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Tag: Rússia


15:51 · 23.07.2018 / atualizado às 15:51 · 23.07.2018 por


Um incidente de proporções bíblicas: é assim que a imprensa local tem acompanhado a invasão de insetos que acontece em Vitebsk, cidade da Bielorrússia.

De acordo com a agência russa de notícias Sputnik, diversos residentes postaram vídeos com milhares de insetos formando nuvens enquanto percorriam o céu da cidade. Os animais cobriram todas as superfícies por onde passaram – era possível vê-los principalmente próximos a postes de luz.

Por mais estranho que seja, os moradores locais estão acostumados ao fenômeno, que acontece todos os anos durante o verão. No entanto, a quantidade de mosquitos este ano não tem precedentes na história da cidade – que, em alguns pontos, parece estar coberta de neve por conta da quantidade de animais.

Embora assustadores e incômodos, os insetos não representam nenhum perigo. Ainda de acordo com cientistas locais, eles migram todos os anos do rio Daugava, que nasce próximo à fronteira com a Rússia e corta todo o país, durante a temporada de acasalamento.

Com informações: Estadão Conteúdo

20:49 · 29.09.2017 / atualizado às 20:56 · 29.09.2017 por
Concepção artística de como a estação espacial russo-americana atuaria em volta do satélite natural da Terra, servindo de base para missões futuras pelo Sistema Solar Imagem: Above Top Secret

A agência espacial russa, Roscosmos, anunciou ter assinado um acordo com a Nasa para cooperar no projeto norte-americano de construção de uma estação orbital em torno da Lua, dentro do programa “Deep Space Gateway” (Portal do Espaço Profundo).

O projeto busca construir uma estação na órbita lunar que sirva como ponto de conexão entre a superfície do satélite terrestre, missões a outros planetas e a Terra. Essa estação é considerada um ponto-chave em um programa mais ambicioso de voos para Marte e para o resto do Sistema Solar.

O acordo foi assinado em Adelaide (Austrália), durante o 68º congresso internacional de astronáutica. A Nasa anunciou há alguns meses que estava trabalhando em um projeto chamado “Deep Space Gateway” para enviar astronautas à órbita lunar graças aos novos foguetes desenvolvidos pela agência espacial norte-americana. A Rússia quer, por sua vez, abrir uma base científica na Lua e espera realizar seus primeiros voos lunares antes de 2031. “Os dois sócios têm a intenção de desenvolver normas técnicas internacionais que serão utilizadas no futuro, incluindo a criação de uma estação orbital em volta da Lua. A Roscosmos e a Nasa já entraram em acordo sobre as normas da futura estação”, disse a agência russa.

Os foguetes russos Angara e Proton-M poderiam ser utilizados paralelamente ao americano SLS para “criar a infraestrutura da estação lunar”, segundo a Roscosmos. Esses foguetes seriam utilizados para transportar as cargas. A agência russa indicou que a criação desta estação orbital começará em meados de 2020.

“Cinco países, no mínimo, estão trabalhando para desenvolver suas próprias naves espaciais tripuladas. Para evitar problemas em termos de cooperação técnica, as normas (e sistemas de acoplagem) devem ser unificadas” declarou Igor Komarov, diretor da agência espacial russa. “Os elementos futuros da estação – bem como os padrões para sistemas de suporte de vida – serão criados usando designs russos”, acrescentou.

‘Orgulho’

A Nasa se declarou “orgulhosa de ver um interesse internacional crescente sobre o deslocamento para a órbita lunar como próxima etapa do desenvolvimento da exploração espacial”, mas acrescentou que o projeto ainda está em um estado de “formulação de conceitos”. Segundo a agência, o acordo com a Roscosmos servirá de base para “uma arquitetura de exploração financeiramente acessível e viável”. O espaço é um dos poucos setores de cooperação bilateral não afetado pelas tensões entre os Estados Unidos e a Rússia. Ambos os países cooperam na Estação Espacial Internacional (ISS), cujo módulo principal foi fabricado pela Rússia, o único país capaz de enviar astronautas ao espaço desde o fim do programa de ônibus espaciais da Nasa.

A Lua também desperta interesse na Agência Espacial Europeia. Seu diretor-geral, o alemão Jan Woerner, defende a criação de uma “aldeia lunar” desde a sua nomeação, em 2015.

Com informações: AFP

17:13 · 28.08.2017 / atualizado às 17:15 · 28.08.2017 por
Acordo será firmado possivelmente em outubro e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua Foto: CNSA

A China e a Rússia vão assinar acordo para ampliar a cooperação espacial, que incluirá a possibilidade de missões tripuladas conjuntas à Lua. O único país do mundo a conquistar tal feito até hoje foram os Estados Unidos, com seis missões ao satélite natural da Terra, entre os anos de 1969 e 1972.

O acordo será firmado possivelmente em outubro próximo e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua e novas missões não tripuladas ao espaço. Além disso, será incluído o desenvolvimento de materiais especiais, a cooperação em satélites, a gestão da sucata espacial e a tele-observação da Terra, acrescentou o jornal, porta-voz do Partido Comunista da China.

O texto lembra que este não será o primeiro acordo espacial entre Pequim e Moscou, mas o primeiro que cobre um período de cinco anos, o que permitirá estabelecer objetivos mais ambiciosos. Devido a problemas orçamentários, a Rússia não pôde manter o nível de ambição da antiga União Soviética no setor espacial, enquanto a China tem orçamento amplo, ainda que secreto, mas menos experiência.

O programa espacial chinês é ambicioso: nos próximos meses está previsto o lançamento de uma missão que trará à Terra amostras da Lua, e em 2018 do primeiro módulo da sua estação espacial própria, que espera concluir em 2022.

A China prevê enviar, em 2020, uma missão à Marte com um veículo robô para pesquisas científicas. No ano passado, inaugurou o maior radiotelescópio do mundo, com meio quilômetro de diâmetro.

Com informações: Agência Brasil

20:18 · 02.06.2017 / atualizado às 20:19 · 02.06.2017 por
Foto: Ouest France

O astronauta francês Thomas Pesquet e o russo Oleg Novitski retornaram sãos e salvos à Terra nesta sexta-feira (2), após passarem 200 dias na Estação Espacial Internacional (ISS).

Os dois homens, a bordo de um módulo da nave Soyuz, cuja descida foi freada por um grande paraquedas, aterrissaram às 14H10 GMT (11H10 de Brasília) no Cazaquistão, segundo imagens divulgadas ao vivo pela Agência Espacial Europeia (ESA). Horas antes, Pesquet e Novitski se despediram dos dois astronautas – uma americana e um russo – que ficaram na ISS, a 400 km da Terra, e foram para a nave Soyuz MS-03, a mesma que os levou ao espaço na noite de 17 de novembro.

“Vou sentir falta” da ISS, tuitou Pesquet, que falou desta experiência como “a aventura mais intensa” de sua vida. O desacoplamento da Soyuz da ISS aconteceu às 10H50 GMT (07H50 de Brasília). “O desacoplamento aconteceu no horário previsto”, indicou à AFP o Centro de Controle de voos espaciais. Segundo imagens ao vivo da ESA, a nave se afastou então da ISS em direção à Terra.

A partir desse momento, os dois astronautas precisaram somente de três horas e vinte minutos para “descer” à Terra. Duas horas e meia depois do desacoplamento da ISS, os motores principais foram ativados por pouco menos de cinco minutos para a manobra de “desorbitação”, segundo a ESA. Isso permitiu que a Soyuz iniciasse a sua descida.

Depois disso, a nave se dividiu em três partes. O módulo orbital e o módulo de serviço se afastaram e se desintegraram na atmosfera.

O módulo com os dois astronautas enfrentou temperaturas de até 1.600ºC devido ao atrito da atmosfera com o escudo térmico.

“Estamos orgulhosos de você”

Depois de seis meses e meio sem gravidade, os astronautas sentiram o seu peso quadruplicar durante a desaceleração.

A 10 quilômetros de altura, os paraquedas abriram para frear ainda mais o Soyuz. E a menos de um metro da superfície da Terra, acenderam os retrofoguetes para reduzir ainda mais a velocidade do módulo.

Uma vez que o módulo tocou a terra, exatamente na hora prevista, as equipes de recuperação e socorro foram imediatamente ao local da aterrissagem. O presidente francês, Emmanuel Macron, compareceu ao centro nacional de estudos espaciais para assistir o retorno à Terra do astronauta francês e conversou por telefone com ele, em uma ligação transmitida pelas televisões francesas. “Quero dizer que estamos todos orgulhosos de você”, disse Macron a Pesquet.

As naves Soyuz são o único meio para transportar tripulações à ISS. Foi a primeira viagem ao espaço de Pesquet, de 39 anos, engenheiro aeronáutico e piloto de aviões. Ele realizou um total de 60 experimentos científicos na ISS e duas saídas ao exterior da estação para operações de manutenção.

Oleg Novitski, de 45 anos, é um ex-piloto militar russo. Já havia passado cinco meses na ISS, em 2012 e 2013. Desta vez, realizou cerca de 50 experimentos científicos para a agência espacial russa Roskosmos.

Com informações: AFP

18:30 · 07.05.2015 / atualizado às 18:35 · 07.05.2015 por
Foto: Roscosmos
O site de previsão orbital Satview.org está acompanhando ao vivo, a trajetória do cargueiro em sua reentrada na atmosfera terrestre e projeta que a desintegração ocorrerá no litoral da África. A Roscosmos não havia projetado o local de desintegração até a publicação deste post Foto: Roscosmos

O cargueiro espacial russo Progress M-27M, que saiu de órbita após ser lançado há uma semana com destino à Estação Espacial Internacional, cairá sobre a Terra entre a noite desta quinta-feira (7) e o início da madrugada de sexta, segundo anunciou a agência russa, Roscosmos.

Mas não há muitos motivos para preocupação, de acordo com os especialistas da Roscosmos, a Progress “se desintegrará” entre 18h45 desta quinta-feira e 0h36 da sexta (horário em Brasília), indica o comunicado oficial. “A nave queimará completamente nas camadas densas da atmosfera da Terra e só alguns fragmentos pequenos poderão alcançar a superfície”, acrescentou.

Desta forma, a agência espacial russa encerrou as especulações de que poderiam cair de 700 quilos a três toneladas de fragmentos no planeta. A Roscosmos afirma que o local da queda será especificado nas próximas horas.

As indústria aeroespacial recomendou não espalhar o pânico entre a população sobre os riscos do cargueiro de fabricação russa, que sofreu a primeira falha em quase 40 anos.

O site de previsão orbital Satview.org está acompanhando ao vivo, a trajetória do cargueiro em sua reentrada na atmosfera terrestre e projeta que a desintegração ocorrerá no litoral da África.

Já especialistas norte-americanos calculam que a reentrada o Progress se dará na Ásia Central.

Histórico de poucos insucessos

As naves Progress, que são utilizadas há 35 anos, são grandes orgulhos da indústria aeroespacial russa, com um histórico praticamente impecável. Até agora, só havia acontecido um acidente, em agosto de 2011, provocado por uma falha do foguete portador.

O Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia perdeu o controle do cargueiro, lançado da base de Baikonur (Cazaquistão), depois que a nave saiu da órbita planejada e parou de enviar dados à Terra por não ter ativado todas as antenas.

Todas as tentativas para retomar o controle da nave, que deveria levar cerca de 2,5 toneladas de suprimentos à Estação Espacial, falharam.

Com informações: EFE/UOL Ciência/Apolo 11

19:38 · 05.05.2015 / atualizado às 19:40 · 05.05.2015 por
Foto: Roscosmos
O Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia perdeu o controle do cargueiro, lançado na base de Baikonur, no Cazaquistão, depois que ele ficou situado em uma órbita errada e deixou de enviar dados à Terra Foto: Roscosmos

O cargueiro russo Progress M-27M, que saiu de sua órbita após ser lançado há uma semana com destino à Estação Espacial Internacional (ISS), cairá na Terra na próxima sexta-feira (8), mas o local da colisão é incerto.

“Até 24 horas antes, o lugar da queda do cargueiro fora de controle só poderá ser determinado com uma grande margem de erro”, informou nesta terça-feira (5) uma fonte do setor aeroespacial à agência estatal de notícias russa “RIA Novosti”.

Além disso, a fonte tranquilizou sobre o potencial perigo representado pela queda do cargueiro de fabricação russa, que sofreu sua primeira avaria em quatro décadas. “Todos os fragmentos que podem representar uma ameaça não chegarão (à Terra), já que se desintegrarão nas camadas densas da atmosfera”, disse.

Segundo os prognósticos do Comando Americano de Defesa Aeroespacial (Norad, na sigla em inglês), a nave espacial russa cairá em nosso planeta na sexta-feira e em águas do oceano Pacífico, perto do litoral americano, por volta das 13h30 GMT de sexta-feira (10h30 de Brasília).

A corporação espacial Energuia, fabricante dos cargueiros, previu desde o primeiro momento que a Progress cairia entre 5 e 7 de maio, mas insistiu que ela não representa risco, já que a maioria de suas partes serão queimadas ao entrarem em contato com a atmosfera.

As naves Progress, usadas há 35 anos, estão entre os grandes orgulhos da indústria aeroespacial russa, com um histórico praticamente imaculado: até agora só tinham sofrido um acidente, em agosto de 2011, por uma falha do foguete portador.

Perda de controle

O Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia perdeu o controle do cargueiro, lançado na base de Baikonur, no Cazaquistão, depois que ele ficou situado em uma órbita errada e deixou de enviar dados à Terra, já que algumas de suas antenas não foram ativadas.

Todas as tentativas de retomar o controle da nave automática, que deveria levar à Estação Espacial Internacional cerca de 2,5 toneladas de provisões – combustível, oxigênio, alimentos, equipamentos científicos -, foram até agora infrutíferos.

Com informações: EFE / UOL Ciência

18:12 · 26.01.2015 / atualizado às 18:25 · 26.01.2015 por
Foto: Reuters
O balão voará a uma altitude de pelo menos 4.500 metros exigindo que os pilotos usem máscaras de oxigênio. Eles ficarão em uma espécie de cápsula cuja temperatura será de cerca de 10°C Foto: Reuters

Uma equipe internacional de balonismo alçou voo na manhã de domingo (25), no Japão, com o objetivo de quebrar recordes.

O balão cheio de gás hélio partiu da localidade de Saga após adiamento no início do ano causado por condições climáticas desfavoráveis.

O voo está sendo monitorado por pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona que estão estudando os efeitos da fadiga sobre a capacidade cognitiva. Os pilotos tiveram de estar fisicamente aptos para aguentar os dias dentro de uma espécie de cápsula, dormindo pouco e com oxigênio limitado.

Troy Bradley, de Albuquerque, nos Estados Unidos, e Leonid Tiukhtyaev, da Rússia, pretendem chegar à América do Norte e quebrar o recorde de 8.381 quilômetros percorridos.

Eles também pretendem ultrapassar a barreira de 137 horas de duração de voo, alcançada em 1978, quando Ben Abruzzo, Maxie Anderson e Larry Newman fizeram a primeira viagem transatlântica de balão.

A previsão é que a equipe volte ao solo em pouco mais de seis dias, mas ainda não se sabe onde a dupla pousará. O tempo limite de voo são dez dias. “Isso vai nos manter na beirada de nossos assentos para esta missão”, disse Letitia Hill, diretora de mídias sociais para o controle da equipe, explicando que a indefinição exige atenção da equipe.

Ela assistiu ao lançamento no Museu Internacional de Balões Anderson-Abruzzo, de Albuquerque, no estado norte-americano do Novo México.

Condições hostis

O balão de Bradley e Tiukhtyaev – batizado de Two Eagles – é equipado com um sistema de navegação de alta tecnologia e itens de necessidades básicas, como um kit de primeiros socorros e equipamentos para se comunicar com o centro de comando.

Ele voará a uma altitude de pelo menos 4.500 metros, na troposfera, exigindo que os pilotos usem máscaras de oxigênio. Eles ficarão em uma espécie de cápsula cuja temperatura será de cerca de 10 graus Celsius.

Com informações: Reuters/Agência O Globo/Yahoo

19:23 · 15.12.2014 / atualizado às 19:42 · 15.12.2014 por
Foto: Rex Features
A artista viajará a bordo de uma nave Soyuz russa a partir da base cazaque de Baikonur acompanhada de dois cosmonautas Foto: Rex Features

A cantora britânica Sarah Brightman viajará para Estação Espacial Internacional (ISS) em setembro de 2015, anunciou nesta segunda-feira (15), Oleg Ostapenko, chefe da agência espacial russa, Roscosmos.

“No começo do próximo ano, Brightman começará a instrução de voo”, disse Ostapenko em entrevista coletiva. A princípio, os treinamentos terão seis meses de duração e os participantes serão obrigados a viver de maneira permanente no Centro de Treino de Cosmonautas Yuri Gagarin, situado nos arredores de Moscou.

Sarah viajará a bordo de uma nave Soyuz russa a partir da base cazaque de Baikonur acompanhada de dois cosmonautas -o russo Sergei Volkov e o dinamarquês Andreas Mogensen- e permanecerá na plataforma orbital durante dez dias.

Se superar o período de instrução, a britânica se transformará na oitava turista espacial da história e a primeira desde que em setembro de 2009 voou à ISS o canadense Guy Laliberté, fundador do “Cirque du Soleil” (O Cirque du Soleil).

Se Sarah voar, ela já terá 55 anos, por isso se transformará em uma das pessoas de mais velhas a viajar para o espaço.

Viagem sob dúvida

A princípio, Roscosmos, analistas e antigos cosmonautas russos duvidaram que Sarah tivesse intenção de voar e sugeriram que, na realidade, se tratava de uma campanha midiática para vender discos.

“Não é a primeira vez que ocorre algo assim. Há muitos anos surgiu a possibilidade de enviar um cantor ao espaço que superou as prévias médicas e com o qual já se planejava assinar um contrato”, assegurou no ano passado Sergei Krikaliov, chefe do Centro de Treinamentos de Cosmonautas.

No entanto, a própria artista confirmou que Roscosmos tinha informado que ela havia superado com sucesso os testes médicos e físicos. A Rússia decidiu suspender as visitas turísticas à ISS por conta da falta de espaço, já que agora a tripulação da plataforma duplicou até seis tripulantes.

A ISS abriu suas portas a sete turistas espaciais: o americanos Denis Tito (2001) foi o primeiro a viajar à plataforma, enquanto a americana de origem iraniana Anousha Ansari foi a primeira mulher turista em visitar a estação (2006).

Turismo espacial

A Rússia recorreu ao turismo espacial no começo da década passada, devido à grave crise de financiamento que afetou seu programa espacial após a desintegração da União Soviética, a primeira potência a enviar um homem ao espaço em 1961.

A princípio, a decisão russa de enviar turistas ao espaço foi muito mal recebida pela Nasa, que considerava que a presença de neófitos na plataforma distrairia os inquilinos permanentes da ISS.

Carreira da artista

Sarah Brightman começou a carreira em 1978 no grupo Hot Gossip com o single I Lost My Heart to a Starship Trooper. Em 1993, começou sua carreira solo.

A artista cantou na abertura de duas Olimpíadas, a de Barcelona, em 1992, e a de Pequim, em 2008. Também merece destaque sua participação no clássico musical “O Fantasma da Ópera”, em 1986.

No Brasil, um de seus maiores sucessos foi a interpretação da música Dust in the Wind, em 1998.

Com informações: EFE /UOL

18:14 · 15.12.2014 / atualizado às 18:18 · 15.12.2014 por
Foto: Reuters
Projeto rivalizaria com a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um laboratório orbital que envolve 15 nações, incluindo a Rússia e os Estados Unidos Foto: Reuters

A agência espacial russa Roscosmos está cogitando construir sua própria estação espacial, disse nesta segunda-feira (15) o chefe da entidade, segundo a agência estatal de notícias RIA, o que enfatiza como as tensões internacionais estão afetando a cooperação espacial.

O projeto rivalizaria com a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um laboratório orbital que envolve 15 nações, incluindo a Rússia e os Estados Unidos. Moscou já questionou o futuro da ISS no longo prazo por conta da degradação dos laços com Washington como resultado da crise na Ucrânia.

“Confirmo que estamos cogitando tal opção. Este é um caminho de desenvolvimento possível”, disse Oleg Ostapenko, chefe da Roscosmos, quando indagado se a Rússia tem planos para desenvolver sua própria estação orbital.

Ele disse que a estrutura poderia se tornar uma parte essencial das missões russas à Lua.

Financiamento dificultado

Não está claro como o projeto seria financiado, já que muitos acreditam que a Rússia irá entrar em recessão no ano que vem e a crise econômica está sendo agravada pelas sanções ocidentais, uma reação à postura russa no conflito ucraniano.

Washington quer manter a ISS, que vale 100 bilhões de dólares, em funcionamento pelo menos até 2024, quatro anos além do prazo anterior, mas em maio um funcionário do governo russo afirmou que Moscou rejeitaria o pedido norte-americano para prolongar suas operações.

Com informações: Reuters

18:54 · 22.10.2014 / atualizado às 19:08 · 22.10.2014 por
Imagem: AVPH
Fêmur encontrado na Sibéria (Rússia) pertenceu a um homem que morreu há 45 mil anos Imagem: AVPH

Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (22) ter decifrado o mais antigo DNA já recuperado do osso de um “Homo sapiens”, um feito que lança luz sobre a colonização dos humanos modernos no planeta.

O fêmur encontrado por acaso nas margens de um rio do oeste da Sibéria (Rússia) em 2008 pertenceu a um homem que morreu cerca de 45.000 anos atrás, afirmaram. Obtido a partir do colágeno contido no osso, o genoma contém rastros de neandertais: uma espécie próxima da nossa que viveu na Eurásia juntamente com o “Homo sapiens”, antes de desaparecer misteriosamente.

Estudos anteriores revelaram que “Homo sapiens” e Neandertais se miscigenaram e, como resultado, estes últimos teriam deixando uma pequena marca de apenas 2% nos humanos atuais, exceto os africanos. A descoberta tem impacto no chamado cenário “Fora da África”: a teoria segundo a qual o “Homo sapiens” evoluiu no leste da África há cerca de 200 mil anos e, então, se aventurou fora do continente.

Datar quando os Neandertais e os “Homo sapiens” se miscigenaram também indicaria quando o “Homo sapiens” iniciou uma etapa chave desta jornada, a saída da Eurásia rumo ao sul e ao sudeste da Ásia. O novo estudo, publicado na revista britânica Nature, foi chefiado por Svante Paabo, um geneticista renomado do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, Alemanha, pioneiro nas pesquisas sobre os neandertais.

Cruzamento com neandertais

O osso encontrado no rio Irtyush, perto do assentamento de Ust’-Ishim, contém uma quantidade sutilmente maior de DNA neandertal do que os não africanos da atualidade, afirmaram os cientistas.

Mas assume a forma de tiras relativamente longas, enquanto o DNA neandertal no nosso genoma, hoje, foi retalhado e disperso em seções minúsculas, como consequência da reprodução ao longo das gerações.

Estas diferenças fornecem uma pista para um “calendário molecular” ou datação do DNA, segundo mutações ao longo de milhares de anos. Usando este método, a equipe de Paabo estima que a miscigenação entre os neandertais e os “Homo sapiens” tenha acontecido entre 7.000 e 13.000 anos antes de quando o indivíduo siberiano viveu, portanto, não mais de 60.000 anos atrás.

Isto fornece um esboço de datação para estimar quando os “Homo sapiens” partiram rumo ao Sul da Ásia, destacou em um comentário do estudo Chris Stringer, professor do Museu Britânico de História Natural. Se os australasiáticos atuais têm DNA neandertal, isto se deve a que seus antepassados atravessaram um território ocupado por Neandertais e se misturaram com os locais.

“Os ancestrais dos australasiáticos, com ‘input’ similar de DNA neandertal ao dos eurasiáticos, devem ter participado de uma dispersão tardia, e não precoce, no território neandertal”, afirmou Stringer. “Embora ainda seja possível que os humanos modernos tenham atravessado o sul da Ásia antes de 60.000 anos atrás, estes grupos podem não ter dado uma contribuição significativa às populações modernas remanescentes”, prosseguiu.

Antropólogos sugerem que um ramo de Eurasiáticos do norte fez a travessia para onde hoje fica o Alasca mais de 15.000 anos atrás, através de uma “ponte de gelo”, que conectava as ilhas d Estreito de Bering, habilitando o “Homo sapiens” a colonizar as Américas.

Com informações: AFP