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Categoria: Biblioteca virtual


08:25 · 23.06.2016 / atualizado às 08:25 · 23.06.2016 por

Por Suzane Saldanha

Argumentando a defesa do acesso e do incentivo à leitura, o vereador Pedro Matos (PSDB) subiu à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza para propor que a Prefeitura crie uma biblioteca virtual compartilhada na escolas da rede de ensino público da Capital. Segundo ele, a ideia seria simples e feita a partir da matrícula dos alunos na rede municipal.
“Precisamos dar acesso a essa biblioteca virtual. É um projeto simples, todos os estudantes ao realizar sua matrícula vai ter acesso a uma senha e consequentemente vai ter acesso aos livros didáticos e aos paradidáticos”, explicou.
Matos ressaltou ter como o objetivo oferecimento de uma biblioteca virtual para que sejam compartilhados livros didáticos e literários nas escolas públicas da rede municipal de Fortaleza. “Queremos incentivar e resgatar o interesse à leitura, além de democratizar o acesso e promover a inclusão social dos menos favorecidos”, argumenta.
Pedro entrou com um projeto de Indicação para contemplar a ideia. Segundo a medida, qualquer aluno, professor e funcionário das escolas públicas podem disponibilizar material de leitura na base de dado da biblioteca virtual.
Conforme a proposta, para utilizar o serviço o estudante deve estar devidamente matriculado em uma escola da rede municipal. Além disso, no ato da matrícula, o aluno deve receber um nome de usuário e senha para permitir o acesso.
O parlamentar destaca que a biblioteca deve contar livros didáticos, principalmente os utilizados ao longo do ano letivo, bem como livros de literatura que não contenham teor discriminatório e violento. A matéria aponta que a base de dados deve ser atualizada de seis em seis, conforme interesse do Poder Executivo.
Pedro Matos justificou ter apresentando o projeto por ter observado o recente caso de um estudante de 20 anos em Fortaleza que foi preso por roubar um livro para se preparar para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo informou, o estudante foi salto após contar com a defesa de um defensor público.
“Ele passou dois meses preso e é interessante porque até ele ser solto a fiança era de 850 reais e o livro era na faixa de 290 reais. Como esse estudante que planejava cursar medicina ia ter condição de pagar a fiança se não tinha dinheiro nem para estudar?”, questionou. O vereador finalizou pedindo ao prefeito que tornasse a proposta da biblioteca virtual uma realidade e enviasse uma mensagem para a medida virar lei.
O projeto começou a tramitar ontem e seguiu para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ).
Por ser um projeto de Indicação, a medida segue para o Poder Executivo que pode ou não devolver ao Legislativo a proposição em forma de mensagem.