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Categoria: Campanha na AL


11:07 · 02.03.2016 / atualizado às 11:07 · 02.03.2016 por

Os deputados da Assembleia Legislativa iniciaram as atividades do mês de março com pronunciamentos municipalizados que devem nortear os trabalhos da Casa até o pleito de outubro próximo. De acordo com alguns parlamentares, pretensos candidatos a prefeito nas eleições deste ano, é inevitável tratar de assuntos sobre seus colégios eleitorais, ainda que a Mesa Diretora tente impedir tais discursos.
O primeiro orador de, ontem, o deputado Júlio César Filho (PMB), que está tentando viabilizar sua candidatura no Município de Maracanaú, levou a tribuna, justamente, a situação pela qual passam os professores da rede pública de ensino da cidade, que estão em greve.
Logo em seguida, Ely Aguiar (PSDC) criticou a situação pela qual estaria passando um dos membros do grupo folclórico Irmãos Aniceto, da cidade do Crato. Zé Ailton Brasil (PP), pré-candidato naquele Município, partiu em defesa das secretarias de Cultura do Estado e da cidade da Região do Cariri, que segundo ele, estão prestando todo apoio ao artista “Mestre Raimundo”, que sofreu AVC no ano passado. Os dois parlamentares fazem parte de grupos opostos no Crato.
Desde meados de 2015, quando alguns nomes já estavam sendo colocados para a disputa eleitoral desse ano, alguns temas mais localizados foram levados para o Plenário 13 de Maio. Para Tomaz Holanda (PPS), que pretende ser prefeito de Quixeramobim, é inevitável levar determinados temas para a Casa, visto que ao chegar em determinada região as pessoas cobram posições do parlamentares sobre as ações a serem tomadas.
“O deputado tem obrigação de levar à tribuna aquilo que está acontecendo de errado. Eu não gosto de trazer temas localizados, mas sempre falo da questão do Hospital do Sertão Central, que foi inaugurado e está lá parado. Independente de ser pré-candidato ou não, há uma cobrança das pessoas”, disse ele.
Lucilvio Girão (SD) faz parte de um grupo de políticos opositores à atual gestão de Maranguape, e seu nome tem sido sondado para a disputa de outubro. Em sua opinião, os deputados são representares que devem satisfação à população, e que por isso têm que fiscalizar também as prefeituras. “É importante mostrar o que está acontecendo de errado. Se o Município tem falcatruas, o parlamentar pode muito bem mostrar aqui na tribuna. Aqui na Assembleia temos a TV e a Rádio que tem alcance grande nas casas das pessoas”.
Júlio César Filho, que levou um dos temas municipalizados para a tribuna, ontem, disse que a questão é delicada, porém, natural. Segundo ele, os municípios são as bases eleitorais que deram oportunidade de o parlamentar ter o seu mandato, e os parlamentares são demandados por essas pessoas. “Hoje, em Maracanaú, está havendo uma crise na Educação. Sabemos que o momento é difícil, mas o diálogo é de fundamental importância”, disse.
Já Zé Ailton Brasil ressaltou ser inevitável a discussão municipalizada, principalmente, quanto mais próximo estiver da eleição. “Os deputados são políticos e às vezes vamos ter que defender ou apontar falhas dos prefeitos. Nós queremos mostrar o que não está funcionando em determinado Município. Eu acho meio difícil querer impedir que isso aconteça”.