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Categoria: Blog Política


09:32 · 17.02.2018 / atualizado às 09:32 · 17.02.2018 por

Por Edison Silva

Lideranças do PDT cearense não permitirão que, no palanque de Camilo Santana, alguém defenda outra candidatura presidencial que não a de Ciro Foto: José Leomar

No apoio incondicional dos pedetistas à pretensa reeleição do governador Camilo Santana (PT), no pleito deste ano, está implícita a reciprocidade deste ao candidato Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República. Assim, têm certeza os pedetistas, no palanque de Camilo não haverá espaço para alguém falar em outro presidenciável, apesar de a coligação a ser efetivada pelo chefe do Executivo, até o fim do prazo para a realização das convenções partidárias, agosto próximo, poder reunir partidos com candidatos próprios à sucessão do presidente Michel Temer.

O projeto do PDT, sob a liderança de Cid Gomes, é garantir uma expressiva maioria de votos no Ceará para Ciro Gomes, daí admitir-se não haver concessão para qualquer aliado pedir, explicitamente ou não, voto para outro presidenciável.

O senador Eunício Oliveira (MDB), no momento oportuno, será cientificado dessa situação, embora já tenha percebido que o seu acolhimento ao grupo, para compor a chapa majoritária, juntamente com Cid Gomes, disputando as duas vagas no Senado, tenha essa condicionante. Ele poderá até nem pedir votos para Ciro, mas não lhe será permitido defender, no palanque, outro nome para presidente.

A propósito, afora essa situação, não há mais qualquer óbice para todos os políticos do MDB, do PT e do PDT, anunciarem que o senador, presidente do Congresso Nacional, está no bloco estadual governista. O temor à reação dos eleitores com essa aliança, depois da troca de acusações entre eles, durante aproximadamente quatro anos, desapareceu.

Alguns poucos burburinhos, até a realização da convenção homologatória da aliança, não mudarão os entendimentos já acertados. O compromisso de Eunício com Lula, por certo, é menos importante que o seu projeto de reeleição, mesmo tendo sido Lula um dos fiadores da aproximação do senador ao governador.

Petistas mais próximos a Camilo reconhecem a significação do apoio dos irmãos Cid e Ciro Gomes para o projeto do governador. Ao tempo que guardam na lembrança o distanciamento de Lula, quando ainda no auge de sua força política, da campanha de Camilo para ser governador do Ceará. Se ele fosse depender do ex-presidente, dizem alguns, não estaria onde está.

Propósito

Lula teria impedido até a ex-presidente Dilma Rousseff, disputando a reeleição, de vir ao Ceará, na campanha de 2014, apesar de toda a atenção que ela dispensava ao ex-governador Cid Gomes, a quem fez ministro da Educação.

Toda a consideração emprestada por Camilo a Lula, nos últimos tempos, entendem alguns, tem o propósito de credenciá-lo a poder aproximar petistas a Ciro, ciente da impossibilidade de Lula ser candidato, agora, principalmente, após a sua condenação em processo criminal, tornando-o inelegível por imposição da Lei da Ficha Limpa.

Mesmo antes desse quadro, Camilo já defendia o apoio do PT a Ciro, ao ponto de ter sugerido o nome do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como vice de Ciro Gomes. Realmente, Camilo precisa ser agradável ao PT, pois sem o aprovo do partido no Ceará, ele não poderá ser candidato, a não ser por outra agremiação que venha a se filiar até o início de abril vindouro.

O PDT cearense, realmente, não está preocupado com a relação do governador com a postulação de Ciro. O reiterado discurso de Camilo, sobre gratidão e lealdade, soa como recado de comprometimento.

Ademais, a consciência de deter uma expressiva força político-eleitoral o deixa convencido de ter no governador o seu primeiro aliado. As atenções dos pedetistas estão realmente voltadas, agora, para o avanço dos entendimentos mantidos pelo presidente nacional da agremiação, Carlos Lupi, com representantes de outras siglas, buscando alianças.

As indefinições que permeiam o ambiente político brasileiro ainda não permitem fechamentos de acordos, embora as conversas tornem mais próximos os de ideias parecidas. A missão de Ciro, até o momento do fechamento das alianças, é fazer o maior número de pronunciamentos possíveis pelo País.

09:31 · 17.02.2018 / atualizado às 09:31 · 17.02.2018 por

Por Letícia Lima

Deputado Carlos Felipe, da base governista, apresenta estatística e reclama mais atenção para os jovens sem escola e sem emprego no Ceará Foto: Saulo Roberto

Ao tratar sobre a crise na Segurança no Estado do Ceará, assunto mais debatido pelos parlamentares nesta primeira semana de atividades na Assembleia Legislativa, após o feriado do Carnaval, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) levou à tribuna, ontem, dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) de 2017 sobre os jovens que nem estudam e nem trabalham no Estado.

Segundo ele, quase metade (43%) dos cearenses entre 18 e 21 anos está nessa situação, o que facilita a entrada dessa população no mundo do crime. Além de políticas voltadas para a geração de emprego, o parlamentar também cobrou resultados das forças policiais e de quem está no seu comando, diante do “esforço sobre-humano” do Governo do Estado em realizar investimentos na área.

Carlos Felipe chamou a atenção, durante discurso, para os altos índices de jovens no Ceará que nem estudam e nem trabalham, grupo conhecido, informalmente, como “nem-nem”. No ano passado, de acordo com diagnóstico do Ipece apresentado pelo deputado, 28% dos cearenses entre 15 e 17 anos estavam nessa condição.

A partir dos 22 anos, o índice sobe para 35% e atinge o maior percentual que os jovens com idade entre 18 e 21 anos, em que quase metade deles (43%) nem estudam e nem estão ocupados. O mais alarmante, segundo Carlos Felipe, é que o estudo revela que apenas 11% dos jovens cearenses entre 15 e 29 anos estão buscando emprego e outros 22% ainda estão fora do mercado de trabalho.

Reserva

“Isso corresponde a quase 500 mil jovens, meio milhão de jovens. Se você observar que a maior parte dessas pessoas são do sexo masculino e têm até 29 anos de idade, você tem aqui um exército para ser morto. São 500 mil que estão fáceis de serem pegos pelo crime, pelo narcotráfico e que podem, com certeza, ser um dessa reserva de contingência que tem para morrer”.

Segundo ainda o deputado, “enquanto os afazeres domésticos são o principal motivo para o sexo feminino, a maioria dos homens não deseja trabalhar. Ou seja, aqui você tem um problema sociológico, cultural, econômico que, certamente, não é só do Estado. Essa análise mostra a necessidade de formulação de novas políticas”, refletiu.

Para o parlamentar, “mais do que tudo”, é preciso que sejam maiores os investimentos em políticas sociais, voltadas para a “transição desse aluno que sai do Ensino Médio para o emprego”. Por outro lado, Carlos Felipe avaliou ser necessário, também, estabelecer critérios de resultados na Secretaria da Segurança, assim como ocorre na Educação. Ele reconhece o “esforço sobre-humano” do governador Camilo Santana (PT) em combater a violência, mas cobrou o mesmo de todos os agentes públicos.

“Envolve a Justiça, os políticos, o Executivo, cada um deve ser cobrado. Você (policial) precisava de carro? Lhe dei carro. Você não queria aumento? Lhe dei aumento, agora, me dê números, isso envolve também resultados. Por exemplo, um comandante de uma região, se ele ficar um ano e não baixar os índices, ele deveria continuar? Nós não temos critérios de resultados na Educação? Não deveríamos ter também na Polícia? Eu acho que são muitas ações, inclusive uma ação promovendo os bons policiais e também não deixando de fazer o papel quanto aos maus. (A Corregedoria) Tem que ser forte, não é para punir o (policial) que está no ‘front’ e para salvar a população, às vezes, mata um bandido, mas os policiais corruptos, que recebem dinheiro do narcotráfico, que estão envolvidos com gangue”, observou.

O parlamentar chamou a responsabilidade também do Poder Judiciário, que deve agilizar o julgamento dos presos provisórios. No Ceará, metade dos presos, cerca de 27 mil, sequer foram julgados.

Prevenção

Depois do pronunciamento do deputado Carlos Felipe, o tema Segurança continuou no centro das discussões com o deputado Heitor Férrer (PSB) cobrando maior envolvimento das prefeituras no combate à criminalidade e investimento do Estado em políticas de prevenção, principalmente em escolas de tempo integral no Ensino Fundamental. Por outro lado, a liderança do Governo na Casa defendeu os avanços que o Estado tem obtido na área da Educação, com a ampliação das escolas em tempo integral no Ensino Médio, e frisou que a violência aumentou em todo o País.

Para o parlamentar, “vamos continuar fracassados enquanto não resolvermos o problema na essência, que é a célula municipal”. “Nós vivemos nas cidades. Eu considero que, dentro da estrutura política, os prefeitos são os mais responsáveis pela violência nessa área. Os prefeitos teriam que ter a obrigação de catalogar todas as famílias do Interior, onde eles administram, quais são as mais vulneráveis, o nome do pai e da mãe, o que fazem e onde os filhos estudam”, apontou Heitor.

Ele acredita que, além do envolvimento das prefeituras em ofertar o ensino em tempo integral para as crianças, é preciso o Estado garantir esgotamento sanitário, emprego e renda. “Se o Estado não põe a mão nesses meninos desta forma, alguém porá de outra forma, que é o narcotráfico e que transforma esses meninos em atores do crime em pouco tempo”.

Estratégica

Ao apartear Férrer, o deputado Evandro Leitão (PDT) rebateu, afirmando que o Estado tem, sim, implementado políticas de prevenção, principalmente, na área da Educação. Ele enfatizou que, das 100 melhores escolas públicas do País, 77 são do Ceará. “Isso não é investir em política de prevenção? Uma política estratégica atua nos dois lados, e o lado preventivo não é ignorado pelo nosso Governo. A violência aumentou em todo o País, não se resolve no estalar de dedos, deputado”, exclamou.

Para Heitor Férrer, “as políticas públicas investidas estão sendo jogadas no ralo do lixo. O crime aumentou em todo o Ceará. Não tenha esse pensamento tosco. O Porto do Pecém, que é o que mais importa e exporta, mas dinheiro resultado dessas operações não está resolvendo o problema do Estado, porque a cada dia se mata mais”, disse.

09:30 · 17.02.2018 / atualizado às 09:30 · 17.02.2018 por

Por Miguel Martins

Para o deputado federal Genecias Noronha, são reuniões demais e pouco resultado. Mas até abril, espera ele, sairão os candidatos da oposição cearense Foto: Saulo Roberto

“As nossas reuniões estão iguais às do PT. É reunião demais e pouca decisão”. A frase é do deputado federal Genecias Noronha (SD), sobre os encontros da oposição no Ceará e poucas definições, principalmente, sobre nomes para a disputa majoritária no Estado. A cúpula oposicionista se reuniu, mais uma vez, na noite da última quinta-feira, quando ficou decidido que, através de uma pesquisa, seus membros iriam buscar o perfil de um provável postulante.

De acordo com alguns dirigentes partidários que participaram do encontro, a definição do grupo será anunciada somente em abril próximo, logo após o período de “janela partidária”, quando muitos políticos ingressarão nas siglas com representatividade no Estado. Na próxima semana, em evento no Centro Industrial do Ceará (CIC), o senador Tasso Jereissati (PSDB) participará do movimento “Renasce”, que, segundo oposicionistas, faz parte das movimentações do grupo adversário de Camilo.

Segundo informou Genecias Noronha, a reunião da quinta-feira passada teve como objetivo discutir os problemas do Estado do Ceará, como a crise da Segurança, além de tratar sobre possíveis candidatos da oposição ao Governo do Estado, Senado e cargos na disputa proporcional de outubro próximo.

“A gente já vem discutindo, afunilando, e vamos chegar aos nomes que queremos na candidatura majoritária”, disse o parlamentar, afirmando ainda que, na próxima terça-feira, uma nova pesquisa interna será iniciada, avaliando aspectos qualitativos e quantitativos para se encontrar o perfil do candidato que o cearense quer.

Ele destacou que o nome de Caio Asfor tem sido colocado nas discussões, por representar o novo, mas ressaltou que também está se avaliando outros postulantes. Noronha afirmou que cinco ou seis nomes estão sendo considerados para se tirar daí o melhor para a disputa ao Governo. “Vamos definir primeiro as candidaturas majoritárias de governador, vice, senador e suplentes. Depois passamos para a discussão de federal”.

Representantes do partido NOVO também participaram da reunião de quinta-feira. O deputado, contudo, disse que as reuniões da oposição “estão iguais às do PT. É reunião demais e pouca decisão”. Segundo ele, isso tem acontecido porque a bancada está sendo mais criteriosa na escolha dos candidatos.

Capitão Wagner, que também participou do encontro, disse que ficou impressionado com as presenças de integrantes de outros partidos na reunião, que “sequer imaginava que estariam conosco, discutindo sobre composição de chapa majoritária”. Segundo informou, até o começo de abril se conclui todas as discussões e sairão os nomes.

09:27 · 16.02.2018 / atualizado às 09:27 · 16.02.2018 por

Por Letícia Lima

Evandro Leitão diz que anda sem segurança e teme pelos seus familiares, para justificar posição em relação à instalação da CPI do narcotráfico Foto: José Leomar

O pedido para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue o tráfico de drogas no Estado, em tramitação na Assembleia Legislativa desde 2015, dividiu os parlamentares, ontem, durante discussões na sessão ordinária do dia. O governador Camilo Santana (PT) já defendeu, em entrevista ao Diário do Nordeste, a instalação da CPI, mas alguns deputados, temendo represália, rechaçam a ideia. O líder do Governo na Assembleia, Evandro Leitão, foi o mais enfático contra a instalação da CPI, alegando a sua condição de chefe de família.

Protocolada em 2015 pela deputada Rachel Marques (PT), a proposta da CPI do narcotráfico segue parada na Casa e promete não ser instalada. Com ela, na mesma oportunidade, foram protocolados, pela base governista, os pedidos para as CPIs do DPVAT e da exploração sexual, na tentativa de barrar outra CPI, a do Acquário, que a oposição vinha brigando para instalar.

Como o Regimento Interno só permite que três pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito sejam analisados por vez, a solicitação para investigar as obras do Acquário acabou ficando em último lugar na fila. Das três propostas, apenas a CPI sobre irregularidades no Seguro DPVAT foi efetivada, em 2015.

De lá para cá, pela sequência, deve ser analisado o pedido para instalação da CPI do narcotráfico. A discussão com os líderes de partidos e blocos da Assembleia, para indicação dos deputados que participariam do colegiado, até aconteceu, no ano passado, mas perdeu força e o assunto voltou à estaca zero.

O governador Camilo Santana (PT), na abertura dos trabalhos legislativos deste ano, chegou a afirmar que apoia a instalação da CPI. Já o presidente da Assembleia, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), disse que não concorda com a iniciativa, pois, para ele, a questão é de responsabilidade do Governo Federal.

Justo

Também o líder do Governo, deputado Evandro Leitão (PDT), disse que não defende a instalação da CPI, por temer pela segurança sua e a da família. “É muito fácil estar se cobrando nesta Casa a CPI do narcotráfico. Eu botar minha assinatura, não boto, não. Eu tenho três filhos para criar, eu tenho um neto, eu não ando com segurança 24 horas do meu lado. Querer jogar a população contra essa Casa não é justo, se quer fazer uma CPI, quem desejar pôr seu nome nessa comissão, que assim o faça”.

A deputada Silvana Oliveira (MDB), que já tinha se manifestado, na semana passada, contra a instalação do colegiado, voltou a defender o seu posicionamento, ontem, em discurso. Ela disse que não se “julga capaz” de participar da CPI . Já o deputado Capitão Wagner (PR) reclamou do que chamou de “enrolação” da Assembleia em não decidir se ela será ou não instalada. Para ele, faz parte das atribuições de um deputado estadual abrir CPIs.

“Os deputados estão com medo, pois renunciem ao mandato, sua competência é fazer (uma CPI). A verdade é que a Assembleia não tem feito sua parte, nunca instalaram a CPI do narcotráfico. A culpa é de todos nós que não pressionamos a Mesa Diretora, ou arquiva ou instala”.

O deputado criticou, ainda, iniciativa da Assembleia de realizar um Seminário sobre Segurança, programado para acontecer até maio deste ano, que reunirá especialistas no assunto e autoridades dos poderes de outros estados, a fim de debater o problema. “Quem não quer resolver, inventa Seminário, inventa estudo. Essa história de estudar a violência no Ceará está com 13 anos e nada”, disparou.

09:26 · 16.02.2018 / atualizado às 09:26 · 16.02.2018 por

Por Letícia Lima

Durante os discursos, ontem, na Assembleia Legislativa, sobre o problema da Segurança no Ceará e a instalação ou não de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o narcotráfico, a deputada Silvana Oliveira (MDB) propôs a instalação de uma outra CPI na Casa, que investigue supostas irregularidades na Saúde do Estado. Ela denunciou, em pronunciamento, que vagas para leitos estariam sendo “bloqueadas” no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), enquanto pacientes aguardam na fila de espera.

Segundo a parlamentar, que é médica, muitas pessoas, inclusive pacientes dela, têm denunciado situações de irregularidades nos hospitais públicos. Embora seja aliada do Governo do Estado, Silvana frisou que a missão do deputado é “proteger o povo do Estado”. Ela mesma se ofereceu para presidir o colegiado e chamou a atenção para o fato de que muitos de seus colegas na Assembleia também são médicos e poderiam contribuir nas investigações.

“Basta essa parlamentar fazer uma visitinha no Hospital Geral de Fortaleza, basta ir lá e encontrar, na véspera de feriado, leitos e mais leitos bloqueados para retorno de paciente, após o Carnaval. Que fique claro que não precisamos tratar jogando pedra em secretário ou no governador, mas isso precisa ser desmascarado, são proprietários de serviço”, apontou. “Tenho testemunha viva, ocular, que sentiu nos couros, uma noite inteira, numa cama fria, para ser transferida para o setor de AVC, já tendo a vaga livre. Está se gastando dinheiro na Saúde? Está, mas tem que gerenciar”, cobrou.

Além de Silvana, outros nove deputados são médicos: Lucílvio Girão (PDT), Leonardo Pinheiro (PP), Fernando Hugo (PP), Manoel Santana (PT), Bruno Gonçalves (PEN), José Sarto (PDT), Carlos Felipe (PCdoB), Heitor Férrer (PSB) e Antônio Granja (PDT). Já Mirian Sobreira (PDT) e Augusta Brito (PCdoB) são enfermeiras, Rachel Marques (PT) é psicóloga e Bethrose (PMB) é formada em Fisioterapia. A Assembleia tem, ainda, Comissão voltada à Saúde e Seguridade Social, presidida pelo deputado Carlos Felipe.

09:26 · 16.02.2018 / atualizado às 09:26 · 16.02.2018 por

Por Letícia Lima

Fernando Hugo cobrou, em discurso, estratégias de reaproveitamento de água no Ceará Foto: José Leomar

O início da quadra chuvosa deste ano no Estado motivou discursos de alguns deputados, ontem, na Assembleia Legislativa. O reaproveitamento de água voltou a ser cobrado por parlamentares, bem como a conclusão do Eixo Norte da Transposição das Águas do Rio São Francisco, que deve beneficiar o Ceará, mas está atrasada há anos. O deputado Fernando Hugo (PP), por exemplo, demonstrou preocupação com o abastecimento de Fortaleza e da Região Metropolitana, mas apontou alternativas.

Ele começou o seu discurso avaliando que a água precisa ser “retida, acumulada, tratada, distribuída e, logicamente, após o uso em domicílios e/ou outras atividades que ela proporciona, podendo ser reusada”. Segundo ele, os governos passados investiram na questão hídrica, assim como a atual gestão estadual.

“Dizer-se o contrário é só pelo criticar, muitas vezes no vaidosismo político eleitoral. Criticar o Governo do Estado é desconhecer a enorme quantidade de poços profundos, adutoras, barragens, que levaram o Estado a ter condições de vida humana”.

No entanto, ele se mostrou preocupado com o abastecimento de Fortaleza e da Região Metropolitana, uma vez que o Açude Castanhão, principal reservatório do Estado, está com a capacidade hídrica aquém da ideal, um reflexo de seis anos seguidos de seca no Estado.

Para Fernando Hugo, a água da lagoa do “Complexo Sapiranga Precabura” poderia ser aproveitada na Capital, pois, segundo ele, faz parte da bacia hidrográfica do rio Cocó e tem sete quilômetros de extensão. O parlamentar disse que a ideia já foi apresentada a gestões anteriores e reclamou que, atualmente, a lagoa é aproveitada apenas por “gente grande, que construiu as casas e estabelecimentos à margem ilegalmente”.

Logo em seguida, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) subiu à tribuna para lamentar os sucessivos atrasos na conclusão do Eixo Norte da Transposição das Águas do Rio São Francisco, que deve beneficiar o Ceará. “Se adiou para 2016, para 2017 e, agora, para o início de 2018, mas já se fala no final do ano de 2018, uma obra que falta menos de 10% para ser concluída. Eu espero que o Governo Federal reveja esse contingenciamento que vem sendo colocado para o nosso canal”, cobrou.

Ações

Apesar disso, Carlos Felipe comemorou o “reforço hídrico” que reservatórios do Estado vêm recebendo com as chuvas deste início de ano, o que dá “boa perspectiva” para 2018. Ele ressaltou ações do Governo do Estado para minimizar os efeitos da seca, como a perfuração de 40% a mais de poços em relação aos que foram construídos nos últimos 30 anos e o aumento da tarifa cobrada às hidrelétricas, no Complexo Portuário e Industrial do Pecém, pelo uso da água que, segundo Felipe, passou de R$ 1 milhão para R$ 5 milhões.

08:30 · 15.02.2018 / atualizado às 08:30 · 15.02.2018 por

Por Miguel Martins

Deputado Osmar Baquit já não mais participa das atividades do PSD, desde o fim de 2016, quando da eleição da nova Mesa Diretora da AL Foto: José Leomar

O período que vai do dia 7 de março a 7 de abril de 2018 será decisivo para boa parte dos 31 partidos políticos com representação no Ceará. Os debates internos com vistas às novas filiações e debandadas, por conta da chamada “janela partidária”, já estão acontecendo há algum tempo, e muitos parlamentares deverão ingressar em algumas agremiações e sair de outras.

O ato de filiação e desfiliação de figuras políticas no Estado será determinante para a composição futura de coligações partidárias, visto que muitas das legendas estão aguardando o período da “janela” para definirem com quem estarão coligadas no pleito de outubro próximo.

No Legislativo cearense, o impacto também será considerável, uma vez que mais de uma dezena de deputados tende a mudar de grêmios, o que fará com que algumas siglas se fortaleçam e outras fiquem cada vez mais desidratadas. Entre os deputados, fala-se, inclusive, em grêmios que deixarão de existir na Assembleia após o fim deste período.

De acordo com informações dos próprios parlamentares e dirigentes partidários, o deputado Capitão Wagner e Roberto Mesquita, respectivamente, membros do PR e PSD, devem deixar as siglas e se filiar ao PROS, que passará a ter dois representantes na Casa. Além de Mesquita, o PSD perderá ainda Osmar Baquit e Gony Arruda, que foram expulsos da sigla, mas obtiveram decisão judicial para permanecerem no partido. Baquit caminha para o PDT, enquanto Arruda ainda diz estar indeciso.

Apesar de perder todos os seus atuais membros, o PSD ainda terá representação na Assembleia, uma vez que Odilon Aguiar, atualmente no PMB, se filiará à legenda. Já a deputada Bethrose está estudando deixar o Partido da Mulher Brasileira e ingressar no Partido Progressista. E enquanto o PP tende a se fortalecer no Legislativo estadual, o PMB deverá desaparecer da Assembleia.

Destitua

Outro que poderá desaparecer é o PHS, uma vez que Tin Gomes pode ingressar no PDT. O deputado está tentando, junto à direção nacional da sigla humanista, voltar ao comando do partido. No entanto, é pouco provável que a presidência nacional do grêmio destitua a atual direção, recentemente empossada. O PHS do Ceará, atualmente, está sendo dirigido por assessores do deputado federal Cabo Sabino (PR), que ingressará na agremiação no dia 16 de março.

O MDB, atualmente com cinco parlamentares na Assembleia, poderá aumentar sua bancada, uma vez que a tendência é que Walter Cavalcante, ainda no PP, ingresse na legenda emedebista. Já Antônio Granja (PDT), de acordo com informação de pessoas ligadas ao Partido Progressista, poderá ser um novo filiado dessa agremiação.

O deputado Julinho (PDT) já afirmou que está conversando com dirigentes de outros partidos, mas ainda não tem definição tomada, podendo até mesmo tentar a reeleição pelo PDT. O deputado Manoel Santana (PT) já há algum tempo vem tratando com lideranças do PCdoB e, segundo ele, o diálogo continua sendo realizado, mas ainda nada ficou acertado. O parlamentar acredita que, com as mudanças, os partidos alinhados ao governador do Estado devem ser fortalecidos. Já a oposição ficará mais fragilizada.

Para Heitor Férrer (PSB), tais mudanças têm como princípio e fim a facilitação de candidaturas, tanto proporcionais como majoritárias. “O governador Camilo já está bastante fortalecido, dominando quase a totalidade dos partidos no Estado. Creio que não haverá mais mudanças significativas a não ser dentro do bloco do Governo para acomodar quem já está na base, no sentido de viabilizar as vitórias”.

Prévia

O pessebista afirmou ao Diário do Nordeste que está tentando uma audiência com a presidência do partido em âmbito nacional para tratar da sua condição na legenda. No Ceará, o PSB faz parte da base de sustentação de Camilo Santana, mas Férrer quer manter seu posicionamento de oposicionista na Casa.

Segundo Walter Cavalcante (PP), o mês de abril será decisivo para a sobrevivência dos políticos que tendem a mudar de legenda. “No que diz respeito à vida partidária, todos buscarão intensificar a conquista por mais candidatos a deputado federal, e também trabalhar os voos necessários para que o partido tenha a porcentagem requerida pela cláusula de desempenho”.

De acordo com Sérgio Aguiar (PDT), os três primeiros meses do ano serão de mudanças e reorganização nas agremiações partidárias no Ceará. Para ele, partidos deixarão de existir e outros vão crescer. “Como em 2020 não será mais possível a realização de coligações, neste ano temos a prévia para se coligar e amadurecer essa ideia. Abril, para mim, é o pontapé, o meio do jogo, para chegar até a finalização, que são as convenções”.

João Jaime (DEM) também destacou que o período de março a início de abril será determinante para as negociações. No entanto, ele ressaltou que os arranjos principais ficarão para junho, quando as candidaturas ao Governo do Estado serão, enfim, definidas, assim como as de senador e seus suplentes.

08:18 · 15.02.2018 / atualizado às 08:18 · 15.02.2018 por

Por Miguel Martins

Para Ailton Lopes, dirigente do PSOL, o nome escolhido para disputar a presidência terá o apoio dos cearenses Foto: José Leomar

Enquanto o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) não decide qual nome deve lançar como candidato a presidente da República no pleito deste ano, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, que ainda não se filiou à legenda, segue sendo o preferido da maioria dos socialistas do PSOL, apesar das restrições de alguns fundadores da agremiação.

Para lideranças do partido no Ceará, qualquer uma das cinco pré-candidaturas colocadas até o momento representará bem o ideal partidário da legenda, e não há objeção sobre nenhuma delas. Por enquanto, se colocaram como postulantes pelo PSOL o sindicalista do movimento negro, Hamilton Assis; a liderança do movimento indígena, Sônia Guajajara; e os economistas Plínio Jr., o “Plininho”; e Nildo Ouriques.

Boulos, apesar de não ser filiado ao partido, tem sido preferência majoritária na legenda, que deve definir o indicado da sigla no dia 10 de março, durante a Conferência Nacional do PSOL, como ficou deliberado no Congresso Nacional do grêmio.

Único representante do partido na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Renato Roseno afirmou que ainda está debatendo com seus correligionários para saber quem deve apoiar durante a escolha interna. No entanto, ele destacou que uma aliança com os movimentos sociais, sejam aqueles que lutam pela reforma urbana ou pelo movimento indígena, será uma boa alternativa para o País.

Proposta

“Existem quatro pré-candidaturas já inscritas e um diálogo sobre a possibilidade de candidatura de Guilherme Boulos pelo PSOL. Todos os nomes nos representam bem, e o debate em torno de programa e nome é bom”, disse o parlamentar. De acordo com ele, somente em março a agremiação terá uma proposta mais alinhavada para apresentar à sociedade brasileira.

O parlamentar também acredita que as divergências que estão sendo colocadas em âmbito nacional fazem parte do debate em torno das candidaturas apresentadas, visto o momento polêmico em que o Brasil enfrenta.

A disputa interna tem feito, por exemplo, que militantes do PSOL critiquem uma possibilidade de o partido se diminuir, em razão da relação muito alinhada de Guilherme Boulos com o MTST. Adversário interno do coordenador do Movimento, “Plininho” também tem reclamado da falta de críticas de Boulos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Presidente do PSOL no Ceará e pré-candidato ao Governo do Estado, Ailton Lopes afirmou que o debate de ideias faz parte. “Se não fosse assim, não teríamos quatro pré-candidaturas. A Sônia tem uma perspectiva mais eco-socialista, por isso eu a apoio. Mas quando se definir, vou apoiar o candidato escolhido pelo partido”, disse.

Ele ressaltou que, com as polêmicas colocadas, os ânimos entre os pré-candidatos podem estar mais “instigados”. “Os nomes colocados são espetaculares. Acho que estaremos bem representados. A forma como os movimentos se organizam são diferentes e os métodos são outros. Para nós, do PSOL no Ceará, vai ser uma felicidade se o Boulos for nosso candidato. Será uma felicidade fazer campanha para cada um deles”, disse.

Ainda segundo Lopes, Guilherme Boulos é uma referência política da esquerda e um “grande nome”, que poderá fortalecer os quadros do PSOL, caso se filie ao partido. De acordo com ele, qualquer um dos cinco nomes que venha ser escolhido representará os ideais do partido. “São cinco nomes que têm em comum a defesa daquilo que está no programa do partido, programa esse que temos acumulado das nossas lutas sociais”.

09:25 · 14.02.2018 / atualizado às 09:25 · 14.02.2018 por

Por Miguel Martins

Caso não consiga reaver o PHS, Tin Gomes deve ingressar em uma sigla da base. Ele admite que legendas têm priorizado deputados federais Foto: José Leomar

Passado o Carnaval, o deputado estadual Tin Gomes (PHS), vice-presidente da Assembleia Legislativa, espera, em diálogo com o atual presidente nacional da sigla, Marcelo Aro, reassumir o comando do partido no Ceará. Destituído desde setembro da função, o humanista ainda tem esperança de comandar o grêmio, hoje liderado por assessores do deputado federal Cabo Sabino (ainda no PR).

De acordo com Tin Gomes, na próxima terça-feira (20), haverá uma reunião com membros da executiva nacional para saber se ainda há espaço para ele no comando do partido. O PHS tem passado por mudanças desde a destituição de Eduardo Rocha da presidência nacional do grêmio, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão do ex-presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, atendeu a denúncias de filiados do partido, que afirmaram que Machado havia desviado recursos partidários. Em dezembro passado, o então presidente nacional da sigla, após ter destituído o diretório estadual no Ceará, decidiu empossar a nova cúpula do PHS no Estado, formada, majoritariamente, por assessores de Cabo Sabino. O atual presidente do partido, inclusive, é Dr. Sabino, assessor parlamentar do deputado federal.

Ao Diário do Nordeste, Dr. Sabino já informou que nada será modificado na composição da direção no Ceará, o que teria sido garantido por representantes nacionais da sigla. O deputado pretende se filiar ao partido e tornar-se presidente do grêmio no dia 16 de março. Depois que o PHS deu posse à nova direção, a sigla mudou posicionamentos.

Apoio

Atualmente, ela é uma das três legendas que dão sustentação à pré-candidatura a presidente da República do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), junto com o PSL e o PROS. O partido não deve apoiar candidatura ao Governo do Estado e tem como objetivo principal eleger nomes para a Câmara Federal.

Na gestão de Tin Gomes, o PHS era um dos principais aliados do Governo Camilo Santana (PT) e fazia parte do maior bloco de sustentação da gestão na Assembleia. O ex-presidente chamou Eduardo Machado, deposto da presidência nacional do grêmio, de “irresponsável”.

“Ele foi irresponsável porque me destituiu sem eu saber. Ele chamou de golpista quem criticava ele. Agora, se quem denuncia outro por roubo é golpista, eu sou golpista”, afirmou.

Caso não consiga reaver o partido no Ceará, Tin Gomes terá que ingressar em uma das legendas aliadas do Governo para poder se candidatar à reeleição. Apesar da tentativa que fará, ele reconhece que, diante de mudanças na legislação eleitoral, partidos têm dado preferência a deputados federais no comando das agremiações, visto que a distribuição de fundo partidário e do tempo de televisão depende da representatividade deles na Câmara Federal.

Tribunal de Justiça

O deputado será o relator do projeto do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) que cria a Vara de Delitos de Organizações Criminosas no Ceará. Ele foi informado na última sexta-feira sobre a relatoria e afirmou ao Diário do Nordeste que amanhã (15), em reunião da Mesa Diretora, deve deliberar sobre a matéria.

A Mesa Diretora está responsável por apresentar parecer a todos os projetos em tramitação no Legislativo, uma vez que todas as 18 comissões técnicas foram destituídas e suas funções, suspensas. De acordo com Tin Gomes, até o próximo dia 22 a matéria poderá ser aprovada no Plenário 13 de Maio. O primeiro-secretário da Assembleia, deputado Audic Mota (MDB), vai relatar outro projeto, que dispõe sobre gratificações para agentes de saúde do Estado.

09:23 · 14.02.2018 / atualizado às 09:23 · 14.02.2018 por

Por Miguel Martins

O deputado Ely Aguiar (PSDC) reclama que teria sido preterido em ações do grupo oposicionista, mas a versão é contestada por colegas Foto: José Leomar

A decisão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de interromper as atividades das 18 comissões técnicas da Casa até que se faça uma revisão dos colegiados, respeitando a representação proporcional de partidos, já está fazendo com que líderes de algumas siglas discutam as composições no Legislativo. O bloco formado até então por PSDB, SD, PR e PSDC tende a deixar de existir, visto que o deputado Ely Aguiar (PSDC) afirmou ao Diário do Nordeste que não fará mais parte da bancada. Ele reclama que teria sido “preterido” em muitas ações do grupo.

A decisão do deputado tende a fragilizar ainda mais a oposição, que perderá espaços, uma vez que não terá forças, nem representatividade, para ocupar algumas posições no Legislativo. Ely Aguiar, que é vice-líder do bloco, afirmou que desde a formatação, no fim de 2016, o grupo tem deixado ele de lado em algumas decisões.

A deputada Fernanda Pessoa (PR), porém, contestou a versão dada pelo colega de bancada e afirmou que foi ele quem, em reunião, teria dito que “assinaria embaixo” de qualquer decisão do bloco. Segundo ela, Ely Aguiar estaria incomodado por não ter sido convidado para nenhuma reunião da cúpula da oposição no Ceará.

Independência

Apesar de se dizer oposição ao Governo Camilo Santana, Ely Aguiar não participou de nenhum dos encontros convocados pelo senador Tasso Jereissati (PSDB) nos últimos meses para discussões eleitorais. Somente dirigentes de PSD, PSDB, SD, PR e PROS foram chamados.

Fernanda Pessoa disse ainda que não teria nenhum problema em voltar a ser líder partidária de si mesma. Isso porque o Regimento Interno da Casa, no inciso VII do Art. 118, diz que “a agremiação que integra Bloco Parlamentar dissolvido ou a que dele se desvincular não poderá constituir ou integrar outro na mesma Sessão Legislativa”.

Com isso, todos os partidos do bloco formado por siglas da oposição passam a funcionar de forma independente no Legislativo. Além de Fernanda Pessoa, a deputada Aderlânia Noronha (SD) também afirmou que não teria problema em ser líder de si mesma na Assembleia.

Na base governista, o líder do PT na Casa, deputado Manoel Santana, disse ao Diário do Nordeste que ainda não conversou com a bancada, mas destacou que a tendência é que a sigla petista permaneça sozinha na Assembleia. Segundo ele, o partido quer rever os espaços que tem em busca de melhores condições nos colegiados.

Atualmente, membros do partido são responsáveis pelas comissões de Direitos Humanos e Agricultura, mas Santana afirmou que queria que seu colega, Elmano de Freitas, tivesse participação em outro grupo. Em acordo com o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque (PDT), Elmano de Freitas foi escolhido como reitor da Universidade do Parlamento (Unipace).

De acordo com Santana, isso não trará qualquer dificuldade para a discussão em torno de espaços nas comissões técnicas. Os deputados Julinho e José Sarto, ambos do PDT, afirmaram que a tendência é que o bloco formado atualmente por PDT, PP, PEN e PHS se fortaleça ainda mais com a chegada de parlamentares de outras legendas. Passado o Carnaval, eles esperam por avanços nas discussões sobre espaços nas comissões.

Leonardo Araújo (MDB), que foi líder do bloco MDB, PSD e PMB, dissolvido ainda no ano passado, afirmou que o grupo ainda não se reuniu para tratar do assunto. Segundo ele, o bloco formado com as outras duas siglas tinha o intuito de fazer oposição ao Governo na Casa, mas a mudança de conjuntura, com a aproximação entre o senador Eunício Oliveira (MDB) e o governador Camilo Santana, fez com que o MDB não fizesse mais oposição à gestão estadual na Casa como anteriormente.

Conforme disse Araújo, é provável que a deputada Silvana Oliveira (MDB) permaneça na liderança da bancada do partido, mas, se houver qualquer mudança, será pela necessidade de oxigenação da função. Segundo ele, a sigla tem como objetivo manter as três comissões que preside atualmente. Ele, particularmente, quer resgatar vaga na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual foi destituído durante as discussões sobre a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

A deputada Silvana Oliveira afirmou que não fará qualquer objeção ao retorno de Araújo à CCJ, nem terá problema em ceder o espaço da liderança do partido. Após tomarem decisão quanto a lideranças e objetivos nos colegiados, os líderes partidários encaminharão suas propostas à Mesa Diretora, que deve decidir sobre as comissões até o fim deste mês.

Liderança

No PSD, por enquanto, a discussão será em torno de quem liderará o partido, uma vez que Gony Arruda e Osmar Baquit são governistas e Roberto Mesquita é oposição. Os três devem se desfiliar da legenda em março, mas isso não vai influenciar na liderança partidária, que deve ser decidida até o fim do mês.

Como Osmar e Gony são maioria no grupo, a tendência é que os dois decidam quem será o líder. No PMB, Odilon Aguiar, da oposição, e Bethrose, da situação, também devem discutir quem deverá ficar no comando da legenda na Casa.

Além das alterações nas comissões permanentes, que levarão em consideração a composição partidária atual da Assembleia, diversas mudanças devem ocorrer no Legislativo Estadual até abril, quando alguns parlamentares deixarão suas atuais legendas e ingressarão em outras. No entanto, para que haja uma nova readequação das bancadas e blocos, os deputados terão que aguardar um novo prazo de seis meses, de acordo com o parágrafo único do Art. 47 do Regimento Interno da Casa.