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Tag: Sistema Solar


18:46 · 17.07.2018 / atualizado às 18:56 · 17.07.2018 por
Concepção artística dos novos corpos celestes descobertos orbitando o maior planeta do Sistema Solar Imagem: Earth.com

Uma dúzia de novas luas foram descobertas em volta de Júpiter, o que eleva seu número de luas conhecidas a 79, a maior quantidade entre os planetas de nosso sistema solar, anunciaram astrônomos nesta terça-feira (17).

Uma das novas luas foi descrita como uma “verdadeira extravagância” pelo pesquisador Scott Sheppard, do Carnegie Institution for Science, devido a seu pequeno tamanho, apenas um quilômetro de diâmetro, o equivalente a uma serra como a de Guaramiranga (CE), por exemplo.

Também “tem uma órbita como nenhuma outra lua joviana” descoberta e é “provavelmente a menor lua conhecida de Júpiter”, acrescentou. Esta lua rara demora cerca de um ano e meio para dar a volta em Júpiter, e orbita em um ângulo inclinado que faz com que cruze em seu caminho com uma série de luas que viajam de forma retrógrada, ou seja, na direção oposta à rotação de Júpiter. “Esta é uma situação instável”, disse Sheppard. “As colisões frontais poderiam desintegrar os objetos rapidamente e reduzi-los a pó”.

Esta lua, junto com outras duas descobertas, orbitam na direção da rotação do planeta. As luas internas demoram cerca de um ano para dar a volta em Júpiter, e as externas, o dobro do tempo.

Fragmentos

Todas as luas podem ser fragmentos que se separaram quando colidiram sendo corpos cósmicos maiores, dizem os astrônomos, que propuseram batizar a extravagante de “Valetudo”, como a bisneta do deus romano Júpiter, deusa da saúde e da higiene.

O astrônomo italiano Galileo Galilei descobriu as primeiras quatro luas de Júpiter em 1610. A equipe atual de astrônomos não estava buscando novas luas de Júpiter; estava explorando os céus em busca de planetas para além de Plutão, quando as luas cruzaram o caminho de seu telescópio.

As novas luas foram observadas pela primeira vez em 2017 graças a um telescópio situado no Chile e operado pelo Observatório Astronômico Óptico Nacional dos Estados Unidos. Os especialistas levaram um ano para confirmar suas órbitas com uma série de outros telescópios situados nos Estados Unidos e no Chile.

Com informações: AFP

16:12 · 01.06.2018 / atualizado às 16:12 · 01.06.2018 por
Ventos suaves que sopram na superfície do corpo celeste a uma velocidade de entre 30 e 40km/h esculpiram essas formações, localizadas entre uma geleira e uma cordilheira Foto: NASA

Plutão está coberto por dunas surpreendentes de grãos gelados de metano, que se formaram numa época relativamente recente, apesar da atmosfera rarefeita do planeta-anão gelado, anunciou um grupo internacional de pesquisadores.

A atmosfera de Plutão é 100 mil vezes menos densa do que a da Terra, e os pesquisadores acreditavam que ela poderia ser muito baixa para permitir que os pequenos grãos de metano sólido fossem transportados pelo ar. Mas os ventos suaves que sopram na superfície de Plutão a uma velocidade de entre 30 e 40km/h formaram estas dunas, localizadas entre uma geleira e uma cordilheira, explicam os pesquisadores em um relatório publicado pela revista “Science”.

“Parece que a procedência dos grãos das dunas é o gelo de metano que sai das montanhas próximas”, assinalaram. “Embora não se possa descartar o gelo de nitrogênio”. As dunas estão espalhadas ao longo de uma espécie de cinturão de cerca de 75km da largura, e foram registradas pela nave New Horizons, da Nasa, em 2015. “Quando vimos pela primeira vez as imagens da New Horizons, achamos na hora que se tratassem de dunas, mas foi realmente surpreendente, porque sabemos que ali não há muita atmosfera”, comentou uma das autoras, Jani Radebaugh, professora associada do departamento de ciências geológicas da Universidade Brigham Young, em Utah, Estados Unidos.

“Apesar de estar 30 vezes mais afastado do Sol do que a Terra, resulta que Plutão ainda tem características parecidas com as da Terra”, assinalou.

Surpresa

Outros corpos celestes que apresentam dunas, além da Terra, incluem Marte e Vênus, bem como a Lua de Saturno Titã e o cometa 67P.

“Sabíamos que cada corpo do sistema solar com uma atmosfera e superfície rochosa sólida apresenta dunas, mas não sabíamos que iríamos encontrá-las em Plutão”, comentou Matt Telfer, autor principal e professor de geografia física na Universidade de Plymouth, Inglaterra. “Resulta que, apesar de haver muito pouca atmosfera e a temperatura da superfície ser de cerca de -230°C, ainda assim dunas são formadas”, disse.

Os cientistas também acreditam que as dunas, que parecem inalteradas, podem ter se formado nos últimos 500 mil anos, ou muito mais recentemente. Na Terra, para se formarem com areia dunas como estas, são necessários ventos mais fortes, assinalou o coautor Eric Parteli, professor de geociências computacionais na Universidade de Colônia, Alemanha. “A gravidade consideravelmente mais baixa de Plutão e a pressão atmosférica extremamente baixa significa que os ventos necessários para manter o transporte de sedimentos podem ser 100 vezes mais fracos”, explicou.

Em Plutão, a radiação solar também causa gradientes de temperatura – variação de temperatura por unidade de distância – na camada de gelo granular, o que contribui para a formação das dunas.

“Juntos, descobrimos que estes processos combinados podem formar dunas em condições de vento normais e cotidianas em Plutão”, assinalou Parteli.

Com informações: AFP

12:13 · 08.03.2018 / atualizado às 21:08 · 08.03.2018 por
Camada gasosa compreende um centésimo da massa do planeta, revelaram estudos com base em observações da nave espacial Juno da Nasa. Na Terra, essa proporção é inferior a um milionésimo Foto: Nasa

Se você pudesse ultrapassar toda a espessa camada de nuvens formada por diferentes gases (que circulam o planeta em altíssima velocidade), com um avião capaz de suportar a imensa pressão atmosférica do maior corpo celeste de nosso sistema estelar, depois do Sol, levaria mais ou menos o mesmo tempo que uma aeronave comercial gasta para transcorrer a distância entre Fortaleza e São Paulo.

A atmosfera tempestuosa de Júpiter se estende por cerca de 3.000 quilômetros de profundidade e compreende um centésimo da massa do planeta, revelaram estudos com base em observações da nave espacial Juno da Nasa. As medidas lançam luz pela primeira vez sobre o que acontece sob a superfície do maior planeta do Sistema Solar, que à distância se assemelha a um mármore de vidro colorido e listrado. “Galileu viu as listras em Júpiter há mais de 400 anos. Até agora, nós só tínhamos uma compreensão superficial delas”, disse Yohai Kaspi, do Instituto Weizmann de Ciência em Israel, autor de um dos quatro estudos publicados na Nature.

Até uma profundidade de cerca de 3.000 km, os dados de Juno mostraram, Júpiter compreende um redemoinho psicodélico de faixas de nuvens e correntes de jatos sopradas por ventos poderosos, em direções opostas e a diferentes velocidades. Mas embaixo, o núcleo líquido de hidrogênio e hélio do planeta gira uniformemente, comportando-se quase como um corpo sólido, descobriram os pesquisadores. “O resultado é uma surpresa porque isso indica que a atmosfera de Júpiter é enorme e se estende por uma profundidade muito maior do que esperávamos anteriormente”, disse Kaspi. A atmosfera da Terra, em comparação, representa menos de um milionésimo da massa total do planeta.

“É um enigma de quase 50 anos na ciência planetária que está resolvido”, disse outro autor do estudo, Tristan Guillot, da Universidade Cote d’Azur na França. “Nós não sabíamos se um planeta gasoso como Júpiter girava com zonas e cintos todo o caminho até o centro, ou se, pelo contrário, os padrões atmosféricos eram superficiais”.

As descobertas foram o resultado de medidas sem precedentes do campo de gravidade de Júpiter por Juno, na órbita do gigante gasoso mais próximo da Terra desde julho de 2016.

Outras observações incluíram uma erupção de ciclones maciços nos polos do planeta não observadas em nenhum outro planeta do Sistema Solar.

Não se sabe como os ciclones são formados, ou como eles persistem sem se fundir.

Formação do Sistema Solar

“A primeira e mais importante questão que Juno pretende responder é como o nosso Sistema Solar foi formado e consequentemente entender mais sobre sua evolução”, disse à AFP outro autor, Alberto Adriani, do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália.

“Qualquer conhecimento que possamos acrescentar ao entender Júpiter, que é provavelmente o primeiro planeta formado (ao redor do Sol), é um passo nessa direção”.

Com informações: AFP

17:52 · 15.12.2017 / atualizado às 17:52 · 15.12.2017 por
Concepção artística do Oumuamua, asteroide que tem formato compatível com o que uma nave precisaria ter para percorrer o espaço interestelar, segundo pesquisadores Foto: Los Angeles Times

O misterioso Oumuamua, um objeto em forma de cigarro vindo de outro sistema estelar e que foi detectado recentemente, “não emite sinais artificiais”, segundo as primeiras observações de cientistas à procura de vida inteligente fora da Terra, frustrando astrobiólogos.

O objeto rochoso, cujo nome significa “mensageiro” na língua havaiana, foi detectado em 19 de outubro com o telescópio Pan-STARRS1, situado no Havaí, que rastreia os objetos que se aproximam da Terra. Em um estudo publicado na revista científica Nature em 21 de novembro, uma equipe de pesquisadores considerou que se tratava de um asteroide de 400 metros de comprimento e 40 de largura.

Sua forma não tem precedentes na longa lista de asteroides e cometas que se formaram em nosso Sistema Solar, segundo esses pesquisadores, que concluíram que esse asteroide era de natureza interestelar. Pesquisadores chegaram a especular que pudesse se tratar de um objeto artificial, dado o seu formato, compatível com o que se espera de uma nave capaz de cruzar o espaço interestelar.

Segundo os astrônomos, esse objeto incomum cruzou a Via Láctea durante milhões de anos, antes de chegar ao nosso Sistema Solar. O programa Breakthrough Listen, destinado à busca de vida tecnológica extraterrestre no Universo, focou seu poderoso radiotelescópio de Green Bank (Virgínia Ocidental) sobre Oumuamua.

“Não descobriram sinais artificiais vindos desse objeto até agora (…), mas a vigilância e a análise de dados continua”, explicou Breakthrough Listen em comunicado.

Com informações: AFP

22:33 · 21.11.2017 / atualizado às 22:36 · 21.11.2017 por
O Oumuamua tem 400m de comprimento, o que representa aproximadamente dez vezes a sua largura, uma forma nunca observada em corpos celestes do Sistema Solar Foto: Los Angeles Times

Um misterioso objeto rochoso e alongado detectado em outubro provém de outro sistema solar, uma observação sem precedentes que foi confirmada pelos astrônomos. Esta detecção abre uma nova janela sobre a formação de outros mundos estelares em nossa galáxia, a Via Láctea, segundo estes cientistas, cujo trabalho foi publicado pela revista britânica Nature.

O asteroide, batizado de Oumuamua (mensageiro em havaiano), tem 400 metros de comprimento, o que representa aproximadamente dez vezes a sua largura. Esta forma incomum não tem precedentes entre os cerca de 750.000 asteroides e cometas observados até agora em nosso sistema solar, onde se formaram, de acordo com estes pesquisadores.

Os cientistas concluíram com certeza a natureza extra estelar deste asteroide, porque a análise dos dados coletados mostra que sua órbita não pode ter origem dentro do nosso sistema solar.

Os astrônomos acreditam que um asteroide interestelar similar a Oumuamua passa dentro do sistema solar aproximadamente uma vez por ano.

Mas é algo difícil de rastrear, e não tinha sido detectado até agora. Faz relativamente pouco tempo que os telescópios que monitoram estes objetos são potentes o suficiente para poder descobri-los.

Segundo os astrônomos, este objeto viajou sozinho através da Via Láctea durante centenas de milhões de anos, antes de passar por nosso sistema solar e continuar seu caminho.

Visitante estranho

“Durante décadas pensamos que tais objetos de outro mundo poderiam se encontrar perto do nosso sistema solar, e agora, pela primeira vez, temos evidência direta de que existem”, disse Thomas Zurbuchen, responsável adjunto das missões científicas da Nasa, que financiou esta última pesquisa. “Esta descoberta abre uma nova janela para estudar a formação de sistemas solares além do nosso”, considerou.

“É um visitante estranho procedente de um sistema estelar muito distante que tem uma forma que nunca tínhamos visto em nossos arredores cósmicos”, acrescentou Paul Chodas, diretor do Centro para o Estudo de Objetos Próximos à Terra do Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena, Califórnia. Oumuamua foi descoberto em 19 de outubro com o telescópio Pan-STARRS1 situado no Havaí, que rastreia objetos próximos ao nosso planeta.

Imediatamente depois de sua descoberta, outros telescópios de todo o mundo, entre eles o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu Austral (ESO), no norte do Chile, começaram a observar o asteroide para determinar suas características.

Uma equipe de astrônomos dirigida por Karen Meech, do Instituto de Astronomia do Havaí, constatou que a potência do brilho do objeto varia até dez vezes na medida em que completa uma volta sobre si mesmo a cada 7,3 horas.

Nenhum asteroide ou cometa em nosso sistema solar experimenta essa magnitude na variação de seu brilho ou essa proporção entre o comprimento e a largura, ressaltam os especialistas.

Nem água nem gelo

Estas propriedades sugerem que o Oumuamua é denso e é formado por rochas e possivelmente também por metais.

Mas não tem nem água nem gelo, e sua superfície ficou avermelhada pelos efeitos das radiações cósmicas durante centenas de milhões de anos.

Telescópios terrestres de alta potência continuam monitorando o asteroide enquanto este desaparece rapidamente à medida que se afasta da Terra.

Dois telescópios espaciais da Nasa, o Hubble e o Spitzer, o seguem esta semana. Na segunda-feira (20), o objeto estava viajando a uma velocidade de 38,3 km por segundo e estava a cerca de 200 milhões de km da Terra.

O Oumuamua passou a órbita de Marte em 1 de novembro e passará perto de Júpiter em maio de 2018. Depois continuará sua rota além de Saturno, em janeiro de 2019, e sairá do nosso sistema solar para se dirigir à constelação de Pegasus.

As observações com os grandes telescópios terrestres continuarão até que o asteroide se torne praticamente indetectável, depois de meados de dezembro.

Com informações: AFP

07:47 · 21.05.2016 / atualizado às 22:14 · 20.05.2016 por
Foto: Nasa
Pesquisa mostra que é possível que exista hidrogênio e oxigênio suficientes para a formação de vida por lá. Já era sabido que Europa tem outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre Foto: Nasa

A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) já havia afirmado que Europa, uma das luas de Júpiter, era o lugar mais provável de ter vida fora da Terra. Agora, um estudo comprova que a química dos oceanos do satélite é muito parecida com a da Terra.

A pesquisa mostra que é possível que exista hidrogênio e oxigênio suficientes para a formação de vida por lá, ainda que não exista atividade vulcânica na lua de Júpiter. Já era sabido que Europa tem outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre.

“A Europa é recoberta por uma camada de gelo relativamente fina, possui um oceano [líquido sob o gelo] em contato com rochas no fundo, é geologicamente ativa e bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao se misturar com a água, uma energia ideal para a vida”, afirmou Robert Pappalardo, cientista da Nasa em 2013.

O estudo, publicado pelo periódico Geophysical Research Letters, descobriu que a produção de oxigênio tanto na Terra quanto em Europa é cerca de dez vezes maior do que a produção de hidrogênio.

Na Terra, nossos oceanos produzem hidrogênio e calor quando a água salgada do mar penetra nas fissuras da crosta terrestre e reage com os minerais. O objetivo dos cientistas agora é saber se essa reação também acontece no satélite de Júpiter.

Europa também possui fissuras em sua crosta e elas são cinco vezes maiores do que as da Terra: cerca de 25 quilômetros de profundidade. Já o oxigênio pode ser criado quando moléculas congeladas da água se desprendem da superfície do oceano e voltam às profundezas do mar, onde está o hidrogênio.

Missão em 2020

A ESA (Agência Espacial Europeia) assinou um contrato de 350 milhões de euros com a Airbus Defence and Space para construir Juice, uma sonda que vai estudar Júpiter e suas luas congeladas em 2020.

Segundo Elizabeth Robinson, chefe do setor financeiro da Nasa, o ambiente com muita radiação que predomina em volta de Júpiter e a distância da Terra serão os grandes desafios para este projeto.

Quando a Nasa enviou a sonda Galileu para Júpiter, em 1989, foram necessários seis anos para que a sonda chegasse ao quinto planeta do Sistema Solar.

Outras sondas da Nasa já passaram perto de Europa, especialmente a Galileu, mas nenhuma se concentrou especificamente na lua, que é uma das dezenas que orbitam Júpiter.

Com informações: UOL

16:42 · 06.06.2014 / atualizado às 17:13 · 06.06.2014 por
Foto: Blog Eternos Aprendizes
De acordo com os novos estudos, a Lua pode ser uma mistura 50/50 de restos da Terra e de Theia Foto: Blog Eternos Aprendizes

Cientistas alemães disseram na quinta-feira (5) que as amostras lunares coletadas nas décadas de 1960 e 1970 mostram novas evidências de que a Lua se formou quando a jovem Terra colidiu com outro corpo celeste.

Os pesquisadores chamam de “A Hipótese do enorme Impacto” o suposto ocorrido, segundo o qual a Lua foi criada quando a Terra bateu com um corpo chamado Theia há 4,5 bilhões de anos. A maioria dos especialistas apoia esta hipótese, mas eles dizem que a única forma de confirmar que tal impacto ocorreu é estudando as proporções de isótopos de oxigênio, titânio, silício e outros componentes nos dois corpos celestes.

Até agora, os cientistas que estudavam as amostras lunares que chegaram da Terra em meteoritos descobriram que a Terra e a Lua têm uma composição muito similar. Mas agora, ao estudar as amostras coletadas da superfície lunar pela equipe da Nasa das missões Apolo 11, 12 e 16 e compará-las com técnicas científicas mais avançadas, os cientistas descobriram algo novo.

“Puderam detectar uma leve, mas claramente maior, composição do isótopo de oxigênio nas amostras lunares”, destaca o estudo publicado na revista especializada Science. “Esta mínima diferença apoia a hipótese do enorme impacto na formação da Lua”. Segundo modelos que recriaram esta colisão em um nível teórico, a Lua era formada por elementos de Theia em 70% a 90%, e elementos terrestres em 10% a 30%.

Mas agora os pesquisadores revisaram para cima o papel do nosso planeta na composição do seu satélite: a Lua pode ser uma mistura 50/50 de restos da Terra e de Theia. No entanto, faltam mais estudos para confirmar esta versão.

“Agora podemos estar razoavelmente seguros de que a enorme colisão ocorreu”, disse o autor principal do estudo, Daniel Herwartz, da universidade Georg-August de Gottingen, na Alemanha.

Com informações: AFP

17:14 · 15.05.2014 / atualizado às 17:37 · 15.05.2014 por
Mancha de Júpiter perdeu 6.400 km de diâmetro nos últimos 35 anos Foto: Nasa
Mancha de Júpiter perdeu 6.400 km de diâmetro nos últimos 35 anos, de acordo com imagens feitas pelo telescópio Hubble Foto: Nasa

A marca registrada de Júpiter – uma mancha vermelha maior que a Terra – está encolhendo, mostraram imagens do Telescópio Espacial Hubble divulgadas nesta quinta-feira (15).

A chamada “Grande Mancha Vermelha” é uma violenta tempestade, que no final dos anos 1880 teve seu tamanho estimado em cerca de 40 mil quilômetros de diâmetro, grande o suficiente para acomodar três Terras lado a lado.

A tempestade, a maior do Sistema Solar, tem a aparência de uma profunda esfera vermelha cercada por camadas de amarelo pálido, laranja e branco. Os ventos em seu interior foram calculados em centenas de quilômetros por hora, disseram astrônomos da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Quando a sonda espacial Voyager, da Nasa, a sobrevoou em 1979 e 1980, as manchas tinham diminuído para cerca de 22.500 quilômetros de diâmetro.

Agora, novas imagens tiradas pelo Hubble em órbita da Terra mostram que a mancha vermelha de Júpiter está menor do que nunca, medindo pouco menos de 16.100 quilômetros de diâmetro, além de parecer mais circular na forma.

Os cientistas não sabem ao certo por que a Grande Mancha Vermelha está encolhendo cerca de mil quilômetros por ano.

“É visível que redemoinhos minúsculos estão se juntando à tempestade… estes podem ser responsáveis pela mudança acelerada ao alterar a dinâmica interna (da tempestade)”, disse Amy Simon, astrônoma do Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa, em Greenbelt, Maryland, em um comunicado.

Com informações: Reuters

19:13 · 26.03.2014 / atualizado às 19:16 · 26.03.2014 por
Foto: Observatório Nacional / Divulgação
O centauro (maior que asteroide e menor que um planeta-anão) Chariklo, que orbita entre Saturno e Urano, mede 250 km de diâmetro e possui dois anéis batizados com os nomes das cidades litorâneas extremas do Brasil, o Oiapoque e o Chuí Foto: Observatório Nacional / Divulgação

Uma observação feita no ano passado por astrônomos de vários países, incluindo pesquisadores do Brasil, permitiu a descoberta de anéis em um corpo celeste do sistema solar do tipo centauro, pequenos objetos que orbitam ao redor do Sol atravessando as órbitas dos planetas.

O objeto, denominado Chariklo, está situado entre as órbitas de Saturno e Urano, e tem dois anéis, distantes cerca de 9 quilômetros um do outro. O artigo descrevendo a descoberta  foi publicado nesta quarta-feira (26) na revista Nature e é assinado por 62 astrônomos, sendo 11 brasileiros, dos quais cinco trabalham no Observatório Nacional (ON), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Oiapoque e Chuí

Os anéis foram batizados pelos descobridores como Oiapoque, para o mais largo, enquanto o outro foi denominado Chuí, mas a confirmação dos nomes depende ainda da IAU (sigla em inglês para União Astronômica Internacional). A descoberta põe por terra a tese que vigorava até então, de que somente os planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) têm anéis.

O astrônomo Roberto Vieira Martins, do ON, disse que o fenômeno foi visto em sete observatórios localizados na América Latina, com destaque para Chile, Uruguai, Argentina e Brasil. O projeto resultou de cooperação entre o ON, o Observatório de Paris e o Instituto de Astrofísica de Andaluzia,  na Espanha. Martins esclareceu que a observação faz parte de um programa de longo prazo que pretende  entender como o sistema solar se formou  e como evoluiu no início de sua vida.

“Dentro desse projeto, a gente observou esse objeto particular e descobriu, por acaso, que ele tinha anéis. A importância  do anel é que, até hoje, só se conhecia anéis nos grandes planetas do sistema solar. Nenhum outro objeto tinha anel”, sustentou. Chariklo Centauro é um objeto pequeno, cujo diâmetro mede apenas 250 quilômetros. “É menor do que a Lua”.

Fora a surpresa da descoberta, os astrônomos vão se dedicar agora a tentar explicar como isso ocorreu, porque o mecanismo de formação de anéis que a astronomia conhece hoje está ligado a planetas gigantes. “O achado vai motivar agora um olhar diferente para procurar entender como se formam anéis em um corpo celeste pequeno”, disse Martins.

Martins ressaltou que a descoberta é  importante porque se trata de uma observação  feita em cooperação entre pesquisadores  de diversos países. “Para o Brasil, em particular, significa inserção internacional da ciência”, explicou. Como a descoberta utilizou  tecnologia de ponta, o achado tende ainda ao desenvolvimento  de novos métodos e equipamentos.

Com informações: Agência Brasil

17:05 · 27.02.2014 / atualizado às 17:06 · 27.02.2014 por
Concepção artística representando diferentes modelos de sistemas estelares descobertos pelo satélite norte-americano Kepler Imagem: Nasa
Concepção artística representando diferentes modelos de sistemas estelares descobertos pelo satélite norte-americano Kepler Imagem: Nasa

O número de planetas conhecidos fora do Sistema Solar quase dobrou numa tacada só. A equipe responsável pelo satélite americano Kepler anunciou a descoberta de 715 desses mundos distantes.

O achado corresponde à análise dos dois primeiros anos de coleta de dados do telescópio espacial da Nasa, por meio de um novo método que permite confirmar que se tratam mesmo de planetas, e não de falsos positivos.

O Kepler operou por quase quatro anos, até que em maio do ano passado um defeito em uma de suas rodas de reação impediu o apontamento preciso do satélite e interrompeu a missão. Com isso, é certeza que o número de planetas ainda vai subir bastante conforme mais dados sejam processados pelo novo método.

Por ora, o número saltou de cerca de 1.000 para 1.700. Não há um número exato, pois diversos grupos contabilizam diferentes astros, e não há uma contabilização oficial. De toda forma, é um aumento de 70% no número de planetas identificados. E um aspecto interessante do novo achado: ele envolve apenas estrelas que têm mais de um planeta em torno delas. É um viés criado pelo próprio método de confirmação.

O Kepler detecta planetas ao identificar pequenas reduções de brilho que acontecem nas estrelas quando um mundo passa à frente delas, com relação ao campo de visão do telescópio. Na maioria dos casos, essas detecções são mesmo planetas. Mas em alguns deles, é possível que as variações de brilho sejam geradas por estrelas binárias.

Em geral, para confirmar que de fato se trata de um planeta, até agora era preciso fazer uma verificação independente com telescópios em terra, por outro método de detecção. Mas a equipe liderada por Jack Lissauer, do Centro Ames de Pesquisa da Nasa, usou o conceito de “multiplicidade” para obter a confirmação “por baciada”.

A noção é observar estrelas que têm múltiplos planetas e, portanto, apresentam múltiplas reduções de brilho conforme cada um deles passa à frente delas. O padrão de multiplicidade reduz drasticamente a possibilidade de falsos positivos, que podem ser descartados facilmente.

Assim, o nível de certeza para os novos mundos detectados excede 99%. Mais do que bom, segundo Lissauer. “A multiplicidade é uma técnica poderosa para verificação de planetas em grande quantidade”, disse o pesquisador, em entrevista coletiva realizada pela Nasa.

Em razão do viés criado pela técnica, todos os mundos recém-anunciados pertencem a sistemas multiplanetários. Os 715 estão distribuídos em torno de 305 estrelas, das 150 mil que o Kepler monitorou durante sua missão inicial.

Com informações: Folhapress