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Categoria: Composição


09:31 · 19.09.2018 / atualizado às 09:31 · 19.09.2018 por

Por Renato Sousa

O vereador José Freire (PATRI) foi à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, ontem,  para pedir renovação da bancada cearense no Congresso e um voto criterioso para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE). De acordo com ele, isso é fundamental para que o prefeito Roberto Cláudio (PDT) e o governador Camilo Santana (PT) possam contar com mais recursos para políticas públicas e que as comunidades carentes tenham representantes comprometidos nos parlamentos. “Fica o nosso prefeito se matando para conseguir emenda, conseguir alguma coisa para as nossas comunidades, e nada consegue”, declara o parlamentar.

O patriota faz críticas à atual composição da AL-CE. De acordo com ele, em muitos casos, seus membros nunca se fazem presentes nas comunidades da Capital. “Há deputados estaduais que estão a não sei quantos mandatos, mas é só faz de conta. Ficam enganando um, enganando outro… Agora, são uns santinhos. Nossas comunidades carentes, hoje, estão cheias de santinhos”, ironiza o parlamentar. Ele, entretanto, destaca que há exceções. “Há deputado que trabalha muito, e eu os conheço. Eles são ótimos”, diz. Entretanto, segundo ele, há aqueles que, não satisfeitos em só aparecer nas comunidades nas vésperas das eleições, ainda pedem que a população não dê ouvidos às recomendações de voto feita por políticos com atuação no bairro. “Vocês observem que quem faz isso só aparece a cada quatro anos”, declara.

No caso dos deputados federais, ele é mais duro. “Não votem nos atuais deputados”, pede. De acordo com Freire, a população deve optar por nomes novos. “Hoje, temos muitos nomes bons. Pessoas maravilhosas, com idealismo para trabalhar para as comunidades. Jovens que vão para Brasília e que sabemos que vão querer trabalhar”, declara. Segundo o parlamentar, no caso dos federais, há os que não aparecem nem em período de campanha, preferindo enviar representantes para fazer as vezes de cabos eleitorais. O vereador também afirmou que aplicará o mesmo princípio para a disputa pelo Senado. “Para senador, eu não voto em senador”, declara.

09:35 · 16.11.2016 / atualizado às 09:35 · 16.11.2016 por

Dos representantes de 32 partidos que tentaram uma vaga na Câmara Municipal de Fortaleza, do total das 35 agremiações existentes no país, filiados de 18 delas tiveram êxito para compor a 18ª Legislatura a ser iniciada 2017 e encerrada em dezembro 2020. Nos últimos oito anos, apenas 10 partidos se mantiveram representados na Casa. A partir de 2017, a Casa apresenta uma renovação de 60% em sua composição. Foram eleitos 26 novos vereadores.
Em 2012, por exemplo, dos 29 partidos do Brasil, 22 conseguiram eleger representares para a Câmara Municipal. Em 2008, do total dos 23 partidos nacionais, 22 elegeram vereadores para representar Fortaleza. Para as três últimas Legislaturas, a 16ª eleita em 2008, a 17ª formada em 2012, e a 18ª, que está por começar em janeiro, composta neste pleito de 2016, um total de 10 partidos políticos permaneceram nos quase dez anos com representantes na Câmara Municipal. Destes, apenas o PDT e PR apresentaram um aumento no número de vereadores.
O primeiro historicamente contava com dois vereadores e passou para 11 eleitos este ano, em razão da adesão do prefeito Roberto Cláudio. O segundo elegeu quatro vereadores nesta eleição. Em 2008, o PR alcançou uma vaga e, em 2012, fez duas cadeiras no Legislativo.
Decrescendo
Enquanto isso, o PT, PMDB, PSL, PTN e o PTC tiveram uma diminuição na quantidade de vagas no Parlamento municipal. O PT passou de quatro para dois representantes de 2012 para 2016. Em 2008, foram eleitos três candidatos. O PMDB diminuiu de quatro eleitos em 2008 e 2012 para um eleito este ano e o PTC passou de três para dois. Em 2008, a sigla contava com uma cadeira na Casa.
Já o PTN foi decrescendo o número de vagas nos últimos anos. Em 2008, elegeu três; em 2012, conseguiu fazer dois vereadores e este ano, apenas um parlamentar. O PSL passou de duas vagas em 2008 e 2012 para uma este ano. Os partidos PCdoB, PSDB e PRB mantiveram uma única cadeira conquistada nas três últimas eleições.
Diante da criação de novos partidos no país, a Casa também terá a partir de 2017 representantes de algumas siglas pela primeira vez como é o caso do SD, PEN, PRTB e PPL.
Esta Legislatura, a 17ª, referente ao período 2013-2016, teve início com representantes de 21 partidos e terminará, no fim deste ano, com vereadores filiados a 12 siglas. O PDT, que conta hoje com 18 parlamentares, elegeu 11 candidatos para a próxima e continua como a maior bancada da Casa. As segundas maiores bancadas serão compostas pelo PR e pelo PRTB, com quatro vereadores, cada.
Os partidos DEM, PSB, PSC, PSDC, PMN, PHS, PP, PV e PTdoB, que apesar de terem conquistado cadeiras na eleição de 2012, não têm mais representação na Casa, não tiveram sucesso para 2017. Destes, apenas o PSDC conseguiu retornar à Casa no próximo ano com um vereador eleito.
O PSD, que elegeu um vereador, Paulo Diógenes, em 2012, finaliza a Legislatura com quatro cadeiras e retorna no próximo ano com dois vereadores, Márcio Cruz e Benigno Júnior. Já o PROS, que já foi a maior bancada da Casa, perdeu sete parlamentares e conta apenas com um vereador, Carlos Mesquita, ex-PMDB. O partido não conseguiu eleger candidatos.
A REDE, por meio de Toinha Rocha, esteve por poucos meses na Câmara este ano, pois a vereadora se desfiliou para apoiar a tentativa de reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT). Ela se elegeu pelo PSOL. Desde março, o partido só conta com João Alfredo, que disputou a Prefeitura.
Na disputa, o PSOL não alcançou número necessário para eleger Ailton Lopes, que foi o quinto mais votado na disputa, mas não foi eleito pois a sigla não ter alcançado o quociente eleitoral.
Além dos já citados PDT, PR, PRTB e PSD, na formação de bancadas a partir do próximo ano, o PPL terá três representantes, o SD, PEN, PSD, PT, PTC, PRP e PPS duas vagas cada e o PSDB, PMDB, PTN, PSL, PCdoB, PSDC e PRB contarão com um representante cada.