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Tag: Terra


16:04 · 21.08.2018 / atualizado às 16:04 · 21.08.2018 por
Mapa produzido pela Nasa mostra localização de concentrações de água em estado sólido no pólo sul do nosso satélite natural Imagem: Nasa

A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, informou que foram identificados dois polos na Lua que comprovam a existência de superfícies de gelo. São áreas mais escuras, distribuídas de forma irregular e que têm características de formações antigas e distintas.

No polo sul, a maior parte do gelo se concentra em crateras lunares, enquanto no norte é mais distribuído, embora em menor quantidade. O trabalho foi realizado por cientistas da Universidade do Havaí, Brown University e do Centro de Pesquisas da Nasa. A equipe é liderada pelos pesquisadores Shuai Li, da Universidade do Havaí e Brown University, e Richard Elphic, da Nasa.

Os pesquisadores utilizaram dados captados por um instrumento denominado Moon Mineralogy Mapper (M3), da Nasa, que identificou aspectos específicos sobre a existência de gelo, água e vapor. Disposto na nave não tripulada Chandrayaan-1, lançada em 2008, o M3 foi capaz de identificar a presença de gelo sólido na Lua, coletando informações que distinguem água líquida, vapor e gelo sólido.

Segundo a Nasa, a maior parte do gelo descoberto está nas crateras, do lado norte, pois ali as temperaturas são baixíssimas por causa da inclinação do eixo de rotação da Lua, uma vez que a luz não chega a essa região.

No caso do lado sul, a formação de gelo pode ser explicada por outros fenômenos, como o movimento do Sistema Solar.

Com informações: Agência Brasil

16:09 · 26.07.2018 / atualizado às 18:02 · 26.07.2018 por
o eclipse total será visto por toda as regiões Sul, Sudeste e Nordeste, incluindo o estado do Ceará Foto: Astrology King

Olhar para o céu no início da noite de sexta-feira (27) será um convite obrigatório. A partir das 16h30 começa o eclipse lunar mais longo do século XXI, que deve durar cerca de uma hora e 43 minutos. Em quase todo o planeta será possível acompanhar o fenômeno que, geralmente, ocorre duas vezes por ano, com um tempo de duração de 60 a 80 minutos, podendo durar até muito menos. Em 2015, por exemplo, a cobertura total da Lua durou apenas 12 minutos.

“Agora a Lua vai atravessar bem no centro da sombra da Terra”, explicou a pesquisadora Josina Nascimento, do Observatório Nacional. E é por isso que vai demorar mais tempo até que ela volte a aparecer. Mas, no Brasil, essa fase do eclipse não será visível pelo período integral de 104 minutos. Segundo Josina, o eclipse total será visto por toda as regiões Sul, Sudeste e Nordeste (incluindo o estado do Ceará). “O Centro-Oeste e parte da Região Norte verá o eclipse parcial e a parte mais a oeste da Região Norte verá somente o eclipse penumbral”, disse.

Além disso, “toda a parte leste do Brasil vai ver a Lua nascer já durante o eclipse total. Dependendo do lugar, no Rio de Janeiro, por exemplo, a Lua vai nascer 17h26, quando o céu ainda estará claro. Por volta de 18h13, fica mais visível e é quando começa o eclipse parcial (quando a Lua começa a sair da sombra da Terra)”, afirmou.

O eclipse da Lua acontece quando o Sol, Terra e Lua ficam alinhados nesta ordem. O Sol, iluminando a Terra, faz uma sombra no espaço em duas partes: a penumbra, que ainda revela raios do Sol, e a umbra que não recebe qualquer feixe de luz. “Quando a Lua, caminhando em torno da Terra, penetra totalmente na sombra escura temos o eclipse total”, completou a pesquisadora.

No Brasil, em toda a parte leste do país, a Lua já vai nascer na fase total do eclipse, fase que termina às 18h13, no horário de Brasília. A partir desse horário, a Lua começa a sair da sombra mais escura da Terra (umbra), iniciando o eclipse parcial, que dura até 19h19.

O fenômeno completo, que inclui a fase penumbral do eclipse, termina às 20h29.

‘Lua de Sangue’

Se o tempo do fenômeno já carrega um grau de ineditismo, o espetáculo promete ser ainda maior pelas cores com as quais a Lua despontará no horizonte: um efeito laranja avermelhado que dá nome à Lua de Sangue, provocado durante o eclipse total.

“Depois que o sol se põe você tem a tonalidade do horizonte avermelhado que é causado pelos raios de sol passando pela atmosfera. Ou seja, mesmo sem ver o sol, ainda recebe um pouco dessa luz. Os tons vermelhos são os menos filtrados e acabam se destacando mais. O mesmo acontece no eclipse total da Lua. Quando está totalmente na umbra (sombra mais escura da Terra) fica totalmente escura mas ainda chega à Lua os raios solares que passam pela atmosfera da Terra. Passam os mais próximos do vermelho e ela fica com essa tonalidade”, explicou a pesquisadora.

O show celeste ainda promete a maior visibilidade de planetas que estarão na mesma linha. Marte, sem dúvida, merecerá o destaque por estar, desde o início do ano, em máxima brilhância, se destacando como um ponto vermelho ao lado da Lua. O pico desse efeito está previsto para o dia 3 de agosto, mas já é impossível ignorar a presença desse planeta visto a olhos nus.

“Júpiter também estará no alto. Vênus está a oeste e Saturno estará entre Marte e Júpiter, na mesma linha, também muito brilhante mas menos que Marte.”

Com informações: Agência Brasil

12:13 · 08.03.2018 / atualizado às 21:08 · 08.03.2018 por
Camada gasosa compreende um centésimo da massa do planeta, revelaram estudos com base em observações da nave espacial Juno da Nasa. Na Terra, essa proporção é inferior a um milionésimo Foto: Nasa

Se você pudesse ultrapassar toda a espessa camada de nuvens formada por diferentes gases (que circulam o planeta em altíssima velocidade), com um avião capaz de suportar a imensa pressão atmosférica do maior corpo celeste de nosso sistema estelar, depois do Sol, levaria mais ou menos o mesmo tempo que uma aeronave comercial gasta para transcorrer a distância entre Fortaleza e São Paulo.

A atmosfera tempestuosa de Júpiter se estende por cerca de 3.000 quilômetros de profundidade e compreende um centésimo da massa do planeta, revelaram estudos com base em observações da nave espacial Juno da Nasa. As medidas lançam luz pela primeira vez sobre o que acontece sob a superfície do maior planeta do Sistema Solar, que à distância se assemelha a um mármore de vidro colorido e listrado. “Galileu viu as listras em Júpiter há mais de 400 anos. Até agora, nós só tínhamos uma compreensão superficial delas”, disse Yohai Kaspi, do Instituto Weizmann de Ciência em Israel, autor de um dos quatro estudos publicados na Nature.

Até uma profundidade de cerca de 3.000 km, os dados de Juno mostraram, Júpiter compreende um redemoinho psicodélico de faixas de nuvens e correntes de jatos sopradas por ventos poderosos, em direções opostas e a diferentes velocidades. Mas embaixo, o núcleo líquido de hidrogênio e hélio do planeta gira uniformemente, comportando-se quase como um corpo sólido, descobriram os pesquisadores. “O resultado é uma surpresa porque isso indica que a atmosfera de Júpiter é enorme e se estende por uma profundidade muito maior do que esperávamos anteriormente”, disse Kaspi. A atmosfera da Terra, em comparação, representa menos de um milionésimo da massa total do planeta.

“É um enigma de quase 50 anos na ciência planetária que está resolvido”, disse outro autor do estudo, Tristan Guillot, da Universidade Cote d’Azur na França. “Nós não sabíamos se um planeta gasoso como Júpiter girava com zonas e cintos todo o caminho até o centro, ou se, pelo contrário, os padrões atmosféricos eram superficiais”.

As descobertas foram o resultado de medidas sem precedentes do campo de gravidade de Júpiter por Juno, na órbita do gigante gasoso mais próximo da Terra desde julho de 2016.

Outras observações incluíram uma erupção de ciclones maciços nos polos do planeta não observadas em nenhum outro planeta do Sistema Solar.

Não se sabe como os ciclones são formados, ou como eles persistem sem se fundir.

Formação do Sistema Solar

“A primeira e mais importante questão que Juno pretende responder é como o nosso Sistema Solar foi formado e consequentemente entender mais sobre sua evolução”, disse à AFP outro autor, Alberto Adriani, do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália.

“Qualquer conhecimento que possamos acrescentar ao entender Júpiter, que é provavelmente o primeiro planeta formado (ao redor do Sol), é um passo nessa direção”.

Com informações: AFP

19:54 · 07.02.2018 / atualizado às 19:54 · 07.02.2018 por

Depois de lançar o Tesla Roadster vermelho de Elon Musk como carga de teste para o foguete Falcon Heavy na terça-feira (6), a SpaceX transmitiu as primeiras horas da viagem inédita.

No vídeo acima, é possível ver diversos ângulos do carro e do “motorista”, um boneco vestido de astronauta apelidado de Starman em homenagem à música de David Bowie, que estaria tocando no rádio se o som pudesse se propagar no espaço.

As imagens cobrem mais de quatro horas e foram transmitidas ao vivo. No lugar de uma tela multímidia há a frase: “Don’t panic” (não se desespere), citada no “Guia do mochileiro das galáxias”. Em uma das placas eletrônicas do carro, Musk mandou gravar “Feito na Terra por humanos”, caso algum alienígena trombe com o carro por aí.

Mais do que uma jogada do empresário Elon Musk, que criou a Tesla, colocar o esportivo elétrico dentro de um foguete serviu para mostrar a capacidade da sou outra empresa, a SpaceX, de fazer viagens espaciais. O teste real foi do foguete jumbo Falcon Heavy, que se tornou o veículo espacial mais poderoso a ser lançado dos Estados Unidos desde os foguetes Saturn 5, da Nasa, que transportaram astronautas para a lua 45 anos atrás.

No entanto, o mais impressionante é que dois dos três foguetes usados como propulsores voltaram ao solo e pousaram intactos, prontos para uma próxima. O terceiro deles errou o alvo e se desintegrou no mar.

O Tesla Roadster foi impulsionado uma última vez, para escapar da órbita de Marte e dar uma volta como previsto no esquema divulgado por Musk.

Trajetória

A SpaceX ainda não confirmou se a trajetória está correta e quais as chances de ele colidir com qualquer outro objeto no espaço no meio do caminho. A ideia inicial era deixar o carro na órbita de Marte por anos.

O Falcon Heavy é projetado para transportar cargas úteis de muito maior peso do que um carro esportivo, com a SpaceX vangloriando sua capacidade de colocar cerca de 70 toneladas em órbita terrestre por um custo de US$ 90 milhões por lançamento.

A expectativa é de que a SpaceX, com sede na Califórnia, vai ganhar vantagem em relação às companhias de foguetes comerciais rivais que buscam contratos importantes com a Nasa, as Forças Armadas dos EUA, empresas de satélites e até mesmo com turistas espaciais pagantes.

O esportivo foi o primeiro modelo da Tesla e ganhará um “upgrade” em 2020, que o colocará como o carro mais rápido do mundo em aceleração. De acordo com o anúncio feito em novembro passado, ele será capaz de ir de 0 a 96 km/h em 1,9 segundo.

Essa marca supera o próprio Tesla Model S P100D, o híbrido Porsche 918 Spyder e o Bugatti Chiron – todos com desempenho acima de 2 segundos.

O novo Tesla Roadster ainda é conversível e tem outra característica impressionante: uma carga de bateria dura cerca de 1.000 km.

Com informações: Auto Esporte/Globo.com

17:13 · 28.08.2017 / atualizado às 17:15 · 28.08.2017 por
Acordo será firmado possivelmente em outubro e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua Foto: CNSA

A China e a Rússia vão assinar acordo para ampliar a cooperação espacial, que incluirá a possibilidade de missões tripuladas conjuntas à Lua. O único país do mundo a conquistar tal feito até hoje foram os Estados Unidos, com seis missões ao satélite natural da Terra, entre os anos de 1969 e 1972.

O acordo será firmado possivelmente em outubro próximo e vai estabelecer a cooperação entre 2018 e 2022. Serão incluídas cinco áreas, entre elas o possível retorno do homem à Lua e novas missões não tripuladas ao espaço. Além disso, será incluído o desenvolvimento de materiais especiais, a cooperação em satélites, a gestão da sucata espacial e a tele-observação da Terra, acrescentou o jornal, porta-voz do Partido Comunista da China.

O texto lembra que este não será o primeiro acordo espacial entre Pequim e Moscou, mas o primeiro que cobre um período de cinco anos, o que permitirá estabelecer objetivos mais ambiciosos. Devido a problemas orçamentários, a Rússia não pôde manter o nível de ambição da antiga União Soviética no setor espacial, enquanto a China tem orçamento amplo, ainda que secreto, mas menos experiência.

O programa espacial chinês é ambicioso: nos próximos meses está previsto o lançamento de uma missão que trará à Terra amostras da Lua, e em 2018 do primeiro módulo da sua estação espacial própria, que espera concluir em 2022.

A China prevê enviar, em 2020, uma missão à Marte com um veículo robô para pesquisas científicas. No ano passado, inaugurou o maior radiotelescópio do mundo, com meio quilômetro de diâmetro.

Com informações: Agência Brasil

16:51 · 10.02.2017 / atualizado às 16:51 · 10.02.2017 por
A Lua passará pela penumbra da Terra e não ficará totalmente obscura como em um eclipse total. Só uma parte do satélite natural ficará coberta Foto: Youtube

Dois fenômenos astronômicos notáveis poderão ser observados no Ceará e em todo o Brasil.

Na noite desta sexta-feira (10), um eclipse lunar penumbral será visível a olho nu, por pouco mais de 4 horas. O fenômeno começará às 19h34, no horário em Fortaleza e terá seu auge por volta da 21h44.

A Lua passará pela penumbra da Terra e não ficará totalmente obscura como em um eclipse total. Só uma parte do satélite natural ficará coberta e para um observador menos atento não é tão fácil distinguir a diferença no brilho refletido pelo astro.A sombra projetada pela Terra, responsável pelos eclipses, tem duas partes denominadas, respectivamente, umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada, como ocorrerá nesta noite. Com exceção da Oceania, países de todos os continentes poderão observar o eclipse penumbral.

No Hemisfério Norte, o fenômeno astronômico coincide com um cultural, a chamada ‘Lua de Neve’, como é conhecida a primeira fase cheia do astro no mês de fevereiro e está relacionado a esse ser um dos períodos em que comumente há maior ocorrência de tempestades de neve naquela metade do nosso planeta. Nesta semana, nevascas cancelaram quase 3 mil voos nos Estados Unidos, por exemplo.

O outro fenômeno previsto para ocorrer neste fim de semana é a passagem do cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova, no sábado (11). O corpo celeste composto por rocha, gelo e gás, chegará em seu ponto mais próximo, a cerca de 12,4 milhões de quilômetros da Terra, distância mais de 32 vezes superior a que nos separa da Lua.

Os astrônomos recomendam o uso de binóculos e telescópios simples para observá-lo. O astro aparecerá próximo à constelação de Hércules, movendo-se a 22,8 km/s, o que equivale a 82.270 km/h.

O cometa, que mede cerca de 1,6 km de diâmetro tem seu maior ponto de aproximação com a Terra a cada cinco anos. Ele foi batizado em homenagem aos três astrônomos que o descobriram em 1948, um japonês, um tcheco e um eslovaco.

 

22:37 · 10.01.2017 / atualizado às 22:37 · 10.01.2017 por
Foto: Nasa
A composição dos dois corpos celestes é quase idêntica – uma improbabilidade que há muito tempo intriga os defensores da hipótese da colisão única entre dois protoplanetas Foto: Nasa

A Lua, companheira do nosso planeta há cerca de 4,5 bilhões de anos, pode ter sido formada pelo impacto de uma série de pequenos corpos com uma Terra embrionária, afirmaram pesquisadores.

Isso explicaria uma grande inconsistência na teoria dominante, segundo a qual a Lua é resultado de uma única e gigantesca colisão entre a Terra e um corpo celeste do tamanho de Marte. Segundo esta hipótese, cerca de um quinto do material da Lua teria vindo da Terra, e o resto do segundo corpo.  No entanto, a composição da Terra e da Lua são quase idênticas – uma improbabilidade que há muito tempo intriga os defensores da hipótese do impacto único. “O cenário de múltiplos impactos é uma forma mais ‘natural’ de explicar a formação da Lua”, disse Raluca Rufu, do Instituto Weizmann de Ciências, em Rehovot, Israel, coautor do novo estudo, publicado na revista científica “Nature Geoscience”. Tais impactos múltiplos teriam escavado mais material da Terra do que um único impacto, o que significa que os satélites resultantes se assemelhariam mais à composição do nosso planeta, disseram os autores do estudo.

Simulações

Rufu e uma equipe criaram quase mil simulações de computador de colisões entre uma proto-Terra e planetas embrionários chamados planetesimais, menores do que Marte. Teriam sido necessárias cerca de 20 dessas colisões para formar a Lua, concluíram os pesquisadores. Cada colisão teria formado um disco de detritos ao redor da proto-Terra, que se aglomerariam para formar um pequeno satélite natural, segundo os autores. Estes pequenos satélites eventualmente se fundiriam, formando a Lua, acrescentaram.

“Nas primeiras etapas do Sistema Solar, os impactos eram muito abundantes, por isso é mais natural que vários deles tenham formado a Lua, em vez de um em especial”, disse Rufu. Acredita-se que nosso Sistema Solar se formou há 4,567 bilhões de anos, seguido pela Lua, cerca de 100 milhões de anos mais tarde.

Teoria dominante

A teoria principal da formação da Lua foi proposta em meados da década de 1970. Nos anos 1980, foram feitas as primeiras sugestões de que o satélite teria sido resultado de várias colisões.

O novo estudo “reavivou o cenário até agora em grande parte descartado de que uma série de impactos menores e mais comuns, em vez de um único golpe gigante, formaram a Lua”, escreveu Gareth Collins, do Imperial College London, em um comentário publicado pela revista.

“Construir a Lua desta maneira leva muitos milhões de anos, o que implica que a formação da Lua se sobrepôs a uma parcela considerável do crescimento da Terra”, acrescentou.

Com informações: G1

11:52 · 30.05.2016 / atualizado às 01:21 · 30.05.2016 por
Foto: Nasa
Aproximação motivou a Nasa a fazer um registro fotográfico com o telescópio espacial Hubble em que é possível ver as calotas polares norte e sul e nuvens especialmente na região conhecida como Syrtis Major Planitia, uma grande planície próxima a um antigo vulcão marciana Foto: Nasa

Você que quer esperar o momento exato da maior aproximação de Marte em relação à Terra, nos últimos 11 anos, anote!  Nesta segunda-feira (30), às 18h36 no horário de Brasília, o “Planeta Vermelho” estará a “apenas” 75,3 milhões de quilômetros do “Planeta Azul”.

O professor de Astronomia, João Romário Fernandes Filho, explica que “a distância entre dois planetas é algo que varia muito ao longo do tempo. Apesar de orbitarem em torno de um mesmo centro de massa, eles avançam em velocidades diferentes. Isso origina configurações orbitais tão diferentes entre os planetas e a estrela que a Terra e Marte podem estar tanto a mais de 400 milhões de quilômetros quanto a menos de 55 milhões de quilômetros um  do outro!”

Ele acrescenta que Marte se apresentará com um brilho vermelho-alaranjado e que o planeta “vai se impor com grande beleza no nascente, pouco após o pôr do Sol, permanecendo visível durante toda a noite, como um inconfundível rubi celeste”. Se você tiver binóculos ou um telescópio simples, então, poderá ver ainda mais detalhes de Marte.  “Basta apontar para ele e tentar distinguir algumas nuances superficiais, como diferenças de tonalidades avermelhadas, evidências de terrenos com diferentes idades, ou até pequenas manchas brancas, que são as calotas polares marcianas”, orienta.

O especialista em Astronomia pela Universidade Cruzeiro do Sul (SP) adverte, no entanto, que não se deve esperar  “ver Marte nem remotamente parecido com uma Lua vermelha. Mesmo que nosso vizinho sideral seja mais do que duas vezes maior do que nosso satélite natural, a distância daqui até lá ainda será quase duzentas vezes maior do que a que nos separa da Lua!”.

Marte entrou no último dia 22, no que os astrônomos classificam como “oposição”, o que significa dizer que está alinhado com o Sol e com a Terra e que “nasce” no leste, aproximadamente no mesmo momento em que a nossa “Estrela-mãe” se põe no oeste.

A aproximação motivou a Nasa a fazer um registro fotográfico com o telescópio espacial Hubble em que é possível ver as calotas polares norte e sul e nuvens especialmente na região conhecida como Syrtis Major Planitia.

Descobertas

A aproximação do “Planeta Vermelho” com a Terra, porém não é a única coisa que está atiçando a curiosidade de astrônomos, astrogeólogos, astrobiólogos e admiradores da ciência, de um modo geral. Duas grandes descobertas sobre o passado marciano também animaram a comunidade científica nos últimos dias.

Na última quinta-feira (26), astrogeólogos da Universidade do Texas (EUA), com base em dados da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) e das antigas sondas Viking (que foram os primeiros artefatos humanos a pousar com sucesso em outro planeta, em 1976) chegaram à conclusão que Marte está saindo de uma era glacial que começou há cerca de 375 mil anos, pouco antes de nossos parentes neandertais surgirem na Terra e enfrentarem alguns longos períodos de glaciação pelas bandas de cá. A mesma pesquisa revelou que em seu auge a calota de gelo acumulou mais de 87 mil quilômetros cúbicos de gelo, volume três vezes maior que o esperado.

No dia seguinte, pesquisadores do Centro de Astrobiologia de Madri (Espanha) e da Universidade de Cornell (EUA), anunciaram ter encontrado evidências de que tsunamis atingiram as costas de antigos oceanos que banharam a superfície marciana há cerca de 3,4 bilhões de anos, período em que a vida bacteriana aqui na Terra dava seus primeiros passos. A pesquisa reforçou a hipótese de que no primeiro bilhão de anos da existência de Marte, os ecossistemas locais eram bem mais propícios à vida, que pode ainda resistir, especialmente no subsolo marciano.

Então, essa será a melhor oportunidade para ver o nosso planeta vizinho e aguçar ainda mais a curiosidade para novas descobertas sobre Marte. A próxima grande aproximação só acontecerá em julho de 2018, quando o Planeta Vermelho ficará ainda mais próximo de nós, a “apenas” 57,6 milhões de quilômetros!

20:02 · 26.01.2015 / atualizado às 20:29 · 26.01.2015 por
Foto: Nasa/TruNews
O asteroide 2004 BL86 é especial porque é uma rocha muito maior do que a maioria: mede cerca de 500 metros, enquanto no no geral os objetos que se aproximam da Terra costumam ter entre 15 e 30 metros de diâmetro Foto: Nasa/TruNews

Um asteroide do tamanho de uma serra passa próximo da Terra nesta segunda e também na terça-feira (dias 26 e 27), em um sobrevoo que não voltará a ocorrer em uma década, anunciaram astrônomos, descartando risco de colisão.

Não há nenhuma chance de que o asteroide, conhecido como 2004 BL86, caia na Terra. Em sua máxima aproximação do nosso planeta, por volta das 13h (em Fortaleza), esteve a uma distância três vezes maior do que a Lua. De qualquer forma, em termos espaciais, trata-se de uma distância curta.

“No momento em que alcançar seu ponto mais próximo, em 26 de janeiro, estará a aproximadamente 1,2 milhão de quilômetros da Terra”, informou, em um comunicado, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Esta foi a primeira vez em 200 anos que este asteroide em particular passa tão perto da Terra.

O asteroide 2004 BL86 é especial porque é uma rocha muito maior do que a maioria: mede cerca de 500 metros, enquanto no no geral os objetos que se aproximam da Terra costumam ter entre 15 e 30 metros de diâmetro.

“É a maior rocha espacial que deve passar tão perto da Terra até 2027”, ano em que o planeta receberá a visita do asteroide 1999 AN10, destacou a revista especializada Sky and Telescope.

Binóculos potentes ou telescópios

Infelizmente, o asteroide 2004 BL86 não ficou e nem ficará visível a olho nu.

A aparição do astro não será especial “porque na Terra só uma parte de seu lado iluminado ficará visível”, detalhou a Sky and Telescope.

Pouco a pouco, o asteroide irá ganhando brilho e o melhor momento para visualizá-lo (com o uso de um binóculo potente ou um telescópio) nas Américas do Norte e do Sul, na Europa e na África será entre a 22h desta segunda e as 3h de terça (horário em Fortaleza).

“Durante este período, o 2004 BL86 se dirigirá para o norte, através da constelação de Câncer”, prosseguiu a revista.

Com informações: AFP

21:39 · 19.01.2015 / atualizado às 22:16 · 22.01.2015 por
Imagem: ESA
Representação artística mostrando a visão da Terra, a partir das proximidades do asteroide 2004 BL86 Imagem: ESA

O asteroide 2004 BL86 vai passar tão perto da Terra que será possível acompanhá-lo com simples telescópios ou com uns bons binóculos. A maior aproximação está prevista para as 13h20, da segunda-feira (26), mas ele seguirá visível até a madrugada do dia seguinte. Ele tem 500 metros de diâmetro (maior que o morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro) e passará a cerca de 1,2 milhões de quilômetros do planeta. Estará tão próximo, que será uma oportunidade única para o estudar, segundo um cientista da NASA.

“Apesar de não ser uma ameaça para a Terra num futuro próximo, é uma distância relativamente próxima de um asteroide relativamente grande, por isso, é uma oportunidade única para observar e aprender mais”, salientou Don Yeomans, da NASA. Yeomans acrescentou que não haverá nenhuma aproximação idêntica durante pelo menos 200 anos.

Astro quase desconhecido

Descoberto no dia 30 de janeiro de 2004 por um telescópio situado no Novo México (EUA), pouco se sabe sobre o 2004 BL86.

“Quando tivermos a informação do radar no dia seguinte à passagem, teremos as primeiras imagens detalhadas. De momento, pouco sabemos sobre o asteroide, por isso deveremos ter surpresas”, realçou o astrônomo Lance Benner, citado pela NASA.

Com informações: Diário de Notícias