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Categoria: Blog Política


09:28 · 20.09.2018 / atualizado às 09:28 · 20.09.2018 por
Candidatos ao Senado, Eunício (MDB) e Girão (PROS) lideram gastos em campanha. Imagem: TSE/Reprodução

Os candidatos ao Senado Eunício Oliveira (MDB), à reeleição, e Luis Eduardo Girão (PROS) são os que mais gastaram na disputa por vaga na Câmara Alta. Juntos, somam quase R$ 4 milhões em despesas de campanha. As informações constam no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas).

O empresário Luis Eduardo Girão já gastou R$ 2,1 milhões, acima do valor arrecadado até agora, de  R$ 1,85 mi. De todo o valor em caixa, Girão doou R$ 1,65 mi do próprio bolso. O segundo na lista é o também empresário Eunício Oliveira, atualmente presidente do Senado. O emedebista usou R$ 1,839 mi dos R$ 3,3 mi que dispõe, sendo R$ 2 mi do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e R$ 1,3 mi do Fundo Partidário.

Ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT) concorre ao Senado com R$ 1,89 mi de doações, até agora. Do valor, gastou 33%, ou R$ 628 mil. Em quarto na lista, mas com valor gasto aproximado está a candidata do PSDB, Mayra Pinheiro, com R$ 547 mil. Sobram, ainda, R$ 253 mil dos R$ 800 mil doados pelo partido. Anna Karina, candidata pelo PSOL, gastou apenas R$ 5 mil, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

09:26 · 20.09.2018 / atualizado às 09:26 · 20.09.2018 por

Por Miguel Martins

Se por um lado a eleição deste ano tem se mostrado uma das mais monótonas da história recente do Ceará, por outro, alguns candidatos pretendem deixar o pleito, no mínimo, um pouco engraçado. Dentre os 774 candidatos com registros de candidatura deferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), muitos não pouparam em originalidade na hora de registrar o nome de urna.

Candidata há quatro eleições, “Estrela Que Brilha” (PPL) já é conhecida no Estado, mas ainda não brilhou nas urnas, visto que, nos pleitos anteriores, ficou, no máximo, na suplência. Ela terá concorrentes fortes em criatividade pela frente, uma vez que “Adele Esplêndida” (DC), “Hilda Furacão” (PT), “Querida Uchôa” (PPS) e “Lizana do Trenzinho” (Patri) também estão no páreo.

Outros dois candidatos chamam atenção pela esperteza. Um deles é “Agopin.com” (PROS). Basta digitar o nome em sites de buscas para ser direcionado ao site que ele mesmo criou, cujo endereço é “agopin.com”. Outro esperto é PPCELL (PSB), que aproveitou o nome na urna para divulgar o negócio da família, uma distribuidora de acessórios para smartphones.

“Segundinho” (Patri), que ficou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de Baturité em 2016 e foi segundo suplente na campanha para vereador em 2012, insiste no nome, mas neste pleito espera ser o primeiro na coligação para deputado federal. Depois que se aposentou, “Gaivota” (PSL) também quer voos mais altos rumo à Câmara.

Não basta ser major ou médico para convencer o eleitorado, por isso “Major e Médico Dr. Haroldo” investe no currículo para ganhar votos. Em 2008, como “Capitão Haroldo”, ele ficou na suplência. Em 2016, como “Capitão e Médico Haroldo”, também não convenceu.

Uma das opções do PROS para deputada federal é “Dani Alvinegra”, que busca torcida única para atrair votos. Já “Faisk e Fumaça” saiu do mundo dos desenhos animados, nas décadas de 1940 e 1950, para a campanha do Patriotas, em 2018. “João Coragem” disputa vaga de deputado estadual pelo PT. Ele é fã da telenovela “Irmãos Coragem”, de 1970, ano de seu nascimento.

O “Palhaço Maçarico”, autointitulado “James Bond dos pobres”, tenta surfar na onda do irmão, o “Palhaço Tiririca”, eleito deputado federal por São Paulo em 2010 e em 2014. Assim como ele, “Chico Atleta”, nem tão atleta assim, também utiliza a Internet para buscar votos. Já “Erika Loka”, do PT, tem pauta voltada à luta antimanicomial.

“Chinesa Cabeleireira” aguarda que o PTC entre com recurso de decisão do TRE-CE, que indeferiu a chapa. “Furinha” também está com essa pendência. Em 2016, quando candidato a vereador, ele era “Furinha do Cemitério” e prometia “enterrar de vez a corrupção”.

“Irmão Cláudio Só Vitória”, do PMN, ainda sonha em ser eleito neste ano. A vitória, porém, talvez só venha nas próximas eleições, pois a candidatura está indeferida. Na disputa pelo eleitorado fiel, estão também “Irmão do Peixe” (PROS) e “Freud, o Pastor das Cruzadas” (PODE).

“Bombom” (PR) e “Fofão” (MDB) fazem parte da lista dos nomes doces na disputa. O eleitorado pode apostar também em “Maniçoba” (PSL), “Katiroba” (PTC), “Cancão” (DC), “Desmantelado” (PROS), “Cowboy do Calçadão” (DC) ou no “Animal das Pistas” (Avante).

Renovação

O PTC registrou “Vassourão” para deputado estadual, mas, se não for suficiente varrer a corrupção para longe da política, “Timá da Renovação”, do DC, se apresenta como nome novo. O Podemos lançou “Mamãe” como candidata e o Patriotas registrou “Gilberto Papai”. Para completar a família, no pleito ainda estão “Vovó da Guarda” e “Neta”, do PROS. Também disputam votos “Loura da Barra” (PTB), “Loura do Coco” (PROS) e “Rosângela do Coco” (PT).

Um número considerável de candidatos resolveu apostar na profissão quando do registro da candidatura. Estão registrados “Nêgo da Água” (PTC), “Márcio da Sandália” (PSL), “O Garçom” (PMN), “Jerusa Camelô” (PMN), “João do Caldo de Cana” (PROS), “O Pintor Pedro” (Patri) e, ainda, “Tio do Churros” (Pode). “Corretor Maia” (PHS), “Cícero Catador” (PSOL), “Chef Alexandre” (PTC), “Ceguim do Amendoim” (PSB), “Sapateiro Lopes” (PTC), “Tony do Bingo” (PROS) e “Professor Bezerra, o Chucra” (PTC) engrossam a lista dos profissionais candidatos.

09:25 · 20.09.2018 / atualizado às 09:25 · 20.09.2018 por

Por Letícia Lima

A declaração do general Mourão, candidato a vice-presidente na chapa do deputado Jair Bolsonaro (PSL), de que famílias pobres “sem pai e sem avô” são “fábricas de desajustados”, foi rechaçada, ontem, por deputados na Assembleia Legislativa cearense. Renato Roseno (PSOL) classificou a fala do militar como “misógina” e “ignorante”, demonstrando “falta de conhecimento sobre o seu próprio povo”. Ele ressaltou que 40% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres.

Para o parlamentar, a fala de Mourão só serve para “esvaziar a esfera política” e tensionar ainda mais a sociedade. O deputado questionou o “populismo autoritário” da chapa presidencial encabeçada por Bolsonaro que, na opinião dele, “não nos oferece futuro, só nos oferece passado, onde as mulheres, sequer, poderiam ocupar o mercado de trabalho”, lembrou.

“Parece que ele (Bolsonaro) é apaixonado no passado, quando as mulheres não votavam. Parece que esse candidato, com esse populismo autoritário, não quer dialogar com a mulher trabalhadora, com o jovem trabalhador. A única coisa que ele oferece é um grande museu de um passado de injustiça, de discriminação, onde as pessoas sofriam em silêncio”, criticou.

A deputada Rachel Marques (PT) também repudiou as declarações do general Mourão, que mostram, segundo ela, um “atraso de todo o avanço civilizatório”. “Muitas das políticas públicas que a gente viu no Brasil a partir do governo Lula foram destinadas também a essas mulheres, inclusive financiamentos públicos como o Pronaf, que não tinha uma destinação específica. Quero apresentar minha indignação diante de mais uma absurda declaração”, afirmou a parlamentar.

09:24 · 20.09.2018 / atualizado às 09:24 · 20.09.2018 por

Por Letícia Lima

O deputado Walter Cavalcante (MDB) foi à tribuna da Assembleia Legislativa, ontem, denunciar a compra de votos em municípios do Interior do Estado, onde os eleitores, segundo ele, são tratados como “cabeça de boi”. Tal prática irregular também tinha sido relatada por outros parlamentares na Casa no dia anterior. Com isso, a menos de 20 dias das eleições, o que mais tem sido pregado por deputados, candidatos à reeleição neste ano, é o voto consciente.

Walter alertou para alguns municípios cearenses, sem citar quais seriam eles, que se transformaram em currais eleitorais, a partir da compra e venda de votos. “Estão transformando o eleitor como se ele estivesse num curral onde, ao invés de ser gente, é tratado como cabeça de boi. Eles dizem que ‘meu curral é isso e esse povo vai para onde eu mando’. Queria fazer esse alerta e pedir que não venda o seu voto, que as pessoas possam procurar um deputado que possa representá-lo na Assembleia ou no Congresso, sem vender o voto”.

O deputado relatou, ainda, dando como testemunho as suas andanças, que as pessoas estão “querendo acertar, mas ficam sendo assediadas pelas pessoas que estão com recursos e que estão burlando o processo eleitoral”, enfatizou.

Livre

“Quero pedir mais uma vez, encarecidamente, que as pessoas não vendam o seu voto para que possam, realmente, ter de fato um presidente da República que represente o seu sentimento, a sua vontade de querer ver esse País em desenvolvimento”, assim como deputados e senadores escolhidos conscientemente.

Para a deputada Silvana Oliveira (PR), aparteando o orador, só vamos conseguir virar a página da crise política no Brasil se “verdadeiramente o eleitor votar livre”. Ela defendeu, ainda, que o voto em branco não é a melhor saída para o eleitor que está desacreditado da política. “Não muda em nada, apenas tira você, eleitor, do páreo, do poder de decisão. Que as pessoas se animem e vão lá. Com toda a dificuldade, a nossa democracia ainda é modelo para o resto do mundo”, adverte.

09:23 · 20.09.2018 / atualizado às 09:23 · 20.09.2018 por

Por Miguel Martins

Candidata a senadora pelo PSDB, Dra. Mayra dá entrevista à jornalista Danielly Portela no “Diário na TV”, da TV Diário. Ela foi a terceira dos cinco postulantes ao Senado mais bem colocados na pesquisa Ibope a ser entrevistada Foto: Saulo Roberto

Caso seja eleita senadora pelo Ceará, a candidata Dra. Mayra (PSDB) não tentará reeleição. Ontem, ela foi a terceira postulante ao Senado pelo Ceará a ser entrevistada pelo “Diário na TV”, da TV Diário, e destacou a necessidade de mais investimento no Programa Saúde da Família (PSF), além de medidas socioeducativas mais eficazes para adolescentes infratores e maior proteção para as mulheres.

Ao Diário do Nordeste, a tucana também denunciou que, assim como aconteceu em 2015, quando disputava a presidência do Sindicato dos Médicos do Ceará, nesta semana fotos íntimas dela foram vazadas nas redes sociais. A Polícia Federal investiga o caso. Na tarde de ontem, informou ela, após três anos, aconteceu audiência judicial contra a pessoa que disponibilizou suas imagens na Internet.

“Em 2015, a gente entrou com processo criminal e civil. Identificamos as pessoas que fizeram isso, e hoje (ontem) tem pedido de prisão dessa pessoa. Mas, nas últimas 48 horas essas fotos voltaram, agora com legenda, com meu número de candidata”, alertou a postulante, ressaltando que tal ação é tipificada como crime eleitoral e, por isso, as investigações estão a cargo da Polícia Federal.

Violência

“Isso é grave, porque a gente vive um contexto em que a violência contra a mulher está tão exacerbada e alguém se coloca contra uma mulher íntegra. Isso é uma barbárie, mas é a forma de se fazer política no Brasil, e vai ser sempre assim. A gente tem que ser forte”, afirmou.

Apesar de saber das dificuldades que poderá enfrentar na vida política, Dra. Mayra informou que resolveu disputar uma vaga no Senado para garantir ao Ceará projetos que modifiquem, principalmente, a Educação e a Saúde no Estado.

De acordo com a postulante, na política há uma porta de entrada e uma de saída. Por isso, ela defende a tese de que não haja reeleição para mandato no Senado, por exemplo. “Você passa oito anos e volta para o lugar de onde veio. As pessoas acabam se acostumando, fazendo do poder sua morada”, apontou. Em sua opinião, é preciso que as casas legislativas estejam sempre se renovando, o que não impede que determinado político dispute um outro cargo eletivo.

Um dos principais desafios em eventual mandato, segundo Dra. Mayra, será requalificar o Programa Saúde da Família. Entre as metas defendidas pela candidata, está a de totalizar 100% das famílias cearenses atendidas pelo programa.

Adolescência

Na área da Segurança Pública, ela afirmou que o programa “Ceará Pacífico” tem seus méritos na forma como foi pensado, mas opinou que faltou ao Governo do Estado construir todos os itens para que o projeto tivesse êxito, como, por exemplo, mais investimentos no setor de tecnologia, interligando as polícias com a Justiça.

“No Senado, queremos contribuir com projetos de inovação e tecnologia. Podemos aumentar o efetivo, o contingente que faz fiscalização nas fronteiras, nos portos e aeroportos. A gente não tem fiscalização em Jericoacoara e em Canoa Quebrada, que são lugares por onde as drogas entram no Estado”, disse.

Dra. Mayra se colocou contra a redução da maioridade penal no Brasil e disse que, como médica pediatra, tem como dever a proteção da criança. “Foi negado a adolescentes acesso à escola e boa parte dos nossos problemas estão relacionados à precariedade do ensino. Precisamos melhorar as escolas, queremos que os adolescentes saiam de lá profissionalizados e qualificados. Dessa forma, a gente vai evitar que o presídio seja utilizado como forma de mudança desses jovens”, disse. “Temos que fazer uma reforma nessas fundações que dizem ser reformadoras”, acrescentou a tucana.

A candidata do PSDB defendeu, ainda, a elaboração de um projeto de Lei para instalação de um banco de dados que disponibilize à sociedade imagens de homens que praticaram crimes contra mulheres, para que, com isso, a reincidência de ações do tipo seja evitada. “Muitas mulheres têm medidas protetivas, voltam para casa e são assassinadas na vigência da medida protetiva porque homens acham que têm domínio sobre elas”, disse.

09:26 · 19.09.2018 / atualizado às 09:26 · 19.09.2018 por

A coligação “Tá na hora de mudar”, composta por PSDB e PROS, tem amargado, nos últimos dias, perdas de tempo de propaganda na televisão por decisões da Justiça Eleitoral. Em representações ajuizadas no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), a coligação governista “Por um Ceará cada vez mais forte” argumenta que, em propagandas de candidatos a deputado pelo PSDB, tem havido “invasão de propaganda eleitoral das coligações majoritárias nos espaços destinados aos candidatos à eleição proporcional”. Com isso, General Theophilo já acumula ao menos três sentenças de perda de tempo na TV. Na segunda à noite, por exemplo, parte do programa eleitoral do tucano foi suprimida por punição da Justiça Eleitoral.

Em uma das representações, os advogados da coligação do governador Camilo Santana (PT) afirmam que “a coligação majoritária teria utilizado o espaço destinado a candidatos proporcionais, por meio do candidato a deputado Carlos Matos Lima pois, ‘durante toda a exibição da propaganda ora questionada, é visível como pano de fundo, além da imagem e número, imagem do bordão ‘bota moral, General’, em clara e expressa alusão ao candidato majoritário’”. Em decisão do último dia 16, o juiz Demetrio Saker Neto determinou perda equivalente a 27 segundos, por cada veiculação questionada na ação, do tempo de TV de General Theophilo no turno da noite.

Em outras ações, o argumento da chapa governista é o mesmo, mas em relação a propagandas da candidata a deputada federal Moema São Thiago e da candidata a deputada estadual Helaine Marina Menezes Mendonça, ambas do PSDB. General Theophilo também perdeu segundos de propaganda nas duas representações.

Outros candidatos, como o senador Eunício Oliveira, candidato à reeleição pelo MDB, e o próprio governador Camilo Santana também têm sido alvos de representações com teor semelhante, mas, no “Mural Eletrônico” do TRE-CE, onde estão expostos os resultados dos julgamentos, é visível, entre a última segunda-feira (17) e esta terça (18), uma enxurrada de representações contra a coligação do candidato tucano, motivadas também por pedidos de direito de resposta e denúncias de irregularidades em inserções de propaganda na TV.

09:24 · 19.09.2018 / atualizado às 09:24 · 19.09.2018 por

Por Márcio Dornelles

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará finalizou 99% dos julgamentos dos pedidos de registro de candidatura até a última segunda-feira (17) Foto: JL Rosa

Oito de 11 candidatos indeferidos com recurso recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantirem participação nas eleições de 2018 no Ceará. Os três restantes apresentaram contestação para análise do próprio Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE). Entre os candidatos que levaram o caso à instância máxima da Justiça Eleitoral estão Domingos Filho (PSD), para deputado estadual, e José Maria Macedo Júnior, o Macedão (PP), para federal, apesar de já terem anunciado desistência para apoiarem as mulheres, Patrícia Aguiar (PSD) e Pollyana Macedo (PP).

Domingos Filho, Macedão e os demais candidatos que questionam decisão do TRE-CE aparecerão nas urnas em situação de “pendente de julgamento”. A informação também aparecerá, no dia da votação, para 75 postulantes que estão dentro do prazo de três dias para recurso, após a publicação do indeferimento. Apesar de não formalizarem a contestação à Justiça Eleitoral, automaticamente são inseridos no grupo para terem direito ao voto, caso os processos sejam deferidos futuramente. Em caso de trânsito em julgado com a ratificação da decisão inicial, os votos recebidos serão anulados.

Os demais postulantes com recurso no TSE são Maria Auxiliadora Bezerra Fechine (MDB), Claudemir da Silva Veras (PMN), Erivaldo Santiago Lopes (PMN), Elizabeth Fernandes (PROS), João Paulo de Oliveira Moraes (PROS) e Denis Oliveira (PT). Ao TSE, os candidatos apresentaram recurso especial ou ordinário, enquanto no TRE-CE deram entrada em embargos de declaração, ao tentarem suspender decisão anterior.

É o caso da candidata a deputada estadual pelo PDT, Lia Ferreira Gomes, irmã de Ciro e Cid Gomes, ambos do PDT. Ela faltou à revisão biométrica no município de Caucaia, onde possui inscrição eleitoral, e por isso teve a candidatura barrada pelo Pleno do TRE-CE. Também apresentaram embargos de declaração Ademir Brandão (Patri) e Francisco Reginaldo Rolim de Sousa (PMN).

Balanço

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará autorizou, ao todo, 773 candidatos, sendo cinco para o cargo de governador, com cinco vices, 10 para senador, com 19 suplentes, 225 para deputado federal e 511 para deputado estadual. Indeferidos sem registro de recurso no sistema da Justiça Eleitoral são 24 nomes, além de três deferidos com recurso, quando a autorização é questionada, e 20 renúncias. O edital com todos os candidatos aptos e coligações foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) na noite de ontem, após a totalização do DivulgaCand.

As urnas eletrônicas que serão usadas no pleito no Estado começam, a partir de hoje, a receber a carga de dados com as informações dos candidatos aptos, apesar das postulações que apresentaram recurso e outras que foram indeferidas nos últimos dias e ainda estão no prazo para contestar a decisão.

09:20 · 19.09.2018 / atualizado às 09:20 · 19.09.2018 por

Por Letícia Lima

Com sessões cada vez mais esvaziadas na Assembleia Legislativa durante a campanha, a oposição tem aproveitado a tribuna para entoar críticas à gestão estadual, muitas vezes, sem contestação da base aliada. Ontem, inclusive, a votação de mensagens de interesse do governo foi adiada após pedido de vistas da oposição nas comissões técnicas. Ainda que o número de sessões tenha sido reduzido para dois dias na semana, poucos deputados comparecem aos trabalhos. Ontem, apenas cinco participaram das atividades plenárias.

A liderança do governo previa colocar em votação, hoje, duas mensagens da gestão, mas apenas uma deve ser votada. A matéria trata de autorização para contratação de empréstimo de até US$ 25 milhões, junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, para o financiamento do Projeto de Desenvolvimento Produtivo, Acesso à Água e de Capacidades para o Semiárido do Ceará – Projeto Paulo Freire Mais, destinado ao incentivo à produção e aumento de renda de famílias rurais.

Já a outra matéria, que trata de alteração na lei da subvenção econômica para as companhias aéreas que se instalarem no Aeroporto de Fortaleza, não deve ser votada hoje, como queria o governo, porque o deputado Roberto Mesquita (PROS) pediu vistas e tem até três dias para devolvê-la para apreciação nas comissões da Casa.

Na tribuna, o deputado contestou a tramitação das mensagens que, segundo ele, podem favorecer uma “compra de votos mascarada” em prol do governo. Audic Mota (PSB) e Joaquim Noronha (PRP), governistas em plenário, não contestaram o parlamentar. Diante do esvaziamento da Casa, a reunião da Mesa Diretora com o Colégio de Líderes da Assembleia, que estava marcada para hoje, por sua vez, foi adiada para a próxima semana. O encontro definirá o funcionamento do Legislativo a partir da próxima semana até o dia da eleição, 7 de outubro.

09:19 · 19.09.2018 / atualizado às 09:19 · 19.09.2018 por

Por Miguel Martins

Eduardo Girão, do PROS, foi o segundo dos cinco candidatos ao Senado mais bem colocados na pesquisa Ibope a dar entrevista ao “Diário na TV” Foto: José Leomar

Neófito em disputas eleitorais, o empresário Luís Eduardo Girão (PROS) disse, em entrevista ao Diário do Nordeste, que abrirá mão do salário de senador, caso seja eleito, e tentará acabar com regalias garantidas a representantes dos três poderes constituídos. Ele afirmou, ainda, que uma de suas primeiras medidas será a proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar possível envolvimento de políticos e empresários com o tráfico de drogas.

Segundo dos cinco candidatos ao Senado mais bem colocados na última pesquisa Ibope a ser entrevistado pela TV Diário, ontem, o postulante se coloca como defensor da família e afirma ser contra medidas que, conforme avalia, vão de encontro aos preceitos cristãos. “Chegou a hora de a gente construir um novo movimento de valores da família. Nossas crianças vêm sendo erotizadas, querem liberar o aborto, cirurgia de mudança de sexo para crianças de 12 anos, liberar as drogas”, disse.

No entanto, o postulante ressaltou que o Brasil e o Ceará vivem momento importante, diante da “limpeza” em curso em diversos setores da sociedade. “Sou entusiasta da Operação Lava-Jato e talvez a justiça esteja sendo feita pela primeira vez no País. A gente sente o mau cheiro de tudo isso, mas o sofrimento ensina”, afirmou.

De acordo com ele, “a maior arma que tem não é o revólver, mas o título de eleitor”. “Eu sou cristão, acredito em Deus e sei que ele tem um plano para este País. Um plano de fraternidade, progresso e justiça social. Essa eleição vai ser decisiva para que a paz se restabeleça no Ceará”.

Para o enfrentamento da violência, o candidato afirmou que pretende instaurar uma CPI do narcotráfico em Brasília. Para isso, deve contatar senadores e deputados com os quais tem afinidade ideológica, como Magno Malta (PR-ES), candidato à reeleição. “Vamos recolher assinaturas de gabinete em gabinete para depois sabermos quem está por trás do crime organizado, quem são os poderosos por trás do crime organizado”.

Sobre os índices de violência, Girão opinou que falta “autoridade” para administrar a Segurança Pública do Estado e citou como exemplo disso a dificuldade que o Governo tem tido para instalar bloqueadores de celular nos presídios. Ele afirmou também que tem sido difícil se apresentar ao eleitorado, especialmente porque a base governista reúne 24 partidos.

Compra de votos

O candidato chamou atenção, ainda, para a venda de votos no Interior do Estado. Segundo ele, muitos postulantes buscam se esconder em um mandato para não prestar contas com a Justiça. Girão disse ser contra o foro privilegiado e defendeu o fim de benefícios para políticos, além de membros do Judiciário.

“Vou abrir mão do meu salário (subsídios), não por mérito meu, mas porque tenho outras fontes de renda. Mas acredito que outros políticos precisam. O que vou trabalhar para acabar é com o auxílio-moradia, auxílio-paletó, carro oficial e muitas outras mordomias que são pagas com dinheiro do brasileiro. Vou fazer minha parte de colega a colega que faça o mesmo”.

Eduardo Girão defendeu também que a população avalie a vida pregressa dos candidatos para definir o voto. “Podemos construir uma realidade diferente, quando fazemos as coisas com honestidade, obstinação, respeito e tolerância”, pregou.

09:19 · 18.09.2018 / atualizado às 09:19 · 18.09.2018 por
Segundo Cleiton Monte, Ailton Lopes tem discurso coerente, mas pouca articulação no Estado Foto: José Leomar

Na reta final, a disputa pelo Governo do Estado ainda é marcada por uma campanha morna, que, por diversos fatores, parece não abrir espaços para reviravoltas até o dia 7 de outubro. A avaliação é de cientistas políticos entrevistados pelo Diário do Nordeste, que, ao analisarem a primeira metade da campanha, consideram que, por esta ser uma disputa de baixa competitividade, não tem empolgado o eleitor. Tal cenário, conforme analisam, é fruto da estrutura da candidatura governista, fortalecida por diversos elementos, mas também de erros de estratégia dos partidos de oposição.

Pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o cientista político Cleiton Monte observa que, por um lado, o governador Camilo Santana (PT) “largou com uma vantagem extraordinária” em busca da reeleição, por ter uma base de apoio de 24 partidos e “boa aceitação por parte da população”, segundo pesquisas de avaliação do governo, enquanto, por outro, conforme avalia, este seria o pleito em que a oposição demonstrou estar mais enfraquecida no Estado desde a redemocratização. Segundo ele, nos últimos anos, o governo esteve “desarmando” a oposição, que não se organizou em torno de uma “agenda alternativa”.

“É uma campanha que, devido a ser de baixa competitividade, não empolgou o eleitor. Por exemplo: mesmo aquele que não pensa em votar no Camilo Santana não consegue visualizar uma outra opção, então é possível que a gente tenha um número muito grande de votos brancos e nulos aqui no Ceará”.

Para ele, professor do Centro Universitário Unichristus, a tendência é que, no fim da campanha, “Camilo se fortaleça ainda mais na liderança da disputa”. Já General Theophilo (PSDB), conforme aponta, pode ter “certo crescimento” ao tornar-se mais conhecido, mas isso não deve ser suficiente para levá-lo ao segundo turno.

Quanto aos outros candidatos, Cleiton Monte analisa que a candidatura de Ailton Lopes (PSOL), embora tenha “um discurso articulado e coerente, não tem um discurso voltado para as camadas populares, para o Interior do Estado, não tem uma rede de lideranças políticas, não tem recurso, e tudo isso dificulta a campanha”. Já Hélio Góis (PSL) e Francisco Gonzaga (PSTU), segundo ele, “têm uma pauta”, mas, sem recursos, estrutura e capilaridade, não conseguem fortalecer as campanhas.

Propaganda negativa

A cientista política Carla Michele Quaresma, professora do Centro Universitário Estácio do Ceará, faz avaliação semelhante ao expressar que “a impressão que temos é que não tem eleição no Estado do Ceará”. Para ela, isso é consequência da estrutura de campanha do petista e da dificuldade de organização da oposição ao longo dos últimos anos, que culminou no lançamento de um candidato desconhecido.

Além disso, a cientista política considera que a turbulenta disputa presidencial tem deixado a campanha estadual em segundo plano. “Parece que a situação do Ceará é de um referendo”, analisa. “Agora, é muito provável que haja, nessa reta final da campanha, uma intensificação da propaganda negativa, porque esses candidatos que estão no pleito não têm mais nada a perder”, afirma Quaresma.