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Categoria: Auditorias do TCE


09:46 · 17.02.2016 / atualizado às 10:42 · 17.02.2016 por
Se não for concluído imediatamente, o CFO perderá sua finalidade primeira que é a de treinar atletas brasileiros para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Foto: Kleber A. Gonçalves
Se não for concluído imediatamente, o CFO perderá sua finalidade primeira que é a de treinar atletas brasileiros para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Foto: Kleber A. Gonçalves

O Centro de Formação Olímpica do Ceará (CFO), próximo ao Castelão, está ameaçado de não ser concluído, embora falte muito pouco para a sua finalização, em razão da falta de dinheiro e a ameaça da construtora Galvão Engenharia entregar a obra, também por outras razões. O Tribunal de Contas do Ceará (TCE), por decisão nesta terça-feira (16), vai fazer auditorias em todas as obras do Estado que tenham sido contratadas com empresas, direta ou indiretamente ligadas ao processo da Operação Lava Jato.

O CFO, se não for concluído imediatamente perderá sua finalidade primeira que é a de treinar atletas brasileiros para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, neste ano. É um dos equipamentos do gênero mais moderno no País, tanto na parte de treinamento para todas as modalidades de esportes olímpicos quanto na parte de hotelaria.

Sabendo das dificuldades de sua conclusão, visto não ter sido liberado ainda o dinheiro pedido pelo Governo do Ceará ao ministério dos Esportes para a sua conclusão, empresas privadas estão de olho no CFO.

A secretaria de Esportes do Ceará exige um processo burocrático para dar informação sobre a situação atual do equipamento. Para uns está faltando apenas R$ 10 milhões para terminar a obra e o CFO funcionar. A obra já teria custado pouco mais de R$ 200 milhões.

Uma empresa mineira associada com um grupo cearense propõe concluir o empreendimento em troca de explora-lo  por um certo período.

 

Leia a informação do TCE:

TCE Ceará determina auditoria para apurar contratos com empresas investigadas na Operação Lava Jato

O Tribunal de Contas do Estado do Ceará determinou a realização de auditoria para averiguar possíveis irregularidades em contratos realizados por órgãos estaduais com empresas investigadas na Operação Lava Jato. A decisão unânime foi tomada na sessão plenária desta terça-feira (16/2), após apresentação do voto do conselheiro relator, Valdomiro Távora.

A Corte de Contas poderá requisitar informações aos órgãos de controle afins, a exemplo do Tribunal de Contas da União, sempre que necessário. De acordo com Valdomiro Távora, “é importante essa cooperação com outros órgãos e entidades que tenham competência ou interesse em promover a accountability pública”.

O processo nº 02608/2015-3 teve origem em Representação formulada pelo Ministério Público junto ao TCE, após indícios de irregularidades averiguados pelo Departamento de Polícia Federal (DPF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), que se estenderiam aos Estados nos procedimentos de dispensa ou inexigibilidade de licitação em contratos e na celebração de aditivos com as empresas citadas na Operação Lava Jato.