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Categoria: Consolidar


11:11 · 04.03.2018 / atualizado às 11:11 · 04.03.2018 por

Por Letícia Lima

Capitão Wagner diz estar sofrendo perseguição dos adversários Foto: José Leomar

Em razão da eleição que se aproxima, em outubro, é comum ver na Assembleia Legislativa  os ânimos entre os políticos se acirrarem cada vez mais, principalmente, quando, a esta altura do campeonato, o grupo da oposição ainda não tem definido o seu candidato que disputará contra a reeleição do governador Camilo Santana (PT). Tentando viabilizar o seu nome para a disputa ao cargo de Chefe do Poder Executivo Estadual, o deputado Capitão Wagner (PR) segue na busca por um partido que lhe dê musculatura, mas reclamou, da tribuna da Assembleia Legislativa, de estar sendo perseguido politicamente. Aliados do parlamentar na Casa saíram em sua defesa.

Para Capitão Wagner, quando anunciou a possibilidade de ser pré-candidato ao Governo do Estado, nas eleições de outubro próximo, ele viu “terra, água e mar” se unirem contra ele. “Todas as grandes forças parecem se juntar com o intuito de evitar nossa candidatura, é partido que querem tomar, é articulação para evitar a candidatura, a nível de Brasil, a nível de Ceará”, relatou. Isso porque o parlamentar esteve, nesta semana, com lideranças nacionais do Democratas, a fim de tentar viabilizar o ingresso dele em uma nova legenda que dê sustentação aos seus planos políticos rumo ao Palácio da Abolição. Há menos de um mês, Wagner anunciou filiação ao Pros, como futuro presidente estadual da legenda e candidato a deputado federal.

Com a mudança nas suas intenções, embora a cúpula da oposição no Estado ainda não tenha fechado questão quanto ao nome que concorrerá com Camilo Santana, Wagner tenta se consolidar como o candidato ao governo cearense, diante da crise instalada na Segurança. O deputado, no entanto, reclamou que a “perseguição política” a ele é “grande”, mas, durante discurso na Assembleia, quis deixar claro que essa situação só dá “combustível” à sua candidatura.

“Quem bate de frente com o sistema, tem que a certeza de que a resposta vem, tá vindo a trator, tão querendo tratorar essa nossa pré-candidatura. (Mas) Se depender de mim, essa pré-candidatura só vai é se fortalecer. Quanto mais me perseguirem, mais me dão combustível pra ir pra cima”, enfatizou.

O parlamentar acusou, ainda, de ser uma campanha antecipada a caravana do pré-candidato à Presidência da República e seu desafeto político, Ciro Gomes (PDT), pela Região do Cariri do Estado, realizada nos últimos dias. “Queria saber onde se encontra o Ministério Público Eleitoral, que permite atos como esse, campanha rasgada, com vários integrantes de órgãos públicos presentes. Quero saber se o Ministério Público consultou se cada passagem e hospedagem não foi paga com dinheiro público. Se fosse uma caravana do Capitão Wagner, candidato a governador, o Ministério Público já tava lá esperando, chegaria primeiro que eu”, ironizou.

Aliado de Capitão Wagner, o deputado Roberto Mesquita (PSD) foi à tribuna logo em seguida defender que o colega sofre perseguição política, lembrando que na última eleição para a Prefeitura de Fortaleza, o deputado da oposição, Heitor Férrer (PSB), “bem-querer de toda a população”, foi surpreendido com uma pesquisa que decretava que ele “não tinha a menor condição de ir para o segundo turno, fazendo com que o eleitorado pensasse em aplicar o voto útil”.