Diário na Copa

Categoria: Crônica


10:45 · 06.07.2014 / atualizado às 17:35 · 06.07.2014 por

A alegria da vitória sobre a Colômbia foi quase que substituída pela tristeza e a preocupação com a lesão de Neymar. No entanto, em meio aos problemas, há algo de positivo na perda do camisa 10.

FOTO: REUTERS
FOTO: REUTERS

É óbvio que, tecnicamente, a equipe perde muito sem ele. No entanto, a saída do craque tira um pouco o peso nas costas do time, antes tão ‘obrigado’ a vencer. Peso esse que, por vezes, pareceu ser maior do que os atletas poderiam aguentar.

O não poder perder foi um fardo carregado por todos até aqui e, creio eu, fator determinante para a onda geral de choro após eliminarem o Chile, tendo visto a derrota tão próxima.

Só a vitória interessava

Até então, apenas a conquista do hexa importava ao time brasileiro. O discurso partia da própria comissão técnica e ecoava nas vozes dos brasileiros. Qualquer coisa que não fosse o primeiro lugar seria considerado um fracasso. Um novo vice, como em 1950, seria então caótico.

Aos trancos e barrancos, o time foi. Com um futebol um pouco melhor, passou das quartas-de-final. Agora, irá encarar a Alemanha, desde o início apontada como uma das principais favoritas. E sem Neymar.

O que mudou?

Sem o craque, diminui a pressão pela vitória. A sensação de que esse time já foi longe é maior do que antes e, apesar de muitos apostarem na superação, o discurso de que o hexa é obrigação foi colocado de lado.

Não há mais fracasso. Perdendo agora, ou mesmo na final, a tristeza será grande, mas a sensação de fracasso parece ter sido jogada para escanteio.

Sem esse peso, o time de Luiz Felipe Scolari pode jogar menos pressionado. Grande motivador que é (sempre foi), Felipão deve estar trabalhando muito o psicológico de seu time. Primeiro para não desanimar sem o craque do elenco, segundo para seguir acreditando. Assim, o Brasil chega forte para a semifinal.

E que a bola role.

23:11 · 04.07.2014 / atualizado às 23:11 · 04.07.2014 por
Foto: Cid Barbosa/ Agência Diário
Foto: Cid Barbosa/ Agência Diário

Às vezes, um jornalista deve deixar passar o calor de uma partida para tentar analisá-la. Por vezes, assim consegue mais frieza para pensar sobre o que acabara de presenciar. Opto pelo contrário.

Acabo de chegar do Castelão. Lá, poderia ter ficado na tribuna de imprensa, com sua frieza analítica e o conforto de sempre. Ao invés disso, optei e não me arrependo de virar noites em busca de ingressos, sonhando em ir com minha esposa para uma histórica quarta-de-final de Copa do Mundo, com o Brasil jogando em minha cidade natal.

O que vi foi exatamente o que mais se esperava e, sinceramente, eu não acreditava. Eu vi uma seleção que jogou com vontade de vencer, superando pela primeira vez nesse Mundial o medo de perder que tanto assombrava os comandados de Luiz Felipe Scolari.

O jogo coletivo evoluiu, o tático idem, mas o que foi determinante a favor da Seleção Brasileira foi a vontade, o saber fazer dos gritos das arquibancadas um estímulo para correr mais e melhor. O Brasil, se não foi brilhante, pôs na ponta da chuteira mais vontade do que vinha pondo. O torcedor, vendo a entrega em campo, cantou mais do que de costume. Uma simbiose foi criada e sobrepôs a qualidade do time colombiano, que em nenhum momento conseguiu impor seu jogo como nos 4 jogos até aqui.

Neymar

A trágica notícia da lesão de Neymar abala a todos os brasileiros. Referência, craque, Neymar é o homem a ser temido, aquele alguém que pode ser o diferencial para o Brasil ante seus adversários. No entanto, eu que sempre costumo ver as coisas de um viés mais pessimista, enxergo dessa vez algo positivo na tarde desta sexta-feira. O Brasil perdeu sua maior estrela, mas ganhou um time de futebol.

É com 11 operários, e nenhum deles acima da média, craque inquestionável como tantos que já vestiram a camisa amarela em Copas do Mundo, que o Brasil vai encarar a Alemanha. Os germânicos virão com um plantel de respeito, com várias opções táticas, encarar o Brasil sem seu craque e até sem talvez a melhor preparação tática. No entanto, quando a bola rolar no gramado do Mineirão, não serão os milhares de torcedores nas arquibancadas, mas os milhões de brasileiros que empurrarão a equipe canarinho rumo à difícil missão de bater tão duro adversário. Afinal, o objetivo maior perpassa por 7 fases e o Brasil já passou por 5 delas, mais do que outras 28 seleções.

E que a bola role.

14:26 · 16.06.2014 / atualizado às 18:06 · 16.06.2014 por
Para jornalista, Fifa quer que o Brasil vença o mundial em casa. FOTO: WILSON MEDEIROS
Para jornalista, Fifa quer que o Brasil vença o mundial em casa. FOTO: WILSON MEDEIROS

Enquanto a imprensa mundial coloca o Brasil como o grande favorito para o confronto contra o México, na próxima terça-feira (17), na Arena Castelão, um polêmico jornalista mexicano pensa exatamente o contrário. Guillermo ‘Willie’ Gonzalez, repórter do jornal esportivo ‘La Afición’, falou à redação web do Diário do Nordeste sobre as pretensões mexicanas para o jogo contra os brasileiros e para o restante do mundial. Durante a conversa, ‘Willie’ fez críticas à Seleção Brasileira, à cidade de Recife, mas elogiou a organização de Fortaleza para a Copa.

Indagado sobre o primeiro jogo do México no mundial, contra Camarões, o jornalista considerou que a seleção de seu país fez uma excelente estreia. “Foi extraordinário, fantástico. México jogou uma grande partida contra Camarões. Nós todos não esperávamos nada do México no mundial. Foi muito mal nas partidas amistosas contra Portugal, Bósnia e Israel. Miguel Herrera é o quarto treinador em 6 meses. O que aconteceu em Natal foi incrível” disse.

Para ele, a receita para o México conseguir uma vitória contra o Brasil é algo bastante simples e, segundo ele, aparentemente fácil. “Não tem mistério. Atacar, atacar e atacar. Jogar pelas laterais. Dani Alves e Marcelo atacam muito. Com lançamentos longos, abriremos bolas para a lateral, depois para o centro, para Peralta e Giovane dos Santos, que são grandes jogadores”, opinou.

Para jornalista, Brasil tem time limitado e jogadores velhos

O ponto mais polêmico da análise do jornalista mexicano veio na hora de analisar a Seleção Brasileira. Segundo ele, a maior arma da Seleção Brasileira não está entre os 11 jogadores que entrarão em campo. “A principal força do Brasil é o árbitro. Neymar deveria ter recebido cartão vermelho quando deu uma cotovelada no Modric (jogador na Croácia). O pênalti no Fred foi um invento, uma mentira; não houve falta, não houve nada. O Brasil é uma equipe local, a Fifa quer que o Brasil ganhe o mundial. O árbitro será a força principal”, disse, citando também o fator ‘casa’ como arma do time de Felipão.

Ao analisar os jogadores brasileiros, mais opiniões polêmicas por parte de Willie, principalmente sobre Neymar, Davi Luiz e Júlio César. “(O Brasil) não tem grandes jogadores. Neymar é apenas um jogador normal. Oscar é muito bom, Paulinho também é muito bom; Thiago Silva, Marcelo, Dani Alves e nada mais. Luis Gustavo eu não gosto, Davi Luiz é um desastre e o Júlio César está velho. Eu acredito que o México, que é um time jovem, se atacar, ganha do Brasil”, disparou.

Elogios a Fortaleza e críticas a Recife

Apesar da acidez nas opiniões sobre a Seleção Brasileira e a Fifa, Fortaleza foi um dos poucos alvos de elogio por parte do cronista, que, ao mesmo tempo, fez duras críticas à cidade de Recife. “(o preparo de Fortaleza) é bom, muito bom! Mas em Recife, não. Recife é um desastre! Não havia placas, não sabíamos se íamos para lá ou para cá, as ruas de recife são muito ruins; horrível! Natal é bom e Fortaleza é muito bom”, afirmou.

Apesar de críticas, palpite sobre o jogo é modesto

Apesar de exaltar os jogadores mexicanos e desqualificar os brasileiros, ‘Willie’ Gonzalez não foi tão otimista na hora de arriscar o placar do jogo, mas voltou a alfinetar o brasil na hora de falar quem terminaria na liderança do grupo. “1×1! Depois, vamos ganhar da Croácia e vamos avançar de fase como o primeiro do grupo. E vamos encontrar Chile ou Espanha e o Brasil vai enfrentar a Holanda”, concluiu.

 

11:08 · 14.02.2014 / atualizado às 11:08 · 14.02.2014 por

A carreira do Adriano ‘Imperador’ não foi nem metade do que poderia ter sido. Com o talento que tem, caso não tivesse abandonado o futebol, deixado de se dedicar por longo tempo ao futebol, facilmente ele seria o camisa 9 do Brasil na Copa em casa.

Adriano posta foto para mostrar estar novamente em forma. Foto: Reprodução/Instagram
Adriano posta foto para mostrar estar novamente em forma. Foto: Reprodução/Instagram

Em 2010, quando o Brasil teve Luís Fabiano como 9, mais uma vez Adriano tinha todas as condições de ter sido o titular. Ou seja, pelo talento, esse poderia ser a terceira Copa seguida como titular da Seleção Brasileira, algo bem raro.

No entanto, Adriano nunca pareceu se se importar muito com o talento que tem. De ‘cabeça fraca’, como ouso chamá-lo, abandonava clubes para ir refugiar-se em favelas, postando fotos com amigos armados e com ligações com o mundo do crime, o “Imperador” parecia boicotar-se.

Abandonou o futebol quando jogava na Itália. Depois disso, brilhou mesmo apenas no Flamengo, onde conduziu o clube, ao lado de Petkovic, ao tão sonhado hexacampeonato brasileiro, em 2009. Deixou o clube após a Libertadores do ano seguinte, com boa média de 34 gols em 47 jogos.

Depois disso, apenas 2 gols na carreira. Uma nova parada de longos mais de 700 dias e, agora, o retorno ao Atlético/PR.

Ele já disse outras vezes que voltaria a brilhar e não o fez. Mas o intrigante é que muitos seguem acreditando nele. Mas por quê?

Primeiramente ele nunca passou uma imagem de arrogância, de prepotência ou algo do tipo. Se fez mal a alguém, foi a si mesmo. Parece ser um garoto imaturo, sem a boa orientação necessária para tocar a carreira e, porque não, a vida.

Talvez o fato de viver em um país que viu Ronaldo também influencie na confiança que, mesmo sem quaisquer motivos aparentes, tanta gente ainda deposite nele. Ronaldo teve o fim da carreira decretada mais de uma vez. Lesões gravíssimas, contusões sucessivas e descrédito. Mas ele sempre ressurgia. Se Ronaldo conseguiu voltar a brilhar, Adriano também pode.

Outra fator se dá pela esperança de vê-lo brilhar ainda com a seleção brasileira, que há tempos não tem estrelas para figurar a posição de centroavante. Careca, Romário e Ronaldo passaram e, desde a Copa do Mundo de 2006, não temos aquele atacante em que sabemos que poderá empurrar a bola para a rede quando for necessário.

O Brasil precisa de alguém para jogar ao lado de Neymar. Se Fred tem talento e faro de gol, as sucessivas lesões deixam todos com uma pulga atrás da orelha. Não há substitutos à altura para o camisa 9 do Fluminense.

foi bem quando utilizado, mas não é o camisa 9 dos sonhos nem do mais fanático torcedor do Galo. Daí fica aquele esperança, mesmo quase sem razão, de que o Imperador brilhe no Furacão, faça uma penca de gols e se torne o camisa 9 que todos querem ver brilhar na Copa.

É óbvio que Felipão teria que abrir as portas para ele, mas parece que a grande responsabilidade aí é do próprio jogador. Será que Adriano é capaz?

Pesquisar

Diário na Copa

Só mais um site WordPress
Posts Recentes

02h09mFinal é reeditada na volta das seleções após a Copa; confira os jogos desta quarta (3)

01h09mDiário na Copa retorna com tudo sobre futebol internacional e preparação para Rússia 2018

11h07mCom quatro brasileiros, Fifa divulga a seleção da Copa na visão da torcida

12h07mConfira quais jogadores estão descartados, as promessas e quem tem boas chances de chegar à Copa 2018

04h07mPesquisa aponta que 92,7% acompanharam a Copa do Mundo pela primeira vez no estádio

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs