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Parque Adahil Barreto será gerido pelo Estado

08:57 · 09.06.2017 / atualizado às 08:57 · 09.06.2017 por

Por Renato Sousa

A iniciativa da cessão do Parque Adahil Barreto para ser administrado pelo Governo do Estado partiu do prefeito Roberto Cláudio Foto:Thiago Gadelha

Os vereadores da Câmara Municipa de Fortaleza (CMFor) aprovaram, ontem, a cessão do Parque Adahil Barreto para o Governo do Estado. O espaço de cerca de 100 mil m² no Dionísio Torres passará a ser administrado pelo Palácio da Abolição pelo período de 20 anos. De acordo com o texto de apresentação da mensagem, enviada à Casa pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT), a medida é parte dos esforços das administrações estadual e municipal em delimitar e regulamentar o Parque do Cocó.

O texto recebeu duas emendas. Uma, de autoria do vereador Renan Colares (PDT), modificou o espaço a ser cedido. Na quarta-feira, 7, o líder do Palácio do Bispo na Casa, Ésio Feitosa (PPL), já havia declarado que o texto apresentado por Renan atendia a um desejo da própria Prefeitura, que havia, equivocadamente, incluído trechos de propriedades privadas no desenho original.

Outra emenda, de autoria de Guilherme Sampaio (PT), determina a criação de um conselho com participação da sociedade civil para auxiliar o governo estadual na gestão do parque. Em plenário, o parlamentar defendeu que isso não era “uma condição qualquer”.

O anúncio da cessão do parque foi feito na tribuna da Casa no último dia 31, pelo líder da bancada do PDT na Casa, Iraguassú Filho. Segundo o vereador trabalhista, a medida tornou-se possível em razão de mudança na Lei Orgânica do Município (LOM), aprovada em redação final naquele mesmo dia, autorizando a cessão de parques, praças, jardins ou lagos públicos para o Estado e a União.

De acordo com Iraguassú, a mudança “viabiliza uma situação em que o parque Adahil Barreto possa fazer sofrer alguma ação de transferência do domínio para o Estado do Ceará”.

O parlamentar lembrou que o Parque Municipal foi fruto de uma das primeiras mobilizações da sociedade em defesa do Cocó, ainda na década de 1980, para evitar a construção da sede do Banco do Nordeste (BNB) na área. O vereador, na tribuna da Casa, afirmou que o equipamento bancário era muito importante, “mas não naquela área”. A sede da instituição financeira acabou sendo construída no bairro Passaré.

Indicação

Outros quatro projetos foram aprovados ontem pelos vereadores da Capital. Todos de indicação. Um deles, de autoria de Dr. Eron (PP), propõe à Prefeitura que se crie, em parceria com a iniciativa privada, um programa de educação musical na rede municipal de ensino, denominado “Som que Toca”.

À administração municipal competiria a aquisição dos instrumentos, sendo a execução de responsabilidade dos parceiros privados. “É patente em todas as esferas de nossa sociedade que a música tem um papel primordial como forma de lazer e na socialização das pessoas, pois ela cria e refina laços sociais e vínculos afetivos. Além disso, a música exerce um relevante papel na formação cultural das pessoas, por meio do repasse de ideias, informações e conceitos, servindo para o aprimoramento do aprendizado”, declara o parlamentar na justificativa do projeto.

Outro projeto, de Dr. Porto (PRTB), propõe a instituição da Operação Sorriso no calendário de Fortaleza. Nesse período, a Prefeitura deverá, segundo o texto, realizar “campanhas, seminários, simpósios, conferências, cirurgias corretivas e outros meios que visem à divulgação da importância da realização da cirurgia de lábio leporino”.

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