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17:22 · 20.02.2018 / atualizado às 17:22 · 20.02.2018 por

A reunião ocorrida, ontem, no Palácio do Abolição, com os deputados aliados do Governo do Estado, para “alinhar os discursos e posicionamentos” na questão da Segurança, parece ter surtido efeito. Isso porque governistas estavam em peso, hoje, na Assembleia Legislativa, muito embora seja dia de votação, porém, a maioria deles demonstrou maior atenção aos pronunciamentos de deputados da oposição. Também foi possível ver alguns deputados, que pouco se vê fazendo discursos, subirem à tribuna, dada a gravidade da situação, para defender as ações do Governo.

Um exemplo foi o deputado José Sarto (PDT) que foi à tribuna, hoje, enfatizar que o governador Camilo Santana (PT) tem investido em inteligência – uma das principais cobranças da oposição – e dizer que “todas” as sugestões apresentadas pela oposição, para combater a criminalidade, foram “incorporadas” por ele.

Sarto foi o último a discursar no Primeiro Expediente, logo após o deputado Capitão Wagner. “Qualquer governante tem que ter, para além da coragem, equilíbrio, vocação, competência, sensibilidade e, acima de tudo, tem que entender e ter projetos, para muitas áreas”, disse, em tom irônico.

17:18 · 20.02.2018 / atualizado às 17:18 · 20.02.2018 por

Para a deputada Fernanda Pessoa (PR), é insuficiente a equipe de 36 homens, entre agentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança, enviada pelo Governo Federal ao Ceará, ontem, para ajudar no combate combate às organizações criminosas.

“Teria que ter vindo mais para dar suporte ao nosso Estado, nada mais que tapar o sol com a peneira, vai ser paliativo, se nada for feito de fato. O combate à violência deve ter um foco nas leis mais rígidas, combate às drogas e às armas, a droga virou epidemia no nosso País. Há brechas de mais, é preciso endurecer o cumprimento das penas”, cobrou, hoje, em discurso, na tribuna da Assembleia Legislativa.

15:06 · 20.02.2018 / atualizado às 15:06 · 20.02.2018 por

Dada a importância de se debater a questão da Segurança no momento, o deputado Renato Roseno (Psol) abordou, durante discurso, hoje, na Assembleia Legislativa, a intervenção militar no Rio de Janeiro. Para o parlamentar, a decisão do Governo Federal de enviar as tropas não passa de “marketing” e tem sido banalizada.

“Ele (presidente Temer) está querendo fazer da intervenção uma obra de marketing, para sair da agenda negativa. Queria, portanto, concordar com os generais que foram ao Senado no ano passado e disseram que a utilização quanto mais bana que já está virando das Forças Armadas em matéria de Segurança Pública urbana é equívoco, é cara, inócua e ineficiente. A questão da Segurança deveria ser, primeiro, o tráfico ilícito de armas multimilionário”, observou.

11:22 · 20.02.2018 / atualizado às 11:22 · 20.02.2018 por

Os  deputados estaduais cearenses começaram hoje a examinar a proposta do governador Camilo Santana criando a Comenda Patativa do Assaré, que segundo a alegação do Governo, “visa promover o reconhecimento de pesquisadores, artistas, poetas e cantores populares e tradicionais que, assim como o grande poeta popular Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, por meio de sua obra ou atuação, levam adiante os saberes e os afazeres da cultura popular e tradicional”.

11:12 · 20.02.2018 / atualizado às 11:12 · 20.02.2018 por

Representantes da categoria dos agentes de saúde ocupam as galerias da Assembleia Legislativa, na manhã de hoje, quando será votada, logo mais, a Mensagem, enviada pelo Poder Executivo, que concede a Gratificação pela Execução de Trabalho em Condições Especiais, com risco de vida ou saúde, aos agentes comunitários de saúde, no valor de 20%.

O benefício, que é uma promessa de campanha do governador Camilo Santana (PT) de 2014, foi comemorado por deputados aliados durante os primeiros discursos no Plenário 13 de Maio. Todos, de alguma forma, mostram que fizeram parte dessa conquista, nas negociações entre o Governo do Estado e a categoria ao longo desses anos. Ao todo, são mais de 8 mil agentes de saúde no Ceará. Apesat

09:01 · 20.02.2018 / atualizado às 09:01 · 20.02.2018 por

Por Miguel Martins

Roberto Pessoa não aceita o partido ser comandado por Gorete Pereira pela ligação dela com o governador Camilo Santana Foto: José Maria Melo

O impasse sobre o comando do Partido da República (PR) no Ceará pode estar próximo do fim. Presidente de honra da legenda, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, agendou para hoje reunião com lideranças da executiva nacional da sigla, a fim de apresentar resultados das últimas movimentações da legenda no Estado. Ele dirá que, sob seu comando, o partido poderá ter o Capitão Wagner como candidato a governador do Estado, neste ano.

Por outro lado, a vice-presidente do grêmio, deputada Gorete Pereira, não abre mão de levar o partido a apoiar o governador Camilo Santana à reeleição. Por ser deputada federal, a única do partido no Ceará, ela tem a preferência do comando. Ela dirá para a direção nacional que não acredita em candidatura do Capitão Wagner (PR) ao Governo.

A parlamentar, que participou de evento ao lado do governador Camilo Santana, na tarde de ontem, em Juazeiro do Norte, disse que desconhecia qualquer candidatura da oposição no Estado, e que, enquanto isso não fosse definido, ela iria permanecer atuando ao lado do chefe do Poder Executivo. “Você acha que esse Capitão Wagner vai mesmo? Ninguém tem certeza, e quem tem já morreu. Quando souber de um candidato da oposição, aí vou me posicionar. Não posso ir para a chapa concorrendo para morrer”, disse.

Gorete tem como trunfo o fato de ter ligações estreitas com a executiva nacional. Segundo afirmou, na condição de deputada federal e vice-presidente do PR no Estado, nunca procurou tirar qualquer filiado da legenda, sempre respeitando o posicionamento de cada um, mas agora tem condição de comandar o partido, sem problemas.

Ela destacou ainda que não pode ter sua candidatura inviabilizada por conta da bancada de oposição. “Eles mandaram eu conseguir muita coisa para o Maracanaú, e o governador está ajudando. Conseguimos R$ 180 milhões para o Maracanaú. Aí você acha que eu posso chegar para o governador e dizer que vou ser contra ele? Eles querem que eu diga isso, mas não posso”.

A republicana disse ainda que não acredita na viabilidade de candidatura de Capitão Wagner para o Governo, destacando que ele anunciou saída do PR, que tem 40 deputados federais, três ministros e tempo de TV, para entrar no PROS com apenas nove federais. “Uma pessoa dessa quer ser governador?”.

Zero

Ainda de acordo com a republicana, havia um compromisso de Roberto Pessoa em dialogar com ela no início de março. “Vamos ver o que a executiva nacional vai dizer para ele, talvez peça para ele aguardar. Só sei que sou muito ligada à nacional”. A deputada diz que a possibilidade de sair do partido “é zero”.

Roberto Pessoa, por sua vez, acredita que nada vá mudar na legenda e até Lúcio Alcântara pode seguir na presidência, para evitar o confronto. “Ele foi quem me ofereceu a presidência, porque sou candidato”, afirmou. Pessoa ressaltou ainda que a hipótese de ele se candidatar a deputado federal é remota, visto que Gorete Pereira é quem tem os votos em Maracanaú para a vaga à Câmara Federal.

“A Gorete ficando, obedecendo a direção, ela tem os votos de Maracanaú. Ela tem o voto do governador, mas vai ter que pesar isso aí”. Pessoa disse que tem reunião na manhã desta terça-feira com o ex-deputado Valdemar Costa Neto, uma das principais lideranças da sigla.

Ele ressaltou que, em todo o País, o PR funciona através de comissão provisória e que as candidaturas a deputado federal terão importância vital no pleito deste ano por conta da cláusula de desempenho. Para ele, Gorete é um quadro importante para o grêmio. “O grande problema é saber que ela vai apoiar os Ferreira Gomes. A oposição estava acéfala, mas agora tem um candidato que é do partido dela. Eu sou pré-candidato a deputado estadual e só irei para federal se houver exigência do PR nacional”, disse Pessoa.

09:01 · 20.02.2018 / atualizado às 09:01 · 20.02.2018 por

Por Letícia Lima

O prazo de dez sessões ordinárias para reformulação das 18 comissões técnicas da Assembleia Legislativa, suspensas pela Mesa Diretora em razão da dissolução de alguns blocos, está previsto para acabar na próxima sexta-feira (23). A expectativa é que os líderes das bancadas indiquem os membros dos colegiados até o final do prazo.

De acordo com o Regimento Interno da Casa, cada comissão, sejam as permanentes ou temporárias, possui um quociente, que é um teto que cada bancada ou bloco deve atingir para ter uma representação nos colegiados. O maior bloco da Casa, formado pelo PDT, PP, PEN, DEM, PHS e PRB, que compõe a base governista, conta com 22 deputados. Em uma comissão formada por nove membros, os aliados da gestão estadual têm quatro assentos garantidos.

Essa participação poderia aumentar, inclusive, se a revisão do colegiado fosse feita após o fim da “janela partidária”, entre março e abril, período em que os parlamentares podem trocar de partido sem risco de perderem o mandato, visto que pelo menos dois deputados devem embarcar em uma das legendas desse bloco. São, justamente, essas negociações em torno do ingresso de novos deputados no grupo que têm travado as definições dos membros para as comissões.

O deputado Ferreira Aragão (PDT), líder do bloco, disse que “por toda esta semana” deverá fazer as indicações e considera importante ter o quanto antes a decisão de quem irá trocar de legenda, muito embora o Regimento permita que o líder da bancada ou do partido faça substituições nas comissões a qualquer momento.

Outros blocos, como o que é formado pelo MDB (antigo PMDB), PMB e PSD, por terem partidos que, hoje, divergem politicamente, tendem a não mais existir. Nessa composição, apenas o MDB, que é a segunda maior bancada da Casa, com cinco parlamentares, deverá continuar com uma vaga na Comissão de Constituição e Justiça e a presidência da Comissão de Educação. Segundo a deputada Silvana Oliveira (MDB), a única decisão tomada, “informalmente”, até o momento, é a indicação do deputado Leonardo Araújo (MDB) como membro da CCJ.

09:00 · 20.02.2018 / atualizado às 09:00 · 20.02.2018 por

Por Miguel Martins

Francisco de Assis Diniz, presidente do PT, diz que Camilo “não vai ficar como fantoche” no pleito Foto: Reinaldo Jorge

Na próxima sexta-feira, a executiva nacional do PT fará reunião para dar início às negociações para o pleito nos estados. Os cinco governadores do partido, dentre eles Camilo Santana, terão total liberdade para fechar alianças. No Ceará, o chefe do Poder Executivo está cada vez mais próximo do senador Eunício Oliveira, do MDB, e tem como principais aliados os irmãos Cid e Ciro Gomes. Este, pré-candidato à Presidência pelo PDT.

Integrantes da executiva estadual do partido participarão do evento, mas o governador só estará presente em outro encontro, este do diretório nacional, na segunda quinzena de março. “Nós vamos registrar o nome do Lula, ele preso ou não. É Lula lá e Camilo cá”, disse o presidente do partido no Ceará, De Assis Diniz.

De acordo com ele, as declarações e movimentações que o governador Camilo Santana tem adotado indicam que ele deve estar ao lado de uma candidatura petista ao Palácio do Planalto. No entanto, conforme o Diário do Nordeste divulgou no fim de semana, somente o nome do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, deve ser defendido em palanques de Camilo no Ceará.

Autonomia

“O Lula será nosso candidato, ele terá seu (pedido de) registro de candidatura no dia 15 de agosto. Vamos registrar, ele preso ou não. Se tiver qualquer questão contestando, nós vamos recorrer ao TSE, ao STJ, e isso deve levar uns 30 a 40 dias”.

No que diz respeito ao posicionamento do governador Camilo Santana, De Assis Diniz afirmou que o chefe do Poder Executivo assumiu autonomia e personalidade nos últimos anos e “não vai ficar como fantoche nas mãos de alguém. As decisões passam, hoje, pelo Camilo”.

O deputado Elmano de Freitas corroborou com o presidente do partido quanto à candidatura de Lula. No que diz respeito ao Ceará, o petista é defensor da tese de que a legenda siga na disputa proporcional de forma isolada, afirmando ser preciso manter a candidatura de Camilo e buscar melhor estratégia eleitoral que fortaleça o PT e a esquerda estaduais.

Para o deputado Moisés Braz, o palanque no Ceará deverá ter Lula como postulante à Presidência e não Ciro Gomes. “Cremos que isso não deve se concretizar, da mesma forma como vimos no começo do atual Governo, quando se dizia que o Camilo deixaria o PT”, disse. De acordo como o parlamentar, o objetivo da legenda é fortalecer as bancadas nos legislativos e ampliar o foco na candidatura à reeleição do governador. “O Lula é a única alternativa capaz de reverter os retrocessos que Temer e sua turma submeteram o País. O PT não trabalha com a hipótese de um plano B”, sentencia.

21:58 · 19.02.2018 / atualizado às 21:58 · 19.02.2018 por

Diante da onda de violência que aumenta no Ceará em decorrência da briga entre facções criminosas – no fim de janeiro, foram registradas duas chacinas que resultaram na morte de 24 pessoas e na última sexta-feira (16), dois líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram assassinados – deputados estaduais da base do governador Camilo Santana (PT) foram convocados para “alinhar discursos e posições sobre a Segurança do Estado”.

Segundo um governista, os parlamentares estão participando agora, no Palácio da Abolição, de reunião para afinar os discursos na Assembleia. Principalmente, depois das declarações dadas pelo líder do governo na Assembleia, deputado Evandro Leitão (PDT), de que não participaria de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o narcotráfico, por temer a segurança sua e de sua família.

A afirmação “pegou mal” para o governo cearense, no momento em que ele afirma ter o “controle” da criminalidade, tanto que oposicionistas têm se utilizando do episódio, para intensificar as críticas à política de Segurança Pública adotada no Estado. A reunião de logo mais à noite vai servir, também, nas palavras do governista, para “puxar a orelha” de alguns deputados.

09:09 · 19.02.2018 / atualizado às 09:09 · 19.02.2018 por

Por Miguel Martins

Deputado Roberto Mesquita defende que parlamentares oposicionistas precisam se unir para mostrar o que é mais importante para o grupo Foto: José Leomar

Desamparada e sem perspectivas de qualquer mudança no cenário político que a favoreça nos próximos meses, a oposição ao Governo Camilo Santana (PT) tem sentido um misto de “solidão” e falta de unidade na Assembleia Legislativa. Após o retorno das atividades parlamentares neste ano, no início deste mês, os membros da bancada oposicionista na Casa chegaram à conclusão de que a tendência é que a situação fique ainda pior no decorrer do ano, até porque ainda há a possibilidade de que alguns dos poucos críticos à gestão estadual sejam atraídos para a base governista.

Outrora com até 15 membros no Legislativo Estadual, a bancada oposicionista é composta, atualmente, por nove representantes, podendo, inclusive, reduzir ainda mais seus espaços na Assembleia. Na semana passada, conforme noticiou o Diário do Nordeste, o deputado Ely Aguiar (PSDC) decidiu sair do bloco formado com PR, SD e PSDB, o que fragiliza ainda mais a situação do grupo.

Na tribuna do Plenário 13 de Maio, na última quinta-feira (15), o parlamentar chegou a dizer que não era oposição nem base governista. O recado, dado durante pronunciamento de críticas ao Governo, pode ser interpretado por alguns como um aceno de Aguiar, que tem lamentado o fato de ter ficado de fora das reuniões feitas pela cúpula da oposição no Ceará para tratar das eleições deste ano, encabeçadas, geralmente, por membros do PSDB.

Durante seu discurso, apesar de reclamar da situação da Segurança Pública no Estado, ele também teceu elogios ao governador Camilo Santana e ainda ironizou o momento da bancada oposicionista na Assembleia. “A oposição, hoje, cabe embaixo de uma ‘sombrinha de criança’”.

“O sentimento da oposição é de muita solidão, porque o Governo, ao cooptar praticamente todos os bons quadros que tinha a oposição, fez com que estivéssemos praticando a máxima que diz que ‘em terra de cegos, quem tem olho é rei’. O Governo se alia a senadores para trazer empréstimos e fazer com que ações tapem os olhos dos cearenses”, criticou, por sua vez, o deputado Roberto Mesquita (PSD).

Segundo ele, é preciso que deputados da oposição se unam para mostrar o que seria mais importante para o grupo. O parlamentar ingressará no PROS, em março próximo, para tentar reeleição e, assim, se manter na oposição na Assembleia.

O deputado Renato Roseno (PSOL), que, embora seja crítico à gestão estadual, faz um trabalho distante dos outros membros da bancada oposicionista na Casa, destacou que é necessário saber como o Governo do Estado conseguiu atrair tantos parlamentares para a base.

Balanço

“A capacidade atrativa do Governo é algo fenomenal, como consegue atrair parlamentares. Isso só demonstra a fragilidade da nossa sociedade política, porque só aqueles próximos do aparelho governamental conseguem ter um mandato”, avaliou.

Ele defendeu, ainda, a realização de uma reflexão sobre os últimos 12 anos, uma vez que 2018 será momento para um balanço do que aconteceu durante os governos de Cid Gomes e no primeiro mandato de Camilo Santana. “Nós fazemos uma oposição à esquerda ideologicamente, de cunho programática, muito vinculada às lutas sociais no Estado”, ressaltou Roseno.

Candidato à reeleição, o parlamentar afirmou também que o PSOL pretende ampliar a participação no Legislativo Estadual no pleito de outubro próximo, além de conseguir os votos necessários para atender ao que determina a cláusula de desempenho em âmbito nacional.

Até então líder do bloco PSDB, PR, SD e PSDC, o deputado Capitão Wagner (PR) reclamou que não há somente um domínio do Governo na Casa, mas também na Mesa Diretora, o que acaba diminuindo a participação de parlamentares de oposição. “O objetivo do Governo é ‘tratorar’ e, em ano de eleição, diminuir os espaços da oposição nas comissões técnicas”.

‘Desculpa’

Ele também opinou que Ely Aguiar está com “desculpa” ao falar que o bloco lhe deixou de lado, pois, segundo Wagner, o colega sempre teria sido convidado para os eventos do grupo. “Não há essa desculpa, e isso pode fragilizar sim a oposição, porque cada um está se preocupado consigo. Acredito que, até por isso, o deputado Ely queira ter mais espaços de cargo na Casa. Eu tenho testemunha de todos os deputados da bancada que ele foi convidado para todas as reuniões”, sustentou.

“Não olho oposição pelo número ou partido. Vejo o que penso para mim. Temos um projeto político que não é do Governo, e temos obrigação de contribuir e cobrar quando necessário. Se ficar aqui só dando presença, sem discutir as questões da Casa, de que serve? A oposição deve ser muito respeitada, porque não se vendem para poder facilitar os caminhos de sua eleição”, disse Carlos Matos (PSDB).

Para Fernanda Pessoa (PR), a saída de parlamentares de partidos da oposição do bloco demonstra que “eles só pensam em si”. Ela ressaltou ainda que a bancada é a voz daqueles eleitores que não concordam com o modo de Governo atual. “Em nenhum momento aqui quero aparecer, muito pelo contrário”.