os anfíbios evoluíram no Período Devoniano (há cerca de 375 milhões de anos) e foram os predadores dominantes por pelo menos 100 milhões de anos até que começaram a perder espaço para seus descendentes os répteis.

Também foram muito afetados pela gigantesca extinção em massa que aconteceu no fim do Permiano (há 250 mihões de anos), quando a maioria das linhagens foi extinta.

Um pouco antes disso, há 290 milhões de anos, surgiram os ancestrais dos anfíbios modernos, tais como sapos e rãs, que sobreviveram a duas grandes extinções desde então.

Suas principais características incluem o fato de serem vertebrados pecilotérmicos (não mantém sozinhos sua própria temperatura) que não possuem bolsa amniótica e tem seu ciclo de vida dividido em duas fases: uma aquática e outra terrestre, apesar de haver exceções.

Na atualidade, estão identificadas cerca de seis mil espécies vivas de anfíbios, número aproximado ao de mamíferos e répteis, seus descendentes. Dessas, felizmente apenas duas espécies cearenses estão ameaçadas de extinção. Saiba mais sobre elas:

Rãzinha  (Adelophryne baturitensis )

Imagem: Arkive.org

É uma espécie endêmica do Ceará que habita folhiços em bromélias e beira de riachos. Foi catalogada apenas em 1994.

A espécie não é abundante na área de ocorrência, o que pode estar sendo afetado pelos longos períodos de ausência de chuva típicos do nosso clima.

Está classificada como vulnerável à extinção devido à perturbação humana, perda/degradação de habitat e por fatores naturais ligados aos próprios hábitos e características da espécie, bem como de seu habitat.

Rãzinha de Maranguape  (Adelophryne maranguapensis)

Imagem: Blog do Nurof

Assim como a espécie anterior, é observada no folhiço das bromélias, onde fazem posturas de 5 a6 ovos translúcidos. É comum observar os filhotes recém-eclodidos no local.

A espécie habita a Serra de Maranguape, onde grande parte da área foi substituída por plantio de bananeiras, porém o que traz esperança é que nos locais onde vive a espécie ela é registrada com frequência.

Apesar disso, sua situação é preocupante e está classificada como em perigo de extinção por conta de fatores como a perturbação humana e a perda/degradação de habitat.

PEIXES ÓSSEOS

Ilustração de um Cheiroleps, um dos primeiros peixes ósseos da Terra, que viveu há cerca de 400 milhões de anos Imagem: The Earth Through Time

Ao contrário do que acredita o senso comum, os peixes não formam um grupo único de animais, mas dois principais. O mais importante deles para a história da evolução humana é o grupo dos peixes ósseos, pois dele descendem anfíbios, répteis, aves e mamíferos como nós.

O grupo surgiu no período Siluriano (há 420 milhões de anos) e possui como diferencial de peixes mais primitivos, ossos, ou seja tecido ossificado internamente por substituição da cartilagem. Na linguagem popular, no entanto, os ossos desses peixes são conhecidos como espinhas.

Os peixes ósseos são os mais diversificados entre os vertebrados. São nada menos que 29 mil espécies. Nos mares cearenses há apenas uma espécie de peixe ósseo catalogada como em risco de extinção e ela é importante recurso na gastronomia local, a cioba. Saiba mais sobre ela:

Cioba (Lutjanus analis)

Imagem: Doug Perrine

É um peixe  presente no Atlântico Ocidental (incluindo mares cearenses) que pode chegar a 75 cm de comprimento. Tem coloração avermelhada com ventre mais claro e estrias escuras e douradas.

Em outras partes do Brasil, também é conhecido como areocó, ariocó, carapitanga, caraputanga, chioba, ciobinha, mulata, realito, vermelho-paramirim.

Em Portugal é conhecido simplesmente como pargo vermelho. É um peixe de carne muito saborosa e apreciada comercialmente.

Várias outras espécies do gênero Lutjanus são também conhecidas popularmente por cioba. Essa espécie está classificada apenas como “quase ameaçada”, devido principalmente à pesca excessiva.

PEIXES CARTILAGINOSOS

O Megalodon deve ter sido o maior peixe da Terra e um dos grandes rivais das baleias pré-históricas. Foi extinto há relativamente pouco tempo: 1,5 milhões de anos atrás Imagem: Wikipedia

Mais antigos que os peixes ósseos, surgiram há cerca de 461 milhões de anos. É o grupo que atinge as maiores dimensões na atualidade e compreende principalmente tubarões, raias e quimeras. O maior tubarão,o Megalodon, por exemplo, deve ter atingido perto de 25 metros e viveu entre 28 e 1,5 milhões de anos atrás.

São peixes geralmente oceânicos que possuem um esqueleto totalmente formado por cartilagem, mas coberta por um tecido específico, a cartilagem prismática calcificada.

Apresentam de 5a 7 fendas branquiais dos lados do corpo ou na região ventral da cabeça e gancho pélvico (também conhecido como clásper) um órgão de copulação dos machos. Podem ser ovíparos, ovovivíparos e até vivíparos (isso mesmo, alguns tubarões tem parto similar ao dos mamíferos).

Nas águas cearenses vivem  ou transitam seis espécies de peixes cartilaginosos, sendo cinco tubarões. Descubra mais sobre elas:

Tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum)

Imagem: Direct Sea Life

A espécie possui número de filhotes por parto varia entre 21 e 50. A alimentação é constituída basicamente de invertebrados bentônicos, como lagostas, camarões, caranguejos, ouriços-do-mar, polvos e moluscos.

É uma espécie caracterizada pelo corpo robusto,  cabeça achatada e barbilhões nasais que chegam até a boca. O comprimento máximo confirmado é de 3,08 metros e os filhotes nascem com 28 a 31 cm.

Ocorre em águas tropicais e subtropicais rasas, em habitat costeiro ou em plataformas insulares.

Os machos amadurecem com cerca de 2,25 m e entre 1 a 15 anos de idade, e as fêmeas entre 2,25 a 2,35 m e 15 a 20 anos de idade. A reprodução ocorre uma vez a cada 2 anos. São vivíparos.

É classificado como vulnerável à extinção devido à caça/captura excessiva e à perda/degradação de habitat.

Galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus)

Imagem: MarineBio

Vive em zonas tropicais de águas quentes. Pode chegar a medir 4 metros e pesar até 168 quilos. É uma das três espécies que mais atacam seres humanos, daí serem mortos muitas vezes por pescadores.

O tubarão galha-branca-oceânico é relativamente corpulento. Seu focinho é curto e arredondado.  Seus dentes da maxila superior são triangulares com bordo serrilhados e os da inferior pontiagudos.

Em geral medem e pesam 2,5 m e 70 Kg, respectivamente. Os filhotes nascem com aproximadamente 60 e 65 cm. É classificado como vulnerável à extinção.

Tubarão-junteiro (Carcharhinus porosus)

Imagem: Florida Museum of Natural History

Há poucas informações sobre essa espécie, principalmente sobre seus hábitos em mares brasileiros.

Ela é classificada apenas como quase ameaçada, principalmente devido a esse relativo desconhecimento da comunidade científica.

Os machos podem medir cerca de 1,5 metros.

Ocorre do Golfo do México até o Brasil, incluindo o Ceará e também é observado no Oceano Pacífico do Golfo da Califórnia até o litoral do Peru.

Tubarão-toninha (Carcharhinus signatus)

Imagem: DiscoverLife

É uma espécie exclusiva do Oceano Atlântico, mas há poucas informações sobre seus hábitos e sua ocorrência no Ceará e no Brasil como um todo. Os machos podem medir até 2,8 metros.

Pode mergulhar até 600 m de profundidade em águas que oscilam entre 11 e 16 graus Celsius.

É observdo desde o litoral dos Estados Unidos, Caribes até a América do Sul e a costa da África.

É classificado como vulnerável à extinção.

Tubarão-baleia ( Rhincodon typus )

Imagem: Marine Bio

É a maior espécie de tubarão, identificada pelo corpo robusto, cabeça larga e achatada, boca em posição quase terminal e pela coloração, que inclui numerosas manchas e listras verticais.

O tamanho máximo reportado para esta espécie é de 20 m, pesando cerca de 35 toneladas. É encontrado em águas oceânicas. Apresenta comportamentos migratórios, incluindo passagens pela costa cearense.  Uma fêmea capturada em Taiwan continha 300 embriões medindo cerca de 55-60 cm.

A alimentação é constituída de grande variedade de organismos planctônicos e nectônicos, como crustáceos e pequenos peixes, os quais consome por uma estratégia de filtração e sucção.

É considerado como vulnerável à extinção.

Peixe-serra (Pristis pectinata)

Imagem: Critter Zone

É parente de tubarões e raias. Pode ser encontrado em estuários e ambientes costeiros e de manguezais, ocorrendo também em ambientes recifais.

O comprimento máximo observado na espécie é de 6 m. A espécie passou por um processo de redução de tamanho populacional muito rápido, sendo extirpado de grande parte de sua distribuição original no Atlântico.

É uma espécie caracterizada por uma expansão chamada de “serra” ou “catana”, que possui uma fileira de 23 a 30 dentes rostrais em cada um dos dois lados.

Possui o comprimento ao nascer de 75 a 85 cm; de maturidade, 2,7 m para machos e 3,6 m para fêmeas. A espécie é ovovivípara, com fecundidade variando em torno de 10 embriões

É classificado como em perigo de extinçã devido à caça/captura excessiva, perda/degradação de habitat.

Com Informações: ICMBio