Diário na Copa

Categoria: História


09:17 · 24.06.2014 / atualizado às 09:19 · 24.06.2014 por
Neymar atingiu as marcas com 2 gols contra Camarões. FOTO: VIPCOMM
Neymar atingiu as marcas com 2 gols contra Camarões. FOTO: VIPCOMM

Além de ter marcado o centésimo gol do Mundial 2014 e ter sido decisivo para a classificação da Seleção Brasileira em primeiro lugar (na vitória por 4 a 1 sobre Camarões, na última segunda-feira, 23) Neymar, aos 22 anos, alcançou 4 gols em 3 jogos, número maior que o de muitos craques da história da Copa.

Neymar marcou 2 gols contra a Croácia, e repetiu a dose contra Camarões. E deixou para trás grandes atacantes, como o camaronês Samuel Eto’o (3 gols), o holandês Ruud Van Nistelrooy (1), o “parceiro” Robinho (2), Luís Fabiano (3), Ronaldinho Gaúcho (2), Carlitos Tévez (3) e até os dois melhores jogadores do mundo atualmente, o português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi.

Cristiano tem 2 gols em 12 partidas que disputou por Mundiais, enquanto o craque argentino guardou 3 bolas na rede, sendo duas somente no Brasil, em 10 jogos que disputou no total.

> Marca de Neymar é a mesma de Ronaldo Fenômeno na Copa de 2002

Para completar, Neymar ainda ultrapassou o holandês Johan Cruyff (3 gols), craque da Laranja Mecânica da década de 70. Hoje presidente de honra do Barcelona, Cruyff criticou a contratação do craque brasileiro pelo clube espanhol, dizendo, em março deste ano, que Neymar era o problema da má fase do Barça.

O holandês completou dizendo que o brasileiro “é um grande jogador, isso é indiscutível, mas não se pode contratar um jogador de 21 anos que cobre mais que jogadores que ganharam tudo”.

11:49 · 13.06.2014 / atualizado às 11:49 · 13.06.2014 por
Ator fez a alegria dos costarriquenhos que estavam na entrada do hotel onde "La Sele" está hospedada. Foto enviadainternautas @jeanvillalta e @MauAstorga
Ator fez a alegria dos costarriquenhos que estavam na entrada do hotel onde “La Sele” está hospedada. Foto enviadainternautas @jeanvillalta e @MauAstorga

Interpretando o taxista “Morgan”, Mauricio Astorga motivou os torcedores costarriquenhos e brasileiros a cantar hinos aos jogadores da seleção da Costa Rica na entrada do hotel Luzeiros, em Fortaleza. O ator veio a trabalho pela emissora de TV Teletica, onde irá acompanhar por todo o país a seleção.

Vestido com peruca, bigodes e chapéu, Astorga veio ao Brasil no mesmo avião da seleção, brincando e testando o português dos jogadores durante todo o voo.

O humorista foi cercado por torcedores da “La Sele“, assim chamado por eles, para tirar fotos e gravar vídeos aos familiares que não puderam vir ao Brasil.

Astorga só conhecia Fortaleza pelas imagens divulgadas pela Fifa. Segundo ele, a capital cearense é bem parecida com a região em que ele mora na Costa Rica. O que mais surpreendeu o ator foi a animação do povo cearense.

Jogadores intimidados

Costa Rica está no Grupo D da Copa do Mundo, considerada a chave da morte, composta por Itália, Inglaterra e Uruguai. Na Arena Castelão, a seleção enfrentará o Uruguai no sábado (14) às 16h.

 

16:54 · 06.12.2013 / atualizado às 17:22 · 06.12.2013 por

A 20ª Copa do Mundo de Futebol, que acontece no Brasil, em 2014, já tem as chaves definidas e velhos confrontos já estão certos de ocorrerem novamente na primeira fase do torneio.

E a cidade de Fortaleza vai receber um das duas partidas mais ‘batidas’ nas histórias dos mundiais da Fifa. Brasil e México vão se pegar pela quarta vez, dessa vez em terras alencarinas.

No entanto, há pelo menos 52 anos, quando o time brasileiro superou o México na primeira fase da Copa de 1962, realizada no Chile, a Canarinha não enfrentava El Tricolor.

Após os gols dos lendários Pelé e Zagallo, a seleção partia rumo à segunda conquista mundial. O outro encontro se deu em 1954. E a Seleção aplicou 5 a 0 no time mexicano, com direito a gol de Didi. O outro confronto revela mais uma coincidência. Brasil e México se enfrentaram em solo brasileiro na Copa de 50. A Seleção venceu a partida por 4 a 0 no Maracanã lotado.

Coincidências recentes

Outro confronto bastante repetido, mas dessa vez na história recente da Copa do Mundo, é Argentina X Nigéria. As duas equipes, que já fizeram uma final de jogos olímpicos em 1996, se enfrentaram pela primeira vez em 1994. A partir daí, o confronto se repetiu em 2002 e na última competição.

Outra coincidência interessante é que Gana e Estados Unidos vão se enfrentar pela terceira copa consecutiva. Em 2006 e 2010 os africanos levaram a melhor. Será que irão manter a boa campanha contra os americanos?

Quer saber os confrontos que já se repetiram? Veja a lista abaixo:

Brasil X México – 1962 (2 a 0), 1954 (5 a 0), 1950 (4 a 0), 2014
Argentina X Nigéria – 1994 (2 a 1), 2002 (1 a 0), 2010 (1 a 0), 2014

Chile X Espanha – 2010 (1 a 2), 1950 (0 a 2), 2014
Itália X Uruguai – 1990 (2 a 0), 1970 (0 a 0), 2014
Inglaterra X Uruguai – 1966 (0 a 0) 1954 (4 a 2), 2014
Gana X Estados Unidos – 2010 (2 a 1), 2006 (2 a 1), 2014

Brasil X Croácia – 2006 (1 a 0), 2014
Brasil X Camarões – 1994 (3 a 0), 2014
Espanha X Holanda – 2010 (1 a 0), 2014
Itália X Inglaterra – 1990 (2 a 1), 2014
França X Suíça – 2006 (0 a 0), 2014
Gana X Alemanha – 2010 (0 a 1), 2014
Alemanha X Portugal – 2006 (3 a 1), 2014
Estados Unidos X Portugal – 2002 (3 a 2), 2014

 

13:44 · 12.06.2013 / atualizado às 13:44 · 12.06.2013 por
Taça foi levantada pelas duas seleções em homenagem ao jogador Foé. Foto: blogdoariellex
Taça foi levantada pelas duas seleções em homenagem ao jogador Foé. Foto: blogdoariellex

A Copa das Confederações já estava consolidada e já tinha passado pela experiência de ser um teste para a Copa do Mundo. No entanto, em 2003, a competição ocorreu novamente sem este fim e com periodicidade bienal, mas pela última vez. A anfitriã foi a França, que utilizou três estádios para o evento: Stade de France, Stade de Gerland (Lyon) e  Stade Geoffroy-Guichard (Saint-Étienne). Participaram novamente 8 seleções, separadas em dois grupos. O Brasil (Campeão da Copa do Mundo de 2002), Camarões (campeão da Copa da África), Colômbia (campeã da Copa América 2001), Estados Unidos (campeão da Concacaf), a Turquia (que entrou por conta das desistências da Itália, vice-campeã da Eurocopa 2000, Alemanha, vice-campeã mundial em 2002, e da Espanha, terceiro lugar no ranking da FIFA), Nova Zelândia (campeã da Oceania) e Japão (campeão da Copa da Ásia).

Seleção Brasileira

Assim como fez Wanderley Luxemburgo e Émerson Leão, o técnico Carlos Alberto Parreira (por livre e espontânea pressão ou não) não deu crédito suficiente à competição e poupou quatro dos seus principais jogadores: Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos e Gilberto Silva (na época um dos principais nomes do Arsenal). O argumento do treinador era que os atletas seriam utilizados para partidas importantes no fim da temporada europeia e que precisariam ser poupados para as eliminatórias para a Copa do Mundo da Alemanha em 2006.  A grande verdade é que a FIFA e a Uefa viviam naquela época uma fase de birra. Uma entidade queria se sobrepor à outra, de forma que as grandes competições europeias, como Champions League, atrapalharam as edições da Copa das Confederações nos primeiros anos dos anos 2000, tirando os principais craques do mundialito.

Atacante Ilan foi uma das "surpresas" de Parreira. Foto: Divulgação
Atacante Ilan foi uma das “surpresas” de Parreira. Foto: Divulgação

O técnico Parreira aproveitou o momento, então, para testar talentos do Campeonato Brasileiro de 2002, que teve o Cruzeiro como principal equipe. Foram convocados Alex, Maurinho e Edu Dracena da equipe mineira. Além deles, Ricardinho (ex-técnico do Ceará), Fábio Luciano, Gil (aquele da Lei), Dudu Cearense, Ilan, Luís Fabiano, Kléberson, Adriano Gabiru e os goleiros Júlio César e Fábio. Dos “estrangeiros”, os experientes e pentacampeões Dida, Belletti, Juan, Lúcio, Roque Júnior, Emerson e Ronaldinho Gaúcho. Além deles, Eduardo Costa, Fábio Aurélio, Zé Roberto e Adriano.

O torneio

O grupo B, do Brasil, tinha, além dele, Camarões, Turquia e Estados Unidos. A Seleção não teve vida fácil e não conseguiu se classificar nem para  segunda fase do torneio, marcando a pior participação brasileira na história da Copa das Confederações. No primeiro jogo, a Canarinha caiu para a seleção camaronesa, com um belo gol do atacante do Barcelona Eto´o. No segundo jogo, o time de Parreira se recuperou e venceu os Estados Unidos com um gol de Adriano, o “imperador”. Já no terceiro jogo, fim da história para o Brasil. O empate em 2 a 2 com a Turquia tirou o time canarinho da fase seguinte para vergonha nacional.

Jogador Foé passou mal contra a Colômbia
Jogador Foé passou mal contra a Colômbia

No outro grupo, França, Japão, Nova Zelândia e Colômbia disputaram duas vagas. Com 100% de aproveitamento, os franceses se garantiram facilmente, com destaque para os gols de Henry. A segunda colocada foi a Colômbia, que venceu o Japão no confronto direto e passou para a segunda fase. Nas semifinais, a tragédia aconteceu no jogo entre Camarões e Colômbia. O volante do Manchester City, Marc-Vivien Foé, teve um ataque cardíaco fulminante e morreu dentro do gramado. A morte do jogador chocou os outros jogadores de outras seleções. A Copa das Confederações chegou perto de não ter final naquele momento. No outro jogo, a França venceu a Turquia por 3 a 2 e se garantiu. Na grande final, um momento mágico do esporte. Os franceses venceram a seleção camaronesa com um gol de Henry com o golden goal, mas a taça foi levantada pelas duas seleções em homenagem ao jogador morto na semifinal.

Confira a desclassificação do Brasil contra a Turquia

12:42 · 06.06.2013 / atualizado às 12:47 · 06.06.2013 por
Time mexicano liderado por Blanco bateu a inexperiente Seleção Brasileira. Foto: blogdoariellex
Time mexicano liderado por Blanco bateu a inexperiente Seleção Brasileira. Foto: blogdoariellex

Após três torneios de sucesso, a consolidada Copa das Confederações chegava a sua primeira edição fora da Arábia Saudita. A FIFA carregava de vez para si a organização do evento, deixando os árabes de lado. O México, país que recebeu as Copas do Mundo de 70 e 86, dono de estádios lendários como o Azteca e o Jalisco, foi escolhido como casa do mundialito entre as principais equipes do globo.  A Copa das Confederações de 1999 teria novamente o modelo adotado em 1997 e que se perpetua até a edição de 2013, no Brasil.

A França, campeã mundial de 1998, foi a primeira a ser chamada, mas recusou a participação, resultando na participação da Bolívia, vice-campeã da Copa América 1997 (o campeão sulamericano Brasil entrou na Copa das Confederações como vice-mundial). Além destes, participaram a seleção mexicana (anfitriã), a Nova Zelândia (campeã da Oceania), a Alemanha (campeã da Eurocopa 1996), os Estados Unidos (vice-campeão da Concacaf, beneficiado com a entrada do México como anfitrião), o Egito (campeão africano) e a Arábia Saudita (campeã da Ásia). O formato era clássico, com dois grupos. Os dois melhores de cada chave avançaram para as semifinais e consequentemente a final.

Seleção Brasileira

Passado o fiasco da final da Copa do Mundo de 1998, a Seleção Brasileira passava por uma tentativa de renovação nas mãos do então prestigiado técnico Wanderley Luxemburgo. O novo treinador tentou aplicar um novo sistema de jogo à Amarelinha, com maior proteção à zaga, maior criticada após a humilhante derrota para  a França. Jogadores antigos como Taffarel, Aldair, Júnior Baiano, Leonardo, Bebeto, Romário, Dunga foram sacados de vez da relação de Luxemburgo. Até mesmo nomes que estavam no auge naquela época como Rivaldo, Ronaldo, Roberto Carlos e Cafu não tiveram dias de paz nas mãos do ex-treinador do Corinthians.

Lendário e um dos maiores do mundo, o Estádio Azteca fez a diferença a favor do México. Foto: Divulgação
Lendário e um dos maiores do mundo, o Estádio Azteca fez a diferença a favor do México. Foto: Divulgação

De forma que a Copa das Confederações de 1999 foi uma aposta do novo treinador em novos nomes para Seleção. Após considerar o dever cumprido com o título da Copa América de 1999, contra o Uruguai, o treinador preferiu sacar os 4 principais jogadores (citados acima) e convocar revelações sub-23, como Athirson, Ronaldinho Gaúcho, Alex, Warley, Roni, Marcos Paulo, entre outros. Luxa queria formar uma base para a conquista do inédito ouro olímpico, nos Jogos de Sidney 2000, o que passaria longe de se realizar.

Ronaldinho Gaúcho, ao lado de Alex, eram as principais estrelas brasileiras. Foto: blodoalemao
Ronaldinho Gaúcho, ao lado de Alex, eram as principais estrelas brasileiras. Foto: blodoalemao

O torneio

A jovem Seleção Brasileira pegou em seu grupo logo de cara o time teoricamente mais tradicional, a Alemanha. Além dela, os Estados Unidos e a Arábia Saudita. O desempenho da Amarelinha nos três primeiros jogos foi surpreendente. Com show da dupla Ronaldinho e Alex, o Brasil atropelou os alemães por 4 a 0, venceu os americanos pelo placar simples, e fez uma exibição segura, derrotando a Nova Zelândia por 2 a 0. Os norte-americanos levaram a melhor contra o time de Ballack no confronto direto e passaram de fase.

No grupo B, a sensação eram os donos da casa, o México. O time estrelado por Blanco (artilheiro da Copa das Confederações 1999), Luís Hernandez e Palencia se classificou facilmente, com destaque para a goleada de 5 a 1 contra a Arábia Saudita. Os sauditas conseguiram a segunda vaga, após uma vitória histórica contra o Egito por 5 a 1.

Nas semifinais, a Seleção Brasileira disparou um chocolate contra os árabes. Um 8 a 2 com direito a golaços de Ronaldinho (3) e Alex (2). Na outra decisão, o México fez o clássico da Concacaf contra os Estados Unidors e se valeu do grande público no Estádio Azteca para vencer os americanos com um golden goal de Blanco.

Na final, relembrando 1998, o time brasileiro dormiu no primeiro tempo. Luxemburgo resolveu incluir mais um volante no time, no caso Beto (ex-Botafogo), e se deu mal. Os mexicanos abriram logo 2 a 0 com Zepeda e Abundis. O Brasil conseguiu se recuperar e empatar, com Serginho e Roni. Mas na segunda etapa, em nova cochilada brasileira, Zepeda novamente e Blanco decretaram o inédito título para os mexicanos. Zé Roberto ainda descontaria, mas tarde demais. Final: México 4 X 3 Brasil.

Era o início da derrocada de Luxemburgo no cargo de técnico da Seleção. A queda veio menos de um ano depois, após derrotas acachapantes nas eliminatórias para Chile e Argentina, e a eliminação precoce dos jogos olímpicos. Na verdade, essa derrota contra o México marcou uma fase ruim da Seleção, que teve a passagem desastrosa de Émerson Leão (com direito a vergonha na Copa das Confederações de 2001, que você verá no próximo post), o início vergonhoso de Luís Felipe Scolari com a eliminação contra Honduras na Copa América 2001 e o sufoco para se classificar para a Copa do Mundo de 2002 contra a Venezuela. O fim da crise veio com a redenção da conquista da Copa do Mundo de 2002 e o retorno mágico de Ronaldo aos gramados, após longa contusão.

Confira alguns gols da Seleção Brasileira na Copa das Confederações 1999

17:47 · 29.05.2013 / atualizado às 18:00 · 29.05.2013 por
A dupla Ro-Ro foi a maior sensação dessa Copa das Confederações. Juntos marcaram 11 gols em 5 jogos. Foto: O Globo
A dupla Ro-Ro foi a maior sensação dessa Copa das Confederações. Juntos marcaram 11 gols em 5 jogos. Foto: O Globo

Dinheiro, dinheiro e dinheiro. Sempre ele, aquele que faz com que algo continue ou não mundo contemporâneo. E a Copa Rei Fahd, em franco crescimento desde 1992 e 1995, como você viu nos posts anteriores, junto aos seus petrodólares, começou a despertar o interesse não apenas das seleções mundiais. A ideia (leia-se $) de realizar uma “mini-copa” interessou à entidade máxima do futebol mundial, a FIFA. E dessa forma, mantendo o torneio na Arábia Saudita e como palco principal o Estádio Internacional Rei Fahd, trouxe a organização para si e anexou mais duas equipes (campeã da Oceania e a campeã do mundo). A FIFA criaria um torneio clássico entre oito seleções, rebatizaria de Copa das Confederações e ainda anexaria a principal equipe do futebol: a então tetracampeã Seleção Brasileira. E assim foi feito em dezembro de 1997.

A Seleção Brasileira

O time comando pelo velho lobo Zagallo encaminhava a sua preparação para a Copa do Mundo de 1998, na França. O ambiente da Canarinha era maravilhoso. Campeã mundial, dona do melhor jogador daquela atualidade, Ronaldinho (naquela época ainda não existia o Gaúcho), recém-campeã da Copa América após vários anos de jejum, além do show em campo contra seus adversários nas dezenas de amistosos disputados em território brasileiro e no exterior.

A dupla R0-Ro (Ronaldinho e Romário), somada a Rivaldo, em grande fase, a Roberto Carlos, dono do Real Madrid, a Cafu, melhor lateral-direito da época e opções de luxo como Denílson e Bebeto foi uma verdadeira sensação e provocou uma chuva de gols no Oriente Médio. Uma curiosidade do torneio é que após uma brincadeira com Juninho Paulista, todos os jogadores rasparam o cabelo, até mesmo o cabeludo zagueiro Gonçalves. Outra curiosidade trata-se do goleiro Rogério Ceni. Em sua biografia, o goleiro conta que a não participação nesta brincadeira pode ter custado a ele a não convocação para a Copa do Mundo de 1998.

O torneio

Com a inclusão de mais duas equipes, a Copa das Confederações ficou no estilo torneio-clássico. Dois grupos com quatro times. Os dois melhores de cada chave disputam as semifinais e daí por diante. E foi assim que a campeã africana, África do Sul, o vice-campeão asiático, Emirados Árabes, campeão da Copa América, Uruguai, vice-campeã europeia (a campeã Alemanha desistiu do evento), República Tcheca, o campeão da Concacaf, México, a campeã da Oceania, Austrália, os donos da casa, Arábia Saudita, e o campeão do Mundo, Brasil, se organizaram em dois grupos.

No grupo A, com Brasil, México, Arábia Saudita e Austrália, apesar do tropeço da Canarinha contra a Austrália, em 0 a 0, os quatro gols de Romário contra os mexicanos e árabes garantiram a liderança da Seleção em classificação aparentemente tranquila. No confronto direto, o time da terra dos cangurus conseguiu superar o time da América Central e garantiu, junto com surpreendente empate contra a nossa seleção, a segunda vaga do grupo.

No grupo B, com Uruguai, República Tcheca, África do Sul e Emirados Árabes, a Celeste atropelou os adversários com muita autoridade. Após o título da Copa América, o time de Recoba, Oliveira e Zalayeta, conhecidos no futebol italiano, não deu chance para os adversários. República Tcheca e África do Sul brigaram pela segunda vaga, mas uma derrota vergonhosa dos Bafana contra o modesto time dos Emirados custou a classificação.

Na semifinal, a dupla Ro-Ro entrou em ação mais uma vez e, com um gol para cada atacante, despachou o time tcheco com muita tranquilidade. Na segunda partida, o time australiano armou uma retranca contra os uruguaios e conseguiu fazer o gol de ouro na prorrogação para se garantir na final. Na decisão, um show brasileiro. Mordidos com o empate na primeira fase, os jogadores brasileiros atropelaram a Austrália com um 6 a 0 acachapante. Ronaldo fez três e Romário mais três.

Era o primeiro título da Seleção Brasileira na Copa das Confederações. O primeiro de três. Depois de 1997, a Seleção não ficou de fora de mais nenhuma das edições dessa competição, mas amargou a terrível escrita: quem venceu a Copa das Confederações, jamais conseguiu levantar a Copa do Mundo subsequente.

Confira os gols da Seleção Brasileira na Copa das Confederações de 1997

12:11 · 28.05.2013 / atualizado às 12:16 · 28.05.2013 por
O meia do Barcelona, de futebol elegante, era a grande atração do torneio. Foto: Europafootball
O meia do Barcelona Michael Laudrup, de futebol elegante, era a grande atração do torneio. Foto: Europafootball

A embrionária Copa das Confederações ganhou um novo capítulo em 1995, na segunda edição da Copa Rei Fahd. Como você já viu no post anterior, em 1992, com apenas quatro times, o mundialito fora vencido pela Argentina facilmente. Em 1995, na segunda edição, os petrodólares árabes atraíram a atenção da campeã europeia, a Dinamarca, e a competição foi ampliada para 6 seleções: somando o campeão asiático, Japão, o campeão africano, a temida Nigéria,  o campeão da Copa América, a Argentina, o campeão da Concacaf, o México e a seleção dona da casa, a Arábia Saudita.

O torneio

Apesar do crescimento, a Copa Rei Fahd em 1995 ainda se colocou modesta em suas fases. No entanto, tivemos pela primeira vez na história dessa competição a presença de uma fase de grupos. Três seleções divididas em dois grupos. O campeão de cada chave realizaria a grande final.

O nível técnico da competição de 1995 ganhou um enorme salto, devido a presença de seleções que tiveram bom desempenho na Copa do Mundo de 1994 e ainda a presença da surpreendente campeão europeia. Representando a Concacaf, a seleção mexicana tinha mais tradição que a seleção americana, que pagou mico na primeira edição de 1992. Pela África, a grande sensação era a Nigéria, que havia apavorado o mundo com um futebol alegre e envolvente no mundial de um ano antes.

Bons jogadores como Amokachi, Adepoju, Oliseh e Amunike mostraram novamente o seu potencial. Curiosidade que apenas um ano na frente, em 1996, a seleção nigeriana conquistaria o maior título da sua história: a medalha olímpica, após eliminar o Brasil de Ronaldo fenômeno, Roberto Carlos e Rivaldo. Pelo lado europeu, a Dinamarca também vivia uma das grandes fases da sua história. O meia Michael Laudrup era o grande astro do torneio, junto ao seu irmão Brian e o goleiro Schemeichel.

Os jogos

No grupo A, que tinha Arábia Saudita, México e Dinamarca a parada foi dura, tendo em vista que os donos da casa desta vez foram um verdadeiro saco de pancadas. O México venceu o seu confronto e a Dinamarca também, de forma tranquila. Na decisão do grupo, o time mexicano não deu mole para os campeões europeus, e o jogo terminou em 1 a 1 no tempo normal. A vaga para a final foi decidida nos pênaltis, com vitória para o time comandado por Laudrup.

No grupo B, com Argentina, Japão e Nigéria, a capacidade de finalização das duas equipes frente aos pobres japoneses fez a diferença. No primeiro jogo, a Nigéria passeou pelo time de Kazoo e aplicou 3 a 0. No segundo jogo, foi a vez da Argentina de Ortega e Batistuta executar a sua artilharia, com um 5 a 1. Na decisão do grupo,  o empate em 0 a  0 entre nigerianos e argentinos favoreceu a seleção sulamericana, que passou de fase para a grande final.

Na decisão, a Dinamarca fez a sua melhor partida e não deu chances para o “bi” do time argentino. Um 2 a 0, com gols de Laudrup e Rasmussen. Era o segundo título da “Dinamáquina” em pouco mais de 3 anos. Uma fase que jamais retornou ao time vermelho.

Confira os gols da final da 2º Copa Rei Fahd

Fique ligado! No nosso próximo post, você vai conferir a primeira participação da Seleção Brasileira, em 1997. A Fifa resolve abraçar a competição e rebatiza de Copa das Confederações!

14:05 · 27.05.2013 / atualizado às 14:11 · 27.05.2013 por
Time argentino tinha grandes estrelas do futebol mundial, como Canniggia, mas não teve a presença de Maradona. Foto: Futebolecialtda
Time argentino tinha grandes estrelas do futebol mundial, como Canniggia, mas não teve a presença de Maradona. Foto: Futebolecialtda

Começamos hoje, há poucos dias da 9ª Copa das Confederações, um passeio pelas edições anteriores do torneio, que tem como maior vencedor a Seleção Brasileira. São três títulos conquistados em 1997, 2005 e 2009, sendo esta a última edição do torneio em preparação à Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Então, vamos à história? Voltamos a 1992.

As origens

Logo após a Copa do Mundo de 1990, que teve como campeã a Alemanha e vice a Argentina, o ainda quase amador, mas emergente futebol do Oriente Médio começava a dar sinais que os primeiros petrodólares seriam gastos no sentido de aproximar o esporte mais famoso do mundo dos países de tradição islâmica. Treinadores brasileiros, europeus, jogadores internacionais, começavam a aportar nas capitais de países desérticos, como Catar, Emirados Árabes e a própria Arábia Saudita  a fim de iniciar o futebol por aqueles lado do globo.

A primeira grande tentativa de colocar as “arábias” na rota do futebol aconteceu, primeiramente, com a construção do Estádio Internacional Rei Fahd, 1987. A majestosa arena para mais de 67 mil pessoas foi construída em homenagem ao monarca árabe de mesmo nome, e foi erguida para ser o palco principal da Copa do Mundo Sub-20 de 1989. Naquela competição, a Seleção Brasileira figurou em terceiro lugar, perdendo para o campeão, Portugal.

Detalhe do Estádio Rei Fahd, erguido em 1987. Foto: Divulgação
Detalhe do Estádio Rei Fahd, erguido em 1987. Foto: Divulgação

Após o sucesso da Copa do Mundo Sub-20, autoridades sauditas queriam seleções principais no gramado do Rei Fahd. Então criou-se uma modesta competição, a Copa Rei Fahd, que reuniria o campeão asiático, naquela ocasião a Arábia, o campeão africano, a Costa do Marfim, o campeão da América do Norte/Central, os Estados Unidos, e o campeão da Copa América, a Argentina. De fato, os hermanos eram a grande atração daquele torneio, organizado de forma a possibilitar uma final histórica entre a empolgante Arábia Saudita e os vice-campeões mundiais. A Europa fora ignorada da competição, devido ao calendário do torneio, que colidia com grandes competições europeias.

O torneio

Com uma fórmula simples, a competição nada mais era que um mata-mata entre Argentina X Costa do Marfim, e Arábia Saudita X Estados Unidos. Quem vencesse iria para a final. Na primeira partida do torneio, os donos da casa dispararam uma goleada surpreendente contra os americanos, que já se preparavam para mandar seus jogos na Copa do Mundo de 1994. Um 3 a 0 para empolgar qualquer saudita. Delírio para os milionários sheiks.

Na outra partida, a Argentina não teve dificuldades para superar a seleção marfinesa. Um 4 a 0 em ritmo de treino, com direito a dois gols do jovem Gabriel Batistuta.

Na grande final, o Estádio Rei Fahd ficou lotado para receber aquela que já era a maior partida da história da jovem seleção árabe. Apesar da empolgação, os hermanos sobraram mais uma vez e fizeram 3 a 1, com atuações de gala de Caniggia, Simeone, Ruggeri e Batistuta. O time alviverde ainda descontou com Owairan, aquele que fez um dos gols mais bonitos da Copa do Mundo de 1994.

ARGENTINA 3 X 1 ARÁBIA SAUDITA
DATA: 20 de outubro de 1992
COMPETIÇÃO: Copa Rei Fahd de 1992
LOCAL: Estádio Rei Fahd (Riad, Arábia Saudita)
PÚBLICO: 75 mil pessoas
ÁRBITRO: Lim Kee Chong An-Yan (Ilhas Maurício)
CARTÕES AMARELOS: Fabian Basualdo, Diego Simeone (ARG); Fuad Amin (SAU).
GOLS: Leonardo Rodríguez, aos 18′, e Claudio Caniggia, aos 24′ do primeiro tempo; Diego Simeone, aos 19′, e Saeed Al-Owairan, aos 20′ do segundo tempo.

ARGENTINA: Sergio Goycochea; Fabian Basualdo, Sergio Vazquez, Oscar Ruggeri e Ricardo Altamirano; José Luis Villareal (Diego Cagna), Fernando Redondo, Diego Simeone e Leonardo Rodriguez (Alberto Acosta); Claudio Caniggia e Gabriel Batistuta.
TÉCNICO: Alfio Basile.

ARÁBIA SAUDITA: Saud Al-Otaibi; Abdullah Al-Dosari, Salem Al-Alawi e Abdulrahman Al-Roomi; Fuad Amin, Mohammed Al-Khilaiwi, Fahad Al-Bishi (Abdul Al-Rozan), Khalid Al-Muwallid e Khaled Al-Hazaa; Saeed Al-Owairan e Sami Al-Jaber (Fahed Al-Mehallel).
TÉCNICO: Caldinho Garcia.

Confira os gols da final da Copa Rei Fahd de 1992

Se você gostou dessa história, confira amanhã o que aconteceu na segunda Copa Rei Fahd, 1995. A Europa finalmente entra na era da Copa das Confederações. Não perca aqui no Diário na Copa

11:14 · 21.05.2013 / atualizado às 11:16 · 21.05.2013 por

A Copa do Mundo de 1958 foi um divisor de águas no futebol mundial, principalmente o brasileiro. O primeiro título da competição internacional por aquela que seria a maior Seleção da história deste esporte foi conquistado após vitória arrasadora contra a Suécia, dona da casa. Os 5 a 2 no histórico Estádio Rasunda, que ano passado foi demolido, marcou o início da hegemonia verde-amarela no futebol.

Para a sociedade brasileira da época, a conquista deste título fez brotar a autoestima do País no que diz respeito ao futebol após o trauma de 1950. Apesar de boas atuações em outros mundiais, a Canarinha jamais havia levantado a taça de campeã.

Bellini, o então líder daquele time, que tinha o jovem Pelé, Zagallo, Garrincha, Didi e Vavá, inaugurou o gesto que se repetiria em todos os mundiais seguintes: com as duas mãos, segurou a Taça Jules Rimet e levou ao alto.

Confira o vídeo com as raras imagens

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