Diário na Copa

Categoria: Análise


18:23 · 16.07.2014 / atualizado às 18:23 · 16.07.2014 por
Psicóloga da Seleção Brasileira, Regina Brandão, fala sobre problemas enfrentados pelos atletas FOTO: Reprodução/Rede Globo
Psicóloga da Seleção Brasileira, Regina Brandão, fala sobre problemas enfrentados pelos atletas FOTO: Reprodução/Rede Globo

A psicóloga que atendeu a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014 foi ao programa Encontro com Fátima Bernardes, na manhã desta quarta-feira (16), e tentou esclarecer os problemas enfrentados pelos jogadores na goleada de 7×1 da Alemanha, pelas semifinais do Mundial.

Durante o programa exibido pela Rede Globo, a psicóloga Regina Brandão foi questionada sobre a instabilidade emocional dos jogadores. Contradizendo os comentários após a partida contra a Seleção Alemã, a profissional revelou que o grupo foi o melhor com quem já trabalhou.

“Em 30 anos que trabalho com esporte, já trabalhei com grupos olímpicos, paralímpicos, motovelocidade, fórmula 1, e, em termos de equipe, foi o melhor grupo que já avaliei, psicologicamente falando”, revelou. “Individualmente eles têm perfil extraordinário, mas o coletivo não conseguiu transformar a qualidade que tinham individualmente”, acrescentou.

Segundo Regina, o maior problema para a equipe foi a pressão em cima dos jogadores e contou, ainda, que chegou a pedir a Felipão que “amenizasse” nas cobranças. “É um caldeirão de estresse. […] Teve um dia que conversei com o Felipão e pedi para que amenizasse pois a situação tá ficando muito pesada”, disse.

Outro ponto negativo para a Seleção, segundo a psicóloga, foi a contusão do atacante Neymar, que abalou psicologicamente os atletas. “O time se organizou para tentar jogar apesar da falta de Neymar”, disse. “Tomamos um gol precoce. […] Do segundo em diante é que o problema foi maior”, acrescentou Regina Brandão.

11:32 · 13.07.2014 / atualizado às 11:38 · 13.07.2014 por
Até mesmo freiras contribuiram para levar as cores azul e branca da bandeira Argentina à praça de São Pedro
Até mesmo freiras contribuiram para levar as cores azul e branca da bandeira Argentina à praça de São Pedro. Foto: Reuters

A tradicional oração do Ângelus, feita todos os domingos pelo papa Francisco, também está em clima de final de Copa do Mundo. Torcedores e religiosos argentinos pedem a bênção do pontífice conterrâneo para o jogo deste domingo (13) contra a seleção alemã.

Até mesmo freiras contribuíram para levar as cores azul e branca da bandeira Argentina à praça de São Pedro, segurando a camisa do capitão Messi, número 10 da seleção.

Neste sábado (12) o papa argentino se mostrou neutro em comunicado oficial. “A Copa do Mundo fez encontrar-se pessoas de diferentes nações e religiões. Possa o desporto favorecer sempre a cultura do encontro”, disse em várias línguas na sua conta do Twitter.

Jorge Mario Bergoglio é fã de futebol e torcedor do time de futebol argentino San Lorenzo. Nesta final de Copa do Mundo, Francisco divide a atenção de fãs de futebol católicos com o papa emérito Bento XVI, a quem se dirigem os pedidos de intervenção divina para a seleção germânica.

As seleções de Argentina e Alemanha se reencontram pela terceira vez numa final de Copa do Mundo às 16h deste domingo, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Nos outros dois confrontos, os hermanos foram vencedores em 1986, quando foram bicampeões do mundo, e os alemães conquistaram a taça quatro anos depois, tornando-se tricampeões em 1990.

Germano Ribeiro

18:49 · 07.07.2014 / atualizado às 18:49 · 07.07.2014 por

O técnico Luiz Felipe Scolari já afirmou que tem definido o time para enfrentar a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. As opções são variadas, e cada uma muda a maneira de o time jogar.

Quem vai entrar na vaga de Neymar? Quais os desenhos táticos aplicados pelo treinador? Como o Brasil pode surpreender a Alemanha nesta semifinal?

Confira a análise, com base nas alternativas apresentadas pelo técnico Felipão durante o treinamento da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (7):

23:11 · 04.07.2014 / atualizado às 23:11 · 04.07.2014 por
Foto: Cid Barbosa/ Agência Diário
Foto: Cid Barbosa/ Agência Diário

Às vezes, um jornalista deve deixar passar o calor de uma partida para tentar analisá-la. Por vezes, assim consegue mais frieza para pensar sobre o que acabara de presenciar. Opto pelo contrário.

Acabo de chegar do Castelão. Lá, poderia ter ficado na tribuna de imprensa, com sua frieza analítica e o conforto de sempre. Ao invés disso, optei e não me arrependo de virar noites em busca de ingressos, sonhando em ir com minha esposa para uma histórica quarta-de-final de Copa do Mundo, com o Brasil jogando em minha cidade natal.

O que vi foi exatamente o que mais se esperava e, sinceramente, eu não acreditava. Eu vi uma seleção que jogou com vontade de vencer, superando pela primeira vez nesse Mundial o medo de perder que tanto assombrava os comandados de Luiz Felipe Scolari.

O jogo coletivo evoluiu, o tático idem, mas o que foi determinante a favor da Seleção Brasileira foi a vontade, o saber fazer dos gritos das arquibancadas um estímulo para correr mais e melhor. O Brasil, se não foi brilhante, pôs na ponta da chuteira mais vontade do que vinha pondo. O torcedor, vendo a entrega em campo, cantou mais do que de costume. Uma simbiose foi criada e sobrepôs a qualidade do time colombiano, que em nenhum momento conseguiu impor seu jogo como nos 4 jogos até aqui.

Neymar

A trágica notícia da lesão de Neymar abala a todos os brasileiros. Referência, craque, Neymar é o homem a ser temido, aquele alguém que pode ser o diferencial para o Brasil ante seus adversários. No entanto, eu que sempre costumo ver as coisas de um viés mais pessimista, enxergo dessa vez algo positivo na tarde desta sexta-feira. O Brasil perdeu sua maior estrela, mas ganhou um time de futebol.

É com 11 operários, e nenhum deles acima da média, craque inquestionável como tantos que já vestiram a camisa amarela em Copas do Mundo, que o Brasil vai encarar a Alemanha. Os germânicos virão com um plantel de respeito, com várias opções táticas, encarar o Brasil sem seu craque e até sem talvez a melhor preparação tática. No entanto, quando a bola rolar no gramado do Mineirão, não serão os milhares de torcedores nas arquibancadas, mas os milhões de brasileiros que empurrarão a equipe canarinho rumo à difícil missão de bater tão duro adversário. Afinal, o objetivo maior perpassa por 7 fases e o Brasil já passou por 5 delas, mais do que outras 28 seleções.

E que a bola role.

14:44 · 03.07.2014 / atualizado às 15:14 · 03.07.2014 por

Foto: José LeomarO narrador esportivo do canal Sportv, Milton Leite, detonou a atual geração do futebol brasileiro. Segundo Milton, a má-qualidade dos jogadores em atividade atualmente está diretamente ligada aos resultados que a Seleção Brasileira vem conquistando em campo, especialmente, nesta Copa do Mundo. Para o narrador, Fred e , por exemplo, não teriam chances em outras épocas na Seleção. Dos 23 convocados, apenas Neymar se salva, na opinião de Milton.

“Acho que alguns dos jogadores que vieram não deveriam ter vindo. É preciso reconhecer que a safra é muito ruim. Se tirar o Neymar desse time, fica uma equipe absolutamente comum. Se pensar que Jô, Fred, e outros jogadores, em outros tempos, sequer passariam perto de uma convocação de Seleção Brasileira e hoje estão aqui, é porque nossa safra é muito ruim e isso está se refletindo no nosso desempenho na Copa do Mundo”, disparou.

Narrador do Sportv não descarta ‘Castelazzo’

O fantasma da Copa do Mundo de 1950, imortalizado como ‘Maracanazzo‘, ronda agora a Arena Castelão. A Seleção Brasileira, que vem ao estádio cearense enfrentar a Colômbia pelas quartas de final da Copa de 2014, não está agradando a crítica. Após a sofrida vitória nos pênaltis diante do Chile, nas oitavas de final, a desconfiança é grande sobre o time de Felipão.

O narrador esportivo do canal Sportv, Milton Leite, por exemplo, não descarta a possibilidade de um ‘Castelazzo’, diante de outro rival sul-americano. Rival este que, na opinião do narrador, está em melhor fase que os adversários anteriores da Seleção. “A possibilidade (de derrota) sempre há. O Brasil quase foi eliminado pelo Chile no último minuto da prorrogação, e a Colômbia acho que joga um pouco melhor que o Chile”, pontuou.

Milton, inclusive, prevê um jogo difícil e alerta que, se o Brasil não melhorar a qualidade de seu futebol, irá decepcionar a torcida na partida em Fortaleza. “Acho que vai ser um jogo muito difícil. O Brasil não está jogando bem, já a Colômbia está jogando bem. Se o Brasil repetir o que jogou nas duas últimas partidas, não passa não”, determinou.

Entretanto, o narrador ainda aposta na força da tradição dos brasileiros para derrotarem os colombianos. “Acho que o Brasil tem camisa forte, e isso deve pesar. Mas acho que será um jogo muito difícil”, alertou. Além disso, Milton frisou que o calor e a torcida de Fortaleza podem também fazer a diferença a favor da canarinho. “A torcida e o clima são muito favoráveis, de país tropical, que a gente está acostumado, enquanto mais ao sul eles estão um pouco mais frio. Sobretudo o calor da torcida e o clima da cidade podem ajudar muito a Seleção Brasileira”, garantiu.

10:20 · 30.06.2014 / atualizado às 10:28 · 30.06.2014 por
David Luiz vem sendo um dos destaques e é um dos jogadores brasileiros preferidos pela torcida. FOTO: RAFAEL RIBEIRO/CBF
Não é só com mãozinha no ombro que a Seleção vai superar os principais desafios. FOTO: RAFAEL RIBEIRO/CBF

A sobrevida brasileira após a decisão por pênaltis contra o Chile fez com que todos os sinais de alerta para um time de futebol fossem ligados.

Desorganizada, a equipe de Felipão foi dominada no meio-campo por três dos quatro adversários que enfrentou até o momento. E o estado de intraquilidade generalizada chegou ao ápice nos primeiros 20 minutos do segundo tempo, no Mineirão.

Se quiser avançar até a final e ser campeão, Felipão e Parreira vão ter de cumprir alguns destes conselhos:

1- Esqueçam a Copa das Confederações, pelo amor de Deus!

A Copa das Confederações foi e é a maior enganação para as equipes que a vencem, desde que foi criada. NUNCA, repito, NUNCA um vencedor deste torneio amistoso foi vitorioso no Mundial subsequente. Outra coisa: todos os temíveis adversários brasileiros em 2013 (Espanha, Itália, Uruguai e Japão) já caíram fora. O nível das equipes que estão na Copa do Mundo está muito maior que em 2013. Parreira-Felipão precisam esquecer este torneio, ele não representa nada para esta equipe, neste momento.

2- Só raça, choro e sentimentalismo não ganham jogo

Esqueçam. Não é só dando carrinho em lateral, colocando a mão no ombro, chorando no hino ou afagando torcedores na Granja Comary que uma partida contra Chile e Colômbia, por exemplo, estará resolvida. As equipes, principalmente as sul-americanas, estão igualmente motivadas que o Brasil, com uma diferença: estão mais focadas, e estão transformando todos os sentimentos e concentração em aplicação tática. Em diversos jogos, o time brasileiro parece paralisado pela pressão. Mas isso não é culpa dos jogadores. O comandante deve tentar sempre reduzir esta responsabilidade, e isso não foi feito por Parreira-Felipão no início do torneio. Falaram em uma mão na taça, antes da bola rolar.

3- Nenhuma equipe  pode ter obrigação de ganhar uma Copa do Mundo

Continuando esse aspecto sentimental, foi um erro sem escala as declarações de Parreira-Felipão que o Brasil teria obrigação de vencer a Copa do Mundo e que bastava estar unido para ganhar. Nem mesmo a Seleção Brasileira de 70 poderia ter esse nível de confiança antes da bola rolar. Esse discurso desconstruiu emocionalmente todos os jogadores desde os primeiros minutos de competição (lembrem-se do chororô antes de entrar em campo). E, agora, o que fazer? Reconhecer o erro e tentar tirar esta pressão dos jogadores. Ainda há tempo. Este jogo contra a Colômbia é um desafio. Qualquer resultado, menos uma goleada, é aceitável. Neste momento, eles estão melhores que nós. Apenas a humildade e a concentração podem reverter este quadro.

4- Adeus, Fred! Adeus, 4-3-3!

Definitivamente, Fred não está em boa fase. Nada contra o jogador, que tem qualidade, mas ele não consegue resolver na frente, nem mesmo participa coletivamente. Ou seja, na prática, é um jogador a menos. Solução? Também não é insistir no Jô. Não acredito que possa resolver um jogo difícil. E agora? Por mais que seja velho, a escola básica do futebol brasileiro é construída sobre o 4-4-2. Tira o Fred, coloca um jogador a mais no meio-campo para recuperar o domínio da posse de bola e libera Neymar, Hulk e Oscar para decidir. Na minha opinião, o jogador mais adequado para esta partida seria Hernanes, pois tem qualidade para defender e criar. O meio-campo brasileiro seria constituído de Paulinho-Hernanes-Ramires (Fernandinho)-Oscar.

5- Ajude o Oscar, Felipão! Não mate o futebol do rapaz

Muitos têm criticado o Oscar pelas suas atuações apagadas nos últimos jogos. Quem entende um pouco de tática não seria tão crítico com o atleta, e sim com quem o escala. Inexplicavelmente, talvez na tentativa de dar liberdade a Neymar, Felipão tem isolado Oscar pelos flancos. O que acontece? Fica preso na marcação, já que não tem velocidade para ganhar dos alas, e não busca o jogo, como fez em outras oportunidades. Com isso, o jogador que tem melhor passe do time, fica apagado. Nos poucos lampejos de talento da Seleção nesta Copa, Oscar buscou o jogo pelo meio, que é a sua característica.

 

18:02 · 27.06.2014 / atualizado às 18:59 · 29.06.2014 por
David Luiz, um dos craques da Seleção Brasileira, está no ranking junto com Thiago Silva. Foto: Arquivo
David Luiz, um dos craques da Seleção Brasileira, está no ranking junto com Thiago Silva. Foto: Arquivo

Os jogadores da defesa da Seleção Brasileira, David Luiz e Thiago Silva, estão entre os melhores da primeira fase da Copa do Mundo em um ranking elaborado pela Fifa e divulgado no site da Federação.

A página mostra um time com os jogadores que tiveram o melhor desempenho até o momento. O craque Neymar, autor de dois gols na ultima partida do Brasil contra Camarões, ficou de fora.

Embora excluído da melhor seleção montada pela Fifa, Neymar aparece em outras estatísticas. Ele empatada com Messi (Argentina) e Mueller (Alemanha) como os jogadores que mais marcaram gols: 4 até agora.

Ainda segundo as estatísticas da Fifa, a França lidera com o melhor ataque e o Irã com a melhor defesa. Os melhores passes foram dos jogadores da Alemanha. A seleção holandesa é o time com mais gols, 10 até o momento, pelo Mundial. O time chegou na tarde desta sexta-feira (27) à Fortaleza para jogar as oitavas de final contra o México, no próximo domingo (29) na Arena Castelão.

A página do site permite ainda fazer comparações entre equipes para saber qual tem o melhor desempenho. Em um duelo entre Brasil e Chile, times que jogarão no sábado (28), no estádio Mineirão em Belo Horizonte, o Brasil se sai melhor no número de gols, na porcentagem de chutes e nas tentativas de chute a gol.  Por outro lado, os chilenos tem mais acertos na quantidade de passes completados.

15:11 · 27.06.2014 / atualizado às 15:11 · 27.06.2014 por

O técnico Felipão testou no treino da última quinta-feira (26) o volante Fernandinho no lugar de Paulinho e o lateral-direito Maicon na vaga de Daniel Alves.

As duas mudanças podem surtir um efeito positivo para a Seleção Brasileira diante do Chile, no duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo neste sábado (28), às 13h, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Confira a maneira de jogar de Brasil e Chile e entenda o impacto das mudanças:

11:36 · 03.06.2014 / atualizado às 13:34 · 03.06.2014 por
Gana viveu em sua história inúmeros conflitos étnicos que abalaram o país. A seleção nacional de futebol é um grande orgulho da população e motiva a união política nacional. A Copa do Mundo, assim como já foi no Brasil, é um dos eventos mais esperados pela sociedade. Foto: Divulgação
Gana viveu em sua história inúmeros conflitos étnicos que abalaram o país. A seleção nacional de futebol é um grande orgulho da população e motiva a união política nacional. A Copa do Mundo, assim como já foi no Brasil, é um dos eventos mais esperados pela sociedade. Foto: Divulgação

Já virou mania nas redes sociais. Cidadãos brasileiros que não concordam com a realização da Copa do Mundo 2014 repetem como um mantra a frase ‘não vai ter Copa’. A realização da 20ª edição do evento, que reúne países de todos os continentes em torno do futebol desde 1930, é recebida como uma ameaça por alguns brasileiros, críticos à organização da competição pelo Brasil.

Enquanto isso, em Gana, um dos países que terá seleção atuando em Fortaleza, a crise energética que afeta a nação pode levar a uma série de conflitos, caso o problema não seja solucionado antes do início do Mundial. Segundo o jornal ‘GhanaWeb’, na avaliação de especialista em Segurança, a incapacidade do governo em gerir a crise energética, a manutenção de racionamentos e desligamentos programados podem gerar ‘consequências inimagináveis’ à segurança nacional se não forem solucionados nos próximos 10 dias.

“Especialistas em segurança alertam perigos que poderiam florescer em ações de massa contra o governo com consequências inimagináveis. Com apenas 10 dias para o início da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, os fãs de futebol de Gana estão alertando a Companhia de Eletricidade do Gana (ECG), como uma questão de necessidade, fornecer-lhes força elétrica regular e adequada para que possam assistir aos jogos. Eles ameaçaram um confronto com funcionários de ECG se continuar com o exercício de racionamento de energia em curso durante 12 de junho a 13 de julho”, diz a publicação.

A seleção de Gana, que é uma das mais fortes do continente africano e fez boa campanha na última Copa do Mundo, em 2010, enfrenta a Alemanha, no dia 21 de junho, na capital cearense.

O que acontece em Gana mostra a influência da Copa do Mundo em quase todos os países do Globo, desde as nações mais ricas àquelas mais pobres. A discussão sobre a ocorrência da Copa do Mundo poderia e deveria ter sido realizada no momento em que o Brasil postulou a sua candidatura à organização do evento. No entanto, houve silêncio. Depois de tanto tempo, com o evento às vésperas de ocorrer, essa questão mostra um tanto quanto de egoísmo dos brasileiros sobre a resolução das suas questões, tendo em vista que bilhões de pessoas, de diferentes culturas e nacionalidades, esperam ansiosamente a bola rolar. Quanto as nossas chagas sociais e morais, a discussão pode perfeitamente ocorrer durante o evento e logo após, durante o processo eleitoral. Mas são nesses momentos em que o brasileiro costuma falhar, escolhendo sem critério os seus representantes.

21:27 · 13.05.2014 / atualizado às 23:04 · 13.05.2014 por
O craque Lionel Messi deve ser nome certo na lista final da seleção argentina (Foto: Agência Reuters)
O craque Lionel Messi deve ser nome certo na lista final da seleção argentina (Foto: Agência Reuters)

As seleções da Argentina, Colômbia e da França divulgaram nesta terça-feira (13) os convocados para a Copa do Mundo.

O técnico argentino Alejandro Sabella anunciou uma lista com 30 pré-selecionados.

Sabella supreendeu ao chamar o zagueiro do Atlético Mineiro, Otamendi. O atleta fez parte da seleção de Diego Maradora, eliminada nas quartas de final do Mundial de 2010, para a Alemanha.

A ausência mais sentida da lista é a do atacante da Juventus, Carlitos Tevez, que não era convocado desde a Copa América, em 2011. Apesar da ausência de Tevez, a Argentina tem em seu ataque um dos grandes trunfos para a Copa.

Entre os atacantes lembrados na pré-lista destacam-se Sergio Agüero, campeão inglês com o Manchester City, Ezequiel Lavezzi, campeão francês com o PSG, além é claro do craque do Barcelona, Lionel Messi, que certamente estará na convocação final.

CONFIRA A LISTA DE CONVOCADOS DA ARGENTINA

Goleiros: Mariano Andújar (Catania), Agustín Orion (Boca) e Sergio Romero (Mónaco).

Defensores: José Basanta (Monterrey), Hugo Campagnaro (Inter), Martín Demichelis (Manchester City), Federico Fernández (Napoli), Ezequiel Garay (Benfica), Lisandro López (Getafe), Gabriel Mercado (River), Nicolás Otamendi (Atlético Mineiro), Marcos Rojo (Sporting de Lisboa) e Pablo Zabaleta (Manchester City).

Meio-campistas: Ricardo Álvarez (Inter), Éver Banega (Newell´s), Lucas Biglia (Lazio), Angel Di María (Real Madrid), Augusto Fernández (Celta), Fernando Gago (Boca), Javier Mascherano (Barcelona), Enzo Pérez (Benfica), Fabián Rinaudo (Catania), Maximiliano Rodríguez (Newell´s) e José Sosa (Atlético de Madrid).

Atacantes: Sergio Agüero (Manchester City), Franco Di Santo (Werder Bremen), Gonzalo Higuaín (Napoli), Ezequiel Lavezi (PSG), Lionel Messi (Barcelona) e Rodrigo Palacio (Inter).

Se recuperando de lesão, Falcão aparece na lista de pré-convocados da Colômbia

Radamel Falcão aparece na lista de pré-selecionados da Colômbia (Foto: Reprodução Instagram)
Radamel Falcão aparece na lista de pré-selecionados da Colômbia (Foto: Reprodução Instagram)

Na Colômbia, o técnico José Pékerman, também fez o anuncio de 30 pré-convocados para o Mundial. Para a alegria dos colombianos, Radamel Falcão está presente na lista. O atacante do Mônaco ainda se recupera de uma lesão no joelho esquerda, mas deve ser uma das estrelas da seleção na Copa.

CONFIRA A LISTA PRELIMINAR DA COLÔMBIA

Goleiros: David Ospina (Nice), Faryd Mondragón (Deportivo Cali), Camilo Vargas (Santa Fe).

Defensores: Mario Yepes (Atalanta), Aquivaldo Mosquera (América de México), Cristian Zapata (Milan), Carlos Valdes (San Lorenzo), Amaranto Perea (Cruz Azul), Eder Álvarez Balanta (River Plate), Santiago Arias (PSV Eindhoven), Camilo Zúñiga (Napoli), Pablo Armero (West Ham).

Meio-campistas: Carlos Sánchez (Elche), Fredy Guarín (Inter), Abel Aguilar (Toulouse), Aldo Leao Ramirez (Morelia), Juan Fernando Quintero (Porto), Víctor Ibarbo (Cagliari), Edwin Valencia (Fluminense), Alexander Mejía (Nacional), James Rodríguez (Monaco), Macnelly Torres (Al Shabab) Juan Guillermo Cuadrado (Fiorentina).

Atacantes: Carlos Bacca (Sevilla, Espanha), Radamel Falcao García (Mônaco, França), Teófilo Gutiérrez (River Plate, Argentina), Jackson Martínez (Porto, Portugal), Luis Fernando Muriel (Udinese, Itália) e Adrián Ramos (Hertha Berlim, Alemanha).

França define time para Copa; Nasri fica de fora da lista

Ao contrário das seleções colombiana e argentina, a França já definiu os 23 convocados para a Copa do Mundo. A grande ausência na lista do carrasco do Brasil em 98 foi o meia Samir Nasri, atual campeão inglês com o Manchester City. O atleta não aparece nem entre os 7 jogadores suplentes divulgados no site oficial da Federação Francesa de Futebol.

No lugar de Nasri no meio-campo aparecem alguns jovens jogadores, como Paul Pogba, de apenas 21 anos, destaque da Juventus. Já no ataque, aparecem entre outros os craques Franck Ribéry, do Bayer, e Karim Benzema, do Real Madri.

A França está no Grupo E da Copa e estreia contra Honduras, no dia 15 de junho, no Estádio Beira-Rio (Foto: Divulgação/Site Oficial)

VEJA A LISTA OFICIAL DA SELEÇÃO DA FRANÇA

Goleiros: Hugo Lloris (Tottenham), Steve Mandanda (Olympique de Marselha), Mickaël Landreau (Bastia).

Defensores: Raphaël Varane (Real Madrid), Mamadou Sakho (Liverpool), Mathieu Debuchy (Newcastle), Laurent Koscielny (Arsenal), Lucas Digne (Paris), Eliaquim Mangala (Porto), Bacary Sagna (Arsenal) e Patrice Evra (Manchester United).

Meio-campistas: Yohan Cabaye (PSG), Paul Pogba (Juventus), Blaise Matuidi (PSG), Moussa Sissoko (Newcastle), Clément Grenier (Lyon), Rio Mavuba (Lille) e Mathieu Valbuena (Olympique de Marselha).

Atacantes: Karim Benzema (Real Madrid), Franck Ribéry (Bayern de Munique), Antoine Griezmann (Real Sociedad), Olivier Giroud (Arsenal), Loïc Rémy (Newcastle).

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