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Autor: Edison Silva


11:53 · 21.07.2018 / atualizado às 13:03 · 21.07.2018 por

Por Renato Sousa

Salmito Filho, presidente da Câmara Municipal de Fortaleza é um dos querem chegar à Assembleia Legislativa Foto: José Leomar

O período de convenções partidárias começou na última sexta-feira,  e com ele, a confirmação sobre quem será  candidato nas eleições deste ano. Pelo menos 11 vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) deverão participar da disputa deste ano, o que representa cerca de 25% da Casa. Até o momento, Célio Studart (SD), Acrísio Sena (PT), Soldado Noélio (Pros), Julierme Sena (Pros), Adail Jr. (PDT), Salmito Filho (PDT), Ziêr Férrer (PDT), Priscila Costa (PRTB), Odécio Carneiro (SD), Guilherme Sampaio (PT) e Plácido Filho (PSDB) apresentaram seus nomes para a disputa. “Estou otimista com a possibilidade de vereadores que estão no mandato possam ser eleitos”, declara Guilherme Sampaio, que deve concorrer a deputado estadual.

De acordo com o parlamentar, a expectativa é que esse ano haja uma renovação expressiva tanto na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE) quanto na Câmara dos Deputados, o que abre espaço para que os vereadores tentem ocupar essas vagas. “A minha expectativa é de que todo esse processo político, que está sendo muito debatido, juntamente com a polarização política, vai resultar em uma boa renovação na AL-CE. Até porque os ciclos vão encerrando-se”, diz. Segundo ele, para vereadores com mais tempo de Casa, já há um reconhecimento que se estende para além das divisas do Município.

Já o primeiro vice-presidente da CMFor, Adail Jr. (PDT), que também deve concorrer a deputado estadual, declara que a maior renovação deve ser na bancada federal. Na AL-CE, ele acredita que ela deverá ter menor intensidade. E a quantidade de deputado estaduais que terão suas bases políticas concentradas em Fortaleza também não não deve ter uma ampliação muito grande. De acordo com ele, sempre há vagas na Casa que são ocupadas por ex-vereadores. Atualmente, nove deputados estaduais têm passagens pelo Parlamento da Capital: Capitão Wagner (Pros), Heitor Férrer (SD), Tin Gomes (PDT), Sarto Nogueira (PDT), Ferreira Aragão (PDT), Mário Hélio (Patri), Tomaz Holanda (PPS) e Walter Cavalcante (MDB).

Priscila Costa (PRTB), pré-candidata a deputada federal, atribui a quantidade de parlamentares que vão participar da disputa à crise política pela qual passa o País. “No meio de tantos escândalos e decepções, agitou-se o cenário político. Mais pessoas passam a acreditar na renovação”, avalia a vereadora. E, nesse cenário, ela aponta que muitos dos parlamentares creem que poderiam contribuir para essa troca de lideranças. “É o que eu posso fazer, o que está ao meu alcance. Em Brasília, vemos tantas pessoas que não fizeram a diferença e o que poderia ser feito…”, explica. Costa, ao contrário de Sampaio, destaca a quantidade de vereadores em primeiro mandato que devem participar da eleição deste ano, um total de pelo menos cinco: Célio Studart, Soldado Noélio, Julierme Sena, Odécio Carneiro e ela própria.

Há, entretanto, quem tenha outros motivos para tentar trocar de casa legislativa. Julierme Sena, por exemplo, atribui o desejo a uma demanda de sua base parlamentar, formada principalmente por policiais civis. Segundo ele, pré-candidato a deputado federal, a CMFor não é o melhor espaço para lutar por seus colegas de profissão. “Há a questão da representatividade política. Represento uma categoria cuja plataforma ideal seria a nível estadual ou federal”, diz o vereador.

Entre os pré-candidatos que se apresentaram para a disputa, pelo menos uma retirou seu nome. Larissa Gaspar (PPL), que deveria concorrer a deputada federal, desistiu da ideia “por compreender que o nosso mandato aqui na CMFor cumpre um papel muito importante”. Ela afirma que não queria correr o risco de diminuir a intensidade dos trabalhos na Casa para poder conduzir uma campanha.

Em 2014, três vereadores deixaram a CMFor após serem eleitos para outros cargos. Capitão Wagner e Walter Cavalcante tornaram-se deputados estaduais enquanto Vitor Valim (Pros) virou deputado federal. Na eleição municipal de 2016, a eleição de Moroni Torgan (DEM) para vice-prefeito e sua renúncia do posto de deputado federal levou o então vereador e suplente Vaidon Oliveira (Pros) para Brasília.

 

09:43 · 20.07.2018 / atualizado às 09:43 · 20.07.2018 por

O editorial de hoje do jornal O Estado de S. Paulo condena o comportamento político dos integrantes dos partidos que foram o chamado “Centrão”, cujo apoio estava sendo disputado pelos candidatos Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

O noticiário nacional de ontem dá conta que os dirigentes dos partidos que integram o “Centrão”, DEM, PP, PRB, Solidariedade e PR, decidiram apoiar o candidato Alckmin.

Leia a íntegra do editorial do jornal O Estado de S. Paulo:

O jogo do ‘centrão’

Por melhores que possam ser suas intenções, o futuro presidente dificilmente conseguirá implementar sua agenda sem se submeter à chantagem 

 

Deveria ser proibido para menores de 18 anos o noticiário sobre as articulações do chamado “centrão” em torno da sucessão presidencial.

Para quem não está familiarizado com o subdialeto do baixo clero do Congresso, “centrão” é o nome que se dá ao ajuntamento de partidos fisiológicos que se mobilizam sempre que existe a oportunidade de aumentar seus ganhos em barganhas que, de tempos em tempos, lhes são oferecidas – ou procuradas, que ninguém é de ferro. Nada ali lembra nem remotamente a política como deve ser, isto é, o embate democrático de ideias em torno dos interesses dos eleitores. Tudo o que importa para esses partidos é defender uma divisão equânime do butim estatal entre seus caciques e agregados, e ninguém ali faz muita questão de esconder esse comportamento obsceno.

Somente os incautos acreditam que “centrão” seja o nome de um bloco político legítimo, com aspirações programáticas ideologicamente discerníveis. O “centrão” é apenas um rótulo para vários partidos nanicos, pequenos e médios que buscam avidamente orbitar o poder para auferir benefícios políticos e pecuniários e sabem que, juntos, ganham maior capacidade de constranger o governo ou outra presa qualquer a atender às suas demandas – que se resumem a facilidades, cargos e verbas.

Em circunstâncias normais, candidatos de partidos tradicionais, com compromissos mais sólidos com seus eleitores, rejeitariam de pronto o apoio do “centrão” em suas campanhas, por tudo de nefasto o que esse bloco representa. Afinal, o que esperar de um governo formado a partir da associação com notórios oportunistas? Mas o sistema político-eleitoral brasileiro infelizmente é talhado para produzir aberrações que praticamente inviabilizam a formação de candidaturas competitivas sem coligação com partidos explicitamente fisiológicos.

Assim, o País tem assistido nos últimos dias ao leilão do “centrão” entre diversos candidatos a presidente, de todos os matizes ideológicos. A adesão do bloco, é óbvio, não será definida conforme o posicionamento dos candidatos acerca de questões fundamentais, como tamanho e formato do Estado, modelos de desenvolvimento, políticas sociais e inserção internacional. Termos tradicionais da política como “esquerda”, “centro” e “direita” são, portanto, irrelevantes – é por isso que a expressão “centrão” deve ser lida como uma ironia, pois de centro, naturalmente, esse bloco nada tem. Somente à luz disso é possível entender, por exemplo, a declaração do líder do PR na Câmara, José Rocha (BA), segundo a qual a bancada de seu partido “está meio a meio, há deputados que preferem Jair Bolsonaro e outros que são favoráveis a apoiar Lula”. Afinal, Lula e Bolsonaro só se igualam na geleia geral.

Enquanto o gelatinoso “centrão” não se decide, quase todos os candidatos mais competitivos guardam lugar em suas chapas para um candidato a vice-presidente indicado pelo bloco. Tudo isso na expectativa de adicionar precioso tempo de TV às suas campanhas, algo que, para muitos analistas, pode ser decisivo.

É espantoso, mas ao mesmo tempo revelador dos tempos esquisitos que o País vive, que o apoio do “centrão” seja mesmo considerado o fiel da balança nesta eleição. Depois de todo o movimento em prol do saneamento da política, que tem mobilizado a opinião pública desde a eclosão da Lava Jato, a eleição presidencial mais importante dos últimos tempos pode ser decidida justamente por alguns dos partidos e caciques mais identificados com as baixarias que aviltam a política.

Assim, um governo formado a partir de uma aliança com o “centrão” não augura coisa boa. Por melhores que possam ser as intenções do vencedor da eleição, na hipótese de ser alguém comprometido com as reformas de que o País tão urgentemente necessita, o futuro presidente dificilmente conseguirá implementar sua agenda sem se submeter à costumeira chantagem do “centrão”. E os estragos causados por essa turma na atual legislatura, inviabilizando votações cruciais e aprovando projetos que sabotam o esforço fiscal mesmo depois de arrancar dedos e anéis do governo, deveriam ser suficientes para mostrar que o preço de um punhado de segundos a mais na propaganda eleitoral pode ser alto demais para o País.

14:10 · 19.07.2018 / atualizado às 16:49 · 19.07.2018 por

Por Letícia Lima

Quase todos os 33 partidos em atividades plenas no Ceará irão fazer coligações proporcionais nas eleições deste ano, as últimas permitidas pela Legislação Eleitoral. A partir deste ano as coligações só poderão acontecer para as eleições majoritárias, de prefeito, governador e presidente da República.

O presidente estadual do PHS, Marcio Aurélio, diz que a legenda não tem “estrutura” para lançar “sozinho” uma chapa de candidatos a deputado federal e estadual, principalmente, quando existe uma cláusula de desempenho a ser superada. Segundo o dirigente, o partido vai “caminhar junto” com o Avante, comandado pelo deputado federal, Cabo Sabino, com quem ele diz ter uma relação muito próxima, além de outros partidos que estão em negociação.

“O que é prioridade nossa é a questão da cláusula de barreira, a gente tem esse desafio, porque o que vale são os votos pra deputado federal. Temos em torno de 10 pré-candidatos a deputado federal. Eu estando numa chapa, numa coligação, onde o candidato, que é o nosso filiado, se sinta dentro da briga, ele se interessa mais em correr atrás dos votos, então não adianta irmos pra um canto, onde o nosso pré-candidato não se sinta à vontade, onde já entra derrotado”, salientou.

O PSC é outro partido que tem como prioridade a eleição de, pelo menos, um deputado federal no Ceará. A presidente da legenda no Estado, Nicolle Barbosa, que, inclusive, é pré-candidata do partido à Câmara, enfatizou o “compromisso” do diretório estadual em ajudar a legenda a aumentar a bancada federal que conta, hoje, com nove parlamentares. Para isso, ela disse que o PSC vai compor um bloco com os demais partidos aliados ao governador Camilo Santana (PT). O porta-voz da Rede Sustentabilidade no Estado, Wesley Diógenes, também frisou que vai “focar esforços” na eleição de, pelo menos, um deputado federal e, para tanto, está fechando a coligação que o partido participará.

Já o presidente estadual do partido Novo, Jerônimo Ivo, diz que a sigla decidiu ir para a disputa proporcional “sozinho”, visando fazer um “treinamento” para as próximas eleições municipais, em que as coligações já serão proibidas. Ele afirma que nas eleições deste ano será lançada apenas uma chapa com quatro candidatos a deputado federal, sem postulantes à Assembleia. Ao ser questionado se o partido terá estrutura para eleger um de seus candidatos, Jerônimo disse que apresentará o que o partido tem de melhor.

“Nós vamos apresentar para a sociedade o que a gente tem e mostrando os valores que nós temos, as pessoas que estão dispostas a contribuir com a sociedade. Não vai existir coligação (em 2018), estamos fazendo um treinamento do que está por vir. Talvez ele (Novo) se sobressaia em 2020, vamos estar com uma estrutura bem melhor, vamos estar mais experientes nessa questão de não trabalhar com coligação”, defendeu.

O PROS no Ceará, que apoia a candidatura do general Guilherme Theophilo (PSDB) para  Governo do Estado, já decidiu que não vai se coligar com outros demais aliados nas eleições proporcionais. Segundo o presidente da legenda no Ceará, deputado estadual Capitão Wagner, o PROS já conta com uma chapa completa de candidatos para as duas Casas Legislativas e se coligar poderá diminuir a possibilidade de eleger candidatos próprios. Wagner, que é pré-candidato a deputado federal, bateu recorde de votação na eleição para deputado estadual, em 2014, com mais de 194 mil votos, e se repetir o bom desempenho na disputa deste ano poderá “puxar” votos para candidatos do seu partido e ajudar a elegê-los.

“Tenho 33 candidatos a deputado federal e 69 a deputado estadual, na hora que eu coligo eu vou absorver os candidatos dos outros partidos e vou dispensar os do PROS. Quem tá querendo coligar não tem candidatos suficientes e eu tenho só no PROS esse grupo completo. Não faz sentido coligar e tirar da disputa candidatos do PROS, quem perde é o meu partido e tenho o compromisso de dar maior número de votos ao meu partido em relação a deputado federal e estadual”, sustentou.

Além do Novo e do PROS, o Patriota também vai lançar uma chapa pura na eleição para a Assembleia Legislativa, segundo o dirigente estadual da legenda, Samuel Braga. Já para a Câmara Federal, o partido formará coligação junto com partidos da base governista. O PSTU, que tem como pré-candidato ao Governo do Estado, Francisco Gonzaga, também não vai fazer coligação nestas eleições proporcionais, segundo informou a sua assessoria. O PT e o PCdoB, ambos da base de apoio de Camilo Santana, também estão avaliando a melhor estratégia para concorrer a vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.

15:31 · 18.07.2018 / atualizado às 15:31 · 18.07.2018 por

 

Para exercer o direito do voto em trânsito, o eleitor terá que fazer o cadastro até o dia 23, no local em que estará no dia da eleição Foto: Silvana Terelho

Em Fortaleza, os eleitores de outros estados e do interior cearense, segundo a relação definida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) terão 84 locais onde poderão exercer o seu direito do voto. O prazo para o eleitor fazer o seu cadastro vai até o próximo dia 23, segundo o Calendário Eleitoral.

Além de Fortaleza, em todos os municípios com mais de 100 mil eleitores, também terão locais para o voto em trânsito, em número muito menor de seções eleitorais, segundo a relação do TRE.

Para ter  direito o voto em trânsito no pleito deste ano, o eleitor terá que estar cadastrado  no cartório eleitoral até o próximo dia 23. O eleitor que estiver cadastrado para votar em trânsito, de modo algum vai poder votar no seu domicilio eleitoral, isto é, na Zona Eleitoral do seu título.

Se o eleitor estiver em trânsito dentro do Estado do seu domicílio eleitoral, isto é, se o eleitor é de Sobral e for votar em trânsito no Município de Juazeiro do Norte, ele  poderá votar para todos os cargos em disputa: Presidente da República, Governador, Senadores e Deputados (federal e estadual). Se o eleitor for de outro Estado, para votar em qualquer localidade do Ceará em que esteja cadastrado, só poderá votar para Presidente da República.

14:54 · 18.07.2018 / atualizado às 14:54 · 18.07.2018 por

O governador Camilo Santana vai fazer um jantar, na última segunda-feira deste mês, 30, para arrecadar recursos para sua campanha, seguindo orientação do ex-governador Cid Gomes, como ele próprio declarou ao Diário do Nordeste, na edição de hoje. O jantar foi anunciado aos prefeitos pelo governador no encontro de ontem à noite.

Cid instituiu esses jantares, ao disputar a reeleição e para as eleições do prefeito Roberto Cláudio, reunindo milhares de pessoas, cada uma pagando um valor considerável pelo jantar, resultando na arrecadação de uma boa soma de recursos para os gastos da campanha.

Até as últimas eleições estaduais, ainda existia o financiamento empresarial de campanhas, recentemente extinto pelo Supremo Tribunal Federal. É extensa a relação de empresas que garantiram recursos para as campanhas de Camilo Santana e Eunício Oliveira, em 2014.

Agora, o financiamento é público, embora os candidatos possam arrecadar recursos de seus correligionários, atendendo as limitações da legislação eleitoral. Também o candidato vai poder financiar a sua própria campanha.

Ainda não está definido o local do jantar anunciado por Camilo Santana, para o próximo dia 3o.

09:34 · 18.07.2018 / atualizado às 09:34 · 18.07.2018 por

Por Miguel Martins

Cid Gomes disse que o governador Camilo Santana não será convidado para a convenção nacional do PDT, sexta-feira próxima, para homologação da candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, para evitar constrangimento. “Jamais colocaremos amigos nossos em situação de desconforto. Isso é constrangimento”, disse ele, lembrando que o partido do governador, o PT, tem pré-candidatura formalizada.
De acordo com Cid Gomes é pouco provável que até lá, embora haja expectativa de algum anúncio a ser feito, que se consiga fechar uma chapa com os partidos que poderão se coligar com o PDT. “O Ciro está conversando com o PSB e com o PCdoB, e estou muito otimista com relação a isso”. Existe outra frente conversando com partidos do chamado Centrão, composto por DEM, PP e SD, além de diálogos com outros partidos, como PRB, PR, PHS e PSC.

“Se der certo tudo isso, o Ciro terá o maior tempo de televisão. Isso será muito mais do que a gente pediu a Deus. Esperamos que os diálogos feitos sejam razoáveis com a proposta do Ciro, encontrando um ponto de igualdade entre todos”, disse Cid Gomes, que vem organizando a pré-campanha do irmão pelo País afora.

O presidente do PDT nacional, Carlos Lupi, afirmou que todos aliados e amigos de Ciro Gomes estão sendo convidados para comparecerem em Brasília, na sexta-feira, inclusive, o governador Camilo Santana. Mas segundo afirmou, “para evitar constrangimento, provavelmente, ele não irá. Porque o PT tem um pré-candidato, e acho muito difícil ele comparecer”. Sobre eventuais alianças que já podem ser confirmadas já no dia 20 de julho, o dirigente disse que é “pouco provável”. “Tudo ainda está em fase de conversa, muita coisa indo e vindo. Pode ser que alguma aliança seja formalizada, mas acho pouco provável”.

13:58 · 17.07.2018 / atualizado às 13:58 · 17.07.2018 por

 

O deputado Heitor Férrer está liberado pelo seu partido que vota em Camilo, de seguir o seu próprio caminho. Ele porém, não deverá ficar atrelado a nenhum dos demais candidatos ao Governo do Ceará Foto José Leomar

O deputado Heitor Férrer (SD) voltou a conversar com o presidente estadual do seu partido, o deputado federal Genecias Noronha, sobre como o Solidariedade vai se posicionar nas eleições majoritárias e proporcionais deste ano. Genecias reiterou o compromisso anterior de liberdade plena para Heitor, respeitando sua posição de oposição ao governador, enquanto o partido está aliado.

Genecias ainda não sabe com quem o Solidariedade vai fazer coligação proporcional, pois essa definição das coligações será tratada com o ex-governador Cid Gomes, mais próximo do fim do prazo de realização das convenções, nos primeiros dias do mês de agosto.

Heitor, mesmo com a liberdade dada pelo seu partido, não deverá fazer parte de nenhum grupo dos demais candidatos a governador, embora o pessoal que apoia a candidatura do general Guilherme Theophilo (PSDB) ao Governo do Estado, esteja contando com o deputado para a campanha em Fortaleza, onde Heitor tem sua principal base política

12:25 · 17.07.2018 / atualizado às 14:51 · 17.07.2018 por

 

O governador Camilo Santana conversa com prefeitos e deputados aliados, em dias separados. A pauta não foi transmitida aos convidados dos encontros Foto: José Leomar

Os deputados estaduais ligados ao Governo do Estado estão sendo chamados para uma reunião, amanhã, com o governador Camilo Santana, na residência oficial, no início da noite. Alguns dos convocados não foram informados da pauta do encontro, mas admitem que seja para a discussão de questões relacionadas às coligações partidárias, tema de grande preocupação da maioria deles.

Hoje, o governador reunirá prefeitos, o objetivo também deve ser eleições, mas diferentemente das questões a serem tratadas com os deputados, pois os prefeitos são apenas apoiadores dos candidatos do Governo ao Legislativo e ao Executivo. Camilo deve renovar o pedido de apoio para ele e seus correligionários. O encontro com os prefeitos é no auditório do Hotel Praia Centro.

Depois dos encontros de hoje e amanhã, outras reuniões acontecerão com os mesmos prefeitos e deputados, mas desta vez com o ex-governador Cid Gomes, hoje em São Paulo, tratando da campanha presidencial de Ciro Gomes, e da preparação da convenção nacional do PDT, na próxima sexta-feira.

Nos próximos encontros com Cid, os deputados já tratarão dos detalhes das alianças que serão formadas para a disputa proporcional.

 

15:14 · 16.07.2018 / atualizado às 09:00 · 17.07.2018 por

Ciro Gomes está hoje em São Luiz do Maranhão cumprindo agenda oficial do seu partido: o lançamento da candidatura de Weverton Rocha ao Senado, na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB), defensor da aliança do seu partido com o PDT de Ciro.

Os dois já haviam conversado sobre a possibilidade de retirada da candidatura de Manuela Dávila à Presidência da República, para apoiar a de Ciro.

Paralelo a esses entendimentos, Ciro aguarda a manifestação dos dirigentes dos partidos do bloco denominado “Centrão), DEM, SD, PP e PRB. Na conversa do candidato pedetista com os representantes desses  partidos, no último sábado, ficou acertada uma reunião do ex-secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho, coordenador da área econômica da candidatura de Ciro, com um economista do DEM, para discutirem sobre a inclusão de propostas deste partido no projeto de Ciro

10:31 · 15.07.2018 / atualizado às 10:31 · 15.07.2018 por

 

Ciro tem procurado o apoio do PSB, DEM, PP, Solidariedade e outras agremiações para reforçar sua candidatura à Presidência da República Foto: Marcello Casal Jr.

Ciro Gomes (PDT) acertou, no último sábado, em encontro com dirigentes nacionais do DEM, PP, PRB e SD (Solidariedade), fazer ajustes no seu projeto de governo para compatibilizar interesses desses partidos, principalmente na área econômica.

O encontro, segundo avaliação de Cid Gomes para correligionários, após conversar com Ciro, no fim da tarde de sábado, foi muito proveitoso no sentido de concretizarem a aliança, assim como é o caso do PSB.

Ciro, segundo destaca notas da coluna Painel da Folha de S.Paulo deste domingo, pediu a indicação de um economista do DEM para tratar com o coordenador da área econômica de sua campanha, o ex-secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho, para ajustarem os interesses do PDT e dos prováveis aliados.

Leia o que está registrado na coluna Painel sobre o encontro de Ciro com dirigentes de partidos, assim como a ligação de Cid para o ex-governador Alckmim:

Denominador comum No encontro com dirigentes do DEM, PP, PRB e SD neste sábado (14), Ciro Gomes (PDT) disse que vai pedir a Mauro Benevides Filho, que toca seu programa, que sente na próxima semana com um economista indicado pelo Democratas para que ambos possam encontrar pontos ajustáveis no plano do pedetista.

Carta viva O DEM encara seu eventual ingresso na coligação de Ciro como um ativo valioso para melhorar a imagem do pré-candidato no mercado financeiro. Por isso a sigla cobra ajustes nas propostas e no discurso dele. O economista Claudio Adilson deve representar a legenda na conversa.

Papel passado Como mostrou o Painel no domingo (8), o DEM condicionou o anúncio de uma aliança com Ciro à confecção de um documento que estabeleça um compromisso claro com a estabilidade fiscal.

Quem avisa… Articulador da campanha e irmão de Ciro, Cid Gomes (PDT) enviou mensagem a Geraldo Alckmin (PSDB) pedindo que ele indicasse um interlocutor com quem pudesse trocar impressões. O tucano ignorou.

… Amigo é Cid relatou o gesto a pessoas próximas. Contou que queria fazer chegar ao tucanato o recado de que o partido não deve se preocupar com os acenos do centrão ao PDT, mas com o flerte do PR com Bolsonaro.

Só no seu campo Se o deputado fisgar a sigla, ampliando seu tempo de TV, avalia Cid, engolirá mais um pedaço do eleitorado do PSDB.