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Categoria: Campanha


11:34 · 29.10.2016 / atualizado às 11:34 · 29.10.2016 por

Por Antonio Cardoso

 

Deputado Fernando Hugo é um dos deputados estaduais engajado na campanha de Roberto Cláudio FOTO: José Leomar
Deputado Fernando Hugo é um dos deputados estaduais engajado na campanha de Roberto Cláudio FOTO: José Leomar

Seja Roberto Cláudio (PDT) ou Capitão Wagner (PR), o candidato que for eleito neste domingo para governar a Capital cearense haverá de comemorar a conquista, mas também deve atentar para os desafios que terá de enfrentar nos próximos quatro anos. O Diário do Nordeste ouviu deputados estaduais que apoiam os dois lados sobre o que acreditam serem as maiores dificuldades e como precisará atuar o gestor para que Fortaleza seja bem governada até 2020, quando acaba o mandato em disputa.
O peemedebista Tomaz Holanda disse acreditar que o gestor precisa ter maturidade e focar na premissa de que é prefeito de todos, esquecendo o processo eleitoral enfrentado. “A primeira coisa que qualquer gestor, de qualquer cidade do Brasil, tem que fazer é conversar com os mais variados segmentos da cidade pois governa para todos”.
Segundo ele, quem ganhar o direito de sentar na cadeira principal da Prefeitura precisa ter a sensibilidade de fazer as mudanças necessárias em setores que forem preciso. “Estamos em um momento difícil, em fase de recuperação da economia, que é o coração de qualquer administração, mas tem criar um mecanismo que fomente essa economia. Fortaleza não está fora disso. Estamos falando da quinta capital do país”, avalia. “Seja Wagner ou Roberto, o que não pode é ficar da maneira em que está”.
Tomaz fala ainda de distorções. “Em Fortaleza elas são mostradas nos programas eleitorais. Falo não somente por estar do lado do Capitão Wagner, e ressalto que nunca estive em cima do muro, mas, digo isso também pela maneira como está a Prefeitura. Qualquer que seja o prefeito que vá governar, a partir de janeiro, precisa ter a consciência de que muitas coisas precisam ser mudadas”, observa.
Fernando Hugo (PP) analisa que uma cidade com mais de 2,6 milhões de habitantes, “sem dúvida” precisa colocar os olhos, “mais do que se tem colocado até agora”, no social. “Isso, de forma ampla, é investir em saúde, educação e assistência social produtiva. Precisa acabar com as dádivas graciosas que levam ao ócio e à não formação de cidadãos”.
Hugo destaca que o prefeito Roberto Cláudio fez com que Fortaleza saísse do último lugar na educação e ascendesse, com edificações e melhorias na qualidade do ensino. “É uma questão indiscutível. Um prefeito que constrói postos de saúde, em nível de primeiro mundo, climatizados, arborizados e com área de entorno urbanizada, merece crédito”, defende.
Porém o parlamentar diz ser necessário colocar uma vírgula em suas colocações quanto ao que se refere a medicamentos. “Só agora, ao cabo da gestão, teve a sensatez de criar a Central de Medicamentos da Prefeitura, que resolutamente propiciará medicação a todos. Todavia, é preciso ver o trabalho social em ações como, por exemplo, os Cras, onde as pessoas são atendidas e encaminhadas de forma rápida e ágil, seja na área médica, psico afetiva ou com doações pertinentes a pobreza maior”.
Outra área que em sua visão precisa ser intensificada é a mobilidade urbana. “Hoje os ônibus transitam com a rapidez que não se sonhava há dez anos. Isso é possível através da abertura de ruas e avenidas, além de túneis e viadutos que agem para a fluidez no trânsito. O Bilhete Único propicia o ir e vir mais barato e menos custoso. Essas ações visando o bem-estar social consorciam-se com a infraestrutura que deverá ser mais acrescida de obras”, aponta.
A fim de que tudo isso saia do campo das projeções e se tornem reais ou intensificadas, Fernando diz torcer para que o próximo prefeito tenha “uma luz orçamentária” destinada pelo Governo Federal, agora sob o comando de Michel Temer (PMDB). “O PT para o Roberto Cláudio foi um padrasto ruim, nada trazendo das objetivações propostas e prometidas pela ex-presidente Dilma, que em visita a Fortaleza sequer sabia de cor o nome do prefeito, errando até seu nome na hora da apresentação”, comenta.
Militante declarada de Wagner, a deputada Silvana Oliveira (PMDB) afirma que Fortaleza precisa de um gestor que priorize aquilo o que de fato for prioridade. “Tem que atentar para o que é primordial no dia a dia da população que é saúde, educação, e garantir uma cidade mais limpa. Todos querem uma cidade organizada, que tenha condição de você estar nela e se sentir feliz. Hoje o que se vê em bairros da periferia são verdadeiros entulhos e fossas a céu aberto”.
Para ela, o saneamento foi esquecido, ficando em situação “extremamente” precária. “A Prefeitura e Governo do Estado têm que se entenderem para ver que, quando melhora o saneamento melhora também a saúde”.
Ely Aguiar (PSDC) defende a eleição de Roberto Cláudio, mas, como os outros, prega que o próximo prefeito tenha o compromisso com três fatores que a seu modo de ver, “inquietam” a população. “Um deles é a saúde. As pessoas querem chegar e serem bem atendidas, que tenha médico, exame e remédio. O segundo é a educação. Há a necessidade de se implantar o maior número possível de escolas, inclusive profissionalizantes, além de prestigiar os professores e valorizar os alunos”.
O terceiro campo apontado pelo parlamentar como prioritário é a mobilidade urbana. “Hoje é complicado para quem mora nos bairros distantes do Centro, ter que se deslocar para lá. É verdade que houve um grande avanço com a implantação dos corredores exclusivos, mas há ainda a necessidade de assegurar a melhoria do transporte coletivo, de modo a incentivar o seu uso pela população”, conta. “Precisa que seja um transporte rápido, confortável, sem superlotação, dotado de ar-condicionado. Na Europa, o principal meio de transporte de médicos e profissionais liberais, por exemplo, são coletivos, mas são de qualidade. Seja Roberto Cláudio ou Wagner, quem assumir esse compromisso, a população de Fortaleza estará bastante satisfeita”.

08:58 · 26.09.2016 / atualizado às 08:58 · 26.09.2016 por

Dos 33 diretórios partidários existentes no Estado do Ceará, apenas nove apresentam suas prestações de contas na plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O último dia para que os partidos políticos, as coligações e os candidatos enviassem à Justiça Eleitoral o relatório discriminado das transferências do Fundo Partidário, dos recursos em dinheiro e dos estimáveis que tenham recebido para financiamento da sua campanha eleitoral e dos gastos realizados, abrangendo o período do início da campanha até o dia 8 de setembro, foi o dia 13 desse mês. Dois dias depois, a movimentação deveria constar no site da Justiça Eleitoral.
Entre os que têm os dados atualizados, o Partido dos Trabalhadores é quem apresenta maior receita. Somente de duas pessoas físicas o diretório estadual registrou R$ 1 milhão, tendo como doadores, Alexandre Grendene Bartelle e Pedro Grendene Bartelle, em partes iguais. A cifra é somada a outros R$ 350 mil disponibilizados pelo diretório nacional, sendo R$ 150 mil oriundos de aplicação de Fundo Partidário e mais R$ 200 mil por transferência eletrônica.
Na sequência, o PSD acumula R$ 1.001,00. Em dinheiro há registro de R$ 1 milhão, acrescidos de mais R$ 1 mil em recursos estimáveis, quando é fornecido algum bem ou serviço à campanha e estima-se o seu valor, sem que haja repasse direto de dinheiro. Do total recebido, segundo o TSE, mais uma vez Alexandre Grendene Bartelle foi o maior doador, com R$ 500 mil através de transferência eletrônica realizada no último dia 14 deste mês. Maria Cristina Nunes de Carvalho doou R$ 280 mil, enquanto que Pedro Bartelle e Giovana Bartelle Velloso cederam R$ 120 mil e R$ 100 mil, respectivamente. Não consta, no site, repasse do diretório nacional.
Terceiro colocado no ranking de receitas, o Partido Progressista acumulou R$ 1 milhão. Como nos dois primeiros casos, empresários da Grendene foram os responsáveis por abastecer os cofres da campanha do partido no Estado. Pedro Grendene Bartelle doou R$ 600 mil e Alexandre Grendene Bartelle, R$ 400 mil. Os recursos financeiros do PP, de acordo com a transparência do TSE, se limitaram às duas doações.
Em situação oposta, contando apenas com recursos próprios, sem reforço de pessoas físicas, no que mostra o TSE, o PSDB disponibiliza de R$ 422 mil em receita. Do total, R$ 400 mil foram cedidos para a campanha do candidato à Prefeitura de Fortaleza, Capitão Wagner (PR). Do dinheiro que entrou na conta do partido, R$ 402 mil têm origem do Diretório Distrital, enquanto que o restante, R$ 20 mil, da Direção Nacional.
O diretório estadual do Solidariedade recebeu do núcleo nacional a cifra de R$ 258 mil. O dinheiro, segundo informou à Justiça Eleitoral, foi distribuído quase totalmente entre candidaturas a Prefeito e Vereador. Do montante, quem mais recebeu foi Marcelo Ferreira Machado, que concorre a Prefeitura de Crateús. Para ele foram destinados R$ 50 mil. Raimundo Noronha Filho, candidato em Parambu recebeu R$ 20 mil. Outros quatro candidatos a vereador e prefeito também foram beneficiados.
Ainda de acordo com o levantamento no DivulgaCand, disponibilizado pelo TSE, o PDT conta com receita de R$ 200 mil, valor com origem do Diretório Distrital. O PC do B apontou ter recebido R$ 50,3 mil, todo de pessoas físicas que doaram entre R$ 100 e R$ 3 mil.
Com prestações de contas mais tímidas, partidos como o PMB, por exemplo, apresenta R$ 1 mil, todo de pessoas físicas. Luiz Guilherme Eliano Pinto e Raimundo Anisio Venancio dos Santos forneceram R$ 500 cada um. Com origem 100% de pessoas físicas também são os recursos do PMDB que soma R$ 800 reais em receitas registradas no TSE. Os doadores foram Anderson Queiroz Costa e Luciano Cruz da Silva, com R$ 500 e R$ 300, respectivamente.

10:06 · 25.09.2016 / atualizado às 10:06 · 25.09.2016 por
Diretórios peemedebistas e republicanos, nas esferas municipais, estaduais e nacional, foram os que mais contribuíram com campanhas nos principais municípios do Estado. Em Fortaleza, as duas siglas estão coligadas em torno da chapa Capitão Wagner (PR) e Gaudêncio (PMDB) Foto: JL Rosa

Diretórios peemedebistas e republicanos  foram os que mais contribuíram com campanhas nos principais municípios do Estado. Em Fortaleza, as duas siglas estão coligadas em torno da chapa Capitão Wagner (PR) e Gaudêncio (PMDB) Foto: JL Rosa

Nos 15 municípios cearenses com maior arrecadação para campanha a prefeito em 2016, 14 siglas fizeram doações partidárias para candidatos ao Poder Executivo municipal. Juntas, essas legendas contribuíram com R$ 6.116.492,11 para as candidaturas que apoiam.

O partido que mais fez doações foi o PMDB, tendo distribuído um total de R$ 1.389.983,00 a candidatos de cinco municípios: Fortaleza, Sobral, Lavras da Mangabeira, Camocim e Pacatuba. Logo em seguida, aparece o PR que fez doações no valor de R$ 865 mil, em dois municípios: Fortaleza e Pacatuba. Na Capital, as duas siglas aparecem coligadas na chapa Capitão Wagner/Gaudêncio.

O PDT é o terceiro maior doador, entre os 15 municípios com campanha mais cara, tendo contribuído com R$ 824.131,34 em cinco municípios: Fortaleza, Juazeiro do Norte, São Gonçalo do Amarante, Pacatuba e Itapipoca. Na Capital, o partido apoia a reeleição do atual prefeito e seu filiado Roberto Cláudio. Na quarta posição, aparece o PT, com doações de R$ 800 mil, concentradas apenas na candidatura da ex-prefeita Luizianne Lins, na Capital cearense.

Fechando a lista dos cinco partidos que mais fizeram doações, entre os 15 municípios cearenses de campanha mais cara, está o PP que doou R$ 745 mil a candidatos de quatro municípios: Fortaleza, Crato, Pacajus e São Gonçalo do Amarante.

Municípios

Considerando apenas os 15 municípios com mais arrecadação na disputa para prefeito, Fortaleza aparece com volume quase dez vezes maior de doações partidárias, em relação ao município com segundo maior total de recursos recebidos por meio dessa fonte.

A Capital, que tem oito candidatos a prefeito, recebeu de 10 partidos um montante de R$ 4.790.025,15. Lavras da Mangabeira, que aparece em seguida recebeu apenas R$ 490 mil, frutos da doação de um único partido, o PMDB. Na sequência aparece Sobral, que recebeu R$ 200 mil também de contribuição peemedebista.

Completam a lista dos cinco municípios que mais receberam doações partidárias: Pacajus e Juazeiro do Norte, que arrecadaram, via contribuições das legendas, R$ 190.210,00 e R$ 136.227,62, respectivamente. A diferença entre essas campanhas é que no caso de Juazeiro do Norte houve doações de cinco partidos, enquanto em Pacajus apenas três partidos fizeram doações.

Na lista dos 15 municípios cearenses com maior arrecadação, apenas Itaitinga e Eusébio não contaram com receitas oriundas de partidos. Confira abaixo o ranking de doações partidárias nos 15 municípios com maior arrecadação no Ceará!

RANKING DE DOAÇÕES POR PARTIDO

PMDB: R$ 1.389.983,00
PR: R$ 865.000,00
PDT: R$ 824.131,34
PT: R$ 800.000,00
PP:R$ 745.000,00
PRB: R$ 487.500,00
PSDB: R$ 400.000,00
PSB: R$ 324.992,15
PHS: R$ 100.000,00
PTB: R$ 75.000,00
PV: R$ 40.000,00
PSOL: R$ 28.693,00
SD: R$ 20.000,00
PMB: R$ 16.192,62

RANKING DE DOAÇÕES PARTIDÁRIAS POR MUNICÍPIO

FORTALEZA: R$ 4.790.025,15
LAVRAS DA MANGABEIRA: R$ 490.000,00
SOBRAL: R$ 200.000,00
PACAJUS: R$ 190.210,00
JUAZEIRO DO NORTE: R$ 136.227,62
PACATUBA: R$ 100.00,00
SÃO GONÇALO DO AMARANTE: R$ 90.168,00
CAMOCIM: R$ 55.000,00
ARACATI: R$ 50.000,00
CRATO: R$ 50.000,00
MARANGUAPE: R$ 40.000,00
ITAPIPOCA: R$ 15.581,34
GRANJA: R$ 20.000,00
ITAITINGA: R$ 0,00
EUSÉBIO: R$ 0,00

DETALHAMENTO POR MUNICÍPIO

1-FORTALEZA:

PR: R$ 815.000,00
PSDB: R$ 400.000,00
PMDB: R$ 599.983,00
PSB: R$ 299.992,15
PSOL: R$ 28.000,00
PT: R$ 800.000,00
PDT: R$ 684.550,00
PP: R$ 575.000,00
PRB: R$ 487.500,00
PHS: R$ 100.000,00

TOTAL: R$ 4.790.025,15

2-JUAZEIRO DO NORTE:

PTB: R$ 75.000,00
PSOL: R$ 00.315,00
PSB: R$ 20.000,00
PDT: R$ 24.000,00
PMB: R$ 16.912,62

TOTAL: R$ 136.227,62

3-MARANGUAPE:

PV: R$ 40.000,00

4-SOBRAL:

PMDB: R$ 200.000,00

5-LAVRAS DA MANGABEIRA:

PMDB: R$ 490.000,00

6-CAMOCIM:

PMDB: R$ 50.000,00
PSB: R$ 5.000,00

TOTAL: R$ 55.000,00

7-CRATO:

PP: R$ 50.000,00

8-PACAJUS:

PP: R$ 100.000,00
PSOL: R$ 210,00
PSB: R$ 90.000,00

TOTAL: R$ 190.210.000,00

9- SÃO GONÇALO DO AMARANTE:

PDT: R$ 50.000,00
PP: R$ 40.000,00
PSOL: R$ 168,00

TOTAL: R$ 90.168,00

10- PACATUBA:

PMDB: R$ 50.000,00
PR: R$ 50.000,00

TOTAL: R$ 100.00,00

11- ARACATI:

PDT: R$ 50.000,00

12- ITAPIPOCA:

PDT: R$ 15.581,34

13- ITAITINGA:

NENHUMA DOAÇÃO PARTIDÁRIA

14-EUSÉBIO:

NENHUMA DOAÇÃO PARTIDÁRIA

15 – GRANJA:

SD: R$ 20.000,00

TOTAL: R$ 6.116.492,11

Fonte: TSE

09:50 · 25.09.2016 / atualizado às 10:10 · 25.09.2016 por

A campanha eleitoral que vai eleger vereadores e prefeitos nos 184 municípios cearenses está chegando ao fim. Nesta última semana o trabalho dos postulantes deve ser intensificado nas ruas e no campo virtual não será diferente. As ferramentas online já não podem ser consideradas uma novidade em eleições, mas especialmente neste pleito, seu uso representou um reforço significativo diante da falta de recursos que ficaram limitados após a legislação proibir doações de empresas.

>>Luizianne Lins promove jantar de adesão com convites de até R$ 1 mil

>PMDB lidera doações partidárias nos 15 municípios com campanhas que mais arrecadaram no Ceará

Há, literalmente, candidato utilizando a internet para arrecadar dinheiro. A ex-prefeita Luizianne Lins (PT), por exemplo, tem apostado nesta estratégia e através de sua página no Facebook apela para que os militantes e simpatizantes façam doações a partir de R$ 25. Na quinta-feira (22) a petista fez um post chamando as pessoas para o “Time da Lôra”.

“Se você acredita nas nossas propostas e compartilha a esperança e a vontade de construir uma Fortaleza para toda gente, você também faz parte do #TimeDaLôra. Quer contribuir com a campanha? Acesse o nosso site e faça a sua doação. Colabore por uma cidade mais justa e cheia de oportunidades para todos e todas”, diz publicação, direcionando para o site da campanha, onde, além do espaço para as doações, está disponível o Plano de Governo, perfil, vídeos dos programas de televisão e depoimentos de apoiadores. O internauta também pode baixar o jingle e material impresso. Há ainda um formulário para militantes se inscreverem para trabalho voluntário.

Outro que investe na rede social para arrecadar é Heitor Férrer (PSB). Assim como Luizianne, ele postou no Facebook, também na quinta, uma convocação, alegando não ter “patrão” e nem padrinhos políticos. “Acesse agora o site e faça sua contribuição para manter nossa campanha independente a pleno vapor! É fácil, rápido, seguro e transparente”, aponta a publicação. Na quarta-feira (21), o candidato já havia feito outra postagem. “Não temos padrinhos políticos, nem patrão. A nossa única aliança é com o povo de Fortaleza, por isso pedimos a sua contribuição para seguir com nossa campanha independente a pleno vapor. Entre no site e faça sua doação”, justifica.

Como tem feito na rede social, Heitor também usa o site para expor seu Plano de Governo, divulgar agenda e como espaço para se comunicar diretamente com o eleitor, através de um link que possibilita a captação de perguntas que são respondidas pelo próprio socialista ou assessores de campanha. Visivelmente, a plataforma tem como maior intuito convencer para a doação.

Em situação mais favorável financeiramente, o candidato à reeleição Roberto Claudio (PDT) usa todos os espaços nas redes sociais e site somente para divulgar ações de sua campanha. Logo ao entrar em sua página no Facebook o navegante confere imagens e vídeos de caminhadas, carreatas e agenda. Uma estratégia adotada pelo pedetista tem sido vincular a visita feita a determinadas comunidades com o que sua gestão fez no local.

No espaço as propostas aparecem mais timidamente, mas ganham destaque no site, onde há link direcionando para a relação das ações de Roberto Claudio enquanto gestor municipal e promessas de ampliação. Todos os itens são precedidos do vocábulo “Mais”.

Apoiado por grandes partidos como PSDB e PMDB, Capitão Wagner (PR), principal concorrente do atual prefeito, segundo as últimas pesquisas do Ibope e Datafolha, segue o mesmo modelo de abordagem e também optou por não pedir dinheiro de eleitores. No site consta a agenda, propostas e campo para inscrição de voluntários.

Ronaldo Martins (PRB) não deixa explícito na rede social o pedido de ajuda financeira, escolheu usá-la para falar de propostas, repercutir caminhadas e, principalmente para postagens de imagens com fortalezenses que afirmam estar com o candidato. Os vídeos foram gravados com estudantes, idosos, empresários, cabeleireiros, cozinheiros etc. No site da campanha há espaço reservado para os compromissos assumidos, download do material de divulgação e formulário para uma espécie de tira-dúvidas.

João Alfredo, até a última sexta-feira, 23, também não havia pedido recursos através do Facebook, mas no site, aqueles que tenham interesses em colaborar têm a disposição um botão que direciona para o preenchimento de dados pessoais. “Antes mesmo da proibição legal, não recebíamos dinheiro de empresas, pois sempre soubemos que essa doação era fonte de comprometimento do poder público e de corrupção. Fazemos política com independência e coletividade, por isso convidamos você a doar e nos ajudar a espalhar nossa mensagem pela cidade”, diz texto de apresentação. Também está disponível a prestação de contas do candidato, porém somente até a data de 26 de agosto.

Outros que não usam do artifício são os postulantes Tin Gomes (PHS) e Francisco Gonzaga (PSTU). O primeiro reserva a rede social para publicar fotos e vídeos das visitas aos bairros e apresentar propostas de governo. O candidato não tem site. Por sua vez, Gonzaga posta ações já realizadas como caminhadas, reuniões e visitas. Sem site e com pouco tempo de TV, ele utiliza do Facebook para falar de seus projetos para Fortaleza.

Fiscalização

As doações feitas por eleitores, que nesta eleição também foram chamados de pessoas físicas, estão na mira dos Tribunais Regionais Eleitorais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, um cruzamento de dados entre o cadastro de beneficiários de programas sociais do Governo Federal e o sistema de prestação de contas do TSE identificou que R$ 15.970.436,50 foram doados a candidatos e partidos políticos nas eleições deste ano por beneficiários do Bolsa Família.

Ainda conforme o Tribunal, o valor total de arrecadação declarado à Justiça Eleitoral até o momento é de mais de R$ 1 bilhão e, pelo que ficou constatado no cruzamento, no mínimo 16 mil beneficiários do programa social aparecem como doadores. Para o TSE, ou essas pessoas não deveriam estar recebendo o benefício federal ou podem ter o CPF usado por terceiros.

Por meio de formulário eletrônico disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), doadores e fornecedores poderão informar, voluntariamente, as doações e os bens prestados a partidos e candidatos durante o pleito.

O objetivo é confrontar as informações declaradas nas prestações de contas eleitorais com as prestadas pelos doadores e fornecedores. O Tribunal também disponibiliza um formulário para que eleitor informe não ter feito qualquer doação. A ideia é que, surgindo valores com origem no CPF de quem declarou, o TSE logo constatará a existência de fraude.

22:57 · 21.09.2016 / atualizado às 22:57 · 21.09.2016 por
Foto: JL Rosa
O ex-presidente desembarcou, por volta das 18h, em Fortaleza para participar de ato de campanha da candidata à prefeitura Luizianne Lins Foto: JL Rosa

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou, por volta das 18h desta quarta-feira (21), em Fortaleza para participar de ato de campanha da candidata à prefeitura da Capital cearense, a deputada federal Luizianne Lins, também do Partido dos Trabalhadores.

Ao chegar na cidade, Lula foi recepcionado por um grupo de lideranças petistas cearenses. Ele veio acompanhado pelo deputado federal José Guimarães. Entre os que receberam o ex-presidente estava o candidato a vice-prefeito de Fortaleza, na chapa pura do PT, Elmano de Freitas, que é também deputado estadual.

“A presença de Lula nesse ato de campanha hoje tem duas características muito importantes. A primeira, evidentemente, é um ato de solidariedade ao presidente Lula (…) e tem uma segunda característica ato hoje, que é um ato de campanha,que a nossa militância se envolveu bastante”, destacou o parlamentar.

Outro nome de expressão do PT que esteve no chamado “aeroporto velho” de Fortaleza para recepcionar Lula foi o senador José Pimentel. “Dos políticos de atuação nacional, o único que está comparecendo nas várias campanhas, nas 26 unidades da Federação é Lula. Os demais estão todos escondidos”, atacou o petista.

Também estiveram presentes os vereadores de Fortaleza, pelo PT, Deodato Ramalho e Guilherme Sampaio. “Eu acho que o Lula vai ajudar a levar a Luizianne para o segundo turno. Ele, segundo o que as pesquisas apontam recentemente, é o pré-candidato favorito para as eleições presidenciais de 2018. Historicamente, apesar de todo o massacre que a figura do Lula e do próprio partido tem sofrido, ele é a liderança mais bem querida, sobretudo do Nordeste”, exaltou Guilherme.

Além das lideranças políticas, Lula foi recebido por um grupo de populares e de militantes do PT. O ex-presidente não quis conceder entrevista à imprensa.

Interior cearense

Mais cedo, o ex-presidente visitou as cidades de Barbalha, Crato, Iguatu e Juazeiro do Norte, no Interior do Estado.

09:41 · 17.09.2016 / atualizado às 09:41 · 17.09.2016 por

arteRearranjos de coligações nas campanhas majoritárias e proporcionais, mudanças no cenário político nacional, criação de novos partidos e até as dificuldades de captação de recursos financeiros. Esses são alguns dos motivos apontados por dirigentes partidários para os aumentos e as quedas mais expressivas no número de candidatos a vereador na Capital cearense, entre as eleições de 2012 e as realizadas este ano.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre 28 partidos que lançaram postulantes a uma das 46 vagas na Câmara Municipal de Fortaleza no pleito passado, 16 aumentaram o número de candidatos em 2016, 11 diminuíram essa quantidade e um não lançou candidato. Por outro lado, quatro siglas que obtiveram registro eleitoral de 2013 para cá entraram na disputa apenas agora.

Entre os partidos que aumentaram o número de candidatos a vereador na Capital , oito tiveram crescimento percentual superior a 100%. O maior aumento, de 650%, foi registrado pelo PSD, que passou de dois postulantes ao Poder Legislativo municipal para 15. A legenda obteve registro definitivo junto ao TSE em 2011 e nasceu de uma dissidência do DEM, liderada pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Conforme o presidente do PSD no Ceará, o deputado federal Domingos Neto, a sigla “tem hoje o segundo maior número de prefeitos no Ceará e estamos com 1.200 candidatos a vereador no Estado. Nacionalmente, o PSD é hoje um partido forte e essa estabilização se reflete em municípios como Fortaleza”. Ele disse acreditar que a origem do partido e o cenário nacional tiveram pouca influência no crescimento da legenda.

O parlamentar e dirigente partidário também comentou o número expressivo de candidatos lançados pelo PMB, sigla registrada oficialmente em 29 de setembro do ano passado, que está coligada com o PSD nas eleições deste ano, não só em Fortaleza, como também na esfera estadual. “Isso é o resultado de um trabalho feito por ambos os partidos”. O PMB terá 17 candidatos a vereador na Capital. PROS, REDE e SD também entram na disputa legislativa municipal , pela primeira vez.

Na sequência, entre os partidos com maior aumento no número de candidatos a vereador, aparecem o PMDB, partido do atual presidente da República, Michel Temer, com 206,25% de crescimento; o PPS, com 185,71%; o PRTB, com 160%; o PRB, com 150%, que em Fortaleza lançou como candidato a prefeito, o deputado federal Ronaldo Martins; o PSL, com 136,84%; o PRP, com 133,33% e o PSDB, com 117,65%.

No caso do crescimento tucano, o presidente do diretório municipal do PSDB, Fernando Façanha, credita o fato a dois fatores principais: a conjuntura política nacional, com o fortalecimento do partido que passou a fazer parte da base do novo governo federal, e a coligação com o candidato Capitão Wagner (PR), que aparece na segunda colocação na pesquisa Ibope/Tv Verdes Mares, publicada na última quarta-feira (14).

Tivemos inúmeros pré-candidatos, mais precisamente 98. Acabamos fechando a chapa com 64 candidaturas a vereador, dos quais 61 foram deferidas”, relatou Façanha. “Além desses fatores, nós podemos ressaltar um trabalho que foi feito pelo diretório municipal para atrair novos quadros. Faz dois anos que a gente trabalha fortemente para captar novas lideranças”, disse.

PR, PSTU, PCB e PPL também registraram um número maior de candidatos a vereador em 2016, quando é feita a comparação com o pleito de 2012, com crescimentos percentuais de, respectivamente, 64,86%, 60%, 50% e 37,77%.

Realidades locais

Se partidos como PMDB, PPS e PSDB podem ter se beneficiado da mudança no comando da presidência da República, o contexto nacional é considerado de baixo impacto na formação das chapas para vereador por dirigentes partidários de siglas como o PT e o PSC.

As duas legendas vivem situações inversas tanto no que diz respeito à evolução no número de candidaturas a vereador, quanto à formação de coligações. As composições locais são, contudo, apontadas por ambos os partidos como explicação para o número atual de postulantes do legislativo municipal.

O PT de Fortaleza, por exemplo, não sentiu nenhum efeito da perda de poder na esfera nacional, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Pelo contrário, a sigla teve um aumento no número de candidatos a vereador. Em 2012, foram 40 postulantes e neste ano, a legenda lançou 47 nomes para a disputa na Capital, o que representa um aumento de 17,5%.

Para o presidente estadual do partido, Francisco de Assis Diniz, “nas eleições passadas havia um arco de alianças muito grande em torno da nossa candidatura (de Elmano Freitas) e nós colocamos um número menor de candidatos a vereador. Essa eleição é completamente diferente. Nós temos um maior número de candidatos, porque estamos saindo em chapa pura. No momento em que optamos por uma candidatura própria (de Luizianne Lins) nós passamos a ter a necessidade de um número maior de candidatos”.

O PSC, por sua vez, está entre as siglas que reduziram o número de candidatos a vereador no pleito deste ano. Ao contrário do caso do PT, o partido lançou chapa pura em 2012 e este ano está coligado com PSDC e PV na coligação proporcional e na disputa majoritária apoia o candidato à reeleição e atual prefeito, Roberto Cláudio.

“Nessa divisão nós ficamos com um número menor de candidatos a vereador, mas entramos com um número maior de candidaturas femininas, cerca de 70% do total de candidatas da coligação”, explicou o vereador social cristão, Wellington Sabóia, que não disputará um novo mandato.

A sigla teve a segunda maior redução na quantidade de postulantes ao Legislativo, registrando uma queda de 82,81%.

Maiores reduções

Além do PSC, entre as legendas que tiveram uma maior redução no número de candidatos a vereador está o PP, com redução de 88%. De acordo com Itamar Chaves, membro do diretório municipal do partido em Fortaleza, não há um fator determinante para o baixo número de candidaturas lançadas na Capital este ano.

“Foi uma decisão do partido ter um número menor de candidatos. As questões da sucessão estadual e o quadro nacional não afetaram nessa decisão. Embora essa seja uma eleição diferenciada, por conta das novas regras eleitorais não tomamos essa decisão por conta de dificuldades financeiras”, argumentou.

Vale lembrar que a sigla enfrentou este ano disputas no comando do diretório estadual entre o Padre José Linhares e o deputado federal Adail Carneiro. Linhares havia sido substituído da presidência do PP no Ceará pela executiva nacional do partido por Adail em abril. A mudança se deu após o parlamentar ter votado pelo prosseguimento do processo que resultou na destituição de Dilma Rousseff, mas conseguiu retornar ao posto em maio.

Outros partidos que registraram diminuição significativa no número de candidaturas a vereador de Fortaleza foram: o PMN, com 71,73% menos candidatos; o PC do B, com queda de 68,33%; o PSDC, com queda de 64,17%, o DEM, com 56,66% e o PV, com redução de 54,9%. Já o PT do B, que lançou 59 nomes no pleito passado, em 2016 não lançou nenhum candidato.

21:05 · 15.09.2016 / atualizado às 21:05 · 15.09.2016 por
Foto: Helene Santos
O atual prefeito da Capital e candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT), segue como o postulante que mais arrecadou e também como o que mais gastou, embora perca para o candidato Capitão Wagner (PR) no quesito despesas contratadas Foto: Helene Santos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (15) a prestação parcial de contas dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador dos 5.570 municípios brasileiros.

No caso de Fortaleza, todos os oito prefeituráveis enviaram a documentação sobre receitas e despesas de campanha eleitoral no prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Os candidatos tiveram entre os dias 9 e 13 deste mês para informar arrecadações e gastos realizados entre o início da campanha e o dia 8 de setembro.

Os dados, que podem ser conferidos no sistema DivulgaCandContas do TSE, mostram que o atual prefeito da Capital e candidato à reeleição, Roberto Cláudio (PDT), segue como o postulante que mais arrecadou e também como o que mais gastou, embora perca para o candidato Capitão Wagner (PR) no quesito despesas contratadas. O pedetista arrecadou R$ 5.747.784,00 no período e gastou R$ 2.738.911,90, quase o mesmo valor contratado para campanha: R$ 2.739.611,90.

Já o republicano teve receitas totais de R$ 2.060.003,00, despesas pagas de R$ 1.296.463,66, mas tem o maior volume de despesas contratadas entre os prefeituráveis: R$ 3.035.457,98. Na sequência aparecem a candidata Luizianne Lins (PT) e Ronaldo Martins (PRB), respectivamente com as terceiras e quartas maiores arrecadações, gastos e contratações. A petista, por exemplo, declarou ter recebido um total de R$ 760.500,00 em recursos, tendo gastado R$ 709.277,00 e contratado R$ 729.276,82 em despesas. Martins, por sua vez, arrecadou R$ 524.000,00, pagou R$ 454.340,08 em custos de campanha e contratou R$ 519.009,48.

O quinto postulante à Prefeitura de Fortaleza que mais recebeu recursos para a campanha foi Heitor Férrer (PSB), com arrecadação total de R$ 307.992,15. Ele também foi o quinto que mais desembolsou até o momento: R$ 106.971,95. No entanto, o socialista é superado por Tin Gomes (PHS), no que se refere à contratação de despesas. Enquanto Heitor contratou R$ 304.460,26, Tin tem um total em despesas contratadas de R$ 357.978,74. O humanista, por sua vez, teve receitas de R$ 143.000,00 e despesas pagas de R$ 47.675,00.

Nas duas últimas posições em termos de receitas e despesas eleitorais aparecem, respectivamente, João Alfredo (PSOL) e Gonzaga (PSTU). A coordenação financeira da campanha de João Alfredo declarou à Justiça Eleitoral ter arrecadado R$ 36.400,00, ter gasto R$ 29.090 e ter contratado r$ 31.590,00. Já o candidato do PSTU, o único que ainda não tinha informado nenhuma receita ou despesa antes da prestação parcial de contas obrigatória, informou receitas de R$ 8.820,00, além de pagamentos e contratações totalizando R$ 3.120,00.

Ponto em comum

Donos de campanhas que aparecem nos dois extremos em termos de receitas e despesas, Roberto Cláudio e Gonzaga têm pelo menos um aspecto em comum. Os dois são os únicos, entre os oito prefeituráveis, cujo maior volume de arrecadações vem de doações de contribuições feitas como pessoa física. Essa fonte de recurso corresponde a 91,38% das receitas do candidato do PSTU e a 78,08% daquelas arrecadadas pelo postulante do PDT. As receitas de Gonzaga, contudo, são 651 vezes menores que as de Roberto Cláudio.

Brasil e Ceará

Contando apenas os candidatos a prefeito, em todo o País, 88,86% dos 16.571 postulantes fizeram a prestação parcial de contas prevista em lei, totalizando 14.725. Com 184 municípios, o Ceará teve média maior que a nacional, com 91,53% dos 520 prefeituráveis, somando 476 prestações realizadas.

Confira receitas e despesas dos candidatos em Fortaleza!

ROBERTO CLÁUDIO (PDT)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 5.747.784,00
Recursos financeiros: R$ 5.747.784,00
Recursos estimáveis: R$ 0,00
Doação de partidos: R$ 1.259.550,00
Doação de pessoas físicas: R$ 4.488.234,00
Recursos próprios: R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 2.739.611,90
Despesas pagas: R$ 2.738.911,90

CAPITÃO WAGNER (PR)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 2.060.003,00
Recursos financeiros: R$ 2.015.003,00
Recursos estimáveis: R$ 45.000,00
Doação de partidos: R$ 1.814.983,00
Doação de pessoas físicas: R$ 145.020,00
Recursos próprios: R$ 100.000,00
Despesas contratadas: R$ 3.035.457,98
Despesas pagas: R$ 1.296.463,66

LUIZIANNE (PT)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 760.500,00
Recursos financeiros: R$ 757.000,00
Recursos estimáveis: R$ 3.500,00
Doação de partidos: R$ 750.000,00
Doação de pessoas físicas: R$ 10.500,00
Recursos próprios: R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 729.276,82
Despesas pagas: R$ 709.277,00

RONALDO MARTINS (PRB)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 524.110,00
Recursos financeiros: R$ 487.500,00
Recursos estimáveis: R$ 36.610,00
Doação de partidos: R$ 487.500,00
Doação de pessoas físicas: R$ 15.460,00
Recursos próprios: R$ 21.150,00
Despesas contratadas: R$ 519.009,48
Despesas pagas: R$ 454.340,08

HEITOR FÉRRER (PSB)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 307.992,15
Recursos financeiros: R$ 299.992,15
Recursos estimáveis: R$ 8.000,00
Doação de partidos: R$ 299.992,15
Doação de pessoas físicas: R$ 2.000,00
Recursos próprios: R$ 6.000,00
Despesas contratadas: R$ 304. 460,26
Despesas pagas: R$ 106.971,95

TIN GOMES (PHS)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 143.000,00
Recursos financeiros: R$ 143.000,00
Recursos estimáveis: R$ 0,00
Doação de partidos: R$ 100.000,00
Doação de pessoas físicas: R$ 43.000,00
Recursos próprios: R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 357.978,74
Despesas pagas: R$ 47.675,00

JOÃO ALFREDO (PSOL)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 36.400,00
Recursos financeiros: R$ 36.400,00
Recursos estimáveis: R$ 0,00
Doação de partidos: R$ 28.000,00
Doação de pessoas físicas: R$ 8.400,00
Recursos próprios: R$ 0,00
Despesas contratadas: R$ 31.590,00
Despesas pagas: R$ 29.090,00

GONZAGA (PSTU)

Receitas (total de recursos recebidos): R$ 8.820,00
Recursos financeiros: R$ 3.200,00
Recursos estimáveis: R$ 5.620,00
Doação de partidos: R$ 0,00
Doação de pessoas físicas: R$ 8.060,00
Recursos próprios: R$ 760,00
Despesas contratadas: R$ 3.120,00
Despesas pagas: R$ 3.120,00

Fonte: TSE

09:36 · 15.09.2016 / atualizado às 09:36 · 15.09.2016 por
Foto: Agência Brasil
O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, ressaltou que a prestação de contas no Brasil precisa deixar “de ser um faz de contas” Foto: Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai divulgar nesta quinta-feira (15) a prestação parcial de contas dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador dos 5.570 municípios brasileiros.

O prazo para o envio obrigatório dessa documentação à Justiça Eleitoral, por candidatos e partidos, acabou às 23h59 de terça-feira (13). Conforme informou, por telefone,  a assessoria do TSE, o intervalo entre o recebimento da prestação de contas dos postulantes aos cargos municipais no Executivo e no Legislativo e a divulgação desses dados na internet deve-se ao grande volume de informações a serem compiladas. A assessoria informou ainda que não há horário estipulado para a divulgação da prestação de contas dos candidatos.

Outro desafio para a Justiça Eleitoral é o fato da maioria dos candidatos ter deixado para enviar suas respectivas prestações de contas na última hora. No site do TSE, a última atualização sobre o número de candidatos que já haviam fornecido essas informações, que ocorreu às 16h da tarde de terça, informava que até aquele momento apenas 31,31% dos prefeituráveis em todo o País haviam enviado documentações sobre receitas e despesas de campanha, no período que abrange o início da campanha e o dia 8 de setembro.

Ainda segundo o TSE, eram esperados 16.566 envios, mas apenas 5.187 prestações de contas tinham sido entregues, a oito horas do fim do prazo legal. No caso dos candidatos a vereador, o percentual era um pouco maior, 38,71%, ou 179.389 de 463.356 envios esperados pela Justiça Eleitoral.

Todos os candidatos devem fazer uma segunda prestação, 30 dias após o fim do pleito.

Alerta

Na quinta-feira passada (8), o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, ressaltou que a prestação de contas no Brasil precisa deixar “de ser um faz de contas”, ao firmar parceria com a Receita Federal para analisar os dados informados pelos candidatos na eleição deste ano.

Antes disso, a Corte Eleitoral já havia firmado parceria também com o Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de melhor averiguar a veracidade das informações dos postulantes a cargos eletivos.

09:33 · 15.09.2016 / atualizado às 09:33 · 15.09.2016 por
Foto: Helene Santos
Heitor Férrer (PSB), por exemplo, deve seguir sua agenda sem alteração, indo às feiras livres, comércio, ruas do centro e distribuindo material, além de fazer uso das redes sociais Foto: Helene Santos

Por Miguel Martins

Faltando pouco mais de duas semanas para a realização do primeiro turno da campanha eleitoral em Fortaleza, alguns candidatos disseram que não vão modificar a forma como vêm atuando no pleito deste ano e seguirão realizando as mesmas atividades feitas até aqui. Em uma disputa com menos ataques entre os adversários, como ocorreu em outras eleições, os postulantes têm apresentados propostas parecidas, inclusive, defendendo manter muito do que foi feito na atual gestão municipal.

Capitão Wagner (PR) afirmou que vai manter o mesmo estilo de trabalho feito até então. Segundo ele, o programa na TV está atendendo as expectativas, destacando, porém, que é preciso intensificar mais a presença nas ruas. “A gente sente muito quando tem o contato, porque consolida o voto. O Voto fica consolidado e o caminho é esse. Como os recursos são restritos, não tem como ter grande estrutura de rua. Mas a ideia é usar a imagem do candidato no maior número de bairros”.

Para Wagner, o eleitor está cansado dos candidatos que só pensam em atacar seus adversários. Segundo ele, as pessoas querem saber de propostas. “Lógico que é importante apresentar proposta e o problema também. Acho que dessa forma atrai muito mais a atenção do eleitor”, disse. No entanto, o parlamentar afirmou que quando há um ataque e não se apresenta uma proposta, o eleitor fica desestimulado com o candidato. “Essa estratégia está sendo utilizada por todo mundo, porque o eleitor está cansado de tudo isso”.

O republicano destacou que nas próximas duas semanas vai apresentar outras propostas, visto que o programa de governo dele é amplo. Até o momento ele destacou ações somente para as áreas de Saúde, Segurança, Educação e Geração de Emprego.

Na reta final da campanha outros assuntos devem ser pautados, como melhor estrutura das feiras livres, cultura, bem como ampliação do leque de propostas para Educação. “A gente não está entrando num campeonato de propostas, porque muitas inexecutáveis. Vamos manter o que estar bom”.

Heitor Férrer (PSB) deve seguir sua agenda sem alteração, indo às feiras livres, comércio, ruas do centro e distribuindo material, além de fazer uso das redes sociais. Segundo ele, sua característica de trabalho não vai mudar, visto que desta forma tem conseguido o apoio popular. “Essas minhas condutas não vão ser orientadas pelas pesquisas eleitorais, e vou me manter assim. Vou continuar da mesma forma até o dia 2 de outubro”, afirmou.

O candidato também tem como carro-chefe de sua campanha o tratamento da saúde pública como prioridade, e afirmou que vai buscar garantir remédios para toda a população, através de compras integradas, que segundo ele, são mais baratas. Além disso, o parlamentar pretende ainda “quebrar mecanismos que geram a violência”, e para isso deve investir em praças, qualificação de pessoas para o primeiro negocio e pavimentar as ruas da cidade. Ele quer ainda “retirar os assaltantes que roubam o contribuinte”, os fotos-sensores da cidade.

Férrer disse que vai também criar o posto de saúde móvel, para levar atendimento primário na casa das pessoas. “A sociedade não quer ataques, não quer confrontos. Temos que propor ideias e atrair o eleitor por essas ideias”, defendeu.

Intensificação

Coordenador da campanha de Luizianne Lins e candidato a vice-prefeito, Elmano de Freitas (PT), foi o único que disse que na reta final vai procurar intensificar os trabalhos de rua. Segundo ele, além de dois míni-comícios por noite, o PT fará comícios itinerantes, caminhadas porta a porta, bem como movimentos na entrada de escolas, fábricas, lojas e comércio no Centro da cidade. A postulante também participará mais ativamente dos eventos dos candidatos a vereador.

“Queremos assumir, de maneira mais forte, os sinais e massificar o máximo que pudermos, com militância nas ruas. Vamos agora fazer uma reta final de massificação”, disse. De acordo com Freitas, devido ao bom nível dos candidatos na disputa deste ano, tem havido menos embates e críticas a determinadas candidaturas e mais propostas. “Da nossa parte existe a maturidade de quem já foi gestão e que sabe que não há condições de apresentar propostas que não teria condições de realizar. O PT, durante algum tempo, achou que poderia fazer tudo em quatro anos, mas percebeu que não”.

Dentre as principais propostas apresentadas pela candidatura de Luizianne até aqui está a promessa de garantir remédios no sistema de saúde para toda a população de Fortaleza, além da reestruturação do Programa Saúde da Família (PSF), na área da Saúde. Na Educação, o candidato destacou a valorização do professor, além de melhoria da qualidade da merenda escolar. Na habitação, o PT pretende construir 10 mil moradias, além da construção de banheiros para 60 mil imóveis que se encontram atualmente sem.

09:32 · 15.09.2016 / atualizado às 09:32 · 15.09.2016 por
Foto: Kléber A. Gonçalves
Conforme Ronivaldo Maia, a pauta da segurança é estadual e não deve ser feita de forma sensacionalista nas campanhas Foto: Kléber A. Gonçalves

Por Suzane Saldanha

Os vereadores petistas Ronivaldo Maia e Deodato Ramalho criticaram, ontem, na Câmara Municipal, a campanha feita pelo candidato à Prefeitura de Fortaleza pelo PR, Capitão Wagner, que, segundo eles, tem apostado na cultura do medo e se baseia em um debate não pertinente ao governo municipal.

Conforme defenderam, a discussão sobre a área da segurança pública abordada por Wagner deve ser feita na esfera estadual. Eles apontaram que os postulantes majoritários devem tratar de saúde, educação, entre outros temas. Ronivaldo Maia iniciou o pronunciamento defendendo que os candidatos à Prefeitura e à Câmara Municipal devem ter responsabilidade ao fazer o debate na campanha.

Segundo ele, a discussão deve ser correta e dispondo sobre temas pertinentes às suas atribuições. O vereador afirmou que o candidato Capitão Wagner se utiliza do discurso do medo. Classificando como um discurso esquizofrênico, o vereador argumentou não ser razoável que candidaturas majoritárias tratem do tema apontando para “o senso comum piorado”.

“O policial Wagner ao mesmo tempo que fica aproveitando o sentimento do senso comum, fica criando uma cultura do medo, sob a lógica que não pode estar numa parada do ônibus. Qual é a lógica? Para as pessoas se lembrarem do medo?”, questionou.

O vereador argumentou ser preciso apostar no futuro e que os postulantes à Prefeitura devem se apresentar ao fortalezense tratando de temas como Educação, Saúde e políticas sociais. “O mais importante para o governante são as pessoas e as pessoas sentem medo por conta do abandono das políticas públicas ineficientes.

Conforme Ronivaldo Maia, a pauta da segurança é estadual e não deve ser feita de forma sensacionalista nas campanhas apenas para conquistar votos. Ele recomendou que Wagner aponte o que já fez como deputado estadual nessa área. “Tratar as pessoas com o devido cuidado que não estamos na campanha querendo ganhar o voto pelo sensacionalismo. Fazemos críticas a bancada da bala que adora fazer política com o medo dos outros”, pontuou.

Ronivaldo concluiu afirmando que “os ricos nessa cidade também brigam e têm desavenças”, mas a campanha é sempre feita às custas das misérias dos mais pobres.

Debate sincero

Deodato Ramalho avaliou que a população fortalezense espera, daqueles que se propõem a representar o povo, um debate sincero e sem fantasias, com temas pertinentes aos papéis do prefeito e do vereador.

Segundo ele, alguns candidatos à Prefeitura têm abordado aspectos sobre “a fantasia e a mentira”. Para o parlamentar, um dos temas mais pertinentes e urgentes é o tema da saúde pública. O vereador relatou ser preciso discutir o financiamento da saúde, funcionamento dos postos, atendimento da população em relação à saúde bucal, o recebimento dos remédios básicos, entre outros.