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09:49 · 18.08.2018 / atualizado às 09:49 · 18.08.2018 por

Por Edison Silva

Na parte da pesquisa feita pelo Ibope no Ceará, entre os dias 13 e 15 deste mês, com o objetivo de “levantar um conjunto de informações sobre o contexto político-eleitoral em relação às próximas eleições”, uma novidade a ser considerada é o fato de o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) estar empatado tecnicamente com o seu concorrente Ciro Gomes (PDT), quando os entrevistados manifestaram-se, espontaneamente, sobre em quem votariam para presidente.

Ciro, embora tenha nascido no Estado de São Paulo, está no Ceará desde criança, chegando a ser deputado estadual, prefeito da Capital, governador do Estado, deputado federal e ministro em duas oportunidades. Ele foi citado por 8% dos entrevistados, enquanto Bolsonaro foi apontado por 9% dos eleitores.

Na parte estimulada, quando os entrevistadores apresentam a relação dos candidatos, como foi publicado na edição do Diário do Nordeste de ontem, Ciro ganha bem de Bolsonaro, perdendo apenas para Lula, com uma diferença até significativa. Sua melhor performance é quando Lula está fora da relação e entra o petista Fernando Haddad. Mesmo assim, não se equipara à preferência do eleitorado cearense a Lula. O resultado da pesquisa, embora seja a primeira da corrida eleitoral no Estado, há de reclamar um ajuste na aliança que tem o PDT com o PT local.

Na coligação destas agremiações, o governador Camilo Santana tem dito ser o privilegiado por ter dois grandes nomes como candidatos a presidente da República, Lula e Ciro, mesmo com o petista com poucas chances de ser realmente candidato, por conta das restrições da Lei da Ficha Limpa a condenados por colegiados, como é o caso de Lula, hoje preso cumprindo pena em Curitiba. Há constrangimentos por conta dessa posição de Camilo, tanto para uma parte de seus correligionários no PT, quanto para alguns do PDT.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral e no TSE. Ouviu 1.204 eleitores entre os dias 13 e 15 deste mês.

09:48 · 18.08.2018 / atualizado às 09:48 · 18.08.2018 por

Por Edison Silva

O problema que mais aflige a mulheres e homens cearenses, de todas as idades e escolaridades, na Capital e no Interior, segundo pesquisa feita pelo Ibope, desta semana, é o da Saúde. 73% dos entrevistados apontaram-na como um dos “maiores problemas”, bem mais preocupante que o da Segurança, apontada por 54% dos abordados pelos pesquisadores.

No Governo passado, de Cid Gomes (PDT), a promessa era de fazer da Saúde o melhor serviço público do Estado, com a construção de hospitais regionais, policlínicas e outros equipamentos. Parte das obras planejadas realmente foi concluída.

O atendimento, porém, deixa muito a desejar. O governador Camilo Santana (PT) não admite a dificuldade na extensão apontada, embora reconheça dificuldades pontuais, como a falta de profissionais especializados em alguns dos equipamentos próprios no Interior, onde, realmente, os serviços foram estendidos, embora não na extensão reclamada, sobretudo nos centros populacionais de menor densidade, obrigando deslocamentos de pacientes carentes a cidades polos, assim como para a própria Capital, onde sempre há filas intermináveis, causando demoras no atendimento.

A tendência é de agravamento. Os recursos estão ficando mais escassos, embora o Estado cumpra a obrigação constitucional de investir, na área, o percentual de 12% do seu Orçamento. Os recursos do Sistema Único de Saúde não são suficientes para o custeio dos serviços reclamados pela população, sempre crescente, por razões várias, principalmente em face dos preços cobrados pelos planos de saúde, obrigando a migração de pacientes para o serviço público.

A rede hospitalar e ambulatorial do Ceará cresceu bem menos, nos últimos anos, em comparação com os anteriores. O grande Hospital da Região Metropolitana de Fortaleza, projetado para o Município de Maracanaú, embora fazendo parte de uma das Parcerias Público-Privadas programadas pelo Estado, não saiu do papel.

Ele deveria servir, também, para desafogar o IJF, que, mesmo com sua ampliação em curso, não será suficiente para atender, na sua especialidade, a traumatologia, pacientes de todo o Estado do Ceará, e até da vizinhança.

Drogas

A Segurança, embora deixe apavorada toda a população, informada constantemente de inúmeros homicídios, latrocínios, roubos, furtos e outros crimes, está em segundo lugar na lista dos problemas mais graves apontados pela população. 54% dos cearenses apontaram-na como a segunda preocupação. A maior parte deles é residente na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza. O governador, falando sobre essa questão, ressalta os investimentos e o aumento do contingente policial, vaticinando, inclusive, que ao fim de um segundo mandato, se conquistar, a Segurança como exemplo para o Brasil.

Tomara. Seja ele quem for o próximo governante, terá de estancar essa violência que, já agora, de certa forma está aprisionando a sociedade, e deixando em pânico as famílias. Atrelada à Segurança está o problema das drogas. 31% dos entrevistados, na Capital e no Interior, registraram suas preocupações com a disseminação e os efeitos maléficos por elas produzidos. Todas as políticas públicas, quer sejam de repressão ou esclarecimentos dos prejuízos que elas causam, estão sendo insuficientes.

A Educação pública foi citada como problema para um universo de 40% dos cearenses que os pesquisados representavam. Reconheça-se o crescimento que o Estado do Ceará teve, nos últimos anos, na qualidade do ensino básico, ao ponto de ter 77 das suas escolas dentre as 100 melhores do País. Mas a escola pública ainda deixa muito a desejar. Como a Saúde, a escola pública recebeu muitos novos alunos egressos dos colégios privados em razão da queda nas condições econômicas de inúmeras famílias brasileiras em razão das dificuldades econômicas, geradoras de desempregos e de defasagens salariais. É um contingente de pessoas bem mais exigente com a qualidade de ensino.

09:47 · 18.08.2018 / atualizado às 09:47 · 18.08.2018 por

Por Miguel Martins

O TRE-CE recebeu, até a última quarta-feira (15), 866 pedidos de registro de candidatura, número que ainda pode sofrer alterações Foto: Fernanda Siebra

Encerrado o prazo para registro de candidatura ao pleito deste ano, o governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição, foi aquele que conseguiu aglutinar o maior número de legendas e candidaturas em torno de sua postulação. O petista tem ao seu lado pelo menos 24 das 35 siglas partidárias em disputa no Ceará. Apenas 11 partidos fazem oposição a ele ou atuam de forma independente na campanha eleitoral. Na disputa proporcional, legendas aliadas oficializaram 478 candidatos a deputado federal e estadual. Já opositores e independentes apresentaram ao menos 337 nomes.

A coligação “Por um Ceará cada vez mais forte” reúne, em torno da candidatura do atual chefe do Poder Executivo, pelo menos 16 partidos políticos, das mais diferentes matizes ideológicas. Estão compondo com o petista os seguintes grêmios: PT, PDT, PP, PSB, PR, PTB, DEM, PCdoB, PPS, PRP, PV, PMN, PPL, Patri, PRTB e PMB.

Somente com os seis maiores partidos da coligação governista em número de deputados federais, Camilo terá mais de seis minutos de propaganda em rádio e televisão, permitida pela legislação eleitoral a partir do dia 31 de agosto. Além das 16 legendas que compõem a chapa majoritária, o governador tem, ainda, o apoio informal de oito agremiações que dão suporte à candidatura do senador Eunício Oliveira (MDB), que também tenta reeleição. São elas: MDB, PHS, Avante, Solidariedade, PSD, PSC, Podemos e PRB, totalizando 24 partidos no arco de aliança governista, ainda que sem uma única chapa formal.

Oposição

Candidato do PSDB a governador, o General Guilherme Theophilo conseguiu atrair para sua postulação apenas o PROS, que no Ceará é presidido pelo deputado estadual Capitão Wagner. A coligação “Tá na hora de mudar” garante quase dois minutos ao tucano na propaganda eleitoral em rádio e TV. Embora sejam aliados, os dois partidos, porém, não estão coligados na disputa proporcional.

Outra coligação formada no Ceará, a “Frente de esquerda socialista”, é constituída por PCB e PSOL, e tem como candidato a governador o socialista Ailton Lopes. Ele terá 19 segundos no rádio e na televisão. Hélio Gois (PSL), Francisco Gonzaga (PSTU) e Mikaelton Carantino (PCO) não conseguiram formar coligações majoritárias e estão isolados na disputa deste ano. Gois deve ter ao menos 16 segundos de tempo de TV, enquanto Gonzaga terá 11 segundos.

Para a eleição a duas vagas no Senado em disputa no Ceará, foram apresentados 13 concorrentes, além de seus respectivos suplentes. No entanto, somente quatro coligações estão formalizadas para esta disputa. Uma delas tem como candidatos Eunício Oliveira, do MDB, e José Bardawil, do Podemos. A coligação “A força do povo” é formada por MDB, PHS, Avante, Solidariedade, PSD, PSC, Podemos e PRB. José Bardawil foi o único dos 13 candidatos ao Senado, porém, que não apresentou à Justiça Eleitoral o nome de seus dois suplentes, mas apenas um.

A maior coligação é composta por 16 partidos (PT, PDT, PP, PSB, PR, PTB, DEM, PCdoB, PPS, PRP, PV, PMN, PPL, Patri, PRTB, PMB) e tem apenas uma candidatura, a do ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT). Recebeu mesma denominação da coligação encabeçada pelo governador Camilo Santana, “Por um Ceará cada vez mais forte”.

A coligação “Tá na hora de mudar” tem como representantes os candidatos ao Senado Luís Eduardo Girão (PROS) e Dra. Mayra (PSDB). A “Frente de esquerda socialista”, por sua vez, lançou Anna Karina e Jamieson Simões, ambos do PSOL. Também foram lançadas as candidaturas de Alexandre Barroso (PCO), Dr. Márcio Pinheiro e Pastor Pedro Ribeiro, do PSL; além de João Saraiva (Rede), Robert Burns (PTC) e Magela (PSTU).

As coligações proporcionais da base de Camilo Santana também lideram a quantidade de candidaturas registradas na disputa eleitoral deste ano, totalizando 478 candidatos a deputado federal e estadual. A oposição e aqueles partidos que estão na disputa de forma independente, por sua vez, apresentaram à Justiça Eleitoral, para o pleito, pelo menos 337 nomes.

Câmara

Ao menos 124 candidatos a deputado federal dão sustentação à postulação majoritária do governador do Estado. A coligação “Em defesa do Ceará”, formada por PT, PCdoB, PP, PV, PR e PMN, reuniu 30 postulantes, sendo três do PP e 12 do PT, dentre eles Luizianne Lins, Rachel Marques, Zé Airton Cirilo e Guimarães, outros dois do PV, três do PCdoB, incluindo Inácio Arruda e Chico Lopes, quatro do PMN e cinco do PR, dentre eles Gorete Pereira e Vicente Arruda.

A coligação constituída por MDB, PHS, Avante, SD, PSD, PSC, Podemos e PRB apresentou 32 nomes, sendo seis do Avante, dois do Podemos, nove do MDB, cinco do PHS, cinco do PSD, dois do Solidariedade, um do PSC e um do PRB. PDT, PTB, DEM, PSB, PRP e PPL lançaram 30 candidatos, a maioria da sigla pedetista (14), além de seis do DEM, três do PRP, três do PPL, dois do PTB e dois do PSB. Já PRTB, PPS e Patriota lançaram, juntos, 32 nomes à Câmara.

A oposição, por outro lado, constituiu apenas duas coligações. Uma formada por PSL e DC, denominada “Juntos para renovar”, com 33 candidatos, e a outra, constituída por PSOL e PCB, que formam a “Frente de esquerda socialista”. Essa coligação apresentou 25 nomes, sendo somente um do PCB. O PROS, isolado, lançou 29 nomes, e o PSDB, por sua vez, somente 13.

PCO e PSTU apresentaram somente um nome para deputado federal cada, enquanto o Novo lançou seis. A Rede Sustentabilidade vai para a disputa com 15 candidatos à Câmara, enquanto o PTC terá somente quatro.

Deputado estadual

Ao menos 354 candidaturas à Assembleia Legislativa também foram oficialmente registradas e estão alinhadas à candidatura de Camilo Santana. PPS, PRTB e PPL lançaram 54 nomes à disputa, assim como PT, PV e PSB. Já PCdoB e PTB, com a coligação “Trabalho, dignidade e luta”, apresentaram 34 nomes.

Outros cinco partidos – PP, PDT, PR, DEM e PRP – devem ir para a disputa com 58 candidatos, enquanto o Patriota, isolado, irá com 52 postulantes. PMN, também sozinho, apresentou 33 nomes nesta campanha eleitoral. A coligação MDB, PHS, Avante, SD, PSD, PSC, Podemos e PRB registrou chapa completa, com 69 candidatos.

A “Frente de Esquerda Socialista”, formada por PSOL e PCB, por sua vez, indicou 33 nomes para disputar vagas na Assembleia Legislativa. PSL e DC, com a coligação “Juntos para renovar”, indicou 69 candidatos, enquanto o PROS, sozinho, registrou 64 postulantes a deputado estadual. O PTC vai com 13 candidaturas, o PSDB tem 19, e o PSTU tem cinco. A Rede vai com seis e o PCO com apenas uma.

09:47 · 18.08.2018 / atualizado às 09:47 · 18.08.2018 por

Por Letícia Lima

Ter estrutura e recursos financeiros suficientes para bancar a campanha eleitoral, neste ano, talvez seja uma das principais diferenças entre os candidatos de partidos maiores e aqueles de siglas nanicas que, sem uma representação expressiva no Congresso Nacional, ficarão com as menores fatias do bolo do fundo público para financiamento de campanha.

Mas o que coloca todos em pé de igualdade é o desafio de atrair o voto do eleitor desacreditado da classe política. Essa é a primeira dificuldade que muitos parlamentares estaduais relatam enfrentar neste início da corrida eleitoral em busca de uma nova reeleição.

No sexto mandato na Assembleia Legislativa e concorrendo ao sétimo, o deputado José Sarto (PDT) disse que o desafio é tentar mostrar à população que o debate sobre os problemas enfrentados, hoje, passa pela política. Muito embora ele também admita que é “legítima” a “incredulidade” dos eleitores com os representantes.

“A gente até compreende a mágoa, a frustração, o desencanto e, às vezes, o eleitor, nesse primeiro movimento de rua, há uma certa prevenção com a classe política, de um modo geral, mas sempre procurando mostrar que existem candidaturas que representam outras coisas que não a picaretagem”.

O parlamentar ressalta que um político “não nasce do nada, ele nasce do voto” e, portanto, o eleitor deve se interessar pelo debate eleitoral. O deputado Carlos Matos (PSDB) também relata haver uma “desmotivação” por parte do eleitor em comparecer às urnas, mas acredita que cada candidato vai “falar por si mesmo” na hora de exercer o seu direito e dever do voto.

“Acho que nós temos, os candidatos principalmente, que fazer um trabalho de educação política, educação social, de trabalhar e convencer da importância da política”, diz. O deputado Lucílvio Girão (PDT), que completa 28 anos de mandatos consecutivos, entre vereador e deputado, e tenta a reeleição, define esta campanha como sendo “atípica”. “Os eleitores estão muito decepcionados, não vamos generalizar não, mas com alguns políticos que tiveram alguns desvios de recursos”.

O deputado Bruno Pedrosa (PP), o mais jovem da Assembleia, que buscará a reeleição em outubro próximo, aponta que, para ele, a maior dificuldade será o pouco tempo de campanha. “Deixa um pouco apreensivo, uma campanha que, se você precisa de 50 mil votos, sem tempo para falar com o eleitor”.

09:46 · 18.08.2018 / atualizado às 09:46 · 18.08.2018 por

Por Renato Sousa

Atrás de Camilo Santana (PT), o candidato do PSDB, General Theophilo, tem 4% na pesquisa. Aliados, porém, minimizam o desempenho do tucano Foto: Helene Santos

Nem mesmo os 64% de intenções de votos no governador Camilo Santana (PT) em pesquisa Ibope divulgada na noite da última quinta-feira (16) pelo Diário do Nordeste desanimam a oposição ao postulante à reeleição. De acordo com a maioria dos ouvidos pela reportagem, com o desenrolar da campanha, os candidatos oposicionistas se tornarão mais conhecidos, o que pode fazê-los crescer na disputa.

“A campanha acabou de começar”, ponderou o deputado estadual Carlos Matos (PSDB), que apoia o nome do General Guilherme Theophilo (PSDB) para o Governo do Estado. Segundo ele, por ter sido divulgado no primeiro dia oficial de campanha, o levantamento não significa muito. “Não nos interessa pesquisa agora”, declarou.

Por sua vez, o deputado estadual Capitão Wagner (PROS), outro apoiador de Theophilo, afirmou que o abismo apontado pela pesquisa já era esperado. “É normal. O General não é tão conhecido”, avaliou. Segundo ele, apenas com o caminhar da campanha será possível avaliar se o nome do postulante é viável.
Wagner ainda disse que o nome de Camilo foi apontado apenas por 22% dos eleitores na pesquisas espontânea, o que demonstra que o apoio ao petista ainda não está consolidado. “O importante é fazer ele (Theophilo) crescer nas próximas pesquisas, e acreditamos que isso irá acontecer”. O candidato tucano teve 4% das intenções.

O candidato Ailton Lopes (PSOL), que obteve 2% das intenções de voto, considerou os números “irreais”. Ele questionou o contratante da pesquisa, o Sistema Verdes Mares (SVM), afirmando que a empresa não cobriria as campanhas de todos os candidatos da mesma forma, o que ele avalia como prejudicial à democracia. Lopes foi entrevistado pelo Diário do Nordeste na quarta-feira (15), além de ter tido o lançamento de sua candidatura reportado, assim como os dos outros candidatos.

Pouco tempo

Correligionário dele, o deputado estadual Renato Roseno, assim como os aliados do General Theophilo, apontou que a campanha acabou de começar, e que é difícil tomar esse momento como base para definir a aprovação. “A campanha começou ontem (quinta). Ela ainda não está na rua. É muito cedo para ter um prognóstico”, declarou. De acordo com o parlamentar, é natural a vantagem do governador que, além da exposição natural do cargo, tem um arco de aliança com mais de 20 partidos.

Já Heitor Freire, presidente estadual do PSL, afirmou que os 2% do candidato do partido ao Governo do Estado, Hélio Gois, não agradam. Ele questiona a metodologia utilizada pelo instituto, mas também lembra que o advogado só se apresentou à população há pouco tempo. “Para alguém que era desconhecido, já vir com essa porcentagem é um começo”, afirmou.

O dirigente destacou que o presidenciável do partido, Jair Bolsonaro, também tinha índices semelhantes quando começou a ser incluído nas pesquisas. Hoje, ele lidera levantamentos nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado há mais de 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No momento, a prioridade, segundo Heitor Freire, é fazer o nome de Hélio Góis conhecido para que o candidato possa crescer nas pesquisas. De acordo com ele, a militância em torno da campanha do postulante do PSL ao Palácio da Abolição não desanima com os números que foram divulgados na pesquisa.

09:45 · 18.08.2018 / atualizado às 09:45 · 18.08.2018 por

Por Miguel Martins

Candidatos a senador repercutiram a primeira pesquisa Ibope que mostrou Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB) liderando a disputa ao Senado. Dirigentes partidários também comentaram os resultados que mostram o ex-presidente Lula (PT) em primeiro lugar para a Presidência da República, ficando Ciro Gomes (PDT) na segunda posição. O pedetista só tem melhor desempenho quando o nome do PT é Fernando Haddad.

De acordo com a pesquisa Ibope contratada pela TV Verdes Mares, Cid lidera a corrida ao Senado com 55% das intenções de voto, seguido por Eunício com 37%. Atrás dos dois está o empresário Eduardo Girão (PROS), com 9%, e, em seguida, Pastor Pedro Ribeiro (PSL), com 7%. Dra. Mayra (PSDB) tem 6%, e Anna Karina e Pastor Jamieson Simões, do PSOL, além de João Saraiva (Rede), têm 4% cada.
Para presidente, Lula, preso desde abril, aparece com 56%, enquanto Ciro é o segundo (15%). Em seguida estão Jair Bolsonaro (PSL), com 9%, Marina Silva (Rede), com 5%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 2%.

Em cenário sem Lula, Ciro Gomes assume liderança com 39%, seguido por Bolsonaro (14%).
Para Cid Gomes, os números são “estimulantes e a mensagem que fica é que temos que trabalhar ainda mais”. Sobre a relação com Eunício na campanha, ele disse que busca fazer política sem inimizades. “Temos posições diferentes, visões de mundo diferentes, mas, em homenagem ao Camilo, recomendo voto nele e estou disciplinado, caminhando junto com aqueles que defendem o mesmo projeto”.

Ele destacou, ainda, o desempenho do irmão. “O Ciro tem 39% e é líder no Ceará. O Lula não é candidato, ele não será alternativa para o eleitor”, opinou. Já Eunício disse ser grato ao povo pela “oportunidade de trabalhar pelo mais simples”, mas argumentou que “a caminhada está começando agora”.

Neófito em eleições, Eduardo Girão, por sua vez, comemorou os números. “A aliança deles é com a máquina estadual, municipal, prefeitos, com o Legislativo. Eles têm condições financeiras, o poder do dinheiro e 24 partidos. Mas nossa aliança é com o povo e o povo não está à venda”.

Indicação de Lula

Ex-deputado federal, o Pastor Pedro Ribeiro disse que vai trabalhar mais por “novas posturas” no Congresso Nacional. “As pautas continuam as mesmas, e agora a gente precisa focar na ideologia de gênero, que é o último golpe do inferno contra as famílias”. Para ele, a pontuação de Bolsonaro foi “excelente”.

Dra. Mayra disse que já esperava o resultado da pesquisa, visto o desconhecimento que as pessoas têm de sua candidatura. “Temos o voto de opinião e do amor. Nossos dois concorrentes diretos (Cid e Eunício) não vão atingir isso”, disparou.

Presidente do PT no Ceará, o deputado Moisés Braz destacou que o desempenho de Lula na pesquisa já era esperado. Sobre Haddad, ele disse acreditar que, caso não seja candidato, “Lula conseguirá indicar o Haddad e os petistas vão votar nele, assim como a população cearense”.

11:29 · 17.08.2018 / atualizado às 11:29 · 17.08.2018 por
Nesta pesquisa, o IBOPE Inteligência testou dois possíveis cenários para a eleição presidencial, sendo o primeiro deles com Lula e o outro com Fernando Haddad como opções de candidatos do PT ao cargo. No cenário em que o ex-presidente figura como candidato do PT, Lula é mencionado por 56% dos eleitores do Ceará. Em outro patamar aparecem Ciro Gomes (PDT) com 15% e Jair Bolsonaro, do PSL, com 9%. A candidata da REDE, Marina Silva, tem 5% das menções; Geraldo Alckmin (PSDB) tem 2%, ao passo que Alvaro Dias, do PODEMOS; João Amoêdo (NOVO); Cabo Daciolo, do Patriotas; Eymael (DC); o psolista Guilherme Boulos; Henrique Meirelles (MDB); Vera (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) têm até 1% das citações cada um. Cearenses que declaram intenção de votar em branco ou anular o voto são 6% e 4% não sabem ou não opinam.
Quando Fernando Haddad é apresentado como candidato petista, Ciro Gomes aparece à frente com 39% das menções. Em outro patamar, estão Jair Bolsonaro e Marina Silva, empatados tecnicamente com 14% e 11% das intenções de voto, respectivamente. Ainda, Geraldo Alckmin tem 5%; Fernando Haddad tem 2% e Alvaro Dias, Cabo Daciolo, Vera e João Goulart Filho apresentam 1% das menções, cada um. Os candidatos Eymael, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles e João Amoêdo não alcançam 1% das intenções de voto, cada. Aqueles que pretendem votar em branco ou nulo são 17% e os que não sabem ou não respondem somam 7%. Para cada um dos cenários propostos, um disco com o nome dos candidatos é apresentado ao entrevistado.
11:28 · 17.08.2018 / atualizado às 11:28 · 17.08.2018 por

Na disputa pelas duas vagas do Senado Federal pelo Ceará, considerando a soma das duas menções, o pedetista Cid Gomes tem 55% das intenções, seguido pelo emedebista Eunício, que é mencionado por 37% do eleitorado cearense. O candidato do PROS, Eduardo Girão tem 9%; Pastor Pedro Ribeiro (PSL) tem 7%; Dra. Mayra, do PSDB, tem 6%; Anna Karina (PSOL), João Saraiva (REDE), Pastor Simões (PSOL) aparecem com 4%, cada um. Citados por 3% do eleitorado aparecem Alexandre Barroso, do PCO; Magela, do PSTU e Dr. Márcio Pinheiro, do PSL e o candidato Robert Burns (PTC) tem 2%. No total, intenções de voto em branco ou nulo somam 37%, sendo 15% para a primeira vaga ao Senado e 22% para a segunda. Aqueles que não sabem ou preferem não opinar totalizam 27%. Considerando que nesta eleição existem duas vagas para o senado, nesta pergunta a soma dos percentuais atinge 200%, uma vez que as pessoas entrevistadas têm a possibilidade de escolher dois nomes.

O candidato Bardawil (PCO) não consta neste levantamento pois, no momento do registro da pesquisa, não havia informações suficientes sobre a oficialização de sua candidatura.

11:27 · 17.08.2018 / atualizado às 11:27 · 17.08.2018 por

No primeiro levantamento sobre intenção de voto realizado pelo IBOPE Inteligência no Ceará a pedido da TV Verdes Mares, feito antes do prazo final de oficialização de candidaturas no TSE, o atual governador, Camilo (PT) aparece à frente, com 64% das intenções de voto. Em um segundo patamar, estão o peessedebista General Theophilo, com 4%, Ailton Lopes (PSOL), Hélio Góis (PSL) e Gonzaga, do PSTU, com 2% das menções cada um, ao passo que Mikaelton Carantino (PCO) é citado por menos de 1% dos eleitores. Cearenses que têm intenção de votar em branco ou nulo são 17%, enquanto os que não sabem ou não opinam somam 9%.

DESTAQUES POR SEGMENTOS • A intenções de voto do atual governador Camilo são maiores entre os eleitores que têm de 16 a 24 anos (71%), entre quem mora no interior (70%) e entre aqueles que têm idades de 25 a 34 anos (68%). • General Theophilo, por sua vez, tem menções mais expressivas entre os mais escolarizados e entre aqueles que possuem renda familiar mensal acima de 2 salários mínimos (8% em cada segmento). • Os demais candidatos apresentam intenções de voto distribuídas de maneira homogênea nos segmentos analisados.
09:50 · 17.08.2018 / atualizado às 09:50 · 17.08.2018 por

A Legislação Eleitoral vem sendo reformada, constantemente, ao longo dos anos, sempre às vésperas de cada pleito. As restrições e permissões para os candidatos a cargos majoritários ou proporcionais são alteradas à medida em que novas reformas são aprovadas pelo Congresso. Nas eleições gerais de 2018, os postulantes precisarão ficar atentos a limitações antigas e novas, sob o risco de multas ou até mesmo a cassação do mandato se eleitos.

Velhos hábitos de candidatos, sobretudo no interior do Estado, seguem proibidos, como a confeccionar, utilizar e distribuir camisetas, chaveiros, bonés, canetas, cestas básicas ou outros brindes que proporcionem qualquer tipo de vantagem. O mesmo vale para os showmícios com a presença de artistas, ainda que voluntários.

Fazer propaganda ou pedir votos por meio de telemarketing segue proibido, bem como jogar ou autorizar derrame de propaganda no local de votação ou nas vias próxima, inclusive na véspera da votação. Estão vedados, também, propaganda em bens particulares por pintura em fachadas ou muros, e propaganda em bens públicos, a exemplo de viadutos, passarelas ou paradas de ônibus.

Internet

Muitos candidatos estão fazendo uso do crowdfunding, a conhecida vaquinha virtual. Segundo a Justiça Eleitoral, os postulantes podem divulgar o financiamento coletivo para arrecadação de recursos para a campanha, mas o ato não pode conter informação que caracterize pedido explícito de voto.

As propagandas na internet devem ficar restritas ao impulsionamento nas redes sociais, assim como não são permitidas publicações que afetem a imagem de outros candidatos. A Procuradoria Regional Eleitoral ficará atenta também aos casos de propagandas no ambiente virtual que atribuam indevidamente a autoria a outra pessoa, candidato, partido ou coligação. É o mesmo entendimento para agressão à honra de candidatos na internet e nas redes sociais.

Outras proibições abordam propaganda de guerra, violência, subversão do regime, com preconceito de raça ou classe, com desrespeito a símbolos nacionais; usar símbolos semelhantes a oficiais de governo, empresa pública ou estatal; alterar qualquer forma de propaganda ou impedir conteúdo de outro candidato; e sites oficiais ou hospedados em órgãos da administração pública também não podem ser usados para divulgação de conteúdo de campanha.