Diário na Copa

Categoria: Análise


00:00 · 13.05.2014 / atualizado às 23:22 · 12.05.2014 por

O técnico Luis Felipe Scolari definiu, sem surpresas, o elenco brasileiro que vai disputar a Copa do Mundo de 2014. A convocação de Felipão mostrou que o comandante do Penta vai manter a mesma equipe que goleou a Espanha na final da Copa das Confederações. Somente alguma lesão pode modificar a equipe, tal como expomos abaixo.

O time com formação 4-2-3-1 (que domina as escolhas dos treinadores na maioria das equipes do mundo atualmente) tem em Oscar e Neymar as principais referências no setor de criatividade e é bem protegido defensivamente, já que o volante Luiz Gustavo atua quase como terceiro zagueiro.

Análise Tática Diário na Copa

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Hulk e Fred oferecem ao time verde-amarelo mais força que habilidade, mas cumprem funções táticas importantes. A defesa brasileira é o ponto mais forte da equipe com Thiago Silva, David Luiz, Daniel Alves e Marcelo.

Os dois laterais brasileiros são muito ofensivos, tornando a participação dos volantes brasileiros ainda mais fundamental no esquema de Scolari.

Apesar do bom desempenho no último torneio, essa formação brasileira preocupa por 2 motivos: já é conhecida pelos adversários e vários dos titulares brasileiros não vivem boa fase ou voltam de lesão.

Confira Raio-X dos titulares do Brasil

Júlio César – após ficar boa parte da temporada sem jogar, goleiro voltou a atuar pelo canadense Toronto

Daniel Alves – vive bom momento como titular do Barcelona

Thiago Silva – Viveu mais uma temporadas com lesões chatas que o tiraram vários meses dos gramados

David Luiz – reveza entre a reserva e a titularidade. No entanto, tem atuado como volante, bem diferente de como joga na Seleção

Marcelo – sofreu contusão séria e ficou boa parte da segunda metade da temporada sem jogar. No período de transição, perdeu lugar para Coentrão no Real Madrid. Mas deve chegar 100% na Copa

Luiz Gustavo – volante foi preterido pelo técnico Guardiola no Bayern de Munique, mas encaixou bem no Wolfsburg e virou titular absoluto, encerrando bem a temporada

Paulinho – em baixa, volante brasileiro chegou a ficar no banco em alguns jogos no Tottenham

Oscar – o brasileiro que vive a melhor fase. Camisa 10 absoluto do Chelsea de Mourinho

Neymar – se lesionou duas vezes na primeira temporada de Barcelona e colecionou bons e maus momentos no time. Início da preparação para a Copa do Mundo marcará sua volta aos gramados

Hulk – destaque da sua equipe, o Zenit na Rússia, atleta conseguiu manter bom nível na temporada e não tem lesão

Fred – após longo período lesionado após a Copa das Confederações e de viver má fase no retorno aos gramados, vem recuperando a melhor forma e voltando a ser decisivo para o Fluminense

Diário na Copa faz análise da convocatória

11:04 · 29.04.2014 / atualizado às 12:24 · 29.04.2014 por

O site novaiorquino Business Insider, famoso nos Estados Unidos por fazer análises de temas relacionados a economia, desde infraestrutura a negócios, fez uma análise, a cerca de 50 dias do início da Copa do Mundo, das arenas brasileiras construídas para receber o evento, em junho.

A Arena Castelão apareceu bem na publicação. O estádio foi classificado como ‘lindo’ na edição, que também fez referências elogiosas ao Maracanã, Mineirão e o Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

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Para a edição, o estádio ‘mais marcante’ do evento é a Arena Dunas, em Natal. Apesar da beleza e do tamanho reduzido com relação aos outros estádios, o alto valor gasto no empreendimento, cerca de U$ 400 milhões foi citado pelo site.

‘Do outro lado do espectro’, como menciona a publicação, aparece com destaque negativo a Arena Pernambuco. A edificação é classificada como a mais feia entre as 12 arenas que receberão partidas do Mundial.

Apesar de receber elogios quanto a beleza, a Arena Amazônia  foi questionada quanto aos aspectos ambientais e principalmente pelo fato do Estado não contar com times de tradição no futebol, correndo risco de se tornar um “elefante branco” após o torneio.

Estádios inacabados ainda preocupam americanos

Os atrasos e os acidentes de trabalho, que resultaram na morte de operários no Estádio Itaquerão, em São Paulo, são pontos negativos. Os problemas em Curitiba e em Cuiabá também preocupam os estrangeiros.

09:54 · 30.12.2013 / atualizado às 13:42 · 30.12.2013 por

neymafgDe um ano para outro, tudo pode mudar na vida de qualquer pessoa. Um atleta pode ter seu desempenho melhorado ou piorado, assim como a equipe em que atua. Mas para nenhum outro time de futebol, ou qualquer outra seleção, uma temporada representou tantas mudanças (positivas) como para a Seleção Brasileira.

2013 começou nebuloso para a Amarelinha. Após o empate contra a Colômbia, na despedida de 2012, o técnico Mano Menezes deixou o comando técnico da equipe pentacampeã mundial, que sofria longo jejum de vitórias contra equipes consideradas mais fortes. Mano Menezes, após quase 2 anos e meio de trabalho, não conseguiu encontrar a formação ideal da Seleção. Foram mais de 100 atletas convocados e muitas dúvidas na formação tática. Em suma, o time brasileiro não tinha cara, não tinha vida e nem estava na elite das seleções naquele momento.

Na última apresentação de 2012, Mano tentou resgatar nomes conhecidos, como felipdKaká (Milan), e emplacar outros valores, como o goleiro Diego Alves (Atlético de Madrid), Thiago Neves (Fluminense), Giuliano (Dnipro) e o lateral-direito do Botafogo, Lucas Silva.

Felipão e Parreira chegam sob desconfiança, mas mudam o cenário

Começa 2013. Assume o velho campeão Luiz Felipe Scolari e, como auxiliar técnico, o experiente Carlos Alberto Parreira. A CBF, em atitude que beirava o desespero, às vésperas da Copa das Confederações em casa, chama os gurus que deram os dois últimos títulos mundiais ao País. Seria uma tentativa de se livrar da responsabilidade, caso a equipe não retornasse ao top 5 mundial?

Nunca poderemos saber. Já que o final de 2013 foi exatamente o contrário de 2012. Mas o que foi feito para que houvesse uma virada tão extraordinária nesse cenário? No primeiro amistoso do ano, uma primeira oportunidade de quebrar o jejum contra os grandes. Contra a Inglaterra, em Wembley, Felipão traz de volta o goleiro Júlio César (Queens Park Rangers), Fred (Fluminense), Hernanes (Lázio), e dá chances a Miranda (Atlético de Madrid), Filipe Luís (Atlético de Madrid). O técnico da Amarelinha também afastaria Kaká e daria uma nova oportunidade a Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG).

ghPrimeiro teste e primeira derrota. A queda diante do English Team fez Felipão agir rápido e já alterar a segunda convocação para a partida contra a Itália. O técnico sacou Ramires (Chelsea), Miranda e Ronaldinho, e emplacou Fernando, revelação do Grêmio. Manteve o trio com Neymar (Barcelona), Fred e Hulk (Zenit), além de efetivar Dante (Bayern de Munique) como titular ao lado David Luiz (Chelsea). Foi nesta partida que o comandante deu oportunidade ao voluntarioso volante Luiz Gustavo (Wolfsburg) e ao volante Jean (Fluminense). Mais um jogo e mais uma vez não houve vitória contra um grande. No entanto, um alento. O atacante Fred marcava o seu segundo gol em dois jogos e ia faturando a vaga no ataque, e Júlio César ganhava a vaga de número 1.

Contra Rússia, mais uma vez a vitória não veio. Quem ganhou a última chance desta vez foi Kaká, que não atuou bem. No entanto, a formação ofensiva com Oscar (Chelsea), Neymar, Fred e Hulk ganhou força, após o time melhorar com a entrada do paraibano.

Contra a Bolívia e Chile, em escalação exclusiva de jogadores que atuavam no Brasil, tivemos a chance final de osvlRonaldinho. Em jogos considerados tranquilos, o camisa 10 negligenciou as duas partidas e foi sacado a partir dali. Ficaram fora após esses jogos os zagueiros Dedé (Cruzeiro) e Réver (Atlético-MG), o cearense Osvaldo (São Paulo), o atacante Alexandre Pato (Corinthians). Quem garantiu uma nova chance foi o meia Jádson (São Paulo), Jéfferson (Botafogo) e Leandro Damião (Santos).

Chegando às vésperas da Copa das Confederações, mais uma vez, um desafio contra a Inglaterra, desta vez com o novíssimo Maracanã lotado. Com base nos últimos jogos, a base da Seleção dali por diante se formava. O gremista Fernando foi sacado para a efetivação de Luiz Gustavo como titular. Hulk ganhou a vaga na equipe principal, formando o esquema 4-2-3-1 ao lado de Paulinho (Tottenham), Oscar, Neymar, Fred. Na zaga, Thiago Silva (PSG) e David Luiz se solidificavam, com Daniel Alves (Barcelona) na lateral-direita e Marcelo (Real Madrid) na lateral-esquerda. Quem ganhou uma inédita chance foi o jovem Bernard (Shaktar), que jamais tinha sido testado.

Apesar do empate, pela primeira vez, a Seleção conseguiu mostrar uma boa evolução e poderia ter vencido um grande após quase 3 anos. No entanto, variações táticas dentro da partida, principalmente a saída de um volante pegador, como Luiz Gustavo, para a entrada de um mais técnico, como Hernanes, deixaram a zaga exposta e permitiram os gols ingleses. Dali por diante, Felipão jamais deixaria o time sem um volante marcador. Contra a França, o início da virada. A convincente goleada contra os Bleus fez a equipe recuperar a autoestima e continuar a atuar bem.

Copa das Confederações ratifica a recuperação da Seleção no cenário mundial

pvbE teve início a esperada Copa das Confederações. Se tem uma palavra que define a competição para Seleção Brasileira, dentro de casa, é pressão. O time de Felipão encurralou, por meio de uma blitz, todas as equipes nos minutos iniciais dos jogos. Contra o Japão, a primeira prova. Com menos de 5 minutos, Neymar acertou um belo chute de fora da área. Paulinho marcou mais um e o atacante Jô, também sem ser convocado uma única vez, foi chamado no lugar de Leandro Damião e deu o seu cartão de visita. 3 a 0.

Reencontro com a Terra da Luz

Após mais de 10 anos, foi a vez da Seleção Brasileira se encontrar com a cidade de Fortaleza. E a estadia da equipe foi carregada de fortes emoções desde o início. Uma inesquecível “invasão” do treinamento da Amarelinha no Estádio Presidente Vargas foi uma prova da paixão do torcedor cearense. Na Arena Castelão, mais de 50 mil pessoas cantaram à capela o Hino Nacional, emocionando todo o mundo. E dentro de campo, uma nova blitz, com direito a novo golaço de Neymar. Para finalizar, o craque do Barcelona fez jogada inacreditável, deixando dois marcadores na saudade, e deixou de bandeja para o “sortudo” Jô completar. Festa no Castelão. Jogo que entrou para história.

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Na terceira partida, um maior grau de dificuldade. Contra a Itália, o Brasil começou na frente novamente, com gol de Dante, mas viu os italianos chegarem a igualdade após belo gol de Giaccherini (Sunderland). No entanto, o atacante Fred desencantou e marcou duas vezes, além de Neymar, que fez mais um golaço de falta.

bragNa semifinal, a partida mais difícil do torneio. Contra os uruguaios, no Mineirão, o gol de raça de Fred, no fim do primeiro tempo, contrastou com o pênalti perdido por Forlán (Internacional), em defesa fantástica de Júlio César. No segundo tempo, novo vacilo, e gol de Cavani (PSG). Quando a partida se encaminhava para prorrogação, Paulinho fez o gol salvador, de cabeça, após escanteio.

Na outra semifinal, um novo espetáculo em Fortaleza. A grande favorita Espanha enfrentava uma desfalcada Itália sob o sol escaldante cearense. Um jogo bom tecnicamente, mas que não resultou em gols. Disputa por pênaltis na Arena Castelão e vitória dos campeões mundiais.

A final mais esperada aconteceu. No Maracanã lotado, o jogo que deveria ser de dificuldade extrema para o Brasil acabou por ser o mais tranquilo. Nova blitz e gol relâmpago de Fred. O time espanhol não só caiu, como desabou. Com domínio, a Seleção Brasileira chegou ao segundo gol após chutaço de Neymar. No segundo tempo, Fred marcou mais um e fechou o caixão. Definitivamente a Seleção Brasileira retornava aos gritos de o “campeão voltou!”.

ghhReencontrada como equipe e como lenda do futebol, a Seleção complementou o ano com série de amistosos. Nem a derrota para Suiça foi suficiente para manchar a imagem da equipe como postulante ao título mundial de 2014. Nas últimas partidas, novos nomes foram testados, como o meia Willian (Chelsea), Maicon (Roma), Maxwell (PSG), Marquinhos (PSG), Lucas Leiva (Liverpool) e Victor (Atlético-MG). Ganhou nova chance também o meia Ramires. Apesar de ter base completa, ainda não é possível traçar a lista de convocados para a Copa de 2014.

 

16:54 · 06.12.2013 / atualizado às 17:22 · 06.12.2013 por

A 20ª Copa do Mundo de Futebol, que acontece no Brasil, em 2014, já tem as chaves definidas e velhos confrontos já estão certos de ocorrerem novamente na primeira fase do torneio.

E a cidade de Fortaleza vai receber um das duas partidas mais ‘batidas’ nas histórias dos mundiais da Fifa. Brasil e México vão se pegar pela quarta vez, dessa vez em terras alencarinas.

No entanto, há pelo menos 52 anos, quando o time brasileiro superou o México na primeira fase da Copa de 1962, realizada no Chile, a Canarinha não enfrentava El Tricolor.

Após os gols dos lendários Pelé e Zagallo, a seleção partia rumo à segunda conquista mundial. O outro encontro se deu em 1954. E a Seleção aplicou 5 a 0 no time mexicano, com direito a gol de Didi. O outro confronto revela mais uma coincidência. Brasil e México se enfrentaram em solo brasileiro na Copa de 50. A Seleção venceu a partida por 4 a 0 no Maracanã lotado.

Coincidências recentes

Outro confronto bastante repetido, mas dessa vez na história recente da Copa do Mundo, é Argentina X Nigéria. As duas equipes, que já fizeram uma final de jogos olímpicos em 1996, se enfrentaram pela primeira vez em 1994. A partir daí, o confronto se repetiu em 2002 e na última competição.

Outra coincidência interessante é que Gana e Estados Unidos vão se enfrentar pela terceira copa consecutiva. Em 2006 e 2010 os africanos levaram a melhor. Será que irão manter a boa campanha contra os americanos?

Quer saber os confrontos que já se repetiram? Veja a lista abaixo:

Brasil X México – 1962 (2 a 0), 1954 (5 a 0), 1950 (4 a 0), 2014
Argentina X Nigéria – 1994 (2 a 1), 2002 (1 a 0), 2010 (1 a 0), 2014

Chile X Espanha – 2010 (1 a 2), 1950 (0 a 2), 2014
Itália X Uruguai – 1990 (2 a 0), 1970 (0 a 0), 2014
Inglaterra X Uruguai – 1966 (0 a 0) 1954 (4 a 2), 2014
Gana X Estados Unidos – 2010 (2 a 1), 2006 (2 a 1), 2014

Brasil X Croácia – 2006 (1 a 0), 2014
Brasil X Camarões – 1994 (3 a 0), 2014
Espanha X Holanda – 2010 (1 a 0), 2014
Itália X Inglaterra – 1990 (2 a 1), 2014
França X Suíça – 2006 (0 a 0), 2014
Gana X Alemanha – 2010 (0 a 1), 2014
Alemanha X Portugal – 2006 (3 a 1), 2014
Estados Unidos X Portugal – 2002 (3 a 2), 2014

 

13:48 · 06.12.2013 / atualizado às 14:36 · 06.12.2013 por

A cerimônia organizada pela Fifa começou pontualmente às 13h (horário cearense), com o casal de apresentadores Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, que começou a apresentação à vontade.

Após um vídeo institucional, a cantora Alcione e o rapper Emicida cantaram o samba-exaltação de Assis Valente, ‘Brasil Pandeiro’.

Dilma e Battler exaltaram a Copa, dizendo que será a maior da história. (Foto: Reuters)
Dilma e Battler exaltaram a Copa, dizendo que será a maior da história. (Foto: Reuters)

Ao término, presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa Joseph Blatter foram chamados para apresentarem suas falas. Logo que tomou a fala, a presidente pediu um minuto de silêncio para a morte do líder sul-africano Nelson Mandela.

A chefe de estado do País exaltou a copa e afirmou que será a maior Copa do Mundo da história. “Essa será a copa das Copas. Uma Copa para ninguém esquecer. ‘Eu acho que a Copa no Brasil tem um significado especial, porque, no Brasil, o futebol está em casa. O Brasil, como todos sabem, é o país do futebol. Ele está no coração de todos os brasileiros”, falou Dilma.

“Pelo futebol, unam-se”, pede Battler

Já Joseph Battler comentou a união que a Copa promove. “O futebol é para fazer conexões e construir pontes. Pelo futebol, apelo à população do Brasil: através dessa Copa, unam-se. É para vocês, mas para todos os torcedores do mundo. É uma grande festa da Fifa para todo o Brasil. Será uma grande Copa”, falou o dirigente.

Em seguida, foi apresentado um vídeo institucional apresentado todas as Copas da história.

Dando continuidade à cerimônia, o técnico campeão do mundo pela Espanha em 2010, Vicente del Bosque, entregou a Taça do Mundial. Vanessa da Mata e Alexandre Pires continuaram a festa cantando música ‘Um a zero’, de Pixinguinha.

Fuleco samba no palco

Em um vídeo institucional, todas as seleções da América do Sul foram apresentadas. Depois, Ronaldo subiu à tribuna e Fernanda Lima apresentou a bola da Copa, a Brasuca.

Em seguida, as seleções da Europa, América Central e América do Norte foram apresentadas. O Fuleco, mascote do Mundial, subiu ao palco e uma das melhores jogadoras de futebol da história, Marta, explicou a origem do nome do tatu-bola, que, ao lado de Bebeto, ensaiou um pouco de samba.

“O Fuleco é um bebezão. Nunca imaginei que organizar um evento desse rendesse tanto trabalho. Ainda bem que tenho como companheiros a Marta e o Ronaldo para organizar esse desafio”, disse Bebeto.

O ballet da coreógrafa Deborah Colker deu sequência à cerimônia e encantou pela diversidade de cores com o espetáculo “Velox”.
Pelé afirma estar confiante

Pelé também deu o tom da festa e mostrou confiança ao ser perguntado do potencial da Seleção Brasileira na Copa. Na sequência, todas as cidades-sede da Copa do Mundo foram apresentadas. No vídeo sobre o Ceará, pontos importantes do Estado foram mostrados, como as falésias de Canoa Quebrada, o Theatro José de Alencar e a Beira-Mar.

Em seguida, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deu início ao sorteio.

Fotos: VIPCOMM

23:47 · 12.09.2013 / atualizado às 00:39 · 13.09.2013 por
Brasil pode pegar novatos como a Bósnia (inclusive em Fortaleza) e Panamá, ou até o algoz da última Copa, a Holanda Foto: UBosna Soccer
Brasil pode pegar novatos como a Bósnia (inclusive em Fortaleza) e Panamá, ou até o algoz da última Copa, a Holanda Foto: UBosna Soccer

Para quem já está ansioso para ver a definição dos grupos da Copa do Mundo de 2014, nem que seja só para decidir quais jogos valem a compra de ingressos, o Diário na Copa faz uma simulação de que chaves seriam formadas a partir dos resultados das seleções até aqui.

Além das dez equipes já classificadas e daquelas que conseguiriam a classificação direta, caso as Eliminatórias terminassem hoje, consideramos que as seleções melhores classificadas no ranking da Fifa, divulgado nesta quinta-feira (12), passariam por suas respectivas repescagens.

Assim teríamos na Europa: Bélgica, Itália, Alemanha, Holanda, Suíça, Rússia, Bósnia-Herzegóvina, Inglaterra, Espanha, Portugal, Croácia, Grécia e Suécia. Sim, por esses critérios a França ficaria de fora! Já na África se classificariam Costa do Marfim, Gana, Argélia, Nigéria e Tunísia, que só entrou por conta da punição que a Fifa impôs a Cabo Verde, por ter escalado um jogador irregular.

Na Ásia, como todos já sabem virão ao Brasil: Austrália, Japão, Coreia do Sul e Irã. A Jordânia, que hoje disputaria a repescagem com o Uruguai, ficaria de fora, seguindo a nossa análise. Por falar nos uruguaios, além deles, da nossa Seleção, e dos argentinos, também estariam na Copa, os sul-americanos Colômbia, Chile e Equador.

A Nova Zelândia não deve passar pelo quarto da Concacaf, o Panamá, que estaria classificado ao lado de Estados Unidos, Costa Rica e Honduras. O México seria, depois da França, a maior ausência do Mundial.

Com essas seleções definidas, o sorteio dos grupos da Copa seguiria o mesmo formato das Copas passadas: cabeças-de-chave definidos pelo ranking da Fifa e com arranjos para que nenhum grupo tenha mais que duas equipes europeias. Os outros continentes ficariam com no máximo uma equipe em cada grupo.

Além disso, a Fifa não deve permitir que o Brasil corra o risco de pegar o primeiro colocado do ranking, hoje a Espanha, logo nas oitavas-de-final e deve colocar as duas seleções em lados opostos do chaveamento. Os outros cabeças-de-chave seriam Argentina, Alemanha, Itália, Colômbia, Bélgica e Uruguai, que também ficariam em lados opostos, em relação uns aos outros.

Seguindo todas essas diretrizes e baseados (novamente) no ranking da Fifa para compor os grupos, a primeira fase ficaria assim (com direito a “grupos da morte” e choques de gigantes):

Grupo A

Brasil, Holanda, Bósnia-Herzegovina e Panamá

Grupo B

Argentina, Portugal, Costa do Marfim e Honduras

Grupo C

Itália, Estados Unidos, Suécia e Tunísia

Grupo D

Bélgica, Rússia, Argélia e Austrália

Grupo E

Uruguai, Inglaterra, Costa Rica e Coreia do Sul

Grupo F

Colômbia, Suíça, Gana e Irã

Grupo G

Alemanha, Grécia, Equador e Japão

Grupo H

Espanha, Croácia, Chile e Nigéria

Com esses grupos hipotéticos, os jogos da primeira fase realizados no estádio Castelão seriam:

Bélgica x Rússia, no dia 14/06
Brasil x Bósnia-Herzegovina, no dia 17/06
Alemanha x Equador, no dia 21/06
Estados Unidos x Suécia, no dia 24/06

E nas oitavas-de-final poderíamos ter a Argentina contra o Brasil. Já nas quartas-de-final, poderia haver um Brasil x Itália ou Argentina x Itália. E você leitor, que seleções gostaria de ver jogando na sua cidade em 2014?

13:05 · 11.09.2013 / atualizado às 15:00 · 11.09.2013 por
A Jordânia vai ficar de olho em Equador, Uruguai e Venezuela, prováveis adversários na repescagem mundial Foto: Reuters
A Jordânia (de vermelho) vai ficar de olho em Equador, Uruguai e Venezuela, prováveis adversários na repescagem mundial Foto: Reuters

Ainda restam 22 vagas para a Copa, além dos postos do anfitrião Brasil, das seleções classificadas em junho (Japão, Austrália, Irã e Coreia do Sul) e das cinco seleções que se garantiram na terça-feira (10): Holanda, Itália, Estados Unidos, Costa Rica e Argentina.

Mas você sabe quem ainda está de fato nessa disputa? Estão vivas cinquenta seleções, sendo 29 da Europa, dez da África, cinco da América do Sul, quatro das Américas do Norte, Central e do Caribe, além de uma da Ásia e uma da Oceania.

As seleções europeias disputam mais 11 vagas, já que duas saíram de forma antecipada; as equipes sul-americanas disputam mais três vagas diretas (uma já foi) e uma na repescagem contra a Jordânia; as equipes da Concacaf brigam por uma vaga direta (duas já saíram) e outra na repescagem contra a Nova Zelândia; já as seleções africanas se enfrentam em mata-matas que definiram as cinco vagas do continente. Confira!

Europa: disputa mais acirrada

Se as eliminatórias no “Velho Continente” fossem um concurso ou vestibular seriam o curso mais concorrido, com 2,6 seleções por vaga em disputa.

Nos grupos A, G e I, falta definir praticamente apenas quem se classifica diretamente e quem vai para a repescagem. Vale lembrar, no entanto, que o pior segundo colocado será eliminado de vez.

A Espanha pode se classificar até perdendo os dois jogos que ainda lhe restam, mas tem a sombra da tradicional seleção francesa Foto:  Fifa / Divulgação
A Espanha pode se classificar até perdendo os dois jogos que ainda lhe restam, mas tem a sombra da tradicional seleção francesa Foto: Fifa / Divulgação

No grupo A, a Bélgica tem cinco pontos de vantagem para a Croácia e deve vir ao Brasil. No grupo G, Bósnia-Herzegovina e Grécia têm a mesma pontuação e vão brigar jogo por jogo.  Situação similar vivem Espanha e França, no grupo I, com a grande vantagem para os espanhóis de terem um jogo a mais que os rivais por fazer.

Nos grupos D e F, lembrando que o primeiro é o grupo da já garantida Holanda, há três seleções com chances em cada. Hungria, Turquia e Romênia, com 14, 13 e 13 pontos, respectivamente buscam apenas a repescagem, na chave holandesa. Já no grupo F, Rússia, Portugal e Israel brigam por uma vaga direta e outra na repescagem. A vantagem é dos russos, que além de somar um ponto a mais que portugueses e quatro a mais que os israelenses, tem jogos relativamente fáceis nas duas últimas rodadas.

Os grupos B, C e H têm cada um quatro seleções na briga. Na chave B, no entanto, a briga é apenas pela repescagem, já que os italianos vão ter a chance da revanche da Copa das Confederações, quando perderam para a Seleção Brasileira por 4 a 2. Bulgária, Dinamarca, República Tcheca e a surpreendente Armênia querem se juntar a “Squadra Azzura”, mesmo que  passando por jogos-extras.

No grupo C, a Alemanha  tem cinco pontos de vantagens para os suecos e devem confirmar a vaga principal. Ainda estão na briga naquela chave, Áustria e Irlanda, embora os irlandeses tenham apenas chances matemáticas. Já no grupo H, a luta promete ser boa entre Inglaterra, com 16 pontos, Ucrânia e Montenegro, com 15, e, por fim, a Polônia com 13.

Mas o grupo com mais equipes vivas é o E. Nada menos que cinco seleções têm chance, embora os suíços com cinco pontos de vantagem sobre os islandeses deva ficar com a classificação direta. Sonham com a repescagem, além da própria Islândia: Eslovênia, Noruega e Albânia.

África: mata-matas podem trazer surpresas para o Brasil

 

Cabo Verde deve ser cabeça-de-chave nas eliminatórias africanas e pode disputar sua primeira Copa do Mundo; país tem grande colônia em Fortaleza, sobretudo de estudantes universitários Foto: A Nação
Cabo Verde deve ser cabeça-de-chave nas eliminatórias africanas e pode disputar sua primeira Copa do Mundo; país tem grande colônia em Fortaleza, sobretudo de estudantes universitários Foto: A Nação

No continente africano, houve uma novidade em relação às disputas passadas, em vez de cinco grupos de quatro apontando os classificados diretamente, dessa vez foram definidos dez grupos de quatro, com os campões de cada chave, fazendo mata-matas decisivos na fase final.

Embora o sorteio para essa última disputa ter ficado apenas para a próxima semana, pelo regulamento já dá para fazer as primeiras projeções. Entre as dez seleções classificadas para esta etapa, as cinco melhores ranqueadas pela Fifa no dia 12 de setembro, serão as cabeças-de-chave e decidem em casa.

Com o ranking desta quarta-feira (11) e poucas expectativas de alteração nas posições dos países envolvidos, Costa do Marfim, Gana, Argélia, Nigéria e a ascendente seleção de Cabo Verde devem ser as cabeças-de-chave. Já Burquina Faso, Camarões, Egito, Senegal e a zebra Etiópia, vão jogar a primeira partida em casa.

Jordânia na América do Sul e Nova Zelândia na América do Norte?

As nove seleções das Américas que ainda podem vir ao Brasil serão estudadas de perto por duas seleções que ficam do outro lado do globo. É que a asiática Jordânia vai enfrentar a quinta colocada da América do Sul e a oceânica Nova Zelândia vai enfrentar a quarta seleção da América do Norte. Esses jogos válidos pela repescagem mundial vão acontecer em novembro.

Só um desastre tira a Colômbia de Falcao Garcia da Copa no Brasil em 2014 Foto: Divulgação
Só um desastre tira a Colômbia de Falcao Garcia da Copa no Brasil em 2014 Foto: Divulgação

Antes, porém, vai ter muita briga continental em outubro. Pelas eliminatórias sul-americanas, a Colômbia deve mesmo é ficar com uma vaga direta, assim como o Chile. As duas equipes somam, respectivamente, 26 e 24 pontos. Já a quarta vaga e a classificação para a repescagem vão ser disputadas por Equador, Uruguai e Venezuela, sendo que equatorianos e uruguaios, ambos com 22 pontos, já se enfrentam na próxima rodada.

Na Concacaf, a grande expectativa é pelo destino da tradicionalíssima seleção mexicana, que atualmente estaria eliminada. Honduras, com 11 pontos, e Panamá, com os mesmos oito pontos do México, ficariam, respectivamente, com a vaga direta e com da repescagem. A Jamaica, na lanterna do hexagonal, ainda tem chances pequenas de tentar a sorte contra os neozelandeses, mas para isso precisa de duas vitórias e combinações de resultados.

Conhecidas as seleções em disputa, façam suas apostas e preparem suas torcidas!

19:12 · 03.07.2013 / atualizado às 19:12 · 03.07.2013 por
Arena  Castelão
Castelão teve o 2º maior número de ingressos vendidos na Copa das Confederações (foto: divulgação)

O Castelão foi considerado o estádio mais barato entre todos que foram construídos ou amplamente reformados para as 4 últimas Copas do Mundo. Os dados foram divulgados pelos especialistas Marcos Mendes e Alexandre Guimarães no Portal de Notícias UOL, após levantamento da ONG Play The Game e do Portal de Transparência da Copa.

O estudo levou em consideração um índice conhecido por “valor de assento“, divisão do orçamento total da obra pela capacidade geral do estádio, obtendo-se assim o custo por espectador.

Na Arena Castelão, esse preço ficou em US$3.932 (R$7.608,45 convertidos em dólares americanos para comparação com outros estádios). O custo mais elevado foi o estádio japonês Saporo Dome, construído para o Mundial Japão/Coreia (2002). O valor de assento saiu ao custo de US$10.373.

“A constatação de que o Castelão é o estádio mais barato das últimas 4 Copas só fortalece o nosso sentimento de dever mais do que cumprido. O Governo do Estado fez um trabalho exemplar durante a licitação e contratação dos executores da obra, já que conseguimos concluí-la com 4 meses de antecedência e ainda sem gastar um centavo de real a mais em aditivo de valor. A reforma e ampliação da Arena Castelão entrou pra história do nosso país, porque nunca houve uma obra tão bem conduzida e finalizada quanto essa”, comentou o secretário especial da Copa 2014 no Ceará, Ferruccio Feitosa.

Na Copa das Confederações de 2013, o Castelão se destacou por ter o melhor gramado, por receber mais estrangeiros e o segundo que vendeu mais ingressos para o torneio, além de ter sido a primeira arena que ficou pronta para os eventos da FIFA.

Confira lista dos estádios por valor de assento

Estádio – Local – US$/Assento

Saporo Dome – Japão – 10.373
Cape Town Stadium – África do Sul – 10.041
Nissan Stadium – Japão – 8.846
Mané Garrincha – Brasília – 8.830
Maracanã – Rio de Janeiro – 7.730
Mose Mabhida Stadium – África do Sul – 7.206
Allianz Arena – Alemanha – 6.970
Miyagi Stadium – Japão – 6.666
Ecopa Stadium – Japão – 6.035
ESPIRIT Arena – Alemanha – 5.915
Fonte Nova – Salvador – 5.639
Arena Pernambuco – Recife – 5.518
Mineirão – Belo Horizonte – 5.512
Olympiastadion – Alemanha – 5.099
Nelson Mandela Bay – África do Sul – 4.645
Daegu Stadium – Coreia do Sul – 4.546
Soccer City – África do Sul – 4.372
Busan Asiad Stadium – Coreia do Sul – 4.284
Castelão – Fortaleza – 3.932

09:54 · 01.07.2013 / atualizado às 10:28 · 01.07.2013 por

Depois de alguns jornais espanhóis afirmarem que o Brasil tinha “medo” de enfrentar a Espanha, nesta segunda-feira (01/07) as manchetes dos principais diários esportivos daquele país passaram a reconhecer a superioridade do futebol jogado pela Seleção Brasileira na Copa das Confederações.

O Marca chegou a dizer que o “Brasil começou a goleada contra a Espanha com seu hino” e publicou a letra dele em espanhol. A publicação também classificou como “Maracantazo” a final da competição, como uma espécie de oposto do famigerado “Maracanazo”, de 1950. Para o veículo, a Seleção e a torcida no Maracanã “encantaram o mundo”.

Jornal espanhol chegou a publicar letra do hino brasileiro. Hino espanhol só tem melodia Foto: Marca / Reprodução Web
Jornal espanhol chegou a publicar letra do hino brasileiro. Hino espanhol só tem melodia Foto: Marca / Reprodução Web

Apesar disso, o tom nacionalista dos últimos dias se manteve na reportagem intitulada como “A melhor lição para o Mundial”. Na matéria, o periódico diz que “a estrela começou a ser conquistada na Copa das Confederações de 2009“, numa alusão ao fiasco da Espanha na última edição do torneio, que segundo o jornal alavancou a seleção hispânica rumo ao título da Copa do Mundo de 2010.

Já o jornal El País  qualifica a equipe de Luiz Felipe Scolari como “líder indiscutível” e destaca a grande atuação do atacante brasileiro Neymar. “O  ponta azul-grená, eleito melhor jogador do torneio, referenda sua condição de estrela. Neymar se apresentou no Maracanã com boné pra trás e entregando aplausos à torcida que o aclamava desde o lado de fora do estádio. Brilhava aquele sorriso permanente que o relaciona com a alegria de tantos futebolistas amadores do Brasil”, avaliou a publicação.

O periódico El País afirmou que o Brasil foi o "líder indiscutível do domingo" Foto: El País / Reprodução da Web
O periódico El País afirmou que o Brasil foi o “líder indiscutível do domingo” Foto: El País / Reprodução da Web

Em outra reportagem sobre o astro tupiniquim, o periódico brinca com um apelido antigo de Neymar e diz que a Copa das Confederações foi “o resgate do filé de mariposa”, referindo-se ao porte físico franzino do jogador e às más atuações do craque no início do ano. “A singularidade de Neymar repousa na sua condição de referência desequilibrante e simboliza a reserva natural dos melhores valores do futebol brasileiro por toda vida”, analisou.

Quem também rendeu loas ao atacante foi o diário Mundo Deportivo. Para o jornal, Neymar foi o “rei da Copa das Confederações” e que essa foi a final dele. Como curiosidade, a publicação noticiou que o craque vai se operar da garganta. Outro jogador citado foi o capitão Thiago Silva, que teria confirmado um convite do treinador Tito Vilanova para jogar pelo Barcelona, na próxima temporada.

Mundo Deportivo exalta grande atuação de Neymar na Copa das Confederações de 2013 Foto: Mundo Deportivo / Reprodução da Web
Mundo Deportivo exalta grande atuação de Neymar na Copa das Confederações de 2013 Foto: Mundo Deportivo / Reprodução da Web

Por fim, o jornal catalão também destacou que a união de jogadores, comissão técnica e torcedores no Maracanã na hora da execução do hino nacional foi o início da vitória brasileira. Vale lembrar que a iniciativa de seguir cantando o hino mesmo após ele ser encerrado pelo sistema de som da Fifa, começou no dia 19 de junho, no Castelão, em Fortaleza.

10:48 · 28.06.2013 / atualizado às 11:31 · 28.06.2013 por

A capital cearense e o estádio Castelão estiveram no foco dos principais jornais de Espanha e Itália. Não era para menos. Além do caráter decisivo da partida, que valeu vaga na final da Copa das Confederações 2013, e do fato de se tratar de um clássico mundial, as duas seleções protagonizaram um “duelo” emocionante, com direito à definição apenas na cobrança do 14º pênalti.

Com tom ufanista, o jornal El País afirma que a “Espanha não tem ponto final”. Para o periódico, o grande destaque da partida foi o atacante Jesús Navas que marcou o gol decisivo na disputa das penalidades. “Navas leva a ‘La Roja’ para o Maracanã, onde ele espera o Brasil, no domingo, depois de um jogo cansativo… A Espanha está consagrada e em tal estado de graça, que se alterna entre partidas embriagantes e encontros de emoção infinita”. O veículo também exalta a oportunidade de jogar uma final no estádio Maracanã, dando a ele auras quase míticas, mas alfineta a torcida brasileira dizendo que ela “teme a Espanha”.

Jornal El País assume tom ufanista e diz que brasileiros "tem medo da Espanha" Foto: El País / Reprodução da Web
Jornal El País assume tom ufanista e diz que brasileiros “tem medo da Espanha” Foto: El País / Reprodução da Web

Na mesma linha, o jornal Marca já projeta um novo “Maracanazo”, em referência ao título uruguaio na Copa do Mundo de 1950, contra um favorito Brasil. Ao mesmo tempo em que recorda uma Seleção Brasileira histórica, a publicação defende a atual supremacia hispânica. “A melhor seleção do momento, a Espanha, jogará contra a maior vencedora e pentacampeã, o Brasil. A final é a mais esperada nesta Copa das Confederações. A Espanha foi a inimiga desde o primeiro dia para os brasileiros. Em cada partida as vaias acompanharam à seleção espanhola enquanto se cantavam olés aos rivais, incluindo o Taiti.”

Já na Itália, o grande destaque foi a bela atuação da “Squadra Azzurra” que segurou e até ameaçou a Espanha no tempo normal e na prorrogação. O desempenho foi chamado de “obra-prima” por um dos principais jornais esportivos daquele país, o Gazetta dello Sport. “Os azuis foram dignos de aplausos na semifinal contra a campeã do mundo, mas tudo acabou no erro fatal de Bonucci, que chutou a bola em direção às estrelas.” O periódico também lembrou o clima de tristeza por conta da morte do ex-jogador Stefano Borgonovo, vítima de Esclerose Lateral Amiotrófica. Jogadores italianos, inclusive, entraram em campo com uma faixa preta, em sinal de luto.

Com um tom mais crítico e ao mesmo tempo bem-humorado, o Corriere dello Sport, não poupou o zagueiro Bonucci, que perdeu o pênalti decisivo. Em duas montagens cômicas, o veículo primeiro comparou o chute do jogador italiano ao de um jogador de futebol americano e depois, num exagero ainda maior, a um chute intercontinental onde a bola Cafusa viajava de Fortaleza até a Itália. No entanto, o jornal elogiou o trabalho feito pelo técnico Cesare Prandelli. “Oprimido pelo cansaço e tensão, no final Cesare Prandelli pode assistir tudo de cabeça erguida”.

Publicação italiana satirizou zagueiro Bonucci que perdeu pênalti decisivo contra a Espanha Foto: Corriere dello Sport / Reprodução da Web
Publicação italiana satirizou zagueiro Bonucci que perdeu pênalti decisivo contra a Espanha Foto: Corriere dello Sport / Reprodução da Web

Protestos e vandalismo também são destaque na Espanha e na Itália

Fora do futebol, o destaque dos principais meios de comunicação espanhóis e italianos foi para mais uma tarde de confrontos entre forças de segurança e manifestantes, nos arredores do estádio Castelão. Segundo o Corriere dello Sport, “vândalos atacaram a polícia com pedras e paus ao redor do estádio “Castelão” de Fortaleza. O grupo se separou de outro maior com cerca de cinco mil pessoas que protestavam de forma pacífica contra o alto custo da Copa do Mundo de 2014″.

Já o El País, noticia erroneamente a morte de uma pessoa nos protestos na capital cearense. Na verdade, um manifestante morreu na quinta-feira (27), um dia depois de cair de um viaduto, em Belo Horizonte. O trágico incidente ocorreu após tumulto e correria nos confrontos de manifestantes com as forças de segurança, na proximidade do estádio Mineirão, durante a partida entre Brasil e Uruguai. Sobre os confrontos em Fortaleza, a  publicação  narra que “tudo começou quando os vândalos sequestraram e agrediram um ônibus civil e tentou atirar contra a polícia, que respondeu com força.”

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