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Tag: vírus


17:36 · 22.09.2017 / atualizado às 17:36 · 22.09.2017 por
Foto: Icy Tales

Estudo conduzido pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) do Pará em conjunto com a Universidade do Texas mostra que a vacina contra zika desenvolvida pelas duas instituições protege camundongos e macacos contra o vírus.

Publicado pela Revista Nature Communications, o trabalho constatou que a aplicação de uma dose da vacina nos animais foi suficiente para prevenir a transmissão do vírus da mãe para o filhote durante a gestação, além de proteger machos. Com a conclusão desta etapa, é dado sinal verde para preparativos em testes em humanos.

Apesar da boa notícia, um achado do estudo acende um alerta para uma eventual consequência da infecção pelo vírus: a redução da fertilidade masculina. Testes realizados em camundongos mostram que a infecção pode alterar a reprodução nesses animais. Machos não vacinados expostos ao zika tiveram uma redução significativa de espermatozoides. E os que foram produzidos perderam velocidade, o que dificulta a fecundação. Para completar, testículos dos camundongos atrofiaram.

“Sabemos da propensão do zika em infectar células do cérebro. O estudo agora indica que o vírus também age no testículo”, relata o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos.”Não era esperado que isso ocorresse. Foi um achado ocasional”, completa o diretor. Não há ainda pistas sobre as causas que levam o vírus a atacar também a gônada masculina. Um dos caminhos a ser pesquisados, avalia, é a possibilidade de semelhanças entre receptores.

O diretor afirma que novos testes deverão ser feitos para verificar se o zika apresenta comportamento semelhante nos testículos de outras animais. Caso novos estudos indiquem resultados similares, Vasconcelos considera importante partir para uma investigação epidemiológica em regiões onde o vírus provocou epidemia, como cidades do Nordeste. “A epidemia pode ter provocado outras consequências, que serão sentidas numa outra fase, como a redução dos bebês nascidos em regiões afetadas. Isso precisa ser investigado.” A pesquisa não testou a capacidade de os camundongos engravidarem fêmeas após os danos constatados nos testículos. Isso impede afirmar neste momento que animais se tornaram estéreis. Um novo experimento agora será realizado. “O que se sabe é que há uma grande quantidade de vírus na excreção do esperma, que significa que o vírus tem bastante capacidade de se replicar, causando a destruição das células que resulta em diminuição dos testículos e, consequentemente, a esterilidade”, concluiu.

Este foi o quarto estudo publicado sobre a vacina desenvolvida em parceria pelo IEC e a Universidade do Texas. “Comprovada a eficácia da vacina em macacos e camundongos, terminamos nossa contribuição, abrindo caminho agora, para as pesquisas clínicas” afirma Vasconcelos. Todos os testes realizados mostraram até o momento o efeito protetor do imunizante desenvolvido pela parceria. Os testes clínicos serão feitos por Biomanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio. A expectativa, de acordo com Vasconcelos, é de que os testes comecem a ser feitos em 2019.

A parceria para essa pesquisa foi feita em 2016 a partir de acordo internacional para o desenvolvimento de vacina contra o vírus zika. O Ministério da Saúde vai destinar um total de R$ 7 milhões nos próximos cinco anos (até 2021) para o desenvolvimento e produção da vacina. O imunobiológico em desenvolvimento utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado de apenas uma dose, já que vacinas com vírus vivo são altamente capazes de estimular o sistema imunológico e proteger o organismo da infecção.

Com informações: Estadão Conteúdo

11:45 · 22.05.2015 / atualizado às 11:58 · 22.05.2015 por
Foto: G1 Pará
A doença viral é transmitida aos seres humanos por mosquitos, como o Aedes aegypti e A. albopictus, que também transmitem a dengue Foto: G1 Pará

Quase um ano após a confirmação dos primeiros casos de febre chikungunya no Brasil, pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, de Belém, ligado ao Ministério da Saúde, e da Universidade de Oxford, na Inglaterra, identificaram de onde vieram as duas variedades do vírus responsável pela doença que circula no país e também as regiões pelas quais elas entraram aqui.

Em artigo publicado em abril na revista BMC Medicine, eles sugerem que as cepas do vírus descendem de uma linhagem da Ásia e outra da África Central, Oriental e do Sul (ECSA, na sigla em inglês), e que elas teriam entrado no Brasil pelo Oiapoque, no Amapá, e por Feira de Santana, na Bahia.

As conclusões baseiam-se em análises de dados genéticos e epidemiológicos, e na história evolutiva das variedades.

Ao combiná-los com informações geográficas e temporais, os pesquisadores recuperaram as origens e os padrões de dispersão do vírus. Os resultados indicam que a linhagem ECSA teria começado a se disseminar em Feira de Santana em junho de 2014 — durante a Copa do Mundo —, possivelmente por meio de um brasileiro que acabara de voltar de Angola, onde a febre chikungunya é endêmica.

Já em relação à linhagem asiática, a primeira transmissão autóctone — dentro do estado ou município — teria acontecido no Oiapoque, em setembro de 2014. Segundo o biomédico português Nuno Faria, pesquisador do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford e autor do estudo, dados genéticos sugerem vários ingressos do genótipo asiático no Brasil a partir de epidemias no Caribe.

Daí a dificuldade em se estimar com mais precisão por onde essa linhagem entrou no país. “Acreditamos, contudo, que a cepa atualmente em circulação tenha vindo da Guiana Francesa, país que faz fronteira com o Brasil pela cidade de Oiapoque e que registrou um aumento constante de casos autóctones da doença desde janeiro de 2014”, diz.

Parentesco com a dengue

A febre chikungunya é uma doença viral transmitida aos seres humanos por mosquitos, como o Aedes aegypti e A. albopictus, que também transmitem a dengue.

Ao todo, 5.172 dos 5.494 municípios brasileiros registraram a presença de um desses mosquitos, de modo que os resultados das análises sugerem que a transmissão do vírus possa se dar em 94% dos municípios brasileiros.

“Caso o vírus, de fato, se estabeleça no Brasil, não haverá fronteiras capazes de impedir que se propague rapidamente pelas Américas, uma vez que seus vetores, os mosquitos A. albopictus e A. aegypti, se encontram amplamente disseminados pela região”, afirma Faria.

Até 7 de março, o Ministério da Saúde registrou 224,1 mil casos de dengue no país. O aumento é de 162% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 85,4 mil casos. No mesmo período, foram confirmados 1.049 casos autóctones de febre chikungunya, principalmente na Bahia e no Amapá.

A febre chikungunya provoca sintomas semelhantes aos da dengue, mas as dores articulares fortes surgem quase imediatamente, sobretudo nas mãos e nos pés. Essas dores podem continuar por semanas ou meses.

Com informações: Rodrigo de Oliveira Andrade / Pesquisa Fapesp

08:27 · 09.05.2015 / atualizado às 08:28 · 09.05.2015 por
Foto: Emory Eye Center
Olho do médico Ian Crozier, 43 anos, ficou totalmente alterado por causa do ebola, tendo mudado a cor da íris de azul para verde Foto: Emory Eye Center

Um norte-americano que havia se “curado” do ebola ficou surpreso ao descobrir que o vírus reapareceu em seu olho esquerdo e, inclusive, alterou a cor de sua íris, de azul para verde.

A imagem ao lado, divulgada pelo Hospital Universitário Emory, mostra o olho do médico Ian Crozier, 43 anos, totalmente alterado por causa do ebola. Segundo reportagem do “The New York Times”, Crozier contraiu o ebola em setembro de 2014 e foi declarado curado em outubro, após diversos exames constatarem a ausência da doença.

Dois meses depois, ele teve uma inflamação no olho esquerdo, chamada de uveíte, onde foi relatada uma pressão intraocular elevada, que provocou inchaço e dificuldades para enxergar.

A equipe que o atendeu sabia que o vírus havia invadido seu olho no auge da infecção, no entanto, não esperava encontrar resquícios da doença por ali.

Síndrome pós-ebola

O “NYT” afirma que além da inflamação no olho, outros problemas foram relatados no que a reportagem chamou de “síndrome pós-ebola”.

Ian teve ainda dores nas articulações, fadiga e perda auditiva profunda, sintomas similares que têm sido relatados por moradores da África Ocidental que foram diagnosticados e tratados após a infecção.

Dez dias depois da inflamação, o olho do médico estadunidense voltou ao normal graças a um tratamento experimental com uma droga, que não teve o nome divulgado. O uso do medicamento teve permissão especial da FDA, órgão que controla medicamentos nos EUA.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o balanço da epidemia da febre hemorrágica ebola na África Ocidental ultrapassou a marca de 11 mil mortes. No total, nos três países mais atingidos pela epidemia – Libéria (declarada livre da epidemia neste sábado, 9 de maio), Guiné e Serra Leoa – 26.593 pessoas foram afetadas pelo vírus. De acordo com o relatório da OMS, 11.005 morreram em decorrência da febre.

O surto de ebola na África Ocidental, o mais grave desde a identificação do vírus na África Central em 1976, começou em dezembro de 2013 no sul da Guiné antes de chegar a Libéria e Serra Leoa. A OMS declarou tratar-se de uma “emergência de saúde pública global” apenas em agosto de 2014.

Com informações: G1/The New York Times

15:57 · 15.12.2014 / atualizado às 15:58 · 15.12.2014 por
Foto: Wikimedia
Doença é transmitida pela picada do mosquito do gênero “Aedes” e infecta 400 milhões de pessoas por ano Foto: Wikimedia Commons

Cientistas do Imperial College London descobriram uma nova classe de anticorpos capazes de neutralizar as quatro formas do vírus da dengue, conforme publicou nesta segunda-feira (15) a revista britânica “Nature Immunology”.

Este novo tipo de anticorpo descoberto em humanos, que também neutraliza o estado inicial do vírus presente nos mosquitos, poderia orientar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos efetivos para combater a doença.

A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito do gênero “aedes” e infecta 400 milhões de pessoas por ano, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta.

Quatro tipos

Um dos principais problemas que o vírus apresenta é que existem quatro tipos de dengue e ter tido um deles não imuniza a pessoa dos demais.

No relatório, a equipe de pesquisadores assinalou que a expansão geográfica da dengue tem aumentado, já que foi registrado um maior número de casos na América Latina e na Austrália, e poderia se estender ao sul da Europa.

O diretor da pesquisa, Gavin Screaton, disse em uma teleconferência com a imprensa que seu grupo já leva mais de dez anos estudando do vírus. Ele destacou que não acredita que a dengue possa ser controlada até que se desenvolva uma vacina.

Para ele, o desenvolvimento de uma vacina poderia levar uma quantidade de tempo “considerável”, porque primeiro seria preciso produzi-la e testá-las em modelos não humanos. Com relação a penetração do vírus na América Latina, Screaton afirmou que, apesar de ter “existido países que realizaram boas práticas”, estas não evitaram alguns surtos severos.

Segundo Screaton, para prevenir o contágio em grande escala, é preciso “informar à população sobre boas práticas, limpar e não armazenar lixos nas cidades e usar inseticidas”.

Futura vacina

Para o estudo, a equipe de cientistas analisou 145 mostras de anticorpos de pacientes que foram infectados pelo vírus e desenvolveram um quadro imunológico. Desta forma, encontraram um bom número de anticorpos que são muito efetivos neutralizando o vírus.

Essa descoberta abre a porta ao desenvolvimento de uma futura vacina universal contra a dengue, apesar dos pesquisadores matizarem que ainda é necessário entender a resposta imunológica humana aos contágios naturais e ver qual é sua resposta à vacinação posterior.

A dengue provoca febres altas, dor de cabeça, vômitos e erupções na pele, e pode ser fatal em sua forma hemorrágica.

Com informações: EFE / UOL

19:52 · 26.07.2014 / atualizado às 20:09 · 24.07.2014 por
Foto: Reuters
O virologista Sheik Umar Khan foi transferido para uma enfermaria especial da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras Foto: Reuters

O médico que liderava a luta contra o ebola em Serra Leoa foi infectado pelo vírus da doença e está internado em um hospital na cidade de Kailahun, epicentro do surto, no leste do país.

Segundo uma declaração da presidência do país, o virologista de 39 anos, Sheik Umar Khan, foi transferido para uma enfermaria especial da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras. Khan já teria tratado mais de cem vítimas da doença no país.

A presidência de Serra Leoa informou que a ministra da Saúde, Miatta Kargbo, chorou quando ficou sabendo da notícia e chamou Khan de herói nacional, afirmando que fará “qualquer coisa e tudo em meu poder para garantir que ele sobreviva”.

Greve

Os casos de ebola de Serra Leoa estão concentrados nos distritos de Kailahun e de Kenema, também no leste.

Segundo Umaru Fofana, correspondente da BBC na capital, Freetown, dezenas de enfermeiras do hospital público da cidade de Kenema, que trata todos os casos da doença do distrito, entraram em greve depois da morte de três colegas, em casos suspeitos de ebola.

Mas a greve foi suspensa depois que o governo analisou as reivindicações das enfermeiras, que exigiam a transferência da enfermaria para tratamento dos doentes com ebola para outro hospital e que os Médicos Sem Fronteiras assumam as operações nesta enfermaria.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que entre 632 casos de ebola que haviam resultado em mortes na África, 206 foram em Serra Leoa.

No total, o país havia registrado 442 casos da doença. Na vizinha Guiné, foram 410 casos e 310 mortes. A Libéria registrou 196 casos e 116 mortes.

Pior surto

Este já está sendo considerado o pior surto de ebola já registrado.

O vírus mata cerca de 90% das pessoas infectadas, e o contágio acontece por contato direto com fluidos corporais, como sangue e secreções, de uma pessoa infectada.

Não há vacina ou cura para a doença. Mas se os pacientes receberem o tratamento logo no início da doença, têm mais chances de sobrevivência. Os sintomas iniciais incluem fraqueza, dor muscular, dor de cabeça e de garganta, vermelhidão nos olhos.

Posteriormente ocorrem vômitos, diarreia, coceiras e, em alguns casos, sangramentos. O período de incubação do vírus do ebola varia entre dois e 21 dias, segundo a OMS.

Com informações: BBC Brasil / Portal Terra

16:29 · 28.05.2014 / atualizado às 16:32 · 28.05.2014 por
Equipes de saúde percorrem as comunidades da capital Conacri alertando a população sobre os cuidados para prevenir a contaminação pelo vírus ebola Foto: Associated Press
Equipes de saúde percorrem as comunidades da capital Conacri alertando a população sobre os cuidados para prevenir a contaminação pelo vírus ebola Foto: Associated Press

A capital da Guiné, Conacri, registrou os primeiros novos casos de ebola em mais de um mês, enquanto outras áreas anteriormente não afetadas também tiveram casos confirmados na semana passada, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A propagação do surto, que teve início há dois meses, e que as autoridades da Guiné haviam dito estar sob controle, pode complicar ainda mais a luta contra o vírus em uma área que já sofre com a precariedade os sistemas de saúde e fronteiras porosas. “A situação é grave”, disse Pierre Formenty, especialista da OMS, que retornou recentemente da Guiné.

“Não houve declínio. Na verdade, é porque não estamos conseguindo detectar todo o surto, que estamos com a impressão de que houve uma queda”, disse ele. A OMS informou sobre dois novos casos, incluindo uma morte, entre 25 e 27 de maio em Conacri. Eles foram os primeiros a serem detectados desde 26 de abril.

O risco das viagens internacionais

Um surto na capital representa a maior ameaça de uma epidemia, porque a cidade é o centro das viagens internacionais na Guiné.

Télimélé e Boffa – dois distritos ao norte de Conacri- tiveram casos confirmados por testes de laboratório, disse a OMS. Doze casos, incluindo quatro mortes, foram relatadas entre 23 e 26 de maio, enquanto casos suspeitos de ebola foram detectados nos distritos adjacentes de Boke e Dubreka.

Aboubacar Sidiki Diakité, que comanda os esforços do governo para conter a disseminação do vírus, disse que as origens de todos os novos focos foram rastreadas até os casos em Conacri.

“O problema é que existem famílias que se recusam a dar informações. Elas escondem seus doentes para tentar tratá-los através de métodos tradicionais”, disse.

O surto inicial- a primeira aparição da febre fatal na África Ocidental – se espalhou a partir de uma região remota da Guiné para a capital e para a Libéria.

A OMS documentou um total de 281 casos clínicos de ebola, incluindo 185 mortes na Guiné desde que o primeiro foco do vírus foi identificado em março.

Com informações: Reuters

21:01 · 08.04.2014 / atualizado às 21:09 · 08.04.2014 por
Foto: Global Post
Até o momento, foram detectados 157 casos na Guiné, dos quais 101 doentes morreram Foto: Global Post

O número de mortes causadas por uma epidemia de ebola na Guiné (oeste da África) passou nesta terça-feira (8) de cem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou hoje que precisará de dois a quatro meses para conter a doença.

Até o momento, foram detectados 157 casos na Guiné  -onde surgiu a primeira confirmação, no dia 22 de março -, dos quais 101 doentes morreram. Na vizinha Libéria, foram identificados 21 casos, com dez mortes -destas, cinco foram confirmadas em testes de laboratório.

“É um surto desafiador. Começou na Guiné, já se expandiu até a Libéria e há vários focos. O fato de que seja em diferentes localidades complica seu controle”, disse o diretor-geral adjunto para Segurança Sanitária da OMS, Keiji Fukuda. A OMS não recomenda viagens a esses locais. Por enquanto, as suspeitas de casos em outros países da região não se confirmaram.

O ebola é uma doença altamente contagiosa, que não tem tratamento específico e com taxas de mortalidade que podem chegar a 90% -embora, por enquanto, a porcentagem de pacientes infectados e que morreram está em torno de 65%. O contágio acontece pelo contato direto com o sangue e com os fluidos e tecidos corporais das pessoas ou animais infectados. O período de incubação do vírus é de entre 2 e 21 dias.

Um fator positivo, segundo a OMS, é que entre os 50 especialistas enviados à Guiné há médicos de Uganda e do Gabão, países que já sofreram surtos. A maior epidemia de ebola já registrada foi a de Uganda, em 2000, quando 224 pessoas morreram.

Com informações: Folhapress

23:04 · 11.09.2013 / atualizado às 11:51 · 12.09.2013 por
Nova vacina testada contra vírus idêntico ao HIV envolve o uso do citomegalovírus Foto: Yale Rosen
Nova vacina testada contra vírus idêntico ao HIV envolve o uso do citomegalovírus Foto: Yale Rosen

Essa é, sem dúvida, uma das melhores notícias do século. Cientistas da Universidade da Oregon Health & Science (EUA) divulgaram nesta quarta-feira 11) que uma vacina experimental contra a Aids conseguiu livrar um grupo de animais do vírus da imunodeficiência símia (SIV, similar à “versão” humana, o HIV).

Além disso, o resultado se mostrou persistente: alguns dos animais já estão há três anos sem sinais do SIV e isso, afirmam os estudiosos, pode persistir por toda a vida deles. Se os mesmos resultados forem obtidos contra o HIV, isso pode representar, na prática, a cura definitiva da Aids, pelo menos no médio prazo.

Os pesquisadores usaram uma versão mais agressiva do SIV para infectar um grupo de macacos-rhesus. Após a doença se manifestar, os animais foram vacinados e metade deles não teve melhoras, mas os demais foram “curados funcionalmente”, ou seja, não têm traços detectáveis do vírus no corpo. Os cientistas explicam que a diferença dessa substância é que ela usa um vírus (citamegalovírus, conhecido como CMV) para “entregar” a vacina ao corpo.

“Ela usa um agente persistente (CMV) como vetor da vacina. O CMV persiste indefinitivamente no corpo em níveis muito pequenos o que provê estimulação antigênica suficiente para o sistema imunológico manter altas frequências de células T diferenciadas. Para usar uma analogia militar, este nível de estimulação imunológica é o suficiente para manter armados soldados anti-SIV patrulhando todos os tecidos nos quais células infectadas pelo SIV possam estar”, afirmou Louis Picker.

Picker explica que as demais vacinas não persistem no corpo e a quantidade de “tropas” anti-SIV diminui. O problema com o HIV e o seu “irmão” símio é que esses vírus mantêm “reservas” que se manifestam após o sistema imunológico voltar ao normal. “Resumindo, essa habilidade de manter células T efetoras anti-SIV em alta frequência é o porquê de o vetor CMV ter extraído respostas imunológicas e ter uma habilidade única de limpar um vírus causador da Aids.”

O uso do CMV é um forte candidato para desenvolver uma vacina definitiva para a Aids. “Em suma, a habilidade dos vetores de CMV de implementar vigilância antipatogênica imune contínua, a longo prazo e potente faz deles candidatos promissores para estratégias de vacina que pretendem prevenir e curar HIV/Aids assim como outras infecções crônicas”, diz o artigo assinado por Picker.

Com informações: Portal Terra

23:07 · 10.09.2012 / atualizado às 02:13 · 11.09.2012 por
Imagem: Diário do Nordeste / Arquivo

Uma vacina testada na Tailândia, tornou-se a mais nova esperança na luta contra a dengue, doença que só nos oito primeiros meses de 2012 matou no 27 pessoas no Ceará e infectou outras 47 mil.

A droga desenvolvida por uma empresa farmacêutica francesa, a Sanofi Pasteur, teve eficácia de 30,2% em testes feitos com 4 mil crianças naquele país do Sudeste Asiático.

Apesar de ainda ser um resultado modesto, a experiência na Tailândia é a primeira que mostrou alguma eficácia contra a dengue. A grande dificuldade em criar uma vacina realmente eficaz contra a doença é que ela é desencadeada por pelo menos quatro subtipos virais, que infectam inicialmente o mosquito Aedes aegypti antes de infectarem os seres humanos.

“Nosso estudo representa a primeira prova de que uma vacina eficaz contra a dengue é possível”, afirmou um dos autores da pesquisa, Derek Wallace. A vacina intitulada CYD-TDV apresentou entre 60% e 90% de eficácia contra os vírus do tipo 1, 3 e 4. No entanto, não mostrou nenhuma eficácia contra a dengue do tipo 2.

“Esta falta de eficácia junto ao DEN-2 é surpreendente e deverá ser objeto de novas pesquisas”, explicou Wallace. Enquanto aguarda novas análises dos resultados obtidos na Tailândia, a Sanofi iniciou um teste mais amplo, com mais de 30 mil voluntários, recrutados em outros dez países de Ásia e da América Latina.

O objetivo é testar a mesma vacina em diferentes contextos epidemiológicos. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas são infectadas todos os anos com o vírus da dengue, das quais 500 mil, sobretudo crianças, desenvolvem a forma hemorrágica, que é fatal em 2,5% dos casos, em média.

A OMS quer reduzir à metade a mortalidade por dengue até 2020, mas observa com preocupação a expansão da doença, endêmica em muitas regiões tropicais e subtropicais, como o Brasil, para regiões temperadas como a Europa.

Paralelamente a pesquisas que visam o desenvolvimento de vacinas contra a dengue, cientistas brasileiros modificaram geneticamente os próprios mosquitos transmissores da doença, para que eles gerem descendentes inférteis.

12:36 · 25.05.2012 / atualizado às 15:42 · 25.05.2012 por

As fontes alternativas de energia estão cada vez mais alternativas. A última novidade nessa categoria é a produção de energia piezoelétrica aproveitando forças de atrito e (acreditem) vírus para carregar baterias de smartphones!

A  tecnologia desenvolvida pela Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA) , consiste em aproveitar a capacidade que um tipo de vírus inofensivo aos seres humanos tem de gerar energia elétrica quando é atritado contra alguma superfície. Os “vírus-bateria” são então grudados em uma espécie de eletrodo em forma de papel fino que pode ser grudado na sola do seu sapato, por exemplo.

Embora a piezoeletricidade (do grego piezein, espremer) já fosse conhecida e utilizada em aparelhos como isqueiros elétricos, medidores de pressão, alarmes antifurto, agulha do toca-discos (como dizemos no Ceará: é o novo!), nebulizadores e alto-falantes, é a primeira vez que se usa essa propriedade para alimentar baterias elétricas a partir de um ser vivo.

A partir dessa técnica qualquer atividade mecânica simples pode ser usada para gerar eletricidade limpa, até mesmo o caminhar. Para isso é preciso apenas que a superfície do objeto atritado (sapato, roupa, luva.etc) esteja coberta por esse vírus.

Confira vídeo mostrando como funciona a bateria “movida a vírus”