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11:51 · 24.08.2016 / atualizado às 11:52 · 24.08.2016 por

A juíza da 113ª Zona Eleitoral de Fortaleza, Andréa Mendes Bezerra Delino, indeferiu o pedido de registro da candidatura de Antonio Helder Couto Bezerra (PRTB) a vereador da Capital cearense, nos termos requerido pelo promotor de Justiça daquela Zona, Marcus Renan. Helder não cumpriu as exigências legais do prazo de filiação partidária. Ele pode recorrer da decisão da juíza ao Tribunal Regional Eleitoral.

11:13 · 24.08.2016 / atualizado às 16:36 · 24.08.2016 por
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Fotos: José Leomar

A sessão legislativa desta quarta-feira, 24, foi encerrada de maneira inesperada. Uma grande discussão seguida de empurra-empurra e tentativa de agressão se iniciou logo após pronunciamento do deputado Agenor Neto (PMDB), que usou a palavra para criticar que um grupo de manifestantes teria sido agredido com spray de pimenta no último sábado, quando o governador Camilo Santana esteve em Iguatu para inaugurar a base do Raio.

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Encerrado o tempo de Agenor, que não deu espaço para a base do governo se defender, o quinto orador, Renato Roseno (Psol) subiu a tribuna para discursar, mas foi interrompido por Osmar Baquit (PSD) que pediu dois minutos para passar o lado do Governo do Estado. Tão logo Baquit começou a falar, citou que os manifestantes seriam, na verdade um grupo de pessoas ligadas ao prefeito e a Agenor, tendo, inclusive, vereadores. Nesse momento o deputado Tomaz Holanda, correligionário de Agenor reclamou a colocação e foi interrompido por Baquit que disse não ser necessário a intervenção de “ventríloquo”. A palavra revoltou Holanda. Agenor se juntou a ele e partiram em direção a Baquit. O líder do governo, Evandro Leitão (PDT) e outros que estavam no Plenário tomaram a frente e evitaram a troca de socos entre Baquit, Agenor e Tomaz Holanda.

Veja o momento da confusão:

 

 

conf4Com ânimos exaltados, o presidente da Mesa, deputado Manoel Duca (PDT) suspendeu os trabalhos. Cerca de meia hora depois, o líder do PMDB, Danniel Oliveira reabriu para dar por encerrada a sessão, para evitar “o agravamento do ocorrido”.

 

10:53 · 24.08.2016 / atualizado às 10:53 · 24.08.2016 por

A juíza Vilma Freire Belmino Teixeira, da 117ª Zona Eleitoral, em Fortaleza, indeferiu o pedido de liminar feito pelo vereador João Alfredo (PSOL), candidato a prefeito de Fortaleza, para obrigar as emissoras de rádio e televisão a convidá-lo a participar dos debates com os demais candidatos à Prefeitura da Capital que venham a promover no curso da campanha eleitoral deste ano.

O vereador João Alfredo, legalmente, só poderá participar de debates se for por uma concessão das empresas de comunicação e dos candidatos em razão de o seu partido não ter o número mínimo de deputados federais – nove – exigidos pela Lei Eleitoral que o autorize a estar presente em todos os debates.

João Alfredo havia feito uma movimentação no sentido de ter o apoio dos outros candidatos, com exceção de Francisco Gonzaga (PSTU), que, assim como ele, também só pode participar de debate se houver liberalidade das empresas e dos candidatos. A maioria dos postulantes atendeu ao apelo de João Alfredo, mas a Justiça não pode obrigar as emissoras a convidá-lo, pois a lei não lhe garante esse direito. Ontem, na Câmara Municipal, o vereador voltou a reclamar da legislação eleitoral vigente.

08:54 · 24.08.2016 / atualizado às 08:54 · 24.08.2016 por

Por Miguel Martins

Os candidatos ao pleito deste ano em Fortaleza avaliaram como positiva a primeira pesquisa Ibope para prefeito da capital cearense, publicada ontem pelo Diário do Nordeste, ainda que alguns tenham rejeição alta junto ao eleitorado fortalezense. Os postulantes amenizaram os pontos negativos do levantamento, afirmando que a disputa ainda está no início, o que poderá melhorar no decorrer da campanha, com inserções em rádio e televisão, além dos debates e das inaugurações dos comitês.

“Eu fico, obviamente, muito feliz com o reconhecimento da população. É só o início de uma caminhada, e entendo que a pesquisa mostra um retrato do momento, mas nos estimula a poder caminhar com humildade”, disse o prefeito Roberto Cláudio (PDT), candidato à reeleição.

Segundo ele, a rejeição ao seu nome, neste primeiro momento, de 35%, é natural, uma vez que os candidatos que são gestores tendem a ser comparados com o que é ideal. “Os gestores têm mais rejeição, até porque são mais conhecidos”, justificou.

O candidato Capitão Wagner (PR) aparece na segunda posição na pesquisa Ibope, empatado, tecnicamente, com a petista Luizianne Lins. Segundo ele, a apuração mostra que a população ainda não tem conhecimento de sua candidatura, e a exposição em TV e rádio, além de caminhadas e da participação em debates, devem torná-lo mais conhecido para que possa crescer nas pesquisas. “Essa é a grande vantagem”, opinou.

O postulante, que inaugura hoje seu comitê central de campanha, disse que o fato de estar entre o atual gestor e a ex-gestora na pesquisa o deixa feliz, pois, em sua avaliação, Roberto Cláudio tem a máquina pública e condições financeira melhores que os demais, enquanto que Luizianne Lins, que já foi prefeita, também é conhecida na cidade.

“Estar em segundo lugar nos dá energia para trabalhar e chegar ao segundo turno. A pouca rejeição que foi apresentada também me ajuda a crescer, porque muitas pessoas ainda não têm interesse nas eleições deste ano”, apontou. A rejeição de Capitão Wagner, de acordo com a pesquisa, é de 20%.

Dentro do esperado

Já para a candidata petista, Luizianne Lins, o resultado da pesquisa Ibope está dentro do esperado diante de um período eleitoral ainda no início. “Confiamos na mudança logo que aumentarmos o contato com o povo. Relembraremos nossos feitos e divulgaremos mais propostas com um olhar diferenciado sobre a cidade”, destacou.

Heitor Férrer (PSB), que aparece com 9% das intenções de voto na pesquisa estimulada, afirmou que a maioria dos eleitores ainda não sabe em quem votar e que, por conta da margem de erro, pode estar até com 12%, o que lhe animou. “Com a campanha nas ruas, os debates e programas de TV, chegaremos ao segundo turno. Somos aquele que tem menos rejeição, enquanto que outros candidatos estão com rejeição excessivamente elevada”, comparou. Na pesquisa, 17% dos entrevistados disseram que não votariam em Heitor.

Ronaldo Martins (PRB) disse fazer uma leitura positiva sobre a pesquisa Ibope, visto que sua candidatura foi a última a ser anunciada. “Temos um prefeito, uma ex-prefeita, dois deputados que não saem da mídia local, todos divulgando suas candidaturas desde o ano passado. Acredito que nos saímos bem, principalmente porque 4% (das intenções) representa algo em torno de 70 mil votos”, destacou.

João Alfredo (PSOL), que tem rejeição de 23% dos pesquisados, afirmou que não acha o número alto, ressaltando que outras candidaturas são mais rejeitadas pelo eleitorado. Para ele, a campanha ainda não começou e nem toda a população sabe de sua candidatura a prefeito.

“Há um grau de desconhecimento, até porque minha candidatura foi lançada tardiamente, mas o perfil não foi só esse, não. Como há uma margem de erro, eu posso estar com 5% (das intenções de voto), que é um número bom”. O postulante continua a reclamar do pouco tempo de televisão e da possibilidade de não participar dos debates, mas diz que vai aumentar a participação de sua militância nas ruas e nas redes sociais.

Tin Gomes (PHS), por sua vez, ressaltou que ainda vai intensificar a campanha, pois ainda não começou a fazer caminhadas de rua. Na próxima sexta-feira, ele inaugura seu comitê, e a partir daí começará a fazer incursões pela periferia da cidade. O candidato também criticou o pouco tempo de TV e rádio que terá, o qual, em sua avaliação, só deve beneficiar os partidos grandes.

Já Francisco Gonzaga (PSTU) ressaltou que o 1% que registrou na pesquisa estimulada é positivo, uma vez que está realizando uma campanha sem estrutura. A rejeição de 24%, conforme informou, será trabalhada no decorrer da campanha.

Problemas

Na pesquisa Ibope, encomendada pela TV Verdes Mares, os eleitores opinaram, ainda, sobre quais as áreas em que Fortaleza enfrenta seus maiores problemas. O setor mais citado, por 44% dos entrevistados, é Saúde, seguido por Segurança Pública, que foi apontado por 24%.

Em seguida, aparecem Educação (7%), Transporte Coletivo (4%), Geração de Empregos (4%), Corrupção (3%), Calçamento de Ruas e Avenidas (2%), Trânsito (2%) e Limpeza Pública (2%). Abastecimento de Água, Impostos e Taxas e Rede de Esgoto, assim como os que não sabem ou não responderam, somaram 1% cada.

08:53 · 24.08.2016 / atualizado às 08:53 · 24.08.2016 por
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O vereador do PT defendeu, em pronunciamento na Câmara Municipal, que o tema deve ser tratado de forma humanizada e integrada Foto: Bruno Gomes

Por Suzane Saldanha

Em pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, o vereador Acrísio Sena (PT) avaliou que o debate em torno da Segurança Pública feito pelos prefeituráveis da Capital é uma peça de marketing. Para ele, o setor precisa ser trabalhado de forma humanizada e integrada, apostando na Educação, na Saúde e na Economia, e não na questão de armar ou não o pessoal da Guarda Municipal.

Segundo detalhou, é necessário investimento em segurança educacional, com o aumento de creches e escolas; segurança hídrica, em razão da falta de esgotamento sanitário em diversos bairros da cidade; e em segurança econômica, apostando na geração de emprego e renda nos mais diversos bairros da cidade.

Apontando não ser a Segurança Pública competência do Município e sim do Estado, o vereador ainda defendeu que haja, no pleito deste ano, um debate transparente e de forma respeitosa da parte dos candidatos diante do tema. “A nossa Constituição brasileira, na organização dos poderes, dos onze princípios e diretrizes, nós não encontramos nada sobre segurança publica ligada ao Município, exceto no inciso sete que diz que compete ao Município articulação e cooperação com entes federados”, destacou.

Segundo Acrísio Sena, dentre as 43 competências do prefeito, segundo a Lei Orgânica de Fortaleza, apenas uma é de solicitar, quando necessário, o auxílio das autoridades policiais do Estado, a quem de fato tem atribuição para cuidar de Segurança.

“Não podemos trabalhar a questão da Segurança vendendo como marketing essa proposta”, disse, chamando atenção que o tema vem ganhando espaço nos debates dos candidatos à Prefeitura de Fortaleza, o que para ele é uma discussão enviesada, pois está fora das competências da gestão municipal. “Temos que avançar e cobrar dos governantes que tragam propostas consistentes, e dentro da sua competência”, defendeu.

Debate sério

Acrísio afirmou, ainda, não ser “um vice que vai resolver problema da Segurança, ou ter candidato oriundo das forças de segurança, que nós vamos trazer mais Segurança. Em alguns casos, pode trazer até mais insegurança”, referindo-se a Moroni Torgan (DEM), candidato a vice de Roberto Cláudio (PDT), e Capitão Wagner, candidato do PR.

Segundo ele, é preciso trabalhar uma “perspectiva correta” na temática, como tem feito o governador Camilo Santana (PT). “A lei diz que o Município entra apenas como força auxiliar na questão da segurança. Sabemos que a violência não se combate com a criminalização da juventude, portanto temos que trazer de maneira séria e transparente o debate”, disse.

08:52 · 24.08.2016 / atualizado às 08:52 · 24.08.2016 por

Por Antônio Cardoso

Para o deputado Renato Roseno (PSOL), os parlamentos do País não representam a sociedade, e sim, no máximo, interesses econômicos Foto: Thiago Gadelha
Para o deputado Renato Roseno (PSOL), os parlamentos do País não representam a sociedade, e sim, no máximo, interesses econômicos Foto: Thiago Gadelha

A pesquisa Ibope contratada pela TV Verdes Mares, publicada ontem pelo Diário do Nordeste, também apontou um dado que, se não sofrer mudança até o dia 2 de outubro, quando serão realizadas as eleições em todos os municípios, pode representar um grande índice de abstenção de eleitores no pleito.

A primeira indagação feita aos entrevistados foi a respeito do interesse pelas eleições deste ano. As possíveis respostas eram: muito interesse; interesse médio; pouco interesse; nenhum interesse, não sabe/não respondeu. Das 805 pessoas ouvidas pelo Ibope, entre os dias 18 e 21 de agosto, 55% disseram ter pouco ou nenhum interesse, enquanto 18% têm muito interesse e 25%, interesse médio.

Para o cientista político Maurício Santoro, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o alto índice de desinteresse do eleitorado pode ser interpretado como uma ressaca depois da enorme quantidade de protestos que tomaram as ruas do País nos últimos três anos.

Segundo ele, há certa decepção com os poucos resultados das manifestações. “Não tivemos reforma do sistema político ou aprovação de leis que mudassem de maneira significativa o atual cenário. O mais impactante nesse período foi o impeachment (da presidente afastada Dilma Rousseff), mas, basicamente, significou uma dança das cadeiras entre grupos que já fazem parte da elite política. Trocar o PT pelo PMDB não é necessariamente uma renovação”, analisa Santoro.

O pesquisador da Uerj acredita que, quando o eleitor faz um balanço geral, passa a se perguntar a troco de quê foi para as ruas e até perdeu amizades ou se desentendeu com familiares, quando não viu praticamente mudança nenhuma. “Isso acaba gerando o desinteresse que a pesquisa apresenta”, observa.

Ainda assim, Maurício Santoro defende que a política brasileira tem jeito. “Não somos um estado falido. Pelo contrário, somos bem estruturados em muitas áreas, temos uma população educada e um nível elevado de desenvolvimento humano”.

Modelo em crise

Doutor em Ciência Política e professor da Universidade Regional do Cariri (Urca), Roberto Siebra aponta que o desinteresse do eleitorado está associado à crise no modo de fazer política. “A crise não é da política em si, mas dos políticos, e o eleitor acaba transferindo a rejeição para o processo eleitoral”, considera.

Por isso, o professor sustenta a necessidade de separar a política, como ciência, dos políticos, que são as suas engrenagens. “Estava dando aula na Universidade e pedi para os alunos definirem a palavra política. Muitos falaram em corrupção, poder, autoridade, mas eu tentei explicar para eles que estavam confundindo a Ciência Política com o fazer política, no aspecto do indivíduo isolado que a faz. Ao fazer essa confusão, acabamos por julgar o todo pela parte”.

Para Siebra, o fato de que 55% dos entrevistados demonstram não ter interesse em votar numa eleição municipal é reflexo do julgamento que as pessoas fazem diante da situação diferente que vive o Brasil, com escândalos de corrupção cada vez mais recorrentes. “Há uma crise sucessiva e, nessa história, as pessoas acabam colocando todos no mesmo barco, não percebendo que, entre tantos, há aqueles que até fazem boas ações”, pondera.

O cientista político acredita que o resultado das eleições deste ano apresentará um grande número de abstenções, motivado pela subjetividade do eleitorado. Aliado a isso, ele avalia que esta campanha é diferenciada, com menos tempo para o candidato se apresentar aos eleitores, além da escassez de recursos que, em tese, existe.

Representação

Na avaliação do deputado estadual Renato Roseno (PSOL), a política, da forma como se apresenta atualmente, causa repulsa ao eleitor e, em vez de ser arena de disputa de expectativas para a maioria da sociedade, foi capturada por interesses privados e pela prática de corrupção. “O grande desafio é apresentar trajetórias políticas coerentes, independentes de aspectos ideológicos, mas com o debate que precisa ser enfrentado no Brasil, onde a sociedade está em crise econômica e política”.

O socialista opina que o País ainda vai atravessar mais alguns anos de crise. “Para mudar essa situação, precisa, primeiro, de uma reforma política e, em segundo momento, organização. Quem está fora da política são os mais pobres e as classes trabalhadoras. Temos um País que é majoritariamente feminino e elas (as mulheres) têm somente 10% de representatividade no Congresso Nacional; (um País) majoritariamente negro e com poucos negros no Congresso, assim como é majoritariamente pobre e há poucos trabalhadores na política institucional. Isso é um retrato do esgotamento da representação”, descreveu.

“O que mais se ouvia nos levantes de 2013 era ‘não me representa’. É verdade. Os parlamentos já não representam a sociedade, mas, no máximo, interesses econômicos”, completou.

Também deputada estadual, Silvana Oliveira (PMDB) concorda que a pesquisa Ibope reflete o desestímulo da população de buscar representatividade na classe política. Afirmando ser hora de o eleitor cobrar mais de seus representantes, ela levanta que a sociedade precisa fazer “mea-culpa”, por eleger pessoas “viciadamente” envolvidas em grandes escândalos.

“(Os eleitores) Precisam abrir os olhos. É duro dizer que, não toda a população, mas uma grande parcela vota em quem nunca viu e não conhece, mas dá seu voto porque ‘fulano’ recebeu alguma coisa ou porque ele mesmo recebeu”, argumentou.

20:23 · 23.08.2016 / atualizado às 22:57 · 23.08.2016 por

 

Deputado Heitor Férrer disse ontem que é um compromisso seu, se eleito prefeito de Fortaleza, retirar a metade dos fotossensores da Cidade, pois eles só roubam os motoristas FOTO: José Leomar
Deputado Heitor Férrer disse ontem que é um compromisso seu, se eleito prefeito de Fortaleza, retirar a metade dos fotossensores da Cidade, pois eles só roubam os motoristas FOTO: José Leomar

O deputado Heitor Férrer (PSB) disse ontem que, se eleito prefeito de Fortaleza, em outubro próximo, de imediato “prenderá 50% dos ladrões que assaltam os bolsos dos motoristas”, nas mais diversas avenidas e ruas. Ele se refere aos fotossensores espalhados pela cidade que hoje contribuem com R$ 7 milhões da arrecadação municipal, sem, no entanto, resolver qualquer dos problemas de trânsito da Capital cearense. Nos cinco primeiros meses deste ano, aponta Heitor, já foram surrupiados dos motoristas mais de R$ 3 milhões, constituindo-se numa verdadeira máquina arrecadadora.

Realmente, a engenharia especializada ainda não explicou direito as razões da existência de tantos instrumentos de registro de velocidade de trânsito em Fortaleza. A cada dia surgem novos ao ponto de em determinados trechos se constatar até um certo estrangulamento, tanto a proximidade deles. Heitor fala, parecendo seguro de sua decisão, como se já devidamente assessorado por profissionais da área de trânsito, embora reconhecendo necessitar o Município de arrecadar mais, em razão das necessidades financeiras para custear a máquina administrativa.

O trânsito em Fortaleza, malgrado todos os esforços desenvolvidos nesta gestão, como de resto em várias outras capitais brasileiras, tem sido um dos verdadeiros problemas da população. São muitos os veículos em circulação, e crescendo a cada dia, sem qualquer perspectiva, de curto e médio prazos, de ampliação da malha viária, senão nas localidades mais distantes de onde se localizam os principais equipamentos de uso mais intenso da população. O transporte público já melhorou, mas ainda não estimula os proprietários a deixarem seus carros em casa.

São significativamente fortes os apelos à compra do veículo de passeio e, insignificantes as políticas públicas de facilitação do uso e controle do automóvel, preferindo os governantes, com o aval dos técnicos mais acomodados, buscar conter o vai e vem dos carros ampliando o mecanismo de cobrança de multas, sendo a questão ou mais fácil, até pela sua parceria com a iniciativa privada. Infelizmente, para confirmar a ideia de muitos sobre a existência da uma indústria da multa, os fotossensores, fixos e móveis, também já se caracterizam como um verdadeiro abuso em algumas das rodovias estaduais cearenses.

10:01 · 23.08.2016 / atualizado às 10:01 · 23.08.2016 por
Artur Bruno tem participado de eventos em prol da candidatura de Roberto Cláudio à reeleição.
Artur Bruno tem participado de eventos em prol da candidatura de Roberto Cláudio à reeleição.

O secretário do Meio Ambiente do Governo Camilo Santana, o ex-deputado Artur Bruno, está se licenciando do Partido dos Trabalhadores (PT) para apoiar o prefeito Roberto Cláudio durante o período eleitoral.   Bruno foi um dos petistas que não aceitou a indicação da candidatura da deputada federal Luizianne Lins para disputar a Prefeitura de Fortaleza nas eleições deste ano.

O ex-deputado tem participado dos eventos do atual prefeito da Capital cearense, e na noite de ontem, participou de solenidade no comitê de campanha de Roberto Cláudio, ao lado de outros dirigentes e vereadores que apoiam sua candidatura à reeleição. Artur Bruno não descarta a possibilidade de deixar, definitivamente, os quadros do Partido dos Trabalhadores, mas disse que vai aguardar que a sigla reconheça os seus erros.

“Depois das eleições é necessário fazer uma avaliação do partido. Vamos ver se ele fará uma autocrítica”, disse Bruno, que informou ainda que entrega sua licença na manhã desta terça-feira. “Não vou decidir nada agora. Vou aguardar a avaliação desse processo todo, mas estou muito incomodado com tudo isso.  A minha expectativa é de punição dos corruptos e corruptores. O PT precisa reconhecer os erros, fazer autocrítica e assumir compromissos de profundas mudanças”.

Artur Bruno não é o único petista que está descontente com a situação pela qual a legenda passa atualmente. Outras lideranças do partido também tendem a repensar a permanência na sigla. “Se essa autocrítica não ocorrer, vira um partido sem crédito, como a maioria dos existentes. Mas não vou discutir isso (se sai do grêmio) agora”, pontuou.

09:33 · 23.08.2016 / atualizado às 09:33 · 23.08.2016 por

A partir da próxima sexta-feira, 26, até o dia 29 de setembro, a campanha dos candidatos aos cargos de prefeito e vereador na Capital cearense ganha o reforço dos programas de televisão. Até lá os concorrentes se dividem entre visitas, caminhadas, carreatas e gravações. Na última sexta-feira (19) a Justiça Eleitoral definiu a distribuição dos tempos de programas que serão veiculados, diariamente, nas emissoras de rádio e televisão.

Neste ano, o período eleitoral na TV e no rádio ficou menor, passou de 45 para 35 dias. Outra mudança foi no tempo destinado. As campanhas terão, no total, dez minutos em cada uma das duas inserções obrigatórias na televisão. Contarão, também, com 70 minutos de propaganda garantida ao longo do dia na programação da TV aberta, sendo 60% do tempo para candidatos a prefeito e 40% para os vereadores.

Postulante ao cargo de prefeito, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) terá o maior tempo de TV. São 3 minutos e 24 segundos no total. Ele afirma que, se tratando de divulgação, está avançado, tendo garantido, no mínimo, 10 programas de televisão. “Estamos com bastante material coletado desde a convenção. Guardamos vídeos, áudios e fotos para iniciar tanto o programa de TV como de rádio”, conta Wagner. Segundo o republicano, as gravações dos seus programas têm ocorrido durante a noite, em estúdio. “É quando gravamos os áudios e imagens internas. Mas quando conseguimos espaço na agenda fazemos as externas”, explica.

A estratégia adotada por Capitão Wagner será, primeiro, torná-lo conhecido por todos os fortalezenses. “Vamos apresentar o Wagner que existe além do Capitão, do profissional de segurança. As pessoas precisam conhecer o professor, pai de família, que veio da periferia. A partir do conhecimento da população quanto a nossa história, passaremos a apresentar nossas propostas e, somente no final, pediremos votos”, conta. “Não adianta pedir voto sem que as pessoas conheçam nossas propostas. Por isso, optamos por, na primeira semana, fazer uma apresentação, na seguinte começamos a falar das propostas e a partir de então começar a pedir votos”.

Luizianne Lins (PT) foi eleita prefeita de Fortaleza em 2004 e reeleita em 2008. Agora, como deputada federal, ela tenta voltar ao comando da gestão da Capital e, para isso, de acordo com nota encaminhada pela equipe de marketing da sua campanha, tem desenvolvido uma estratégia inicial baseada “no desejo já detectado numa parcela da população pelo retorno da Luizianne à Prefeitura de Fortaleza”. Como diz a nota, a petista vai trabalhar em seus primeiros programas, em cima desse “clamor”. As gravações iniciaram no domingo (21) e terão frequência semanal.

Ronaldo Martins (PRB) também representa o Ceará na Câmara Federal e busca neste pleito ser eleito prefeito. Conforme afirmou ao Diário do Nordeste, optou por destacar em seus vídeos as propostas, deixando de lado as “firulas que tentam encher os olhos do eleitor”. Ao todo, Ronaldo terá 197 inserções. “O maior tempo de candidatura tem 1.000 inserções. Nosso grande desafio será mostrar os nossos compromissos de forma direta. Temos que passar a mensagem em menos tempo. E para compensar, vamos fazer o trabalho de rua, conversando com as pessoas, o que acaba sendo o mais importante”.

Mesmo assim, ele se diz animado. “Esta diferença de tempo de TV só nos estimula para a luta”. O candidato começou a gravar na última semana e pretende preparar novos programas diariamente. “Quero apresentar para a população os nossos compromissos, alguns diretamente do local onde pretendo fazer mudanças”, adianta.

Candidato pelo Psol, João Alfredo terá 13 segundos de vídeo. A estratégia da sua campanha será desenvolver conteúdos chamando pra internet. Vídeos explicativos mais longos serão disponibilizados online, onde as propostas estarão divulgadas de forma mais clara.

Funciona como uma alternativa à falta de tempo. “Por não termos a participação nos debates e contarmos com pouco tempo de televisão teremos de suprir isso com as redes sociais e nas ruas. Não tem outra alternativa. Também pretendemos, no período dos debates, fazer contraponto no momento em que acontecem”, relata, acrescentando que desde a fundação do Psol, esta seria a primeira vez em que o partido estaria impedido de participar dos debates. “Isso é uma questão que nós consideramos inconstitucional e vamos brigar até na última instância para mudar”, avisa. As inserções prometem ser sempre propositivas.

Outro que reclama do pouco espaço é o vice-presidente da Assembleia, Tin Gomes (PHS). Como as atividades no parlamento acontecem, excepcionalmente nesta semana, apenas na quarta-feira, ele conta que aproveitará para gravar pela manhã e à noite. As tardes estão reservadas para caminhadas e visitas. Na tarde de ontem ele tinha agendado reunião com a equipe responsável pela produção dos vídeos a serem exibidos nos próximos dias. “O tempo ficou muito curto. A divisão imposta pela mudança proporcionada no Congresso Nacional foi injusta e beneficia apenas os partidos que já são grandes. Mas tenho certeza que antes da eleição de 2018 haverá mudança, pois os deputados federais não vão querer se ver prejudicados como acontece hoje”.

Na propaganda para o cargo de prefeito, 90% do tempo é distribuído levando-se em consideração a quantidade de deputados na Câmara Federal dos seis maiores partidos da coligação. Os outros 10% de tempo são distribuídos de forma igualitária entre as candidaturas. “Diante dessas mudanças, faremos um programa mais incisivo possível. Vamos nos apresentar sem arrodeio, para que desta forma, as pessoas entendam no curto espaço de tempo as nossas mensagens”, diz Gomes.

Os três últimos candidatos, Roberto Cláudio (PDT), Heitor Férrer (PSB) e Francisco Gonzaga (PSTU) também foram procurados. Esse último, apesar de várias tentativas, as ligações não foram atendidas. A coordenação da campanha de Heitor informou apenas que as gravações dos programas iniciaram no sábado, mas que nenhum detalhe a mais poderia ser repassado por considerar a propaganda eleitoral uma das principais estratégias. A assessoria de Roberto Cláudio usou do mesmo argumento e respondeu que não teria como se pronunciar com tanta antecedência da veiculação.

09:32 · 23.08.2016 / atualizado às 09:32 · 23.08.2016 por
Foto: Fabiane de Paula
A legislação eleitoral prevê que até o dia 12 de setembro todos os pedidos de registro de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias Foto: Fabiane de Paula

Por Suzane Saldanha

A Justiça Eleitoral deferiu, até o início da tarde de ontem, 44 pedidos de registro de candidatura dos 1.117 solicitados em Fortaleza para a eleição em outubro próximo.

Desses, quatro são de candidatos a prefeito e vice-prefeito. Além disso, até o momento, foram contabilizados cinco pedidos de impugnação de candidatura ajuizados pelo Ministério Público Eleitoral do Ceará.

O PRB, um dos primeiros partidos a apresentar a solicitação do registro, no dia 9 de agosto, teve 42 pedidos deferidos pela Justiça. Dois são dos candidatos à disputa majoritária, Ronaldo Martins, postulante a prefeito e Nina Carvalho, a vice.

A coligação “Fortaleza só tem a ganhar”, encabeçada pelo PDT com o prefeito Roberto Cláudio e Moroni Torgan do DEM, também teve o registro de candidatura aprovado ontem. A coligação solicitou o registro no dia 8 de agosto. O restante dos pedidos deferidos, até o início da tarde de ontem, eram referentes a 40 candidatos a vereador do PRB.

O PRTB foi o primeiro partido a pedir o registro de candidatura à Justiça, no dia 5 de agosto. A solicitação foi enviada para análise da 113ª zona eleitoral. O prazo para pedido de impugnação já se expirou, contudo os pedidos ainda são apreciados. Além disso, nessa mesma zona, foram registrados três pedidos individuais de candidatos do PCdoB, PSD e PMB, que os respectivos partidos não indicaram os nomes dos pretensos postulantes nas respectivas convenções partidárias.

Já no caso das impugnações na Capital, até o momento, foram feitos cinco pedidos pelo Ministério Público Eleitoral. Dois aos pedidos de registro de candidatura de dois ex-vereadores, Leonelzinho Alencar, filiado ao PROS, e Antônio Farias de Souza, o Aonde É, filiado ao PTB. O MPE também pediu a impugnação do pedido do filho da vereadora Magaly Marques (PMDB), o médico Charles Samuel Marques Dantas, do mesmo partido. Ela não tenta reeleição para apoiá-lo.

Também estão com os registros de candidaturas ameaçados, os postulantes José Joacir, do PSL, e Edimir Martins, da coligação PR/SD. Segundo a Justiça Eleitoral, qualquer candidato, partido político, coligação ou o Ministério Público Eleitoral pode impugnar o registro de candidatos. A solicitação deve indicar, em petição fundamentada, a ausência de condições de elegibilidade ou a existência de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral.

O prazo dos pedidos de impugnação é de cinco dias contados da publicação do edital relativo ao pedido de registro. Ao final do prazo, o candidato impugnado, o partido ou a coligação, são notificados para contestar o pedido, no prazo de sete dias, apresentar documentos ou indicar provas. Encerrada as alegações finais, o juiz eleitoral profere a sentença.

Prazos em andamento

Nesta eleição, a 112ª zona eleitoral é a coordenadora do registro de candidatura em Fortaleza e a responsável por alguns pedidos. Além dela, as zonas 113ª, 114ª, 118ª e 2ª também analisam as solicitações.

Com os prazos eleitorais correndo, inclusive os cinco dias contados para o pedido de impugnação após publicação do pedido de registro, os pareceres do promotores eleitorais e os julgamentos dos juízes seguem ocorrendo. A legislação eleitoral prevê que até o dia 12 de setembro todos os pedidos de registro de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e publicadas as decisões a eles relativas.

09:30 · 23.08.2016 / atualizado às 09:30 · 23.08.2016 por

Por Miguel Martins

Aos poucos a campanha em Fortaleza começa a ser modelada. Com algumas inaugurações de comitês previstas para esta semana, os candidatos também estão lançando os sites de suas candidaturas. João Alfredo (PSOL) foi o primeiro, e agora Roberto Cláudio (PDT) lança o seu.

Os sítios têm muitas semelhanças entre si. No ícone que trata das propostas da candidatura do PSOL, João Alfredo fez um link para o Plano de Governo. Já Roberto Cláudio ainda não apresentou as propostas em seu site. No espaço reservado para tal, há apenas a frase “Aguardem!”.

O atual prefeito de Fortaleza faz uma breve apresentação da candidatura dele e do candidato a vice Moroni Torgan (DEM). Também há um espaço para comentários e vídeos de apoiadores da campanha, como o ex-governador Cid Gomes e seu irmão, Ciro Gomes, além da vice-governadora Izolda Cela, e do presidente da Câmara, Salmito Filho.

No site de João Alfredo, ele reserva um ícone apenas para a divulgação dos candidatos a vereador pelo PSOL.

09:30 · 23.08.2016 / atualizado às 09:30 · 23.08.2016 por
O candidato divulgou ter recebido R$ 225 mil da direção nacional de seu partido, mas não divulgou quanto já foi gasto nos sete primeiros dias de campanha Foto: José Leomar
O candidato divulgou ter recebido R$ 225 mil da direção nacional de seu partido, mas não divulgou quanto já foi gasto nos sete primeiros dias de campanha Foto: José Leomar

Após a divulgação da prestação de contas do candidato a prefeito de Fortaleza Capitão Wagner (PR), na última sexta-feira (19), foi a vez de Ronaldo Martins (PRB) fazer a primeira divulgação das receitas que sua campanha arrecadou. Nesta segunda-feira (22), Martins divulgou ter recebido R$ 225 mil da direção nacional de seu partido. O candidato não divulgou, contudo, quanto já foi gasto nos sete primeiros dias de campanha.

Já Capitão Wagner informou ter arrecadado R$ 815 mil, sendo R$ 750 mil oriundos da direção nacional e outros R$ 65 mil da direção estadual do PR. Quanto às despesas informadas pelo candidato da coligação “Juntos Somos Mais” (que tem ainda PMDB, PSDB e SD), o valor chega a R$ 556.400,00, gastos em pagamentos a duas empresas diferentes.

Sistema

As informações quanto às prestações de contas de todos os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador do País estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no submenu “Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais“.

Em Fortaleza, no entanto, apenas dois dos oito prefeituráveis já tiveram informações lançadas no sistema do TSE.

09:29 · 23.08.2016 / atualizado às 09:29 · 23.08.2016 por

Por Miguel Martins

Capitão Wagner (PR) já declarou ter recebido R$ 815 mil para a campanha. Eleitor pode acompanhar prestação de contas pela página do TSE Foto: Helene Santos
Capitão Wagner (PR) já declarou ter recebido R$ 815 mil para a campanha. Eleitor pode acompanhar prestação de contas pela página do TSE Foto: Helene Santos

Passada uma semana do início da campanha deste ano, nas ruas de Fortaleza a população tem visto poucas propagandas, principalmente impressas, dos postulantes ao pleito municipal. Além de estarem mais comedidos por conta da nova legislação eleitoral, a maioria dos candidatos a prefeito da capital cearense não esconde que tem faltado o volume de recursos necessário à aquisição de materiais.

As gráficas não querem trabalhar para receber depois, e os depósitos nas contas dos candidatos, segundo os entrevistados pelo Diário do Nordeste, ainda estão muito escassos. Em alguns casos, não houve repasse por parte dos partidos, e aqueles que ainda não conseguiram recursos para a disputa têm feito poucas incursões nas ruas, e sem material para distribuir ao eleitor. Outros pedem ajuda a correligionários e amigos para aumentarem a presença na cidade.

Heitor Férrer, do PSB, que está coligado com a Rede Sustentabilidade, informou que está em “escassez total” de recursos. “Não recebi nada ainda, talvez venha do Fundo Partidário”, disse, destacando que, na tarde de ontem, o presidente estadual do PSB, Danilo Forte, iria até a sede nacional da sigla para saber da disponibilidade de tais recursos.

O pessebista fez uma comparação de sua candidatura com a do prefeito Roberto Cláudio (PDT), que, segundo ele, conseguiu mais recursos pelo fato de ser titular, o que facilita as doações de pessoa física, bem como ajuda financeira de 18 partidos.

Nas ruas, poucas são as pessoas fazendo “bandeiraço” ou distribuindo material de campanha dos oito postulantes a prefeito. Nas caminhadas que os candidatos têm feito pela cidade, também é escassa a quantidade de produtos ligados aos concorrentes. A campanha de Roberto Cláudio é a que mais tem se destacado, com presença em quase todos os pontos da Capital.

Ronaldo Martins (PRB), conforme informou, tem se limitado à distribuição de santinhos, ainda de forma comedida. Ele já declarou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 225 mil da direção nacional do partido.

Gráficas

Postulantes também têm tido dificuldades com as gráficas que não estão atendendo a demanda que solicitam. João Alfredo, do PSOL, informou que ainda não tem papel para distribuir aos eleitores, e isso tem sido comum entre os candidatos. Somente Roberto Cláudio se antecipou e, nas ruas da cidade, podem ser vistos “bandeiraços”, carros de som e folhetos do prefeito.

“A crise e as novas normas atingiram algumas candidaturas. O que se esperava era que as campanhas tivessem menos volume, pelo menos no primeiro momento, até por causa da dificuldade de arrecadar recursos”, disse Ronaldo Martins.

Candidato a vice-prefeito pelo PT, Elmano de Freitas afirmou que há dúvidas sobre a nova legislação e, por isso, muitos apoiadores se sentem inseguros. Ele acredita que, com o passar dos dias, a situação vai melhorar. “Além disso, há o peso causado pelo processo de criminalização da política que estamos vivenciando”, apontou. O petista ressaltou, ainda, que a campanha de Luizianne Lins é feita pela militância, e não “composta de pessoas contratadas, pagas”.

Apesar de ter prestado contas com a Justiça Eleitoral, declarando já ter recebido R$ 815 mil para a campanha, Capitão Wagner (PR) ressaltou que tem pouco material e poucos recursos para contratar militantes. Segundo ele, a campanha precisa cumprir uma série de requisitos, e por isso não adianta “colocar pessoal na rua” sem previsão de recursos na conta. “Primeiro, temos que prestar contas. Estamos tendo muita cautela para não cometermos nenhum deslize. Vamos ter carro de som quando tivermos recursos”, disse.

Amanhã, o candidato do PR inaugura seu comitê e, a partir de quinta-feira (25), deve intensificar presença nas ruas de Fortaleza. Dos R$ 815 mil arrecadados, explica ele, boa parte foi para pagamento da produtora que produzirá os programas eleitorais, bem como para gráfica. PMDB e PSDB, que compõem a coligação, devem disponibilizar recursos nos próximos dias.

Fiscalização

Para João Alfredo, diante da nova norma para utilização de recursos nas campanhas, é importante que a Justiça Eleitoral analise as candidaturas que estão indo às ruas da Capital. “Há uma ostentação da campanha do prefeito, como se não tivéssemos mudado a legislação eleitoral. Isso precisa ser apurado”.

Já Tin Gomes (PHS) projeta que a única candidatura que poderá se comparar a de Roberto Cláudio é a de Capitão Wagner. Segundo ele, o prefeito tem a máquina e partidos fortes a seu lado, o que lhe permite apresentar candidatura com mais recursos. “A minha é franciscana, tenho que correr atrás de tudo. Ainda estamos no começo e acredito que, daqui para a frente, vamos fazer uma campanha mais forte”, disse ele, que deve inaugurar comitê na sexta-feira.

O postulante do PHS informou ainda que, para conseguir recursos para a campanha, tem visitado amigos e realizará um jantar para promover a candidatura e conseguir recursos. “Estamos fazendo campanha de um lado e tentando angariar recursos com amigos de outro. Essa é a nossa dificuldade”, frisou.

09:28 · 23.08.2016 / atualizado às 09:28 · 23.08.2016 por
Em razão da margem de erro, Capitão Wagner (PR) e Luizianne Lins (PT), empatados, disputam a vaga do segundo turno
Em razão da margem de erro, Capitão Wagner (PR) e Luizianne Lins (PT), empatados, disputam a vaga do segundo turno

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) já estaria definido no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Fortaleza se as eleições fossem hoje, segundo os números apresentados na primeira pesquisa feita pelo Ibope para a Televisão Verdes Mares, integrante do Sistema Verdes Mares como o Diário do Nordeste, a TV Diário e as rádios Verdes Mares AM e FM 93. Capitão Wagner (PR) e a ex-prefeita Luizianne Lins (PT) disputam a outra vaga de um possível segundo turno. Os dois, segundo o relatório da pesquisa, estão tecnicamente empatados, embora a diferença de Wagner para Luizianne seja de três pontos percentuais.

Os demais candidatos – Heitor Férrer (PSB), Ronaldo Martins (PRB), João Alfredo (PSOL), Francisco Gonzaga (PSTU) e Tin Gomes (PHS) – estão com menos de 10 pontos percentuais. Luizianne Lins tem o maior índice de rejeição, 44%.

“Neste momento, as intenções de voto branco ou nulo totalizam 10% do eleitorado, ante 5% que não sabem ou não respondem”, diz o Ibope. Os entrevistados também responderam, na pesquisa, perguntas sobre os governos do presidente interino Michel Temer (PMDB) e do governador Camilo Santana (PT). Eles também opinaram sobre os principais problemas da cidade de Fortaleza.

A pesquisa, contratada pela Televisão Verdes Mares, foi realizada entre os dias 18 e 21 passados. Foram entrevistados, no total, 805 eleitores, representantes de todas as faixas de idade, graus de escolaridade e sexos, sendo 370 homens e 435 mulheres. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados do total da amostra.

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará sob o protocolo nº CE 00609/2016.

Pessoais

Segundo o Ibope, a pesquisa foi realizada com eleitores que votaram nas últimas eleições. O modelo de amostragem utilizado é o de conglomerados em dois estágios. As entrevistas foram pessoais com a utilização de questionário elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa, e realizadas por uma equipe de entrevistadores do Ibope, devidamente treinada para abordagem deste tipo de público, com filtragem em todos os questionários após as entrevistas. Aproximadamente 20% dos questionários foram fiscalizados.

O relatório do Ibope aponta, ainda, que Roberto Cláudio destaca-se entre os eleitores com maior instrução e entre aqueles cuja renda familiar mensal supera cinco salários mínimos. As intenções de voto em Capitão Wagner variam conforme a idade dos eleitores: quanto mais jovem, maior a intenção de votar no candidato do PR. A ex-prefeita Luizianne Lins destaca-se entre os eleitores de menor renda familiar. Para os demais candidatos, em geral, as intenções de voto são mais homogêneas nos diversos segmentos analisados (sexo, idade, renda, escolaridade).

A primeira indagação feita aos entrevistados foi a seguinte: “Em outubro deste ano, teremos eleições para prefeito e vereadores. Gostaria de saber qual o seu interesse pelas eleições que ocorrerão neste ano. O (a) sr(a) diria que tem: muito interesse; interesse médio; pouco interesse; nenhum interesse, não sabe/não respondeu”. 55% dos entrevistados disseram ter pouco ou nenhum interesse. 18% têm muito interesse e 25% interesse médio.

Cartela

De modo espontâneo, 37% dos pesquisados disseram não saber ou não responderam em quem votariam na próxima eleição e 19% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto. O prefeito Roberto Cláudio foi apontado por 21% dos eleitores que nele votariam, seguido do Capitão Wagner, com 9% , Luizianne Lins, com 8%, e Heitor Férrer com 3%. Todos os demais candidatos ficaram em 1%.

Já na pergunta “em quem votaria se as eleições fossem hoje?”, esta sendo a indagação em que os entrevistados recebem uma cartela com os nomes dos oito candidatos à Prefeitura da Capital, 29% disseram votar em Roberto Cláudio, 21% no Capitão Wagner, 18% em Luizianne Lins, 9% em Heitor Férrer, 4% em Ronaldo Martins, 2% em João Alfredo e os demais ficaram com 1% cada. 10% votariam em branco ou anulariam o voto, e apenas 5% disseram não saber ou não responderam.

No quesito rejeição, o Ibope perguntou, apresentando a relação dos candidatos: “dentre estes candidatos a Prefeito de Fortaleza, em qual o(a)sr(a) não votariam de jeito nenhum? Algum outro?”. As respostas foram as seguintes: Luizianne Lins, 44%; Roberto Cláudio, 35%; Tin Gomes, 25%; Gonzaga, 24%; João Alfredo, 23%; Capitão Wagner, 20%; Ronaldo Martins, 18%; e Heitor Férrer, 17%.

O Ibope perguntou ainda: “Independente da sua intenção de voto, na sua opinião, quem será o próximo Prefeito de Fortaleza?”. 39% dos entrevistados disseram que será Roberto Cláudio, 22% apontaram Capitão Wagner, 16% citaram Luizianne Lins e 4% citaram Heitor Férrer. Dos demais postulantes, apenas João Alfredo e Ronaldo Martins foram lembrados, com 1% cada.

Governos

Também foi perguntado aos 805 eleitores entrevistados sobre a avaliação da atual administração. 37% consideram-na regular; 29%, boa; 17%, péssima; 9%, ruim; e 6%, ótima. 47% aprovam a administração e 46% desaprovam. Na mesma linha de avaliação, os fortalezenses se manifestaram sobre o Governo Camilo Santana e sobre o do presidente interino Michel Temer.

Em relação ao de Camilo, 40% o avaliaram como regular, 19% como bom, 17% como péssimo e 4% como ótimo. Quanto à gestão federal, 34% acham que está péssima, 29% dizem ser regular, 15% ruim, 10% boa e 1% ótima.

23:25 · 22.08.2016 / atualizado às 23:25 · 22.08.2016 por
Por unanimidade, todos os demais juízes da Corte do TRE-CE acompanharam o voto da relatora, Nailde Pinheiro Nogueira Foto: TRE-CE
Por unanimidade, todos os demais juízes da Corte do TRE-CE acompanharam o voto da relatora, Nailde Pinheiro Nogueira Foto: TRE-CE

Dois vereadores de municípios cearenses tiveram seus mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE). A decisão da Corte, que culminou na perda dos mandatos de Valério Marques Sá, do município de Mombaça, e de Francisco Magno Martins de Brito, de São Gonçalo do Amarante, foi tomada em sessão nesta segunda-feira (22). Ambos foram condenados por infidelidade partidária.

A relatora nas duas Representações (nº 297-11 e nº 311-92), desembargadora Nailde Pinheiro Nogueira, afirmou, em seu voto, “não restar comprovada nos autos a grave discriminação política pessoal apta a justificar a desfiliação partidária do filiado”. Os demais juízes da Corte do TRE-CE, em decisão unânime, acompanharam o voto da relatora.

O vereador Valério Marques Sá foi eleito em 2012 pela Coligação “Por Amor à Mombaça” (PRB/PP/PR/PSB/PSDB). Em 1º de outubro de 2015, desfiliou-se do PR, alegando discriminação política pessoal. Já Francisco Magno Martins de Brito, de São Gonçalo do Amarante, foi eleito em 2012 pela Coligação PPS/DEM/PV. Em 9 de outubro de 2015, desfiliou-se do DEM.

Ao proferir voto, nas duas Representações, Nailde Pinheiro Nogueira acostou-se “ao entendimento firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral, bem como por esta Corte e demais regionais citados, no tocante a distinção existente entre a vaga decorrente de vacância normal e vacância excepcional. Devendo a vaga decorrente de perda de mandato eletivo por infidelidade partidária ser preenchida pelo suplente do partido político ao qual pertencia o Representado”.

Assim, as cadeiras nas respectivas câmaras municipais devem ser ocupadas por nomes do PR, em Mombaça, e do DEM, em São Gonçalo do Amarante.

Com informações do TRE-CE

 

16:57 · 22.08.2016 / atualizado às 16:57 · 22.08.2016 por
Foto: TRE-CE
Os primeiros municípios a receber as urnas eleitorais foram São Gonçalo do Amarante, Paracuru, Paraipaba, Trairi, Pentecoste, Eusébio, Beberibe, Aracati, Jaguaruana, Russas e Morada Nova Foto: TRE-CE

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) informou, por meio de seu site,  que iniciou nesta segunda-feira (22) a distribuição das urnas para as zonas eleitorais do Interior do Estado e da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Os primeiros municípios a receber as urnas eleitorais foram São Gonçalo do Amarante, Paracuru, Paraipaba, Trairi, Pentecoste, Eusébio, Beberibe, Aracati, Jaguaruana, Russas e Morada Nova. Esses municípios receberam ainda outros materiais necessários para a realização do pleito de 2 de outubro.

Também nesta segunda, de acordo com o TRE-CE, os municípios de Uruburetama, Itapipoca, Cascavel e Limoeiro do Norte receberam um carregamento de materiais para uso dos mesários, incluindo paletes de plástico, bobinas de papel e caixas. Em ambos os casos, as cargas foram distribuídas, a partir do Centro de Armazenamento de Urnas de Fortaleza.

Na terça-feira (23), será a vez dos municípios de Tabuleiro do Norte, Alto Santo, Iracema, Pereiro, Jaguaribe, Orós, Icó, Cedro, Várzea Alegre, Lavras da Mangabeira, Ipaumirim e Aurora receberem urnas que estão armazenadas em um depósito em Limoeiro do Norte. No mesmo dia, os municípios de Uruburetama, São Luís do Curu e Itapajé, receberão urnas que partirão do município de Itapipoca.

A agenda de distribuição de urnas seguirá nos dias 24, 26, 27, 29, 30 e 31 deste mês. Além de Fortaleza, Limoeiro do Norte e Itapipoca, o TRE-CE mantém depósitos de urnas em Juazeiro do Norte, Sobral e Ibiapina.

Conforme noticia o tribunal, as zonas eleitorais espalhadas pela cidade de Fortaleza só receberão as urnas às vésperas das eleições.

16:55 · 22.08.2016 / atualizado às 16:55 · 22.08.2016 por
Foto: Fabiane de Paula
Na campanha eleitoral de rádio e TV, João Alfredo, que é vereador de Fortaleza, terá apenas 13 segundos diários de tempo de rádio e televisão por bloco e Gonzaga apenas 7 segundos Foto: Fabiane de Paula

O candidato à Prefeitura de Fortaleza, João Alfredo (PSOL), e sua coligação, “A Fortaleza que Resiste” (que inclui ainda o PCB), entraram com pedido de liminar nesta segunda-feira (22), na 82ª Zona Eleitoral do Estado do Ceará, visando a participação dele em todos os debates televisivos programados para acontecer antes da votação do 1º turno em Fortaleza, conforme informou a assessoria do postulante.

De acordo com a legislação eleitoral, as emissoras são obrigadas a convidar apenas os  candidatos cujos partidos ou coligações tenham representação de pelo menos nove parlamentares na Câmara dos Deputados.

No caso de Fortaleza, além de João Alfredo, o candidato Francisco Gonzaga (PSTU), que concorre em “chapa-pura”, também não é beneficiado com os convites compulsórios para participação de debates. Por conta da chamada minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso em setembro do ano passado, a polêmica se repete em outras cidades do País. Em São Paulo, por exemplo, a candidata e ex-prefeita daquele Município, Luiza Erundina (PSOL), teve pedido de liminar negado, na última sexta-feira (19) para participar de debates televisivos. O mesmo aconteceu dois dias antes com o candidato Levy Fidélix (PRTB), também em São Paulo, onde o primeiro debate acontece hoje na TV Bandeirantes.

Há, contudo, uma brecha na legislação, que permite o convite a candidatos cujos partidos ou coligações não preencherem os pré-requisitos de representatividade na Câmara, desde que pelo menos dois terços dos demais candidatos concordem com suas participações nos debates. O PSOL afirma já ter apoio de dois terços deles. Os candidatos Roberto Cláudio, Heitor Férrer, Capitão Wagner e Ronaldo Martins já teriam concordado com a participação de João Alfredo.

 

12:45 · 22.08.2016 / atualizado às 12:45 · 22.08.2016 por

Apesar da crise que passam as legendas, a maior taxa dos últimos 14 anos de eleitores filiados a partidos políticos foi atingida neste ano no País. Cerca de 11,3% fizeram o processo de filiação.

Apenas 2010 foi o ano em que o número de candidatos não apresentou crescimento acima da média.

A legislação obriga qualquer candidato a ser filiado a alguma agremiação caso queira concorrer às eleições. Nas municipais, os partidos tentam ampliar a base de filiados, tendo em vista que há um maior número de cargos em disputa.

De acordo com o cientista político Bruno Wilhelm, o crescimento tem forte vínculo com o ciclo eleitoral municipal. “Os potenciais candidatos são o motor atrás das novas filiações, seja porque ainda não são filiados ou mudam de partido para outro, seja porque trazem novos filiados para os partidos para firmar a sua posição numa possível disputa na nomeação como candidatos do partido”.

De 2002 a 2016, o PMDB foi o partido que mais perdeu participação total de eleitores filiados no Brasil. Ela variou de 20% para 14,5% este ano. Em contrapartida, o PT conseguiu ampliar a participação, mas registrou queda entre 2015 e 2016.

As informações são do jornal O Globo.

09:55 · 22.08.2016 / atualizado às 10:37 · 22.08.2016 por
Voto com biometria é uma das preocupações da Justiça Eleitoral neste ano. FOTO: JOSE LEOMAR
Voto com biometria é uma das preocupações da Justiça Eleitoral neste ano. FOTO: JOSE LEOMAR

Os cartórios eleitorais, em Fortaleza, já estão trabalhando em regime de plantão para atender as demandas campanha deste ano na Capital cearense. Neste fim de semana denúncias de propaganda irregular e até uma Ação de Investigação Judicial foram protocoladas na Justiça Eleitoral.

>Candidatos ainda sem propostas públicas

Durante este mês os auxiliares do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebem treinamento sobre o funcionamento da urna eletrônica para, a partir de setembro, repassarem as informações aos mesários que trabalharão no dia do pleito nas seções eleitorais da cidade.

Na manhã deste domingo dezenas de funcionários do Tribunal estavam tirando dúvidas sobre o dia da votação, que também será feita através do voto biométrico, ainda não obrigatório na Capital.

Até a manhã de domingo, algumas denúncias de propaganda irregular foram feitas. No entanto, a fiscalização da Justiça Eleitoral não avistou qualquer irregularidade e nenhum postulante foi punido, conforme informou o chefe da 116ª Zona Eleitoral, Roberto Lopes, que faz parte da comissão responsável pela propaganda eleitoral deste ano.

Uma das denúncias dizia respeito à realização de uma ação social, que teria sido realizada pelo candidato Carlos Dutra, do PDT. Outra dava conta de pintura irregular em muro no comitê de campanha de Cláudia Gomes, e uma terceira de carro de som parado, no bairro Presidente Kennedy. O veículo estaria fazendo campanha para Eliana Gomes, do PCdoB. Os fiscais do TRE informaram que nenhuma das ações estavam ocorrendo.

Fiscais trabalham durante o fim de semana, em regime de plantão. FOTO: JOSE LEOMAR
Fiscais trabalham durante o fim de semana, em regime de plantão. FOTO: JOSE LEOMAR

“O que acontece é que ainda há muito desconhecimento sobre as novas regras eleitorais, e como há uma disputa acalorada, cheia de interesses, as pessoas acabam fazendo muitas denúncias. Mas elas, muitas vezes, não se configuram como irregulares”, apontou Roberto Lopes.

Ele informou ainda que muitos candidatos estão tentando registrar o CNPJ, mas a Receita Federal tem demorado a liberar o documento, visto que muitas informações dos próprios postulantes estão incorretas ou faltando.

Na manhã de ontem, na sede do Fórum Péricles Ribeiro, na Praia de Iracema, houve treinamento e instrução para auxiliares da Justiça Eleitoral que vão repassar as informações para os mesários. O trabalho de preparação acontece desde o final de julho passado e vai até o fim de agosto.

A partir de setembro será a vez dos mesários receberem o treinamento. De acordo com o chefe da 118ª Zona Eleitoral, Romaico Carvalho, há uma preocupação especial com o fato de neste ano Fortaleza participar do voto com identificação biométrica e voto normal, na urna eletrônica.

Ele explicou que o cadastramento biométrico ainda não é obrigatório na Capital cearense, e que acontecerá de forma ordinária, toda vez que o eleitor for realizar algum tipo de procedimento nos cartórios eleitorais.

PR e SD entram com ação contra Roberto Cláudio e Moroni

Até o momento o Ministério Público Eleitoral solicitou apenas a impugnação das candidaturas de Leonelzinho Alencar (PROS) e de Aonde é, do PTdoB. Os dois renunciaram seus mandatos para evitarem a cassação pela Câmara Municipal de Fortaleza por corrupção.

No entanto, na manhã deste domingo foi protocolado na 112ª Zona Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral em desfavor do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e do candidato a vice-prefeito, Moroni Torgan (DEM). A ação foi feita pela coligação “Novo Caminho”, formada por PR e Solidariedade (SD), que apoiam o candidato Capitão Wagner (PR). O documento foi distribuído para a 114ª Zona Eleitoral, e aguarda assinatura da juíza, Maria Marleide Maciel Mendes, responsável pela Zona.

A ação se deu, segundo o advogado da coligação, Thiago Almeida, porque foi constatado diversas publicidades institucionais por parte da Prefeitura de Fortaleza fora do período estipulado pela Justiça Eleitoral, que deveria ocorrer até o dia 2 de julho passado.  Segundo Almeida, em diversos cruzamentos e avenidas da cidade existem propagandas institucionais sobre o funcionamento de UPAs 24 horas, pavimentações e outras ações da gestão Roberto Cláudio.

A ação foi requerida junto à Justiça Eleitoral para suspender a propaganda eleitoral em período vedado, e no mérito solicitou multa, que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

 

 

 

 

 

 

09:54 · 22.08.2016 / atualizado às 09:54 · 22.08.2016 por

As eleições municipais deste ano, inclusive em Fortaleza,  colocam em lados opostos prefeitos e vices que se elegeram juntos em 2012 em mais da metade das capitais brasileiras. Das 26 capitais onde haverá eleição, 14 terão prefeitos e vices disputando reeleição em chapas separadas ou apoiando candidatos adversários. Os rompimentos ocorreram principalmente nas regiões Norte – em quatro das sete capitais – e Nordeste – em seis das nove capitais.

As alianças entre prefeito e vice foram desfeitas tanto por motivos locais, que incluem discordâncias e disputa de poder na cidade ou no Estado, quanto nacionais, como o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. O afastamento da petista provocou rompimentos de alianças entre partidos contrários e favoráveis à saída da petista, principalmente PT e PMDB.

Um desses casos é o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o atual vice-prefeito, Adilson Pires (PT), apoia a candidatura a prefeito da deputada Jandira Feghali (PCdoB), que terá como candidato a vice o petista Edson Santos. Após o impeachment de Dilma, o PT desistiu de apoiar o nome do deputado federal Pedro Paulo (PMDB). Ele disputa o comando da cidade com apoio do atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB).

O desgaste político entre PT e PMDB também contribuiu para a ruptura entre o prefeito de Goiânia (GO), o petista Paulo Garcia e seu vice, o peemedebista Agenor Mariano. Os dois romperam em dezembro do ano passado, após o início do processo de impeachment de Dilma na Câmara. Na eleição, Garcia, que não pode se reeleger, apoiará Adriana Accorsi (PT). Já Mariano apoia Iris Rezende (PMDB).

Na disputa

Em Fortaleza (CE), Salvador (BA), Manaus (AM) e Palmas (TO),  prefeitos e vices eleitos em 2012 vão disputar a eleição em chapas diferentes. Na capital cearense, o atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), tentará a reeleição sem o apoio de seu atual vice, Gaudêncio Lucena (PMDB). O peemedebista tenta se reeleger vice-prefeito da cidade na chapa do deputado estadual Capitão Wagner (PR).

O rompimento entre prefeito e vice de Fortaleza aconteceu nas eleições de 2014. Na época, Roberto Cláudio, que faz parte do grupo político dos irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT), apoiou Camilo Santana (PT) para governador do Estado, preterindo a candidatura de Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado. Até então, os dois grupos políticos eram aliados no Estado. Gaudêncio é do PMDB e sócio em empresa com Eunício.

Em Salvador, o prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) disputa reeleição sem o apoio de sua atual vice, Célia Sacramento (PPL). Ela foi preterida por ACM Neto, que escolheu o deputado estadual Bruno Reis (PMDB) como vice.

“O PMDB é o maior dos 15 partidos da minha coligação. Além disso ela (Célia Sacramento) mudou do PV para o PPL, que não tem tempo de TV”, justificou ACM. Sem conseguir emplacar na vice, Célia se lançou candidata a prefeita com uma vice de seu partido na chapa.

Chapas

Nas capitais do Tocantins e do Amazonas, os vice-prefeitos eleitos em 2012 chegaram a renunciar aos cargos e, no pleito deste ano, tentam se eleger para o comando das cidades em chapas adversárias às dos prefeitos. Em Palmas, Sargento Aragão (PEN) renunciou à vice-prefeitura antes mesmo de tomar posse e, neste ano, tenta se eleger prefeito em chapa adversária à do atual gestor, Carlos Amastha (PSB).

O atual prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), também tentará a reeleição tendo como adversário o vice que se elegeu com ele em 2012, Hissa Abrahão (PDT). O pedetista rompeu com o tucano ainda em 2013. No ano seguinte, se elegeu deputado federal e renunciou ao cargo municipal. Neste ano, tenta se eleger prefeito. Virgílio Neto, por sua vez, escolheu o deputado federal Marcos Rotta (PMDB) para a vice.

“Houve um rompimento diante de um desconforto na questão relacional, mas, acima de tudo, são as propostas”, disse Abrahão. De acordo com ele, um dos fatos que mais o aborreceram na relação com o prefeito foi quando Arthur Virgílio mandou suspender obras na zona leste de Manaus que tinham sido autorizadas pelo pedetista, então secretário de Obras da capital amazonense.

Com informações da Agência Estado.