Busca

11:54 · 17.02.2018 / atualizado às 11:54 · 17.02.2018 por
Por Sérgio Ripardo
Na próxima quinta (22), o Ibope deve divulgar uma pesquisa sobre o governo Temer. O instituto de pesquisa registrou, ontem, o  levantamento no Tribunal Superior Eleitoral. O estudo foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que pagou R$ 244,440 mil ao Ibope, segundo informou ao TSE.
A última pesquisa CNI-Ibope foi divulgado no dia 20 de dezembro do ano passado e apontava um aumento (de 3% para 6%) do percentual de brasileiros que consideram o governo ótimo ou bom. Entre os que aprovam a maneira do Presidente de governar, o percentual aumentou para 9% na última pesquisa.
Mas o levantamento a ser divulgado na próxima quinta não vai captar os efeitos do anúncio da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, determinada por decreto presidencial baixado ontem. As 2.000 entrevistas que o instituto no registro de sua pesquisa no TSE foram realizadas em dezembro (do dia 7 a 10) em 51 municípios de todas as regiões do País.
No questionário apresentado aos entrevistados, o Ibope investiga as percepções dos brasileiros sobre as prioridades do governo federal. Em uma das cartelas, são listadas 23 tópicos, como “controlar a inflação”, “reduzir os impostos”, “reduzir os gastos públicos”, “aumentar o salário mínimo”, “ampliar os programas de habitação e moradia popular”, “promover a geração de empregos”, “melhorar a qualidade da educação”, “melhorar a qualidade da saúde”, “aumentar o combate às drogas”, “combater a violência e a criminalidade”, “combater a corrupção”, “promover programas de saneamento básico”, entre outros.
Os pesquisadores do Ibope também apresentam cartelas com os nomes de 35 partidos políticos e indagam qual a simpatia ou preferência das pessoas entrevistadas. Também são feitas perguntas sobre quais as notícias “mais favoráveis” e “mais desfavoráveis” sobre o governo Temer ouvidas nas TVs, rádios ou vistas em jornais.
Entre as 30 notícias apresentadas pelo Ibope aos entrevistados, há temas como a saúde do presidente, a Reforma da Previdência, o inquérito sobre o “decreto dos portos” envolvendo Temer, as mudanças nas normas sobre trabalho escravo, as operações da Operação Lava-Jato. A pesquisa CNI-Ibope informada ao TSE não faz questões sobre nomes de postulantes na corrida presidencial de outubro.
Cearenses de Fortaleza, Caucaia, Sobral, Quixeramobim e Farias Brito, serão ouvidos pelos entrevistadores do Ibope, segundo o registro da pesquisa.
10:40 · 17.02.2018 / atualizado às 10:40 · 17.02.2018 por

Por Letícia Lima

Integrante da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, o deputado Sérgio Aguiar (PDT) classificou, ontem, na Assembleia Legislativa, como uma “verdadeira injustiça” o veto do presidente Michel Temer (MDB), dado em janeiro passado, ao Refis – como é conhecido o programa de parcelamento de débitos tributários – para as micro e pequenas empresas brasileiras. O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional, no fim de 2017, em meio a negociações para a aprovação da Reforma da Previdência. Sérgio Aguiar, por sua vez, disse que o Governo Federal tem tratado com “desdém” o pequeno negócio e pediu apoio da bancada federal de deputados e senadores cearenses para ajudar a derrubar o veto.

Segundo Sérgio Aguiar, 99% (6,4 milhões) dos estabelecimentos nacionais são micro e pequenos empresas, responsáveis por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado. “Para se ter uma ideia da credibilidade das micro e pequenas empresas, o Indicador de Confiança atingiu 54,6 pontos, 6,87%  a mais do resultado no mês de dezembro passado. Essa é a quarta vez seguida que o resultado fica acima dos 50 pontos”, comemorou.

O parlamentar ressaltou que as pequenas empresas são as principais geradoras de riqueza do comércio no Brasil, com 53,4% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que sua participação no PIB industrial é de 22,5%, próximo ao índice das médias empresas, que é de 24,5%. Ainda segundo Sérgio Aguiar, mais de um terço do PIB do setor de serviços tem origem nos pequenos negócios.

“Apesar deste número mais do que positivo, o Governo Federal tem tratado a categoria com desdém, a União deu um Refis para as grandes empresas e médias, deixando de lado os pequenos. Não custa lembrar que o Congresso votou, ainda em 2017, esse Refis, dando melhor condição de competitividade para as micro e pequenas empresas terem o acesso mais facilitado, com isso, reduzem os seus impactos no que diz respeito ao pagamento dos seus tributos devidos à União e devidos ao Simples Nacional”.

A proposta de Refis aprovada pelo Congresso Nacional, no ano passado, estabelece que, para as pequenas empresas aderirem ao programa de parcelamento de débitos tributários, elas terão de pagar uma entrada de 5% do valor da dívida, que poderá ser divida em até cinco parcelas consecutivas. A proposta reproduziu as condições de parcelamento do Refis dadas para as grandes empresas.

Sérgio Aguiar apelou à bancada de deputados e senadores cearenses para que ajudem a derrubar o veto do presidente Michel Temer (MDB) ao projeto. “Mais de 600 mil empreendedores não terão a opção de parcelar suas dívidas com redução de juros e multas, e ainda ampliação de prazo, como ocorreu com os médios e grandes empresários, isso é uma verdadeira injustiça. Devemos tratar todos dentro do princípio da Justiça Tributária, da maneira que cada um merece ser tratado. Apelo para que a bancada do Ceará ajude a derrubar o veto presidencial, para que assim as micro e pequenas empresas continuem gerando emprego e renda”.

09:32 · 17.02.2018 / atualizado às 09:32 · 17.02.2018 por

Por Edison Silva

Lideranças do PDT cearense não permitirão que, no palanque de Camilo Santana, alguém defenda outra candidatura presidencial que não a de Ciro Foto: José Leomar

No apoio incondicional dos pedetistas à pretensa reeleição do governador Camilo Santana (PT), no pleito deste ano, está implícita a reciprocidade deste ao candidato Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República. Assim, têm certeza os pedetistas, no palanque de Camilo não haverá espaço para alguém falar em outro presidenciável, apesar de a coligação a ser efetivada pelo chefe do Executivo, até o fim do prazo para a realização das convenções partidárias, agosto próximo, poder reunir partidos com candidatos próprios à sucessão do presidente Michel Temer.

O projeto do PDT, sob a liderança de Cid Gomes, é garantir uma expressiva maioria de votos no Ceará para Ciro Gomes, daí admitir-se não haver concessão para qualquer aliado pedir, explicitamente ou não, voto para outro presidenciável.

O senador Eunício Oliveira (MDB), no momento oportuno, será cientificado dessa situação, embora já tenha percebido que o seu acolhimento ao grupo, para compor a chapa majoritária, juntamente com Cid Gomes, disputando as duas vagas no Senado, tenha essa condicionante. Ele poderá até nem pedir votos para Ciro, mas não lhe será permitido defender, no palanque, outro nome para presidente.

A propósito, afora essa situação, não há mais qualquer óbice para todos os políticos do MDB, do PT e do PDT, anunciarem que o senador, presidente do Congresso Nacional, está no bloco estadual governista. O temor à reação dos eleitores com essa aliança, depois da troca de acusações entre eles, durante aproximadamente quatro anos, desapareceu.

Alguns poucos burburinhos, até a realização da convenção homologatória da aliança, não mudarão os entendimentos já acertados. O compromisso de Eunício com Lula, por certo, é menos importante que o seu projeto de reeleição, mesmo tendo sido Lula um dos fiadores da aproximação do senador ao governador.

Petistas mais próximos a Camilo reconhecem a significação do apoio dos irmãos Cid e Ciro Gomes para o projeto do governador. Ao tempo que guardam na lembrança o distanciamento de Lula, quando ainda no auge de sua força política, da campanha de Camilo para ser governador do Ceará. Se ele fosse depender do ex-presidente, dizem alguns, não estaria onde está.

Propósito

Lula teria impedido até a ex-presidente Dilma Rousseff, disputando a reeleição, de vir ao Ceará, na campanha de 2014, apesar de toda a atenção que ela dispensava ao ex-governador Cid Gomes, a quem fez ministro da Educação.

Toda a consideração emprestada por Camilo a Lula, nos últimos tempos, entendem alguns, tem o propósito de credenciá-lo a poder aproximar petistas a Ciro, ciente da impossibilidade de Lula ser candidato, agora, principalmente, após a sua condenação em processo criminal, tornando-o inelegível por imposição da Lei da Ficha Limpa.

Mesmo antes desse quadro, Camilo já defendia o apoio do PT a Ciro, ao ponto de ter sugerido o nome do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como vice de Ciro Gomes. Realmente, Camilo precisa ser agradável ao PT, pois sem o aprovo do partido no Ceará, ele não poderá ser candidato, a não ser por outra agremiação que venha a se filiar até o início de abril vindouro.

O PDT cearense, realmente, não está preocupado com a relação do governador com a postulação de Ciro. O reiterado discurso de Camilo, sobre gratidão e lealdade, soa como recado de comprometimento.

Ademais, a consciência de deter uma expressiva força político-eleitoral o deixa convencido de ter no governador o seu primeiro aliado. As atenções dos pedetistas estão realmente voltadas, agora, para o avanço dos entendimentos mantidos pelo presidente nacional da agremiação, Carlos Lupi, com representantes de outras siglas, buscando alianças.

As indefinições que permeiam o ambiente político brasileiro ainda não permitem fechamentos de acordos, embora as conversas tornem mais próximos os de ideias parecidas. A missão de Ciro, até o momento do fechamento das alianças, é fazer o maior número de pronunciamentos possíveis pelo País.

09:31 · 17.02.2018 / atualizado às 09:31 · 17.02.2018 por

Por Letícia Lima

Deputado Carlos Felipe, da base governista, apresenta estatística e reclama mais atenção para os jovens sem escola e sem emprego no Ceará Foto: Saulo Roberto

Ao tratar sobre a crise na Segurança no Estado do Ceará, assunto mais debatido pelos parlamentares nesta primeira semana de atividades na Assembleia Legislativa, após o feriado do Carnaval, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) levou à tribuna, ontem, dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) de 2017 sobre os jovens que nem estudam e nem trabalham no Estado.

Segundo ele, quase metade (43%) dos cearenses entre 18 e 21 anos está nessa situação, o que facilita a entrada dessa população no mundo do crime. Além de políticas voltadas para a geração de emprego, o parlamentar também cobrou resultados das forças policiais e de quem está no seu comando, diante do “esforço sobre-humano” do Governo do Estado em realizar investimentos na área.

Carlos Felipe chamou a atenção, durante discurso, para os altos índices de jovens no Ceará que nem estudam e nem trabalham, grupo conhecido, informalmente, como “nem-nem”. No ano passado, de acordo com diagnóstico do Ipece apresentado pelo deputado, 28% dos cearenses entre 15 e 17 anos estavam nessa condição.

A partir dos 22 anos, o índice sobe para 35% e atinge o maior percentual que os jovens com idade entre 18 e 21 anos, em que quase metade deles (43%) nem estudam e nem estão ocupados. O mais alarmante, segundo Carlos Felipe, é que o estudo revela que apenas 11% dos jovens cearenses entre 15 e 29 anos estão buscando emprego e outros 22% ainda estão fora do mercado de trabalho.

Reserva

“Isso corresponde a quase 500 mil jovens, meio milhão de jovens. Se você observar que a maior parte dessas pessoas são do sexo masculino e têm até 29 anos de idade, você tem aqui um exército para ser morto. São 500 mil que estão fáceis de serem pegos pelo crime, pelo narcotráfico e que podem, com certeza, ser um dessa reserva de contingência que tem para morrer”.

Segundo ainda o deputado, “enquanto os afazeres domésticos são o principal motivo para o sexo feminino, a maioria dos homens não deseja trabalhar. Ou seja, aqui você tem um problema sociológico, cultural, econômico que, certamente, não é só do Estado. Essa análise mostra a necessidade de formulação de novas políticas”, refletiu.

Para o parlamentar, “mais do que tudo”, é preciso que sejam maiores os investimentos em políticas sociais, voltadas para a “transição desse aluno que sai do Ensino Médio para o emprego”. Por outro lado, Carlos Felipe avaliou ser necessário, também, estabelecer critérios de resultados na Secretaria da Segurança, assim como ocorre na Educação. Ele reconhece o “esforço sobre-humano” do governador Camilo Santana (PT) em combater a violência, mas cobrou o mesmo de todos os agentes públicos.

“Envolve a Justiça, os políticos, o Executivo, cada um deve ser cobrado. Você (policial) precisava de carro? Lhe dei carro. Você não queria aumento? Lhe dei aumento, agora, me dê números, isso envolve também resultados. Por exemplo, um comandante de uma região, se ele ficar um ano e não baixar os índices, ele deveria continuar? Nós não temos critérios de resultados na Educação? Não deveríamos ter também na Polícia? Eu acho que são muitas ações, inclusive uma ação promovendo os bons policiais e também não deixando de fazer o papel quanto aos maus. (A Corregedoria) Tem que ser forte, não é para punir o (policial) que está no ‘front’ e para salvar a população, às vezes, mata um bandido, mas os policiais corruptos, que recebem dinheiro do narcotráfico, que estão envolvidos com gangue”, observou.

O parlamentar chamou a responsabilidade também do Poder Judiciário, que deve agilizar o julgamento dos presos provisórios. No Ceará, metade dos presos, cerca de 27 mil, sequer foram julgados.

Prevenção

Depois do pronunciamento do deputado Carlos Felipe, o tema Segurança continuou no centro das discussões com o deputado Heitor Férrer (PSB) cobrando maior envolvimento das prefeituras no combate à criminalidade e investimento do Estado em políticas de prevenção, principalmente em escolas de tempo integral no Ensino Fundamental. Por outro lado, a liderança do Governo na Casa defendeu os avanços que o Estado tem obtido na área da Educação, com a ampliação das escolas em tempo integral no Ensino Médio, e frisou que a violência aumentou em todo o País.

Para o parlamentar, “vamos continuar fracassados enquanto não resolvermos o problema na essência, que é a célula municipal”. “Nós vivemos nas cidades. Eu considero que, dentro da estrutura política, os prefeitos são os mais responsáveis pela violência nessa área. Os prefeitos teriam que ter a obrigação de catalogar todas as famílias do Interior, onde eles administram, quais são as mais vulneráveis, o nome do pai e da mãe, o que fazem e onde os filhos estudam”, apontou Heitor.

Ele acredita que, além do envolvimento das prefeituras em ofertar o ensino em tempo integral para as crianças, é preciso o Estado garantir esgotamento sanitário, emprego e renda. “Se o Estado não põe a mão nesses meninos desta forma, alguém porá de outra forma, que é o narcotráfico e que transforma esses meninos em atores do crime em pouco tempo”.

Estratégica

Ao apartear Férrer, o deputado Evandro Leitão (PDT) rebateu, afirmando que o Estado tem, sim, implementado políticas de prevenção, principalmente, na área da Educação. Ele enfatizou que, das 100 melhores escolas públicas do País, 77 são do Ceará. “Isso não é investir em política de prevenção? Uma política estratégica atua nos dois lados, e o lado preventivo não é ignorado pelo nosso Governo. A violência aumentou em todo o País, não se resolve no estalar de dedos, deputado”, exclamou.

Para Heitor Férrer, “as políticas públicas investidas estão sendo jogadas no ralo do lixo. O crime aumentou em todo o Ceará. Não tenha esse pensamento tosco. O Porto do Pecém, que é o que mais importa e exporta, mas dinheiro resultado dessas operações não está resolvendo o problema do Estado, porque a cada dia se mata mais”, disse.

09:30 · 17.02.2018 / atualizado às 09:30 · 17.02.2018 por

Por Miguel Martins

Para o deputado federal Genecias Noronha, são reuniões demais e pouco resultado. Mas até abril, espera ele, sairão os candidatos da oposição cearense Foto: Saulo Roberto

“As nossas reuniões estão iguais às do PT. É reunião demais e pouca decisão”. A frase é do deputado federal Genecias Noronha (SD), sobre os encontros da oposição no Ceará e poucas definições, principalmente, sobre nomes para a disputa majoritária no Estado. A cúpula oposicionista se reuniu, mais uma vez, na noite da última quinta-feira, quando ficou decidido que, através de uma pesquisa, seus membros iriam buscar o perfil de um provável postulante.

De acordo com alguns dirigentes partidários que participaram do encontro, a definição do grupo será anunciada somente em abril próximo, logo após o período de “janela partidária”, quando muitos políticos ingressarão nas siglas com representatividade no Estado. Na próxima semana, em evento no Centro Industrial do Ceará (CIC), o senador Tasso Jereissati (PSDB) participará do movimento “Renasce”, que, segundo oposicionistas, faz parte das movimentações do grupo adversário de Camilo.

Segundo informou Genecias Noronha, a reunião da quinta-feira passada teve como objetivo discutir os problemas do Estado do Ceará, como a crise da Segurança, além de tratar sobre possíveis candidatos da oposição ao Governo do Estado, Senado e cargos na disputa proporcional de outubro próximo.

“A gente já vem discutindo, afunilando, e vamos chegar aos nomes que queremos na candidatura majoritária”, disse o parlamentar, afirmando ainda que, na próxima terça-feira, uma nova pesquisa interna será iniciada, avaliando aspectos qualitativos e quantitativos para se encontrar o perfil do candidato que o cearense quer.

Ele destacou que o nome de Caio Asfor tem sido colocado nas discussões, por representar o novo, mas ressaltou que também está se avaliando outros postulantes. Noronha afirmou que cinco ou seis nomes estão sendo considerados para se tirar daí o melhor para a disputa ao Governo. “Vamos definir primeiro as candidaturas majoritárias de governador, vice, senador e suplentes. Depois passamos para a discussão de federal”.

Representantes do partido NOVO também participaram da reunião de quinta-feira. O deputado, contudo, disse que as reuniões da oposição “estão iguais às do PT. É reunião demais e pouca decisão”. Segundo ele, isso tem acontecido porque a bancada está sendo mais criteriosa na escolha dos candidatos.

Capitão Wagner, que também participou do encontro, disse que ficou impressionado com as presenças de integrantes de outros partidos na reunião, que “sequer imaginava que estariam conosco, discutindo sobre composição de chapa majoritária”. Segundo informou, até o começo de abril se conclui todas as discussões e sairão os nomes.

14:07 · 16.02.2018 / atualizado às 14:07 · 16.02.2018 por

A violência que assola o Estado continua motivando debates acalorados, no Plenário 13 de maio. Desta vez, na manhã de hoje, o embate ocorreu entre o deputado Heitor Ferrer (PSB) e o líder do Governo na Casa, deputado Evandro Leitão (PDT). Heitor disse, durante discurso, que a essência do problema na Segurança está na “célula municipal”.

“Os prefeitos teriam que ter a obrigação de catalogar todas as famílias do Interior, quais são as vulneráveis, nome do pai e da mãe, o que fazem e onde estudam. O Estado através de convênios implantar as escolas de tempo integral. Essa história de dizer que o Ceará é campeão em escola de tempo integral, mas falta a escola fundamental de tempo integral”, chamou a atenção.

Para Heitor, aliado a isto, o Estado deve garantir esgotamento sanitário, emprego e renda, porque, “se o Estado não põe a mão nesses meninos, alguém porá a mão de outra forma, que é o narcotráfico e que transforma esses meninos em atores do crime em pouco tempo”. Evandro Leitão, por sua vez, rebateu ao afirmar que o Ceará possui 77 das 100 melhores escolas públicas do País e que ele tinha que reconhecer que essa era uma política de prevenção implementada pelo Estado, no combate à violência.

Já para Heitor, as políticas estão sendo jogadas “no ralo do lixo”, uma vez que o crime aumentou e o Estado é campeão no número de homicídios, mostrando que ele “faliu”.

12:23 · 16.02.2018 / atualizado às 12:23 · 16.02.2018 por

Ao tratar sobre o problema da Segurança no Estado, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) chamou a atenção, durante discurso na manhã de hoje no plenário da Assembleia Legislativa, para a evasão escolar e o desemprego entre os jovens cearenses. O parlamentar levou à tribuna os últimos dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), sobre os “nem nem”, aqueles jovens que nem estudam nem trabalham.

Segundo o parlamentar, o índice dos “nem nem”, entre 15 e 17 anos, no Estado, saiu de 4% para 28%. Na faixa etária de 18 a 21 anos, por sua vez, essa proporção chegou a 41%. Ainda segundo Carlos Felipe, apenas 11% dos jovens entre 15 e 29 anos estão buscando emprego, quando a maior parte está fora do mercado de trabalho e nem procura por emprego.

“Aqui você tem um problema sociológico, cultural, econômico, sério, que, certamente, não é só do Estado, é de todo o Brasil. Mais do que tudo é preciso políticas sociais, acredito que, se a gente fizer uma transição do aluno do Ensino Médio para o primeiro emprego…”, refletiu ao falar sobre as ações do Governo do Estado para combater a criminalidade.

 

09:34 · 16.02.2018 / atualizado às 09:34 · 16.02.2018 por

O governador Camilo Santana pediu autorização à Assembleia Legislativa cearense para doar R$ 500 mil para a Academia Cearense de Letas e o Instituto do Ceará. A verba será dividida em partes iguais.

Segundo a proposição, “visa o repasse financeiro para as citadas Instituições, que contam com mais de 100 (cem) anos de atuação no Estado do Ceará e fazem parte do patrimônio histórico-cultural cearense… fomentar a cultura em âmbito estadual, fim maior desta Secretaria de Cultura”.

09:27 · 16.02.2018 / atualizado às 09:27 · 16.02.2018 por

Por Letícia Lima

Evandro Leitão diz que anda sem segurança e teme pelos seus familiares, para justificar posição em relação à instalação da CPI do narcotráfico Foto: José Leomar

O pedido para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue o tráfico de drogas no Estado, em tramitação na Assembleia Legislativa desde 2015, dividiu os parlamentares, ontem, durante discussões na sessão ordinária do dia. O governador Camilo Santana (PT) já defendeu, em entrevista ao Diário do Nordeste, a instalação da CPI, mas alguns deputados, temendo represália, rechaçam a ideia. O líder do Governo na Assembleia, Evandro Leitão, foi o mais enfático contra a instalação da CPI, alegando a sua condição de chefe de família.

Protocolada em 2015 pela deputada Rachel Marques (PT), a proposta da CPI do narcotráfico segue parada na Casa e promete não ser instalada. Com ela, na mesma oportunidade, foram protocolados, pela base governista, os pedidos para as CPIs do DPVAT e da exploração sexual, na tentativa de barrar outra CPI, a do Acquário, que a oposição vinha brigando para instalar.

Como o Regimento Interno só permite que três pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito sejam analisados por vez, a solicitação para investigar as obras do Acquário acabou ficando em último lugar na fila. Das três propostas, apenas a CPI sobre irregularidades no Seguro DPVAT foi efetivada, em 2015.

De lá para cá, pela sequência, deve ser analisado o pedido para instalação da CPI do narcotráfico. A discussão com os líderes de partidos e blocos da Assembleia, para indicação dos deputados que participariam do colegiado, até aconteceu, no ano passado, mas perdeu força e o assunto voltou à estaca zero.

O governador Camilo Santana (PT), na abertura dos trabalhos legislativos deste ano, chegou a afirmar que apoia a instalação da CPI. Já o presidente da Assembleia, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), disse que não concorda com a iniciativa, pois, para ele, a questão é de responsabilidade do Governo Federal.

Justo

Também o líder do Governo, deputado Evandro Leitão (PDT), disse que não defende a instalação da CPI, por temer pela segurança sua e a da família. “É muito fácil estar se cobrando nesta Casa a CPI do narcotráfico. Eu botar minha assinatura, não boto, não. Eu tenho três filhos para criar, eu tenho um neto, eu não ando com segurança 24 horas do meu lado. Querer jogar a população contra essa Casa não é justo, se quer fazer uma CPI, quem desejar pôr seu nome nessa comissão, que assim o faça”.

A deputada Silvana Oliveira (MDB), que já tinha se manifestado, na semana passada, contra a instalação do colegiado, voltou a defender o seu posicionamento, ontem, em discurso. Ela disse que não se “julga capaz” de participar da CPI . Já o deputado Capitão Wagner (PR) reclamou do que chamou de “enrolação” da Assembleia em não decidir se ela será ou não instalada. Para ele, faz parte das atribuições de um deputado estadual abrir CPIs.

“Os deputados estão com medo, pois renunciem ao mandato, sua competência é fazer (uma CPI). A verdade é que a Assembleia não tem feito sua parte, nunca instalaram a CPI do narcotráfico. A culpa é de todos nós que não pressionamos a Mesa Diretora, ou arquiva ou instala”.

O deputado criticou, ainda, iniciativa da Assembleia de realizar um Seminário sobre Segurança, programado para acontecer até maio deste ano, que reunirá especialistas no assunto e autoridades dos poderes de outros estados, a fim de debater o problema. “Quem não quer resolver, inventa Seminário, inventa estudo. Essa história de estudar a violência no Ceará está com 13 anos e nada”, disparou.

09:26 · 16.02.2018 / atualizado às 09:26 · 16.02.2018 por

Por Letícia Lima

Durante os discursos, ontem, na Assembleia Legislativa, sobre o problema da Segurança no Ceará e a instalação ou não de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o narcotráfico, a deputada Silvana Oliveira (MDB) propôs a instalação de uma outra CPI na Casa, que investigue supostas irregularidades na Saúde do Estado. Ela denunciou, em pronunciamento, que vagas para leitos estariam sendo “bloqueadas” no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), enquanto pacientes aguardam na fila de espera.

Segundo a parlamentar, que é médica, muitas pessoas, inclusive pacientes dela, têm denunciado situações de irregularidades nos hospitais públicos. Embora seja aliada do Governo do Estado, Silvana frisou que a missão do deputado é “proteger o povo do Estado”. Ela mesma se ofereceu para presidir o colegiado e chamou a atenção para o fato de que muitos de seus colegas na Assembleia também são médicos e poderiam contribuir nas investigações.

“Basta essa parlamentar fazer uma visitinha no Hospital Geral de Fortaleza, basta ir lá e encontrar, na véspera de feriado, leitos e mais leitos bloqueados para retorno de paciente, após o Carnaval. Que fique claro que não precisamos tratar jogando pedra em secretário ou no governador, mas isso precisa ser desmascarado, são proprietários de serviço”, apontou. “Tenho testemunha viva, ocular, que sentiu nos couros, uma noite inteira, numa cama fria, para ser transferida para o setor de AVC, já tendo a vaga livre. Está se gastando dinheiro na Saúde? Está, mas tem que gerenciar”, cobrou.

Além de Silvana, outros nove deputados são médicos: Lucílvio Girão (PDT), Leonardo Pinheiro (PP), Fernando Hugo (PP), Manoel Santana (PT), Bruno Gonçalves (PEN), José Sarto (PDT), Carlos Felipe (PCdoB), Heitor Férrer (PSB) e Antônio Granja (PDT). Já Mirian Sobreira (PDT) e Augusta Brito (PCdoB) são enfermeiras, Rachel Marques (PT) é psicóloga e Bethrose (PMB) é formada em Fisioterapia. A Assembleia tem, ainda, Comissão voltada à Saúde e Seguridade Social, presidida pelo deputado Carlos Felipe.