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Categoria: Blog Política


12:31 · 25.05.2018 / atualizado às 12:31 · 25.05.2018 por

O Partido dos Trabalhadores cancelou reunião de seu Diretório Estadual prevista para esta sexta, 25. De acordo com o presidente estadual em exercício, o deputado estadual Moisés Braz, a decisão foi tomada após o comando nacional da sigla determinar que os petistas de todos os Estados e do Distrito Federal realizem atos de lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto neste fim de semana. “Não tinha como manter o diretório hoje”, diz.

O parlamentar afirma que ainda não há data para o novo encontro, mas ela deve ser discutida tão logo se encerre o lançamento do nome de Lula, previsto para este sábado, 26. “Vou reunir a Executiva para convocarmos logo o Diretório. Também tenho pressa em marcar (a reunião)”, declara o dirigente. O motivo é a proximidade do encontro estadual do partido, previsto para o próximo mês, que deve definir a estratégia eleitoral da sigla.

09:13 · 25.05.2018 / atualizado às 09:13 · 25.05.2018 por

Após anunciar que será implementado, no Ceará, um novo sistema de convocação de mesários e outros colaboradores da Justiça Eleitoral para as eleições deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) tem trabalhado para disseminar as mudanças entre os servidores envolvidos na preparação do pleito de outubro próximo. Na próxima segunda-feira (28), a Secretaria da Corregedoria Regional Eleitoral apresenta o novo Sistema de Convocação Eletrônica de Eleitores (CONVOCA-E) aos chefes dos cartórios eleitorais do Interior do Estado. A convocação de eleitores, por sua vez, começa no próximo dia 6 de julho.

Neste ano, os mesários e auxiliares de eleição cearenses não receberão cartas de convocação pelos Correios, como ocorreu nas eleições municipais de 2016. A partir do dia 6 de julho, a Justiça Eleitoral enviará, aos colaboradores cadastrados no TRE-CE, um e-mail, sem qualquer link, com a convocação.

Segundo o Tribunal, o eleitor deverá, então, acessar o site do TRE-CE e digitar código de autenticação enviado por e-mail. Só depois deste procedimento a convocação será validada. Servidores do órgão nos cartórios eleitorais têm entrado em contato com eleitores cadastrados para confirmar os e-mails para os quais serão enviadas as convocações.

A Justiça Eleitoral calcula que 21,5 mil seções eleitorais funcionarão no Ceará em 2018. Cada uma deve reunir quatro convocados, o que totaliza 86 mil mesários. A convocação eletrônica de eleitores foi sugerida pela Diretoria do Fórum Eleitoral de Fortaleza (Difor).

Como era

Até 2004, os mesários eram convocados por oficiais de justiça, prática proibida em 2017 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o aumento do valor das diárias, em 2016, foi utilizado o serviço dos Correios, mas, de acordo com o TRE-CE, o custo alto por carta (R$ 6,85 cada uma), a demora na entrega das convocações e a não entrega em zonas rurais dificultaram o serviço. A expectativa de economia com a convocação por e-mail, neste ano, gira em torno de R$ 600 mil.

O TRE-CE informa que o CONVOCA-E possui interface simples de operar e tem dois módulos: um interno, para o controle das zonas eleitorais, que gerenciarão todos os cadastros realizados pelos eleitores a serem convocados; e outro externo, à disposição dos eleitores que desejarem autorizar e receber a convocação eletrônica.

Com informações do TRE-CE

09:13 · 25.05.2018 / atualizado às 09:13 · 25.05.2018 por

Por Miguel Martins

Em conversa no Plenário 13 de Maio, ontem, o deputado Odilon Aguiar (PSD) justificava a mudança de posição do PSD a alguns colegas Foto: José Leomar

Após o ingresso do PSD e do SD na base governista, deputados aliados do governador Camilo Santana (PT) tentam entender como um amontoado de partidos deve atuar em defesa de eventual campanha à reeleição do chefe do Executivo. Nos corredores do Legislativo estadual, onde parlamentares discutem a questão, alguns se dizem “surpresos” ou “abalados” com as últimas adesões à base. Outros ainda evitam tecer comentários, dada a celeridade com que teria se dado tal aproximação.

Um dos principais críticos da gestão de Camilo Santana nos últimos meses, o deputado Odilon Aguiar (PSD) tenderá, a partir de agora, a evitar o Plenário 13 de Maio, devendo votar com o Governo quando das sessões deliberativas. A deputada Aderlânia Noronha (SD) deverá se somar a ele, visto que seu partido, conforme ela disse ao Diário do Nordeste, está dialogando com os governistas.

O deputado Sérgio Aguiar (PDT), pivô do rompimento político do PSD com o Governo – pois a cisão ocorreu quando ele disputava a presidência da Assembleia, em dezembro de 2016, contra Zezinho Albuquerque (PDT) –, quando questionado sobre como o Governo deve gerenciar tantos aliados no mesmo bloco, afirmou que, na base, “sempre cabe mais um”.

“Vamos fazer essa integração, porque o Governo é de muito diálogo e isso faz com que barreiras intransponíveis possam ser derrubadas e se consiga conjugar o que está acontecendo”, defendeu. Aguiar lembrou ainda que, nas eleições de 2014, PSD e SD estavam na coligação de apoio à eleição de Camilo Santana, ainda que Genecias Noronha tenha apoiado o emedebista Eunício Oliveira para o Governo do Estado. “Agora, o que está acontecendo é uma recomposição. A novidade é o MDB, que foi nosso principal concorrente e hoje é um dos maiores aliados”.

Já o líder do Governo na Assembleia, Evandro Leitão (PDT), disse que ainda não tem certeza das adesões de PSD e SD à base governista, mas ressaltou que, procedendo a aliança, a atuação dos membros desses partidos na Casa legislativa será de articulação, mobilização, participação durante os debates e nas comissões técnicas, “sempre defendendo o Governo”.

O presidente do PT no Estado, deputado Moisés Braz, afirmou que o Governo precisa de todo apoio possível, mas ressaltou que isso não obriga a base a “abrir” composição com qualquer partido. “Muitos desses partidos não devem estar na base central, mas apenas dando apoio e fazendo blocos proporcionais”, disse. Segundo informou, a executiva nacional do partido ainda não definiu critérios para as alianças nos estados. “Para fazer coligação, nós do PT temos critérios, e esses critérios serão respeitados”.

Eleitor

João Jaime (DEM), que já foi filiado ao PSDB, opinou que, tendo já visto muita coisa na política, a situação é, no mínimo, “extra à normalidade”, visto que não ocorreram tratativas anteriores ao anúncio de tais aproximações de SD e PSD com o Governo Camilo Santana. “Vamos ver como o eleitor vai ver isso, ver se isso se transforma em apoio. O mais importante, com isso, é o tempo de televisão e o fator psicológico das duas lideranças, o Genecias e o Domingos”.

Walter Cavalcante (MDB), por sua vez, ressaltou que a capacidade de diálogo do governador foi fundamental para o retorno de partidos que haviam deixado o grupo político governista. “Quem faz política com ódio acaba não fazendo sucesso. O Camilo, cada vez mais, se encontra dentro da visão que o bom para o Ceará é juntar as pessoas”, disse.

Para o deputado Julinho (PDT), a adesão de vários partidos representa um reconhecimento de que o projeto capitaneado pelo governador Camilo está “no caminho certo”.

09:12 · 25.05.2018 / atualizado às 09:12 · 25.05.2018 por

Por Miguel Martins

A base governista na Assembleia Legislativa ainda não sabe como os partidos aliados se comportarão na construção de coligação partidária para o pleito que se avizinha. No entanto, alguns deputados têm como certo que a tese de um “blocão” que reúna todos os partidos está insustentável. Eles avaliam, porém, como natural o interesse do Governo em querer todos os partidos unidos em um único agrupamento, bem como a proposta de “rodízio” apresentada pelo secretário Nelson Martins.

Em entrevista recente ao Diário do Nordeste, o chefe da Casa Civil salientou que os deputados que não forem reeleitos podem ser acomodados na gestão ou voltar ao Legislativo Estadual após “rodízio”, que geralmente é realizado pelo Executivo para acomodar aliados.

O presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), defende a existência de mais de um bloco para que parlamentares sejam reeleitos e que novatos possam também disputar em igualdade uma das 46 vagas da Casa. “Todos que estão aqui e que vão colocar seu nome à disposição do julgamento popular têm meu apoio”, disse ele, mas acrescentou: “Precisamos dar oportunidade àqueles que querem vir para cá. Por isso defendo mais de um bloco”.

Sérgio Aguiar (PDT), por outro lado, apoia a tese do Governo e, segundo disse, quanto maior for o número de partidos juntos, melhor. “O projeto é único e eu defendo isso, até porque estou aqui para colaborar”. Alguns membros do PDT defendem que o partido faça parte do “blocão” e outros apoiam coligação com o PP. No entanto, ainda ontem, conversas nos corredores da Casa davam conta de que PP e PT também estariam conversando.

O PCdoB, conforme informou o presidente da sigla, Luis Carlos Paes, dialoga com siglas de menor potencial. Segundo ele, a tese de “blocão” já está descartada. O deputado Julinho (PPS) também defende a formação de blocos menores. “Não adianta unir um deputado com potencial de 25 mil votos com um de 100 mil. Vamos fazer bloco menor. Isso já foi conversado com o governador e ele está ciente”, afirmou o parlamentar.

09:11 · 25.05.2018 / atualizado às 09:11 · 25.05.2018 por

Por Letícia Lima

A Assembleia Legislativa aprovou, ontem, por unanimidade, Mensagem do Governo do Estado que autoriza a transferência de quase R$ 2,5 milhões para nove organizações da sociedade civil. Uma emenda de autoria da liderança do Governo na Casa, que convalida “os atos firmados com as entidades entre o dia 21 de maio e a data de publicação da lei”, foi incorporada ao projeto após ser questionada por deputados da oposição. Outros 16 projetos de lei, de autoria dos deputados, foram aprovados na sessão de quinta-feira, além de 68 requerimentos.

O projeto que autoriza o Executivo a transferir recursos para organizações da sociedade civil, “em regime de mútua colaboração”, foi o primeiro a ser examinado pelos deputados após aprovação, no início deste mês, de alterações na Lei que trata de convênios. Entre as entidades beneficiadas, está a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Araripe, com quantia de R$ 300 mil, para a realização da 67ª Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados (Expocrato 2018).

Também está previsto o repasse de R$ 150 mil para o evento Sana 2018, promovido pela Fundação Cultural Nipônica Brasileira, em Fortaleza, além de repasse de R$ 300 mil para o Festival Halleluya 2018, realizado pela Comunidade Católica Shalom.

O projeto contempla, ainda, a Fundação Terra, que deve receber R$ 150 mil para projeto voltado a crianças em situação de vulnerabilidade social em Maracanaú. Dentre as nove entidades a serem beneficiadas, o Instituto Casa Cor da Cultura receberá o maior repasse, R$ 700 mil, para a “Casa Cor Ceará 2018”.

09:09 · 25.05.2018 / atualizado às 09:09 · 25.05.2018 por

Por Renato Sousa

A Câmara Municipal de Fortaleza cancelou a sessão ordinária de ontem, em luto pela morte de Hannah Evelyn de Andrade Laranjeira, 4, que veio a óbito em uma creche municipal no bairro Ancuri na quarta (23), após cair em uma fossa desativada depois do piso ceder. A decisão foi tomada pela Mesa Diretora, na decretação de luto oficial no Legislativo, em razão do qual também foram suspensas sessões solenes previstas para esta semana.

Na Assembleia Legislativa, a morte da criança foi tratada em pronunciamentos no curso da sessão ordinária de ontem, puxados pelo deputado Roberto Mesquita (PSD). Esta foi a segunda sessão ordinária do ano a não acontecer na Câmara.

O presidente da Comissão de Educação da Casa, Jorge Pinheiro (PSDC), disse que, na quarta-feira, esteve reunido com o prefeito Roberto Cláudio (PDT) e responsáveis pela investigação do caso. “A presidência da Comissão de Educação está acompanhando todo o desenrolar tanto do inquérito policial quanto da sindicância administrativa”.

A fatalidade, de acordo com o parlamentar, aumenta a importância da vistoria do parque escolar da Capital. Com o cancelamento da sessão de ontem, mais de 30 matérias deixaram de ser analisadas pelos vereadores.

17:23 · 24.05.2018 / atualizado às 17:23 · 24.05.2018 por

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) cancelou a sessão plenária desta quinta, 24, em luto pela morte de  Hannah Evelyn de Andrade Laranjeira, de quatro anos, que faleceu na quarta, 23, após cair em uma fossa desativada em um creche municipal no bairro Ancuri. De acordo com o terceiro vice-presidente da Casa, Paulo Martins (PRTB), que presidia a sessão no momento do cancelamento, a decisão foi tomada pelos membros da Mesa Diretora no fim da tarde de quarta, 23, como uma forma de prestar uma homenagem póstuma. Os 15 vereadores presentes em plenário na manhã desta quinta concordaram. “Ficaram todos muito abalados. Quase todos nós temos filhos”, declarou em entrevista. Os parlamentares fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Hannah.

Na pauta de votação desta quinta havia 36 projetos, incluindo dois de autoria do prefeito Roberto Cláudio (PDT). Um deles era a redação final da mensagem que cria o serviço “Família Acolhedora”, que propõe que crianças em situação de vulnerabilidade tenham a possibilidade de serem acomodadas temporariamente com famílias previamente cadastradas. O outro, um veto integral a projeto de Benigno Jr, (PSD) que determinava a reserva de áreas de estacionamento Zona Azul para bicicletas.

10:49 · 24.05.2018 / atualizado às 10:49 · 24.05.2018 por
Em Fortaleza até amanhã, Levy Fidelix concedeu entrevista, ontem, ao Diário do Nordeste. Hoje, ele recebe título de cidadão fortalezense Foto: Kleber A. Gonçalves

Disposto a disputar o comando do Palácio do Planalto em 2018 pela terceira vez – embora não descarte eventual candidatura do general da reserva Antônio Hamilton Mourão –, Levy Fidelix, pré-candidato do PRTB à Presidência da República, tem percorrido o País com um objetivo duplo: firmar-se como presidenciável e, ao mesmo tempo, promover articulações internas no partido para fortalecer possíveis pré-candidaturas à Câmara dos Deputados nos estados.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, ontem, ele ressaltou que uma pré-candidatura como a do PRTB, com perfil de centro-direita, “está sendo ansiada hoje por muita gente”, e sustentou que, diferente de postulantes monotemáticos, não terceiriza propostas e se prepara para defender na campanha, com motivação, “o conservadorismo”, “a Pátria” e “a família”.

Levy Fidelix chegou ontem a Fortaleza e fica na Capital até amanhã. Hoje, ele recebe título de cidadão fortalezense na Câmara Municipal de Fortaleza, mas aproveita os três dias na Cidade para participar de encontros com filiados ao PRTB e visitar locais como igrejas. Segundo ele, o partido pretende superar a cláusula de barreira, neste ano, ao eleger 18 deputados federais, um destes no Ceará.

Uma das apostas da sigla, apontou o presidenciável, é a vereadora da Capital Priscila Costa, eleita pela primeira vez em 2016. Levy Fidelix, que é presidente nacional do PRTB, disse que tem dialogado com correligionários cearenses para que a sigla concentre esforços com vistas à eleição da vereadora para a Câmara dos Deputados.

Nacionalmente, ele adiantou que, após ter disputado o cargo de presidente em chapa pura em 2014, o PRTB tenta formar coligação neste ano. “Hoje (ontem) mesmo conversei com o (José Maria) Eymael (PDC), tenho conversado com pessoas do PHS, o vice-presidente em Recife conversou comigo ontem (na terça), e com vários outros irei conversar, para que possamos juntar à nossa candidatura”, mencionou Fidelix.

De acordo com ele, o PRTB conseguiu crescer entre a eleição de 2014 e o pleito de 2018 e preparou-se para, neste ano, superar “com amplitude” a cláusula de barreira, que restringe o funcionamento partidário pleno àqueles partidos que elegerem, no mínimo, nove deputados federais e obtiverem ao menos 1,5% dos votos válidos do País.

“O partido se ampliou. Hoje, tem mais de 500 vereadores, 12 deputados estaduais, chega a 89 entre prefeitos e vice-prefeitos, (possui) em torno de 150 mil filiados”, enumerou.

Para a disputa presidencial, Levy Fidelix afirmou que o PRTB tem um “candidato limpo” e preparado para travar debates sobre diversos temas. “Se for para os debates – e vou –, tenho motivação para defender o conservadorismo, a Pátria, a família, e também propostas que já tenho há muito tempo. Os outros candidatos terão que provar, e, muitas vezes, vêm candidatos aí com uma tese só, são monossilábicos. Um só fala de segurança, o outro só fala de sustentabilidade… Isso soa mal”, criticou.

Outro

Ele não descartou, porém, que o general da reserva Antônio Hamilton Mourão, recém-filiado ao partido e conhecido por declarações de apoio à ditadura militar, possa ser indicado candidato a presidente ou a vice na convenção partidária. Apesar disso, Fidelix frisou que, desde encontro da legenda realizado em novembro do ano passado, é o pré-candidato do PRTB.

Levy destacou que, caso eleito presidente, combaterá o modelo de desenvolvimento vigente no Brasil, “impregnado por um elevado monetarismo” diante do que chamou de “reinado bancário financeiro”, e tentará implementar políticas sociais aliadas a um pensamento liberal. “Do mesmo jeito que o Estado pode servir de protetor dos menos favorecidos, queremos um Estado mais livre, desembaraçado, privatizando o que temos que privatizar, toda a área portuária, a área aeroportuária”, colocou.

Ele, que se autoproclamava “o candidato da direita” em 2014, com o slogan “Vamos endireitar o Brasil”, reconheceu que este ano não será o único presidenciável com tal perfil, mas ponderou que ter posição inclinada ao centro o diferencia de outros postulantes, como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL).

“Acho ele extremamente exagerado em algumas coisas. Eu sou mais centrista. Defendo, sim, a família, como ele, a segurança também, mas tenho divergências, por exemplo, no plano econômico”, diferenciou. Levy não descartou, contudo, eventual apoio ao parlamentar, caso ele chegue ao segundo turno.

Pivô de polêmica na eleição de 2014, ao fazer declarações consideradas homofóbicas em debate televisivo, que motivaram oito ações judiciais contra ele, Fidelix ressaltou também que não mudou de posicionamento em relação à união homoafetiva, mas disse que, apesar da convicção “pessoal e particular”, obedecerá “a tudo que estiver previsto em lei” caso seja eleito presidente.

“Não discriminei à época, como não continuo discriminando. As pessoas façam uso do que quiserem, como quiserem, mas não podem me impor uma agenda”, sustentou. “Qualquer pessoa, qualquer que seja sua prática ou tendência, é um consumidor, é alguém que trabalha, que produz riqueza, e deve merecer o mesmo respeito”, concluiu.

10:42 · 24.05.2018 / atualizado às 10:42 · 24.05.2018 por

Por Renato Sousa

O vereador Acrísio Sena (PT), presidente do partido na Capital, defendeu ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza, que a sigla petista abra mão da vaga para o Senado na chapa majoritária deste ano. Na avaliação do dirigente, o PT já está bem representado com o governador Camilo Santana, e exigir uma vaga na Câmara Alta daria à legenda uma representação desproporcional. “Estaríamos apenas nós, um único partido, reivindicando 50% da chapa”, disse.

Atualmente, o PT tem um dos três senadores cearenses, José Pimentel, cujo mandato termina em dezembro deste ano. Acrísio, em entrevista, disse que ainda não há discussão sobre nomes. De acordo com ele, o Diretório Estadual do partido deve se reunir, na sexta (25), para definir o calendário de discussões sobre a tática eleitoral deste ano.

O vereador também declarou que o arco de alianças de mais de 20 siglas construído em torno da reeleição do governador – o que inclui as recentes adesões dos até pouco tempo oposicionistas SD e PSD – inviabiliza um “blocão” das legendas para as disputas proporcionais. Segundo ele, isso criaria dificuldades para as agremiações. “Se você for acomodar 24 partidos, inevitavelmente teremos que fazer pressões para evitar que alguns colegas seja candidatos”.

De acordo com a legislação eleitoral, a quantidade de candidatos que um partido não coligado pode lançar é de 1,5 vezes a quantidade de vagas para o cargo. No caso de coligação, sobe para duas vezes. Para Acrísio, devem surgir vários blocos de partidos governistas para o Legislativo, o que abre a possibilidade de o PT não formar coligação.

A fala foi feita um dia após o colega de bancada de Sena na Câmara, Guilherme Sampaio, ir à tribuna da Casa defender a reeleição de Pimentel. De acordo com o parlamentar, é inaceitável que o partido divida palanque com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB) – que tem se aproximado do governador nos últimos meses –, por este ter apoiado o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) – que ele chama de “golpe” – e medidas implementadas pelo presidente Michel Temer (MDB), como a reforma trabalhista e a criação de um teto de gastos federais.

“Nossa tarefa prioritária neste momento é denunciar mais esse golpe. É não apoiando quem ajudou a articulá-lo que nós vamos conseguir comunicar isso claramente à sociedade brasileira”, declarou. Ele afirmou que um grupo de correntes do PT prepara o lançamento de pré-campanha pela manutenção de Pimentel no Senado.

Lula

Na reunião do Diretório, Acrísio Sena também espera que seja ratificado o apoio ao nome do ex-presidente Lula da Silva (PT) como pré-candidato à Presidência da República. Ele cumpre mais de 12 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Nessa conjuntura, não temos como abrir mão do capital político do ex-presidente”, afirmou. Na última semana, o governador defendeu que o partido passe a apoiar o nome do ex-governador Ciro Gomes (PDT) ao Palácio do Planalto.

15:05 · 23.05.2018 / atualizado às 15:05 · 23.05.2018 por

O vereador Evaldo Lima (PCdoB) lamentou na manhã desta quarta, 23, na tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, a morte do jornalista Alberto Dines, ocorrida ontem, em São Paulo. De acordo com o parlamentar, tratou-se de uma “grande referência na formação de jornalistas brasileiros”. O parlamentar diz que o profissional era uma referência de ética, generosidade e conhecimento. A Casa aprovou uma moção de pesar, além de fazer um minuto de silêncio em homenagem ao periodista.

Para Evaldo, Dines – que passou pelos principais veículos de comunicação do País,  acreditava que “através da boa informação, seria capaz de construir um mundo melhor”. Evaldo Lima declara que após o exemplo do jornalista, a importância da atividade de informou tornou-se ainda mais clara. “Mais do que nunca, compreendemos o jornalismo como missão e vocação”, diz.