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Categoria: Abrigos


11:37 · 21.01.2015 / atualizado às 11:37 · 21.01.2015 por
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Neto Nunes disse que vai conversar com Cid Gomes para saber a qual partido deve se filiar.FOTO: ALEX COSTA

Preteridos por seus partidos durante o período eleitoral, os deputados Hermínio Resende, hoje no PROS, e Neto Nunes, que ainda está no PMDB, devem deixar suas legendas nos próximos meses e aderirem a novos grêmios. A criação de uma nova legenda no Ceará, conforme adiantou o Diário do Nordeste, pode influenciar para que outros políticos do Estado deixem siglas em busca de abrigo no grupo.

No ano passado, Resende renunciou sua candidatura à reeleição para apoiar Eunício Oliveira (PMDB), adversário de Camilo Santana na disputa ao Governo do Estado. Santana foi a indicação da maior liderança do PROS no Ceará, o então governador Cid Gomes. Na ocasião, o parlamentar afirmou que, mesmo o seu partido com cinco nomes aptos para disputar o cargo, foi indicado um nome do Partido dos Trabalhadores.

A permanência do deputado no partido se tornou insustentável, pois foi de encontro aos interesses do próprio Cid Gomes. Resende decidiu renunciar à candidatura para a reeleição de seu quinto mandato para evitar represálias por parte do PROS. Outros deputados na ocasião também não concordaram com a indicação feita, mas depois de diálogos com dirigentes partidários resolveram acatar as decisões vindas de cima.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o deputado disse que vai se desfiliar do PROS, e já teria recebido convites do PMDB e PR para se filiar a uma dessas legendas, no entanto ainda estaria analisando em qual das dias siglas poderia ingressar. Já Neto Nunes também não acatou a decisão do seu partido de indicar um nome peemedebista, visto que tinha laços estreitos com o então vice-governador do Estado, Domingos Filho, que havia deixado o PMDB para fazer parte do PROS.

A esposa de Neto Nunes, a deputada eleita Laís Nunes também é filiada ao mesmo partido do ex-governador Cid Gomes e foi eleita pela sigla. O peemedebista disse que já conversou com o governador Camilo Santana sobre o assunto, e ressaltou que vai conversar com Cid Gomes para ver qual caminho deve seguir.

Eu já conversei com o governador Camilo sobre isso. Eu conheço o Camilo há muito tempo, e não tenho dúvida que ele será um dos maiores governadores desse Estado. Eu vou sair do PMDB e já disse ao governador. Vou conversar com o Cid e vamos ver qual o caminho que teremos daqui pra frente”, afirmou Neto Nunes.

Ele disse que desde o início de seu mandato parlamentar sofreu “discriminação por parte do partido”, pois seria dele a vaga na Mesa Diretora, e somente depois de ser pressionado pelo PMDB resolve tirar sua indicação. O parlamentar afirmou também que a maior liderança do PMDB no Estado, o senador Eunício Oliveira, teria apoiado nomes de outros deputados em regiões em que Neto Nunes tinha uma predominância, o que também contribuiu para um mau-estar dentro da sigla.

Quando você está em uma casa que você não é bem recebido, você deve procurar outro lugar para ir. Mas não tenho rancor nenhum do partido. Fui aliado do Eunício, mas chega uma hora em que as pessoas têm que fazer opções. Eles não priorizaram o meu nome, e encurralaram minha participação”, disse. Neto Nunes afirmou ainda que não tem qualquer partido em vista, mas deve decidir um novo partido para se abrigar até o fim do ano.

Oposição pode diminuir na AL

Com a possibilidade de criação de um novo grêmio, o Partido Liberal (PL), outros parlamentares que não estejam se sentindo contemplados em suas siglas podem ingressar na agremiação. A bancada de oposição ao Governo Camilo Santana na Assembleia, formada por até 13 parlamentares, tende a diminuir sua representatividade, caso alguns de seus membros ingressem no partido.

Conforme já publicado no Diário, o deputado Agenor Neto (PDMB) seria um dos descontentes no grupo, e poderia deixar de participar do bloco, isso de acordo com próprios membros do grupo. O Diário do Nordeste tentou entrar em contato com o peemedebista, mas seu celular estava desligado.

09:55 · 22.08.2013 / atualizado às 09:55 · 22.08.2013 por

Por Georgea Veras

O vereador Casimiro Neto (PP) chamou atenção para o problema dos abrigos de Fortaleza. Conforme o parlamentar, segundo já foi veiculado na imprensa local, essas unidades que acolhem crianças e adolescentes em estado de vulnerabilidade estão superlotadas, pois chegam a abrigar 50% a mais do que a sua capacidade, o que, segundo o parlamentar, é um dado confirmado pelo titular da Coordenadoria da Criança e Adolescente, Arquimedes Pinheiro.
Casimiro Neto aponta que a imprensa mostrou a “via crucis” enfrentada por uma menor até encontrar guarida em uma dessas instituições. A menor, conforme o parlamentar, era filha de uma usuária de drogas e acabou sendo entregue ao Conselho Tutelar. “Tal como tantas outras que são vítimas do que considero um dos maiores males advindos do século passado em nosso País, que são as drogas”, pontuou.
O parlamentar alega que conforme titular da Coordenadoria da Criança e Adolescente, Arquimedes Pinheiro, existem quatro abrigos em Fortaleza que possuem capacidade para até 62 crianças, mas abrigam 30 crianças a mais. “Os abrigos têm um papel de fundamental importância em nossa sociedade e não podemos pensar neles como simples depósitos de serem humanos dela alijados”, defendeu.
Casimiro Neto entende ser “constrangedor” para os governantes, parlamentares e para a sociedade a situação em que essas entidades se encontram, segundo ele, com sobras de deficiências e falta de apoio para que possam funcionar e se manter.
Conforme o vereador, o projeto de ação social Logos, situado no bairro da Serrinha, há mais de dez anos funciona com a administração de um pastor e sua esposa e sem qualquer ajuda financeira dos órgãos públicos. Mesmo assim, destaca, o projeto recebe crianças de todas as idades. “Devemos sim, arregaçar as mangas e partir para a adoção de medidas cabíveis para reverter esse quadro de abandono, vendo a possibilidade de alocarmos recursos de nossas emendas para tal”, sugeriu.
Casimiro Neto indicou também a formação de uma comissão para estudar a possibilidade de se conseguir verbas provenientes do Fundo Nacional de Antidrogas (Funad) que é constituído, dente outros, de recursos oriundos da alienação de bens apreendidos de pessoas condenadas por tráfico ou envolvidas em atividades ilícitas de produção ou venda de drogas.