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Tag: Terra


17:13 · 28.08.2017 / atualizado às 17:15 · 28.08.2017 por
Acordo será firmado possivelmente em outubro e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua Foto: CNSA

A China e a Rússia vão assinar acordo para ampliar a cooperação espacial, que incluirá a possibilidade de missões tripuladas conjuntas à Lua. O único país do mundo a conquistar tal feito até hoje foram os Estados Unidos, com seis missões ao satélite natural da Terra, entre os anos de 1969 e 1972.

O acordo será firmado possivelmente em outubro próximo e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua e novas missões não tripuladas ao espaço. Além disso, será incluído o desenvolvimento de materiais especiais, a cooperação em satélites, a gestão da sucata espacial e a tele-observação da Terra, acrescentou o jornal, porta-voz do Partido Comunista da China.

O texto lembra que este não será o primeiro acordo espacial entre Pequim e Moscou, mas o primeiro que cobre um período de cinco anos, o que permitirá estabelecer objetivos mais ambiciosos. Devido a problemas orçamentários, a Rússia não pôde manter o nível de ambição da antiga União Soviética no setor espacial, enquanto a China tem orçamento amplo, ainda que secreto, mas menos experiência.

O programa espacial chinês é ambicioso: nos próximos meses está previsto o lançamento de uma missão que trará à Terra amostras da Lua, e em 2018 do primeiro módulo da sua estação espacial própria, que espera concluir em 2022.

A China prevê enviar, em 2020, uma missão à Marte com um veículo robô para pesquisas científicas. No ano passado, inaugurou o maior radiotelescópio do mundo, com meio quilômetro de diâmetro.

Com informações: Agência Brasil

16:51 · 10.02.2017 / atualizado às 16:51 · 10.02.2017 por
A Lua passará pela penumbra da Terra e não ficará totalmente obscura como em um eclipse total. Só uma parte do satélite natural ficará coberta Foto: Youtube

Dois fenômenos astronômicos notáveis poderão ser observados no Ceará e em todo o Brasil.

Na noite desta sexta-feira (10), um eclipse lunar penumbral será visível a olho nu, por pouco mais de 4 horas. O fenômeno começará às 19h34, no horário em Fortaleza e terá seu auge por volta da 21h44.

A Lua passará pela penumbra da Terra e não ficará totalmente obscura como em um eclipse total. Só uma parte do satélite natural ficará coberta e para um observador menos atento não é tão fácil distinguir a diferença no brilho refletido pelo astro.A sombra projetada pela Terra, responsável pelos eclipses, tem duas partes denominadas, respectivamente, umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada, como ocorrerá nesta noite. Com exceção da Oceania, países de todos os continentes poderão observar o eclipse penumbral.

No Hemisfério Norte, o fenômeno astronômico coincide com um cultural, a chamada ‘Lua de Neve’, como é conhecida a primeira fase cheia do astro no mês de fevereiro e está relacionado a esse ser um dos períodos em que comumente há maior ocorrência de tempestades de neve naquela metade do nosso planeta. Nesta semana, nevascas cancelaram quase 3 mil voos nos Estados Unidos, por exemplo.

O outro fenômeno previsto para ocorrer neste fim de semana é a passagem do cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova, no sábado (11). O corpo celeste composto por rocha, gelo e gás, chegará em seu ponto mais próximo, a cerca de 12,4 milhões de quilômetros da Terra, distância mais de 32 vezes superior a que nos separa da Lua.

Os astrônomos recomendam o uso de binóculos e telescópios simples para observá-lo. O astro aparecerá próximo à constelação de Hércules, movendo-se a 22,8 km/s, o que equivale a 82.270 km/h.

O cometa, que mede cerca de 1,6 km de diâmetro tem seu maior ponto de aproximação com a Terra a cada cinco anos. Ele foi batizado em homenagem aos três astrônomos que o descobriram em 1948, um japonês, um tcheco e um eslovaco.

 

22:37 · 10.01.2017 / atualizado às 22:37 · 10.01.2017 por
Foto: Nasa
A composição dos dois corpos celestes é quase idêntica – uma improbabilidade que há muito tempo intriga os defensores da hipótese da colisão única entre dois protoplanetas Foto: Nasa

A Lua, companheira do nosso planeta há cerca de 4,5 bilhões de anos, pode ter sido formada pelo impacto de uma série de pequenos corpos com uma Terra embrionária, afirmaram pesquisadores.

Isso explicaria uma grande inconsistência na teoria dominante, segundo a qual a Lua é resultado de uma única e gigantesca colisão entre a Terra e um corpo celeste do tamanho de Marte. Segundo esta hipótese, cerca de um quinto do material da Lua teria vindo da Terra, e o resto do segundo corpo.  No entanto, a composição da Terra e da Lua são quase idênticas – uma improbabilidade que há muito tempo intriga os defensores da hipótese do impacto único. “O cenário de múltiplos impactos é uma forma mais ‘natural’ de explicar a formação da Lua”, disse Raluca Rufu, do Instituto Weizmann de Ciências, em Rehovot, Israel, coautor do novo estudo, publicado na revista científica “Nature Geoscience”. Tais impactos múltiplos teriam escavado mais material da Terra do que um único impacto, o que significa que os satélites resultantes se assemelhariam mais à composição do nosso planeta, disseram os autores do estudo.

Simulações

Rufu e uma equipe criaram quase mil simulações de computador de colisões entre uma proto-Terra e planetas embrionários chamados planetesimais, menores do que Marte. Teriam sido necessárias cerca de 20 dessas colisões para formar a Lua, concluíram os pesquisadores. Cada colisão teria formado um disco de detritos ao redor da proto-Terra, que se aglomerariam para formar um pequeno satélite natural, segundo os autores. Estes pequenos satélites eventualmente se fundiriam, formando a Lua, acrescentaram.

“Nas primeiras etapas do Sistema Solar, os impactos eram muito abundantes, por isso é mais natural que vários deles tenham formado a Lua, em vez de um em especial”, disse Rufu. Acredita-se que nosso Sistema Solar se formou há 4,567 bilhões de anos, seguido pela Lua, cerca de 100 milhões de anos mais tarde.

Teoria dominante

A teoria principal da formação da Lua foi proposta em meados da década de 1970. Nos anos 1980, foram feitas as primeiras sugestões de que o satélite teria sido resultado de várias colisões.

O novo estudo “reavivou o cenário até agora em grande parte descartado de que uma série de impactos menores e mais comuns, em vez de um único golpe gigante, formaram a Lua”, escreveu Gareth Collins, do Imperial College London, em um comentário publicado pela revista.

“Construir a Lua desta maneira leva muitos milhões de anos, o que implica que a formação da Lua se sobrepôs a uma parcela considerável do crescimento da Terra”, acrescentou.

Com informações: G1

11:52 · 30.05.2016 / atualizado às 01:21 · 30.05.2016 por
Foto: Nasa
Aproximação motivou a Nasa a fazer um registro fotográfico com o telescópio espacial Hubble em que é possível ver as calotas polares norte e sul e nuvens especialmente na região conhecida como Syrtis Major Planitia, uma grande planície próxima a um antigo vulcão marciana Foto: Nasa

Você que quer esperar o momento exato da maior aproximação de Marte em relação à Terra, nos últimos 11 anos, anote!  Nesta segunda-feira (30), às 18h36 no horário de Brasília, o “Planeta Vermelho” estará a “apenas” 75,3 milhões de quilômetros do “Planeta Azul”.

O professor de Astronomia, João Romário Fernandes Filho, explica que “a distância entre dois planetas é algo que varia muito ao longo do tempo. Apesar de orbitarem em torno de um mesmo centro de massa, eles avançam em velocidades diferentes. Isso origina configurações orbitais tão diferentes entre os planetas e a estrela que a Terra e Marte podem estar tanto a mais de 400 milhões de quilômetros quanto a menos de 55 milhões de quilômetros um  do outro!”

Ele acrescenta que Marte se apresentará com um brilho vermelho-alaranjado e que o planeta “vai se impor com grande beleza no nascente, pouco após o pôr do Sol, permanecendo visível durante toda a noite, como um inconfundível rubi celeste”. Se você tiver binóculos ou um telescópio simples, então, poderá ver ainda mais detalhes de Marte.  “Basta apontar para ele e tentar distinguir algumas nuances superficiais, como diferenças de tonalidades avermelhadas, evidências de terrenos com diferentes idades, ou até pequenas manchas brancas, que são as calotas polares marcianas”, orienta.

O especialista em Astronomia pela Universidade Cruzeiro do Sul (SP) adverte, no entanto, que não se deve esperar  “ver Marte nem remotamente parecido com uma Lua vermelha. Mesmo que nosso vizinho sideral seja mais do que duas vezes maior do que nosso satélite natural, a distância daqui até lá ainda será quase duzentas vezes maior do que a que nos separa da Lua!”.

Marte entrou no último dia 22, no que os astrônomos classificam como “oposição”, o que significa dizer que está alinhado com o Sol e com a Terra e que “nasce” no leste, aproximadamente no mesmo momento em que a nossa “Estrela-mãe” se põe no oeste.

A aproximação motivou a Nasa a fazer um registro fotográfico com o telescópio espacial Hubble em que é possível ver as calotas polares norte e sul e nuvens especialmente na região conhecida como Syrtis Major Planitia.

Descobertas

A aproximação do “Planeta Vermelho” com a Terra, porém não é a única coisa que está atiçando a curiosidade de astrônomos, astrogeólogos, astrobiólogos e admiradores da ciência, de um modo geral. Duas grandes descobertas sobre o passado marciano também animaram a comunidade científica nos últimos dias.

Na última quinta-feira (26), astrogeólogos da Universidade do Texas (EUA), com base em dados da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) e das antigas sondas Viking (que foram os primeiros artefatos humanos a pousar com sucesso em outro planeta, em 1976) chegaram à conclusão que Marte está saindo de uma era glacial que começou há cerca de 375 mil anos, pouco antes de nossos parentes neandertais surgirem na Terra e enfrentarem alguns longos períodos de glaciação pelas bandas de cá. A mesma pesquisa revelou que em seu auge a calota de gelo acumulou mais de 87 mil quilômetros cúbicos de gelo, volume três vezes maior que o esperado.

No dia seguinte, pesquisadores do Centro de Astrobiologia de Madri (Espanha) e da Universidade de Cornell (EUA), anunciaram ter encontrado evidências de que tsunamis atingiram as costas de antigos oceanos que banharam a superfície marciana há cerca de 3,4 bilhões de anos, período em que a vida bacteriana aqui na Terra dava seus primeiros passos. A pesquisa reforçou a hipótese de que no primeiro bilhão de anos da existência de Marte, os ecossistemas locais eram bem mais propícios à vida, que pode ainda resistir, especialmente no subsolo marciano.

Então, essa será a melhor oportunidade para ver o nosso planeta vizinho e aguçar ainda mais a curiosidade para novas descobertas sobre Marte. A próxima grande aproximação só acontecerá em julho de 2018, quando o Planeta Vermelho ficará ainda mais próximo de nós, a “apenas” 57,6 milhões de quilômetros!

20:02 · 26.01.2015 / atualizado às 20:29 · 26.01.2015 por
Foto: Nasa/TruNews
O asteroide 2004 BL86 é especial porque é uma rocha muito maior do que a maioria: mede cerca de 500 metros, enquanto no no geral os objetos que se aproximam da Terra costumam ter entre 15 e 30 metros de diâmetro Foto: Nasa/TruNews

Um asteroide do tamanho de uma serra passa próximo da Terra nesta segunda e também na terça-feira (dias 26 e 27), em um sobrevoo que não voltará a ocorrer em uma década, anunciaram astrônomos, descartando risco de colisão.

Não há nenhuma chance de que o asteroide, conhecido como 2004 BL86, caia na Terra. Em sua máxima aproximação do nosso planeta, por volta das 13h (em Fortaleza), esteve a uma distância três vezes maior do que a Lua. De qualquer forma, em termos espaciais, trata-se de uma distância curta.

“No momento em que alcançar seu ponto mais próximo, em 26 de janeiro, estará a aproximadamente 1,2 milhão de quilômetros da Terra”, informou, em um comunicado, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Esta foi a primeira vez em 200 anos que este asteroide em particular passa tão perto da Terra.

O asteroide 2004 BL86 é especial porque é uma rocha muito maior do que a maioria: mede cerca de 500 metros, enquanto no no geral os objetos que se aproximam da Terra costumam ter entre 15 e 30 metros de diâmetro.

“É a maior rocha espacial que deve passar tão perto da Terra até 2027”, ano em que o planeta receberá a visita do asteroide 1999 AN10, destacou a revista especializada Sky and Telescope.

Binóculos potentes ou telescópios

Infelizmente, o asteroide 2004 BL86 não ficou e nem ficará visível a olho nu.

A aparição do astro não será especial “porque na Terra só uma parte de seu lado iluminado ficará visível”, detalhou a Sky and Telescope.

Pouco a pouco, o asteroide irá ganhando brilho e o melhor momento para visualizá-lo (com o uso de um binóculo potente ou um telescópio) nas Américas do Norte e do Sul, na Europa e na África será entre a 22h desta segunda e as 3h de terça (horário em Fortaleza).

“Durante este período, o 2004 BL86 se dirigirá para o norte, através da constelação de Câncer”, prosseguiu a revista.

Com informações: AFP

21:39 · 19.01.2015 / atualizado às 22:16 · 22.01.2015 por
Imagem: ESA
Representação artística mostrando a visão da Terra, a partir das proximidades do asteroide 2004 BL86 Imagem: ESA

O asteroide 2004 BL86 vai passar tão perto da Terra que será possível acompanhá-lo com simples telescópios ou com uns bons binóculos. A maior aproximação está prevista para as 13h20, da segunda-feira (26), mas ele seguirá visível até a madrugada do dia seguinte. Ele tem 500 metros de diâmetro (maior que o morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro) e passará a cerca de 1,2 milhões de quilômetros do planeta. Estará tão próximo, que será uma oportunidade única para o estudar, segundo um cientista da NASA.

“Apesar de não ser uma ameaça para a Terra num futuro próximo, é uma distância relativamente próxima de um asteroide relativamente grande, por isso, é uma oportunidade única para observar e aprender mais”, salientou Don Yeomans, da NASA. Yeomans acrescentou que não haverá nenhuma aproximação idêntica durante pelo menos 200 anos.

Astro quase desconhecido

Descoberto no dia 30 de janeiro de 2004 por um telescópio situado no Novo México (EUA), pouco se sabe sobre o 2004 BL86.

“Quando tivermos a informação do radar no dia seguinte à passagem, teremos as primeiras imagens detalhadas. De momento, pouco sabemos sobre o asteroide, por isso deveremos ter surpresas”, realçou o astrônomo Lance Benner, citado pela NASA.

Com informações: Diário de Notícias

22:12 · 12.01.2015 / atualizado às 22:21 · 12.01.2015 por
Relógio Atômico
Serviço constatou ser necessária a introdução deste “segundo intercalar” para coordenar a escala do Tempo Atômico Internacional com a rotação da Terra Foto: Folhapress

O ano de 2015 vai ser ligeiramente maior do que o ano passado: no dia 30 de junho, às 2o horas, 59 minutos e 59 segundos, 2015 vai ganhar um segundo extra.

Chama-se “segundo intercalar” e a sua introdução nos relógios foi anunciada pelo International Earth Rotation Service (IERS). O serviço constatou ser necessária a introdução deste “segundo intercalar” para coordenar a escala do Tempo Atômico Internacional com a rotação do planeta Terra.

Ou seja, o segundo intercalar vai permitir que os nossos relógios não se adiantem em relação à rotação do planeta. Isto porque a duração do “segundo” na escala do Tempo Atômico é constante e atualmente é mais curta do que a do “segundo” da rotação da Terra, uma vez que a rotação completa do planeta dura cada vez mais tempo – está desacelerando muito muito lentamente, a um ritmo de dois milésimos de segundo por século.

A mudança pode causar alguns problemas. Quando foi adicionado um segundo extra em 2012, várias empresas de software tiveram problemas, como a Mozilla e o LinkedIn, já que não estão preparadas para incluir segundos adicionais. O primeiro “segundo intercalar” foi adicionado em 1972.

Com informações: Diário de Notícias

 

22:14 · 06.01.2015 / atualizado às 22:13 · 06.01.2015 por
Foto: Nasa
Ano passado, o Kepler-186f foi celebrado como a descoberta de um mundo do tamanho da Terra na zona habitável de sua estrela. Pelo menos, um dos planetas descobertos agora, o Kepler-438b tem tamanho similar Foto: Nasa

Astrônomos anunciaram nesta terça-feira (6) a identificação de oito novos planetas potencialmente habitáveis fora do Sistema Solar.

Três deles são mais promissores e ganharam os codinomes Kepler-438b, Kepler-442b e Kepler-440b. A descoberta, como sugerem os nomes, foi feita com dados do telescópio espacial Kepler, da Nasa, que com as novas confirmações ultrapassou a marca dos mil planetas avistados.

Pelos critérios adotados pelos autores da pesquisa, liderada por Guillermo Torres, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, de Massachusetts (EUA), e Douglas Caldwell, todos os oito novos planetas podem estar dentro da zona habitável -região em torno de uma estrela em que a quantidade de radiação recebida pelo planeta é adequada para manter a água em estado líquido. É o caso da Terra no Sistema Solar.

Contudo, existem várias definições possíveis para a zona habitável, algumas mais flexíveis e outras menos. A equipe do próprio Kepler usa um critério rígido. Por esse padrão, só os três mais promissores estariam dentro. Essas diferenças causaram alguma confusão entre os que acompanharam o anúncio dos cientistas, durante a reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS), que acontece em Seattle (EUA).

“Usamos uma estratégia diferente, que calcula a probabilidade de que um planeta esteja mesmo na zona habitável”, explicou Caldwell. “Todos os oito tinham mais de 50% de estar nelas. Mas destacamos os três que seguramente estão.”

Rochosos ou gasosos?

Todos os oito novos planetas são pequenos, com diâmetro variando entre 12% e 173% maiores que a Terra. Mas nem todos devem ser rochosos como nosso planeta.

Um estudo recente sugere que planetas até 50% maiores que a Terra tendem a ser rochosos como ela. Já os que são maiores que isso tendem a ser versões em miniatura de Netuno, o menor dos gigantes gasosos do Sistema Solar.

Por esse critério, os dois planetas mais interessantes dos recém-descobertos devem ser o 438b e o 442b. Ambos orbitam estrelas menores que o Sol, e por isso eles levam bem menos tempo que a Terra para completar uma volta em torno delas.

O primeiro é do mesmo tamanho que o Kepler-186f, identificado no ano passado e celebrado como a descoberta de um mundo do tamanho da Terra na zona habitável de sua estrela. O segundo é só 33% maior que a Terra, mas de estrutura similar.

Ainda existe uma distância entre encontrar planetas que estejam potencialmente na zona habitável e constatar que eles realmente têm ambientes favoráveis à vida.

Para tal, espera-se que, nos próximos anos, cientistas sejam capazes de estudar a “assinatura de luz” da atmosfera de alguns desses mundos.

Isso não vai acontecer tão cedo para Kepler-438b e 442b que ficam longe demais para serem analisados pela próxima geração de telescópios.

Planetas como a Terra

De toda forma, a missão do Kepler era levantar estatísticas, de forma que os cientistas pudessem estimar a frequência de planetas como a Terra em órbitas favoráveis.

Hoje, a equipe do satélite apresentou sua mais nova estimativa parcial de candidatos a planeta, agregando 554 novas entradas. Cerca de 90% deles devem ser reais.

Fergal Mullally, astrônomo do Escritório de Ciência do Kepler, destacou um, denominado “5737.01”. Ele parece ser um planeta um pouco maior que a Terra, em torno de uma estrela do mesmo tamanho que o Sol, com uma órbita praticamente igual.

Um gêmeo da Terra? A descoberta de candidatos como esse dá a certeza de que o melhor ainda está por vir.

Com informações: Folhapress

22:44 · 26.12.2014 / atualizado às 23:30 · 26.12.2014 por
Foto: Nasa
Pamela A. Melroy, uma ex-astronauta da NASA que pilotou duas missões de ônibus espaciais, é uma das entusiastas da ideia de colonização do “Planeta Vermelho” Foto: Nasa

Um “roteiro global de exploração” preparado pela NASA e 15 outras agências espaciais prevê uma equipe supostamente internacional de astronautas saltando na paisagem frígida, empoeirada e avermelhada de Marte nos anos 2030.

Empresas privadas como a SpaceX e Virgin Galactic dizem que podem chegar lá antes, ou melhor ou mais democraticamente. Entre os planos mais ousados, apesar de mais inverossímeis, está o de um empreendimento holandês sem fins lucrativos, chamado Mars One, que insiste que enviará quatro pessoas para Marte –dois homens e duas mulheres– até 2025.

Na visão dos líderes do projeto, a tecnologia necessária para chegar ao planeta vermelho e colonizá-lo já existe. Mas para tornar o projeto viável em execução e preço, dizem os fundadores, não há retorno para a Terra. Os candidatos a peregrinos para Marte devem esperar viver, e morrer, a cerca de 225 milhões de quilômetros de nosso planeta.

No ano passado, o empreendimento anunciou que estava à procura de colonos potenciais e qualquer pessoa com mais de 18 anos podia se candidatar, independente de ter diploma superior ou não.

“Eu adoraria ir para Marte”, disse Pamela A. Melroy, uma ex-astronauta da NASA que pilotou duas missões de ônibus espaciais e comandou uma terceira. “Nós chegaremos lá”, acrescentou ela.

Entre as poucas estipulações: os candidatos devem ter entre 1,57 metro e 1,88 metro, ter senso de humor e “tolerância olimpiana”.

Mais de 200 mil pessoas se candidataram. Os administradores do Mars One já reduziram para cerca de 660 semifinalistas.

Desconfiança

Muitos especialistas em espaço e aficionados por Marte permanecem profundamente céticos a respeito das chances de sucesso do programa.

Eles apontam que o Mars One não constrói foguetes nem qualquer outro equipamento aeronáutico, como a SpaceX. Nem tem o portfólio de magnata de sir Richard Branson da Virgin.

Karen Cumming, 52 anos, uma jornalista e professora canadense que está entre os semifinalistas do Mars One, disse que se encontrou recentemente com o astronauta Chris Hadfield.

“Eu perguntei se ele tinha algum conselho”, disse Cumming. “Ele disse: ‘Seja implacável em seu questionamento a respeito do hardware. A seleção dos astronautas é a menor das preocupações’.”

Menos hostil

Os cientistas concordam que dentre todos os lugares no sistema solar onde alguns poucos terráqueos poderiam se estabelecer, Marte é o menos hostil.

Ele tem aproximadamente um sexto do tamanho da Terra, mas dada sua falta de oceanos, sua massa de terra é quase equivale à nossa. Marte faz rotação em uma inclinação parecida com a da Terra de 24 graus e assim tem estações, a duração do dia é semelhante à nossa e seu solo é composto de cerca de 2% de água congelada.

Sua gravidade é de cerca de 40% a da Terra –o suficiente para impedir os habitantes de sofrerem severa perda óssea e muscular causada por longos períodos no espaço. Mas Marte continua sendo frígido e ameaçador, com uma temperatura média de 45ºC negativos e uma atmosfera não respirável, composta em grande parte por dióxido de carbono.

Os colonos viveriam em habitats artificiais, cultivariam vegetais em estufas e obteriam suas proteínas a partir de insetos. Infelizmente, nada de animais de estimação. E quando precisar sair você precisará usar seu traje espacial o tempo todo.

Nova aventura

Aos 64 anos, Jan Millsapps, uma professora de cinema da Universidade Estadual de San Francisco, é uma das candidatas mais velhas na lista do Mars One.

“Cheguei a um ponto da minha vida onde estou pronta para uma nova aventura. Eu não sinto como se estivesse fugindo, mas sim correndo em direção a algo”, disse.

Com informações: The New York Times/UOL

19:47 · 15.12.2014 / atualizado às 19:59 · 15.12.2014 por
Foto: Nasa
A Nasa trabalha com a hipótese de que o cometa Encke pode ser o responsável pela chuva de meteoros em Mercúrio. Ele também está por trás do fenômeno avistável da Terra, conhecido como ‘Taurídeas’ Foto: Nasa

O planeta mais próximo do Sol parece ser atingido por uma chuva de meteoros periódica possivelmente associada a um cometa que produz vários desses eventos anualmente na Terra.

As pistas que apontam para a existência do “chuveiro de Mercúrio” foram descobertas na camada fina de gases que compõe a exosfera do planeta, e que está sendo estudada pela espaçonave Messenger, da Nasa.

“A possível descoberta de uma chuva de meteoros em Mercury é realmente emocionante e especialmente importante porque o ambiente de plasma e poeira ao redor de Mercúrio é relativamente inexplorado”, disse Rosemary Killen, cientista planetário do Goddard Space Flight Center da NASA.

Uma chuva de meteoros ocorre quando um planeta passa por uma faixa de detritos derramado por um cometa – ou um asteroide. A radiação solar empurra para longe do sol os menores pedaços de poeira, pedra e gelo, criando a cauda luminosa do cometa. Os pedaços maiores formam um ao longo órbita do cometa – um campo de minúsculos meteoritos.

Taurídeas

A Terra tem várias chuvas de meteoros ao longo do ano, como as Perseidas, durante o inverno no hemisfério sul, e as Geminídeas, que acontecem na metade de dezembro. O cometa Encke deixou vários campos de detritos no interior do sistema solar, dando origem as Taurídeas, cujos picos acontecem em outubro e novembro, e o Beta Tauridea, entre junho e julho.

A Nasa trabalha com a hipótese de quem o cometa Encke pode ser o responsável pela chuva de meteoros em Mercúrio. “Se o nosso cenário estiver correto, Mercúrio é um coletor de poeira gigante”, disse Joseph Hahn, do planetário de Austin, no Texas, do escritório do Instituto de Ciência Espacial e co-autor do estudo.

“O planeta está sob cerco constante de poeira interplanetária e passa regularmente por esta outra tempestade de poeira, o que nós pensamos é de cometa Encke.”

Com informações: UOL Ciência