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Categoria: Antecipada


14:09 · 08.05.2018 / atualizado às 14:09 · 08.05.2018 por

Hoje, em meio a um Plenário esvaziado, com apenas sete deputados presentes na sessão, a Assembleia Legislativa encerrou as atividades mais cedo, às 11h20. Pouco antes, às 10h11, o painel eletrônico marcava a presença de 29 deputados na Casa, no entanto, nem de longe se via essa quantidade de parlamentares na sessão plenária.

Depois do Primeiro Expediente, tempo dedicado aos grandes discursos, com espaço para seis parlamentares fazerem uso da tribuna, apenas três parlamentares se pronunciaram: Silvana Oliveira (PR), Rachel Marques (PT) e Heitor Ferrer (SD). Eles falavam para poucos que ali estavam: deputado Manoel Duca (PDT), Leonardo Araújo (MDB), Lucílvio Girão (PDT) e Yuri Guerra (PP).

Já no final da sessão, a deputada Fernanda Pessoa (PSDB) chegou ao Plenário, para apresentar aos colegas a deputada estadual do Rio Grande do Norte, Cristiane Dantas (PCdoB), que preside a Frente Parlamentar da Mulher de seu Estado. Fernanda é a presidente da mesma Frente, na Assembleia Legislativa cearense.

No início da sessão, estava, no Plenário, os deputados Audic Mota (PSB), Danniel Oliveira (MDB) e Dr. Sarto (PDT), mas não permaneceram por muito tempo. Inclusive, o deputado Audic Mota, que estava inscrito no Primeiro Expediente, foi chamado para falar, mas não apareceu.

O cancelamento das sessões, principalmente, às sextas-feiras, e término mais cedo delas, até durante a semana, tem sido comum de ver nesses meses, em razão da pré-campanha eleitoral, quando a maioria dos deputados está dando maior atenção às suas bases eleitorais, no Interior do Estado, de olho na reeleição em outubro próximo.

11:41 · 03.03.2018 / atualizado às 11:41 · 03.03.2018 por

Por Letícia Lima

Os gestos do pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), dados no primeiro dia de sua caravana no Interior do Estado, sobre aproximação entre o senador Eunício Oliveira (PMDB), adversário político até então, e o governador Camilo Santana (PT), seu apadrinhado, são vistos pelos aliados deles como sinais de que uma aliança com vistas à eleição de 2018 está cada vez mais certa. O fato de Ciro não ter nem declarado apoio nem rechaçado a ideia, frisando que nunca fez “acordo com adversário para tirar o povo da jogada”, já faz deputados da base do governador na Assembleia Legislativa admitirem, publicamente, uma união política e não apenas “institucional”.

A presença cada vez mais frequente do senador Eunício Oliveira ao lado do governador Camilo Santana, seja em Brasília, ou em eventos no Estado, tem sido sempre justificada pelos aliados dos dois grupos de que se trata apenas de uma parceria “institucional”, para ajudar o Estado. Isso porque dada a função de presidente do Congresso Nacional que o peemedebista cearense exerce, a articulação em torno da liberação de recursos para o Estado acaba sendo mais fácil. Assim como também poderá ser mais fácil buscar a reeleição ao Senado, no caso de Eunício, se estiver numa chapa que lhe ofereça maior envergadura, como a do governador Camilo Santana.

Além de terem sido adversários políticos na última eleição ao Governo do Estado, em 2014, pesa também sobre possível aliança de Eunício Oliveira com Camilo, o fato de Ciro Gomes (PDT), um dos padrinhos políticos do governador, ser um dos principais críticos do PMDB, enquanto pré-candidato à Presidência da República. Ciro e seu partido ainda deverão resolver essa questão internamente, uma vez que Eunício poderá disputar uma vaga ao Senado, ao lado de seu irmão, Cid Gomes (PDT). Ao ser questionado sobre a aliança, Ciro reconheceu que é um “obstáculo”, mas agradeceu a ajuda que o senador tem dado ao Ceará e ressaltou que a “última palavra” é do governador.

Para o deputado Tomaz Holanda (PPS), aliado da gestão estadual na Assembleia Legislativa, a fala de Ciro Gomes vem para “fechar qualquer questão”. “É clara essa aliança, já não acho que tenha empecilho político no Estado, já se admite, porque o senador Eunício já esteve no Palácio com o ministro das Cidades e o presidente da Caixa, já liberando recursos pro Estado. Pra nós é salutar essa aliança, não apenas de instituições, mas também eleitoral, porque é pro bem coletivo”, avaliou.

O deputado Julinho (PDT) também já admite a “possibilidade” de Eunício Oliveira estar na mesma chapa do governador Camilo. “É claro que o Ciro e o Cid não podem negar a grande ajuda e a grande influência que o Eunício tem hoje no Governo Federal, e isso está ajudando muito o Ceará, superando várias dificuldades que tínhamos antes dessa aproximação”. O pedetista diz que ainda “é cedo para qualquer definição”, mas, apesar disso, a postura de Ciro Gomes “facilita esse cenário (de formalização de uma aliança política) mais pra frente”, reconheceu.

O deputado Tin Gomes (PHS) também concorda que fica mais “fácil” falar em aliança entre dois adversários políticos, até então, depois das declarações de Ciro Gomes. “Nós somos um projeto. Essa aliança é muito bem vinda, por reatar a amizade e compromisso político administrativo, dos líderes Ciro, Camilo, Eunício e Cid, para continuarem juntos trabalhando pelo desenvolvimento do Ceará, principalmente, agora que estamos passando por essas turbulências  nas instituições do País como nunca visto antes”, justifica.

O deputado Audic Mota (PMDB), do partido de Eunício, também visualizada que já é “possível” a aliança política com o governador Camilo, mas pondera que será preciso a população entender essa união entre dois políticos que, até então, estavam em campos opostos. “Se mostrarem resultado prático para o Estado antes das convenções, o povo pode dar sinais de que aprova e tornar viável a conjuntura política. Se o povo não entender isso, a aliança não produzirá os efeitos pretendidos na seara política. E estou vendo muita vontade tanto do governador como do senador em mostrar esse resultado que, sem dúvida, será proveitosa para o Estado”, observou.