Busca

Categoria: Candidatos a prefeito


09:33 · 21.11.2016 / atualizado às 09:33 · 21.11.2016 por

Os quatro candidatos que concorreram às prefeituras de Fortaleza e Caucaia no segundo turno, cuja eleição ocorreu no dia 30 de outubro, tiveram até sábado para apresentarem a prestação de contas de suas campanhas à Justiça Eleitoral. Aqueles que encerraram a sua participação no primeiro turno tiveram até o dia 1º de novembro para apresentar as contas finais.
Todavia, até o domingo o Tribunal Superior Eleitoral ainda não havia atualizado os dados relativos à prestação de contas dos postulantes. Na plataforma DivulgaCand, onde estão todas as informações dos candidatos que foram eleitos e daqueles que não tiveram êxito, consta que a última atualização de contas do prefeito reeleito Roberto Cláudio (PDT) ocorreu no dia 1º de novembro, dois dias após a eleição do primeiro turno. O Diário do Nordeste entrou em contato com a assessoria da campanha, mas foi informado que somente na segunda-feira teria a informação sobre quando ocorreu a prestação final de contas.
O concorrente derrotado, deputado estadual Capitão Wagner (PR) apresentou dados relativos a receitas e despesas no dia 11 de novembro, conforme o TSE, mas o próprio candidato disse ao Diário, e sua assessoria confirmou, que na manhã de ontem, último dia para entrega, foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará a prestação final de contas, contendo ainda despesas a pagar, mas já com cronograma definido para quitação. A prestação de contas deve incluir a movimentação financeira referente aos dois turnos, inclusive dos candidatos a vice-prefeitos.
Segundo o TSE, nas eleições municipais deste ano, 57 municípios brasileiros realizaram segundo turno para escolher seus prefeitos. Em Caucaia foi a primeira vez em que os eleitores tiveram que comparecer às urnas por duas vezes para escolher o prefeito. Lá os 213 mil tinham o deputado estadual Naumi Amorim (PMB) e o vereador Eduardo Pessoa (PSDB) como opções no segundo turno. Assim como na Capital, as contas dos candidatos de Caucaia indicam não estar atualizadas no TSE. Naumi, por exemplo, de acordo com a plataforma oficial, atualizou contas em 1º de novembro, enquanto Pessoa, dia 29 de outubro. O Diário tentou contato com os postulantes, mas os telefones estavam desligados.
As informações devem ter sido prestadas até o sábado, conforme a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), que em seu artigo 29, inciso IV, estabelece que o envio deve ocorrer no vigésimo dia posterior à realização do segundo turno. Os dados serão analisados pelo juiz eleitoral de cada localidade.
O Tribunal Superior Eleitoral alerta que, caso o candidato não apresente detalhadamente os recursos arrecadados e os valores gastos na campanha, estará passível de sofrer sanções previstas na legislação eleitoral, como por exemplo, ficar impedido de ser diplomado, uma vez que não conseguirá obter certidão de quitação eleitoral.
Os partidos também estão obrigados a apresentar suas contas, com prazo máximo também até ontem. Caso deixem de cumprir a determinação, poderão ficar sem receber a quota do Fundo Partidário do ano seguinte ao trânsito em julgado da decisão. Caso a Justiça Eleitoral desaprove as contas apresentadas, caberá ao Ministério Público Eleitoral decidir se cabe o pedido de investigação para apurar irregularidades como abuso de poder econômico, uso indevido e até desvio de recursos.

09:23 · 11.09.2016 / atualizado às 09:23 · 11.09.2016 por

O tempo de campanha reduzido de 90 para 45 dias era considerado por candidatos e partidos como muito curto para que as ideias sejam apresentadas aos eleitores. Desde o início da caminhada oficial dos postulantes já se passaram 25 dias, portanto restam apenas 20 dias, mais da metade expirou. Desde o dia 16 agosto, e até a eleição em 02 de outubro, as campanhas são realizadas, com ou sem dinheiro em caixa.
O atual prefeito Roberto Cláudio (PDT) busca a reeleição e para isso, tem dividido o tempo para a campanha e despachos na Prefeitura. Diferente dos demais, ele afirma que, embora o relógio correndo mais rápido, esta tem sido uma caminhada favorável e comemora o feedback da população. “Tenho manifestado a minha gratidão pelo carinho que recebo nas ruas. Isso me deixa a vontade e não tenho do que me queixar. Vejo as coisas andando muito bem”, avalia.
Para Roberto Cláudio, em 2012, quando foi eleito prefeito de Fortaleza ao concorrer com o petista Elmano Freitas, enfrentou cenário mais difícil do que o atual. “Na outra eu tinha a necessidade de me apresentar. Levei muito tempo para as pessoas saberem quem eu era. Ainda fui oposição e com alto nível de desconhecimento”, relata. “Agora sou conhecido e preciso divulgar as realizações do nosso governo. Esta campanha é uma espécie de prestação de contas daquilo o que fizemos”.
O pedetista pretende, agora na reta final, intensificar as presenças sua e de candidato a vice, Moroni Torgan (DEM). “A agenda precisa ser diária e diversificada. Contamos com movimentos e segmentos como de juventude e mulheres e, trabalhamos nosso plano de governo. A ideia agora é intensificar”.
Hoje quem sente a dificuldade de se tornar conhecido é Capitão Wagner (PR). Mesmo tendo sido vereador de Fortaleza e atualmente deputado estadual, ele dedicou muito tempo de sua campanha para se apresentar ao eleitorado. “Nossa ideia primeira era apresentar o candidato para que, a partir do momento em que a população tomasse conhecimento de quem é essa pessoa que se propõe a administrar a cidade, passar a apresentar as propostas e a pedir votos”, diz, acrescentando que o maior tempo de televisão, visitas aos bairros e movimento nas redes sociais, tem conseguido atingir seu objetivo. “Acho que temos conseguido chamar atenção da população e as pessoas já nos conhecem. A questão do desconhecimento já não é problema para nossa campanha”.
Daqui pra frente, segundo o postulante, se dedicará a adquirir a confiança, apresentando propostas com o “pé no chão”. O alvo de suas investidas será principalmente o grupo de eleitores ainda indecisos. “As pesquisas apontam que grande parcela dos eleitores ainda não tem candidato definido e diante desse cenário nossa expectativa é trabalhar para chegar ao segundo turno”.
Enquanto muitos proponentes a Prefeituras ou Câmaras reclamam a falta de dinheiro para trabalhar, Wagner diz que a questão financeira não foi problema dos maiores porque, segundo o candidato, nunca fez campanha regada a muito dinheiro. “O Fundo Partidário foi quem financiou a campanha nesses 25 dias. Os recursos que usamos nesse momento inicial fora para pagar equipe de TV e rádio, além de custear material gráfico. A grande maioria dos militantes é de voluntários e, somente agora, contratamos poucas pessoas para irem fazer o trabalho nas ruas, mas estamos fazendo uma campanha muito pé no chão. As campanhas milionárias só geram vínculos e compromissos durante a gestão”.
A estratégia agora, conforme afirma, é todos os dias estar nas ruas para que possa escutar e apresentar suas propostas pessoalmente. “Nas visitas que fazemos fica claro a importância desse contato pessoal, ele gera uma confiança muito grande. Na medida em que você está lá na porta discutindo um problema com um cidadão que reivindica melhor saúde, educação e segurança, acarreta em uma aceitação maior da população. Quanto mais pudermos, mais estaremos nas ruas para atrair essa confiança dos fortalezenses”, planeja.
Candidato pelo PSB, o deputado estadual Heitor Férrer ressalta que em sua campanha é justamente a financeira a principal dificuldade. “É uma grande dificuldade quando temos um único financiador que é justamente o Fundo Partidário. Nosso financiador tem o Brasil inteiro para equacionar”, aponta.
Para suprir as necessidades diante da escassez de recursos financeiros Heitor diz se virar com a distribuição de panfletos e contar com a divulgação de suas propostas nos programas eleitorais e carro de som. “Mas para isso precisamos de dinheiro. O partido mandou uma primeira remessa de R$ 300 mil, o que acho uma quantia boa para um partido pequeno como o nosso e mais um investimento, que ainda não sei de quanto será, deve ser transferido ainda hoje (sexta-feira) para nossa campanha, também do PSB”, comenta. “Nesses últimos dias de campanha vamos aproveitar otimizando o que temos de ferramentas como o tempo de televisão e rádio, além das redes sociais. Faremos propaganda direta”, adianta.
Procurada, a candidata Luizianne Lins (PT) não foi encontrada. A assessoria informou que ela estaria em trânsito e encaminhou a demanda para Waldemir Catanho, membro da coordenação da campanha petista. Ele também apontou a questão estrutural e de material como o maior obstáculo que o Partido dos Trabalhadores tem enfrentado para retomar o poder na Capital cearense. “Na medida em que a legislação não aprovou o financiamento público de campanha e coloca uma série de restrições ao financiamento privado, isso cria uma dificuldade grande para aquelas candidaturas que não são apoiadas pelo poder econômico mais bastardo”.
Para superar essa barreira, Catanho afirma que o trabalho aposta no estímulo de sua militância, através de reuniões plenárias e a abordagem feita nos programas eleitorais que são veiculados no rádio e televisão. “Essa militância tem sustentado a nossa campanha. Ela não é paga, não se trata de ativista remunerado, são pessoas que assumem o compromisso antes mesmo da eleição”, relata. “Vamos buscar o resultado que esperamos, daqui pra frente intensificando as atividades de rua”, conta.

08:53 · 23.06.2012 / atualizado às 08:53 · 23.06.2012 por

O advogado Renato Roseno vai ter o seu nome oficializado, no fim desta manhã, como candidato a prefeito de Fortaleza pelo PSOL. Ele já disputou eleição majoritária. Hoje é suplente de deputado federal, embora tenha conseguido uma votação bem maior que vários dos deputados federais eleitos em 2010.

O Partido da Patria Livre (PPL), também vai homologar, nesta manhã, a candidatura do seu filiado André Ramos, em um evento marcado para o Mercado dos Peões. Amanhã, será a vez  de o PDT oficializar a candidatura do deputado estadual Heitor Férrer à Prefeitura da Capital.