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Tag: vida extraterrestre


16:46 · 07.06.2018 / atualizado às 20:57 · 07.06.2018 por
Ao analisar amostras colhidas na cratera Gale com idade de cerca de 3 bilhões de anos, o robô Curiosity estabeleceu de forma conclusiva que havia abundância de compostos orgânicos no planeta Foto: Nasa

Por Salvador Nogueira

Já sabemos há algum tempo que Marte, em seu passado remoto, foi habitável -ou seja, tinha a capacidade de preservar água em estado líquido na superfície. Agora, graças ao jipe Curiosity, sabemos que ele tinha, na mesma época, os ingredientes necessários para a vida -moléculas orgânicas complexas.

Ao analisar amostras colhidas na cratera Gale com idade de cerca de 3 bilhões de anos, o robô da Nasa estabeleceu de forma conclusiva que havia abundância de compostos orgânicos no planeta. Com efeito, os resultados sugerem um conteúdo orgânico comparável ao de rochas sedimentares ricas nessas substâncias aqui da Terra. Ninguém está dizendo que houve vida em Marte, claro. Mas saber que os ingredientes estavam lá -água e moléculas orgânicas- é um passo importantíssimo em busca dessa resposta. Tanto que o principal objetivo do Curiosity, assim que chegou a Marte, em 2012, era achar esses benditos compostos. E a busca não foi nada fácil.

Nas primeiras tentativas de detecção, nos primeiros cem dias da missão, a melhor definição para o resultado era “fracasso”. A quantidade de compostor orgânicos simples era tão pequena que não se podia descartar contaminação da Terra enviada dentro do jipe ou mesmo que a fonte desses compostos fossem asteroides a colidir com Marte.

A ausência de compostos orgânicos no planeta vermelho era uma grande surpresa. Afinal, essas moléculas de carbono parecem estar em toda parte no espaço -em asteroides, cometas, planetas, luas e até nebulosas. Por que Marte seria estranhamente empobrecido nelas? Ocorre que a superfície marciana hoje é bem hostil a moléculas orgânicas. Raios ultravioletas do Sol encontram pouca filtragem na tênue atmosfera daquele mundo, quebrando com facilidade moléculas orgânicas maiores. E, para completar, o solo é rico em percloratos. São moléculas sem graça feitas de oxigênio e cloro, mas que, quando suficientemente aquecidas, se quebram e destroem qualquer molécula orgânica maior que esteja por perto.

Calor não é lá um grande problema em Marte. Mas é um grande problema quando o método de detecção de moléculas orgânicas do seu jipe envolve aquecer a amostra centenas de graus Celsius para ver que moléculas evaporam por lá. Você já começa com quase nada, graças ao ambiente hostil de Marte, e o que ainda restava é destruído pelos percloratos assim que você aquece a amostra. Voilà: um grande desapontamento. A equipe do Curiosity, no entanto, perseverou, procurando rochas mais adequadas para a busca. No fim de 2014, eles anunciaram um grande avanço: uma das amostras recolhidas mostrava uma quantidade de moléculas orgânicas simples tal que se podia descartar qualquer contaminação. Era química orgânica para valer no passado marciano.

Ainda assim, eram moléculas bem pequenas, muito longe do que seria necessário para a vida. A hipótese de trabalho era a de que, na origem, havia moléculas orgânicas mais complexas, que no entanto foram destruídas por percloratos e tiveram seus átomos recombinados nos compostos simples detectados. Não havia, contudo, como descartar a noção de que, desde o início, fossem só aquelas pequenas porcarias mesmo. Quase quatro anos depois, chega a resposta definitiva: analisando amostras ainda melhores, e se concentrando apenas nos gases evaporados delas a temperaturas bem altas (assim descartando o que pudesse ser ação de percloratos ou qualquer outro contaminante vindo da Terra), os pesquisadores encontraram moléculas orgânicas relativamente grandes e que provavelmente compunham cadeias de moléculas ainda maiores. O proverbial filé orgânico marciano.

O artigo científico reportando a descoberta, que tem como primeira autora Jennifer L. Eigenbrode, da Nasa, sai na edição desta sexta-feira (8) da revista Science. E, na mesma publicação, outro artigo relata outra descoberta feita pelo Curiosity em Marte.

A temporada do metano

Sim, é mais química orgânica. Desta vez na atmosfera. Além de procurar compostos complexos em rochas, o Curiosity tinha como uma de suas metas primordiais fazer a primeira detecção de gás metano na atmosfera, estando ele envolto nela. Resultados anteriores obtidos por telescópios e missões orbitais sugeriam a presença de uma quantidade significativa dele, ainda que medido em partes por bilhão. No início, o Curiosity detectou quantidades tão baixas que esbarravam no limite de precisão do equipamento.

Os pesquisadores então começaram a trabalhar num novo método para diminuir a margem de erro, “enriquecendo” a amostra da atmosfera em metano antes de tomar a medição. E ajudou o fato de que, em 2013, o jipe foi engolfado por uma pluma de metano emanando do solo, que fez saltar a detecção de 0,69 parte por bilhão para 7,2 partes por bilhão. Certo, mas por que essa neura com metano? São dois os motivos: primeiro, trata-se de uma molécula que não dura muito na atmosfera, exposta aos famigerados raios ultravioletas solares. O que significa que, se ela existe no ar marciano, mesmo em quantidades pentelhesimais, algo está constantemente lançando mais dela na atmosfera.

E o segundo motivo é ainda mais interessante: ao menos na Terra, a imensa maioria do metano atmosférico é produzido por formas de vida. Pois é. Manja a sua flora intestinal? De vez em quando ela te força a lançar uma pluma de metano no ar que, em Marte, deixaria os cientistas num frenesi nerd. Por outro lado, há outros meios de gerar metano que não envolvem vida, como um processo químico conhecido como serpentinização. Afinal, o que gera as plumas de metano em Marte? Desde essa detecção inicial em 2013 os cientistas responsáveis pelo Curiosity permaneceram tomando medidas periódicas do metano na atmosfera. E agora, com dados colhidos ao longo de quase cinco anos (terrestres, três marcianos), eles encontraram uma pista intrigante: a emissão de metano é sazonal. Os dados revelam que, noves fora os picos gerados por plumas repentinas locais, a quantidade média de metano na baixa atmosfera flutua entre 0,24 e 0,65 parte por bilhão. O pico se dá próximo ao fim do verão no hemisfério norte marciano (inverno no sul). O jipe em si está na região equatorial do planeta, apenas 4,5 graus Sul.

Com esse resultado, os pesquisadores podem descartar várias possíveis fontes para o metano que não apresentariam esse padrão. A aposta deles é que haja grandes quantidades do gás presas no subsolo marciano no interior de cristais baseados em água chamados de clatratos. Para eles, as mudanças sazonais de temperatura poderiam explicar as flutuações na liberação do gás observadas pelo jipe. Ainda resta a pergunta mais importante: o que teria produzido o metano aprisionado nesses clatratos? Pode ser vida, pode ser outro processo abiótico. A resposta terá de esperar -talvez por novos resultados, mais provavelmente por novas missões. Com efeito, o Trace Gas Orbiter, da ESA (Agência Espacial Europeia), acabou de começar sua missão científica em órbita marciana, e seu objetivo é estudar a distribuição e os padrões de emissão do metano em escala global. Ele poderá corroborar ou colocar em dúvida os atuais resultados do Curiosity, mas certamente agregará mais peças ao quebra-cabeça.

O artigo reportando a sazonalidade do metano em Marte tem como primeiro autor Christopher Webster, também da Nasa, e sai ao lado do texto de Eigenbrode, nesta sexta. “Ambos os resultados são avanços revolucionários para a astrobiologia”, avalia Inge Loes ten Kate, pesquisadora da Universidade de Utrecht que não participou das pesquisas, mas escreveu um artigo de comentário para a Science. “A detecção de moléculas orgânicas e metano em Marte tem vasta implicações à luz de potencial vida passada marciana. O Curiosity mostrou que a cratera Gale foi habitável há 3,5 bilhões de anos, com condições comparáveis às da Terra primitiva, onde a vida evoluiu mais ou menos na mesma época. A questão de se a vida pode ter se originado ou existido em Marte é muito mais oportuna agora que sabemos que moléculas orgânicas estavam presentes na superfície naquela época.”

Em 2020, tanto europeus quanto americanos prometem enviar jipes capazes de dar o próximo passo e procurar evidências diretas de vida marciana.

Com informações: Folhapress

19:28 · 17.12.2017 / atualizado às 19:39 · 17.12.2017 por
Foram estudados incidentes apontados por militares dos EUA Foto: US Air Force

O Pentágono admitiu ter financiado um programa secreto bilionário para investigar aparições de objetos voadores não identificados (óvnis).

O programa foi encerrado em 2012, de acordo com o Departamento de Defesa, mas reportagem do jornal “The New York Times” relatou que ele ainda está em execução. Os funcionários continuam a estudar incidentes apontados por militares dos Estados Unidos, em paralelo às suas atividades regulares no Pentágono.

O chamado Programa de Identificação Avançada de Ameaças de Aviação operou de 2007 a 2012 e recebeu 12 milhões de dólares por ano de financiamento, escondido no gigantesco orçamento do Pentágono, disse o Times, citando participantes e registros do programa.

O programa forneceu documentos que descrevem as aparições de aparatos voadores não identificados que pareciam se mover rapidamente, sem sinais visíveis de propulsão, ou sem meios aparentes de se erguer, afirmou o Times.

Funcionários do programa também examinaram vídeos dos encontros de aeronaves militares norte-americanas com objetos desconhecidos. Um deles, divulgado em agosto, mostra um objeto oval branco do tamanho de um avião sendo seguido por dois jatos da Marinha de um porta-aviões da costa da Califórnia em 2004, acrescentou a reportagem. O Departamento de Defesa disse em nota que o programa foi encerrado.

“O Programa de Identificação Avançada de Ameaças de Aviação foi concluído em 2012. Determinou-se que havia outra questões mais prioritárias que mereciam financiamento e foi com a melhor das intenções que o Departamento fez essa mudança”, afirmou.

“O Departamento de Defesa leva muito a sério todas as ameaças e ameças em potencial ao nosso povo, nossos ativos e nossa missão, e toma ações quando qualquer informação verossímil aparece”.

Com informações: AFP

17:52 · 15.12.2017 / atualizado às 17:52 · 15.12.2017 por
Concepção artística do Oumuamua, asteroide que tem formato compatível com o que uma nave precisaria ter para percorrer o espaço interestelar, segundo pesquisadores Foto: Los Angeles Times

O misterioso Oumuamua, um objeto em forma de cigarro vindo de outro sistema estelar e que foi detectado recentemente, “não emite sinais artificiais”, segundo as primeiras observações de cientistas à procura de vida inteligente fora da Terra, frustrando astrobiólogos.

O objeto rochoso, cujo nome significa “mensageiro” na língua havaiana, foi detectado em 19 de outubro com o telescópio Pan-STARRS1, situado no Havaí, que rastreia os objetos que se aproximam da Terra. Em um estudo publicado na revista científica Nature em 21 de novembro, uma equipe de pesquisadores considerou que se tratava de um asteroide de 400 metros de comprimento e 40 de largura.

Sua forma não tem precedentes na longa lista de asteroides e cometas que se formaram em nosso Sistema Solar, segundo esses pesquisadores, que concluíram que esse asteroide era de natureza interestelar. Pesquisadores chegaram a especular que pudesse se tratar de um objeto artificial, dado o seu formato, compatível com o que se espera de uma nave capaz de cruzar o espaço interestelar.

Segundo os astrônomos, esse objeto incomum cruzou a Via Láctea durante milhões de anos, antes de chegar ao nosso Sistema Solar. O programa Breakthrough Listen, destinado à busca de vida tecnológica extraterrestre no Universo, focou seu poderoso radiotelescópio de Green Bank (Virgínia Ocidental) sobre Oumuamua.

“Não descobriram sinais artificiais vindos desse objeto até agora (…), mas a vigilância e a análise de dados continua”, explicou Breakthrough Listen em comunicado.

Com informações: AFP

19:58 · 19.07.2017 / atualizado às 20:06 · 19.07.2017 por
Concepção artística de planeta orbitando a estrela Ross 128, sistema estelar que é o mais forte candidato a possuir uma civilização capaz de emitir sinais de rádio, desde a captação do chamado sinal “Wow”, em 1977 Imagem: Universe Today

Sinais peculiares estão sendo captados de uma estrela a apenas 11 anos-luz de distância, informaram cientistas em Porto Rico.

O ministério tomou conta da internet enquanto a especulação aumenta sobre a potencial descoberta de uma civilização extraterrestre na estrela anã vermelha conhecido Ross 128, apesar das tentativas dos astrônomos por frustrar esses rumores. Esse é o mais forte indício de uma eventual atividade inteligente extraterrestre, desde a captação do chamado sinal “Wow”, em 15 de agosto de 1977, em Ohio (EUA), pelo pesquisador Jerry Ehman.

“No caso de estarem perguntando, a atual hipótese dos extraterrestres está ao final de muitas outras explicações melhores”, declarou Abel Méndez, diretor do Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico, em Arecibo.

Algo incomum foi percebido pela primeira vez em abril e maio, quando a equipe estudava uma série de estrelas anãs vermelhas e relativamente frias, algumas das quais se sabe que tem planetas ao redor.

Ross 128 não é conhecida por ter planetas, mas nos últimos dias os cientistas se deram conta de que havia alguns sinais muito peculiares no espectro dinâmico de 10 minutos obtidos desta estrela, segundo Méndez.

Os sinais foram observados em 13 de maio, às 00H53 GMT, e “consistiam de pulsos quase-periódicos não-polarizados de banda larga, com características de dispersão muito fortes”, escreveu.

Há três explicações principais para essas rajadas: podem ser emissões similares às explosões solares, podem ser emissões de outro objeto no campo de visão de Ross 128 ou podem vir de um satélite em órbita elevada, segundo Méndez.

Os cientistas do Observatório de Arecibo, junto com astrônomos do instituto de busca de vida extraterrestre SETI, utilizarão o Allen Telescope Array e o Green Bank Telescope para observar a estrela pela segunda vez no próximo domingo.

Os resultados destas observações devem ser publicados no final da próxima semana, acrescentou.

Com informações: AFP

20:41 · 07.10.2016 / atualizado às 20:41 · 07.10.2016 por
Imagem: The Washington Post
Concepção artística do planeta Proxima b, que pode ter oceanos tão ou mais profundos que os existentes na Terra Imagem: The Washington Post

Um planeta rochoso descoberto na zona “habitável” da estrela mais próxima do nosso Sistema Solar, a Proxima Centauri, pode estar coberto de oceanos, afirmaram cientistas do instituto de pesquisa francês CNRS nesta quinta-feira.

Uma equipe de pesquisadores, incluindo astrofísicos do CNRS, calcularam o tamanho do planeta apelidado Proxima b, assim como as propriedades da sua superfície, e concluíram que este pode ser um “planeta de oceanos” semelhante à Terra. Cientistas anunciaram a descoberta do Proxima b em agosto, e disseram que este pode ser o primeiro exoplaneta (planeta fora do nosso Sistema Solar) a ser visitado, um dia, por robôs terráqueos.

O planeta orbita dentro de uma zona “temperada” da sua estrela Proxima Centauri, localizada a ‘apenas’ 4,2 anos-luz da Terra. Estima-se que o Proxima b tem uma massa de cerca de 1,3 vezes a da Terra e que orbita a cerca de 7,5 milhões de km da sua estrela – cerca de um décimo da distância a que orbita Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol.

“Ao contrário do que se poderia esperar, tal proximidade não significa necessariamente que a superfície do Proxima b seja muito quente” para a água existir na forma líquida, disse um comunicado do CNRS.

Proxima Centauri é menor e 1.000 vezes mais fraca do que o nosso Sol, o que significa que o Proxima b está exatamente na distância certa para as condições serem potencialmente habitáveis.

“O planeta pode muito bem conter água líquida em sua superfície e, portanto, também algumas formas de vida”, disse o comunicado.

Cálculo

O tamanho de exoplanetas é geralmente calculado medindo a quantidade de luz que eles bloqueiam, a partir da perspectiva da Terra, quando passam na frente da sua estrela hospedeira.

Mas nenhum trânsito deste tipo do Proxima b foi observado ainda, então a equipe teve que confiar em simulações para estimar a composição e o raio do planeta. Eles calcularam que o raio é de entre 0,94 e 1,4 vez o da Terra, que é de 6.371 km, em média.

Presumindo um raio mínimo de 5.990 km, o planeta seria muito denso, com um núcleo metálico que corresponde a dois terços de toda a massa do planeta, envolvido por um manto rochoso. Caso exista água na superfície, esta corresponderia a 0,05% da massa total do planeta, indicou a equipe. Não é muito diferente da Terra, onde essa porcentagem é de 0,02%.

No cenário em que o Proxima b é maior, com um raio de 8.920 km, sua massa seria dividida, em partes iguais, entre um centro rochoso e a água circundante. “Neste caso, o Proxima b seria coberto por um único oceano líquido, de 200 km de profundidade”, disse o CNRS.

“Em ambos os casos, poderia haver uma atmosfera fina e gasosa cercando o planeta, como na Terra, tornando o Proxima b potencialmente habitável”, concluiu o instituto.

Com informações: AFP

07:47 · 21.05.2016 / atualizado às 22:14 · 20.05.2016 por
Foto: Nasa
Pesquisa mostra que é possível que exista hidrogênio e oxigênio suficientes para a formação de vida por lá. Já era sabido que Europa tem outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre Foto: Nasa

A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) já havia afirmado que Europa, uma das luas de Júpiter, era o lugar mais provável de ter vida fora da Terra. Agora, um estudo comprova que a química dos oceanos do satélite é muito parecida com a da Terra.

A pesquisa mostra que é possível que exista hidrogênio e oxigênio suficientes para a formação de vida por lá, ainda que não exista atividade vulcânica na lua de Júpiter. Já era sabido que Europa tem outros elementos favoráveis à vida como gás carbônico, água oxigenada e enxofre.

“A Europa é recoberta por uma camada de gelo relativamente fina, possui um oceano [líquido sob o gelo] em contato com rochas no fundo, é geologicamente ativa e bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao se misturar com a água, uma energia ideal para a vida”, afirmou Robert Pappalardo, cientista da Nasa em 2013.

O estudo, publicado pelo periódico Geophysical Research Letters, descobriu que a produção de oxigênio tanto na Terra quanto em Europa é cerca de dez vezes maior do que a produção de hidrogênio.

Na Terra, nossos oceanos produzem hidrogênio e calor quando a água salgada do mar penetra nas fissuras da crosta terrestre e reage com os minerais. O objetivo dos cientistas agora é saber se essa reação também acontece no satélite de Júpiter.

Europa também possui fissuras em sua crosta e elas são cinco vezes maiores do que as da Terra: cerca de 25 quilômetros de profundidade. Já o oxigênio pode ser criado quando moléculas congeladas da água se desprendem da superfície do oceano e voltam às profundezas do mar, onde está o hidrogênio.

Missão em 2020

A ESA (Agência Espacial Europeia) assinou um contrato de 350 milhões de euros com a Airbus Defence and Space para construir Juice, uma sonda que vai estudar Júpiter e suas luas congeladas em 2020.

Segundo Elizabeth Robinson, chefe do setor financeiro da Nasa, o ambiente com muita radiação que predomina em volta de Júpiter e a distância da Terra serão os grandes desafios para este projeto.

Quando a Nasa enviou a sonda Galileu para Júpiter, em 1989, foram necessários seis anos para que a sonda chegasse ao quinto planeta do Sistema Solar.

Outras sondas da Nasa já passaram perto de Europa, especialmente a Galileu, mas nenhuma se concentrou especificamente na lua, que é uma das dezenas que orbitam Júpiter.

Com informações: UOL

20:41 · 09.04.2015 / atualizado às 20:45 · 09.04.2015 por
Foto: Nasa
A Nasa tem como objetivo enviar astronautas para Marte em 2030, um passo que cientistas acreditam que será “chave” para procurar sinais de vida atual ou extinta Foto: Nasa

Existe vida fora da Terra? Aparentemente sim, e poderíamos descobrir sua existência na próxima década.

Segundo a cientista-chefe da Nasa, Ellen Stofan, teremos registros de alienígenas que vivem em outros planetas até 2025.

Stofan acredita que serão encontrados sinais de vida fora da Terra em até 10 anos, e provas definitivas disso em até 20 anos. “Nós sabemos onde procurar. Então sabemos como procurar”, disse, em um debate transmitido na Nasa TV sobre a possibilidade de encontrar outros “mundos habitáveis”.

Água e vida simples

O que estamos procurando? E onde? As primeiras descobertas de vida fora da Terra provavelmente estão mais perto do que imaginamos, mas não serão homenzinhos verdes em naves espaciais e, sim, alguma espécie de plâncton ou de alga.

Existe muita água no Sistema Solar. É quase certo que existam oceanos de água salgada sob as conchas geladas das luas de Júpiter, Europa e Ganímedes, assim como na lua de Saturno, Encélado. A água é mantida líquida pela gravidade intensa dos planetas gigantes onde as luas orbitam, que os deforma e contribui para o aquecimento de seus núcleos.

Acredita-se que Encélado tenha atividade vulcânica nas profundezas de seu oceano, o que manteria a água aquecida a uma temperatura de 93º. Acredita-se que todas as três luas têm mais água em seus oceanos do que todos os oceanos da Terra juntos. Ainda não é possível saber se há vida lá, mas são ótimos lugares para começar a procurar.

E também há Marte, é claro. É quase certo que o planeta vermelho teve oceanos algum dia, e há evidências fotográficas sugerindo que ainda existe muita água escondida sob a superfície. O rover Curiosity da Nasa – veículo destinado a explorar a superfície de Marte – recentemente descobriu “moléculas orgânicas que contêm carbono”.

Molécula orgânica fora do Sistema Solar

Além das descobertas mais próximas de nós, um grupo de cientistas detectou, pela primeira vez, componentes orgânicos essenciais ao redor de uma distante estrela jovem, o que corrobora a possibilidade de haver vida além do Sistema Solar.

A equipe internacional detectou “grandes quantidades de cianeto de metilo (CH3-CN) no disco protoplanetário que rodeia a jovem estrela MWC 480”. Esta descoberta é muito importante, segundo argumentam os especialistas que realizaram a pesquisa, porque esta molécula contém enlaces entre átomos de carbono e nitrogênio.

Tanto o cianeto de metilo como seu parente mais simples, o ácido cianídrico (HCN), foram achados “nos frios confins do disco recém-formado” em torno da estrela MWC 480, um astro duas vezes maior que nosso Sol e a aproximadamente 455 anos-luz da Terra, na região de formação estelar de Touro.

Missões promissoras

O próximo rover que será lançado com direção à Marte em 2020 irá buscar sinais de que pode ter existido vida no planeta.

A Nasa também tem como objetivo enviar astronautas para Marte em 2030, um passo que cientistas como Ellen Stofan acreditam que será “chave” para procurar sinais de vida, porque mesmo com câmeras ultratecnológicas, encontrar fósseis usando o veículo é muito difícil – às vezes é preciso procurar embaixo da pedra, não nela em si.

A Nasa também está planejando uma missão para a Europa, uma das luas de Júpiter, que deverá ser lançada em 2022. O principal objetivo dessas missões,que custarão cerca de US$ 2,1 bilhões (R$ 6,4 bilhões), é estudar se a lua congelada tem potencial habitável e, ao fazer isso, procurar também sinais de vida nas nuvens de vapor de água que aparentemente irrompem do polo sul da Europa.

E a vida em torno de outras estrelas? O telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2018 e custará US$ 8,8 bilhões (R$ 26,8 bilhões), é tão poderoso que pode analisar gases na atmosfera de planetas em volta de outras estrelas, buscando sinais de vida.

 Com informações: BBC/EFE

18:00 · 05.01.2015 / atualizado às 17:13 · 06.01.2015 por
Foto: Nasa
Imagens captadas pelo robô Curiosity fotografaram uma formação semelhante à deixada por colônias de bactérias na Terra Foto: Nasa

A geóloga norte-americana Nora Noffke, da Old Dominion University, afirmou num estudo publicado na revista Astrobiology que pode ter encontrado fósseis na superfície de Marte.

Segundo Noffke as imagens captadas pelo robô Curiosity fotografaram uma formação semelhante à deixada por colônias de bactérias na Terra.

Estes fósseis são conhecidos pela sigla em inglês Miss (estruturas sedimentares induzidas por micróbios). Para a pesquisadora esses fósseis indicam que pode ter havido vida microbiológica na água de Marte, que secou completamente em algum momento do passado.

O artigo deixa claro que a hipótese ainda precisa de ser provada ou refutada através de métodos científicos. As rochas que ela analisou foram fotografadas pelo Curiosity em dezembro de 2012 na Baía de Yellowknife, na Cratera Gale. No local existia um lago que durou até pelo menos 3,7 bilhões de anos.

Desde que começou a exploração científica em Marte, os cientistas verificam provas da existência de água no solo marciano no passado. No entanto, ainda não há consenso de como o planeta perdeu todo o líquido e adquiriu a paisagem inóspita que conhecemos.

O atual problema para comprovar a hipótese de Noffke é o fato de o Curiosity estar bem longe da Baía de Yellowknife, o que impede novos estudos nos supostos fósseis.

Evidências anteriores

Esta não é a primeira vez que supostos fósseis são verificados em Marte. Em 2010 investigadores encontraram rochas na região da fossa Nili que poderiam conter restos fossilizados da vida em Marte.

O Instituto para Busca de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), da Califórnia, disse que as formações rochosas com 4 bilhões de anos conservaram restos do que seriam estruturas biológicas.

Já em 2008 cientistas descobriram nestas rochas evidências de carbonatos, que são produzidos por decomposição de material orgânico sedimentado.

Com informações: Diário Digital / Sapo

18:39 · 16.12.2014 / atualizado às 18:54 · 16.12.2014 por
Ilustração produzida pela Nasa explica como o gás metano pode ter se formado no Planeta Vermelho. Micróbios ou a combinação do minério olivina com a água são as duas hipóteses mais prováveis Imagem: Nasa
Ilustração produzida pela Nasa explica como o gás metano pode ter se formado no Planeta Vermelho. Micróbios ou a combinação do minério olivina com a água são as duas hipóteses mais prováveis Imagem: Nasa

A presença de metano na atmosfera de Marte e de elementos químicos orgânicos no solo do planeta vermelho são as mais recentes e provocantes descobertas do veículo explorador Curiosity, da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), na busca de pistas sobre a possibilidade de vida extraterrestre, declararam cientistas nesta terça-feira (16).

Os cientistas da Nasa disseram que o Curiosity captou irrupções esporádicas de metano, um gás que na Terra tem fortes conexões com a vida, na atmosfera ao redor de seu local de pouso, na cratera Gale.

O veículo também encontrou elementos químicos orgânicos no solo marciano, declararam os cientistas em uma entrevista coletiva transmitida pela Internet no Sindicato Americano de Geofísica em San Francisco.

O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia, emitiu um comunicado à imprensa dizendo que o veículo-robô mediu “um pico dez vezes maior” de metano na atmosfera ao seu redor e que detectou outras moléculas orgânicas em uma amostra coletada por uma furadeira robótica.

“Há muitas fontes possíveis, biológicas e não biológicas, como a interação entre água e rocha”, afirmou Sushil Atreya, membro da equipe de ciência do Curiosity e da Universidade do Michigan na cidade de Ann Arbor, no informe à imprensa.

As últimas descobertas combinam mais de dois anos de dados coletados pelo robô desde seu pouso dentro da cratera Gale em agosto de 2012.

Lago antigo

Na semana passada, os cientistas disseram ter determinado que bilhões de anos atrás um lago preenchia a cratera de 154 quilômetros de largura sendo explorada pelo Curiosity.

Este achado foi mais um indício de que Marte, o planeta mais parecido com a Terra no sistema solar, já teve condições de abrigar a vida microbiana. Pouco depois de pousar, o Curiosity descobriu que Marte já teve os ingredientes químicos e as condições ambientais necessárias para sustentar a vida microbiana, cumprindo o objetivo primordial de sua missão.

O veículo, que percorreu cerca de 8 quilômetros desde seu pouso, tem explorado uma área conhecida como Monte Sharp, onde foram encontradas rochas contendo sedimentos depositados pela água, para saber se existiram ambientes acolhedores à vida durante tempo suficiente para que ela evoluísse.

“Continuaremos a trabalhar nos quebra-cabeças que estas descobertas apresentam”, declarou John Grotzinger, cientista do projeto Curiosity do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena.

Com informações: Reuters

19:05 · 09.04.2014 / atualizado às 19:05 · 09.04.2014 por
Misterioso ponto de luz no horizonte marciano é considerado apenas um reflexo da luz do Sol nas rochas pelos cientistas da Nasa, embora a circulação da foto tenha alimentado boatos e teorias de ufólogos Foto: Nasa / Divulgação
Misterioso ponto de luz no horizonte marciano é considerado apenas um reflexo da luz do Sol nas rochas pelos cientistas da Nasa, embora a circulação da foto tenha alimentado boatos e teorias de ufólogos Foto: Nasa / Divulgação

Justo no dia em Marte atingiu a maior aproximação com a Terra, nos últimos dois anos (cerca de 93 milhões de quilômetros), a Agência Espacial Norte-Americana, a Nasa, divulgou fotos da Curiosity que revelam uma imagem no mínimo curiosa.

Trata-se de uma luz inexplicável que tem intrigado até mesmo aos cientistas. Entusiastas da ufologia (considerada uma pseudociência) acreditam que esse é um sinal de que existe vida no planeta vermelho. Mas pesquisadores da Nasa  descartam a hipótese. A imagem foi tirada pela câmera do lado direito do Curiosity. Porém, a luz não aparece nas fotos feitas pela câmera que fica no lado esquerdo do jipe-robô.

Quando chegou ao planeta Terra, a imagem feita por Curiosity deixou muita gente intrigada, o que inclui os pesquisadores da Nasa. O blogueiro e ufólogo Scott Waring, por exemplo, acredita que a fotografia sugere que há criaturas inteligentes vivendo no planeta. Mas Doug Ellison, um dos cientistas da agência, disse que a luz captada tem explicação e certamente não representa nenhuma prova de vida extraterrestre.

Ellison disse à NBC que a luz pode ter sido resultado de uma reação aos raios cósmicos de alta intensidade energética, no momento em que atingiram a superfície de Marte. O espaço é preenchido com radiação e a fina atmosfera de Marte não bloqueia partículas de alta energia (raios cósmicos) com tanta eficácia como a grossa atmosfera terrestre. Por isso, alguns raios cósmicos atingem a superfície de Marte.

Com informações: Portal Exame