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Categoria: Câmara


08:57 · 30.09.2015 / atualizado às 08:57 · 30.09.2015 por

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (Pros), instalou na manhã de ontem a Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar denúncias de má prestação de serviço aos fortalezenses por parte da Companhia Energética do Ceará (Coelce). A CPI já havia sido instalada anteriormente, sendo cancelada há pouco mais um mês após serem identificadas falhas regimentais.

Desta vez, segundo Salmito Filho, tudo seguiu de acordo com o regimento da Casa. “A instalação já havia sido publicada na última semana no Diário Oficial do Município, e como manda o regulamento, na primeira sessão ordinária seguinte à publicação declaro instalada”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente da Casa, em respeito ao compromisso assumido no Plenário, as bancadas não seriam alteradas. “Conversei com cada bancada, e ouvi em especial o PTC, que antes tinha a vereadora Bá como membro da Comissão, mas como o vereador Robert Burns é coautor da matéria, o partido, em consenso, optou por fazer a substituição”.

No Plenário, Burns vinha há muito tempo explorando a questão e cobrando à presidência da Câmara sobre a demora na implantação. Agora como coautor, o que lhe garantiu espaço na Comissão, o parlamentar garante não “sossegar” enquanto a Coelce não esclarecer ponto a ponto o que for colocado na CPI. “Vamos começar um processo que precisa ser bem claro. A empresa precisa apresentar se está havendo ou não superfaturamento como se tem denunciado. A Câmara vai ter que pedir ao governador Camilo Santana o fim da concessão dela se forem comprovadas as irregularidades em discussão”, avaliou Robert.

Autor do requerimento, o vereador Joaquim Rocha (PV) deve ser o relator da matéria. “Está bem claro que a Coelce é uma empresa com inúmeras reclamações de consumidores por não cumprir com suas obrigações, não dá manutenção nos seus sistemas e não respeita aos seus clientes. Por tudo isso posso dizer que já temos subsídio suficiente para o trabalho da Comissão”, relatou.

Além de Joaquim Rocha, Deodato Ramalho e Robert Burns, a Comissão Parlamentar de Inquérito será composta também pelos vereadores: Márcio Cruz (PROS); Luciram Girão (PMDB), João Alfredo (PSOL) e Eulógio Neto (PSC). Para o trabalho dos membros, Salmito prometeu avaliar a possibilidade de um servidor da Casa ficar a disposição para o registro de atas, mas garantiu recursos materiais. Uma sala com computador, impressora e um gravador foi disponibilizada.

Salmito solicitou que, em no máximo 48 horas, a Comissão se reúna para eleger o presidente e que conste em ata a relatoria do vereador Joaquim Rocha. Após a eleição, a Comissão deve enviar a ata ao Gabinete da Presidência para que encaminhe para publicação no Diário Oficial do Município.
Obedecendo ao prazo, a primeira reunião do grupo de parlamentares já está agendada para esta quinta-feira, às 8h30 da manhã, na Câmara Municipal. “A intenção é que possamos começar os trabalhos o quanto antes e assim garantirmos melhorias nos serviços prestados que a Companhia presta aos cearenses, mas claro, vamos atuar dentro da legitimidade”, contou Deodato Ramalho, que deve ser eleito presidente da Comissão.

08:58 · 17.09.2015 / atualizado às 08:58 · 17.09.2015 por

Vereadores defenderam, durante sessão na manhã de ontem na Câmara Municipal de Fortaleza, a união entre os parlamentares e fiscalização dos eleitores quanto ao cumprimento do trabalho nas câmaras municipais.
Composta por 43 vereadores, a Câmara Municipal de Fortaleza é a maior casa legislativa municipal do Ceará. Lucimar Martins (PTC) disse que todo mês seu mandato realiza serviços de ação social nos bairros de Fortaleza. “Quando vejo as pessoas felizes porque levamos esses serviços, percebo que não é só o prefeito quem precisa fazer isso, nós podemos fazer também”.
A vereadora criticou a ação de parlamentares que ao conseguirem realizar um serviço ou entregar determinadas obras esquecem de citar a fundamental participação do prefeito, bem como dos colegas da Câmara que aprovaram o projeto. “Vamos falar sim porque o prefeito também está trabalhando pela cidade”, destacou.
Segundo Lucimar, a união dos vereadores na hora de cuidar dos bairros faz com que a população tenha mais confiança nos parlamentares que são eleitos. “É preciso que o povo acredite nos vereadores, que eles se mostrem úteis, que mostrem que eles podem levar a demanda da população para o prefeito e que as ações sejam feitas. Se temos dois vereadores pedindo a mesma coisa para o bairro, é melhor ainda porque há mais pressão e quem ganha é o povo”, explicou.
O vereador Antônio Henrique (PROS) também destacou os serviços realizados pelos parlamentares em benefício do povo que os dá o papel de cobrar e fiscalizar do executivo ações de melhoria para a sociedade. “Somos moradores das comunidades que representamos e nosso trabalho tem sido de acompanhar os problemas da cidade”, diz.
Henrique salienta que as ações cobradas pela população nem sempre estão ao alcance para logo serem resolvidos e por vezes precisam da intervenção do prefeito. “Graças a Deus temos feito um trabalho em parceria com o governo municipal, o qual compomos a base aliada, não porque achamos conveniente, mas porque acreditamos no seu trabalho, na sua luta”.
O vereador defende que os eleitores deveriam exercer de forma mais participativa a sua parte, fiscalizando o trabalho da Câmara “Eu fico observando, acompanhando os trabalhos e tenho visto que o prefeito Roberto Cláudio não para. As pessoas precisam compreender que nós vereadores também não relaxamos em busca do melhor para a comunidade e isso se faz com o acompanhamento de nossas ações”.

09:01 · 01.06.2015 / atualizado às 09:01 · 01.06.2015 por

zcamara

Na semana de votação da reforma política, o Plenário da Câmara decidiu manter o atual sistema de eleição de deputados e vereadores; acabar com a reeleição para chefes do Executivo; cortar o Fundo Partidário de legendas sem congressistas; e permitir doações de empresas a partidos, e de pessoas físicas a partidos e candidatos. Tudo faz parte da PEC 182/07, que está sendo discutida por temas.

Até agora, a reforma ocupou mais de vinte horas de debates em Plenário, com dez votações nominais e momentos tensos. Houve bate-bocas entre parlamentares, e o presidente da Casa, Eduardo Cunha, suspendeu a sessão para reunião reservada entre os líderes em duas ocasiões – na votação do financiamento empresarial e na discussão do tempo de mandato.

Os pontos mais controversos da reforma – financiamento e sistema eleitoral – já foram superados, mas ainda falta discutir vários temas. Ficou para depois do dia 10 de junho a decisão sobre duração dos mandatos; eleições municipais e gerais no mesmo dia; cotas para mulheres; voto facultativo; data da posse presidencial; federações partidárias; entre outros assuntos. E o resultado final ainda precisa ser votado em segundo turno antes de ir ao Senado. Para valer nas eleições de 2016, as mudanças têm de entrar em vigor até outubro.

Distritão
A votação começou em clima polêmico depois da decisão dos líderes de votar a reforma direto no Plenário, cancelando a apreciação do parecer da comissão especial criada no começo do ano para examinar a matéria. Foi nomeado o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) como novo relator. O argumento é que seria mais fácil fechar acordos dentro do Plenário.

Essa decisão, segundo vários deputados, foi um dos fatores que levaram à derrubada do primeiro grande tema discutido: a mudança no sistema eleitoral. O relator da comissão, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), chegou a distribuir panfletos contra o sistema defendido por Rodrigo Maia, o chamado distritão: seriam eleitos os deputados e vereadores mais votados no estado, em sistema majoritário.

O distritão foi proposto pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e encampado por parte do PMDB. DEM, SD e as legendas pequenas também orientaram o voto “sim”, porém o sistema teve 267 votos contrários e apenas 210 favoráveis.

Todas as outras propostas de mudança na forma de eleger deputados e vereadores também foram rejeitadas. Ficou valendo o modelo atual, o sistema proporcional, em que as vagas são ocupadas de acordo com a votação dos partidos e coligações.

Financiamento
O financiamento eleitoral foi outro tema polêmico da semana. Na terça-feira (26), o Plenário rejeitou a proposta que autorizava doações de empresas e de pessoas físicas aos candidatos e partidos, além do dinheiro do fundo partidário. Trata-se do modelo atual definido em lei, mas que é objeto de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) – seis ministros já votaram contrariamente às doações de empresas.

Uma nova emenda tratando do financiamento de empresas foi votada na quarta-feira (27), sob protestos do PT e do PCdoB, que acusaram os líderes da oposição e Eduardo Cunha de quebra de acordo, uma vez que o tema teria sido votado na noite anterior. O presidente da Câmara argumentou, no entanto, que o Regimento Interno determina a votação das emendas aglutinativas assim que elas sejam apresentadas.

O texto aprovado permite que empresas façam doações a partidos. Pessoas físicas poderão doar para candidatos e partidos, que também continuam com direito ao Fundo Partidário. A emenda prevê uma lei futura para estabelecer limites globais de gastos das campanhas e limites para as doações.

Mais de 60 deputados de diversos partidos já assinaram mandado de segurança a ser impetrado no STF contra a manobra de Cunha que permitiu a aprovação do financiamento de empresas nas campanhas eleitorais. A ação deve ser protocolizada nesta sexta-feira (29).

Reeleição e coligações
O Plenário também decidiu acabar com a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República. Pela proposta, os eleitos em 2014 e 2016 que estiverem aptos a se reeleger pela regra atual terão esse direito preservado.

Em outra votação, os partidos pequenos saíram satisfeitos com a rejeição do fim das coligações para eleições proporcionais, algo que poderia custar a sobrevivência de legendas que, sozinhas, não conseguem votos suficientes para atingir o quociente eleitoral e ter cadeiras na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas e nas câmaras de vereadores. O PSDB foi um dos maiores defensores da proposta, porém saiu derrotado.

Os deputados ainda resolveram limitar o acesso ao Fundo Partidário e a utilização do horário eleitoral gratuito de rádio e TV apenas aos partidos que tenham concorrido com candidatos próprios à Câmara e tenham eleito ao menos um congressista (deputado ou senador). Hoje, 5% do fundo são distribuídos entre todas as legendas existentes, que também podem ir ao rádio e à TV. Com a proposta, esses direitos só caberão aos que tiverem representação no Congresso.

zcamara projetos aprovados

 

FONTE: CÂMARA FEDERAL

21:23 · 11.11.2014 / atualizado às 21:27 · 11.11.2014 por

O vereador Salmito Filho (PROS), ao mesmo tempo que arruma as gavetas na Secretaria de Turismo em Fortaleza, começa a pedir votos a seus colegas vereadores, com o objetivo de ser o próximo presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, cuja eleição vai acontecer no próximo dia 2 de dezembro.

Na última segunda-feira à noite, a bancada do PROS na Câmara esteve reunida com o prefeito Roberto Cláudio, e ficou acertado que os interessados em presidir a Câmara, poderiam começar a viabilizarem suas candidaturas. O partido tem dois nomes: Salmito Filho e Elpídio Nogueira.

Salmito deve deixar a Secretaria de Turismo de Fortaleza nos próximos dias. Mas, antes, começou a pedir votos e acertar uma parceria com o vereador José do Carmo, um outro nome fora do PROS que quer presidir a Casa. José do Carmo, no entanto, sofre restrições de um grupo de vereadores que entende estar a Câmara, no momento presente, precisando de um presidente com força capaz de estancar o desgaste do Legislativo municipal.

09:07 · 29.05.2014 / atualizado às 09:07 · 29.05.2014 por

da Agência Senado

“O Congresso Nacional vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de alterar a divisão dos tamanhos das bancadas dos deputados federais, estaduais e distritais nas eleições de 2014. O anúncio foi feito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, no início da tarde desta quarta-feira (28), após reunião com deputados federais e senadores.

Os parlamentares estudam apresentar uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) para declarar que o decreto legislativo aprovado no ano passado pelo Congresso é compatível com a Constituição. O documento anulou resolução editada pelo TSE em abril do ano passado, recalculando o tamanho das bancadas de cada estado na Câmara dos Deputados. O tribunal levou em conta o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 para ajustar o número de deputados ao tamanho da população.

Na terça-feira (27), o TSE decidiu contrariar a decisão do Congresso e aprovou resolução que novamente modifica o número de deputados. Com isso, oito estados (AL, ES, PE, PR, RJ, RS, PB e PI) perdem representatividade na Câmara, enquanto cinco (AM, CE, MG, SC e PA) ganham. A mudança causa impacto nas assembleias legislativas, já que o número de deputados estaduais é calculado com base no tamanho das bancadas na Câmara. A resolução não amplia o número final de deputados, que hoje é de 513.

“Só por lei complementar você pode refazer a representação política da Câmara dos Deputados. Jamais diretamente por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Vamos entrar com uma ADC, que é uma ação declaratória de constitucionalidade, pois não aceitamos que isso aconteça”, disse Renan Calheiros.

O presidente do Senado, que se reunirá nesta tarde com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, para tratar do assunto, classificou a decisão do TSE de “usurpação” do poder do Congresso e “intromissão indevida”.

09:55 · 30.07.2013 / atualizado às 09:55 · 30.07.2013 por

Por Georgea Veras

A Câmara Municipal de Fortaleza já começou a distribuir os convites do presidente da Casa, vereador Walter Cavalcante (PMDB), para a solenidade de reabertura dos trabalhos do Legislativo, que está marcada para ocorrer no dia 1º de agosto. Diferente de outras casas legislativa, a Câmara Municipal realiza, duas vezes ao ano, uma sessão de reabertura de suas atividades.
O convite informa sobre a solenidade de hasteamento de bandeiras. Walter Cavalcante destacou que há uma promessa do prefeito Roberto Cláudio de participar da sessão, mas o presidente ainda não tem a confirmação se o gestor vai comparecer de fato. Apenas no início do ano, é exigida a participação do prefeito na abertura dos trabalhos, quando é lida a mensagem governamental.
A sessão de reabertura dos trabalhos está marcada para começar às 9 horas. O convite exige traje passeio completo. A Câmara está de recesso desde o dia 5 de julho.

09:53 · 05.03.2013 / atualizado às 09:55 · 05.03.2013 por

Só no mês de janeiro passado, o primeiro mês da presente legislatura (os vereadores foram empossados no dia 1º de janeiro de 2013), a Câmara Municipal de Fortaleza custou aos municípes a importância de R$ 7.817.643,01.

Só com a rubrica “vencimentos e vantagens fixas –  pessoal civil”, o gasto foi de R$ 4.612.588,66. Outros R$ 1.670.370,43 foram dispendidos com “serviços de terceiros – pessoas jurídica”. De “obrigações patronais” foi pago R$ 839.599,28. E com “outras despesas de pessoal decorrentes de contratos de terceirização” o custo foi de R$ 626.428,62.

O curioso, em tudo isso é que com “material de consumo”, aquilo que é imprescindível para o funcionamento daquela Casa só foi gasto R$ 4.000,00.

09:59 · 08.01.2013 / atualizado às 09:59 · 08.01.2013 por

Os vereadores de Fortaleza estão com um problema a mais nesse início de semana para tratar com o seu eleitorado. Tentar explicar à sociedade o que fazem para custartão caro para a população. Isso por conta de publicação no Diário do Nordeste do último domingo, que dizia que cada vereador da Capital dispõe, mensalmente, a partir da Legislatura que se inicia, a importância de R$ 45.338,64 para exercer o seu mandato.
Já no corrente mês, os legisladores passaram a receber R$ 11.888,64 de subsídios, visto aprovação de aumento no ano passado, e R$ 33.450,00 para a manutenção do gabinete, referente à contratação de assessores para ajudá-los em seus mandatos. Apesar de a matéria tratar apenas de uma constatação do real valor dos edis para a sociedade fortalezense, muitos parlamentares preferem deixar isso escondido do povo em geral, para que não sofram com abordagens e questionamentos nas ruas.
O vereador Wellington Saboia (PSC), por exemplo, disse que recebeu com estranheza a abordagem de pessoas e correligionários em seus redutos eleitorais  parabenizando-o, ironicamente, por receber mais de R$ 45 mil por mês. Segundo ele, a assessoria é diferente do salário e seria importante para o “bom desempenho” parlamentar. “Tem que falar claro, porque aquele não é o nosso salário. Nós temos que ter uma equipe para ajudar o vereador. Muitas pessoas vieram me perguntar se eu estava ganhando R$ 45 mil e isso não é verdade”, disse o parlamentar.
O comentário era um só na Câmara Municipal ontem, entre os vereadores presentes à Casa Legislativa. O ex-presidente da Mesa Diretora, Acrísio Sena (PT), chegou a dizer que todo este valor estava previsto no orçamento para este ano, que seria de pouco mais de R$ 10 milhões por mês e afirmou ainda que o desempenho do vereador não é medido pelo valor que é pago a ele, ainda que acredite que isso deva ser levado em conta.

08:14 · 05.12.2012 / atualizado às 08:14 · 05.12.2012 por
O peemedebista é o mais cotado para assumir o Legislativo, visto compromisso do PSB com PMDB sobre presidência da Câmara. FOTO: ALCIDES FREIRE

Depois da eleição dos novos membros que comporão a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, ocorrida na manhã de ontem, os holofotes agora se direcionam para a futura composição da presidência da Câmara Municipal de Fortaleza. No entanto, o imbróglio referente aos muitos nomes que até aqui foram colocados parece começar a se desenrolar.

Até o momento ainda estão com os nomes postos os pessebistas Elpídio Nogueira e Salmito Filho; o petista e atual presidente do Legislativo Municipal, Acrísio Sena; o novato Wellington Saboia; o vereador José do Carmo; e os peemedebistas Vitor Valim e Walter Cavalcante.  Esse último, porém, agora é o candidato mais cotado para ocupar o assento de presidente da Casa Legislativa.

Nos bastidores da política local se fala que Walter Cavalcante é a escolha do PMDB para a disputa, a que poderá não acontecer, caso ocorra um consenso entre todos os 43 vereadores da próxima Legislatura. Na sexta-feira passada, o legislador esteve em reunião com o presidente do partido, Eunício Oliveira, e o assunto foi a sucessão presidencial da Câmara de Fortaleza.

O prefeito eleito, Roberto Cláudio, começa nesta semana a se debruçar com mais afinco sobre esse tema, e de acordo com informações, está disposto a encontrar um nome de consenso na Casa, ainda que esse não seja do PSB. Há informações ainda de que existe um compromisso do PSB com o PMDB para que esse segundo fique com a presidência da Casa. Vale lembrar que o PSB está no comando do Governo do Estado, futuramente da Prefeitura de Fortaleza e continuará comandando a Assembleia Legislativa.

10:29 · 01.11.2012 / atualizado às 10:29 · 01.11.2012 por

Os trabalhos da sessão ordinária de hoje, na Câmara Municipal de Fortaleza foram abertos, sem a presença de nenhum dos membros da Mesa Diretora da Casa Legislativa. Coincidentemente, todos os presentes à sessão participaram do pinga-fogo para fazer críticas à gestão da prefeita Luizianne Lins, dentre eles, Salmito Filho, Magaly Marques, Marcílio Gomes e Vitor Valim, este último presidindo os trabalhos.

Até o vereador Eron Moreira (PV), que fez parte da base aliada fez críticas à gestão da prefeita. Segundo ele, um hospital oftamológico, que foi proposto a ser feito, não foi realizado pela gestora. O parlamentar se mostrou insatisfeito com o fato. Alguns assessores da Mesa, no entanto, reclamaram da abertura da sessão sem os membros da Mesa Diretora, o que não pode acontecer, de acordo com o Regimento Interno.

“Se não tinha ninguém da Mesa, os futuro membros da Mesa abriram. Nós não poderíamos deixar a sessão cair. Você viu o horário que o (presidente) Acrísio chegou?”, indagou Vitor Valim. O vereador Acrísio Sena chegou à Casa Legislativa às 10h15.

11:21 · 21.10.2012 / atualizado às 11:21 · 21.10.2012 por
Vereadores da Capital receberão, a partir do próximo ano, R$ 11,9 mil

Os vereadores de Fortaleza têm o 14º maior salário dentre as 26 capitais brasileiras. Levantamento realizado pelo G1 mostra que o salário mais alto é o dos vereadores do Rio de Janeiro e o mais baixo dos parlamentares de Rio Branco.

Na Capital cearense, o vereador tem seus subsídios somados em R$ 9.288,04 neste ano. Para 2013, foi aprovado aumento do salário, e os vereadores eleitos para a próxima legislatura receberão R$ 11.888,64 mensais. Além do salário, os parlamentares de Fortaleza têm direito a verba de desempenho parlamentar no valor de R$ 12 mil, a serem gastos com despesas de transporte, comunicação, entre outras; a verba de assessoria no valor de R$ 33.450 e ainda a 13º salário.

Previsto em lei, o valor máximo dos subsídios dos vereadores depende do salário dos deputados estaduais. Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, por exemplo, a quantia não pode ultrapassar 75% do valor so subsídio dos deputados estaduais.

17:07 · 09.09.2012 / atualizado às 17:07 · 09.09.2012 por

Só os próprios candidatos ao Legislativo municipal e seus familiares têm, no momento, suas atenções voltadas para a composição futura da Câmara Municipal de Fortaleza. Uma pena. A eleição do próximo prefeito da Capital, como de resto todas as eleições majoritárias, até por um equívoco dos integrantes da sociedade, de um modo geral, toma conta da quase totalidade do eleitorado. E por isso acabamos tendo os vereadores que aí estão, estiveram e possivelmente virão com o fim da disputa eleitoral em curso.
Todas as avaliações feitas, não com base em estudos científicos, mas por experientes observadores da política local, dão conta da possibilidade de haver uma renovação de aproximadamente 50% no quadro atual de vereadores de Fortaleza. Percentual expressivo, se os atuais integrantes da Casa legislativa municipal houvessem cumprido bem as obrigações que lhes impõem as normas legais, e honrado os compromissos assumidos ao longo da campanha de 2008.
Mas, o que representará essa substituição de pessoas, se de fato acontecer como está sendo prevista? O quadro posto, em razão dos nomes apresentados pelos partidos como candidatos a vereador e as alianças efetivadas com o fim único de eleger esse ou aquele filiado, não nos estimula a sermos otimistas.
Possivelmente haverá troca de iguais e tudo continuará na mesmice. Legisladores trocando apoios por benesses do Executivo, legislando apenas para dar títulos de cidadania, mudar nomes de ruas, conferir diplomas de benemerência a suas associações ou as de amigos, ou outras coisas da espécie, intrinsecamente ligadas aos interesses pessoais. Assim, ao cabo de mais uma legislatura, estaremos a fazer a mesma avaliação negativa como a que ora nos deparamos.
Enfim, indiferentes ao mister de integrantes de Casa legislativa, com a responsabilidade de fiscalizar as ações do Executivo, sobretudo a correta aplicação dos recursos públicos, discutir com a percuciência que reclamam as propostas e projetos para ali encaminhados, estando sempre com os olhares e atenções voltados para o bem da comunidade, isto, evidente, sem qualquer gesto de radicalismo, revanchismo ou subserviência, como se há notado em vários momentos e oportunidades.
Pelo menos, 20 partidos deverão eleger vereadores neste ano. Haverá uma pulverização muito grande de votos, acabando por beneficiar alguns mais espertos e nem sempre bem intencionados, posto procurarem siglas que albergam qualquer nome sem chances de vitória.
São partidos com vida útil apenas nas eleições, principalmente as municipais, quase sempre estruturados para barganhar vantagens de candidatos a prefeito com perspectiva de vitória ou de seus apoiadores, principalmente se esses estão no comando do Poder Executivo.
A prática, nos legislativos nacionais, está de certo modo tão enraizada no que há de ruim na cultura política brasileira que as exceções, nos Parlamentos, também são niveladas por baixo, exigindo, de já, uma reflexão da parte dos integrantes desses pequenos grupos que os levem a liderar um movimento de melhoria da qualidade do Legislativo, independentemente das ideologias dos seus integrantes.
É hora de os mais instruídos, éticos, compromissados com a coisa pública e a sua própria honra liderarem essa mudança para, em fazendo a diferença, inibir os demais a continuarem na prática deletéria ao próprio legislador, à administração pública e à própria democracia. Sem uma providência de tal ordem, os professores, médicos, advogados, engenheiros, empresários e outros que cheguem lá agora, sairão, daqui a quatro anos, tão nulo quanto os que partirão agora.