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Tag: Sol


11:59 · 31.03.2015 / atualizado às 23:15 · 30.03.2015 por
Imagem: Nasa
Concepção artística da sonda Solar Probe Plus, da Nasa, que pretende chegar a apenas 6 milhões de km do Sol, distância quase 25 vezes menor que separa a Terra do astro-rei  Imagem: Nasa

As missões espaciais Solar Orbiter e Solar Probe Plus, provavelmente as mais audaciosas em desenvolvimento, serão enviadas para entrar na órbita de Mercúrio com o objetivo de estudar o Sol.

De lá, a temperatura na superfície frontal desses satélites vai ultrapassar as centenas de graus. Seria possível dizer que essas missões são, literalmente, “missões para o Inferno”. Projetar um sistema seguro para proteger as naves para resistirem a temperaturas tão altas é algo que tem dado trabalho aos engenheiros. Eles precisam de algo que funcione como um “escudo de calor”. Para o Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), a solução é usar titânio. Já no Solar Probe Plus, da Nasa, o material deverá ser composto por carbono.

Os instrumentos dos dois satélites terão de se esconder por trás dessas barreiras para fazer as medições que os cientistas esperam na tentativa de desvendar alguns dos maiores e mais duradouros mistérios do Sol.

Objetivos

Os satélites Solar Orbiter e Solar Proble Plus querem “entrar no fogo” para valer – para observar a atividade solar de perto e provar diretamente os efeitos das partículas e dos campos magnéticos que as contêm.

“Nós queremos obter três medidas”, afirmou Tim Horbury, o principal investigador do Solar Orbiter. “Com o Solar Orbiter, queremos obter uma medida remota, queremos ver o que está acontecendo no Sol com nossos telescópios e depois queremos obter uma segunda medida, para sentir o que está saindo dele.”

“A terceira medida viria do próprio Solar Probe, que avançaria um pouco o campo de visão muito rápido de vez em quando só para dar uma ideia do que estaria acontecendo lá também”, disse.

O Solar Probe chegará até a 43 milhões de quilômetros do Sol –  mais perto de Mercúrio, que gira em torno do Sol a uma distância que varia de 46 milhões a 70 milhões de quilômetros.

Já o Solar Probe Plus é quem vai fazer o verdadeiro trabalho “infernal” quando correr pela superfície solar a meros 6 milhões de quilômetros de distância.

E “correr” é a palavra certa porque a expectativa é que ele alcance velocidades de 200 quilômetros por segundo em partes da órbita.

Diferenças

Ficando mais distante, o Solar Orbiter consegue liberar telescópios. E as imagens captadas por eles provavelmente serão espetaculares, revelando características do Sol com uma resolução nunca conseguida antes.

Chegando bem próximo do Sol, o Solar Probe Plus poderá conseguir dados notáveis, mas olhar diretamente para o Sol é algo que está realmente fora de questão. A pouco mais de 6 milhões de quilômetros, a temperatura da superfície deve atingir 1.300 graus Celsius. O Solar Probe Plus não pode nem sequer se dar ao luxo de ter pequenos buracos em seu escudo revestido com cerâmica e carbono.

Já o Solar Orbiter, de 1.800 quilos, pode. “Temos alguns orifícios de passagem”, diz Dan Wild, um dos engenheiros térmicos da Airbus. “Esses são apenas grandes cilindros feitos de titânio e revestidos de preto para o controle da luz, para que a gente não pegue muito reflexo.”

“E na frente dos cilindros há portas. Nós podemos fechar essas portas e isso significa que não vamos perder a nave espacial se alguma coisa der errado”, afirmou.

As duas missões serão enviadas ao espaço em 2018.

Com informações: BBC

23:19 · 25.02.2015 / atualizado às 23:24 · 27.02.2015 por
Foto: Escola Máxima
O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um quasar ultraluminoso, um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação Foto: Escola Máxima

Um grupo de cientistas descobriu um buraco negro com uma massa aproximadamente 12 bilhões de vezes maior que a do Sol, segundo publicou nesta quarta-feira (25) a revista britânica “Nature”.

A equipe detectou um quasar que contém um buraco negro supermassivo em seu interior e que pertence a uma época na qual o universo tinha menos de 1 bilhão de anos. Esta descoberta poderia questionar em profundidade determinadas teorias sobre a formação e o crescimento dos buracos negros e das galáxias.

O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um quasar ultraluminoso, um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação. Após analisar a descoberta, o grupo de astrônomos considera que o buraco negro se originou a cerca de 900 milhões de anos depois do Big Bang, algo que consideraram “particularmente surpreendente”.

A descoberta e o estudo posterior foram realizados por uma equipe de astrônomos da universidade de Pequim e coordenado por Xue-Bing Wu, professor do departamento de astronomia da instituição. Wu e sua equipe realizaram um acompanhamento do quasar utilizando dados de projetos de inspeção e estudos como o SDSS (exploração Digital do Espaço Sloan) e o 2MASS (Reconhecimento em dois micrometros do céu completo).

Além disso, os astrônomos também utilizaram dados do estudo da Nasa Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), um projeto que lançou um telescópio espacial em 2009 para estudar a radiação infravermelha. O astrônomo do Max Planck Institute for Astronomy Bram Venemans reagiu em artigo da “Nature” à descoberta e afirmou que “descobrir buracos negros pertencentes ao início dos tempos cósmicos é algo estranho”.

Apesar da rareza desta descoberta, Venemans especificou que “a tecnologia atual e futura dará a possibilidade da ciência conhecer as características do universo durante as primeiras centenas de milhões de anos depois do Big Bang”.

Segundo a cosmologia atual, a origem do universo se remonta à grande explosão de um ponto de densidade infinita que gerou a matéria, o espaço e o tempo.

Com informações: EFE

16:09 · 30.01.2014 / atualizado às 16:51 · 30.01.2014 por
Foto: UCL University of London
Estrela que explodiu está situada em galáxia localizada a 12 milhões de anos-luz da Terra Foto: UCL University of London

Uma explosão estelar excepcionalmente próxima da Terra vai ser visível no céu nas próximas semanas com o uso de instrumentos ópticos simples, como binóculos.

A explosão da supernova acontece na Galáxia do Charuto. O local fica a cerca de 12 milhões de anos-luz da Terra e oferecerá uma oportunidade única para se estudar uma supernova.

A descoberta, no entanto, foi feita por acaso. Steve Fossey, um astrônomo do University College de Londres (UCL), da Grã-Bretanha, descobriu a supernova com um pequeno telescópio de 35 centímetros.

“Estávamos fazendo uma observação há uma semana com estudantes do UCL e, em uma das imagens que conseguimos, de curta exposição, pudemos ver este ponto brilhante de luz na imagem da galáxia. Imediatamente nos demos conta que isto era uma supernova, a explosão de uma estrela”, disse.

Fossey consultou colegas de outros observatórios e confirmou a descoberta. A União Astronômica Internacional catalogou a supernova como SN2014J. A supernova é tão brilhante que poderá ser vista com telescópios domésticos de boa qualidade ou até mesmo com binóculos, quando atingir o ponto máximo de seu brilho, algo que deve ocorrer em uma semana.

Junto com observadores do mundo todo, Fossey se prepara para recolher informações e aprender tudo o que puder enquanto a supernova for visível no céu. “É uma oportunidade excelente para a frota de naves espaciais que temos e para os observatórios na Terra”, acrescentou Fossey.

A supernova da Galáxia do Charuto, na constelação de Ursa Maior, permanecerá brilhante por cerca de um mês e os cientistas querem aproveitar ao máximo a possibilidade de conhecer todos os segredos desta galáxia.

Estrela como o Sol

“Um dos modelos aceitos é que ela tem o que chamamos de uma anã branca, que efetivamente é uma estrela como o Sol e que está na fase final de sua vida, inerte e quente, uma estrela que tem uma companheira binária, uma amiga, atraindo material dessa amiga e ficando maior e mais quente até que se detona a uma temperatura crítica e explode em pedaços”, explicou o astrônomo.

“Com estas naves no espaço, podemos observar a onda expansiva deste material, desta explosão, ao impactar no material que há a seu redor, incluindo sua companheira. E esta é a chave, precisamos compreender a companheira”, acrescentou Fossey. O cientista afirma que esta poderia ser uma estrela como o Sol ou este poderia ser um outro tipo de evento espacial, que incluiria duas anãs brancas.

Para o cientista, compreender estes “estalos estelares” pode levar à resolução de outros mistérios, pois as “supernovas são faróis de luz”. Além de ajudar a compreender o processo de morte de uma estrela, as supernovas são muito importantes pela luminosidade, que permite medir com precisão as distâncias entre as galáxias do universo, disse Fossey.

Com informações: Portal Terra

21:12 · 25.12.2013 / atualizado às 21:43 · 25.12.2013 por
Imagem de Mercúrio feita pela sonda Messenger que chegou à instável órbita daquele planeta em 2008 Foto: Nasa
Imagem de Mercúrio feita pela sonda Messenger que chegou à instável órbita daquele planeta em 2008 Foto: Nasa

As instabilidades orbitais afetam em especial os planetas localizados próximos ao centro de sistemas estelares, o que pode afetar um ou dois planetas do Sistema Solar. Isso é o que afirma um estudo divulgado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Science.

Conduzido por cientistas ligados à Northwestern University, nos Estados Unidos, o estudo cita a instável órbita de Mercúrio —o planeta que em nosso Sistema Solar localiza-se mais próximo do Sol— como uma evidência dessa organização confusa. O estudo afirma que graças a sua “particularmente caótica” órbita, Mercúrio pode até mesmo se perder do Sistema Solar daqui a 5 bilhões de anos. O caos ocorrido com sua órbita, ainda segundo o estudo, encontra paralelo também com a órbita de Marte (um dos planetas mais leves de nosso sistema).

O lado bom dessa eventual migração é que o planeta pode sobreviver, assim, à fase de expansão do Sol, prevista para o mesmo período, que engoliria de dois a quatro planetas (incluindo a Terra) mais próximos dele. Apesar de que seria uma sobrevivência parcial, já que longe de sua estrela, o planeta congelaria a -273ºC.

23:26 · 01.11.2013 / atualizado às 00:01 · 02.11.2013 por
Bairro do Cais do Porto terá a melhor visualização em Fortaleza: 40,6% de encobrimento do Sol pela sombra lunar Imagem: Nasa / Reprodução da web
Bairro do Cais do Porto terá a melhor visualização em Fortaleza: 40,6% de encobrimento do Sol pela sombra lunar Imagem: Nasa / Reprodução da web

Essa é para os amantes da astronomia no Ceará. No início da manhã do domingo (3), será visível em todo o Estado, um eclipse parcial do Sol.

O fenômeno começará em Fortaleza, às 07h42 e terminará às 10h. O ápice do eclipse na capital cearense será às 08h47, quando o Sol estará, entre 40,1% e 40,6% coberto pela sombra da Lua.

Empatada com a capital, Itarema, a 204 km de Fortaleza, também terá a melhor visualização do Estado e uma das melhores do Brasil: média de 40,5% de cobertura solar. Apenas o extremo norte do Amapá, terá índices maiores que as duas cidades cearenses, com o município de Oiapoque, registrando entre 42,1% e 44,5% de encobrimento do Sol.

Além dos brasileiros das regiões Norte e Nordeste, também vão observar o eclipse parcialmente habitantes do leste das Américas do Norte e Central, do Caribe, Norte da América do Sul, quase toda a África, sul da Europa e oeste do Oriente Médio. Mas os moradores do Gabão, dos dois Congos, de Uganda, Quênia, Etiópia e Somália, vão visualizar o Sol ser totalmente encoberto pela sombra do nosso satélite natural.

O ponto chamado pela Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) de “Greatest Eclipse” (GE), ou “Maior Eclipe”, fica no Oceano Atlântico, a cerca de 500 km ao sul de Monróvia, capital da Libéria, lá a Lua projetará uma sombra equivalente a 101% do tamanho da imagem visível do “astro-Rei” e terá duração de 1 minuto e 39 segundos.

Os liberianos, no entanto, vão ter de se contentar com um eclipse de 92,2%, índice, contudo, nada desprezível e muito maior que os observáveis no Brasil.

Como observar

De acordo com os astrônomos em qualquer fenômeno envolvendo o Sol não se deve olhar diretamente para o corpo celeste.

O método mais seguro é apontar uma luneta para o Sol sem olhar diretamente e projetar a imagem num anteparo de papel.

Para evitar danos à visão, também é aconselhável a utilização de filtros especiais com proteção UV, sem jamais ter de recorrer a filtros improvisados ou recursos como chapas de raio X.

O que é um eclipse

Um eclipse solar ocorre quando a Lua se coloca na órbita entre a Terra e o Sol, bloqueando a luz solar e, consequentemente, projetando uma sombra na Terra.

Este último eclipse será híbrido, que é classificado assim quando o Sol é visto totalmente coberto em alguns lugares e com uma formação anular em outros, dependendo da variação da sombra da Lua projetada sobre a Terra.

Um eclipse anular do Sol ocorre quando a Lua não cobre totalmente o Sol, deixando um anel visível ao seu redor.

15:05 · 19.09.2013 / atualizado às 15:44 · 19.09.2013 por
Mares começarão a evaporar quando o Sol começar sua fase expansiva, causando colapso da vida na Terra entre 1,75 e 3,25 bilhões de anos no futuro Foto: Arquivo
Mares começarão a evaporar quando o Sol começar sua fase expansiva, causando colapso da vida na Terra entre 1,75 e 3,25 bilhões de anos no futuro Foto: Arquivo

O fim do mundo não está próximo! Pelo menos no que depender dos novos cálculos feitos pela universidade de East Anglia, no Reino Unido. Eles levaram em conta o ciclo do Sol e o histórico de estrelas similares, bem como das condições do próprio planeta Terra e a capacidade evolutiva dos seres vivos.

De acordo com o estudo, as condições que fazem com que o planeta Terra seja habitável durarão, pelo menos, outro 1,75 bilhão de anos, podendo se estender até 3,25 bilhões de anos. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (19). O responsável pelo estudo, Andrew Rushby, explicou que foi utilizado “o conceito de zona habitável para fazer estimativas”, ou seja, “a distância de um planeta em relação a sua estrela que faz com que as temperaturas sejam propícias para ter água líquida na superfície”.

“Usamos os modelos de evolução estelar para calcular o final da vida habitável de um planeta, determinando quando deixará de estar na zona habitável. Passado este ponto, a Terra estará na zona quente do sol, com temperaturas tão altas que os mares se evaporarão. Acontece um evento de extinção catastrófica e terminal para toda a vida”, disse Rushby. O responsável pela pesquisa acrescentou que “certamente, as condições dos seres humanos e de outras formas de vida complexas se tornarão impossíveis muito antes”.

Ainda segundo o pesquisador, “os humanos teriam dificuldades inclusive com um pequeno aumento na temperatura e, perto do final, somente os micróbios em alguns nichos ambientais seriam capazes de suportar o calor”, explicou.

Vida inteligente leva muito tempo para se desenvolver

A quantidade de tempo habitável de um planeta é relevante pois revela dados sobre a possibilidade de evolução da vida complexa, “que é a que provavelmente mais requeira de um período de condições de habitabilidade. A medição de habitabilidade é útil porque nos permite investigar a possibilidade de que outros planetas abriguem vida e para entender que a etapa da vida pode estar em outro lugar da galáxia”, segundo explicou Rushby.

Os astrônomos identificaram quase mil planetas fora do sistema solar, alguns dos quais foram analisados por estes especialistas, que estudaram a natureza evolutiva da habitabilidade planetária sobre o tempo astronômico e geológico.   “Comparamos a Terra com oito planetas que estão atualmente em sua fase habitável, incluindo Marte. Descobrimos que os planetas que orbitam estrelas de massa menor tendem a ter zonas de vida mais habitáveis”, acrescentou.

Rushby disse que ao olhar para o passado se pode constatar que em 4,5 bilhões de anos de existência da Terra só  “tivemos insetos há 400 milhões de anos, dinossauros há 300 milhões e plantas com flor há 130 milhões de anos. Anatomicamente, os seres humanos só existiram durante os últimos 200 mil anos, por isso que se vê que é preciso muitíssimo tempo para que se desenvolva a vida inteligente”, disse.

21:10 · 21.03.2013 / atualizado às 00:40 · 22.03.2013 por
Voyager 1 está a 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância do nosso planeta para o Sol Imagem: Nasa
Voyager 1 está a 18 bilhões de quilômetros da Terra, ou 123 vezes a distância do nosso planeta para o Sol Imagem: Nasa

Uma pequena polêmica se instalou na comunidade científica internacional. Afinal, a Voyager 1 deixou ou não o Sistema Solar?

O feito seria inédito, mas não é confirmado nem pela Nasa (que construiu e lançou a nave em 1977) e nem pela grande maioria dos cientistas que estudam seus dados.

Mas um pequeno grupo de pesquisadores, que publicaram um trabalho na revista científica  Geophysical Research Letters acha que já é possível considerar a sonda como o primeiro artefato humano viajando pelo espaço interestelar.

De acordo com esses cientistas, a sonda, que está agora a mais de 18 bilhões de quilômetros, detectou duas mudanças claras e relacionadas no seu ambiente em 25 de agosto de 2012. As mudanças dizem respeito aos níveis de dois tipos de radiação: uma que permanece dentro do Sistema Solar e outra que vem do espaço interestelar.

O número de partículas da chamada heliosfera (região sob influência direta do Sol, ou o mesmo que Sistema Solar), diminuiu a menos de 1% dos níveis anteriormente detectados, ao passo que a radiação de fontes interestelares mais do que dobrou, segundo o astrônomo Bill Webber, professor emérito da Universidade Estadual do Novo México e principal autor do estudo.

Webber se refere a área em que a Voyager se encontra como helioabismo. “Está fora da heliosfera normal. Tudo o que estamos mensurando é diferente e interessante.”

Nasa rechaça possibilidade

Em nota, Edward Stone, cientista da Nasa envolvido diretamente no projeto Voyager, disse que são necessários outros indícios para afirmar que a sonda tenha saído do Sistema Solar. “Uma mudança na direção do campo magnético é o último indicador crítico de chegada ao espaço interestelar, e essa mudança de direção ainda não foi observada”, disse ele.

A Voyager 1 e a sonda-irmã Voyager 2 foram lançadas com 16 dias de diferença, em 1977, para passarem ao largo de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e cruzaram 48 luas, das quais 33 foram descobertas por elas. A Voyager 2 viaja em outro caminho, também rumo aos limites do Sistema Solar, e se acredita que ainda não tenha atingido a “rodovia magnética” que leva ao espaço interestelar.

Os dados obtidos pelos nove instrumentos a bordo de cada uma das sondas fizeram desta missão a mais bem sucedida da história da exploração do sistema solar. As Voyagers revelaram numerosos detalhes dos anéis de Saturno e permitiram descobrir os anéis de Júpiter. Também transmitiram as primeiras imagens precisas dos anéis de Urano e de Netuno e revelaram atividade vulcânica em Io, além da estranha estrutura de duas luas de Júpiter.

A sonda está atualmente 123 vezes mais distante que a Terra está do Sol e as mensagens de rádio da Voyager-1 levam 16 horas para chegar ao nosso planeta. A espaçonave caminha para se “aproximar” da estrela chamada AC +793888. No entanto, essa aproximação é relativa já que ela só passará a dois anos luz de distância da estrela e ainda levará cerca de 40 mil anos para fazê-lo. O problema é que suas fontes de energia, feitas de plutônio, devem parar de produzir eletricidade em cerca de 10 a 15 anos, quando seus instrumentos e transmissores irão parar de funcionar.

As duas Voyagers se tornarão espécies de “embaixadores” da Terra enquanto se movem pela galáxia. Ambas transportam discos de cobre banhados a ouro com gravações de saudações em 60 línguas, amostras de música de diferentes culturas e épocas, sons naturais da Terra e outros sons produzidos pelo homem.

00:21 · 08.02.2013 / atualizado às 17:35 · 08.02.2013 por
Essa imagem de 2004 mostra Marte como um ponto alaranjado no canto inferior e Mercúrio um pouco mais brilhante no canto superior. Fenômeno em 2013 será similar Imagem: Blog Pátio da Astronomia

Essa é para os amantes da astronomia. O “planeta indescritível”, tal como é chamado por astrônomos, Mercúrio está no seu melhor período de observação.

Iniciado no último sábado (2) e prosseguindo até o dia 23 desse mês, o período deve ter como ápice o dia 16. Após o dia 23, Mercúrio permanecerá visível, embora em condições menos favoráveis até pelo menos o dia 7 de março.

Para completar o deleite de astrônomos do mundo todo, na noite desta sexta-feira (8), Mercúrio poderá ser visto em conjunção muito próxima com Marte (de apenas 0,2 graus de separação).

O planeta mais próximo do Sol é um dos de mais difícil avistamento entre os cinco visíveis a olho nu (os outros são Vênus, Marte, Júpiter e Saturno). O motivo dessa dificuldade é exatamente a proximidade do nosso “Astro-rei”.

Assim, mesmo nesse momento em que ele fica mais visível só é possível identificá-lo pouco depois do pôr-do-sol na direção oeste ou pouco antes do amanhecer. Por esta razão nunca tente olhar para Mercúrio mesmo com qualquer tipo de ajuda óptica se qualquer parte do Sol ainda estiver visível acima do horizonte, já que lesões oculares podem ocorrer em decorrência dessa observação. Para quem quiser observá-lo no Ceará, é recomendável procurar locais altos em que o horizonte esteja aberto, sem nuvens, prédios, ou matas cobrindo a visão do pôr do Sol.

Cratera em Mercúrio revela colorações pouco comuns no relevo do planeta mais próximo do Sol Imagem: Messenger/Nasa

E a propósito do planeta, a Nasa divulgou, nessa quarta-feira (6) uma imagem de satélite que mostra o interior de uma cratera de Mercúrio. O planeta não é conhecido por ter uma superfície colorida, mas algumas regiões apresentam fortes contrastes de cor. 

Outras crateras conhecidas no planeta, com a Caloris, são mais escuras e mais azuis do que as planícies tipicamente castanhas.Cientistas coletam dados do planeta através da sonda Messenger, que já conseguiu detectar água no estado sólido no astro. Os depósitos de gelo estão localizados no “Polo Norte”, uma zona que não recebe a luz solar.

01:10 · 04.05.2012 / atualizado às 04:23 · 04.05.2012 por
Concepção artística de como seria a descida da sonda-navio nos lagos de metano líquido de Titã Imagem: Open University

O corpo celeste extraterrestre conhecido com mais chances de habitabilidade (64%), a lua saturnina Titã (descoberta em 1655), pode ganhar a exploração mais inusitada da história da astronáutica.

Cientistas britânicos da Open University sugeriram a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) a construção de uma sonda espacial em forma de navio, que desceria até os lagos de metano líquido do satélite natural com a ajuda de paraquedas. Seria a primeira vez que um objeto construído pela humanidade navegaria fora da Terra.

Titã, que  fica a quase 1 bilhão de quilômetros daqui, tem grandes semelhanças com o que se acredita terem sido as condições primitivas do nosso mundo. O único problema é que lá é uma versão gelada do nosso mundo primordial.

Parecido, mas bem diferente da Terra 

Cerca de 95% da atmosfera  dessa lua é composta de nitrogênio, aqui esse índice é de 78%.  O oxigênio, como nós conhecemos aqui, não existe por lá, mas esse gás também não existia em nosso planeta antes do surgimento dos micro-organismos fotossintetizantes.

Titã, assim como a Terra, é rico em hidrocarbonetos (moléculas, incluindo o próprio metano, que compõem, por exemplo, o nosso petróleo), rochas  e “areia” de gelo, que formam verdadeiras dunas cobrindo 4 milhões de km² (cerca de metade do tamanho do território brasileiro).

Os tais lagos ou mares de metano (e possivelmente etano), segundo indicam dados enviados pela sonda espacial Cassini, tem um ciclo parecido com o da água na Terra, Lá há provavelmente nuvens, névoas, chuva, tempestades e rios desse elemento, que aqui é encontrado no estado gasoso.

Em Titã, a região com maior predominância de metano líquido é o hemisfério norte, embora isso possa variar de acordo com a estação do ano saturniano, que equivale a 29 anos terrestres.  A explicação é simples, o metano ferve à -161ºC e a temperatura média daquela lua é de – 179ºC , embora a máxima possa chegar a -50ºC.

Já em nosso planeta, onde a temperatura mínima é de -89ºC, o metano teve e tem um papel chave para a vida, embora possa se formar em condições não biológicas. Essa molécula simples, por exemplo, é produzida por bactérias que decompõem matéria orgânica, bem como nos sistemas digestivos de animais, como nós humanos.

O gás é também altamente inflamável e mal-cheiroso, mas o mais grave é que ele tem potencial gerador de efeito estufa até maior que o dióxido de carbono (CO2), apontado como o grande vilão do aquecimento global.

Acredita-se que  liberações em larga escala de metano estão por trás de alguns dos grandes ciclos de extinção na Terra pré-histórica e há uma preocupação crescente de ambientalistas quanto ao aumento da emissão desse gás, cuja concentração dobrou nos últimos 200 anos.

Futuro “promissor” para vida em Titã 

Essa é a principal imagem enviada pela Huygens, da superfície de Titã, mostrando rochas de gelo Imagem: Agenciaa Espacial Europeia

Mas mesmo tendo até 60 vezes mais capacidade de aquecimento que o CO2, o metano de Titã não interfere muito nas temperaturas de lá.

Com a enorme distância que separa o satélite do Sol, a quantidade de calor e radiação que atinge sua superfície é mínima e a nossa estrela, vista de lá é pouco mais brilhante que uma lua Cheia, embora bem menor.

Mesmo com essas condições tão adversas, astrobiólogos não descartam a possibilidade de que formas de vida bem diferentes da nossa existam por lá, embora seja improvável encontrar algo mais complexo que algum micro-organismo exótico.

As melhores imagens feitas daquele corpo celeste foram feitas pela sonda Huygens, que foi enviada junto à Cassini, e desceu pela densa atmosfera titânica  em janeiro de 2005.

Infelizmente, para os cientistas e para nós amantes da ciência, a Huygens só conseguiu enviar imagens por 90 minutos, antes de suas baterias solares pararem de funcionar, o que foi suficiente, no entanto, para mostrar a superfície do astro.

Caso não seja colonizado pela raça humana ou por qualquer outra nos próximos 5 bilhões de anos, estima-se que Titã vai se tornar uma espécie de paraíso para a vida quando o Sol começar a se expandir.

Isso porque nessa distante época futura, a energia solar que atingirá Titã será a mesma que atinge a Terra hoje. E todas as condições prévias formadoras da vida se encontram por lá…

23:13 · 05.03.2012 / atualizado às 02:17 · 06.03.2012 por
Sol passa por período de maior atividade desde 2005 e pode prejudicar comunicações na Terra Imagem: Nasa

Não é para grandes sustos, mas não se espante se nos próximos dias acontecer alguma breve queda ou interferência nas comunicações por aparelhos celulares, rádio ou televisão.

O Sol enviou às 01h13 desta segunda-feira uma grande quantidade de partículas e ondas de plasma em direção à Terra, a partir de uma forte erupção em sua superfície. A informação é Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais (na sigla inglesa SWPC), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos.

De acordo com o órgão, a explosão foi classificado como de classe X1.1, o que significa dizer que foi, sim, considerada como de forte intensidade. Essas erupções que estão se intensificando desde o início do ano podem obrigar até mesmo alguns aviões comerciais que fazem rota nas regiões polares a evitar certos destinos.

Vale lembrar que são exatamente as regiões próximas aos pólos as mais afetadas pelas grandes erupções solares, por conta da interação das partículas lançadas pelo “astro-rei” com o campo magnético da Terra e com as partículas da alta atmosfera. O efeito positivo disso é o aumento do fenômeno das auroras polares, de rara beleza.

Sol passa por período de grande atividade

O aumento da quantidade e da intensidade das erupções solares é um fenômeno cíclico que costuma se repetir a cada 11 anos.  Conforme o Ceará Científico noticiou em janeiro, o atual ciclo é o mais forte desde 2005.

Naquela ocasião, foram lançadas partículas de plasma, durante quatro dias consecutivos, à velocidade de até 8 milhões de km/h que atingiam a Terra em até 34 horas, quando o normal é de 48h a 72h.