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Categoria: Camilo interfere


09:11 · 28.06.2016 / atualizado às 09:11 · 28.06.2016 por

Por Miguel Martins

 

A definição do nome do deputado Zé Ailton Brasil para disputar a Prefeitura do Crato motivou os aliados governistas de outros municípios da Região a anteciparam suas escolhas
A definição do nome do deputado Zé Ailton Brasil para disputar a Prefeitura do Crato motivou os aliados governistas de outros municípios da Região a anteciparam suas escolhas

Enquanto que no Crato e Barbalha a escolha dos nomes de aliados do governador Camilo Santana para a disputa Municipal vêm ocorrendo de forma tranquila, com as indicações de Zé Ailton Brasil (PP) e Fernando Santana (PT), em Juazeiro do Norte a indicação não está sendo fácil. PT, PDT, PTB e PSD travam uma batalha para ver quem vai lançar o nome para as eleições desse ano entre aqueles que fazem parte da base de Camilo Santana.
No Crato, por exemplo, PP, PT, PCdoB, PSD, PMB, PEN, PDT e PTB estão todos unidos em prol da pré-candidatura de Zé Ailton Brasil, o que não deve ser repetido no Município vizinho, na Região do Cariri. O presidente da sigla pedetista no Ceará, André Figueiredo, por exemplo, defende a pré-candidatura do empresário André Bender para a disputa no Município, enquanto que as demais legendas acreditam ter mais méritos para lançarem seus postulantes.
Há quem diga que o PDT deve fixar a meta macro, visando o pleito de 2018, por isso deve investir na candidatura do prefeito Roberto Cláudio, em Fortaleza, e não buscar atritos com aliados em outros municípios. Figueiredo defende, por outro lado, que para fortalecer a candidatura do PDT para a Presidência da República é preciso ter um bom quadro de prefeitos e vereadores eleitos neste ano.
“Estamos conversando e quero resolver tudo o mais rápido possível. Não vamos deixar as coisas para a última hora. Houve uma decisão no Crato, onde o Camilo definiu o Zé Ailton como candidato. O PDT pleiteia Juazeiro do Norte, até porque Barbalha já tem o PT na disputa. Advogamos a tese de termos a candidatura em Juazeiro, apoiando o Gilmar Bender”, disse o dirigente. Acontece que PT, PTB e PSD também pleiteiam encabeçar a chapa na cidade.
Segundo o presidente do PSD no Ceará, o partido não tem nenhum compromisso com o PDT em Juazeiro, nem mesmo o PMB. “Ele (André Figueiredo) pode falar pelo PDT, mas o PSD não faz parte dessa conversa. Teremos candidato pelo PSD. Estamos conversando com todos os partidos, e não dependemos de acordo para decidir nossos rumos”, disse. “Não tem nada a ver o fato de o Crato ou Barbalha não terem candidaturas do PDT”, apontou.
O vice-presidente do PP no Ceará, Antônio José Albuquerque, procurou evitar polêmica com os aliados, até porque já garantiu apoio para um de seus filiados no Crato. Segundo ele, em Juazeiro do Norte a sigla vai apoiar uma candidatura que seja da base do governador Camilo Santana, independente do nome escolhido.
O Partido dos Trabalhadores, por outro lado, estuda a possibilidade de lançar Manuel Santana, ex-prefeito do Município, e que de acordo com seus correligionários está bem nas pesquisas internas feitas. Acontece que o nome do petista não é consenso entre os aliados, o que torna complicada a possibilidade de os partidos governistas andarem juntos no pleito em Juazeiro. Caberá ao governador do Estado, Camilo Santana, tentar apaziguar os ânimos das siglas nos próximos dias.
O presidente do PTB, Arnon Bezerra, por outro lado, acredita que seu irmão, Luiz Ivan Bezerra, atual vice-prefeito de Juazeiro do Norte, é o melhor nome para a disputa. “Todo mundo tem direito de ter seu candidato, mas não pode colocar em jogo um projeto maior. O PDT tem a Prefeitura de Fortaleza, o PT tem o Governo do Estado. O que não pode agora é sacrificar uma aliança por conta de vaidade partidária”, apontou.
Segundo ele, tanto PT quanto PDT tem um projeto nacional maior, que passa pela Capital cearense, e que portanto não deveriam procurar intriga com aliados por conta da disputa em Juazeiro do Norte. “É preciso ter responsabilidade do que é melhor para a cidade e não colocar a cidade em risco. Sou muito consciente que trabalho em uma aliança que me leva a assumir essa responsabilidade. Não vou colocar a faca no pescoço de ninguém por vaidade”, disse.