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Categoria: Afilhados


09:45 · 09.10.2012 / atualizado às 09:45 · 09.10.2012 por

A prática de lançar e apoiar parentes não é novidade nas casas legislativas País afora e configura uma forma de determinadas famílias de se perpetuarem no poder. Aparentemente nos municípios do Interior isso parece ser mais comum, mas na Capital, muitos são os políticos que se aproveitam de algum prestígio e fazem do parlamento uma extensão de seus lares tendo familiares tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Municipal de Fortaleza. No entanto, no pleito do domingo passado, muitos foram os que não tiveram sucesso com a prática.
Dos novos vereadores que comporão a Casa, a partir de janeiro próximo, somente Marcílio Gomes, do PSL, e o ex-vereador Thomaz Holanda emplacaram seus parentes. O primeiro elegeu a esposa, Cláudia Gomes (PTC) e o segundo, a filha, Tamara Holanda. Outros que tentaram reeleição também, conseguiram o feito. Foi o caso de Magaly Marques (PMDB), que teve o apoio do irmão e líder, Carlomano Marques (PMDB) e Leda Moreira (PSL), que também tem no irmão, o deputado estadual Augustinho Moreira (PV), seu principal cabo eleitoral.
Os atuais vereadores Glauber Lacerda (PPS), Machadinho Neto (DEM) e Marcílio Gomes (PSL), por exemplo, não disputaram a reeleição no pleito que aconteceu no domingo passado. No entanto, para não correr o risco de perderem a linhagem no Legislativo Municipal, decidiram indicar e apoiar a candidatura de suas esposas, mas somente Marcílio teve êxito, e conseguiu eleger Cláudia Gomes, que é do PTC.
Glauber Lacerda lançou Fátima Sindeaux, que é do PMN. O partido dele, porém, o PPS, está coligado com o PDT de Heitor Férrer, enquanto que o dela, com o PSB de Roberto Cláudio. Machadinho Neto acreditou na vitória de sua mulher, Ruthmar Xavier, do PR, que está junto com Elmano de Freitas, do PT. Os dois, porém, não conseguiram o feito de tentar perpetuar a família no Poder Legislativo.
Marcílio Gomes, que é primo do deputado federal Aníbal Gomes, passa a ser representado na pessoa de sua esposa, Cláudia Gomes, do PTC. O ex-vereador e suplente de deputado, Thomaz Holanda (PMN), também não tentou retornar à Casa Legislativa, mas lançou a filha Tamara Holanda, do PSDC, de apenas 20 anos, que irá representar o pai na Câmara.
O ex-vereador Dumar Ribeiro também apostou no filho ser seu sucessor na Casa, mas Dummar Thomeny, do PSC, não obteve êxito no pleito. Assim como esses, o deputado estadual, Ferreira Aragão (PDT), acreditou em sua influência para tentar levar o filho, Ferreira Aragão Filho, para representá-lo no Legislativo Municipal. Seu intento, no entanto, foi frustrado, pois o candidato só obteve 3.366 votos, o que não foi suficiente para ser eleito.
No PSDB, os tucanos Fernando Hugo e Raimundo Gomes de Matos também não queriam deixar a tradição da família no Poder Legislativo se exaurir, e por isso apoiaram as candidaturas dos filhos Renan Colares e Pedro Matos. Raimundo Gomes de Matos é deputado federal em Brasília, mas trabalhou na campanha de seu rebento, inclusive, apareceu diversas vezes em inserções e na propaganda eleitoral gratuita na Televisão.
Fernando Hugo, deputado estadual foi candidato a vice-prefeito de Fortaleza, e investiu muito para que o filho conseguisse o intento de assumir uma das 43 vagas na Câmara Municipal, mas não foi dessa vez. Os 3.767 eleitores de Pedro Matos e os 7.416 de Renan Colares não foram suficientes para elegê-los, visto que o pastor da Igreja Universal, Carlos Dutra, conseguiu 9.359, tornando-se, assim o único representante tucano no Legislativo.
O deputado estadual Mário Hélio (PMN), também apostou no irmão, Reinaldo Portela, também do PMN, que não se elegeu. Em legislaturas passadas muitos foram os apoios dados a familiares e o resultado foi uma quantidade grande de políticos que conseguiu eleger seus parentes, principalmente, irmãos e filhos. Carlomano Marques (PMDB), por exemplo, assim como no passado, esteve ao lado da irmã Magaly Marques, que conseguiu se reeleger. O deputado estadual Augustinho Moreira (PV) é o principal apoiador da irmã Leda Moreira (PSL), que voltará para a Casa, na próxima Legislatura.
Elpídio Nogueira (PSB), que já está no seu quarto mandato, tem obtido o apoio do irmão, o deputado estadual José Sarto, também do PSB e foi reeleito vereador. Casimiro Neto (PP) também vem da linhagem de políticos. É filho da ex-vereadora Maria José Oliveira e também conseguiu reeleição.
Já outros não tiveram êxito. Foi o caso do vereador Luciram Girão (PMDB) que durante a campanha, até nos folders espalhados pela cidade aparecia com o irmão Lucilvio Girão (PMDB) ao seu lado. No programa eleitoral gratuito e inserções, sempre aparecia ao lado dele. Ainda assim, ficara fora do Poder Legislativo Municipal, a partir do próximo ano O ex-vereador Carlos Sidou também colocou o filho, o vereador Carlinhos Sidou (PV), na Câmara Municipal, mas dessa vez, o parlamentar não conseguiu se reeleger.
Marcus Teixeira (PMDB) também entrou na política apoiado por um parente, pelo irmão, o ex-deputado federal Marcelo Teixeira, mas na próxima Legislatura não fará mais parte dos quadros da Câmara. O sobrinho do deputado estadual Tin Gomes, o vereador Paulo Gomes (PMDB), também não foi reeleito, ainda que tenha tido apoio de seu padrinho político, inclusive, com folders pela cidade com foto dos dois.